Nesta sexta-feira, 13 de junho, às 9h, a Fiocruz Bahia realiza a sessão científica com o tema "Programa Estadual de Imunização - Bahia", com a palestrante Vânia Vanden Broucke, da Diretoria de Vigilância Epidemiológica da Superintendência de Vigilância e Proteção à Saúde (Divep/Suvisa) da Bahia.
O evento é presencial, no Auditório Sonia Andrade, com transmissão ao vivo pelo youtube da Fiocruz Bahia.
Participe!
#ParaTodosVerem Banner com fundo branco, no topo está escrito: Sessão científica, programa estadual de imunização - Bahia, a palestrante será Vânia Vanden Broucke, DIVEP/SUVISA, um mulher branca, com cabelos lisos escuros, olhos escuros e óculos, usa uma blusa branca e blazer rosa. O evento será presencial, no Auditório Sônia Andrade, no dia 13/06 às 09 horas, sexta feira, assista no youtube, no canal da Fiocruz Bahia.
O 1º Fórum Discente – Histórias, Ciências e Saúde LGBTQIA+ do Programa de Pós-Graduação em História das Ciências e da Saúde da Casa de Oswaldo Cruz (PPGHCS/COC/Fiocruz) propõe um espaço de reflexão interdisciplinar sobre as relações entre histórias, ciência e saúde nas experiências LGBTQIA+. A iniciativa busca reunir pesquisadores de diversas instituições e áreas do conhecimento para discutir como os saberes médicos, jurídicos e históricos moldaram as experiências de corpos e subjetividades “dissidentes” ao longo do tempo. Além disso, o evento visa fortalecer redes acadêmicas e institucionais comprometidas com a inclusão e a diversidade. As inscrições podem ser feitas até 18 de junho pelo Campus Virtual Fiocruz. Serão emitidos certificados de participação.
A programação inicia com a Mesa Institucional, reunindo representantes do PPGHCS, Depes, Direção da COC e Cedipa, que compartilharão perspectivas sobre o papel da instituição na construção de saberes, histórias, ciências e saúde LGBTQIA+. Em seguida, a mesa Scientia Sexualis: eróticas e outras histórias aborda os discursos científicos e culturais que moldaram experiências da sexualidade entre as relações de gênero ao longo da história.
Após o brunch, a mesa (Trans)formações: histórias, ciências e mais saúde trata dos desafios e transformações nas relações entre corpos, saúde e subjetividades a partir das discussões transfeministas, contando com as falas de Cello Latini Pfeil (UFRJ), Guilherme Silva de Almeida (UFRJ), Lauri Miranda Silva (IFRS) e Sara Wagner York (Uerj).
Confira a programação completa do evento:
Data: 24 de junho
Local: Salão de Conferência Luiz Fernando Ferreira (4º andar do CDHS). Av. Brasil, 4365 – Manguinhos, Rio de Janeiro.
9h40 – Mesa Institucional
10h – Scientia Sexualis: eróticas e outras histórias
Participantes: Fábio Henrique Lopes (UFRRJ); Marina Silva Duarte (UFMG); Ronald Canabarro (UFRJ)
Mediação: André Felipe Candido da Silva (COC/Fiocruz)
12h – Brunch
13h30 – (Trans)formações: históricas, ciências e mais saúde
Participantes: Cello Latini Pfeil (UFRJ); Guilherme Silva de Almeida (UFRJ), Lauri Miranda Silva (IFRS); Sara Wagner York (UERJ)
Mediação: Cristiana Facchinetti (COC/Fiocruz)
Comissão Organizadora
Docente
André Felipe Cândido da Silva
Discente
André Vinicio Bialeski Vieira
Larissa Bispo dos Santos
Paulo Vitor Guedes de Souza
Roberto Ramon Queiroz de Assis
Thassio Ferraz Tavares Roque
No dia 13 de junho será realizada sessões do Centro de Estudos do Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz) com o tema ‘Comunicação e CienciArte na pesquisa: tecendo redes, processos e legados’, abordado pela pós-doutoranda do Laboratório de Inovações em Terapias, Ensino e Bioprodutos do IOC, Rita de Cássia Machado da Rocha.
Na ocasião, a diretora do Instituto e pesquisadora do Laboratório, onde a palestrante atua, Tania Araujo-Jorge, ficará responsável pela mediação do debate. A atividade será totalmente online, transmitida pelo Canal IOC no Youtube, a partir das 10h.
Permitida a reprodução sem fins lucrativos do texto desde que citada a fonte (Comunicação / Instituto Oswaldo Cruz)
#ParaTodosVerem Banner com fundo branco, no topo está escrito: Centro de estudos, Instituto Oswaldo Cruz, será no dia 13 de junho às 10 horas, sexta feira, comunicação e cienciarte na pesquisa: tecendo redes, processos e legados, com Rita de Cássia M. da Rocha, uma mulher branca e loira, sorri para a foto, a mediadora será Tania Araújo-Jorge, diretora do IOC e pesquisadores do laboratório de inovações em terapias, ensino e bioprodutos do IOC.
A primeira sessão do Centro de Estudos do Instituto de Comunicação e Informação Científica e Tecnológica em Saúde (Icict/Fiocruz) de 2025 será na sexta-feira, 13 de junho, às 14 horas, com o seminário “Quem consome fake news consome fake news?: Desinformação, redes sociais e cisma na era da pós-verdade”, que terá como palestrante a pesquisadora Ana Carolina Monari, doutora em Informação e Comunicação em Saúde pelo Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu em Informação e Comunicação em Saúde (PPGICS/Icict/Fiocruz); pesquisadora de pós-doutorado do Recod.ai (Laboratório de Inteligência Artificial) da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e bolsista de pós-doutorado da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp).
Em sua apresentação, Ana Carolina Monari irá compartilhar os principais resultados da tese de doutorado "Quem consome fake news consome fake news? Os usos e sentidos atribuídos à ciência e ao jornalismo em canais sobre covid-19 no Telegram", defendida em 2024 e vencedora do Prêmio Oswaldo Cruz de Teses – categoria Ciências Humanas e Sociais, no mesmo ano.
A pesquisa, baseada nos estudos culturais latino-americanos e em uma abordagem antropológica, investigou como a desinformação científica sobre saúde circula e é consumida nas redes sociais, especialmente no Telegram. Os resultados revelam novas dinâmicas no consumo de informações sobre saúde e mostram como, na sociedade atual, a produção de conhecimento e de "verdades" está cada vez mais ligada a conflitos de crença e à reafirmação de convicções pessoais.
A debatedora será a pesquisadora Hully Falcão, pesquisadora do Laboratório de Comunicação e Saúde (Laces) (Programa de Pós-Doutorado Faperj Nota 10) e professora do PPGICS. Doutora em Antropologia pela Universidade Federal Fluminense (UFF). É também pesquisadora do Núcleo de Estudos em Comunicação, História e Saúde (NECHS - Fiocruz/UFRJ) e do Instituto de Estudos Comparados em Administração Institucional de Conflitos (INCT/InEAC). A pesquisadora também é uma das autoras do livro “(Des)Informação em saúde: na perspectiva das mediações”, junto com Ana Carolina Monari e Igor Sacramento.
O evento será transmitido pelo Canal do Youtube da VideoSaúde.
Informações gerais
Centro de Estudos do Icict
Dia: 13/6/2025 – Sexta-feira | Horário: 14 horas
Tìtulo: Quem consome fake news consome fake news?: Desinformação, redes sociais e cisma na era da pós-verdade
Resumo: Nesta apresentação, serão compartilhados os principais resultados da tese de doutorado "Quem consome fake news consome fake news? Os usos e sentidos atribuídos à ciência e ao jornalismo em canais sobre covid-19 no Telegram", defendida em 2024 e vencedora do Prêmio Oswaldo Cruz de Teses – categoria Ciências Humanas e Sociais, no mesmo ano. A pesquisa, baseada nos estudos culturais latino-americanos e em uma abordagem antropológica, investigou como a desinformação científica sobre saúde circula e é consumida nas redes sociais, especialmente no Telegram. Os resultados revelam novas dinâmicas no consumo de informações sobre saúde e mostram como, na sociedade atual, a produção de conhecimento e de "verdades" está cada vez mais ligada a conflitos de crença e à reafirmação de convicções pessoais.
Palestrante: Ana Carolina Monari
Doutora em Informação e Comunicação em Saúde pela Fiocruz. Pesquisadora de pós-doutorado do Recod.ai (Laboratório de Inteligência Artificial) da Unicamp e bolsista de pós-doutorado da Fapesp. Pesquisadora integrante do Núcleo de Estudos em Comunicação, História e Saúde (NECHS/Fiocruz/UFRJ). Seus atuais interesses de pesquisa são: comunicação e saúde, jornalismo, desinformação, inteligência artificial, realidades sintéticas, antropologia digital, regimes de verdade e disputas sobre as narrativas científicas.
Debatedora: Hully Falcão
Pesquisadora associada ao Núcleo de Estudos em Comunicação, História e Saúde (NECHS - Fiocruz/UFRJ), ao Núcleo Fluminense de Estudos e Pesquisa (NUFEP/UFF-InEAC), Núcleo de Estudos Estratégicos de Circulação e Políticas Científicas (NEECPC/CITE-LAB/UFF) e ao Instituto Nacional de Estudos Comparados em Administração Institucional de Conflitos (INCT-InEAC). A pesquisadora também é uma das autoras do livro “(Des)Informação em saúde: na perspectiva das mediações”, junto com Ana Carolina Monari e Igor Sacramento.
Transmissão: Canal do Youtube da VideoSaúde
#ParaTodosVerem Banner com fundo branco, no topo está escrito: Centro de estudos do ICICT, seminário: Quem consome fake news consome fake news?: desinformação, redes sociais e cisma na era da pós-verdade. A palestrante será Ana Carolina Monari (NECHS/ Fiocruz/ UFRJ), uma mulher branca, com cabelos castanhos compridos e blusa amarela, a debatedora será Hully Falcão ICICT/ Fiocruz, será on-line ao vivo, no dia 13/06 às 14 horas.
O Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas (INI/Fiocruz) está com inscrições abertas até 30 de junho para o processo seletivo do Doutorado Acadêmico em Pesquisa Clínica em Doenças Infecciosas (PCDI), para a turma do segundo semestre de 2025. Serão oferecidas 10 vagas, sendo 6 para ampla concorrência e 4 destinadas às Ações Afirmativas (2 para pessoas negras, 1 para indígenas e 1 para pessoas com deficiência), conforme estabelecido em edital.
O curso tem como objetivo formar pesquisadores e docentes em nível de doutorado para o desenvolvimento de pesquisas clínicas em doenças infecciosas. As atividades serão realizadas em regime de tempo integral na modalidade presencial, com carga horária mínima de 2.880 horas e possibilidade de atividades presenciais, semipresenciais ou remotas, mediadas por tecnologias.
Podem se inscrever candidatos com diploma de graduação reconhecido. É exigida produção científica prévia, conforme critérios detalhados no edital. Candidatos com mestrado devem apresentar diploma ou ata de defesa, histórico escolar e artigo publicado ou submetido. Candidatos sem mestrado devem comprovar produção científica com publicação como primeiro autor.
O processo seletivo inclui prova de inglês (apenas para alguns casos previstos no edital) análise de currículo, avaliação do projeto de pesquisa e entrevista. O Programa dispõe de número limitado de bolsas de estudo, distribuídas proporcionalmente entre as modalidades de concorrência, conforme a classificação final dos candidatos.Clique aqui para acessar o edital e realizar a inscrição
Visando garantir a continuidade do acesso à informação científica, a Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca vai reabrir — em um posto provisório — a Biblioteca da Ensp, como carinhosamente é chamada a Biblioteca de Saúde Pública, que integra a Rede de Bibliotecas da Fiocruz, gerenciada pelo Instituto de Comunicação e Informação Científica e Tecnológica em Saúde (Icict/Fiocruz). O posto provisório está localizado no prédio da Coordenação-Geral de Planejamento Estratégico (Cogeplan), no Pavilhão Carlos Matus, campus Manguinhos (perto da sede da Abrasco), e a cerimônia de inauguração acontecerá na próxima quinta-feira, 12/6, às 9h.
A Biblioteca de Saúde Pública tem papel estratégico no apoio à ciência, à educação e à pesquisa, e atua como centro de referência para todos os cursos da área de saúde pública do país, prestando atendimento especialmente aos profissionais de saúde, estudantes de pós-graduação, professores e pesquisadores da Fundação, bem como à sociedade em geral.
A vice-presidente de Educação, Informação e Comunicação (VPEIC/Fiocruz), Marly Cruz, que é originalmente pesquisadora da Ensp, falou sobre a relevância institucional da abertura do novo posto, como um polo de apoio ao aprendizado, à produção científica e à formação cidadã dos estudantes. Para Marly, esse posto permitirá o acesso ao acervo da instituição, mas vai além, oferecendo novamente o suporte profissional de bibliotecários, que tantos estudantes necessitam no momento de definição das estratégias de busca de suas pesquisas.
Outros aspectos importantes frisados por Marly foram o afinco e apoio de diversos profissionais nessa profícua articulação institucional para a instauração do novo posto, “sobretudo o empenho do Icict, que é quem coordena a rede de bibliotecas da Fundação; mas com destaque também para o compromisso da direção da Ensp nessa implementação, a diligência da VPEIC, e o suporte da Coordenação-Geral de Infraestrutura dos Campi (Cogic), da Coordenação-Geral de Planejamento Estratégico (Cogeplan), e de Priscila Ferraz, atual vice-presidente de Produção e Inovação em Saúde.
Acesso especializado à área da Saúde Pública
A assessora da VPEIC, Cristina Guilam, que participou das negociações para implantação do posto provisório, lembrou que a falta de uma biblioteca pode acarretar um enorme prejuízo para os estudantes e pesquisadores. Portanto, entendendo o contexto de obras que a Ensp está vivenciando, o grupo responsável pelo projeto compreendeu que não era possível deixar os docentes, discentes e pesquisadores sem o acesso mínimo necessário às obras. Surgiu assim a ideia da criação de um polo transitório, o qual acolherá as demandas dos alunos, disponibilizando não um acervo totalitário, mas o necessário para a área da saúde pública, e outros serviços que contemplam as disciplinas e cursos da Ensp.
“O posto provisório apresenta todas as referências bibliográficas obrigatórias, e vai oferecer também espaços destinados à pesquisa dos alunos, entre outros serviços. Vale destacar que demais bibliografias poderão ser solicitadas aos profissionais que receberão a comunidade nesse polo”, detalhou ela, revelando ainda que “a iniciativa, em formato adaptado, não tira do horizonte a reabertura da nossa grande Biblioteca da Ensp, em seu local de origem, e em toda a sua potência”.
Para o diretor do Icict/Fiocruz, Adriano da Silva — que por muitos anos coordenou a Biblioteca da Ensp e também esteve à frente do projeto do novo posto —, é motivo de grande alegria poder dar um passo, ainda que muito tímido, no caminho para a reabertura da Biblioteca de Saúde Pública. Ele apontou que o posto provisório reflete uma ação de resistência e desejo profundo de uma equipe grandiosa que tem, nos últimos anos, enfrentado o desafio do fechamento da Biblioteca. “Nós, do Icict, nos comprometemos com nossa expertise no campo da informação científica em saúde para que o posto cumpra sua função de acolhimento das necessidades informacionais dos docentes e discentes. Estou certo também do diálogo e apoio mútuo por parte da Escola para que consigamos realizar a abertura total da Biblioteca, em seu espaço original".
Integração com o ensino
“A inauguração do posto provisório da Biblioteca de Saúde Pública representa um passo fundamental para manter vivo o diálogo com a intensa produção de conhecimento e o desenvolvimento de pesquisas no campo da Saúde Pública”, disse a subchefe da Biblioteca da Ensp, Glauce de Oliveira Pereira, pontuando ainda que, neste momento de reestruturação, “o espaço se estabelece como um ponto de apoio estratégico, garantindo a continuidade do acesso à informação vital para a comunidade científica”.
Do ponto de vista pedagógico, Glauce explicou que haverá um claro incentivo à conexão entre as aulas e as atividades da biblioteca durante o período acadêmico. Segundo ela, uma integração fundamental para enriquecer o aprendizado, pois “transforma a biblioteca em um laboratório de pesquisa ativa, onde estudantes podem aprofundar temas, desenvolver habilidades informacionais e praticar a busca qualificada por conhecimento, além de valorizar a equipe da biblioteca e fundamentar os estudantes com competências essenciais para a vida acadêmica e profissional, promovendo autonomia e aprendizado contínuos”.
*Isabelle Ferreira é estagiária da Ensp sob supervisão da equipe de jornalismo do Informe Ensp.
#ParaTodosVerem Banner com fundo azul e 3 fotos, na primeira há um pôster escrito “Educação Transforma”, na segunda há dois homens com máscaras e luvas segurando livros e na terceira foto há uma mulher sentando utilizando o computador, em sua frente há um homem com luvas olhando para uma estante de livros.
No banner também está escrito: Biblioteca de saúde pública, ENSP inaugura posto temporário e amplia acesso a estudantes, no prédio da COGEPLAN-Campus Manguinhos (perto da sede da Abrasco), 12/06 - 09 horas.
Entre os dias 10 e 20 de junho estão abertas as inscrições para o curso internacional "Spatial and Spatio-Temporal Modeling in R: Applications for Infectious Diseases" (Modelagem Espacial e Espaço-Temporal em R: Aplicações para Doenças Infecciosas), promovido pela Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca (Ensp/Fiocruz). A formação é voltada para estudantes de mestrado e doutorado interessados em aplicar modelos estatísticos espaciais e espaço-temporais à pesquisa em saúde pública, com ênfase em doenças infecciosas.
Alunos externos à Ensp devem preencher o formulário de inscrição (Anexo I do edital) e enviá-lo assinado, em formato PDF e nomeado com o nome do candidato, para o e-mail: pseletivoss.ensp@gmail.com. Os participantes devem ter familiaridade com a linguagem R e conhecimento básico em inferência estatística, seja bayesiana ou frequentista, aplicada a modelos com efeitos aleatórios. A experiência prévia com pacotes como mgcv, glmmTMB, INLA, brms ou lme4 é recomendada.
As aulas serão de 8 a 11 de julho e no dia 14 de julho, das 9h às 16h, com as manhãs dedicadas à teoria e as tardes a sessões práticas. Com carga horária de 30 horas (2 créditos), o curso será oferecido em formato híbrido, com atividades presenciais e transmissão simultânea via Zoom, com legendas automáticas. O idioma principal será inglês, mas os slides estarão em português. A coordenação do curso é dos pesquisadores Marilia Sá Carvalho, do Programa de Computação Científica (PROCC/Fiocruz) e do PPG em Epidemiologia em Saúde Pública da Ensp, e Patrick Brown, da Universidade de Toronto.
Conteúdo voltado para aplicações práticas
A ementa contempla desde fundamentos como estatística descritiva e visualização de dados espaciais no R, até tópicos avançados como modelos geoestatísticos, modelos espaço-temporais e inferência bayesiana. Durante o curso, os participantes utilizarão pacotes estatísticos como diseasemapping, geostatsp, INLA, brms, entre outros, para ajustar modelos e gerar representações visuais de resultados.
Na segunda semana, os alunos desenvolverão um projeto aplicado, com tema de livre escolha, no formato de artigo científico. A avaliação final será baseada nesse trabalho, que poderá ser realizado em duplas.
Professor convidado
Patrick Brown é um estatístico canadense e professor associado na Universidade de Toronto, com atuação também no Centro de Pesquisa em Saúde Global do St. Michael’s Hospital. Sua pesquisa se concentra em métodos estatísticos para dados espaciais e espaço-temporais, com aplicações em epidemiologia, saúde pública e meio ambiente. Brown é conhecido pelo desenvolvimento de modelos bayesianos e por criar pacotes amplamente utilizados em R, como geostatsp e diseasemapping. Seu trabalho tem contribuído para o mapeamento de doenças, análise de mortalidade e estudos sobre riscos ambientais, sendo reconhecido tanto pela excelência acadêmica quanto pelo compromisso com o ensino.
Asas milimétricas e transformações quase invisíveis a olho nu protagonizam dois novos documentários do Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz). As imagens revelam, com rigor científico e sensibilidade artística, as etapas do desenvolvimento do Aedes aegypti e do Aedes albopictus — vetores de doenças como dengue, zika e chikungunya. Os filmes têm o objetivo de ampliar o conhecimento sobre os mosquitos e democratizar o acesso à ciência. O lançamento foi realizado durante as comemorações pelos 125 anos do IOC/Fiocruz.
Com riqueza de detalhes, os documentários exibem imagens de alta qualidade desde o ovo até a fase adulta dos mosquitos. Hábitos de reprodução, alimentação e dispersão das espécies, que ajudam a compreender sua presença em ambientes urbanos, também são abordados.
As produções têm direção de Genilton Vieira, com roteiro assinado em parceria com o pesquisador Ricardo Lourenço. A trilha sonora é de autoria do compositor espanhol Pepe Bornay
Os vídeos estão disponíveis gratuitamente no YouTube, com versões em português, inglês, espanhol e Libras. Confira abaixo.
Fiocruz oferece cursos de controle de mosquitos e larvicidas
O Campus Virtual Fiocruz oferece dois cursos que tratam da temática da dengue e são voltados a profissionais de saúde: Estratégia de Disseminação de Larvicida para combate ao mosquito Aedes e InfoDengue e InfoGripe: Vigilância epidemiológica de doenças transmissíveis, ambos online e gratuitos. Conheça e inscreva-se!
Estratégia de Disseminação de Larvicida para combate ao mosquito Aedes
O curso tem foco numa tática muito promissora no combate aos mosquitos, que é a disseminação de larvicidas pelos próprios mosquitos. A Estratégia de Disseminação de Larvicida (EDL) é diferenciada, pois algumas espécies de mosquitos Aedes usam, de forma frequente, criadouros crípticos, ou seja, de difícil acesso, situados em locais inacessíveis ou ainda visualmente indetectáveis até pelos agentes de combate às endemias (ACE).
O objetivo do curso, que é composto de 2 módulos, 10 aulas e 40h de carga horária, é oferecer um conjunto de conhecimentos, além da prática na gestão e operacionalização dos procedimentos de montagem, impregnação, instalação, e manutenção das Estações Disseminadoras de larvicida (ED’s) para o controle de arboviroses através da dispersão de larvicida por mosquitos urbanos nos diferentes contextos e realidades do Brasil.
A formação é online, gratuita e autoinstrucional e busca qualificar agentes de saúde, estudantes, pesquisadores e profissionais de saúde que atuam ou pretendem atuar no combate aos mosquitos Aedes.
Confira aqui a divisão dos módulos e inscreva-se!
InfoDengue e InfoGripe: Vigilância epidemiológica de doenças transmissíveis
O curso é voltado a profissionais da vigilância em saúde que atuam nas secretarias municipais e estaduais de Saúde, e é aberto também a interessados no tema.
O objetivo é promover a compreensão de conceitos teóricos do monitoramento de doenças transmissíveis e proporcionar aos profissionais conhecimentos e instrumentos para auxiliar na tomada de decisão em situações dedicadas à vigilância de arboviroses urbanas (dengue, Zika e chikungunya) e de Síndromes Respiratórias Agudas Graves (SRAG).
A carga horária é de até 40h, divididas em dois módulos: módulo base e módulo aplicado, em que o aluno pode optar por estudar um dos sistemas (InfoDengue e InfoGripe) ou ambos. Os módulos trazem apresentações das doenças como problemas de saúde pública e sua epidemiologia no país, seguido de uma introdução ao processo de coleta e organização de dados feitos pelas secretarias de saúde.
Os alunos serão apresentados a conceitos teóricos do monitoramento de doenças transmissíveis, métodos e práticas específicos do Infodengue e do Infogripe, para que sejam capazes de atuar em cenários de risco e a leitura-interpretação dos boletins em diferentes contextos.
A formação é totalmente online, gratuita e autoinstrucional.
Confira aqui como estão divididos os módulos e inscreva-se!
*Com informações de Yuri Neri (IOC/Fiocruz)
Ciclo de Vida do Aedes aegypti
Ciclo de Vida do Aedes albopictus
A Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca (Ensp/Fiocruz), em parceria com a Coordenação-Geral de Saúde da Pessoa com Deficiência da Secretaria de Atenção Especializada à Saúde do Ministério da Saúde, lança edital para o Curso de Especialização em Qualificação da Rede de Cuidados à Pessoa com Deficiência no SUS (2025). Os interessados em compor a turma devem se inscrever até o dia 16 de junho*. No total, são oferecidas 254 vagas, sendo 230 para trabalhadores de saúde e 24 exclusivamente para pessoas com deficiência. Das 230 vagas para trabalhadores de saúde, 90 são para a ampla concorrência. Para as demais, serão priorizados candidatos negros, indígenas, transgênero e com deficiência, conforme quadro abaixo. A formação terá turmas de 22 alunos em Brasília, Cuiabá, Salvador, Fortaleza, João Pessoa, Porto Velho, Manaus, Belém, Rio de Janeiro, Belo Horizonte e Porto Alegre, além de Macapá, com 12 alunos. Veja mais detalhes sobre a distribuição e as ações afirmativas no edital.
Leia o edital e acompanhe o processo seletivo no Portal de Ensino da Ensp
Inscreva-se no Campus Virtual Fiocruz.
O curso visa a qualificar trabalhadores e trabalhadoras de saúde envolvidos na efetivação das diretrizes da Política Nacional de Atenção Integral à Saúde da Pessoa com Deficiência (PNAISPD) e das ações da Rede de Cuidados à Pessoa com Deficiência (RCPD). A proposta é refletir criticamente sobre a relação entre saúde das pessoas com deficiência e seus direitos, entendendo a saúde como um direito humano; conhecer os aspectos históricos e conceituais da corponormatividade na saúde e habilitar o corpo discente a conhecer as especificidades de saúde das pessoas com deficiência e o modelo de cuidado proposto na Rede de Cuidados à Pessoa com Deficiência (RCPD), por meio da aplicação de metodologias ativas. Além disso, a ideia é contribuir para o enfrentamento ao capacitismo e a eliminação das barreiras à integralidade da saúde, situando a pessoa com deficiência nas linhas de cuidado e ações do SUS e explorar estratégias para o fortalecimento e a articulação da Rede de Cuidados à Pessoa com Deficiência (RCPD).
O Curso é um dos compromissos do Ministério da Saúde no Novo Viver sem Limite – Plano Nacional dos Direitos da Pessoa com Deficiência e se destina a trabalhadores de saúde diplomados em cursos de graduação que atuam na Rede de Cuidados à Pessoa com Deficiência, principalmente nos Centros Especializados em Reabilitação (CER) e na atenção primária à saúde; pessoas com deficiência diplomadas em cursos de graduação, que sejam conselheiros de saúde ou de direitos das pessoas com deficiência, trabalhadores dos conselhos ou ainda pessoas vinculadas a movimentos sociais pela emancipação das pessoas com deficiência.
O início das aulas será em 22 de setembro de 2025. O curso será ministrado às segundas e terças-feiras e o turno (manhã ou tarde) será definido na matrícula. Serão três semanas presenciais, sendo uma em novembro de 2025, uma em março de 2026 e outra em julho de 2026. As datas dos encontros presenciais serão divulgadas no início do curso, e serão realizados nas cidades listadas. Nos momentos virtuais síncronos, serão necessários computador, acesso à internet, câmera e microfone.
Todas as informações referentes ao processo seletivo poderão ser obtidas no Campus Virtual Fiocruz.
Para tirar dúvidas, entre em contato com o Serviço de Gestão Acadêmica pelo e-mail pseletivo.Ensp@fiocruz.br.
*Prazo de inscrições prorrogado.
#ParaTodosVerem Foto de um menino sentado em uma cadeira de rodas, possui cabelos escuros, usa óculos, blusa branca, bermuda jeans e sandália, há uma mulher ao seu lado, segura a sua mão e dá um beijo no seu rosto, está com uma roupa listrada e possui cabelos compridos e escuros. No topo da foto está escrito: Especialização em Qualificação da Rede de Cuidados à Pessoa com Deficiência no SUS - 2025. As inscrições estão abertas até 16 de junho. Leia o edital em bit.ly/RCPD_25, inscreva-se em sigals.fiocruz.br. São 254 vagas distribuídas em todo o país. Início das aulas será em 22/9/2025.
Os impactos do colonialismo digital nas políticas sociais, os desafios da saúde digital no SUS e os caminhos para a soberania tecnológica no Brasil pautarão o sexto webinário da série Transformação digital na Saúde Pública, promovida pelo Centro de Estudos Estratégicos da Fiocruz Antonio Ivo de Carvalho (CEE-Fiocruz). O webinário será realizado na terça-feira, 10 de junho, às 10h, com transmissão pelo canal da Vídeo Saúde Distribuidora da Fiocruz. O público poderá participar com comentários e perguntas enviadas pelo chat.
“Vamos debater esse tema tão contundente, discutindo os desafios para uma reforma sanitária digital que fortaleça o SUS, preserve os direitos dos cidadãos em relação aos seus dados em saúde e, ao mesmo tempo, enfrente desde agora os desafios da soberania tecnológica, rompendo o colonialismo digital”, diz a pesquisadora sênior do Centro, à frente do projeto integrado Futuros da Proteção Social, Sônia Fleury, que mediará o evento.
A dependência de infraestruturas e plataformas digitais estrangeiras e sua influência na gestão de políticas públicas, na privacidade e no acesso a direitos, bem como as estratégias para fortalecer a autonomia digital do país, garantindo que a tecnologia seja uma ferramenta para a inclusão e a justiça social, serão alguns pontos em debate.
O evento terá como convidados o sociólogo Deivison Faustino, professor da Universidade Federal de São Paulo e do Instituto Amma Psique e Negritude, que abordará o colonialismo digital nas políticas sociai; a pesquisadora titular da Fiocruz e integrante do GT Informação em Saúde e População da Abrasco Ilara Hämmerli, que falará sobre a plataformização da saúde e seus impactos no SUS; e Luiz Vianna Sobrinho, doutor em Bioética, Ética Aplicada e Saúde Coletiva pela Ensp/Fiocruz e pós-doutorando no Instituto de Saúde Coletiva da Universidade Federal da Bahia (ISC/UFBA), discutindo caminhos para se alcançar a soberania digital.
Na mesa de abertura, estará o coordenador do CEE-Fiocruz, Rômulo Paes de Sousa, e a mediação será realizada pela pesquisadora sênior do Centro, Sônia Fleury, à frente do projeto integrado Futuros da Proteção Social.
Desafios à soberania do Sul Global
A crescente digitalização das políticas sociais e dos serviços públicos tem levantado debates sobre os impactos do colonialismo digital, fenômeno caracterizado pela dependência de tecnologias desenvolvidas e controladas por grandes corporações estrangeiras. Essa lógica impõe desafios para a soberania dos países do Sul Global, que muitas vezes precisam adotar plataformas, algoritmos e infraestruturas tecnológicas sem controle sobre seus dados e decisões estratégicas. No contexto das políticas sociais, essa dependência pode resultar na limitação do acesso a direitos, na vigilância em larga escala da população e na ampliação das desigualdades, à medida que tecnologias de reconhecimento facial, inteligência artificial e big data reforçam estereótipos e práticas discriminatórias.
Na área da Saúde, o avanço da saúde digital e o uso massivo de dados levantam questões sobre a privacidade dos cidadãos e o controle das informações estratégicas do Sistema Único de Saúde (SUS). Embora a digitalização possa melhorar a eficiência dos serviços e ampliar o acesso à informação, há riscos quando esses dados ficam sob domínio de empresas privadas ou são utilizados sem transparência e participação social. Frente a esse cenário, a luta pela soberania digital emerge como caminho essencial para garantir que as tecnologias sejam desenvolvidas e utilizadas a serviço do interesse público, fortalecendo políticas sociais e promovendo um modelo de governança tecnológica mais democrático e inclusivo.
Série de Webinários ‘Transformação Digital na Saúde Pública’
6º evento: Colonialismo digital, saúde e soberania tecnológica – Desafios e Oportunidades para as Políticas Sociais
Data: 10/06/2025
Horário: 10h às 12h
Transmissão: Canal da Vídeo Saúde Distribuidora
Informações: cee@fiocruz.br e (21) 38829134