Mais de 300 profissionais manifestaram interesse em fazer parte das novas turmas de residência multiprofissional da Fiocruz Brasília. Desses, 24 foram aprovados nos processos seletivos realizados recentemente e vão se especializar em Saúde da Família com ênfase na População do Campo, outros 15 em Gestão de Políticas Públicas para a Saúde e ainda, nove em Saúde Mental, Álcool e Outras Drogas. O grupo de 48 residentes esteve na instituição nesta quinta-feira, 7 de março, para a Aula Inaugural dos Programas, que contou com a palestra do assessor da Escola Fiocruz de Governo Armando Raggio.
O docente apresentou o papel das residências multiprofissionais e provocou os estudantes ao afirmar que eles sairão dos respectivos cursos sabendo mais sobre saúde, técnicas aplicadas, administração pública, e principalmente, sabendo mais de relações interpessoais e coletivas, bem mais de políticas públicas e vão ser especialistas em pessoas. “Do que nós mais adoecemos hoje? A maioria das variáveis que influenciam a vida e a saúde das pessoas escapam ao domínio do profissional de saúde, portanto é preciso saber mais que só as técnicas”, afirmou.
A coordenadora do Fórum de Residências da Fiocruz, Adriana Coser, participou da aula inaugural e lembrou que a conquista de três novas residências na Fiocruz Brasília é fruto do acúmulo de práticas e vivências da instituição. “São as residências em saúde que expressam a formação e experimentação para o aprimoramento da prática profissional e contribuição para o SUS,” afirmou. Atualmente, a Fiocruz por meio de suas diferentes unidades, oferta outros 22 programas de residência médica, de enfermagem e multiprofissional. Coser adiantou que a Fiocruz vai consolidar um documento base sobre as residências, com o histórico e competências desses atuais programas.
O pesquisador do Programa de Saúde, Ambiente e Trabalho (PSAT) André Fenner, coordena a Residência Multiprofissional em Saúde da Família com ênfase na População do Campo. Ele ressaltou que o novo curso é resultado do trabalho em equipe do PSAT, que vem se afirmando como espaço de formação a partir dos recentes cursos de especialização com esta temática, desenvolvidos no Ceará, Pernambuco e Tocantins. Foram selecionados profissionais de enfermagem, educação física, farmácia, fisioterapia, nutrição, odontologia, psicologia e serviço social, que vão atuar na região de Planaltina.
O assessor da Escola Fiocruz de Governo João Paulo Brito coordena a Residência Multiprofissional em Gestão de Políticas Públicas para a Saúde. Ele lembrou que esta modalidade de residência se realiza pela primeira vez na Fiocruz Brasília, mas com a experiência de apoio em duas diferentes turmas neste formato realizadas na Escola Superior de Ciências da Saúde, da Fundação de Ensino e Pesquisa em Ciências da Saúde (Fepecs). Foram selecionados profissionais das áreas de enfermagem, odontologia, psicologia, nutrição e saúde coletiva.
Adélia Capistrano coordena a Residência em Saúde Mental, Álcool e Outras Drogas, programa que vai ter como territórios de atuação os Centros de Atenção Psicossocial, unidades de saúde e hospitais das cidades goianas de Planaltina e Formosa. O diferencial desta formação é o trabalho com a Região Integrada de Desenvolvimento do Distrito Federal e Entorno (RIDE/DF). Foram selecionados profissionais das áreas de enfermagem, psicologia e serviço social.
O diretor executivo da Fepecs, Marcos Ferreira, alertou que os alunos devem priorizar os usuários e aproveitar esta oportunidade de estudos para conhecer de perto as realidades do SUS no Distrito Federal.
A diretora da Escola Fiocruz de Governo, Luciana Sepúlveda, lembrou que a diversidade profissional e de opiniões são motes que pavimentam uma instituição de ensino. Segundo ela, a EFG não cabe nem se limita às paredes do prédio da Fiocruz Brasília, mas é construída a partir de um propósito de fortalecimento do SUS e dos direitos dos usuários do sistema. “A diversidade de saberes colocados no mesmo espaço de ensino como as residências multiprofissionais é muito importante, seja pelas trocas entre as disciplinas diversas, sejam pela própria transformação que ocorre nos alunos e nos tutores e professores”, disse. A vice-diretora da Fiocruz Brasília, Denise Oliveira e Silva, ressaltou as possibilidades de integração dos diferentes profissionais ao longo desta formação.
Gerar laços e fazer com que todos se sintam acolhidos na Fiocruz: estes foram os principais objetivos da 1ª Gincana de Integração e Confraternização do GT de Acolhimento, que aconteceu no último dia 5/12. O encontro reuniu estudantes de toda a instituição, que participaram de atividades, jogos e brincadeiras durante a manhã. Além do apoio da Asfoc-SN, também houve parceria com a Editora Fiocruz - a editora premiou vários participantes com livros.
“A gente aceita o outro na medida em que o conhecemos”, foi o que explicou Márcia Silveira, coordenadora do GT de Acolhimento. Ela contou o relato de um estudante estrangeiro que, durante a gincana, comentou que dezembro pode ser um mês muito solitário para quem é de fora do Rio de Janeiro. “Criamos a gincana justamente para amparar esses alunos”.
Patrícia Cuervo, pesquisadora colombiana e membro do GT, lembrou a importância do evento no atual cenário. “Estamos vivendo um momento sensível, tanto para os estudantes quanto para nossa instituição. É bom poder renovar os votos da solidariedade, da esperança e da resistência, principalmente se queremos encarar um futuro de tantas incertezas no Brasil”, pontuou Patrícia.
O Grupo de Trabalho (GT) de Acolhimento está vinculado à Vice-Presidência de Educação, Informação e Comunicação (VPEIC). Rita Duarte, assessora de eventos da VPEIC, mostrou satisfação com o resultado. “Foi incrível. Os estudantes foram muito participativos e as atividades fluíram com uma energia positiva”, comentou Rita. Também esteve presente na gincana a coordenadora geral adjunta Eduarda Cesse.
Durante a gincana, alunos da pós-graduação estiveram integrados com alunos do ensino profissionalizante da Escola Politécnica de Saúde Joaquim Venâncio (EPSJV). Júlio Cesar Sanches, membro da Associação de Pós-graduandos da Fiocruz (APG/Fiocruz), disse ter participado com muito entusiasmo da manhã de atividades. “Foi uma construção coletiva que estimulou reflexões sobre a importância do acolhimento, da humanização, da confraternização e, sobretudo, da saúde física, mental e social dos discentes”, afirmou.
Brincadeiras com bola, corrida do saco, boliche, corda bamba e dança fizeram parte do encontro. Houve jogos típicos do Brasil e de outros países, como a Colômbia, com o objetivo de resgatar a multiculturalidade que circula no campus da Fiocruz. Os alunos foram divididos em times, com camisetas de diferentes cores, e estimulados a trabalhar em equipe. No decorrer do evento, ocorreu um concurso online: o participante que postasse uma foto da gincana em suas redes sociais e obtivesse o maior número de curtidas, venceria. A grande ganhadora foi Camila Brecht, doutoranda em Epidemiologia.
“A Fiocruz é muito grande e quase não temos a oportunidade de entrosamento com outros alunos”, comentou Camila. “Muitas vezes ficamos tão focados em ir bem nas disciplinas ou terminar um artigo e acabamos esquecendo o mais importante, que é o porquê de estarmos aqui: a ciência é feita por pessoas e para pessoas. Foi muito gostoso participar”. Ela disse que espera que a gincana ocorra todos os anos, tanto no início quanto no fim do ano letivo.
O estudante Rafi Rahman, do Paquistão, está realizando doutorado em Biologia Parasitária e também esteve presente. “As atividades aconteceram em um único dia, porém os efeitos serão duradouros em nossas vidas, principalmente enquanto estivermos aqui na Fiocruz”, pontuou. Rafi falou estar grato à instituição por lhe dar a chance de fazer novos amigos, aprender mais sobre diferentes culturas e se divertir.
Por Valentina Leite (Campus Virtual Fiocruz)
O Centro de Apoio ao Discente (CAD) e a Coordenação de Saúde do Trabalhador querem ouvir os estudantes de pós-graduação da Fiocruz. Por isso, no dia 3 de dezembro, promove a roda de conversa Construindo redes de cuidado na pós-graduação. A proposta é conversar com alunos de diferentes cursos e áreas sobre trabalho e saúde, assim como pensar questões relacionadas à vida profissional.
Cada vez mais, a preocupação com o impacto da formação sobre a saúde mental dos estudantes se torna um tema comum entre os pesquisadores. Estudos da área mostram que o sofrimento psíquico em discentes faz parte da trajetória acadêmica. Pressão social, dificuldades financeiras e medo do futuro são apenas alguns exemplos dos percalços enfrentados pelos estudantes.
Centro de Apoio ao Discente: intervir e acolher
Uma pesquisa realizada este ano pela Associação de Pós-graduandos da Fiocruz (APG-Fiocruz) mapeou 3.618 estudantes matriculados em 2017 na Fundação. Desse total, 782 estudantes relataram já ter vivenciado algum tipo de sofrimento durante o curso de pós-graduação – sendo que 446 declararam que o sofrimento tinha relação direta com o curso.
Para a coordenadora do Centro de Apoio, Márcia Silveira, este espaço foi aberto justamente para acolher e atuar, conforme o caso, na mediação de situações vividas pelos alunos. “O sofrimento que eles experimentam não é apenas uma questão pessoal e pode estar relacionado, por exemplo, ao momento em que vivemos, de horizontes sombrios para a ciência e de falta de perspectiva profissional”, comenta. Ela acredita que a ausência de laços emocionais significativos, pouco valorizados na sociedade de consumo, e a competitividade do mercado também podem ser agravantes desse quadro.
Por isso, estudante, lembre-se: na Fiocruz, a sua saúde mental importa. Participe da roda de conversa!
Construindo redes de cuidado na pós-graduação
Dia 3/12, às 13h30
Sala de treinamento da CST, ao lado da Asfoc (Av. Brasil, 4365 - Manguinhos - Rio de Janeiro - RJ)
Por Valentina Leite (Campus Virtual Fiocruz)
Precisamos falar sobre suicídio: a cada 40 segundos no mundo uma pessoa se mata, de acordo com dados da Organização Mundial da Saúde (OMS). Já no Brasil, a taxa é de um suicídio a cada 45 minutos. Jovens e adolescentes estão entre os mais afetados. Para lembrar à população a importância de valorizar a vida, o Ministério da Saúde estabeleceu a data de hoje (10/9) como Dia Mundial de Prevenção ao Suicídio, iniciativa que faz parte do Setembro Amarelo. Para alertar a respeito do tema, a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) promove diversas atividades ao longo da semana. Confira, na íntegra:
Sala de Convidados (Canal Saúde)
Tema: Suicídio. Com a voluntária do Centro de Valorização da Vida (CVV), Patrícia Fanteza; a psicóloga clínica, coordenadora da Residência Multiprofissional em Saúde Mental da Secretaria Municipal de Saúde do Rio de Janeiro, Ana Cristina Felisberto; o psiquiatra e psicanalista, coordenador do Grupo de Pesquisa em Prevenção ao Suicídio (PesqueSUI), professor e pesquisador do Instituto de Comunicação e Informação Científica e Tecnológica em Saúde (Icict/Fiocruz), Carlos Estellita-Lins; e a socióloga e coordenadora do Grupo de Estudo e Pesquisa em Suicídio e Prevenção da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Gepesp/Uerj), Dayse Miranda.
Terça-feira, 11/9, às 11h.
Ciclo de palestras Setembro Amarelo
Tema: O trabalho do Centro de Valorização da Vida (CVV) na prevenção do suicídio. Com Patrícia Fanteza (CVV).
Terça-feira, 11/9, às 14h, no Auditório do Pavilhão de Ensino do INI (Av. Brasil, 4365 - Manguinhos, Rio de Janeiro (RJ) - CEP: 21040-360)
Roda de conversa
Tema: Suicídio e prevenção. Com Laura Quadros e Eleonora Prestrelo, professoras do Instituto de Psicologia (Uerj).
Sexta-feira, 14/9, às 9h, na Coordenação de Saúde do Trabalhador (Pavilhão Carlos Augusto da Silva, sala 210).
Conheça também a iniciativa Meio-dia de prosa, um espaço de escuta promovido pelo Centro de Apoio ao Discente (CAD). O grupo é voltado para estudantes e se encontra toda quarta-feira, entre 12h e 13h30, no prédio da Expansão da Fiocruz (Av. Brasil, 4036/Sala 910 - Manguinhos - Rio de Janeiro - RJ). E lembre-se: você não está sozinho!
Valentina Leite (Campus Virtual Fiocruz)
A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) abriu hoje, às 11h, as portas de mais um espaço dedicado à valorização dos seus estudantes: o Centro de Apoio ao Discente. A iniciativa tem como base o trabalho de acolhimento de alunos de fora do Rio de Janeiro e o Programa de Excelência do Ensino, duas experiências bem-sucedidas promovidas pela Coordenação Geral de Educação da Vice-Presidência de Educação, Informação e Comunicação (CGE/VPEIC).
A presidente da Fiocruz, Nísia Trindade Lima, prestigiou a inauguração do Centro, concebido quando ela ainda conduzia a VPEIC. A coordenadora geral de Educação, Cristina Guilam, destacou que o novo espaço também abriga as atividades relacionadas ao Mestrado Profissional em Saúde (ProfSaúde) e a Associação dos Pós-graduandos (APG-Fiocruz). Antes de descerrar a placa, Nísia disse que este compartilhamento do ambiente é também uma forma de promover a integração entre as diversas instâncias de representação da comunidade acadêmica. "A ideia é acolher aqui as boas ideias dos estudantes, favorecendo a integração de diversas iniciativas. Trabalhando juntos, neste exercício de compartilhar um espaço, nós avançamos bastante", afirmou a presidente.
Novo Centro potencializa interlocução e fortalece a gestão democrática
O objetivo do novo Centro é acompanhar os estudantes na instituição, fortalecendo a escuta das diversas vozes e a gestão democrática da Fiocruz, acredita o Vice-presidente Manoel Barral. "Os estudantes representam um segmento muito importante da comunidade da Fiocruz. O Centro de Apoio ao Discente concretiza a preocupação da Presidência com o acolhimento dos alunos e sua integração, numa perspectiva mais ampla. É um espaço de valorização dos discentes e de interlocução. Neste sentido, será o catalizador de várias atividades voltadas aos nossos estudantes, tanto os do Rio quanto os de fora do Estado e do país".
Ideias e soluções compartilhadas
Durante a inauguração, o coordenador da Associação de Pós-graduandos da Fiocruz, Jefferson de Matos Campos, disse estar feliz pela formalização e reconhecimento deste espaço voltado aos alunos. "Também acho fundamental que a associação tenha esta afinidade e proximidade com o CAD, o que contribuirá muito para coordenar os processos de uma forma mais fluida, estruturada e estruturante". Ele também comentou a oportunidade de trabalhar em parceria com os profissionais do Centro de Apoio ao Discente e da Comissão que atua contra o assédio na Fiocruz para melhor encaminhar as situações relacionadas à saúde mental dos alunos.
A coordenadora técnica do Centro, Márcia Silveira, também destacou a integração de instâncias com papéis diversos, o que possibilitará o equacionamento de situações individuais e coletivas que influenciem o bem-estar, o desempenho acadêmico e o desenvolvimento profissional dos estudantes. "É muito importante ver a união de tantas pessoas diferentes aqui, essa é a visão da Presidência: a de uma Fiocruz integrada. O CAD é um espaço institucional de escuta não só acadêmica, porque acreditamos numa educação que contempla mais do que o cognitivo, mas que é centrada em gente".
Ela lembra que o CAD é fruto do trabalho de acolhimento dos estudantes, que permitiu maior compreensão da sua realidade, das dificuldades e fatores que infleunciam sua adaptação e desempenho. "Percebemos também o impacto de questões não acadêmicas, de caráter social ou emocional, no desempenho estudantil, e o sofrimento mental causado pelo estresse do pesquisador em formação". Márcia lembra, ainda, que o Centro contará com um posto da Associação de Pós-graduandos da Fiocruz (APG-Fiocruz), mas atenderá todos os alunos da Fundação, independentemente do nível de ensino.
O CAD fica no prédio da Expansão da Fiocruz, na Avenida Brasil, 4036/Sala 910 - Manguinhos - Rio de Janeiro - RJ.
Por Flávia Lobato (Campus Virtual Fiocruz)
Ficam abertas, até o dia 21 de julho, as inscrições para o curso de Atualização Profissional em Práticas Grupais em Saúde. O objetivo é proporcionar aos trabalhadores que atuam na área de saúde, saúde mental e assistência social os debates mais recentes sobre temas ligados às práticas em grupo, com uma abordagem que favoreça os alunos a conduzir atividades com a clientela da rede de serviços de saúde.
Com duração de 112 horas, o curso apresentará as características das intervenções grupais difundidas por diferentes vertentes teóricas do campo da saúde mental, tais como: psicanálise, psicodrama, grupo operativo, Gestalt-terapia e terapia Reichiana. Devido à metodologia do curso, além das aulas expositivas, os alunos aprenderão o conteúdo teórico por meio de vivências em dinâmicas de grupo e oficinas de música, artes plásticas, corpo, teatro e palavra.
Há 35 vagas disponíveis, voltadas, preferencialmente para profissionais de saúde e assistência social que atuam em instituições públicas.
Acesse as informações sobre o processo seletivo e o link para inscrições aqui.
No dia 3 de agosto, a Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca (Ensp/Fiocruz) promoverá duas atividades para marcar os 35 anos do Curso de Especialização em Saúde Mental e Atenção Psicossocial, coordenado pelo pesquisador Paulo Amarante. Na primeira delas, na parte da manhã, às 9h, haverá a aula inaugural Guerra às drogas e pós-democracia, a ser proferida pelo doutor em direito e membro da Associação dos Juízes pela Democracia Rubens Casara, no Salão Internacional da Ensp. No segundo momento, haverá a divulgação de vídeos inéditos sobre Michel Foucault. Os eventos são abertos e não há necessidade de inscrição prévia.
Segundo Amarante, a aula inaugural discutirá aspectos que denotam uma mudança na política sobre drogas. "O Brasil vinha caminhando para uma postura mais democrática no que diz respeito às políticas, pensando nos sujeitos que usam as drogas, em trabalhar com os aspectos que levam ao vício, à dependência e sua relação com a pobreza. Na atual atual conjuntura, isso foi posto de lado. O cenário atual mostra uma ação de guerra às drogas, de criminalização do usuário. Vamos debater isso na aula", afirmou o coordenador do curso.
O curso de saúde mental
Há 35 anos, a Ensp implementou o curso de Especialização em Saúde Mental e Atenção Psicossocial. A partir daí, iniciava-se, de forma pioneira no Brasil, um pensamento crítico, de práticas substitutivas ao modelo vigente no campo da saúde mental. A iniciativa, desde então, tornou-se referência na formação de profissionais para o campo da reforma psiquiátrica.
Em 2017, a importância do curso se une ao tema escolhido pela Organização Mundial da Saúde (OMS) para celebrar o Dia Mundial da Saúde: a depressão. A OMS emitiu um alerta sobre a falta de apoio às pessoas com transtornos mentais. "Junto com o medo do estigma, muitas delas não acessam o tratamento de que necessitam para viver vidas saudáveis e produtivas".
Rubens Casara
Graduado em direito pela Universidade Cândido Mendes (1995), é mestre em ciências penais pela Universidade Cândido Mendes (2003) e doutor em direito pela Unesa/RJ (2011).Tem experiência na área de direito, com ênfase em direito processual penal, atuando principalmente nos seguintes temas: processo penal, hermenêutica, poder judiciário e sociedade brasileira. É, também, juiz de direito do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro, fundador do Movimento da Magistratura Fluminense pela Democracia (MMFD), membro da Associação Juízes para a Democracia (AJD) e do Corpo Freudiano.
Fonte: Informe Ensp
No dia 25 de julho, a Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca (Ensp/Fiocruz) promoverá a aula aberta do Curso de Especialização em Saúde do Trabalhador. Com o tema Os ataques à saúde mental de quem trabalha: o assédio moral, a atividade contará com a participação da professora adjunta do Departamento de Saúde Coletiva da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (Unirio), Terezinha Martins. A palestra é uma iniciativa do Centro de Estudos da Saúde do Trabalhador e Ecologia Humana e acontecerá no salão internacional da escola, a partir das 13h. Não é necessária inscrição prévia, e o evento é aberto a todos os interessados.
Terezinha Martins esteve na Ensp em 2016, durante as comemorações dos 62 anos da escola. Na ocasião, a professora falou sobre O assédio moral e sexual e a gestão de instituições públicas. Segundo ela, o assédio moral é maior do ponto de vista numérico e pior do ponto de vista qualitativo no serviço público. "Quando somos assediados, não somente adoecemos, nos matamos ou nos deprimimos, mas também diminuímos a qualidade do nosso serviço e produção. Portanto, a consequência do assédio a um servidor é dupla, isso visto da ótica do trabalhador e da ótica do serviço prestado à população, que é quem paga nossos salários”, afirmou.