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Publicado em 25/03/2020

Coronavírus nas redes: Aula Magna da Fiocruz Brasília atrai cerca de 6 mil pessoas ao YouTube

Autor(a): 
Fernanda Marques (Fiocruz Brasília)

Exceto os palestrantes e a equipe técnica, ninguém compareceu à Aula Magna 2020 da Escola de Governo Fiocruz (EGF/Fiocruz Brasília), no dia 19/3. E a aula foi um sucesso! Não, não é um contrassenso. Em tempos de pandemia, com a recomendação de evitar aglomerações, o evento presencial foi substituído por uma atividade à distância, com o tema “Coronavírus nas redes”, transmitida pelo canal da instituição no YouTube. Resultado: cerca de 6 mil pessoas puderam não só assistir às apresentações, com esclarecimentos sobre o tema, como também enviar suas questões, interagindo com os palestrantes em um bate-papo dinâmico. A Aula Magna marcou a estreia de um novo formato de atividade, o Conexão Fiocruz Brasília, e ainda o lançamento da página da instituição no Instagram (@fiocruzbrasilia).

“Usaremos o espaço virtual de forma criativa, em permanente diálogo com nossos estudantes e toda a sociedade”, disse a diretora da Fiocruz Brasília, Fabiana Damásio. “A Fiocruz, que completa 120 anos em maio, já demonstrou, ao longo dessa trajetória, seu papel estratégico em várias emergências sanitárias. E, neste momento, reafirma seu compromisso com a construção de ações coletivas para enfrentar o coronavírus e fortalecer o SUS”, acrescentou. Por sua vez, a diretora executiva da EGF, Luciana Sepúlveda, lembrou que a Escola busca sempre aperfeiçoar mecanismos de diálogo, escuta e resposta na formação dos profissionais. E que o distanciamento social requer maior conectividade, tanto em termos de informação quanto de afetividade.

SUS estratégico

Além delas, participaram da Aula Magna Claudio Maierovitch (coordenador do Núcleo de Epidemiologia e Vigilância em Saúde da Fiocruz Brasília), Eduardo Hage (médico epidemiologista e pesquisador da Fiocruz Brasília), e José Agenor Álvares (ex-ministro da Saúde e assessor da Fiocruz Brasília).

Em suas falas iniciais, Claudio e Eduardo ponderaram que ainda existem muitas incertezas em relação ao novo coronavírus. “Agimos por analogias, pelo que já conhecemos do vírus influenza e de outros coronavírus. Nos baseamos também nas vivências atuais, na avaliação rápida das medidas já tomadas em outros países e no Brasil, no que deu certo ou não. Buscamos essas evidências para a tomada de decisões”, explicou Claudio.

Segundo ele, algumas medidas poderão parecer exageradas, mas pior seria subestimar o risco. “O objetivo é proteger ao máximo as pessoas e conter o vírus. Para isso, contamos com uma estrutura robusta do SUS [Sistema Único de Saúde], que, infelizmente, vem sofrendo ameaças com a crise econômica e os limites orçamentários”, afirmou.

Para Agenor, o SUS é uma responsabilidade cívica de toda a sociedade brasileira. “Não é propaganda enganosa, o SUS é a única alternativa, com base em seus princípios de igualdade, integralidade, de acolher todas as pessoas com dignidade. O sistema tem problemas, sim, mas que podem ser solucionados com o financiamento adequado”, destacou.

Incertezas

Ainda em relação às incertezas, Eduardo comentou sobre a letalidade da Covid-19 e a duração da pandemia. “Na média, considera-se que a letalidade no novo coronavírus está em torno de 2 ou 3%, mas existem variações. Na Itália, por exemplo, estava em 8% e também no Irã se registra uma taxa maior. A princípio, não há mutação genética do vírus que explique essas diferenças”, disse. Segundo ele, talvez as variações estejam relacionadas aos grupos mais acometidos em cada país e também à organização de cada sistema de saúde para enfrentar a pandemia. Sobre a duração da epidemia, algumas projeções indicam três meses, mas não se sabe se o comportamento será o mesmo em todos os lugares. Claudio pontuou que talvez seja melhor uma duração maior, mas com evolução mais lenta, sem aumento abrupto do número de casos e com menos pessoas doentes ao mesmo tempo.

Critérios para a realização de exames laboratoriais de diagnóstico, equipamentos de proteção individual, tempo de permanência do vírus no ambiente, uso de diferentes tipos de sabão e saneantes, restrição domiciliar, ventilação dos ambientes, cuidados com a população carcerária: estes e outros assuntos – colocados em pauta pelos internautas que acompanhavam o evento em tempo real – foram debatidos pelos epidemiologistas Claudio e Eduardo. “Os estudantes que estão assistindo a esta Aula Magna podem contribuir na vigilância, na avaliação e na investigação científica de várias dessas incertezas que ainda temos em relação à Covid-19”, incentivou Eduardo.

Confira aqui o vídeo completo da Aula Magna.

Publicado em 07/10/2019

Pesquisa de educação e comunicação para zika conclui nova etapa

Autor(a): 
Mariella de Oliveira-Costa (Fiocruz Brasília)

Nos dias 19 e 20 de setembro, a Fiocruz Brasília promoveu, por meio do Programa de Educação, Cultura e Saúde, em parceria com o Laboratório de Educação Profissional em Vigilância em Saúde da Escola Politécnica de Saúde Joaquim Venâncio (EPSJV/Fiocruz), uma oficina pedagógica para professores que vão ministrar as aulas do curso de Desenvolvimento Profissional em Vigilância em Saúde para o Enfrentamento das Arboviroses. O curso vai contar com apresentação de conceitos, instrumentos e técnicas básicas da vigilância sanitária, trabalho de campo com metodologia de territorialização em saúde para a elaboração de diagnósticos e planos de ação, além de atividades práticas através do Laboratório de Tecnologias Comunicativas para a Divulgação Científica.

No primeiro dia, os docentes conheceram a proposta pedagógica do curso, que possui três unidades de aprendizagem e cada uma delas com três módulos, de 16 horas, organizadas em aulas e trabalho de campo. No segundo dia, a formação foi realizada no entorno da Unidade Básica de Saúde 02 de Ceilândia, a 30 quilômetros do centro de Brasília, onde os professores puderam se apropriar das ferramentas que serão utilizadas para as atividades de territorialização. Com GPS em mãos, compreenderam como o mapeamento é importante para  identificar e localizar as informações no território; os celulares foram utilizados para a produção de imagens para potencializar a aprendizagem e a percepção da realidade social; enquanto os roteiros de observação orientaram o levantamento, a descrição e análise de informações. Eles puderam exercitar também o uso de questionários e a realização de entrevistas para compreensão da percepção dos atores sociais locais, além de  pesquisa de dados secundários e planilhas para planejamento participativo estratégico situacional.

A previsão é que até o fim do ano sejam disponibilizadas 30 vagas do curso para profissionais da saúde, da educação ou de outros setores e representantes de entidades sociais. Espera-se que os participantes possam implementar ações de mobilização social e comunicação em saúde para a promoção de territórios saudáveis, e que definam um  plano de ação para fortalecer a participação popular e contribuir com o enfrentamento das arboviroses na perspectiva da vigilância em saúde. Além disso, os participantes serão capazes de  realizar diagnóstico das condições de vida  e situação de saúde do território por meio da investigação de problemas e áreas de risco para propor ações comunicativas e educativas.

Educação e Comunicação para a Prevenção

O curso é uma atividade prevista na pesquisa Inovação em Educação e Comunicação para a Prevenção da Zika e Doenças Correlatas nos Territórios, sob a coordenação da presidente da Fiocruz, Nísia Trindade Lima, e com coordenação adjunta da diretora executiva da Escola Fiocruz de Governo, Luciana Sepúlveda.

O objetivo da pesquisa é desenvolver um modelo de educação ambiental, sanitária e de popularização da ciência que facilite a vigilância dos agravos diante da epidemia de zika em escolas e comunidades, gerando efeitos duráveis de prevenção à zika e doenças correlatas, além de fortalecer a ação intra e intersetorial entre as redes de atenção à saúde, de educação básica, técnica e superior, na área de ciência e tecnologia e demais atores no território. Para isso, vem sendo desenvolvida pesquisa-ação em quatro diferentes territórios: na capital carioca, mais especificamente no bairro de Manguinhos, em duas cidades do interior do Rio de Janeiro: Maricá e Paraty e na região de Ceilândia, em Brasília (DF).

A pesquisa foi aprovada em chamada pública específica para projetos relacionado à prevenção e combate ao vírus zika, do Ministério da Saúde, Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação e Ministério da Educação e envolve a parceria de diferentes órgãos da Fiocruz: o Laboratório de Educação Profissional em Vigilância em Saúde da EPSJV, a Gerência Regional de Brasília, o Museu da Vida da Casa de Oswaldo Cruz (COC/Fiocruz), o Canal Saúde e o Observatório de Territórios Saudáveis e Sustentáveis da Bocaina.

Publicado em 26/07/2019

Fiocruz Brasília oferece curso de atualização em direito sanitário. Inscrições vão até 30/7

Autor(a): 
Nayane Taniguchi (Fiocruz Brasília)

Até o dia 30 de julho, profissionais do direito, da saúde e demais interessados podem se inscrever no curso de atualização A Saúde Como Direito e o Direito à Saúde, do Programa de Direito Sanitário da Fiocruz Brasília (Prodisa), que será realizado na Escola Fiocruz de Governo (EFG) entre julho e dezembro deste ano.

A atualização tem como objetivo promover o debate sobre temas contemporâneos do direito sanitário. Além de possibilitar aos profissionais do direito e da saúde a atualização sobre os temas, o curso busca relacionar outras temáticasda área com as práticas profissionais e desenvolver expertises para o Sistema Único de Saúde (SUS).

O curso é gratuito e possui 30 horas/aula. Foi organizado em um módulo único, composto de 20 encontros presenciais (com 1h30 de duração cada). As aulas serão realizadas entre os dias 30 de julho e 5 de dezembro de 2019, das 18h30 às 20h, no campus da Fiocruz Brasília.

Os interessados poderão se inscrever em cada uma das atividades separadamente, nos links abaixo disponíveis no Campus Virtual Fiocruz. Para a primeira semana do curso, estão confirmados os seguintes temas:

• Dia 30/7 – O limitado impacto internacional da ciência do Brasil - inscreva-se aqui.
• Dia 1/8 – Política e Saúde: a produção legislativa brasileira - inscreva-se aqui.

Publicado em 17/06/2019

Aula aberta: Making better use of qualitative evidence to inform health policy and systems decisions: new methodological developments

Aula
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Unidade:

Período:

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Local:

evidências qualitativas, políticas, sistemas de saúde, desenvolvimentos metodológicos, qualitative evidence, health, methodological developments, aula aberta, Fiocruz Brasília, Simon Lewin, pesquisa, QESymposium, educação
Publicado em 17/06/2019

5ª Reunião Bimestral de Acompanhamento do Compromisso pela Ciência Aberta

Evento

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Unidade:

Período:

Horário:

Local:

Reunião Bimestral, Acompanhamento, Compromisso, Ciência Aberta, Fiocruz Brasília
Publicado em 27/05/2019

Palestra na Fiocruz Brasília: Planejamento e gestão da comunicação em instituições de saúde

Evento
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Informações:

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Período:

Horário:

Local:

comunicação, saúde, aula aberta, Planejamento, gestão, Fiocruz Brasília
Publicado em 27/05/2019

Fiocruz Brasília promove: Visitas guiadas à exposição Morar em Liberdade

Evento
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Informações:

Unidade:

Período:

Horário:

Local:

Luta Antimanicomial, Fiocruz Brasília, fotografias, vídeos, Morar em Liberdade, Programa de Volta para Casa, hospitais psiquiátricos, Barbacena, saúde mental, cultura, educação
Publicado em 22/05/2019

Ciclo de Debates do Nethis/ Fiocruz Brasília: Bioética, Diplomacia e Saúde Pública – Cooperação na Comunidade dos Países de Língua Portuguesa

Evento

Informações:

Unidade:

Período:

Horário:

Local:

Ciclo de Debates, Bioética, Diplomacia, Saúde Pública, Cooperação, Países, Língua Portuguesa, pesquisa, educação
Publicado em 13/05/2019

2º Ciclo de Debates Educação, Saúde, Ciência e Tecnologias em Mar Aberto: Tecnologias Educacionais no contexto da Saúde

Evento
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Informações:

Unidade:

Período:

Horário:

Local:

Ciclo de Debates, Educação, Saúde, Ciência, Mar Aberto, Fiocruz Brasília, Tecnologias Educacionais, TICs, ensino, pesquisa, educação
Publicado em 03/05/2019

Fiocruz Brasília e Ministério da Saúde promovem simpósio sobre pesquisa qualitativa e ODS

Autor(a): 
Fiocruz Brasília

Você tem interesse em pesquisa qualitativa e nos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável? O prazo para submissão de resumos no primeiro Simpósio sobre o Uso de Evidências Qualitativas para Tomada de Decisão na era dos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável foi prorrogado até o dia 12 de maio.

A organização do evento estimula a participação e informa que haverá a disponibilidade de bolsas para pesquisadores de países de baixa e média renda.
 
O evento, promovido pelo Ministério da Saúde, Fiocruz Brasília e Instituto Norueguês para a Saúde Pública, será realizado na Fiocruz Brasília entre os dias 9 e 11 de outubro. Os resumos devem ser submetidos no site do evento, sobre temas relacionados à educação, meio ambiente, saúde, direitos humanos, desenvolvimento social, ciência e tecnologia, bem-estar, entre outros. As apresentações de resumos e workshops para o simpósio estão disponíveis neste link.
 
O Simpósio

As inscrições para participação presencial no simpósio serão abertas em breve, com expectativa de participação de representantes de diversos países. Os interessados nos temas do simpósio podem ainda fazer o registro para o simpósio virtual, que incluirá webcasts ao vivo das sessões e oportunidades para participação das discussões plenárias. Participe do diálogo registrando-se no simpósio virtual.
 
Segundo os organizadores, é necessária ação multissetorial para se alcançarem os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU (ODS), que requer uma compreensão profunda e contextualizada das necessidades, pontos de vista e experiências de uma ampla gama de interessados e de como as políticas impactam em diferentes grupos e setores, e sobre equidade e inclusão social. A pesquisa qualitativa pode desempenhar um papel crítico no fornecimento desse tipo de evidência e na garantia da representação de diversas vozes.
 
O evento promoverá debates e colaborações sobre formas inovadoras de usar evidências qualitativas para ampliar e humanizar processos de tomada de decisão e políticas para alcançar os ODS. O simpósio também explorará as ferramentas e os métodos necessários para apoiar a tradução de evidências qualitativas em políticas e práticas, e examinará formas de fortalecer a capacidade nessa área, particularmente no Sul global.
 
Pesquisadores e financiadores de pesquisa, formuladores de políticas e outros usuários de evidências, além de interessados no tema estão entre os convidados a participar do encontro, que proporcionará oportunidades para compartilhar com uma comunidade multissetorial suas experiências e ideias sobre o uso de evidências qualitativas para apoiar a tomada de decisões. Segundo os coordenadores, uma ampla gama de organizações de diversos setores está contribuindo para o desenvolvimento de uma programação interessante e inovadora para o simpósio.

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