Ao longo dos anos, estudos históricos vêm contribuindo para a compreensão de diferentes aspectos da sociedade, em particular no que concerne à sua relação com saúde e proteção social. Buscando analisar a história da saúde no Brasil com foco nas políticas públicas de saúde, nas ações filantrópicas e privadas, assim como nas concepções sobre saúde, doença e cuidado, o Campus Virtual Fiocruz acaba de lançar o curso online e gratuito História da Saúde Pública no Brasil. A formação, com carga horária de 50h, é voltada especialmente a alunos de pós-graduação de diferentes áreas do conhecimento, mas aberta a todo o público interessado na temática.
O curso foi desenvolvido em parceria com especialistas em História da Saúde no Brasil, que são professores dos Programas de Pós-Graduação Stricto sensu da Casa de Oswaldo Cruz e integrantes do Observatório História & Saúde (OHS). O OHS é uma estrutura permanente do Departamento de Pesquisa em História das Ciências e da Saúde da Casa de Oswaldo Cruz (OHS/Depes/COC/Fiocruz) e também faz parte da Rede Observatório de Recursos Humanos em Saúde (ObservaRH). Em breve, o conteúdo desta formação será oferecido pelos programas de pós-graduação da Fiocruz no formato de disciplina transversal, voltada especificamente aos alunos matriculados na instituição. A previsão é que a essa disciplina seja lançada no segundo semestre de 2022. A disciplina transversal oferece conteúdos em acesso aberto, podendo ser utilizada por diferentes cursos e instituições.
Compreender os processos de construção para melhor analisar os desafios
Para o coordenador da formação, Carlos Henrique Assunção Paiva, que é professor e pesquisador da COC/Fiocruz e ainda coordenador do OHS, nos últimos anos, de forma crescente, historiadores profissionais têm se dedicado a estudar múltiplos aspectos tanto da história das ciências da saúde como das práticas, das ações e das políticas que organizam o setor. Essa produção, heterogênea em seus métodos e objetivos, tem lançado luzes sobre a forma como ideias e doutrinas, mas também práticas e tradições, se constroem e eventualmente se institucionalizam em nosso sistema de saúde.
Segundo ele, "compreender esse processo de construção das ideias e das coisas, mais do que um mero exercício de erudição, tem se revelado importante para melhor analisarmos os desafios que nos cercam. Nós entendemos que o curso de História da Saúde Pública no Brasil foi pensado justamente nesse sentido. Ele reúne algumas questões, de fundo histórico, que ajudarão nossos alunos e alunas a produzirem uma reflexão acerca das potências do atual sistema de saúde, mas também dos diferentes obstáculos que esse sistema precisa enfrentar para que se estabeleça em toda sua plenitude", detalhou Paiva.
De acordo com os organizadores do curso, a importância do estudo da História da Saúde na formação do profissional de saúde é inegável. Para eles, conhecer os processos que historicamente levaram o país ao sistema de saúde hoje existente desvela diversos problemas que afetam a população e mostra também as potencialidades e desafios que estão a nossa frente.
A formação certificará alunos inscritos que forem aprovados na avaliação final proposta. O curso é autoinstrucional, ou seja, oferecido sem a mediação de um tutor, e foi estruturado em três unidades de aprendizagem, com quatro aulas cada. Conheça a sua organização:
Unidade 1 – Do império a primeira República: O surgimento da saúde pública
Aula 1 – A saúde e a doença da Colônia ao Império
Aula 2 – Saúde, microbiologia e reformas urbanas
Aula 3 – Oswaldo Cruz e o saneamento do Rio de Janeiro
Aula 4 – Das Cidades aos Sertões
Unidade 2 – Do Período Getulista à Ditadura Civil Militar
Aula 1 – Saúde Pública no 1º Governo Vargas
Aula 2 – O surgimento da Medicina Previdenciária
Aula 3 – Previdência e Saúde Pública: um Sistema Segmentado
Aula 4 – Saúde Pública e Desenvolvimento entre 1945 e 1964
Unidade 3 – Da Ditadura Civil Militar à regulamentação do SUS
Aula 1 – O fortalecimento do sistema previdenciário e da rede hospitalar no Brasil
Aula 2 – O Movimento pela Reforma Sanitária Brasileira
Aula 3 – O processo institucional da reforma sanitária
Aula 4 – A emergência do SUS
As ferramentas de popularização e divulgação da ciência ganharam ainda mais espaço no cenário da pandemia de Covid-19. E é diante desse contexto que a Rede SciELO Livros completará, no dia 31 de março, 10 anos de existência. Com uma notável contribuição à visibilidade de editoras acadêmicas e seus catálogos, a biblioteca online comemora uma década de operação abrangendo uma rede de 20 editoras ativas, com uma coleção que compreende cerca de 1.600 livros, dos quais 62% estão em acesso aberto. É nessa conjuntura que se destaca a presença da Editora Fiocruz na SciELO Livros. A Editora já conta com 373 títulos depositados na plataforma. Desse número, 231 estão disponíveis para download gratuito e os demais 142 estão em modalidade comercial, com valor reduzido (40% abaixo do preço do exemplar impresso).
A parceria com o SciELO Livros ilustra a importância da difusão do conhecimento científico, marca da Editora Fiocruz. Em meio à emergência global causada pela pandemia, dúvidas e questões ligadas à saúde e à ciência estiveram mais em voga do que nunca e a ampliação do catálogo da Editora na Rede SciELO tornou as consultas sobre esses temas ainda mais acessíveis.
Debates virtuais marcam os 10 anos da SciELO Livros
No evento de comemoração dos 10 anos da SciELO Livros, a Editora e a Fiocruz também serão representadas. A celebração - em formato virtual - incluirá painéis e debates com diálogos sobre o reconhecimento dos avanços e desafios do livro digital à luz do acesso aberto e da ciência aberta. Editor científico da Editora Fiocruz, Gilberto Hochman, pesquisador da Casa de Oswaldo Cruz (COC/Fiocruz), participará do painel "Avanços e desafios do SciELO Livros", a partir das 10h. Já Nísia Trindade Lima, presidente da Fiocruz e ex-diretora da Editora Fiocruz, participará da abertura do evento, às 9h.
O webinar será aberto para todos que quiserem acompanhar os debates e enviar perguntas. A programação completa e o link para inscrição estão disponíveis no site https://books10.scielo.org.
Editora Fiocruz e SciELO Livros: parceria antiga, milhões de downloads
Muitos dos livros já esgotados no catálogo físico da Editora Fiocruz estão disponíveis no SciELO Livros. Obras das décadas de 1990 e 2000, mas que ainda são referências para pesquisas e trabalhos acadêmicos nas áreas de ciências e saúde pública em diversas partes do mundo. Um bom exemplo é a obra Espaços da Ciência no Brasil: 1800-1930. Lançado em 2001, o livro foi a primeira publicação da coleção História e Saúde - que hoje já conta com 45 títulos - da Editora Fiocruz. Com a versão impressa esgotada há anos, o volume foi disponibilizado recentemente em versão digital - e acesso aberto - na Rede SciELO Livros. Uma leitura fundamental sobre a trajetória de importantes instituições científicas do país.
E se o acervo da Editora Fiocruz na plataforma on-line é extenso, a razão vem da sólida parceria entre ambas: ao lado das editoras da Universidade Federal da Bahia (EDUFBA) e da Universidade Estadual Paulista (Editora Unesp), a Editora Fiocruz fez parte, em 2011, do consórcio que liderou o desenvolvimento do Projeto SciELO Livros. A iniciativa contou com o apoio da Associação Brasileira das Editoras Universitárias (Abeu) e a rede começou a operar em março de 2012.
Os responsáveis pelas três editoras concederam entrevista para o blog SciELO em Perspectiva como parte das comemorações do aniversário da Rede SciELO Livros. Um dos entrevistados foi João Canossa, editor executivo da Editora Fiocruz. Confira a entrevista completa no site: https://blog.scielo.org/blog/2022/03/25/scielo-livros-10-anos-entrevista-com-diretores-da-editoras-fundadoras
A antiga parceria rende frutos superlativos na participação da Editora na plataforma: dos cerca de 111 milhões de downloads de e-books na rede, quase 50,5 milhões são dos volumes da Editora Fiocruz. Os números mostram o interesse por pesquisas de excelência na área da saúde pública, lideradas pela instituição que é referência científica nas Américas.
Além da grande quantidade de downloads, o crescimento da Editora Fiocruz dentro do consumo de informação na produção científica brasileira também é destaque. Para isso, vale ressaltar, segundo dados do próprio SciELO Livros, a vasta quantidade de países que consomem os produtos da Editora: além de Brasil e Portugal, Estados Unidos, Moçambique e Angola também costumam aparecer nas primeiras posições. Há também o fato de a Editora ser uma das fontes mais citadas na área de ciências da saúde, atrás somente de instituições como Ministério da Saúde e Organização Mundial da Saúde (OMS).
A aquisição dos e-books pelo SciELO Livros pode ser feita nas lojas Amazon, Google Play e Kobo Books. Já os volumes que estão em acesso livre podem ser baixados em PDF ou em ePUB, formato específico para títulos digitais. Dessa forma, a Editora Fiocruz reforça sua missão de divulgar e ampliar o acesso ao conhecimento científico produzido nas diversas áreas da saúde. Um acervo considerável das cerca de 500 obras do catálogo da Editora está disponível na plataforma, maximizando a visibilidade, a acessibilidade, o uso e o impacto desses livros. Os textos em formato digital são legíveis nos leitores de e-books, em tablets, smartphones e nas telas de computador, amplificando o acesso à leitura em diversos espaços.
O SciELO Livros é parte integral do Programa SciELO liderado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), com apoio de CAPES e CNPq, e, além da Abeu, conta também com o apoio da Asociación de Editoriales Universitarias de América Latina y el Caribe (Eulac). É membro do Directory of Open Access Books Trusted Plataform. Em dez anos de funcionamento da Rede SciELO Livros, os livros em acesso aberto serviram uma média anual de mais de um milhão de downloads.
Para mais informações sobre a Rede SciELO Livros, acesse o site books.scielo.org.
Editora Fiocruz na Rede SciELO Livros
Site: books.scielo.org/fiocruz
Total de livros disponíveis: 373
Livros em acesso aberto: 231
Livros em acesso comercial: 142
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A Vice-Presidência de Educação, Informação e Comunicação, por meio da Coordenação-Geral de Educação (CGE/VPEIC), torna pública a chamada destinada à seleção de candidatos(as) a bolsas de Professor Visitante no Brasil para fins de atividades de curta duração junto a Programas de Pós-Graduação no âmbito do Programa Institucional de Internacionalização (Capes/PrInt-Fiocruz). O envio de propostas foi prorrogado até 1° de maio de 2022.
Confira a chamada e inscreva-se:
Chamada Interna nº 02/2022 - Seleção de Professor Visitante no Brasil para estadia de curta duração nos Programas de Pós-Graduação participantes do CAPES/PrInt-Fiocruz
O Programa Professor Visitante no Brasil tem o objetivo de atrair e selecionar professores de renome atuantes e residentes no exterior para participação em cursos, treinamentos, palestras ou seminários presenciais com duração mínima de 15 dias e máxima de 30 dias.
A Chamada Interna n°02/2022 busca incentivar a atração de lideranças internacionais no campo da saúde, que tenham destacada produção científica e tecnológica para contribuir com a inovação dos Programas de Pós-Graduação, intensificando o desenvolvimento da internacionalização e
excelência da educação na Fiocruz.
Ela visa ainda contribuir para o processo de internacionalização da pós-graduação stricto sensu e da ciência, tecnologia e inovação; fortalecer os programas de cooperação e de intercâmbio entre instituições ou
consolidação de rede de pesquisas existentes; contribuir para o estabelecimento ou manutenção do intercâmbio científico na área do PrInt; bem como ampliar o nível de colaboração e de publicações conjuntas entre pesquisadores que atuam na Fiocruz e seus parceiros no exterior.
São oferecidas nesta chamada até quatro bolsas de Professor Visitante no Brasil com duração mínima de 15 dias e máxima de 30 dias. Não serão aceitos, no âmbito desta Chamada,
pedidos de permanência adicional ou a realização das atividades por períodos inferiores
aos solicitados.
Acesse a Chamada Interna n°02/2022; seus anexos ; e a errata 01, sobre prorrogação do prazo de inscrição
Imagem: montagem fundo Freepik
*matéria divulgada em 28/3 e atualizada em 25/4/2022
Após quase dois anos de suspensão de parte das atividades educacionais presenciais coletivas na Fiocruz, a Câmara Técnica de Educação (CTE) - em reunião com diferentes representantes da Vice-presidência de Educação, Comunicação e Informação da Fiocruz (VPEIC), coordenadores de programas e outros gestores da área -, decidiu pela retomada plena - de forma planejada, gradual e segura - das atividades educacionais presenciais na instituição no primeiro semestre de 2022. O encontro tratou especialmente do retorno presencial, mas discutiu também sobre Ensino Híbrido e Auxílio à Permanência do Estudante na Pós-Graduação (APE-PG).
A coordenadora-geral de Educação da Fiocruz (CGE/VPEIC), Cristina Guilam, destacou a importância da retomada plena presencial de atividades educacionais, ainda que realizadas de forma remota durante toda a pandemia, e enfatizou que, mesmo frente à rápida adaptação da Fiocruz ao Ensino Remoto Emergencial, não foram poucos os desafios de ensino-aprendizagem enfrentados pelos estudantes e docentes. “É importante lembrarmos que a Fiocruz nunca parou. Aulas teóricas, defesas de teses e dissertações foram realizadas por ferramentas virtuais, enquanto pesquisas laboratoriais dos alunos de pós-graduação e os cursos de residências em saúde se mantiveram presenciais, dado o seu caráter prioritário no que se refere à integração ensino-serviço-comunidade no SUS, com atuação fundamental no enfrentamento à pandemia em todo o país”, detalhou ela.
Apesar da suspensão das atividades coletivas presenciais, todo a educação na Fiocruz se adaptou e se reinventou mostrando grande capacidade da área em dar respostas positivas frente aos desafios dessa emergência sanitária. Cristina rememorou inúmeras outras estratégias profícuas de apoio aos alunos para a manutenção das atividades educacionais, como a adoção da Educação Remota Emergencial, a implementação do Programa de Inclusão Digital, realização de seleções de forma remota, desenvolvimento de manuais, guias e cursos online para auxiliar o planejamento escolar e gestores educacionais sobre educação remota, tecnologias educacionais e recursos educacionais abertos, bem como a manutenção e estímulo à realização de debates virtuais, fomentando a interação entre alunos e docentes no momento de reorganização para a oferta remota das atividades correntes.
+Confira detalhes sobre essas iniciativas em: Coordenadoras-gerais de Educação da Fiocruz comentam medidas atualizadas, experiência acumulada e expectativa para o novo ano letivo na instituição
Unidades e escritórios devem avaliar capacidade de manutenção de atividades coletivas presenciais: planejamento do retorno deve envolver toda comunidade acadêmica
Sobre a retomada das atividades coletivas presenciais, a coordenadora de Educação explicou ainda que cada unidade técnico-cientifica e escritório da Fiocruz deverá adaptar as recomendações ao seu perfil, capacidade instalada e condições para manutenção das atividades coletivas presenciais de forma segura para os estudantes, professores, trabalhadores das secretarias acadêmicas e de outras funções de apoio da área, associadas a medidas internas de controle e reavaliação contínua do cenário epidemiológico.
Vale ressaltar que, para circulação dentro dos campi da Fiocruz, é obrigatório o uso de máscara. Além disso, é exigido que trabalhadores e alunos apresentem esquema vacinal completo contra a covid-19 para permanência dos prédios da Fundação, e também são recomendadas a manutenção de outras medidas de proteção, como ambientes ventilados, distanciamento interpessoal, uso correto de máscara apropriada e higienização frequente das mãos, com atenção às diversas recomendações constantes do Plano de Convivência com a Covid-19 na Fiocruz.
O plano de retorno planejado e gradual das atividades educacionais presenciais na Fiocruz foi apresentado pela pesquisadora do INI Marília Santini. De forma coerente com as orientações do Plano, todos os membros da Câmara Técnica de Educação da Fiocruz se manifestam a favor da retomada plena em suas unidades e escritórios, respeitando a autonomia de cada um, e indicando a necessidade de reavaliações frequentes à luz do cenário epidemiológico. A decisão é resultado de ampla e significativa agenda de debates sobre o tema, que vem acontecendo de forma célere e muito diligente pelos gestores e coordenadores da área desde o início da pandemia.
Durante a reunião, o conjunto de gestores avaliou que, neste momento, o retorno das atividades educacionais presenciais é importante para o processo de ensino-aprendizagem de qualidade, em face da sua relevância do ponto de vista cognitivo, pedagógico e emocional. A vice-presidente de Educação, Informação e Comunicação da Fiocruz, Cristiani Vieira Machado, defendeu que “o planejamento do retorno presencial deve envolver a comunidade acadêmica, inclusive a representação dos estudantes, além de considerar as especificidades das atividades, níveis de ensino e unidades da Fiocruz, bem como as recomendações de segurança diante do cenário epidemiológico".
A cobrança do esquema vacinal completo é compatível com diretrizes constantes no Plano de Convivência, no documento “Orientações para testagem e afastamentos dos trabalhadores e estudantes da Fiocruz no contexto da circulação da variante Ômicron do SARS-Cov-2” e com a “Portaria N° 26/2022 PR”, que dispõe sobre a obrigatoriedade do uso de máscaras e do esquema vacinal completo para circulação nos campi da Fiocruz. A exigência de comprovante de vacinação também foi recomendada pelos membros da Câmara Técnica de Educação em reunião anterior, realizada em 27 de janeiro de 2022.
Algumas recomendações gerais para o planejamento das atividades no 1° semestre de 2022 são:
Considerar que pessoas de grupos de risco para desenvolvimento de doença grave, mesmo vacinadas, podem se manter afastadas das atividades presenciais, conforme normas vigentes;
Adequar a programação do retorno presencial ao período letivo de cada curso, podendo ser organizada também por grupos de atividades ou de disciplinas;
Assegurar as atividades práticas necessárias à formação dos estudantes, assim como todas as demais consideradas essenciais, com respeito às normas de biossegurança;
Programar as aulas coletivas considerando as medidas de proteção, como ventilação dos ambientes, uso de máscaras seguras e distanciamento físico entre as pessoas, entre outras;
Evitar eventos presenciais com grande número de pessoas;
Manter bancas de qualificação e defesa de trabalhos finais preferencialmente virtuais, com reavaliação periódica;
Considerar situações de discentes que não moram nos municípios nos quais realizam seus cursos, bem como as desigualdades que prejudicam a continuidade dos estudos, buscando ter flexibilidade e apoiar os estudantes por meio de ações de inclusão digital e pedagógicas, entre outras.
*Imagem: fundo/montagem Freepik
A Vice-Presidência de Educação, Informação e Comunicação, por meio da Coordenação-Geral de Educação (CGE/VPEIC), torna pública as chamadas destinadas à seleção de candidatos ao Programa de Professor Visitante no Exterior Júnior/Sênior (PVEJS), e seleção de candidatos para bolsas na modalidade Doutorado Sanduíche, ambas oferecidas no âmbito no âmbito do Projeto Coopbrass – Edital n°05/2019 da Capes – Rede de Pesquisa e Formação em Saúde: Cooperação Sul-Sul entre a Fiocruz e Instituições Moçambicanas. As inscrições para ambas as chamadas vão até 17 de abril.
+Acesse a ERRATA da Chamada Interna nº 01/2022 - Seleção de Professor(a) Visitante no Exterior Júnior/Sênior (PVEJS): O novo documento amplia o escopo da chamada, extinguindo a restrição da seleção somente aos programas de pós-graduação acadêmicos.
O Projeto Coopbrass prevê atuação em parceria entre a Fiocruz, o Instituto Nacional de Saúde de Moçambique (INS) e a Universidade Lúrio (UniLúrio) no desenvolvimento de pesquisas e na formação de gestores, pesquisadores e estudantes em duas áreas estratégicas: doenças infecciosas, negligenciadas e emergências sanitárias; e fortalecimento dos sistemas públicos de saúde. O projeto pretende contribuir ainda para a consolidação de redes de pesquisa já existentes e para a formação de pessoal qualificado.
Todas as bolsas são destinadas para a ida de pesquisadores a Moçambique, não sendo aceitas solicitações referentes à ida a outros países.
O Programa PVEJS tem como público-alvo professores que possuam inserção nos meios acadêmicos ou de pesquisa nacionais e internacionais, com reconhecida produtividade científica e tecnológica na sua área do conhecimento. Ele visa a oferecer bolsas em Moçambique (África) para a realização de estudos avançados e destina-se a pesquisadores com doutorado que possuam vínculo empregatício com a Fiocruz e sejam credenciados como professores dos Programas de Pós-Graduação da instituição. As inscrições das propostas vão até 17 de abril de 2022.
Professor Visitante no Exterior Júnior (PVEJ) – 1 bolsa
A seleção destina-se a pesquisadores, servidores efetivos e ativos da Fiocruz com titulação obtida há, no máximo, dez anos, tendo como referência o último dia para inscrição no processo seletivo, com o objetivo de proporcionar oportunidade de aprofundamento de estudos e pesquisas para pesquisadores em fase de consolidação acadêmica.
Professor Visitante no Exterior Sênior (PVES) – 1 bolsa
A seleção destina-se a pesquisador, servidores efetivos e ativos da Fiocruz com titulação obtida há mais de dez anos, tendo como referência o último dia de inscrição, com o objetivo de atender pesquisadores que possuam comprovada liderança nos meios acadêmicos ou de pesquisa nacionais e internacionais, com reconhecida produtividade científica e tecnológica na sua área do conhecimento.
Ao todo, são oferecidas duas bolsas, uma para cada categoria da seleção com a duração de quatro meses, de acordo com a disponibilidade financeira. Vale ressaltar que não serão aceitos, no âmbito desta Chamada, pedidos de permanência adicionais ou inferiores aos solicitados.
O Programa de Professor Visitante no Exterior Junior e Sênior no âmbito do Projeto Coopbrass tem como objetivos específicos incentivar a expansão de parcerias e a consolidação da cooperação em pesquisas e ensino que envolva a Fiocruz e instituições moçambicanas, com destaque para o INS e a UniLúrio; contribuir para o fortalecimento do intercâmbio científico por meio do desenvolvimento de projetos em colaboração e da continua formação dos pesquisadores; desenvolver a excelência da internacionalização da Fiocruz a partir do aporte de conhecimentos e experiências dos pesquisadores com vivência no exterior; ampliar o nível de colaboração e de publicações conjuntas entre pesquisadores que atuam na Fiocruz e seus colaboradores no exterior, por meio do fomento a execução de projetos conjuntos; além de ampliar o acesso de pesquisadores da Fiocruz a centros internacionais de excelência; e proporcionar maior visibilidade internacional à produção científica e tecnológica da Fiocruz.
Dúvidas e solicitações de informação devem ser encaminhadas para o endereço eletrônico: edu.internacional@fiocruz.br com o assunto: "Chamada nº 01/2022 - Professor(a) Visitante no Exterior – Categoria Júnior ou Sênior"
As bolsas de Doutorado Sanduíche têm, por finalidade, a realização de estágio para o desenvolvimento de pesquisa em Instituição de Ensino Superior estrangeira, por estudantes regularmente matriculados(as) em curso de Doutorado de Programas de Pós-graduação acadêmicos da Fiocruz, em que o(a) estudante após o período de estudos no exterior, retorna ao Brasil para conclusão e defesa da sua tese. Somente os alunos matriculados em Programas de Pós-graduação acadêmicos da Fiocruz, com informações atualizadas no sistema de gestão acadêmica da instituição, poderão candidatar-se às bolsas no âmbito desta chamada.
Dúvidas e solicitações de informação devem ser encaminhadas para o endereço eletrônico edu.internacional@fiocruz.br com o assunto "Chamada nº02/2022-Doutorado Sanduíche no Exterior"
*matéria publicada em 21/3/22 e atualizada em 1°/4/22 com a ERRATA da Chamada Interna nº 01/2022 - Seleção de Professor(a) Visitante no Exterior Júnior/Sênior (PVEJS) - até 17/4
*imagem fundo da montagem: Freepik
Visando apresentar os melhores padrões para a condução, com qualidade, de projetos, bem como disseminar e fortalecer o respeito pleno aos direitos dos participantes de uma pesquisa, a Fiocruz acaba de lançar a segunda edição do curso de Boas Práticas Clínicas. A formação, online e gratuita, foi revista, atualizada e já está disponível para acesso no Campus Virtual Fiocruz. Todos que trabalham ou têm interesse na área das Pesquisas Clínicas podem participar da formação. A primeira edição formou cerca de nove mil participantes das quatro regiões brasileiras e de outros 22 diferentes países, incluindo Estados Unidos, Afeganistão, Peru, Espanha, entre outros.
Seu objetivo é compartilhar com os alunos um arcabouço histórico-ético-regulatório da pesquisa clínica nacional, assim como apresentar o papel de seus atores e manejo de eventos adversos. O curso está organizado em sete módulos independentes que abordam conteúdos essenciais para as boas práticas clínicas. Estratégias de exemplificação de casos e problematização de situações pertinentes às atividades cotidianas são exploradas na formação de modo a conduzir o participante à reflexão crítica sobre o tema.
A partir da necessidade de ajustes sobre uma legislação nacional que foi alterada, o curso passou por uma grande revisão e atualização. Para além disso, a pesquisadora do Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas (INI/Fiocruz) e coordenadora do curso, Jennifer Braathen Salgueiro, destaca o componente da qualidade e conteúdo da formação, com formato intuitivo, leve e moderno. "O curso reflete a experiência dos profissionais do INI/Fiocruz e o desejo de disseminar os melhores padrões, sempre respeitando os direitos dos participantes de pesquisa", disse ela.
Entre as mudanças da nova versão do curso, a pesquisadora destacou uma modificação advinda da Resolução CNS 647/20, que dispõe sobre as regras referentes à regulamentação do processo de designação e atuação dos membros de Comitês de Ética em Pesquisa (CEP) indicados por entidades do controle social. Segundo ela, essa legislação alterou o termo do membro do CEP que representa o controle social, antes chamado de representante de usuário e atualmente de representante de participante de pesquisa (RPP). "O termo reflete a necessidade do protagonismo e pertinência do controle social para o exercício da eticidade nas pesquisas avaliadas pelo Sistema CEP/Conep", ressaltou Jennifer, que também coordena o Comitê de Ética em Pesquisa da Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca (CEP/Ensp/Fiocruz).
Essa formação já foi realizada de forma presencial, e agora, pela segunda vez, ela é oferecida na modalidade à distância, alcançando, assim, uma quantidade absolutamente maior de participantes. A primeira edição do curso online foi publicada em novembro de 2020 e contou com quase nove mil inscritos, provenientes de todos os estados brasileiros, 852 cidades, além de participantes de outros 22 países, entre eles, Estados Unidos, Afeganistão, Peru, Espanha, Canadá, Itália e muitos outros.
O curso é composto de sete módulos de aprendizagem, com um total de 40h de carga horária, além de um módulo de avaliação. Esta formação certifica em Boas Prática Clínicas (BPC) profissionais envolvidos em pesquisa clínica, independentemente do nível de escolaridade e formação profissional. Servindo, portanto, não somente na formação desses profissionais, mas também como uma fonte de consulta na área. Vale ressaltar que os módulos são independentes entre si, não sequenciais, sendo permitido que o aluno realize sua trajetória de maneira particular, a partir de suas necessidades. O curso emite certificado de participação. No entanto, é necessário obter, no mínimo, 70% de acertos na avaliação final.
Conheça a estrutura do curso de Boas Práticas Clínicas
Em parceria com a Fiocruz, Mato Grosso do Sul vem se destacando na qualificação e formação dos profissionais de saúde. Nesta semana, reportagem publicada pela prefeitura de Campo Grande abordou o sucesso dos processos de seleção de residências, com participação de mais de 800 candidatos, de 25 diferentes estados. Segundo o secretário municipal de Saúde de Campo Grande, José Mauro Filho, "com esses profissionais incluídos na atenção primária, a prestação de serviços na área é fortalecida, gerando promoção da saúde, como prevenção de agravos, cura e reabilitação dos indivíduos, cuidado em torno das necessidades individuais considerando os contextos de cada paciente, de familiares e comunitários".
A prova, realizada no dia 6 de março, foi para seleção de profissionais para os cursos de residência Multiprofissional em Saúde da Família, residência Médica em Medicina de Família e Comunidade e residência Multiprofissional em Saúde Mental.
Ao todo, 803 candidatos inscritos realizaram as provas. A residência Multiprofissional em Saúde da Família foi a que atraiu o maior número de candidatos: 631 pessoas disputaram 47 vagas nas áreas de Educação Física, Enfermagem, Farmácia, Fisioterapia, Odontologia, Psicologia e Serviço Social. A residência Médica em Medicina de Família e Comunidade contou com 103 candidatos em disputa por 40 vagas. Já a residência Multiprofissional em Saúde Mental, teve 69 candidatos para 4 vagas, duas de Enfermagem e duas em Serviço Social.
Sobre a inicativa com o município de Campo Grande - que trata de uma cooperação entre a Secretaria Municipal de Saúde e a Fiocruz -, a coordenadora adjunta de Residências em Saúde da Fiocruz, Adriana Coser, ressaltou a alegria que é ver o tamanho da procura por esses dois programas do campo da atenção primária. "Ainda estamos na segunda turma e já conseguimos grande mobilização nacional, pois além do grande número de inscritos, devemos considerar a procura de candidatos de 25 diferentes estados. Isso, de fato, está alinhado com nossa diretriz, que tem foco no fomento em base local, mas com perspectiva nacional. Os números expressam a magnitude imperativa da demanda que temos para qualificação de novos trabalhadores para o SUS", disse ela, apontando ainda que esses dois programas trazem como aspecto singular o investimento técnico-financeiro na rede de atenção primária local, o que afeta diretamente as condições dos campos de prática dos residentes, bem como a qualificação da equipe preceptora.
Adriana comentou ainda que neste ano de 2022 os processos seletivos da Ficoruz para as residências em saúde aumentaram significativamente se comparados aos anos anteriores. Ela descreveu que tal aumento foi percebido principalmente no Instituto Nacional de Saúde da Mulher, da Criança e do Adolescente Fernandes Figueira (IFF/Fiocruz), no Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas (INI/Fiocruz) e na Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca (Ensp).
Na reportagem "Maior processo de qualificação na área da saúde de MS atrai mais de 800 candidatos de 25 estados do país", o secretário municipal de Saúde, José Mauro Filho, apontou que "Campo Grande tem se tornado referência para todo o país na área da saúde. (...) Além do ensino e especialização dos profissionais, há estudos que mostram que a integração dos residentes ao atendimento da população aumenta a satisfação entre os cidadãos que utilizam a rede pública, há um custo-benefício maior para o governo – uma vez que passa a se dar mais atenção a agravos que poderiam evoluir para urgências e emergências – e oferece atenção à saúde de quem mais precisa".
Participaram da seleção candidatos provenientes do Mato Grosso do Sul, Acre, Alagoas, Bahia, Brasília (DF), Ceará, Pernambuco, Espiro Santo, Goiás, Maranhão, Minas Gerais, Mato Grosso, Pará, Paraíba, Piauí, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Rondônia, Roraima, Santa Catarina, São Paulo, Sergipe e Tocantis.
*com informações da Agência Municipal de Notícias de Campo Grande
Imagem: prefeitura de Campo Grande (MS)
Na quarta-feira, 9 de março, a Vice-presidência de Educação, Informação e Comunicação da Fiocruz (VPEIC) vai lançar, às 14h, o número especial da Revista Saúde em Debate "Mulheres, Ciências e Saúde” (Vol.45 - Especial 1) durante uma roda de conversa sobre a temática. O evento integra a programação especial do mês Mulheres e Meninas na Ciência da Fiocruz. A atividade online será transmitida pelo canal da VídeoSaúde Distribuidora no Youtube.
O número especial teve como editoras convidadas a coordenadora de Divugação Científica da Fiocruz, Cristina Araripe, a pesquisadora do Instituto Nacional de Saúde da Mulher, da Criança e do Adolescente Fernandes Figueira (IFF) Claudia Bonan; a pesquisadora da Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca (Ensp) Roberta Gondim; e a pesquisadora da Casa de Oswaldo Cruz (COC) Simone Kropf.
Intitulada "Mulheres que produzem, se insurgem e transformam o conhecimento", a roda de conversa terá, além da participação das editoras convidadas, a presença da editora científica da Revista Saúde em Debate, Maria Lucia Frizon Rizzoto.
Sobre a importância do debate dessa temática, Cristina Araripe, ratificou que "a presença e o protagonismo crescentes de mulheres na ciência têm produzido efeitos nas bases epistemológicas, na práxis científica e em suas hierarquias". O que, segundo ela, os trabalhos reunidos na publicação especial expressam, em boa medida, por meio de reflexões críticas que abrangem questões teóricas, políticas e sociais de grande amplitude e envergadura".
A revista Saúde em Debate é uma publicação do Centro Brasileiro de Estudos de Saúde (Cebes). O número especial "Mulheres, Ciência e Saúde" foi construído a partir de muitos olhares e contribuições de autoras e autores de diferentes áreas do conhecimento, que se somaram para trazer novas e distintas perspectivas de análise.
A pertinência e a relevância social, política e científica desse tema têm sido enfatizadas no contexto crescente de debates sobre a atuação de mulheres na produção de conhecimentos, com destaque aos estudos feministas e de gênero, em articulação com práticas e pesquisas em saúde.
A edição especial pode ser conferida aqui: Saúde em Debate V.45 - Número Especial 1 – Mulheres, Ciência e Saúde
*com informações do Cebes
Mesmo o Brasil tendo suspendido grandes festas e comemorações de carnaval, os feriados seguem em algumas cidades, fato preocupante, visto a explosão de casos decorrentes da entrada da variante Ômicron no país nos últimos dois meses. De acordo com o Boletim InfoGripe da Fiocruz, de 23/2, o panorama nacional da Covid-19 segue mantendo sinal de queda nas tendências a curto e longo prazo para casos notificados de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG). No entanto, a Diretora adjunta da OMS, alertou, em evento recente na Fiocruz, que "a pandemia não acabou". Tendo isso, o Campus Virtual Fiocruz reforça a importância da adoção de medidas protetivas contra a doença durante os dias de carnaval e lembra que oferece diversas formações, online e gratuitas, sobre a Covid-19, ressaltando a importância da qualificação de profissionais de saúde para o enfrentamento à pandemia.
+Acesse a lista de cursos do CVF sobre Covid-19
O último Boletim InfoGripe divulgado mostra que em 22 das 27 unidades da federação há sinal de queda na tendência de longo prazo e sinal de estabilidade ou queda na tendência de curto prazo. "A Covid-19 continua predominando entre os casos com resultado laboratorial positivo para vírus respiratórios. Nas últimas quatro semanas, a prevalência entre os casos positivos foi de 0,9% Influenza A, 0,1% Influenza B, 1,7% vírus sincicial respiratório, e 90,8% Sars-CoV-2 (Covid-19), com o restante associado a outros vírus. Entre esses casos com identificação laboratorial, os que evoluíram para óbito tiveram prevalência de 97% para o Sars-CoV-2 nas últimas quatro semanas". Acesse aqui o boletim na íntegra.
Durante o evento 'Seminários Avançados em Saúde Global e Diplomacia da Saúde', promovido pelo Centro de Relações Internacionais em Saúde (Cris/Fiocruz), a diretora geral adjunta para Medicamentos e Produtos Farmacêuticos da Organização Mundial da Saúde (OMS), Mariângela Batista Galvão Simão, alertou que "os países com uma alta cobertura vacinal estão adotando uma retórica perigosa de que a pandemia acabou ou que está perto do fim, mas como dizer isso quando ainda ocorrem cerca de 70 mil mortes por Covid-19 no mundo em uma semana?". Segundo ela, "é possível, sim, acabar com a fase aguda da epidemia este ano - uma situação bem diferente daquela de 2020".
Conheça os cursos do CVF sobre a Covid-19 e detalhes de cada formação lançada durante a pandemia:
Treinamento para uso dos Kits Teste Rápido Covid-19
A formação tem carga horária total de 15h e objetiva apresentar aos profissionais de saúde, e a todos os interessados no tema, os procedimentos corretos para a utilização dos kits de teste rápido de Covid-19 com segurança; além de fornecer informações técnicas sobre ele, como características e composição; e as formas adequadas de manuseio, armazenamento e transporte dos kits. Todo o conteúdo programático oferecido pelo curso é permeado por elementos interativos e recursos multimídias, como áudios, vídeos e hiperlinks, que trazem informações adicionais à formação.
Covid-19: manejo da infecção causada pelo novo coronavírus - 2° edição
Para responder à demanda dos profissionais que estão na linha de frente do atendimento, a Fiocruz lançou o curso Covid-19: manejo da infecção causada pelo novo coronavírus. A qualificação é dirigida especialmente a trabalhadores de Unidades Básicas de Saúde (UBS), redes hospitalares, clínicas e consultórios, mas pode ser cursado por todos os interessados. Ele é composto de três módulos, que são independentes e podem ser cursados conforme necessidade do aluno, conferindo autonomia ao processo de formação. Já são 60 mil participantes!
Vacinação: protocolos e procedimentos técnicos
O curso Vacinação: protocolos e procedimentos técnicos é composto de 19 aulas, distribuídas em 5 módulos, com 50h de carga horária. Além das aulas, o aluno tem acesso à bibliografia utilizada no curso, materiais complementares e a um conjunto de perguntas e respostas frequentes (FAQ). Seu objetivo é contextualizar a importância das vacinas; apresentar a cadeia de desenvolvimento, produção e distribuição e seus conceitos básicos; as necessidades específicas de cadeia de frio para transporte, armazenamento e conservação; as especificidades da organização e dos procedimentos da sala de vacinação para Covid-19; e ainda orientar a implantação de uma sala de vacina para Covid-19 no contexto dos povos indígenas, população privada de liberdade, residentes em Instituições de Longa Permanência e população de rua.
Curso InfoDengue e InfoGripe: Vigilância epidemiológica de doenças transmissíveis
O curso busca disseminar conceitos teóricos do monitoramento de doenças transmissíveis, assim como instrumentalizar profissionais para a tomada de decisão em salas de situação dedicadas à vigilância de arboviroses urbanas e de Síndromes Respiratórias Agudas Graves (SRAG). A formação é organizada em 2 módulos, 6 unidade e 40h de carga horária. Para melhor aproveitamento do curso, é recomendado que o aluno tenha tido experiência prévia com a vigilância dos agravos citados, participando da coleta, registro ou análise dos dados do Sistema de Informação de Agravo de Notificações (Sinan) ou do Sistema de Informação da Vigilância Epidemiológica da Gripe (Sivep/MS).
Curso Gestão de risco de emergências em saúde pública no contexto da Covid-19
O objetivo do curso é contribuir para fortalecer as capacidades de preparação e resposta e ir além, produzindo uma mudança qualitativa na forma de enfrentar as emergências em saúde pública, trazendo uma visão prospectiva, tendo como base e apoio o programa Vigiar SUS, do Ministério da Saúde, para estimular as capacidades de vigilância e respostas às emergências em saúde pública. além da participação do Observatório Covid-19 da Fiocruz, que vem realizando análises e proposições para o enfrentamento da pandemia. Ele é especialmente dirigido aos interessados na temática da gestão de risco de emergências em saúde pública para Covid-19 no âmbito do SUS. A formação é composta de três módulos, divididos em uma carga horária de 70h.
Curso Covid-19 e a atenção à gestante em comunidades indígenas e tradicionais
A vulnerabilidade social em determinadas populações é um fato e, sabidamente, um fator de risco a novas doenças. Grávidas e puérperas correm maior risco de desenvolver a forma grave da doença. Consequentemente, mulheres indígenas são ainda mais vulneráveis. Nesse contexto, o curso oferece informações qualificadas para o cuidado de populações que demandam uma atenção mais específica e especializada. A formação de 15h é composta de 3 módulos e um total de 7 aulas.
Pessoa idosa e a Covid-19: prevenção e cuidados em domicílio
Com a formação, a ideia é que os participantes sejam capazes de compreender e realizar as medidas sanitárias preconizadas para a prevenção e controle da infecção por Covid-19 no contato com pessoas idosas que necessitam de apoio ou auxílio para a realização de suas atividades cotidianas. Também é objetivo do curso que os alunos conheçam os serviços de saúde no território que prestam atendimento em casos de suspeita e/ou confirmação de infecção por Covid-19. Além do conteúdo programático, os alunos terão acesso à bibliografia utilizada no curso, a materiais complementares e a um conjunto de Perguntas e Respostas sobre o tema (FAQ).
O curso Cuidado de Saúde e Segurança nas Instituições de Longa Permanência para Idosos (ILPIs) no contexto da Covid-19 é voltado a cuidadores, familiares e profissionais que atuam com a saúde da pessoa idosa e segurança do paciente. Entre os temas abordados nas aulas estão: medidas de prevenção e controle da disseminação de doenças; cuidados em áreas comuns; fragilidade e violência; vacinação para proteção da Covid-19 nas ILPIs; contatos sociais em tempos de isolamento; estratégias de comunicação para garantir o contato da pessoa idosa com a sua família ou comunidade; recomendações para a comunicação de notícias difíceis; e outros.
Enfrentamento da Covid-19 no contexto dos povos indígenas
O curso Enfrentamento da Covid-19 no contexto dos povos indígenas, que já conta com mais de três mil participantes, visa capacitar, técnica e operacionalmente, gestores e equipes multidisciplinares de saúde indígena para a prevenção, vigilância e assistência à Covid-19, respeitando os aspectos socioculturais dessa população.
Enfrentamento da Covid-19 no sistema prisional
Para atualizar profissionais e capacitá-los quanto às ações de prevenção e enfrentamento ao coronavírus entre a população privada de liberdade, o Campus Virtual Fiocruz e a Fiocruz Mato Grosso do Sul lançaram o curso autoinstrucional para o Enfrentamento da Covid-19 no Sistema Prisional. A formação, que tem mais de quatro mil inscritos, é oferecida na modalidade à distância e voltada a gestores, profissionais de saúde, policiais penais, trabalhadores dos estabelecimentos prisionais, membros dos conselhos penitenciários e demais interessados na área.
Educação remota para docentes e profissionais da educação
"Caminhos e conexões no ensino remoto" é o tema de um novo curso da Fiocruz voltado a docentes e profissionais da área de educação. O objetivo do curso é compartilhar um conjunto de orientações básicas, ferramentas tecnológicas e atividades que subsidiem professores e outros profissionais da área na realização de disciplinas ou ações educacionais na modalidade de educação remota emergencial. A formação, que é autoinstrucional, online e gratuita, está aberta a todos os interessados. Ela é uma iniciativa da Vice-presidência de Ensino, Informação e Comunicação e está alinhada às ações de apoio aos professores para a continuidade do ensino frente à necessidade de isolamento social causado pela pandemia de Covid-19.
*com informações de Camile Duque Estrada e Cristina Azevedo da Agência Fiocruz de Notícias
Os determinantes sociais da saúde, como raça, escolaridade, renda, cargo e tipo de exposição, influenciam diretamente as taxas de infecção pela Covid-19 em trabalhadores da saúde. O dado, publicado na Revista The Lancet Regional Health – Americas, edição de março de 2022, é fruto do trabalho de doutorado de Roberta Fernandes Correia, no Programa de Pós-graduação em Saúde da Criança e da Mulher da Fiocruz, do Instituto Nacional de Saúde da Mulher, da Criança e do Adolescente Fernandes Figueira (IFF/Fiocruz). De acordo com o estudo, afora a alta prevalência de infecção entre trabalhadores da saúde, verificou-se que os trabalhadores não brancos, de menor renda e escolaridade e usuários de transporte coletivo foram os mais acometidos. Além disso, os profissionais de apoio hospitalar, sobretudo os agentes da limpeza, apresentaram taxas de soroprevalência mais elevadas do que os profissionais de saúde.
Confira mais detalhes sobre o desenvolvimento da pesquisa na matéria:
Pesquisa do IFF/Fiocruz revela quem são os trabalhadores da saúde mais expostos à Covid-19
* por Everton Lima (IFF/Fiocruz)
O artigo “Desigualdades sociais impactam negativamente a soroprevalência de SARS-CoV-2 em diferentes subgrupos de trabalhadores da saúde no Rio de Janeiro”, publicado recentemente na renomada revista científica The Lancet Regional Health – Americas, investigou os fatores que influenciaram a contaminação pela COVID-19 entre os trabalhadores do Instituto Nacional de Saúde da Mulher, da Criança e do Adolescente Fernandes Figueira (IFF/Fiocruz). O estudo identificou que a contaminação pelo SARS-CoV-2 (causador da COVID-19) em trabalhadores da saúde do Instituto foi influenciada pela desigualdade social.
Essa pesquisa é resultado do inquérito sorológico com 1.154 trabalhadores da saúde, realizado entre junho e julho de 2020, nos primeiros meses da pandemia no Brasil. “Para a análise dos dados, foram avaliadas a associação entre os resultados dos testes sorológicos para detecção de anticorpos IgG para SARS-CoV-2 e as características socioeconômicas, ocupacionais e meios de transporte utilizados pelos trabalhadores no deslocamento casa-trabalho, além de métodos para a correlação entre as variáveis analisadas”, conta a primeira autora do artigo, a aluna de doutorado e fisioterapeuta do IFF/Fiocruz, Roberta Fernandes Correia.
O artigo, que é o primeiro entre as teses e dissertações que estão utilizando os dados, é fruto do projeto “Imunidade, Inflamação e Coagulação na COVID-19: estudo em coorte de trabalhadores da Fiocruz”, contemplado com verba de edital do Programa Inova COVID-19 da Fiocruz, que investe em projetos de pesquisa em áreas estratégicas com foco na pandemia.
Resultados
Os resultados mostraram as iniquidades da pandemia de COVID-19 em relação aos determinantes sociais na população brasileira, abrangendo até mesmo os trabalhadores do Sistema Único de Saúde (SUS). Os dados apontaram uma alta prevalência sérica (no sangue) do vírus de 30% nos trabalhadores da saúde, muito maior do que as taxas de contaminação na população em geral, de 3% a 5% no mesmo período. Entretanto, ao analisar a contaminação entre os trabalhadores do Instituto, observou-se determinados grupos em maior risco e vulnerabilidade.
Quanto à raça, 37,1% dos não brancos tiveram resultado positivo em comparação com 23,1% dos brancos. O nível de escolaridade esteve inversamente associado à soropositividade para SARS-CoV-2, assim como a renda. Quanto aos cargos, surpreendentemente, enquanto 40,4% dos trabalhadores de apoio (cargos administrativos, recepcionistas, guardas, agentes de limpeza, entre outros) apresentaram resultados positivos, apenas 25,0% dos profissionais de saúde na assistência (médicos, enfermeiros, técnicos de enfermagem, fisioterapeutas, entre outros) revelaram soropositividade. Dos trabalhadores de apoio, os agentes de limpeza tiveram a maior taxa de contaminação (47,5%) entre o grupo.
Fatores como renda, escolaridade e modalidade de trabalho apareceram como preditores negativos, ou seja, quanto maior a renda e a escolaridade do profissional, e sendo profissional da saúde, menor risco ele tinha de ser contaminado. Na forma de deslocamento da residência para o trabalho, os trabalhadores que usaram transporte coletivo (trem, metrô e ônibus) apresentaram resultados de teste positivos significativamente maiores do que aqueles que utilizaram deslocamento de menor densidade (caminhada, carro, motocicleta e táxi).
Para Roberta, a desigualdade é o “vírus” mais letal do mundo. “Os achados deste trabalho não divergem da desigual contaminação da população brasileira e países afins, em especial os da América Latina. Apesar do IFF/Fiocruz ser uma instituição pública de vanguarda na atenção à saúde da população, também sofre inevitavelmente os reflexos da economia de seu país, o que afeta na contaminação pelo SARS-CoV-2 entre seus trabalhadores. É provável que a solidariedade seja o antídoto e precise urgentemente ser incorporada às políticas sociais, econômicas, de saúde, educação, ambientais e de afeto”, ressalta.
Papel da ciência
No Instituto, a testagem sorológica contribuiu para a análise da contaminação pela COVID-19 entre os trabalhadores da saúde e os mecanismos de proteção de determinados grupos. “A devolutiva deste trabalho é um compromisso institucional com os trabalhadores da unidade e revela um cenário que desconhecíamos e que a ciência cumpre seu papel de iluminar. Portanto, fica a orientação para o enfrentamento de possíveis novas variantes ou pandemias virais, de que esses grupos, frente a escassez de imunizantes, devem ser vacinados com prioridade”, esclarece Roberta.
Orientadora do doutorado de Roberta, a professora e pesquisadora da Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca (Ensp/Fiocruz) e do IFF/Fiocruz, Elizabeth Artmann, fala sobre a importância do estudo. “Nosso estudo reforça que os determinantes sociais da saúde influenciam as taxas de contaminação em trabalhadores da saúde. Em um país com tanta desigualdade como o nosso, estes resultados são muito relevantes e mostram a importância de pesquisas que possam ancorar a tomada de decisões, neste caso, a priorização dos grupos mais vulneráveis. Fundamental na área de Política, Planejamento e Gestão em Saúde. Uma característica importante deste trabalho e que valorizo muito é a sua abordagem interdisciplinar, pois a Saúde Coletiva, mas também a Saúde como grande área de conhecimento, necessita de vários olhares e cadeias explicativas que tragam um conhecimento aprofundado da situação. A pandemia de COVID-19 reforça esta questão. O estudo, embora baseado no IFF/Fiocruz, articula duas outras unidades da Fiocruz, a Ensp e o Instituto Oswaldo Cruz (IOC), um bom exemplo de produção coletiva do conhecimento”.
O coorientador, vice-coordenador do Programa Inova COVID-19 da Fiocruz e coordenador de Educação do IFF/Fiocruz, Zilton Farias Meira de Vasconcelos, que atuou junto com Roberta no período de testagem e início da imunização no Instituto, comemora a publicação do artigo na renomada revista científica internacional The Lancet Regional Health – Americas. “Esse trabalho traz três elementos que, na minha opinião, merecem destaque: primeiramente é fruto de um projeto guarda-chuva multiunidades da Fiocruz (IFF e IOC), com apoio financeiro do Programa Inova COVID. Em segundo lugar, conta com a participação de todos os trabalhadores da nossa unidade. E, finalmente, inicia a produção científica atrelada aos programas de pós-graduação da Fiocruz, que contam com 3 alunos de mestrado e 10 alunos de doutorado. Todos esses elementos juntos permitiram que o nosso trabalho identificasse fatores sociais que impactam diretamente na exposição ao SARS-CoV-2, mesmo em uma população que já apresenta maiores índices de infecção inerentes às atividades profissionais”.
A coordenadora do projeto, financiado pelo Inova COVID-19 da Fiocruz, pesquisadora do IOC/Fiocruz e coautora do artigo, Adriana Bonomo, reflete sobre a necessidade de apoiar produtos científicos com contribuições para a saúde pública brasileira. “Este trabalho usa perfis da resposta imunitária e mostra o padrão social da pandemia. Ou seja, usando dados laboratoriais de resposta imune conseguimos traçar um paralelo entre as desigualdades sociais e as populações mais frequentemente infectadas. Estudos como este ajudam a traçar políticas públicas dirigidas às populações mais vulneráveis e otimizar as medidas preventivas”.
O imunologista, pesquisador do IOC/Fiocruz e coautor do artigo, Wilson Savino, analisa o impacto dos resultados para as políticas públicas de saúde. “Este trabalho traz para o centro dos debates da pandemia a questão das desigualdades sociais, inclusive nos trabalhadores da saúde. Mostra que há questões de políticas públicas em saúde que implicam em transformações sociais, incluindo a redução de pobreza com convergência estrutural visando minimizar as desigualdades”.
O coordenador de pesquisa do IFF/Fiocruz e coautor do artigo, Saint Clair Gomes Junior, informa quais os benefícios dos resultados desse estudo para o enfrentamento da COVID-19 no Instituto. “O trabalho traz uma importante contribuição ao entendimento dos fatores que favorecem ao aumento do risco de infecção pelo novo coronavírus. Os resultados confirmam a percepção empírica de que os trabalhadores em situação social de maior vulnerabilidade (profissionais de apoio, negros, com menor escolaridade e renda e usuários de transporte de massa) têm uma chance aumentada de exposição e infecção. Apesar dos resultados serem direcionados a trabalhadores da saúde, muito provavelmente esse mesmo padrão de vulnerabilidade ocorre na população geral. Desta forma, os dados observados podem contribuir de forma decisiva como suporte para a elaboração de reforço de medidas protetivas e de vacinação direcionadas para aqueles cidadãos em maior risco”.
A pediatra, pesquisadora principal do estudo no IFF/Fiocruz e coautora do artigo, Daniella Moore, destaca sobre o papel da ciência, principalmente em tempos complexos de pandemia. “De nada adiantará termos avanços científico-tecnológicos se não formos capazes de comunicar de forma clara e compreensível o que significam os dados da ciência na prática para todos, independentemente de sua classe social, grau de escolaridade ou qualquer outra vulnerabilidade social. A pandemia já deu sinais claros de que o caminho da saída envolve vencer as iniquidades sociais não somente no Brasil, como em todo mundo”. Nesse contexto, Daniella faz um alerta. “Gestores de saúde precisam ficar atentos que garantir a força de trabalho da saúde ativa significa proteger o trabalhador da saúde não somente no seu ambiente de trabalho, mas também extra muros, criando uma mentalidade de saúde e pensando juntos como transpor dificuldades que os mais vulneráveis passam para se proteger”.
*Imagem: Fernanda Canalonga Calçada (Design Gráfico do IFF/Fiocruz)