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Publicado em 15/07/2020

Pós-graduação em Medicina Tropical comemora quatro décadas com seminários virtuais

Autor(a): 
Lucas Rocha - Comunicação IOC/Fiocruz

O Programa de Pós-graduação Stricto sensu em Medicina Tropical do Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz) completa 40 anos de existência. O curso tem como foco o aprimoramento da formação de profissionais de diversas áreas, como infectologistas, parasitologistas e epidemiologistas, para que possam pensar e atuar no enfrentamento de importantes problemas de saúde pública. Em comemoração à data, serão realizados quatro seminários virtuais, a cada duas semanas, com início no dia 15 de julho. As atividades serão transmitidas online, das 10h às 12h, pelo canal do IOC no youtube. No primeiro encontro, serão discutidos os impactos da pandemia de Covid-19 na agenda global do controle e eliminação das doenças negligenciadas e outras doenças infecciosas e parasitárias.

O evento contará com as palestras do médico Pedro Albajar Viñas, representando a Organização Mundial da Saúde (OMS), do epidemiologista Marcelo Aguilar, professor da Universidade Central do Equador, e da presidente da Fiocruz, Nísia Trindade Lima. Também participam da abertura do evento a vice-presidente de Educação, Informação e Comunicação da Fiocruz, Cristiani Vieira Machado, o diretor do IOC, José Paulo Gagliardi Leite, o vice-diretor de Ensino, Informação e Comunicação do IOC, Marcelo Alves Pinto, a coordenadora da Pós-graduação em Medicina Tropical, Martha Mutis, e a representante discente da Pós, Thamiris Balthazar.

Confira a programação:

15 de julho
A Medicina Tropical e a Agenda 2030: uma visão global atualizada para o enfrentamento das doenças tropicais em tempos da Covid-19 e seus impactos

29 de julho
Dialogando sobre Covid-19: o aporte do Programa de Pós-graduação em Medicina Tropical no combate à pandemia

12 de agosto
Inovação tecnológica e empreendedorismo na ciência: caminhos de um tropicalista no empreendedorismo

26 de agosto
Fatos e versões em quatro décadas de trajetória da Pós-graduação em Medicina Tropical

Publicado em 14/07/2020

Saúde e Meio Ambiente: Olimpíada científica da Fundação inaugura encontros virtuais

Autor(a): 
Isabela Schincariol (Campus Virtual Fiocruz)

Neste mês de julho, a Vice-Presidência de Educação, Informação e Comunicação da Fiocruz está realizando debates online sobre suas ações educacionais e potencialidades. A série de encontros nasceu da necessidade premente de divulgar e promover as diversas ferramentas e possibilidades de interação entre a comunidade acadêmica, alunos e gestores da Fundação, especialmente voltadas para a continuidade das atividades educacionais neste momento de pandemia de Covid-19. O primeiro “Encontros Virtuais da Educação” foi sobre a Olimpíada Brasileira de Saúde e Meio Ambiente (OBSMA). O vídeo do evento está disponível no canal do Campus Virtual Fiocruz no youtube. Assista!

Assim como a maioria das atividades acerca do ensino remoto, o “Encontros Virtuais da Educação” nasceu da necessidade improrrogável de adaptação das ações da área de educação da Fiocruz. “Decidimos fazer as reuniões no mês de julho, uma a cada semana, pois nossa previsão é retornar as atividades regulares acadêmicas de forma remota em agosto. Sem causar, assim, conflitos de grade e agenda dos nossos alunos”, explicou a coordenadora-geral adjunta de Educação da Fundação, Eduarda Cesse.

Essa iniciativa abarca quatro painéis. Além da OBSMA, realizado em 7/7, também serão discutidos os seguintes temas: Campus Virtual Fiocruz e Plataforma Educare, em 13/7; Comunicação Pública e Saúde: Canal Saúde, Vídeo Saúde, Revista Poli e Revista Radis, em 20/7; e Editora Fiocruz e Portal de Periódicos, em 27/7.

A Olimpíada Brasileira de Saúde e Meio Ambiente (OBSMA)

 A OBSMA é um projeto educacional da Fiocruz, realizado há quase duas décadas, que visa incentivar professores e alunos a abordarem, de forma crítica e criativa, temas transversais à saúde e ao meio ambiente e, assim, provocar discussões e reflexões acerca dos desafios cotidianos nas escolas. Recentemente, a Olimpíada lançou uma chamada inédita voltada ao envolvimento de estudantes de pós-graduação de programas da Fiocruz, na modalidade doutorado, nas atividades pedagógicas da Olimpíada. Vale ressaltar que a chamada está com inscrições abertas até o dia 31 de julho.

A apresentação da OBSMA foi realizada pela coordenadora do projeto, Cristina Araripe, que destacou os desafios e perspectivas da educação básica brasileira, em especial neste momento de suspensão das aulas presenciais e toda a discussão sobre o retorno das atividades educacionais. Ela citou a nota técnica escrita por pesquisadores da Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca (Ensp/Fiocruz) sobre as implicações do retorno das aulas. “Nós, da Olimpíada, conhecemos os desafios enfrentados pela educação básica há muito tempo. Agora, eles ganharam apenas mais dramaticidade e tristeza, pois as desigualdades sociais e econômicas, que vêm de longa data, estão totalmente aparentes e exacerbadas”, lamentou.

Cristina rememorou o início das olimpíadas científicas mundiais e brasileiras e traçou um panorama sobre a divulgação científica dentro da Fiocruz, destacando especialmente a organização e consolidação da área nas últimas décadas. Ela detalhou cada uma das atividades realizadas no âmbito da OBSMA: o envolvimento de professores e alunos, a seleção de projetos, o acompanhamento junto às divisões regionais, avaliação, premiação e outros. Finalizando a apresentação, ela detalhou a chamada aos doutorandos da Fiocruz, mais nova atividade da OBSMA, e tirou dúvidas que surgiram entre os quase 150 participantes do encontro.

Assista ao vídeo da apresentação de Cristina Araripe:

Confira aqui a apresentação: 

Publicado em 29/06/2020

Inscrições abertas para capacitações online e gratuitas

Autor(a): 
Isabela Schincariol (Campus Virtual Fiocruz)

O Campus Virtual Fiocruz acaba de abrir inscrições para mais duas capacitações oferecidas a distância: Metodologia da Pesquisa Científica e Introdução à Divulgação Científica. Ambos são cursos massivos, abertos e online (MOOC). Esse tipo de formação é utilizada pela Fiocruz como estratégia para a qualificação de profissionais de saúde, dada sua abrangência, e tem apresentado ótimos resultados. Com o isolamento social devido à pandemia causada pelo novo coronavírus, o uso de recursos e plataformas digitais tornou-se ainda mais necessário para alcançar um número maior de participantes e, assim, ampliar conhecimentos. Confira essas eoutras oportunidades disponíveis no Campus Virtual Fiocruz e inscreva-se.

Metodologia da Pesquisa Científica

O curso Metodologia da Pesquisa Científica tem como objetivo apresentar os fundamentos do método científico aplicados à pesquisa, bem como instrumentalizar os alunos a elaborar projetos que atendam a demandas sociais, organizacionais e profissionais. O método científico se constitui em regras, procedimentos, linguagem e protocolos que fundamentam o conhecimento científico.A disciplina se aplica a diferentes contextos, especialmente ao campo da saúde pública. Com a formação, espera-se que os participantes aprendam sobre os princípios da metodologia da pesquisa para construção do conhecimento científico e suas aplicações em ciência e tecnologia, e sejam capazes de adotá-los alinhados a princípios éticos. A formação, online e autoinstrucional, tem carga horária total de 30 horas e é aberta a todos os interessados. Alunos que obtiverem nota igual ou superior a 70 na avaliação final receberão certificado de participação. Inscreva-se já!

Estrutura do curso

  • Módulo 1: Unidade 1 - Conceitos epistemológicos da ciência | Unidade 2 - Conhecimento, rigor e relevância científica
  • Módulo 2: Unidade 3 - Competência em informação | Unidade 4 - Revisão da literatura | Unidade 5 - Normas para elaboração de trabalhos acadêmicos
  • Módulo 3: Unidade 6 - Técnicas de coleta e análise de dados | Unidade 7 - Tipos de estudos | Unidade 8 - Entrevistas | Unidade 9 - Projeto de pesquisa | Avaliação final

Introdução à Divulgação Científica

Essa iniciativa é voltada ao público em geral que se interessa em divulgação científica. Trata-se de um curso introdutório, em que o objetivo é propor reflexões sobre a importância de aproximar ciência e sociedade e oferecer dicas práticas de como fazer isso, sem esgotar as amplas discussões sobre teoria e prática neste campo. Online e autoinstrucional, o curso tem carga horária total de 30 horas e é aberto a todos os interessados. Alunos que cumprirem as atividades receberão certificado de participação. ​Inscreva-se já!

Estrutura do curso

  • Módulo 1: Aula 1 - Divulgação científica no Brasil | Aula 2 - Divulgar ciência é um dever do cientista | Aula 3 - Divulgação científica na era da informação | Aula 4 - Divulgar faz bem ao cientista... e à própria ciência | Aula 5 - Universidade das Crianças: uma iniciativa inspiradora | Aula 6 - Leituras e vídeos complementares
  • Módulo 2: Aula 1 - Como escrever um texto de divulgação científica | Aula 2 - Como fazer um vídeo de divulgação científica | Aula 3 - Como usar mídias sociais para fazer divulgação científica | Aula 4 - Como fazer uma apresentação de divulgação científica | Aula 5 - Como fazer um evento de rua para divulgar ciência | Aula 6 - Como falar com jornalistas | Aula 7 - Como fazer divulgação científica para crianças | Aula 8 - Como fazer divulgação científica para adolescentes | Aula 9 - Como falar com o público de temas polêmicos de ciência | Aula 10 - Como interagir com o assessor de imprensa | Aula 11 - Como avaliar seu projeto de divulgação científica

CONFIRA OUTRAS OPORTUNIDADES DO CAMPUS VIRTUAL FIOCRUZ COM INSCRIÇÕES ABERTAS

Acessibilidade e os princípios do SUS: formação básica para trabalhadores da saúde

O curso on-line Acessibilidade e os princípios do SUS: formação básica para trabalhadores da saúde – gratuito e autoinstrucional – reúne uma série de recursos educacionais e visa formar trabalhadores da área de saúde para um atendimento mais inclusivo e acessível a pessoas com deficiência, notadamente a pessoas surdas ou com deficiência auditiva. Seu conteúdo abrange questões como O SUS e o direito das pessoas com deficiência; Deficiências e saúde - revendo modelos e conceitos; Acessibilidade - barreiras e soluções; Tecnologia assistiva; Orientações para acessibilidade na produção de materiais educativos em saúde; Introdução à surdez e Libras no contexto da saúde; e ainda um estudo de caso. Sua carga horária total é de 72 horas/aula. Inscreva-se já!

Covid-19: manejo da infecção causada pelo novo coronavírus

O curso Covid-19: manejo da infecção causada pelo novo coronavírus foi produzido e lançado pelo CVF, em caráter de urgência, em função da pandemia, com o objetivo de responder à demanda dos profissionais que estão na linha de frente do atendimento. A formação é dirigida especialmente a trabalhadores de Unidades Básicas de Saúde (UBS), redes hospitalares, clínicas e consultórios, no entanto pode ser cursada por qualquer pessoa interessada. Ela é composta de três módulos independentes: um sobre conceitos básicos e dois sobre o manejo clínico da doença. A formação aberta, gratuita, autoinstrucional e oferecida à distância (EAD) tem carga horária total de 45 horas. Alunos que obtiverem nota igual ou superior a 70 na avaliação final receberão certificado de participação em cada um dos módulos. Inscreva-se já!

Febre amarela – Formação modular

A febre amarela é tema de dois microcursos online de formação modular: Transmissão, vigilância, controle e prevenção da febre amarela e Vacinação contra febre amarela. O objetivo dessas formações é manter profissionais e outros agentes da área da saúde atualizados. Eles trazem conteúdos que reforçam conhecimentos, conceitos e condutas para qualificar o atendimento. Os cursos são voltados a médicos, enfermeiros e técnicos de enfermagem que atuam na atenção básica e em postos de vacinação. No entanto, são abertos a qualquer pessoa interessada.

Transmissão, vigilância, controle e prevenção da febre amarelainscreva-se já!
Vacinação contra febre amarelainscreva-se já!

*Imagem de capa: Freepik

Publicado em 26/06/2020

Fiocruz oferece diversas capacitações a distância sobre o novo coronavírus

Autor(a): 
Leonardo Azevedo (CCS/Fiocruz), Isabela Schincariol (Campus Virtual Fiocruz) e Fernanda Marques (Fiocruz Brasília)*

O Campus Virtual Fiocruz (CVF) já conta com mais de 40 mil inscritos no curso Covid-19: manejo da infecção causada pelo novo coronavírus. Oferecido na modalidade a distância, o curso é gratuito e aberto a todos os profissionais envolvidos na linha de frente do atendimento da Covid-19. As inscrições estão abertas no Campus Virtual Fiocruz. “Atuamos sempre com o compromisso de salvar vidas e fortalecer o SUS, para que tenhamos a capacidade de enfrentar esse e outros desafios relacionados à saúde da população brasileira”, afirma a vice-presidente de Educação, Informação e Comunicação, Cristiani Vieira Machado.

Em um cenário com mudanças frequentes no conhecimento sobre o novo coronavírus, a capacitação é uma ferramenta importante na formação dos trabalhadores para a sua prática nos serviços de saúde e apresenta as melhores estratégias para conter e enfrentar a doença. A coordenadora-geral do curso e do Campus Virtual Fiocruz, Ana Furniel, destaca a participação dos especialistas de diversas unidades da Fundação. “Esse é um diferencial importante do curso, que é ser elaborado junto a pesquisadores e gestores diretamente envolvidos nas ações de vigilância e assistência e que estão considerando o atual cenário”.

O curso tem atualmente alunos de 2.118 cidades, de todos os estados brasileiros. A região sudeste concentra mais de 40% dos inscritos, seguida do nordeste, com cerca de 20% dos alunos. Rio de Janeiro, São Paulo, Minas Gerais e a Bahia são os estados com mais inscritos. Há também um número expressivo de participantes de outros países, como os Estados Unidos, Reino Unido, Bolívia, Argentina, Paraguai, Suécia, Afeganistão, Japão e Turquia.

Saiba mais sobre o formato e o conteúdo do curso

Formulado com uma linguagem simples e em formato dinâmico e interativo para facilitar o aprendizado, o conteúdo apresenta estratégias para conter a curva epidêmica da doença. A capacitação é composta de três módulos independentes: um sobre conceitos básicos e dois sobre o manejo clínico da doença. O CVF lançará, em breve, mais dois módulos - sobre a saúde indígena e sobre a saúde da população prisional.

Os três módulos que compõem a formação são independentes, permitindo que cada aluno escolha em que ordem deseja fazer o curso. A capacitação é uma realização do Campus Virtual Fiocruz, vinculado à Vice-Presidência de Educação, Informação e Comunicação (VPEIC/Fiocruz). A iniciativa tem o apoio de diferentes unidades da Fundação: Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas (INI); Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca (Ensp); Gerência Regional de Brasília (Gereb/Fiocruz Brasília); e Instituto de Comunicação e Informação Científica e Tecnológica em Saúde (Icict). O curso também conta com a parceria da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas/OMS).

Saúde Mental e Atenção Psicossocial

Com mais de 63 mil profissionais matriculados, outra iniciativa importante da Fiocruz é o pioneiro Curso Nacional de Saúde Mental e Atenção Psicossocial na Covid-19. O objetivo é oferecer suporte técnico-informativo aos profissionais de saúde e áreas afins que estejam trabalhando ou venham a trabalhar no atendimento em saúde mental e atenção psicossocial relacionado à doença.

Segundo a diretora da Fiocruz Brasília, Fabiana Damásio, “o curso foi construído com base nos princípios do SUS, para fortalecer as ações no âmbito das políticas de saúde e com base nos protocolos internacionais. São ações que visam garantir desde a informação qualificada à população até a atenção especializada, como pode ser o atendimento psicológico em si”.

Os interessados podem se inscrever até o dia 15 de julho, e quem estiver matriculado pode concluir as atividades até 26 de agosto. A coordenadora técnica do curso, Débora Noal, lembra que os alunos podem acompanhar os conteúdos no horário mais conveniente para eles. "O objetivo é facilitar um pouco a vida de quem está na linha de frente, produzindo esse cuidado em saúde mental e atenção psicossocial”, destaca Débora, que há mais de uma década trabalha, estuda e pesquisa em desastres e epidemias de grandes proporções.

Mais informações aqui.

* Colaborou Flávia Lobato (Campus Virtual Fiocruz)

Imagem de capa: Freepik

Publicado em 24/06/2020

Acessibilidade: Fiocruz abre inscrições para curso online

Autor(a): 
Isabela Schincariol (Campus Virtual Fiocruz)

Acessibilidade, deficiência, direitos e a relação com Sistema Único de Saúde são as bases que deram origem ao curso on-line Acessibilidade e os princípios do SUS: formação básica para trabalhadores da saúde. A formação – online, gratuita e autoinstrucional – reúne uma série de recursos educacionais e visa formar trabalhadores da área de saúde para um atendimento mais inclusivo e acessível a pessoas com deficiência, notadamente a pessoas surdas ou com deficiência auditiva. É importante que os profissionais estejam qualificados, em especial neste momento de pandemia de Covid-19, para o pleno atendimento dessa parcela da população. O curso foi organizado pelo Grupo de Trabalho sobre Acessibilidade do Instituto de Comunicação e Informação Científica e Tecnológica em Saúde (Icict) e as inscrições podem ser feitas no Campus Virtual Fiocruz.

Inscreva-se já! 

Esta é a segunda oferta do curso, que é composto de sete módulos organizados em sequência, porém independentes entre si, permitindo que os participantes conduzam o processo de aprendizagem com autonomia. Segundo a coordenadora do Campus Virtual Fiocruz, Ana Furniel, neste contexto de enfrentamento à pandemia que estamos vivendo, é absolutamente relevante pensar em formas de garantir o direito das pessoas com deficiência, e rever modelos e conceitos em busca de soluções e alternativas para o atendimento no SUS a essa parcela da população.

O conteúdo do curso abrange questões como O SUS e o direito das pessoas com deficiência; Deficiências e saúde - revendo modelos e conceitos; Acessibilidade - barreiras e soluções; Tecnologia assistiva; Orientações para acessibilidade na produção de materiais educativos em saúde; Introdução à surdez e Libras no contexto da saúde; e ainda um estudo de caso. Sua carga horária total é de 72 horas/aula.

A formação conta com uma diversidade de conteúdos e professores de diferentes trajetórias e campos do conhecimento, contribuindo para a construção de uma formação interdisciplinar pelos direitos das pessoas com deficiência. Ele é voltado especialmente a profissionais da área de saúde, mas é aberto a todos interessados em saber mais sobre acessibilidade e práticas inclusivas.

Confira outras iniciativas da Fiocruz voltadas aos recursos de acessibilidade

Tradução para língua brasileira de sinais (Libras), legendagem e áudio estão entre as medidas já adotadas pela Fiocruz em seus materiais audiovisuais sobre o novo coronavírus para ampliar a garantia de informação qualificada e orientações à população. Cerca de 70 vídeos já contam com recursos de acessibilidade e a produção das unidades está crescente. Todo o conteúdo pode ser acessado na área especial sobre o tema, Portal Fiocruz.

Desse modo, a Fundação fortalece suas práticas informacionais e comunicacionais para serem mais inclusivas, em acordo com a política institucional para acessibilidade e inclusão das pessoas com deficiência e a política de comunicação adotadas. A iniciativa é do Comitê Fiocruz pela Acessibilidade e Inclusão das Pessoas com Deficiência. 

Confira mais informações sobre os materiais: Fiocruz disponibiliza vídeos institucionais sobre Covid-19 com recursos de acessibilidade.

Publicado em 22/06/2020

Acessibilidade: Fiocruz disponibiliza vídeos institucionais e abre inscrição para curso sobre o tema

Autor(a): 
Comunicação CTIC (Icict/Fiocruz)

Tradução para língua brasileira de sinais (Libras), legendagem e áudio estão entre as medidas já adotadas pela Fiocruz em seus materiais audiovisuais sobre o novo coronavírus para ampliar a garantia de informação qualificada e orientações à população. Cerca de 70 vídeos já contam com recursos de acessibilidade e a produção das unidades está crescente. Desse modo, a Fundação fortalece suas práticas informacionais e comunicacionais para serem mais inclusivas, em acordo com a política institucional para acessibilidade e inclusão das pessoas com deficiência e a política de comunicação adotadas. A iniciativa é do Comitê Fiocruz pela Acessibilidade e Inclusão das Pessoas com Deficiência. Toda a produção pode ser acessada na área especial sobre o novo coronavírus, no Portal Fiocruz. Interessados no tema podem também se inscrever no curso - online, gratuito e autoinstrucional - Acessibilidade e os princípios do SUS: formação básica para trabalhadores da saúde, oferecido pelo Icict e disponível no Campus Virtual Fiocruz.

Confira detalhes da formação, que está com inscrições abertas

Acessibilidade e os princípios do SUS: formação básica para trabalhadores da saúde, oferecido na modalidade à distância (EAD), é voltado especialmente a profissionais da área de saúde, mas é aberto a todos interessados em saber mais sobre acessibilidade e práticas inclusivas. Ele é oferecido pelo Instituto de Comunicação e Informação Científica e Tecnológica em Saúde (Icict/Fiocruz), e foi organizado pelo seu Grupo de Trabalho sobre Acessibilidade.

Composto de sete módulos independentes - O SUS e o direito das pessoas com deficiência; Deficiências e saúde - revendo modelos e conceitos; Acessibilidade - barreiras e soluções; Tecnologia assistiva; Orientações para acessibilidade na produção de materiais educativos em saúde; Introdução à surdez e Libras no contexto da saúde; Estudos de caso –, o curso tem carga horária total de 72 horas/aula. Confira!

+Veja mais em: Fiocruz lança o curso Acessibilidade e os Princípios do SUS: formação básica para trabalhadores da saúde

Fiocruz disponibiliza vídeos institucionais sobre Covid-19 com recursos de acessibilidade

Para ampliar a garantia de informação qualificada e orientações sobre Covid-19 à população, a Fundação Oswaldo Cruz tem implementado recursos de acessibilidade em seus vídeos sobre a doença, a partir de uma iniciativa do Comitê Fiocruz pela Acessibilidade e Inclusão das Pessoas com Deficiência. Toda essa produção vem sendo reunida na área especial sobre o novo coronavírus do Portal Fiocruz e também na Biblioteca Virtual de Saúde da instituição (BVS Fiocruz), por meio de ações do Centro de Tecnologia da Informação e Comunicação em Saúde do Instituto de Comunicação e Informação Tecnológica em Saúde (CTIC/Icict), e do Grupo de Trabalho sobre Acessibilidade da unidade (GT Acessibilidade Icict).

A implementação de tradução para Língua de sinais brasileira (Libras), de legendagem e áudio está entre as medidas já adotadas pela Fiocruz em seus materiais audiovisuais sobre o novo coronavírus. A instituição vem fortalecendo suas práticas informacionais e comunicacionais para serem mais inclusivas, em acordo com sua política institucional para acessibilidade e inclusão das pessoas com deficiência e sua política de comunicação, e, ao todo, já são cerca de 70 vídeos com recursos de acessibilidade sobre Covid-19 e a produção nas unidades da Fundação continua, conforme ressalta Luciane Ferrareto, coordenadora do Projeto Empregabilidade Social da Pessoa Surda, da Cooperação Social da Presidência da Fiocruz. “Temos aproximadamente 100 trabalhadores surdos vinculados ao Projeto Empregabilidade e reconhecemos a importância e buscamos sempre o acesso à comunicação e informação. Diante disso, iniciamos essa ação, junto ao Comitê Fiocruz pela Acessibilidade e Inclusão, ainda no começo da pandemia no país. Nesse fluxo para produzir vídeos acessíveis, recebo os pedidos de tradução para Libras, encaminho aos intérpretes, recolho deles o conteúdo traduzido e  encaminho aos solicitantes, acompanhando a divulgação”, explica a coordenadora.

Luciane Ferrareto aponta que o retorno dos trabalhadores surdos da Fiocruz sobre esses materiais tem sido muito positivo, como destaca Alexandre Clecius, que trabalha na Fundação a partir do Projeto Empregabilidade Social da Pessoa Surda e é também do grupo de trabalho ampliado do Comitê Fiocruz pela Acessibilidade e Inclusão das Pessoas com Deficiência: “É muito importante entender sobre o novo coronavírus e o que tem acontecido. Percebo que nós surdos temos ficado muito preocupados, e com medo em relação à doença. Também observo pessoas surdas sem compreender direito a situação e é fundamental termos acesso a explicações, para a própria segurança individual, para saber das resoluções.  A Fiocruz tem desempenhado papel importante com a interpretação e tradução para Libras dos seus vídeos. Tenho visualizado os intérpretes, de uma maneira satisfatória, com a janela para Libras em tamanho bom, com informação variada sobre os cuidados necessários para a saúde”.

Neste contexto de pandemia de Covid-19, a Fiocruz segue o seu compromisso de divulgar informações confiáveis à sociedade, com base em sua produção científica, atuação como instituição do Sistema Único de Saúde (SUS) e nas recomendações de órgãos oficiais. E garantir acessibilidade se torna necessário diante da diversidade da população e especificidades de demandas de comunicação e informação, como destaca Marina Maria, do GT Acessibilidade Icict e também do Comitê. Ela chama a atenção que, diante de um momento de crise para a saúde global como o atual, com muitos desafios, o caminho é possibilitar amplo acesso à informação: “Se reconhecemos o direito à comunicação e informação como fundamentais para o direito à saúde, precisamos levar em conta a diversidade das pessoas que recebem os conteúdos que produzimos, ainda mais nesse momento tão desafiador. Por isso, a criação da área com vídeos acessíveis no Portal Fiocruz e na BVS Fiocruz se torna tão urgente e iniciamos esse processo já sabendo que é preciso disponibilizar outros recursos de acessibilidade, como a audiodescrição, e produzir conteúdos com linguagem simplificada. Esperamos fortalecer ações neste sentido”.

Confira aqui os vídeos institucionais com recursos de acessibilidade sobre Covid-19 disponíveis no Portal Fiocruz.

Eles podem também ser acessados na BVS Fiocruz, que reúne ainda, em sua área multimídia, produções audiovisuais acessíveis sobre a pandemia desenvolvidas por outras instituições. 

Publicado em 19/06/2020

Olimpíada de Saúde e Meio Ambiente realizará oficinas pedagógicas em novo formato

Autor(a): 
Olimpíada Brasileira de Saúde e Meio Ambiente da Fiocruz (Obsma)

Nos dias 25 e 26 de junho, a Olimpíada Brasileira de Saúde e Meio Ambiente da Fiocruz (Obsma) retornará com suas tradicionais Oficinas Pedagógicas em um novo formato: online. Devido à pandemia da Covid-19, as atividades, antes realizadas de forma presencial, foram adaptadas e reinventadas para permanecerem como um importante canal de diálogo com professores e escolas de todo o país. Para participar é necessário realizar inscrição e as vagas são limitadas. Vale ressaltar também que as inscrições de trabalhos para a Olimpíada foram prorrogadas até 13 de dezembro.  

Os temas Saúde e Meio Ambiente são indispensáveis para a formação de cidadãos brasileiros conscientes e críticos, mas muitos profissionais da educação ainda sentem dificuldades no momento de abordar essas temáticas em sala de aula. As Oficinas Pedagógicas surgiram, em 2013, para contribuir com essas questões e aproximar os professores dessas temáticas, e contam com o apoio do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).

“As oficinas são uma importante ferramenta para divulgação científica no contexto da educação básica, os encontros online foram idealizados como uma ação para construir, em parceria com professores de todo o Brasil, novas metodologias e abordagens pedagógicas que privilegiem a transversalidade e o diálogo entre a educação e os temas saúde e meio ambiente” reforça a Coordenadora Nacional da Olimpíada, Cristina Araripe.

Para participar das Oficinas Pedagógicas online, os professores devem realizar a inscrição no site da Obsma: https://olimpiada.fiocruz.br/oficinas/. Os profissionais que acompanharem os dois dias de programação receberão certificados de participação. Confira a programação completa:

Dia 25, às 10h - Promoção da Saúde em Tempos de Pandemia

Abertura:
Cristina Araripe (coordenadora Nacional da Obsma, pesquisadora do Museu da Vida - COC/Fiocruz)

Convidadas:
Danielle Cruz (Secretaria de Vigilância Sanitária do Ministério da Saúde)
Danielle Cabrini (pesquisadora e coordenadora do Curso de Especialização em Saúde Coletiva - Fiocruz Brasília)

Mediação: 
Luciana Sepúlveda (coordenadora da Regional Centro-Oeste da Obsma, pesquisadora - Fiocruz Brasília)

Dia 26, às 10h - Educação em Tempos de Pandemia

Convidadas:
Jacqueline Girão (professora do Departamento de Didática da Faculdade de Educação da UFRJ)
Hilda da Silva Gomes (coordenadora da Seção de Formação do Serviço de Educação do Museu da Vida - COC/Fiocruz)

Mediação:
Ana Lucia Soutto Mayor (coordenadora da Regional Sudeste da Obsama, pesquisadora do Lic-Provoc - EPSJV/Fiocruz)

Publicado em 15/06/2020

Mortes por Covid-19 avançam nas prisões

Autor(a): 
Informe Ensp*

Apesar de ser um tema ausente dos debates públicos, até mesmo dos gabinetes de crise e planos de contingência para enfrentamento do coronavírus em grandes estados do país, a Covid-19 na população carcerária está avançando. Com menos de um 1% das pessoas presas com acesso a diagnóstico, celas superlotadas, acesso restrito à água, ventilação e grande presença de doenças como tuberculose, diabetes e HIV/Aids, os efeitos do coronavírus podem ser devastadores nas prisões do Brasil. Embora apresente grande subnotificação, o aumento de mortes por pneumonia grave e síndrome respiratória aguda grave ligou o alerta dos pesquisadores. Debruçados sobre essa importante questão, a Fiocruz Mato Grosso do Sul e o Campus Virtual Fiocruz estão desenvolvendo uma nova formação online sobre a saúde da população carcerária e a Covid-19. A formação integrará o rol de cursos elaborados pelo CVF que tratam das questões relacionadas ao coronavírus. O tema, tão caro à saúde pública, também marcou o retorno do Centro de Estudos da Ensp, em formato virtual.

Cursos online sobre Covid-19: saiba mais

O curso online Covid-19: manejo da infecção causada pelo novo coronavírus está no ar e é composto de três módulos independentes: um sobre conceitos básicos e dois sobre o manejo clínico da doença. A formação é aberta, gratuita, autoinstrucional e oferecido à distância (EAD), permitindo que qualquer pessoa interessada se inscreva. A qualificação é dirigida especialmente a trabalhadores de Unidades Básicas de Saúde (UBS), redes hospitalares, clínicas e consultórios e está com inscrições abertas.

A nova formação, que abordará o tema da Saúde Prisional no contexto da Covid-19, será lançada em breve. A previsão é que já esteja disponível no início do segundo semestre de 2020. Fique atento e acompanhe as notícias divulgadas aqui no Portal do CVF e em nossas redes sociais.

O conteúdo dos cursos do Campus Virtual Fiocruz é elaborado por pesquisadores e especialistas da Fundação envolvidos nas ações de vigilância e assistência e apresentam estratégias para conter a curva epidêmica da doença, instrumentalizando profissionais que estão na linha de frente do combate ao coronavírus.

Os cursos sobre a Covid-19 são uma realização do Campus Virtual Fiocruz, vinculado à Vice-Presidência de Educação, Informação e Comunicação da Fiocruz. Cada aluno pode escolher quais módulos quer cursar e em que ordem. Os conhecimentos são avaliados ao fim de cada módulo. Quem cursar os módulos de forma independente (e obtiver nota maior ou igual a 70) recebe um micro certificado com a carga horária correspondente. O aluno que acessar todos os módulos e concluir todas as avaliações com sucesso receberá um certificado com a carga horária total do curso.

Confira o debate virtual realizado pela Ensp

A pesquisadora da Ensp e coordenadora do grupo de pesquisa Saúde nas Prisões, Alexandra Sanchéz, conduziu a sessão on-line Mortes por Covid-19 avançam nas prisões, que contou com participação da promotora de Justiça do RJ, Madalena Junqueira Ayres, e da integrante do Mecanismo de Prevenção e Combate à Tortura do RJ, Natália Damázio.

Até a data do evento, 20 de maio, a pesquisadora da Ensp afirmou que o Rio de Janeiro tinha, oficialmente, cinco óbitos notificados por Covid-19; São Paulo com doze óbitos; Pernambuco apresentava três; e Espírito Santo com dois óbitos. Os dados oficiais, segundo ela, não representam a realidade das unidades prisionais e, para comprovar sua afirmativa, citou uma revisão das mortes no Rio de Janeiro a partir de março. “Fizemos uma revisão dos óbitos a partir do mês de março, quando começou a pandemia. Somente reclassificando as mortes que não têm confirmação pelo teste diagnóstico, mas foram por pneumonia grave ou síndrome respiratória aguda grave, atingimos uma taxa de 49 em mil, ou seja, cinco vezes superior à taxa oficial só com a reclassificação dos óbitos em revisão de boletim. Isso é bastante importante”, admitiu.

Após elogiar a atuação do Distrito Federal sobre a testagem da população encarcerada, a pesquisadora lamentou a falta de transparência dos dados no Rio de Janeiro e o isolamento do Comitê de Crise da Secretaria de Estado de Administração Penitenciária do RJ. O aumento na taxa dos óbitos do estado reforçou a preocupação, uma vez que os meses de março e abril de 2020 mostraram elevação em relação a janeiro e fevereiro deste ano. “A taxa de mortalidade em abril foi 48/100 mil, enquanto, em fevereiro, foi de 19/100 mil. Em março, a Covid-19 contribuiu com 35% da taxa de óbito nos presídios, enquanto, em abril, ficou em 54%. Isso mostra uma tendência importante de aumento, uma vez que a taxa de mortalidade, excluindo a Covid-19, fica em torno de 20 a 25% por 100 mil”, alertou a pesquisadora.

Alexandra apresentou dados sobre a mortalidade por faixa etária no Sistema Prisional. Segundo ela, a população presa é majoritariamente jovem, e há cerca de 700 a 800 pessoas com mais de 60 anos. Apesar de a Covid-19 causar mais risco na população idosa, mais de 60% dos óbitos ocorreram em pessoas com menos de 60 anos. “Nessas pessoas mais jovens, principalmente entre 18 a 39 anos (correspondem a 50% dos óbitos pelo vírus), mais de 70% são homens com comorbidades como diabetes, Aids e tuberculose. Esses são os jovens que estão morrendo”.

Coronavírus expõe fraquezas da assistência e da saúde prisional

A promotora de Justiça do RJ, Madalena Junqueira Ayres, falou sobre a ausência de cuidados básicos necessários à população carcerária, principalmente num cenário de pandemia. A falta de atendimento básico, de condições adequadas para isolamento dos presos, de regulação entre as unidades prisionais e o pronto-socorro geral para atendimento fora do sistema prisional (seja pelo estado ou município) e a não priorização nas campanhas de vacinação comprometem as ações de enfrentamento à covid-19 no sistema prisional, segundo ela.

A promotora lembrou que a higienização é uma das principais recomendações para prevenção do coronavírus. Nos presídios, entretanto, o cenário de precariedade das condições de higiene do próprio preso e das instalações, somados ao fornecimento inadequado de água e ausência de álcool em gel, a realidade é diferente. “Desde o início, o Ministério Público percebeu que não havia um plano de contingência para enfrentamento da covid no sistema prisional do Rio de Janeiro. O plano de resposta da Secretaria de Saúde não tinha uma linha sobre o sistema prisional. No dia 1 de abril, acrescentaram a implantação de um hospital de camapanha para 60 leitos, com respiradores do Ministério da Saúde, mas não havia uma linha sobre esse enfrentamento”, detalhou.

No âmbito nacional, há a Portaria Interministerial Nº 7, que regulamenta as medidas de prevenção para a população carcerária, tendo como premissa que todas as recomendações do Ministério deveriam ser adotadas dentro das unidades prisionais. A rigor, não deveria haver distinção de tratamento, mas isso não é observado. Há uma enorme violação de direitos dentro do sistema prisional”.

Na última apresentação, a integrante do Mecanismo de Prevenção e Combate à Tortura do RJ, Natália Damázio, criticou a falta de transparência das ações de enfrentamento da pandemia e a falta de informação sobre a situação dos presos aos seus familiares. Ela afirmou que, mesmo com a impossibilidade de inspecionar as unidades, o Mecanismo está oficiando os resídios e o Gabinete de Crise para pensar, de forma cooperativa, em melhorar as coisas. “Foram 25 ofícios, mas só tivemos reposta total para um deles”, comentou.

Apesar da necessidade das medidas de isolamento nos presídios, a palestrante reforça que a incomunicabilidade absoluta, ou seja, quando se cria uma ruptura do laço dos presos com seus familiares, é uma violação de direitos. “Foi estipulado o isolamento, que é uma medida importante para prevenção da disseminação do vírus, mas não foi pensada uma alternativa para superar, de forma alternativa, o que está posto. Uma estratégia interessante proposta pela Defensoria Pública de SP foi a instalação de telefones públicos e visitas virtuais.

A redução emergencial da superlotação das celas, medida uniformemente prescrita por todos os órgãos de direitos humanos e de saúde internacionais para discutir a possibilidade de prevenção eficaz da covid-19 também foi defendida por todos os palestrantes do Ceensp.

Confira as apresentações no Canal da Ensp no Youtube.

* Com informações de Isabela Schincariol
* Imagem de capa: Agência Brasil

Publicado em 03/06/2020

Fiocruz abre inscrições para módulo sobre atenção hospitalar do curso Covid-19

Autor(a): 
Isabela Schincariol (Campus Virtual Fiocruz)

Os números da Covid-19 no Brasil são cada vez mais alarmantes. O país bateu novamente seu recorde de mortes por complicações pela doença: foram registrados 1.349 óbitos no dia 3/6, segundo dados do Ministério da Saúde. Em um esforço para contribuir com a formação de profissionais de saúde, o Campus Virtual Fiocruz lança mais um módulo do curso online Covid-19: manejo da infecção causada pelo novo coronavírus. O módulo 3, que é independente como os outros dois, trata de questões específicas voltadas à atenção hospitalar. Uma novidade é a aula sobre manejo clínico de gestantes ou puérperas suspeitas ou confirmadas para Covid-19, que inicialmente não estava prevista. Em função da pandemia, para responder à demanda dos profissionais que estão na linha de frente do atendimento, o conteúdo foi produzido e publicado em caráter de urgência, ratificando o aspecto inovador, dinâmico e responsável da formação. 

Inscreva-se já!

O curso — que já conta com 36 mil inscritos em todo o país e até fora dele — é aberto, gratuito, autoinstrucional e oferecido à distância (EAD), permitindo que qualquer pessoa interessada se inscreva. A qualificação é dirigida especialmente a trabalhadores de Unidades Básicas de Saúde (UBS), redes hospitalares, clínicas e consultórios. O conteúdo foi elaborado por pesquisadores e especialistas da Fiocruz envolvidos nas ações de vigilância e assistência e apresenta estratégias para conter a curva epidêmica da doença, instrumentalizando profissionais que estão na linha de frente do combate ao coronavírus. Eles contribuíram com textos, videoaulas e com a revisão técnica de todo o material — que é apresentado com uma linguagem simples e num formato dinâmico, interativo e atraente.

A coordenadora geral do curso e do Campus Virtual Fiocruz (CVF), Ana Furniel, destaca que o módulo 3, foi o mais complexo na produção. Isso aconteceu devido às discussões em torno de suportes farmacológicos. “Durante o desenvolvimento, tivemos muitas vezes que rever o conteúdo em função da divulgação de notas técnicas dos órgãos responsáveis, como a Organização Mundial da Saúde (OMS), a Organização Pan-Americana de Saúde (Opas) e o Ministério da Saúde (MS), e também por conta de atualizações na literatura científica”, explica. 

Conheça os temas do módulo 3

O módulo Manejo clínico da Covid-19 na atenção hospitalar é composto por 7 aulas, totalizando 30 horas de formação:

Aula 1 - Detecção precoce e classificação da severidade dos pacientes com síndrome respiratória aguda grave (SRAG)
Aula 2 - Manejo clínico inicial dos pacientes com síndrome respiratória aguda grave
Aula 3 - Investigação de imagem, laboratorial e diagnóstico diferencial da Covid-19
Aula 4 - Suporte farmacológico a pacientes com Covid-19
Aula 5 - Suporte respiratório a pacientes com Covid-19
Aula 6 - Manejo clínico da gestante no contexto da Covid-19
Aula 7 - Procedimentos de proteção e controle de infecção em ambiente hospitalar

O manejo clínico da gestante e puérpera

Um desafio muito específico sobre a temática da aula 6 é a interface entre os campos do manejo obstétrico, clínico e da terapia intensiva. Essa questão foi destacada por Maria Mendes Gomes, responsável pelo conteúdo “Manejo clínico da gestante e puérpera no contexto da Covid-19”, junto com dois autores e pesquisadores também do Instituto Nacional de Saúde da Mulher, da Criança e do Adolescente Fernandes Figueira (IFF/Fiocruz): Maria Teresa Massari e Marcos Dias.

Pesquisadora e docente do Programa de Pós-Graduação em Saúde da Criança e da Mulher do IFF, Maria Gomes comenta o perfil das gestantes e mulheres no ciclo gravídico-puerperal. "Elas têm especificidades em relação às questões hemodinâmicas, ventilatórias e do controle da fisiopatologia da Covid-19", diz a pesquisadora, que também é consultora das Coordenações de Saúde da Mulher e da Criança e de Aleitamento Materno do Ministério da Saúde. "É nosso papel institucional superar os desafios para a qualificação profissional neste contexto de pandemia. Transpor essas adversidades é importante para a definição da prática clínica. A Fiocruz e, particularmente o IFF, não se omitiram, atuando nacionalmente na disseminação das melhores evidências disponíveis. O Portal de Boas Práticas, coordenado pelo IFF, e a nossa participação neste módulo do curso são bons exemplos disso”, completa.

Já o responsável pelo conteúdo das aulas 1 e 2 do módulo 3 é Victor Grabois, pesquisador da Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca (Ensp/Fiocruz) e coordenador-executivo do Centro Colaborador para a Qualidade do Cuidado e Segurança do Paciente (Proqualis/Icict/Fiocruz). Sobre a detecção precoce e manejo clínico inicial da Covid-19, ele destaca que o grande desafio desta empreitada é acompanhar o ritmo de produção, inovações científicas e novidades que surgem ao longo do processo. “É um trabalho permanente de atualização e decisão sobre o que considerar como conteúdo relevante para os profissionais. Mas acredito que conseguimos, coletivamente, ser bem sucedidos nesta tarefa”, afirma.

O curso Covid-19: manejo da infecção causada pelo novo coronavírus

Lançado pelo Campus Virtual Fiocruz (CVF) em 15 de abril, o curso é composto de três módulos independentes: um sobre conceitos básicos e dois sobre o manejo clínico da doença. Cada aluno pode escolher quais módulos quer cursar e em que ordem. Os conhecimentos são avaliados ao fim de cada módulo. Quem obtiver nota maior ou igual a 70, recebe um micro certificado com a carga horária correspondente. O aluno que acessar todos os módulos e concluir todas as avaliações com sucesso receberá um certificado com a carga horária total do curso (45h).

Esta formação é uma realização do Campus Virtual Fiocruz, vinculado à Vice-Presidência de Educação, Informação e Comunicação da Fiocruz. A iniciativa tem o apoio de diferentes unidades da Fundação: do Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas (INI), da Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca (Ensp), da Fiocruz Brasília, do Instituto de Comunicação e Informação Científica e Tecnológica em Saúde (Icict), e do Centro Colaborador para a Qualidade do Cuidado e Segurança do Paciente (Proqualis/Icict). Conta também com a parceria da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas/OMS).

Clique aqui e inscreva-se já no curso Covid-19: manejo da infecção causada pelo novo coronavírus

Publicado em 29/05/2020

Febre amarela: inscrições abertas para cursos online da Fiocruz

Autor(a): 
Isabela Schincariol (Campus Virtual Fiocruz)*

Em meio à pandemia de Covid-19, outras doenças infecciosas importantes causadas por vírus também acometem indivíduos no Brasil e merecem atenção. Uma delas é a febre amarela, uma arbovirose de alta letalidade — que, no entanto, pode ser evitada com uma vacina segura, eficaz e gratuita. Recentemente, o aumento do número de macacos infectados pela doença chamou a atenção para a circulação do vírus em algumas regiões do país e acendeu o alerta do Ministério da Saúde, que deu início a campanhas de vacinação em diferentes estados. A febre amarela é tema de dois microcursos online da Fiocruz, que estão com inscrições abertas até o dia 20 de junho. O objetivo da formação é manter profissionais e outros agentes da área da saúde atualizados.

Ministério da Saúde sinaliza para aumento de casos em meio à crise sanitária

O aumento da detecção do vírus amarílico em primatas não humanos (macacos) em São Paulo, Paraná e Santa Catarina desde julho de 2019 sinalizou ao Ministério da Saúde a circulação ativa do vírus nesses estados, bem como o aumento do risco de transmissão às populações humanas e a necessidade da intensificação da vacinação contra a febre amarela – que é a forma mais eficaz de se proteger da doença. Segundo o Boletim Epidemiológico, de maio de 2020, da Secretaria de Vigilância em Saúde “é de extrema importância que a população considere o risco atual e atenda aos alertas dos serviços de saúde para que se possa prevenir a ocorrência de casos, óbitos e surtos de maior magnitude”.

O boletim chama atenção para os impactos da pandemia de Covid-19, alertando que “a redução da capacidade de resposta dos serviços de vigilância e dos laboratórios de saúde pública podem ofuscar o cenário epidemiológico recente de febre amarela, de modo que os dados desse período devem ser analisados com cautela”, apontando ainda a questão do manejo clínico da doença e necessidade de intensificação da vigilância.

Curso sobre febre amarela é voltado à atualização de profissionais e outros agentes da saúde

O Campus Virtual Fiocruz está com inscrições abertas para dois microcursos, online e gratuitos, sobre febre amarela: Transmissão, vigilância, controle e prevenção e Vacinação. A formação é modular e  traz conteúdos que reforçam conhecimentos, conceitos e condutas para qualificar o atendimento. Os cursos foram produzidos pela Universidade Aberta do SUS (UNA-SUS) e o Campus Virtual Fiocruz, com apoio da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas). Já o conteúdo foi elaborado pelo Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas (INI/Fiocruz), sob a coordenação acadêmica da pesquisadora Marília Santini. As inscrições vão até 20 de junho e os interessados já podem se matricular nos dois microcursos.

O microcurso Transmissão, vigilância, controle e prevenção apresenta os conceitos gerais sobre febre amarela, sendo indicado para os profissionais de saúde que atuam na atenção básica e em postos de vacinação. Mas é aberto a qualquer pessoa interessada. Ao final desse minicurso, o participante vai ser capaz de: reconhecer áreas de risco de transmissão da doença; identificar ciclos urbanos e silvestres; rever procedimentos de vigilância; definir os diferentes tipos de caso de febre amarela nos diferentes cenários epidemiológicos; encontrar informações atualizadas sobre a situação epidemiológica da doença; e rever as medidas gerais de controle da febre amarela e formas de prevenção adicionais à vacina.

O microcurso Vacinação apresenta situações diversas sobre vacinação para febre amarela, trazendo orientações e reflexões para qualificar a recomendação de vacina e outras condutas associadas. É indicado para profissionais de saúde que atuam na atenção básica e em postos de vacinação. Porém qualquer pessoa pode se matricular. Ao final desse minicurso, o participante vai ser capaz de: identificar as pessoas para as quais a vacina é recomendada; orientar os usuários nos casos controversos; orientar sobre eventos adversos; e identificar casos de eventos adversos.

A primeira chamada do curso, que aconteceu em 2018, teve a participação de 15 mil profissionais. 

Caso tenha alguma dificuldade em se inscrever, envie uma mensagem para: suporte.campus@fiocruz.br


Recomendações de vacinação

A vacina é a forma mais segura e eficaz de evitar a doença e é indicada para pessoas entre 9 meses e 59 anos de idade. Contudo, grávidas ou pessoas com 60 anos ou mais devem procurar orientações no serviço de saúde para avaliar a pertinência da vacinação.

A partir de 2020, o Sistema Único de Saúde (SUS) passou a ofertar uma dose de reforço dessa vacina para crianças com quatro anos de idade. Além disso, o Ministério da Saúde irá ampliar, gradativamente, a vacinação contra febre amarela para 1.101 municípios dos estados do Nordeste que ainda não faziam parte da área de recomendação de vacinação. Isso se deu com o avanço de registro de casos em outras localidades. Dessa forma, todo o país passa a contar com a vacina contra a febre amarela na rotina dos serviços em 2020.

* Colaborou Flávia Lobato

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