A Presidência da Fiocruz, por intermédio da Vice-Presidência de Educação, Informação e Comunicação (VPEIC), divulga, nesta quinta-feira, 26 de março, o resultado pós-recurso da validação pelas Secretarias Acadêmicas da Chamada Interna Auxílio à Permanência - 2026.1. O resultado pode ser conferido no Campus Virtual Fiocruz. A próxima etapa da chamada será a análise das inscrições pela comissão de seleção, com resultado da classificação previsto para 7 de abril de 2026.
+Acesse aqui a chamada APE-PG 2026.1
A iniciativa é voltada a alunos de baixa renda da Fiocruz em situação de vulnerabilidade social ligados aos programas de pós-graduação de mestrado e doutorado acadêmicos da instituição, visa promover a permanência destes estudantes nos PPGs, favorecendo a continuidade de seus estudos e desempenho acadêmico, e, assim, contribuir para a redução das desigualdades na educação de pós-graduação e na ciência em nosso país. Acesse o edital, confira todas as informações e critérios de elegibilidade.
Ao todo, poderão ser atendidos até 400 estudantes regularmente matriculados em programas Stricto sensu da Fiocruz e que atendam aos critérios de elegibilidade descritos no Artigo 4 da Chamada (baixa renda, sem atividade remunerada e em dedicação exclusiva ao curso), de acordo com a disponibilidade orçamentária de cada ano.
Concorrem estudantes com renda familiar mensal igual ou inferior a 1 salário mínimo e meio (correspondente a R$ 2.431,50, de acordo com o valor do salário mínimo nacional vigente no ano de 2026).
O APE-PG consistirá em ofertar aos estudantes que preencham os requisitos de elegibilidade um auxílio financeiro mensal no valor R$ 800,00 (oitocentos reais). Destina-se a estudantes com matrícula ativa na Fiocruz, dedicação exclusiva a cursos de pós-graduação, com renda familiar per capita mensal inferior ou igual a 1,5 (um e meio) salário mínimo, e inscritos no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico); ou ainda se forem membros de família de baixa renda, também nos termos do mesmo Decreto, em condição de vulnerabilidade social que prejudique o desenvolvimento das atividades acadêmicas do curso da Fiocruz em que está matriculado, mediante autodeclaração.
O recebimento do Auxílio acontecerá por até 12 (doze) meses consecutivos, enquanto o estudante estiver em situação de matrícula ativa e dentro dos prazos regimentais de conclusão do curso em questão, com duração máxima equivalente ao período do curso (até o 24º mês no mestrado e até o 48º mês no doutorado), e desde que mantidas ao longo de todo o período as condições de elegibilidade ao recebimento do auxílio. Além disso, a qualquer momento, caso o aluno supere a situação de vulnerabilidade que o levou ao recebimento do auxílio ou passe a exercer atividade remunerada, ele deverá solicitar à coordenação do Programa, em sua unidade, a suspensão do benefício.
+Acesse aqui a chamada interna APE-PG 2026.1
Em caso de dúvidas, solicitamos que o contato seja realizado exclusivamente por meio do endereço eletrônico: cad@fiocruz.br
O Colóquio de Arquitetura Assistencial: Patrimônio e Saúde abre a chamada de trabalhos e as inscrições para sua quarta edição, que será realizada entre 4 e 7 de agosto, no Auditório do Museu da Vida Fiocruz, no campus da Fiocruz, em Manguinhos, no Rio de Janeiro. Voltado a profissionais e pesquisadores das áreas de saúde, arquitetura, urbanismo e história, o evento também busca fortalecer redes de pesquisa, especialmente entre países de língua portuguesa, e ampliar a circulação internacional de conhecimentos. Os interessados podem submeter trabalhos até 2 de abril. As inscrições seguem até 30 de julho. Para mais informações, acesse o Campus Virtual Fiocruz.
A iniciativa é organizada pela Rede Ibero-americana de Investigação Património cultural e História da Saúde e da Assistência: estudo, divulgação e valorização e, em sua edição de 2026, conta com o apoio da Cátedra Oswaldo Cruz de Ciência, Saúde e Cultura da Unesco.
Nesse contexto, o Colóquio promove a reflexão sobre os espaços de cuidado e suas transformações ao longo do tempo, abordando os desafios da conservação, do uso e da valorização do patrimônio cultural da saúde, bem como os impactos das relações entre saúde, doença e arquitetura na configuração das infraestruturas assistenciais.
Reunindo especialistas do Brasil, de Portugal e da Itália, a programação está estruturada em três eixos temáticos: História das Instituições de Assistência na Iberoamérica; Patrimônio Cultural da Saúde; e Renovação Tecnológica nos Espaços Assistenciais.
Entre os destaques internacionais, o arquiteto Stefano Capolongo, do Politécnico de Milão, apresenta a conferência “Construindo saúde: a evolução das infraestruturas de saúde pelas lentes da evolução humana e das mudanças sociais”.
A atividade também inclui a participação da museóloga Cristina Nogueira, responsável pelo espaço museológico e pela documentação arquivística do Hospital Colónia Rovisco Pais, em Coimbra, que irá compartilhar a experiência de gestão do acervo e do conjunto histórico, além de apresentar as perspectivas de requalificação do complexo, que deverá passar por concurso internacional de projetos.
Do contexto brasileiro, a arquiteta e pesquisadora Cybelle Salvador Miranda, do Laboratório LaMeMo e do Programa de Pós-Graduação em Arquitetura e Urbanismo da UFPA, apresenta um retrospecto das ações de inventariação das edificações de saúde em Belém do Pará. Já Fabio Bitencourt, da Associação Brasileira para o Desenvolvimento da Edificação Hospitalar (ABDEH), abordará a relação entre os espaços de saúde e as transformações contemporâneas que esses ambientes precisam incorporar para garantir a continuidade de seu uso, enfrentando as limitações e os desafios impostos pela preservação arquitetônica.
Encerrando o ciclo de conferências, o arquiteto e pesquisador José Carlos Avelãs Nunes, da Universidade Nova de Lisboa, apresenta os resultados de sua pesquisa sobre a arquitetura dos sanatórios de tuberculose em Portugal.
O Colóquio é organizado pelos Departamentos de Pesquisa e de Patrimônio Histórico da Casa, com apoio do Programa de Pós-Graduação em Preservação e Gestão do Patrimônio Cultural das Ciências e da Saúde (PPGPAT) e do Programa de Pós-Graduação em História das Ciências e da Saúde (PPGHCS), da Casa, além do Laboratório de Memória e Patrimônio Cultural (LaMeMo) e do Programa de Pós-Graduação em Arquitetura e Urbanismo da Universidade Federal do Pará (UFPA).
Neste mês de março, em alusão ao Dia Internacional de Luta das Mulheres, a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) realizará no dia 31 de março, às 9h, o webinário Mulheres, diversidade e território: o papel da interseccionalidade para a promoção de políticas públicas equânimes. O evento é organizado pelo Programa de Políticas Públicas e Modelos de Atenção e Gestão à Saúde (PMA), da Vice-Presidência de Pesquisa e Coleções Biológicas (VPPCB).
A coordenadora-geral do PMA, Isabela Soares Santos, fala da importância do evento. “O webinário é uma estratégia do PMA de contribuir para a agenda em torno do 8 de março, de uma perspectiva crítica da Saúde Coletiva, que produz ciência a partir da interseccionalidade e da determinação social do processo de saúde-doença”, pontua.
O webinário será transmitido pelo canal do Youtube da Fiocruz. O encontro virtual contará com intérprete de libras e terá duração prevista de 2h30.
As convidadas que darão voz ao tema são pesquisadoras que integram a Rede Equidade e Diversidade do PMA: Claudia Bonan e Paula Gaudenzi, do Instituto Fernandes Figueira (IFF/Fiocruz); Elaine Nascimento, do Escritório Fiocruz Piauí; Laís Costa e Roberta Gondim, da Escola Nacional de Saúde Pública Sérgio Arouca (Ensp/Fiocruz); Luciana Alleluia e Luciana Lindenmeyer, da Fiocruz Ceará; e Renata Pícoli, do Escritório Fiocruz Mato Grosso do Sul.
Serão duas mesas de debate. A primeira mesa tratará das “Contribuições interseccionais dos territórios para a promoção de políticas públicas equânimes”. Já na segunda, o foco será na “Diversidade de olhares científicos para qualificação de políticas públicas interseccionais e equânimes”. Confira a programação completa, na íntegra.
Acesse pelo link do Youtube e acompanhe em tempo real!
Para conhecer mais sobre o PMA, visite a página do Programa no Portal Fiocruz.
Programação:
9h | Abertura
Coordenação do Programa Políticas Públicas e Modelos de Atenção e Gestão de Saúde
Vice-Presidente de Pesquisa e Coleções Biológicas
9h20 | Contribuições interseccionais dos territórios para a promoção de políticas públicas equânimes
Mediação: Rosane Marques (PMA)
Participantes:
Elaine Nascimento (Escritório Fiocruz Piauí)
Renata Pícoli (Escritório Fiocruz Mato Grosso do Sul)
Paula Gaudenzi (IFF/Fiocruz)
Roberta Gondim (ENSP/Fiocruz)
10h35 | Diversidade de olhares científicos para qualificação de políticas públicas interseccionais e equânimes
Mediação: Beatriz Soares (PMA)
Participantes:
Luciana Alleluia (Fiocruz Ceará)
Claudia Bonan (IFF/Fiocruz)
Laís Costa (ENSP/Fiocruz)
Luciana Lindenmeyer (Fiocruz Ceará)
11h50 | Debate
Mediação: Laurenice Pires (PMA)
12h30 | Encerramento
O 1º Encontro Multidisciplinar em Doença de Chagas está com inscrições abertas para submissão de trabalhos. Promovido pela Fiocruz Pernambuco, o evento acontecerá nos dias 6 e 7 de maio, no auditório da instituição. O objetivo é promover a integração de diferentes perspectivas e abordagens relacionadas à doença de Chagas, estimulando o intercâmbio de conhecimentos entre pesquisadores, docentes, estudantes e a sociedade em geral. Os interessados em apresentar trabalhos científicos deverão submetê-los até o dia 20 de Abril de 2026.
A programação contará com palestras e atividades científicas voltadas à divulgação e democratização do conhecimento sobre a doença. Além disso, serão realizadas apresentações de trabalhos científicos nas modalidades pôster e apresentação oral.
Está aberto o processo seletivo para o Curso de Especialização em Direitos Humanos, Acessibilidade e Inclusão do Departamento de Direitos Humanos e Saúde (Dihs) da Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca (Ensp/Fiocruz). É possível inscrever-se para compor a turma de 2026 até às 16h do dia 30 de março pelo Campus Virtual Fiocruz. Serão oferecidas 30 vagas para a pós-graduação lato sensu, que terá disciplinas em formato híbrido (presencial para residentes no município do Rio de Janeiro e remoto para alunos de outras localidades).
O curso é voltado para pessoas com deficiência e para pessoas que trabalham ou convivem com pessoas com deficiência. É necessário ter concluído a graduação.
A formação propõe uma reflexão sobre o significado dos direitos humanos e sua relação com a saúde e com as políticas de inclusão e acessibilidade voltadas a pessoas com deficiência. Por meio de uma metodologia de ensino e pesquisa que situa a acessibilidade como um direito fundamental, os participantes serão habilitados a identificar e interpretar barreiras e preconceitos que persistem na sociedade, desenvolvendo propostas para o avanço de práticas inclusivas e garantindo, assim, maior autonomia e equidade para essa população.
A carga horária total é de 700 horas, com aulas às terças e quartas-feiras, das 8h às 17h, e às quintas-feiras, das 8h às 12h. O curso começará em 2 de junho e terminará em 3 de novembro, com entrega do TCC até 24 de maio de 2027.
O procedimento de inscrição requer dois momentos: primeiro, o preenchimento do formulário eletrônico disponível na Plataforma SIGA LS, e, posteriormente, o envio de toda a documentação exigida para anexos.Ensp.fiocruz.br. O passo a passo para a inscrição, assim como a lista de documentos, está disponível no edital.
Todas as informações referentes ao processo seletivo poderão ser obtidas no Campus Virtual Fiocruz.
Para tirar dúvidas, entre em contato com pseletivo.ensp@fiocruz.br
#Descrição da imagem: Cartaz informativo com texto no topo à esquerda: “Curso de Especialização em Direitos Humanos, Acessibilidade e Inclusão 2026”. Abaixo: “Inscrições: até 30 de março, às 16h”. À direita, dentro de um retângulo: “Curso em formato híbrido: presencial para residentes no Município do Rio de Janeiro; remoto para alunos de outras localidades. No centro, há uma ilustração de um grupo com quatro pessoas com deficiência, com fundo claro e desenhos de folhagens. A pessoa à esquerda é um rapaz de pele marrom escura, cabelo curto preto, moletom marrom, calça escura e tem prótese na perna direita. Ao seu lado está um rapaz usuário de cadeira de rodas, com pele clara, boné vermelho, óculos, camiseta verde e calça escura. À direita, há uma mulher de pele clara, cabelo vermelho preso, blusa preta curta e calça verde, com uma prótese no braço esquerdo. A última pessoa é uma mulher de pele clara, cabelo preto preso em coque, usa óculos escuros, regata vermelha e calça escura, segura uma bengala branca. Texto no rodapé esquerdo: “Edital: tinyurl.com/EditalDHAI26”. No rodapé há logos da Ensp, FIOCRUZ e SUS 35 anos.
Em alusão ao Dia Internacional contra a Discriminação Racial e integrando a mobilização dos 21 dias de ativismo contra o racismo, o Serviço de Gestão do Trabalho do Instituto de Comunicação e Informação Científica e Tecnológica em Saúde da Fiocruz(SGT/Icict/Fiocruz) promoveu uma roda de conversa sobre ancestralidade, identidade, cultura, saúde e direitos. A ação integra o Projeto Òdàrà, iniciativa voltada à promoção da equidade racial e ao fortalecimento de ambientes institucionais antirracistas. O evento foi realizado no dia 23 de março, na Biblioteca de Manguinhos, e contou com a participação de Luiza Santiago (Esem); Thamires Santos (Dona da Trança); Ignez Teixeira (Atitude Negra); Marcelo Monteiro (Cetrab); Mariana Gino (Ceap); Monique França (FioSaúde) e Guilherme Blum (Bucalidade Negra). O encerramento ficou por conta do desflie das Òrìṣàs e dos estudantes da Escola Sesc de Ensino Médio (Esem). O encontro pode ser conferido no canal da VideoSaúde no Youtube.
21 Dias de Ativismo Contra o Racismo: o que é a campanha?
A Campanha dos 21 Dias de Ativismo Contra o Racismo é uma frente de luta apartidária, sem fins lucrativos e autogestionada, com a missão de pautar a luta antirracista em diferentes escalas e contextos como uma ação diária e contínua.
A proposta foi criada pela ativista Luciene Lacerda, que mobilizou um conjunto de ativistas pela primeira vez em 2016 para fortalecer o 21 de março, Dia Internacional de Luta pela Eliminação da Discriminação Racial. Esta data foi decretada pela ONU em memória do Massacre de Sharpeville, em Joanesburgo, quando em 1960 uma manifestação pacífica contra o regime do apartheid e a Lei do Passe foi violentamente reprimida pelo governo sul-africano. A ação resultou em 69 mortos e 186 feridos. Seis anos depois, em 1966, a Organização das Nações Unidas instituiu o dia 21 de março como data internacional de combate à discriminação racial. Embora o 20 de novembro, data da morte de Zumbi dos Palmares, seja amplamente reconhecido, a luta negra e antirracista se expressa em múltiplas datas e narrativas. Em um país onde 56% da população é negra, é fundamental lembrar essas diversas lutas, que ecoam tanto as resistências africanas contra a opressão quanto os combates travados na Diáspora Africana.
Durante os 21 dias de ativismo, promovem-se interações com ativistas de várias cidades e países para que apresentem suas formas de atuação e suas principais lutas regionais. O objetivo é fomentar debates e ações da pauta antirracista, realizando trocas que fortaleçam a internacionalização das resistências.
+Clique aqui para conhecer mais sobre a Campanha dos 21 Dias de Ativismo Contra o Racismo
Curso Letramento Racial fortalece debate sobre racismo, equidade racial e práticas transformadoras
No âmbito da Campanha dos 21 Dias de Ativismo Contra o Racismo, o Campus Virtual Fiocruz segue engajado no movimento da luta antirracista. Através do curso Letramento Racial para Trabalhadores do SUS, amplia e fortalece o debate sobre racismo institucional, equidade racial e práticas transformadoras no SUS, com conteúdos interativos, recursos abertos e acessíveis. A formação, totalmente online, gratuita e autoinstrucional, está em sua segunda edição, já certificou mais de 28 mil pessoas e segue com as inscrições abertas. A iniciativa propõe um mergulho crítico nas relações entre racismo e saúde e defende que ser antirracista é um compromisso ético e político, além de ser também um passo necessário para garantir o direito universal à saúde.
Este curso foi o primeiro produto publicado no âmbito do edital Inova Educação - Recursos Educacionais Abertos, promovido pela Vice-Presidência de Educação, Informação e Comunicação da Fiocruz (VPEIC).
Conheça a formação, dividida em dois módulos, com carga horária total de 30h e inscreva-se já!
Módulo 1 – Relações entre o racismo e a saúde como direito no Brasil - 15h
Módulo 2 - Prática antirracista como princípio do trabalho em saúde - 15h
+Inscreva-se já no curso Letramento Racial para Trabalhadores do SUS
O próximo Centro de Estudos Miguel Murat de Vasconcelos da Escola nacional de Saúde Pública Segio Arouca (Ensp/Fiocruz) terá como tema “Meninas, mulheres e mudanças climáticas: Para onde caminha a Ciência?”. Marcado para o dia 25 de março, às 14h, o Ceensp reunirá pesquisadoras e lideranças indígenas e quilombolas para discutir ciência, justiça social e equidade de gênero. A atividade integra a agenda institucional que marca o Dia Internacional de Luta das Mulheres e o Dia Internacional das Mulheres e Meninas na Ciência, reforçando o compromisso da Ensp/Fiocruz com a promoção da equidade de gênero no campo científico. A atividade é aberta a todos os interessados e será realizada em formato online, com transmissão pelo YouTube e tradução para Libras. Participe!
Mudanças climáticas e desigualdades: um debate necessário
Consideradas um dos maiores desafios do século XXI, as mudanças climáticas impactam diretamente a saúde das populações e a sustentabilidade dos territórios. No entanto, seus efeitos não são distribuídos de forma igual. O encontro propõe uma reflexão a partir de perspectivas interseccionais, reconhecendo que diferentes grupos sociais - especialmente mulheres, meninas e populações historicamente marginalizadas - vivenciam de forma desigual os impactos ambientais. Ao trazer essas vozes para o centro do debate, o CeEnsp busca contribuir para a construção de respostas mais justas, inclusivas e eficazes.
A mesa reunirá convidadas com trajetórias diversas, que dialogam diretamente com ciência, território e justiça social. Entre elas: Maria Aparecida Matos, professora da Universidade Federal do Tocantins; Yuri Consuelo Rodriguéz, mulher indígena Cubana, enfermeira e mestra em Saúde Pública; Rayane Oliveira, liderança quilombola; e Siana Leão Guajajara, mulher indígena do povo Guajajara/Tentehar, ativista e defensora dos direitos das pessoas indígenas com deficiência. A coordenação será de Cristiane Andrade, pesquisadora do Claves/Ensp/Fiocruz e membro do Grupo de Trabalho (GT) Mais Meninas e Mulheres na Ensp.
A iniciativa é organizada pelo GT Mais Meninas e Mulheres na Ensp, que reúne trabalhadoras e estudantes da Escola e integra o GT Mulheres e Meninas na Ciência da Fiocruz. "Ao articular ciência, gênero e clima, o CEEnsp reafirma a importância de fortalecer a participação de meninas e mulheres na produção do conhecimento e nos processos de decisão, contribuindo para políticas públicas mais representativas e transformadoras", destaca a coordenação da atividade.
A Fiocruz promoverá, no dia 25 de março, às 14h, o lançamento da Rede Fiocruz de Saúde Digital e do edital Inova Saúde Digital, iniciativas voltadas a estimular projetos tecnológicos que possam fortalecer o Sistema Único de Saúde (SUS). O evento será online e transmitido pelo canal da VideoSaúde no YouTube.
As iniciativas marcam o início de uma estratégia institucional coordenada pelas vice-presidências de Educação, Informação e Comunicação (VPEIC), Produção e Inovação em Saúde (VPPIS) e Pesquisa e Coleções Biológicas (VPPCB) e pela Diretoria Executiva da Fundação, para ampliar a cooperação entre pesquisadores e acelerar o desenvolvimento de soluções digitais aplicadas à saúde pública.
A Rede Fiocruz de Saúde Digital tem como objetivo estabelecer conexões entre grupos de pesquisa e demais áreas da Fiocruz que trabalham com tecnologias digitais, promovendo integração científica e institucional em um campo considerado cada vez mais estratégico para a saúde pública.
Durante o evento, a representante do Ministério da Saúde, Paula Xavier, primeira mulher a liderar o Departamento de Informação e Informática do SUS (DataSUS), apresentará as expectativas da pasta em relação à atuação da Fiocruz no avanço da saúde digital no país.
Na ocasião, será apresentado o Programa de Pesquisa Translacional, iniciativa que já reúne pesquisadores em torno de temas estratégicos. Entre as redes envolvidas estão a FioChagas e a FioLeish, modelos de articulação científica que inspiram a criação da nova rede dedicada à saúde digital.
Outro destaque será o lançamento do edital Inova Saúde Digital, para apoiar projetos voltados ao desenvolvimento de soluções digitais capazes de contribuir para o fortalecimento do SUS.
Programação
14h - Abertura com representantes das vice-presidências e Diretoria Executiva
Marly Cruz (VPEIC);
Patricia Canto (VPAAPS);
Priscila Ferraz e Marco Nascimento (VPPIS);
Representante DE;
Wim Degrave (VPPCB e Pesquisa Translacional).
14h30 - Paula Xavier - Ministério da Saúde e a Saúde Digital
15h - Ana Paula Cavalcanti- Aspectos gerais da Rede Fiocruz de Saúde Digital
15h10 - Claude Pirmez - Programa Inova Saúde Digital
15h20 - Renato Marins - Aspectos operacionais do edital Inova Saúde Digital
15h30 - Perguntas e respostas
16h - Encerramento
Nesta quarta-feira, 25 de março, os seminários avançados do Centro de Relações Internacionais em Saúde (Cris/Fiocruz) vão debater direitos humanos, desumanização e negacionismo. Com o tema "Direitos humanos em tempos de desumanização e negacionismo: das ameaças atuais ao futuro a ser construído", o webinário começa às 10h e com transmissão em português, inglês e espanhol, pelo canal da VideoSaúde no Youtube.
O evento conta com os palestrantes:
Nicoletta Dentico
Sociedade para o Desenvolvimento Internacional e Centro Global de Saúde de Genebra (G2H2)
Tema: A desumanização como uma ameaça fundamental aos direitos humanos.
Isabel Ortiz
Justiça Social Global, Genebra
Tema: Os direitos humanos para além das políticas de austeridade
Aziz Rhali
Associação Marroquina para os Direitos Humanos e Movimento pela Saúde dos Povos
Tema: Aniquilação de povos e o direito à saúde
José Luis Ratton
Pesquisador PPG em Sociologia, Universidade Federal de Pernambuco (UFPE)
Tema: Negacionismos e direitos humanos
Armando De Negri Filho
Pesquisador Visitante Sênior, Fiocruz
Mediador/Introdução: Os direitos humanos em seu labirinto
A tuberculose (TB) é uma doença infecciosa e transmissível, causada pela bactéria Mycobacterium tuberculosis, também conhecida como bacilo de Koch. A doença afeta principalmente os pulmões (forma pulmonar), mas pode atingir outros órgãos e/ou sistemas (forma extrapulmonar). A forma extrapulmonar ocorre com mais frequência em pessoas vivendo com HIV e/ou aids, especialmente aquelas com imunidade baixa. De acordo com o último Boletim Epidemiológico do Ministério da Saúde, divulgado em 2025, o Brasil figura entre os 30 países com maior incidência de tuberculose e de coinfecção TB-HIV, respondendo por um terço dos casos notificados nas Américas. Somente no ano de 2024 foram registrados mais de 85 mil novos casos e mais de 6 mil óbitos.
A tuberculose segue como um dos principais desafios da saúde pública no Brasil. Neste 24 de março, Dia Mundial do Combate à Tuberculose, o Campus Virtual Fiocruz reforça a oferta do curso Enfrentamento ao estigma e discriminação de populações em situação de vulnerabilidade nos serviços de saúde, que disponibiliza uma aula exclusiva sobre pessoas acometidas por tuberculose e pessoas acometidas pelas hepatites virais.
O curso é voltado a profissionais da saúde e estudantes, mas também está aberto a todos os interessados no tema, e visa qualificar profissionais no enfrentamento ao estigma no contexto da atenção à saúde de diversos grupos sociais.
As inscrições seguem abertas!
O curso é uma realização da Fundação Oswaldo Cruz, por meio do Campus Virtual Fiocruz e a Coordenação de Vigilância em Saúde e Laboratórios de Referência, em parceria com Departamento de Doenças de Condições Crônicas e Infecções Sexualmente Transmissíveis, da Secretaria de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde. Sua elaboração nasceu da necessidade de sensibilizar e instrumentalizar profissionais de saúde que estão na ponta do atendimento, visando atualizar, aprimorar e qualificar suas práticas, construções sócio-históricas que acontecem durante o processo de trabalho e por meio da interação entre tais profissionais e os usuários dos serviços de saúde. É nessa interação que nascem também aspectos relacionados ao estigma e à discriminação, os quais, como já é sabido, promovem a exclusão social e, ao mesmo tempo, podem produzir consequências negativas que resultam em interações sociais desconfortáveis. Tais fatores são limitantes e também podem interferir na adesão ao tratamento das doenças e qualidade de vida, perpetuando, assim, um ciclo de exclusão social, que, ao mesmo tempo, reforça situações de discriminação, bem como a perda do status do indivíduo, aumentando a vulnerabilidade de pessoas e populações.
Conheça a organização do curso, separado em três macrotemas divididos em cinco módulos, com 17 aulas:
Bases conceituais:
Módulo 1 - Bases conceituais
Contexto social, político e histórico das populações vulnerabilizadas - Normas e legislações:
Módulo 2 - Estigmas relacionados a algumas doenças
Módulo 3 - Estigmas relacionados a práticas ou comportamentos
Módulo 4 - Estigmas relacionados a condições específicas
Práticas de enfrentamento ao estigma e discriminação
Módulo 5 - Práticas de enfrentamento ao estigma e discriminação nos serviços de saúde