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Publicado em 28/06/2018

Fiocruz Bahia participa de mobilização em defesa da ciência com universidades federais e estaduais

Na próxima segunda-feira (2/7), Dia da Independência da Bahia, o Instituto Gonçalo Moniz (IGM/Fiocruz Bahia) participará da mobilização estadual em defesa da ciência e tecnologia. A concentração, está marcada para as 7h, no Largo da Lapinha, em Salvador. Estima-se a participação de aproximadamente 500 cientistas baianos. O movimento, organizado pela Academia de Ciências da Bahia (ACB), visa chamar a atenção para o momento que a ciência e tecnologia no Brasil passa. 

Segundo o presidente da ACB, Jailson Andrade, afirma que a falta de apoio à ciência no Brasil chegou a uma situação dramática e é preciso mobilizar a sociedade para chamar atenção a esta questão. "Aqui na Bahia enfrentamos carência de recursos e investimentos financeiros para pesquisas e estímulo de projetos", afirmou. 

Movimento ganha adesão de diversas instituições

A iniciativa conta com o apoio da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), do Instituto Federal da Bahia (IFBA), o IF-Baiano,  da Academia de Letras da Bahia, da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) e da Academia Baiana de Medicina Veterinária. Também estão envolvidas as instituições de ensino federal Universidade Federal da Bahia (UFBA), Universidade Federal do Oeste da Bahia (Ufob), Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB) e Universidade Federal do Sul da Bahia (UFSB) e estaduais Universidade do Estado da Bahia (Uneb), Universidade Estadual de Feira de Santana (Uefs), Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (Uesb) e Universidade Estadual de Santa Cruz (Uesc). 

Para a diretora da Fiocruz Bahia, Marilda de Souza Gonçalves, a manifestação representa um momento de luta pela ciência e tecnologia, setor que reinvindica mudanças no aporte de verbas para a geração de conhecimento. “Um povo sem a ciência de qualidade perde muito da sua dignidade, cidadania e esperança em um futuro melhor para as novas gerações. Precisamos da parceria da sociedade em prol dessa luta pela sustentabilidade da ciência”, declarou.

Além desta mobilização, já estão marcadas outras manifestações em Fortaleza, no dia 1º de julho, e Brasília, no dia 12 de julho, no Congresso Nacional. Essa luta é de todos, participe!

 

Thaís Dantas (Campus Virtual Fiocruz) | Com informações da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia

 

Publicado em 21/06/2018

EPSJV promove seu 1º Seminário de Audiovisual e Educação

Após oito anos de história de sua Mostra Audiovisual, a escola Escola Politécnica de Saúde Joaquim Venâncio (EPSJV/Fiocruz) abre inscrições para seu 1º Seminário de Audiovisual e Educação. A iniciativa surgiu devido à necessidade de criar um espaço dedicado a trocas de experiências pedagógicas entre professores, buscando aproximar alunos de escolas públicas e estimulando-os a investigar e refletir. 

O evento, que acontecerá no dia 7 de agosto, visa a articular o conhecimento científico com as práticas pedagógicas já realizadas pelos professores da educação básica. Na ocasião, os profissionais promoverão o debate dos trabalhos científicos apresentados.

Para participar dessa produção de conhecimento através de imagens e sons, os interessados deverão submeter os trabalhos, até o dia 25 de junho, através do formulário eletrônico disponível no hotsite do seminário.

Para conferir a programação completa do evento, acesse a nossa agenda!

Publicado em 20/06/2018

Encontro às Quintas aborda tema “Humanidades digitais”

Nesta semana (21/6), o Encontros às Quintas, promovido pelo Programa de Pós-Graduação em História das Ciências e da Saúde da Casa de Oswaldo Cruz (COC/Fiocruz), irá abordar o tema A era digital, o neodocumentalismo e o desafio às humanidades digitais: perspectivas em torno do fazer científico histórico e sociológico. 

Para o pesquisador Ricardo M. Pimenta, do Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia (IBICT),  sua apresentação, que acontecerá no dia 21/6, às 10h, no Centro de Documentação em História da Saúde (CDHS), abordará o crescimento contínuo do interesse sobre "humanidades digitais" (HD) no cenário internacional e nacional aponta para uma acentuação da tendência tecnológica nas práxis das pesquisas em humanidades.

Outro ponto importante de sua reflexão é o papel do documento e as diversas compreensões da informação que um mesmo documento carrega atualmente. De acordo com o pesquisador do IBICT, “ao historiador do futuro a crítica ao documento passará pela linguagem computacional e pelo espetáculo das visualizações da informação cerzida por ferramentas digitais”.

Por COC/Fiocruz

Publicado em 20/06/2018

Abrascão: seminário preparatório discute o direito à saúde e ao desenvolvimento

A Fiocruz, a Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) e a Associação Brasileira de Saúde Coletiva (Abrasco) debaterão juntas o atual cenário do direito ao desenvolvimento, à saúde e à ciência, tecnologia e inovação. O evento marca os 118 anos da Fiocruz, os 70 anos da SBPC, é preparatório para o 12º Congresso Brasileiro de Saúde Coletiva e constitui um dos oito seminários temáticos que a SBPC está organizando na série Políticas Públicas para o Brasil que queremos na comemoração de seus 70 anos. O seminário Direito ao Desenvolvimento, à Saúde e à Ciência, Tecnologia e Inovação acontecerá dia 29 de junho, de 9h às 17h, na Tenda da Ciência Virginia Schall, Fundação Oswaldo Cruz, campus Manguinhos, no Rio de Janeiro.

No encontro, serão discutidos os temas Direito ao desenvolvimento, à saúde e Pesquisa e Inovação em Saúde em palestras que serão proferidas, respectivamente, pelo professor titular do Instituto de Economia da Unicamp, Luiz Gonzaga Belluzzo, e por Reinaldo Guimarães, pesquisador do Núcleo de Bioética e Ética Aplicada à Saúde da Universidade Federal do Rio de Janeiro.

As relações entre a pesquisa em saúde e o campo da saúde coletiva, bem como o papel dessa última na formulação de uma política de pesquisa em saúde estará em pauta na apresentação de Reinaldo Guimarães: – “Pretendo reivindicar uma compreensão adequada sobre a identidade do setor da pesquisa em saúde, capaz de reforçar seu caráter interdisciplinar e o seu papel na imposição da intersetorialidade no Sistema Único de Saúde. Exporei o que entendo como os principais desafios para uma política de pesquisa para a saúde no Brasil”, adianta Guimarães.

Como debatedores estão Lucile Winter, professora do Instituto de Biociências da USP e membro da diretoria da SBPC; Carlos Gadelha, pesquisador e professor, responsável pela Coordenação das Ações de Prospecção da Fiocruz; Ligia Bahia, pesquisadora e professora do Instituto de Estudos em Saúde Coletiva da UFRJ e membro da Comissão de Política da Abrasco e o vice-presidente de Educação, Informação e Comunicação da Fiocruz, Manoel Barral.

Na visão de Lígia Bahia, o seminário será um preâmbulo: “Precisamos refletir e propor alternativas sobre o direito à saúde e ao desenvolvimento no mundo e no Brasil contemporâneos. No contexto de ameaças aos direitos sociais e humanos, pretendemos duplicar nossos esforços: resistir às políticas de austeridade e simultaneamente avançar proposições de expansão da cidadania. Sabemos que estamos diante de imensos obstáculos estruturais e conjunturais, mas temos plena consciência de quem somos. Estivemos à frente da batalha pelos direitos de seguridade social na Constituição de 1988, por isso nos tornamos aqueles e aquelas que poderão renovar e ampliar compromissos a defesa e efetivação de políticas ambientais, identitárias e igualitárias”.

Carlos Gadelha chama a atenção para o dia 29 como um marco para a concepção de propostas para um projeto nacional que considere o desenvolvimento, a saúde e a pesquisa e a inovação como direitos essenciais na sociedade contemporânea: “A Fiocruz, na comemoração de seu 118º aniversário, realizará um seminário conjunto com a SBPC e a Abrasco que contará, em sua abertura, com a palestra de Luiz Gonzaga Belluzzo, um dos maiores pensadores sobre o desenvolvimento nacional. Reafirmaremos a perspectiva política de que a CT&I e a saúde devem fazer parte de uma estratégia nacional que seja dinâmica, soberana e democrática. A ruptura com paradigmas tradicionais apresenta-se como uma necessidade para nortear as ações do presente e a retomada das energias por nossa sociedade na luta pelo desenvolvimento e a democracia”.

O seminário Direito ao Desenvolvimento, à Saúde e à Ciência, Tecnologia e Inovação, acontecerá dia 29 de junho, na Tenda da Ciência Virginia Schall na Fundação Oswaldo Cruz, Manguinhos, Rio de Janeiro e tem como Comissão organizadora: Carlos Gadelha (Fiocruz); Ligia Bahia (SBPC Rio de Janeiro) e Luis Eugenio Souza (Coordenador do Comitê de C&T da Abrasco).

Confira a programação do evento na nossa agenda!

Por Vilma Reis (Abrasco)

Publicado em 14/06/2018

Leonardo Boff participa de debate on-line sobre cuidados na saúde e sustentabilidade

O Centro de Estudos Estratégicos da Fundação Oswaldo Cruz (CEE-Fiocruz) inicia, dia 20 de junho, às 14h, a série de encontros Futuros do Brasil e da América Latina, com uma entrevista com o teólogo e escritor Leonardo Boff, coordenada e apresentada pelo ex-ministro da Saúde José Gomes Temporão, pesquisador do Centro. Boff falará sobre A ética do cuidado: atenção sustentável na saúde, para aprofundar a discussão sobre o tema do cuidado necessário, conceito elaborado por ele para pensar a espiritualidade e as relações do homem com o outro e com a terra, inaugurando uma nova forma de trabalhar a sustentabilidade.

A entrevista será transmitida em tempo real, on-line, pelo blog do CEE-Fiocruz e pela página do Centro no Facebook. Boff estará no centro do debate, interagindo com quatro entrevistadores: a juíza do Tribunal de Justiça do Rio Andrea Pachá, ex-conselheira do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), responsável pela criação do Cadastro Nacional de Adoção, pela Comissão de Conciliação e Acesso à Justiça e pela implantação das Varas de Violência contra a Mulher em todo o país; por Liliane Penello, médica psiquiatra, pesquisadora do Instituto Fernandes Figueira da Fiocruz e coordenadora Técnica Nacional da Estratégia Brasileirinhas e Brasileirinhos Saudáveis; por Marisa Schargel Maia, psicanalista, professora doutora do Programa de Mestrado Profissional em Saúde Perinatal e da Pós-Graduação em Atenção Integral à Saúde Materno Infantil, da Maternidade Escola da UFRJ, e organizadora do Livro Por Uma Ética do Cuidado; e por Claudius Ceccon, jornalista, desenhista, ilustrador, cartunista e diretor-executivo do Centro de Criação de Imagem Popular (Cecip).

Estará em pauta na entrevista a associação da dimensão do cuidado à sustentabilidade, visando a produção de saúde, sua promoção e prevenção, no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS), estimulando a formulação de políticas públicas cuidadoras, embebidas pela noção de cuidado necessário como princípio e operador conceitual no terreno das práticas. Uma compreensão que aponta para o futuro sustentável da relação entre os seres e deles com o planeta, com o cosmos, apoiada nas decisões e fazeres do passado e do presente.

 

Fonte: Daiane Batista (CEE/Fiocruz)

Publicado em 13/06/2018

Rede Nacional de Ciência para Educação promove seu primeiro encontro anual

A Rede Nacional de Ciência para Educação abriu inscrições para seu I Encontro Anual. O evento, que acontecerá entre os dias 2 e 4 de agosto, reunirá pesquisadores de diferentes áreas do conhecimento para debater como a ciência pode ajudar a educação em temas como educação especial, novas tecnologias, competências socioemocionais, ensino de matemática e mais.

Na abertura, a pesquisadora norte-americana Susan Levine, da Universidade de Chicago apresentará a palestra “Fatores cognitivos e emocionais para o desenvolvimento matemático e espacial/ Early mathematical and spatial development: Cognitive and emotional factors".

Para participar, os interessados devem submeter seus trabalhos entre os dias 5 e 1 de julho e os autores interessados deverão se inscrever até dia 22 de julho. Para a confirmação do cadastro, os participantes terão que pagar uma taxa de inscrição de acordo com a modalidade escolhida.

Confira toda programação do evento na nossa agenda

Publicado em 13/06/2018

Espaço Ciência em Olinda recebe exposição sobre Aedes

A exposição Aedes: que mosquito é esse? será inaugurada nesta terça-feira (12/6), no Espaço Ciência, Museu Interativo de Ciência de Pernambuco, em uma iniciativa do Museu da Vida da Casa de Oswaldo Cruz (COC/Fiocruz), em parceria com a farmacêutica Sanofi. Conta ainda com apoio da Rede Dengue, Zika e Chikungunya da Fiocruz, que coordena diversas ações integradas para o controle do Aedes na instituição.

O diretor da Casa Oswaldo Cruz (COC/Fiocruz), Paulo Elian, afirma que “a exposição apresenta a complexidade científica e social dos problemas sanitários de maneira clara e em linguagem direta. É o conhecimento a serviço da vida e da saúde da população”. Para Hubert Guarino, diretor geral da Sanofi Pasteur no Brasil, a mostra procura contribuir para mudar o cenário das doenças transmitidas pelo Aedes aegypti no Brasil. “Acreditamos na educação como elemento chave para que a população tome consciência e cuide de sua saúde e de todos no seu entorno”, diz.   

Aprender brincando

A exposição reúne diversas atividades interativas. Entre as atrações, está o Quintal Interativo, em que é possível observar, com lupas, o ciclo de vida do Aedes aegypti e as fases ovo, larva, pupa e alada (adulto). A ideia é convidar o visitante a encontrar potenciais criadouros do vetor, como pneus, caixas d’água destampadas e garrafas armazenadas de maneira incorreta. O jogo no estilo point-and-click promete mexer com o público e se tornar uma das grandes sensações.

O jogo Detetive da Dengue apresenta cenários com possíveis criadouros - o participante deve identificá-los e tocá-los para eliminar a ameaça. Quem encontrar e bloquear mais focos, ganha a partida e acumula pontos na passagem à próxima fase, com nova missão. Brincando, o visitante pode usar um aplicativo no celular para achar criadouros do inseto em locais distribuídos ao longo da exposição. 

Módulos 

A mostra é dividida em seis módulos, explorando diversos temas: Mosquitos e vírus: combinação perigosaOs vírus – por dentro dos vírus; Um Mosquito Doméstico – o zumzumzum da questãoDengueZikaChikungunyaPesquisa em busca de soluções e Controle – esforço conjunto.

Uma impressionante escultura de mosquito fêmea, com mais de dois metros – criação do artista plástico Ricardo Fernandes –, recepciona o visitante e usa alta tecnologia para instigar o público: a partir da interação com sensores distribuídos em partes específicas do modelo 3D do Aedes aegypti, informações são projetadas em uma tela, com textos, imagens e animações.

Vídeos e dispositivos interativos abordam a biologia, a origem, a distribuição e a evolução dos vetores Aedes no mundo. Os vírus e os sorotipos existentes até o momento compõem o segundo módulo da exposição. O que é e o que faz o vírus da dengue? Os tipos de vírus da dengue (DENV1, DENV2, DENV3 e DENV4); o vírus da febre de chikungunya (CHIKV) e o vírus zika (ZIKV); origem e evolução dos vírus também são abordados.

A exposição também aborda, em sua apresentação multimídia, aspectos sobre a febre amarela, já que a doença também pode ser transmitida pelo Aedes aegypti.

O terceiro módulo explora o tema da dengue, sintomas e suas principais consequências para o corpo humano. No quarto e quinto módulos, zika e chikungunya dominam o espaço. São abordadas questões como a relação do vírus zika com a microcefalia e o histórico da chikungunya no Brasil. O sexto módulo aborda as principais pesquisas em andamento, em nosso país e no mundo, e as medidas de controle dos vetores que transmitem essas arboviroses. Entre outras questões, são tratadas: a evolução da resistência a inseticidas; a pesquisa e o desenvolvimento de vacinas, além do uso da bactéria Wolbachia (presente em várias espécies de insetos), uma novidade da Fiocruz para impedir a multiplicação dos vírus no Aedes aegypti.

Complementando o último módulo, o controle do mosquito é abordado para mostrar a importância da participação da sociedade de maneira correta. Materiais do Ministério da Saúde e de parceiros na luta contra o mosquito podem ser acessados. Dois documentários fazem parte da exposição: O Mundo Macro e Micro do Mosquito Aedes aegypti – para combatê-lo é preciso conhecê-lo e Aedes aegypti e Aedes albopictus: uma ameaça nos trópicos, dirigidos por Genilton José Vieira, do Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz).

 

Saiba mais na nossa agenda!

 

 

 

 

Publicado em 13/06/2018

História das Psicoterapias é tema de Conferências Internacionais

Casa de Oswaldo Cruz, da Fundação Oswaldo Cruz (COC/Fiocruz), e o Health Humanities Centre, da University College London (HHC/UCL) promovem no dia 12 de julho de 2018 um ciclo de conferências internacionais sobre as Histórias Transculturais das Psicoterapias. As inscrições, gratuitas, já estão abertas. O evento é voltado a estudantes de graduação e pós-graduação, professores e pesquisadores da Fiocruz e outras instituições nas áreas de ciências humanas, ciências sociais, história das psicoterapias e áreas afins. Os interessados devem enviar seus dados pelo e-mail: encontrohistpsicoterapias@gmail.com

As duas primeiras edições das conferências foram organizadas pelo professor e pesquisador Sonu Shamdasani nos anos de 2016 e 2017 no Institute of Advanced Studies, um centro de excelência da UCL, em Londres. A terceira edição acontecerá no Centro de Documentação em História da Saúde (CDHS), nova sede do arquivo, do ensino e do Departamento de Pesquisa em História das Ciências e da Saúde da COC/ Fiocruz.

A organização do evento é da professora do Programa de Pós-graduação em História das Ciências e da Saúde da Casa de Oswaldo Cruz (PPGHCS/COC), Cristiana Facchinetti, representante brasileira do grupo. Nesta edição, o número de participantes foi ampliado, tendo incorporado alguns membros da Rede Ibero-americana de Pesquisadores em História da Psicologia, coordenada por Cristiana até 2017. Atualmente o grupo é composto por 13 membros de diferentes países e de instituições internacionais de excelência.

O professor Sonu fará a primeira conferência. Ele também se notabilizou por ser responsável pela publicação do famoso “The Red Book” ou “O Livro Vermelho” de Jung. Falará sobre a rede de pesquisa que ele fundou em 2016. Segundo o professor, é incontestável o impacto das psicoterapias modernas nas sociedades a partir do século 20. Embora tenham tido início no Ocidente, as psicoterapias foram apropriadas pela medicina, psicologia, religião, arte e filosofia de diferentes partes do mundo, circulando por todo o planeta.

Apesar da importância que adquiriram ao longo do último século, a historiografia sobre o tema ficou muito aquém do impacto social e do papel que elas desempenham na contemporaneidade. “Para superar esse obstáculo é que o grupo se reuniu em torno dessa rede, a fim de apresentar e debater, conjuntamente, histórias de psicoterapias de contextos locais distintos, com vistas a expandir a historiografia sobre o tema e dar a ela maior densidade e diversidade, com a inclusão de narrativas que trazem além da apropriação dos conhecimentos propriamente científicos, variáveis culturais, sociológicas, temporais e geográficas”, afirmou Cristiana Facchinetti.

O segundo conferencista é o argentino Alejandro Dagfal, da Universidad de Buenos Aires. Dagfal ganhou prêmio com sua tese sobre a circulação da psicanálise lacaniana entre a América Latina e a França. Na presente conferência, abordará as Psicoterapias na Argentina, de Janet a Lacan.

Da Itália, virá o professor Marco Innamorati, da Università di Roma Tor Vergata. Innamorati investiga a atitude do ambiente católico em relação às psicoterapias, demonstrando um período inicial marcado por completa oposição até o pós-Segunda Guerra Mundial, quando houve tentativas de integrar as psicoterapias à cultura católica, com diferenças geográficas e contextuais na aceitação e na rejeição da psicanálise e da psicologia analítica.

O Chile será representado por Luís Mariano Ruperthuz, da Universidad Diego Portales. Mariano produziu uma tese, transformada em livro, sobre a história da circulação da psicanálise no Chile e é autor também de diferentes obras sobre a história da psicanálise na América Latina. Sua apresentação estará voltada para a divulgação científica da psicanálise no Chile, bem como pela apropriação local dessas leituras freudianas.

Com o título “Quase-Morte - Como a psiquiatria transformou um fenômeno popular em Insight terapêutico”, a professora Jelena Martinovic, do Institut Universitaire d'Histoire de la Médecine et de la Santé Publique, de Lausanne, Suíça, é outra convidada aguardada ao evento. Jelena desenvolve trabalhos sobre o uso de terapia psicodélica nas ciências experimentais, nas psicoterapias e nas “artes de morrer” contemporâneas. Escreveu um livro sobre como as sensações de bem-estar, experiências fora do corpo, viajar através de um túnel escuro ou outras representações relacionadas a experiências de quase morte foram integradas à medicina e psicologia ocidentais a partir da década de 1950.

Já Suzanne Hollman, da americana Divine Mercy University, abordará o tema da entrada da psicanálise nos Estados Unidos, em especial, a apropriação feita por William Alanson White (1870-1937), psiquiatra que desempenhou papel considerável como formador de opinião, tradutor, escritor e clínico junto aos jovens psiquiatras das gerações subsequentes interessados no freudismo e na extensão social da psiquiatria para o campo das esquizofrenias.

A Conferência receberá ainda o professor Ulrich Koch, psicólogo, historiador e filósofo das ciências médica da George Washington University, nos Estados Unidos. Seu trabalho é central para o debate, já que é um pesquisador dedicado a investigar a história e a epistemologia das profissões da saúde mental e seus envolvimentos interdisciplinares, buscando demonstrar como tais trocas interdisciplinares moldaram discussões contemporâneas sobre vulnerabilidade psíquica e a relação entre paciente e psicoterapeuta.

Fechando o ciclo de conferências, falará a organizadora  do evento internacional “Rumo a Histórias Transculturais das Psicoterapias”, a psicanalista e historiadora Cristiana Facchinetti, que é membro-fundadora da Rede, além de ser parceira de Sonu Shamdasani desde 2013. Cristiana irá apresentar resultados de uma pesquisa de três anos coordenada por ela sobre a história do Hospício Nacional de Alienados, em que se discute a circulação de ideias psiquiátricas e práticas naquela que foi a primeira instituição psiquiátrica especializada da América Latina (PROEP / CNPq). O material selecionado diz respeito à relação entre arte e psicoterapia para internos no asilo.

Para participar, todos os interessados deverão seus dados até dia 30 de junho para pelo e-mail: encontrohistpsicoterapias@gmail.com.  Acesse a nossa agenda e confira a programação do evento.

 

Fonte: Casa Oswaldo Cruz (COC)

Publicado em 20/06/2018

Inscrições abertas para a Medalha Virgínia Schall

Estão abertas, até o dia 15 de agosto, as inscrições para Medalha Virgínia Schall de Mérito Educacional. 

A iniciativa criada em homenagem à pesquisadora Virgínia Schall é destinada servidores da Fiocruz, em atividade ou aposentados com atuação nas ciências biológicas aplicadas à saúde e biomedicina.

Os interessados devem enviar toda a documentação necessária, obedecendo as orientações da chamada. O envio implicará na aceitação dos termos do regulamento da medalha Virginia Schall. 

Os documentos devem ser enviados em arquivo PDF, com clara indicação do nome do candidato, para o endereço de e-mail disponibilizado no edital

Conheça a trajetória de sucesso de Virgínia Schall

Pioneira na articulação dos campos da educação, saúde e divulgação científica no Brasil, a pesquisadora Vírginia Schall atuou como docente do Programa de Pós-Graduação em Ciências da Saúde e do Programa de Saúde Coletiva da Fundação Oswaldo Cruz, em Belo Horizonte (MG).

Com formação em psicologia, foi responsável pela formação científica de jovens do ensino médio no período em que coordenou o Programa de Vocação Científica (Provoc/Fiocruz), no Rio de Janeiro (RJ).

Através de seu olhar crítico em relação às prioridades nas áreas de saúde e educação, Virgínia também contribuiu de forma efetiva para a divulgação da ciência no país durante sua atuação como consultora da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro (Faperj) e Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais (Fapemig).

Como editora, ela contribuiu para a confecção de diversos periódicos científicos nacionais e internacionais. Durante sua trajetória internacional, fez parte de comitês de grandes organizações como Organização Mundial da Saúde (OMS), Special Programme for Research and Training in Tropical Diseases (TDR/OMS) e da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS).

Além disso, Schall concebeu o primeiro projeto do Museu da Vida, da Casa de Oswaldo Cruz (COC/Fiocruz), e participou da equipe de implantação, sendo responsável pela criação do Ciência em Cena, teatro que apresenta peças sobre temas científicos. 

 

Publicado em 11/06/2018

Editora Fiocruz inaugura exposição sobre livro acadêmico

O que é um livro acadêmico? O que ele tem que o diferencia de outros livros? E uma editora universitária? Como ela funciona? Essas e outras questões fazem parte do cotidiano da Editora Fiocruz, que resolveu respondê-las de um jeito diferente. Assim, surgiu a exposição Perspectivas do Livro Acadêmico, que integra as comemorações dos 25 anos da Editora Fiocruz. Ela foi inaugurada no final de maio, durante a 31ª Reunião Anual da Associação Brasileira das Editoras Universitárias (Abeu), realizada no âmbito do 1º Seminário Brasileiro de Edição Universitária e Acadêmica. A exposição segue em cartaz até julho no Palácio Itaboraí, prédio da Fiocruz na cidade de Petrópolis (RJ). 

A previsão é que, depois do Palácio Itaboraí, outros espaços da Fiocruz recebam a exposição, inclusive unidades de outros estados. O objetivo é não só dar a conhecer o trabalho da Editora Fiocruz, como também incentivar a leitura e valorizar o livro como veículo de comunicação pública da ciência e tecnologia e da saúde. 

A exposição é formada por dois módulos. O primeiro apresenta os elementos fundamentais de uma editora: os livros e as pessoas. Fazem parte desse módulo um quebra-cabeça com as coleções da Editora Fiocruz, um painel interativo que compara os profissionais de uma editora aos músicos de uma orquestra e um vídeo que pontua conquistas e desafios da edição acadêmica. 

O segundo módulo estimula o contato e a experiência dos visitantes com a história e os livros da Editora Fiocruz. Compõem o módulo um painel de e-books, uma linha do tempo com livros cenográficos e vitrines com troféus de prêmios recebidos, além, é claro, de prateleiras com livros clássicos, de papel. Os visitantes podem pegá-los, folheá-los e, caso se interessem pela leitura, levá-los consigo. No final, uma “árvore de livros”, onde todos são convidados a tirar fotos e compartilhá-las por meio das redes sociais na internet. 

“Os conhecimentos contidos nos livros não podem ficar parados nas estantes. Livro é para ser lido, apropriado, partilhado, e servir à produção de novos conhecimentos”, defende o editor executivo da Editora Fiocruz, João Canossa. A exposição foi desenvolvida pela Editora Fiocruz em conjunto com a produtora Folguedo. Contou ainda com as parcerias da VideoSaúde da Fiocruz e da empresa Loja Interativa.

 

Fonte: Fernanda Marques (Editora Fiocruz)

 

Confira a nossa agenda e saiba mais sobre o evento!

 

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