O Instituto Nacional de Controle de Qualidade em Saúde (INCQS/Fiocruz) está com inscrições abertas para seus cursos de atualização até o dia 16 de agosto.
Voltados a profissionais de Instituições Públicas com nível superior completo, os cursos visam a promover a apresentação e a discussão sobre inovações técnico-científicas nas áreas de atuação Institucional. Conheça os cursos com inscrições abertas.
Preparo e controle da qualidade de meios de cultura utilizados em microbiologia
O curso tem a finalidade promover o ensino acerca dos aspectos teóricos e práticos da preparação e esterilização e técnicas empregadas no controle da qualidade de meios de cultura e soluções. Mais informações aqui no Campus Virtual Fiocruz.
Microbiologia de fármacos, fotofármacos, cosméticos, artigos de saúde e insumos de diálise
A atualização irá abordar diversos aspectos práticos e teóricos sobre ensaios executados na área, de acordo com a metodologia adotada no Brasil. Mais informações aqui no Campus Virtual Fiocruz.
Controle de qualidade de saneantes
Seu objetivo é promover o ensino de controle de qualidade de saneantes nas áreas de toxicologia, química, microbiologia e rotulagem. Mais informações aqui no Campus Virtual Fiocruz.
Thaís Dantas (Campus Virtual Fiocruz) | Foto: Pinterest
A Fiocruz Paraná está com chamada aberta para a seleção de mestrado e doutorado de 2019, que integram o Programa de Pós-graduação Stricto sensu em Biociências e Biotecnologia. O principal objetivo do programa é formar profissionais aptos a exercer atividades de pesquisas e magistério de ensino superior, por meio do desenvolvimento de novas metodologias e produtos na área.
O mestrado acadêmico tem duração máxima de dois anos e abre inscrições entre os dias 24 de setembro e 22 de outubro.
Já o doutorado pode durar até quatro anos e os candidatos ao curso podem se inscrever de 5 de setembro a 5 de outubro.
O processo seletivo é dividido em duas etapas eliminatórias: prova escrita e análise do currículo do candidato.
Acesse os editais e confira todas as informações aqui no Campus Virtual Fiocruz:
Leia mais sobre biociências e biotecnologia.
Thaís Dantas e Flávia Lobato (Campus Virtual Fiocruz)
"Territórios virtuais", que potencializem a participação democrática, as ideias e as experiências em todos os âmbitos do Sistema Único de Saúde (SUS) foram o tema da mesa CiberespaSUS: As redes sociais como dispositivos das políticas públicas de saúde no contexto da cibercultura. Realizada no dia 26/7 no 12º Congresso Brasileiro de Saúde Coletiva, a mesa contou com a participação de Felipe de Oliveira Lopes Cavalcanti, da Secretaria de Estado de Saúde do Distrito Federal, Mariana Salles de Oliveira, da Rede HumanizaSUS, e Ricardo Rodrigues Teixeira, da Universidade de São Paulo (USP). Os três discutiram as experiências da Comunidade de práticas e da Rede Humaniza SUS, as maiores “redes sociais” na internet associadas a políticas públicas de saúde (a política nacional de atenção básica e a política nacional de humanização), além de abordarem a produção e a circulação de narrativas sobre o SUS no cenário atual da comunicação digital.
Cavalcanti apresentou sua experiência na Comunidade de práticas, uma iniciativa digital que procura dar visibilidade às vivências construídas por trabalhadores da atenção básica, atualmente com mais de oito mil relatos publicados. “Qualquer profissional que atue na área pode cadastrar uma prática no sistema, recebendo o auxílio de um curador para qualificar o relato antes da publicação”, explicou. “A iniciativa tem tido papel fundamental para sistematizar o conhecimento sobre as práticas de saúde na atenção básica.”
Mariana Oliveira relembrou os quase quatro anos em que esteve à frente da plataforma. A rede de trabalhadores, gestores e usuários tem como objetivo a multiplicação de perspectivas e a construção coletiva de narrativas sobre a humanização do SUS. “A proposta é estimular o compartilhamento de tecnologias sociais que busquem abrir portas de escuta, sem infantilizar ou tutelar a participação social, para criar espaços de cogestão e contribuir para a democratização do SUS em seu fazer cotidiano”, afirmou Oliveira. Criada em 2008, a rede conta hoje com 14 mil relatos, 37 mil cadastros e 100 mil acessos por semana.
Para Ricardo Teixeira, da USP, o processo de releitura e narração das experiências de saúde propiciado por essas iniciativas é essencial para a prática do SUS, por produzir novas reflexões e aprimoramentos a partir das vivências dos integrantes. Em sua apresentação, ele destacou que as duas iniciativas apontam para a possibilidades do emprego de redes sociais na internet como dispositivos de políticas públicas - ressignificando e radicalizando a própria ideia de política pública, não como política de estado ou de governo, mas de agentes da sociedade civil que produzem discursos e disputam narrativas. “Estes dispositivos ampliam o caráter público das políticas de forma diferenciada em relação aos conselhos de saúde, ampliando a participação”, avaliou.
Novo cenário
Desde que estas iniciativas nasceram, no entanto, o contexto da internet mudou. Teixeira argumentou que nos últimos dez anos houve uma mudança brutal na economia cognitiva e comunicacional. Para além do potencial democrático e emancipatório que a internet e as redes sociais ainda mantêm, a crescente concentração do mercado, a articulação de perspectivas pouco democráticas, os processos de circulação de notícias falsas, além de outras questões, têm reforçado o fato de que a tecnologia pode ser empregada de muitas formas e para diferentes fins.
Nesse contexto, Teixeira acredita que as redes sociais da saúde estão longe de representar o ciberespaço como um todo e acredita que seu estudo pode trazer um aprendizado importante para lidarmos com a complexidade comunicacional da atualidade. “A rede Humaniza SUS, por exemplo, é completamente aberta e tende a trazer para o primeiro plano a experiência afetiva, cognitiva e comunicacional do trabalho em saúde, mas nunca registrou qualquer episódio de intolerância ou violência, o que é ótimo, mas também causa certo estranhamento”, avaliou.
Oliveira também destacou a mudança de cenário e relembrou que, quando a Rede Humaniza SUS foi criada, parecia óbvio que redes sociais ajudariam a fortalecer a militância em torno do SUS e a produção de sistema mais democrático “Porém, boa parte da produção de subjetividade na rede está, hoje, nas mãos de algumas grandes empresas, que ditam as formas de interação em suas redes”, ponderou.
Entre os fatores que devem ser considerados no estudo do ciberespaço está a participação de novo atores não-humanos nos seus processos. “As máquinas participam cada vez mais de nossa vida, com filtros e critérios de seleção responsáveis pela curadoria de boa parte das informações que consumimos. Isso é algo indispensável, o problema é que esses algoritmos não são abertos, conhecidos ou sujeitos a um debate ou controle públicos”, afirmou Teixeira.
Para Oliveira, é preciso estimular políticas que produzam novas possibilidades de experimentação e troca em rede. “Precisamos desenvolver contra-políticas em relação aos algoritmos fechados, para ampliar as possibilidades desses corpos-máquina que continuarão a ser produzidos pela inserção da tecnologia no cotidiano”. Felipe de Oliveira Lopes Cavalcanti também defende a necessidade de criar estratégias que ajudem as instituições e os atores da saúde a participar da construção das narrativas sobre a área. “Quando pensamos de ciberespaço e políticas públicas, em geral falamos de projetos que estão muito na periferia. Precisamos valorizar novas propostas para aproveitar o potencial das redes, modificando os arranjos institucionais para tornar possíveis o engajamento e a participação”, concluiu.
Fonte: Portal Fiocruz
A Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca (Ensp/Fiocruz) está selecionando 30 alunos para seu curso de emissários submarinos de esgotos: noções e avaliações do impacto na saúde e meio ambiente 2018 até o dia 9 de agosto.
Durante qualificação profissional serão apresentados modelos de saneamento e alternativas de destino final de efluentes domésticos, de acordo com a particularidade de cada região do Brasil.
O curso será ministrado em cinco aulas, a partir do dia 1° de outubro. A seleção é destinada a profissionais graduados nas áreas de Engenharia e Arquitetura. Inscreva-se já!
Thaís Dantas (Campus Virtual Fiocruz)
O Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas (INI/Fiocruz) está com inscrições abertas para seu curso básico para coordenadores de pesquisa clínica, até 6 de agosto. A capacitação é destinada a profissionais que atuem em projetos de pesquisas e de desejem ingressar na área de coordenação de pesquisa clínica.
Coordenado por Jennifer Salgueiro, seu objetivo é formar uma equipe multidisciplinar de profissionais com atribuições bem estabelecidas para o desenvolvimento de pesquisas clínicas. Com o total de 20 horas, as aulas serão ministradas uma vez por semana, a partir do dia 16 de agosto.
Saiba como se inscrever no curso aqui.
Thaís Dantas (Campus Virtual Fiocruz)
O curso Benchmarking em saúde: projeto terapêutico singular no Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas (INI/Fiocruz), organizado pelo Instituto em parceria com o GT de Benchmarking Saúde do Núcleo de Qualidade e Excelência em Gestão do Estado do Rio de Janeiro, está com inscrições abertas até 15 de julho.
O curso tem como objetivo promover um espaço dialógico entre os representantes das Unidades de Saúde participantes do Grupo Benchmarking Saúde/Núcleo Estadual de Qualidade e Excelência em Gestão (NEQEG/RJ), convidados e a equipe multiprofissional do INI, através de uma mesa redonda sobre a temática “Projeto Terapêutico Singular no Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas (INI/Fiocruz)” como boa prática de Gestão, Assistência à Saúde, Pesquisa e Ensino.
A estratégia pedagógica será a exposição dialogada sobre o tema seguida de debate e uma visita técnica na unidade. Desta forma os participantes serão apresentados aos fundamentos teórico-conceituais e práticos na aplicação de Projeto Terapêutico Singular (PTS), como boas práticas de integralidade na Atenção à Saúde, conhecerão a relevância e os desafios de implementação do PTS e vivenciarão a prática de benchmarking.
O público alvo está constituído por profissionais do SUS ligados à assistência e estão disponíveis 45 vagas. O curso será ofertado na modalidade presencial, no dia 17 de julho, das 13h às 17h, no Auditório do Pavilhão de Ensino. Os interessados podem inscrever-se no processo seletivo clicando aqui.
Fonte: Antonio Fuchs (INI/Fiocruz) | Foto: Ridofranz
Estão abertas, até esta sexta-feira (13/7), as inscrições para o curso Tópicos especiais em museus e centros de ciência da Casa Oswaldo Cruz (COC/Fiocruz).
O curso oferecido na modalidade livre é preferencialmente destinado a profissionais graduados e estudantes de graduação das áreas das ciências humanas, ciências sociais aplicadas e ciências da saúde.
Durante o ensino, serão oferecidos aos alunos uma visão panorâmica dos museus e centros de ciência, abordando aspectos históricos, suas tipologias, suas particularidades e as diferentes funções assumidas ao longo dos séculos.
Além disso, serão abordados aspectos sobre as diversas funções dos museus relacionadas tanto a constituição de coleções, a salvaguarda e pesquisa científica, quanto a interface com a sociedade por meio de ações culturais e educacionais, promovendo a análise e reflexão crítica sobre as diferentes estratégias de diálogo dos museus e centros de ciência com o público, frente às demandas atuais de alfabetização científica e participação social. Inscreva-se já!
Thaís Dantas (Campus Virtual Fiocruz) | Foto: Gutemberg Brito
Estão abertas, até o dia 24 de julho, as inscrições para o curso de atualização em ciência de animais de laboratório avançado do Instituto de Ciência e Tecnologia em Biomodelos (ICTB/Fiocruz). Com o total de 30 vagas, o curso de Educação Básica e Profissional é oferecido de forma gratuita e abordará temas relacionados ao manejo de biomodelos, aspectos éticos e legais, biossegurança, controle de qualidade e biotecnologias.
A atualização, que será realizada de 30 de julho a 24 de agosto, é voltada para profissionais das áreas de medicina veterinária, zootecnia, ciências biológicas e ciências da saúde (graduandos que estejam no fim da graduação, graduados e pós-graduados).
Saiba mais sobre o processo seletivo acessando o edital aqui.
Nesta semana (21/6), o Encontros às Quintas, promovido pelo Programa de Pós-Graduação em História das Ciências e da Saúde da Casa de Oswaldo Cruz (COC/Fiocruz), irá abordar o tema A era digital, o neodocumentalismo e o desafio às humanidades digitais: perspectivas em torno do fazer científico histórico e sociológico.
Para o pesquisador Ricardo M. Pimenta, do Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia (IBICT), sua apresentação, que acontecerá no dia 21/6, às 10h, no Centro de Documentação em História da Saúde (CDHS), abordará o crescimento contínuo do interesse sobre "humanidades digitais" (HD) no cenário internacional e nacional aponta para uma acentuação da tendência tecnológica nas práxis das pesquisas em humanidades.
Outro ponto importante de sua reflexão é o papel do documento e as diversas compreensões da informação que um mesmo documento carrega atualmente. De acordo com o pesquisador do IBICT, “ao historiador do futuro a crítica ao documento passará pela linguagem computacional e pelo espetáculo das visualizações da informação cerzida por ferramentas digitais”.
Por COC/Fiocruz
A Fiocruz, a Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) e a Associação Brasileira de Saúde Coletiva (Abrasco) debaterão juntas o atual cenário do direito ao desenvolvimento, à saúde e à ciência, tecnologia e inovação. O evento marca os 118 anos da Fiocruz, os 70 anos da SBPC, é preparatório para o 12º Congresso Brasileiro de Saúde Coletiva e constitui um dos oito seminários temáticos que a SBPC está organizando na série Políticas Públicas para o Brasil que queremos na comemoração de seus 70 anos. O seminário Direito ao Desenvolvimento, à Saúde e à Ciência, Tecnologia e Inovação acontecerá dia 29 de junho, de 9h às 17h, na Tenda da Ciência Virginia Schall, Fundação Oswaldo Cruz, campus Manguinhos, no Rio de Janeiro.
No encontro, serão discutidos os temas Direito ao desenvolvimento, à saúde e Pesquisa e Inovação em Saúde em palestras que serão proferidas, respectivamente, pelo professor titular do Instituto de Economia da Unicamp, Luiz Gonzaga Belluzzo, e por Reinaldo Guimarães, pesquisador do Núcleo de Bioética e Ética Aplicada à Saúde da Universidade Federal do Rio de Janeiro.
As relações entre a pesquisa em saúde e o campo da saúde coletiva, bem como o papel dessa última na formulação de uma política de pesquisa em saúde estará em pauta na apresentação de Reinaldo Guimarães: – “Pretendo reivindicar uma compreensão adequada sobre a identidade do setor da pesquisa em saúde, capaz de reforçar seu caráter interdisciplinar e o seu papel na imposição da intersetorialidade no Sistema Único de Saúde. Exporei o que entendo como os principais desafios para uma política de pesquisa para a saúde no Brasil”, adianta Guimarães.
Como debatedores estão Lucile Winter, professora do Instituto de Biociências da USP e membro da diretoria da SBPC; Carlos Gadelha, pesquisador e professor, responsável pela Coordenação das Ações de Prospecção da Fiocruz; Ligia Bahia, pesquisadora e professora do Instituto de Estudos em Saúde Coletiva da UFRJ e membro da Comissão de Política da Abrasco e o vice-presidente de Educação, Informação e Comunicação da Fiocruz, Manoel Barral.
Na visão de Lígia Bahia, o seminário será um preâmbulo: “Precisamos refletir e propor alternativas sobre o direito à saúde e ao desenvolvimento no mundo e no Brasil contemporâneos. No contexto de ameaças aos direitos sociais e humanos, pretendemos duplicar nossos esforços: resistir às políticas de austeridade e simultaneamente avançar proposições de expansão da cidadania. Sabemos que estamos diante de imensos obstáculos estruturais e conjunturais, mas temos plena consciência de quem somos. Estivemos à frente da batalha pelos direitos de seguridade social na Constituição de 1988, por isso nos tornamos aqueles e aquelas que poderão renovar e ampliar compromissos a defesa e efetivação de políticas ambientais, identitárias e igualitárias”.
Carlos Gadelha chama a atenção para o dia 29 como um marco para a concepção de propostas para um projeto nacional que considere o desenvolvimento, a saúde e a pesquisa e a inovação como direitos essenciais na sociedade contemporânea: “A Fiocruz, na comemoração de seu 118º aniversário, realizará um seminário conjunto com a SBPC e a Abrasco que contará, em sua abertura, com a palestra de Luiz Gonzaga Belluzzo, um dos maiores pensadores sobre o desenvolvimento nacional. Reafirmaremos a perspectiva política de que a CT&I e a saúde devem fazer parte de uma estratégia nacional que seja dinâmica, soberana e democrática. A ruptura com paradigmas tradicionais apresenta-se como uma necessidade para nortear as ações do presente e a retomada das energias por nossa sociedade na luta pelo desenvolvimento e a democracia”.
O seminário Direito ao Desenvolvimento, à Saúde e à Ciência, Tecnologia e Inovação, acontecerá dia 29 de junho, na Tenda da Ciência Virginia Schall na Fundação Oswaldo Cruz, Manguinhos, Rio de Janeiro e tem como Comissão organizadora: Carlos Gadelha (Fiocruz); Ligia Bahia (SBPC Rio de Janeiro) e Luis Eugenio Souza (Coordenador do Comitê de C&T da Abrasco).
Confira a programação do evento na nossa agenda!
Por Vilma Reis (Abrasco)