Como os hospitais se transformaram ao longo do tempo? O Curso Livre 'Arquitetura e Saúde: O Hospital Ontem e Hoje', ofertado pela Casa de Oswaldo Cruz (COC/Fiocruz), propõe uma discussão sobre a arquitetura voltada à saúde, abordando as origens do hospital até os dias atuais e o papel desses espaços no cuidado, tratamento e recuperação dos pacientes. Ao longo dos encontros, serão discutidos textos e estudos de caso sobre a relação entre arquitetura e tratamento da doença, com exemplos de hospitais gerais, de isolamento e de campanha.
Este curso pretende trazer para a discussão, de forma introdutória e no âmbito da temática da arquitetura para a saúde, as especificidades sobre os hospitais, das suas origens aos dias de hoje. O hospital enquanto espaço de saúde, segundo Foucault, é uma conquista recente. Usado como acolhimento aos desvalidos, aos poucos a introdução da ciência fez do hospital um lugar de cura e assistência. O movimento de estruturação do hospital em espaço de cura o fez se especializar no tratamento de diversas doenças, tendo a arquitetura um importante papel como local de recebimento, tratamento e recuperação dos enfermos. Na modernidade e na contemporaneidade, o hospital se mostra cada vez mais necessário, vide as questões mais recentes de combate a Covid-19.
São disponibilizadas dez vagas. Podem participar arquitetos; engenheiros; historiadores; geógrafos e profissionais de saúde.
O curso será realizado de 12 de maio a 23 de junho de 2026, das 13h30 às 17h, com carga horária total de 32h, presencialmente na sala 304 do CDHS, no campus da Fiocruz em Manguinhos
Certificado: Para a obtenção do certificado, é necessário registrar presença em pelo menos 75% das atividades do curso.
As inscrições estão abertas até 30 de abril de 2026 pelo Campus Virtual Fiocruz.
O Diabetes Mellitus (DM), principalmente o tipo 2, representa um problema de saúde pública, sendo cada vez mais necessárias a identificação precoce e a oferta de assistência, além do acompanhamento adequado para as pessoas que vivem com diabetes. De acordo com a Sociedade Brasileira de Diabetes, mais de 13 milhões de pessoas vivem com a doença no Brasil, o que representa 7% da população nacional. Para promover a prevenção de complicações e o fortalecimento do autocuidado apoiado para pessoas com esse agravo, o Instituto de Tecnologia em Fármacos (Farmanguinhos) e o Campus Virtual Fiocruz lançam a segunda oferta do curso, online e gratuito, Diabetes Mellitus no SUS: Promoção, prevenção e o fortalecimento do autocuidado, que certificou mais de 20 mil alunos em sua primeira oferta.
Este curso tem foco não apenas nos profissionais de saúde, mas também em pessoas com diabetes, familiares e outros que lidam com pessoas que vivem com a comorbidade. O curso oferece estratégias preventivas e de promoção da saúde para auxiliar esse público a explorar temas essenciais nessa relação, desde a identificação precoce do Diabetes Mellitus (DM) até o estabelecimento de vínculos sólidos com as Unidades Básicas de Saúde, que são, atualmente, elementos imprescindíveis para o sucesso no controle desse agravo.
Segundo o Ministério da Saúde, o Diabetes Mellitus é uma doença crônica não transmissível (DCNT) causada pela produção insuficiente ou má absorção de insulina, hormônio que regula a glicose no sangue e garante energia para o organismo. Esse agravo pode causar o aumento da glicemia e as altas taxas podem levar a complicações no coração, nas artérias, nos olhos, nos rins, nos nervos e, em casos mais graves, à morte. A doença pode se apresentar de diversas formas e possui tipos diferentes: tipo 1, tipo 2, diabetes gestacional e pré-diabetes. Independente do tipo, com o aparecimento de qualquer sintoma, é fundamental que o paciente procure atendimento médico especializado para iniciar o tratamento.
Conheça a estrutura do curso Diabetes Mellitus no SUS: Promoção, prevenção e o fortalecimento do autocuidado e inscreva-se:
Módulo 1 - Panorama epidemiológico do diabetes
Módulo 2 - Tratamento do diabetes
Módulo 3 - Organização da rede de atenção à saúde e prevenção das complicações do diabetes mellitus
#ParaTodosVerem A imagem é formada por um desenho com fundo amarelado e uma forma arredondada no meio, onde está o nome do "CURSO: DIABETES MELLITUS NO SUS - PROMOÇÃO, PREVENÇÃO E O FORTALECIMENTO DO AUTOCUIDADO". Abaixo do nome, um botão com a palavra "INSCREVA-SE". Ao lado superior esquerdo, o desenho de um pássaro; ao lado superior direito, uma lua com estrelas em volta; ao lado inferior esquerdo, o desenho representando uma Unidade de Saúde da Família, com duas profissionais conversando com uma paciente; e ao lado inferior direito, o desenho de um cacto.
O Programa de Pós-Graduação em Educação Profissional em Saúde da Escola Politécnica em Saúde Joaquim Venâncio (PPGEPS/EPSJV/Fiocruz) disponibiliza a Chamada Pública para seleção de discentes para o Mestrado Profissional em Educação Profissional em Saúde - Turma 2026. Acesse o edital e o link para inscrição no Campus Virtual Fiocruz.
O Curso se destina a professores(as) e outros(as) profissionais graduados(as) que atuam ou se interessam por Educação Profissional em Saúde.
Nesta seleção, serão oferecidas até 20 vagas para as duas linhas de pesquisa do Programa:
L1: Políticas Públicas, Planejamento e Gestão do Trabalho, da Educação e da Saúde.
L2: Concepções e Práticas na Formação dos Trabalhadores de Saúde.
A seleção será efetuada em três etapas:
Etapa 1: Prova escrita, discursiva, de caráter eliminatório, constando de três questões que versarão sobre temas relacionados com a problemática da Educação Profissional em Saúde, sendo uma geral, obrigatória, e duas específicas, entre as quais o(a) candidato(a) deverá escolher apenas uma para responder. A prova escrita visará identificar o grau de conhecimento dos(as) candidatos(as) sobre os principais temas estruturantes do curso, bem como avaliar a capacidade de leitura, interpretação e expressão escrita do(a) candidato(a). A prova escrita será avaliada sem a identificação do(a) candidato(a), por, pelo menos, 2 (dois/duas) examinadores(as).
Etapa 2: Análise do projeto de pesquisa, de caráter eliminatório e classificatório. Nesta etapa, serão avaliadas a adequação do projeto às linhas de pesquisa do Programa, a consistência e a viabilidade do mesmo. Os projetos que não estiverem de acordo com a temática do Programa serão desclassificados, ocasionando a eliminação do(a) candidato(a) do certame.
Etapa 3: Entrevista, de caráter classificatório, com base no curriculum vitae e no projeto de pesquisa. Esta etapa tem como objetivo identificar as motivações e as condições do(a) candidato(a) para a realização do curso, bem como sua capacidade de dialogar sobre o projeto proposto.
+Acesse aqui o edital e o link para inscrição!
Período de Inscrições: 20/4 a 3/5
Site do Programa: https://www.posgraduacao.epsjv.fiocruz.br/
Informações sobre o Processo Seletivo: psmestrado.epsjv@fiocruz.br
Às vésperas do Dia dos Povos Indígenas, uma experiência inédita na Amazônia brasileira lança luz sobre um dos principais desafios da educação no país: transformar acesso em permanência e formação qualificada. Pela primeira vez, a Fiocruz ofertou uma turma de mestrado em Saúde Coletiva exclusiva para indígenas do Alto Solimões, sediada em Tabatinga, na tríplice fronteira entre Brasil, Colômbia e Peru, região estratégica do ponto de vista geopolítico e sanitário. A iniciativa, conduzida pelo Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia), foi composta por 15 alunos de quatro municípios do Alto Solimões, pertencentes às etnias Marubo, Tikuna, Kokama e Kaixana. O processo seletivo, também inovador, rompeu com critérios exclusivamente acadêmicos e incorporou trajetórias de vida, vínculos comunitários e atuação em movimentos indígenas para formar a turma especial estendida do Programa de Pós-Graduação em Condições de Vida e Situações de Saúde na Amazônia, coordenada pela pesquisadora sênior da Fiocruz Amazônia, a médica sanitarista Luiza Garnelo.
A turma estendida surgiu a partir de uma análise da realidade brasileira, que indicou que cotas e incentivos para indígenas não eram suficientes, evidenciando a necessidade de descentralizar o curso e ancorá-lo no território. Para Luiza, o resultado desse movimento é uma turma multidisciplinar, composta por profissionais com formações que vão desde a enfermagem até a antropologia, sempre direcionados à saúde coletiva com foco no território.
Ofertado em regime modular e presencial em Tabatinga, no Amazonas, o curso manteve o rigor do Programa de Pós-Graduação em Condições de Vida e Situações de Saúde na Amazônia (PPGVIDA), mas adaptou conteúdos e metodologias para incluir a saúde indígena como eixo estruturante. Também foram incorporados apoios pedagógicos específicos, como acompanhamento em língua portuguesa e matemática, além de capacitação para uso de bases de dados e ferramentas acadêmicas. “Não se tratou de flexibilizar a qualidade, mas de criar condições reais para que esses estudantes se apropriassem do ambiente acadêmico”, explicou a coordenadora da turma.
Iniciada em 2023, a primeira turma de mestrado fora da sede do ILMD/Fiocruz Amazônia é também um marco da interiorização das ações afirmativas da pós-graduação da Fiocruz, que se tornou possível a partir de parcerias e do apoio fundamental das vice-presidências de Educação, Informação e Comunicação (VPEIC/Fiocruz) e de Ambiente, Atenção e Promoção da Saúde (VPAAPS/Fiocruz), do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), da Universidade do Estado do Amazonas (UEA), da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam) e da Secretaria de Saúde Indígena do Ministério da Saúde (Sesai/MS). O PPGVIDA é coordenado pela pesquisadora Ani Matsuura, e a turma especial estendida está sob a responsabilidade de Luiza Garnelo.
A vice-presidente adjunta de Educação, Informação e Comunicação da Fiocruz, Eduarda Cesse, destacou o processo de negociação e adaptação junto à Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) para a realização desta turma, afirmando que a instituição tem expertise em políticas inclusivas e está em constante aprendizado neste sentido. "A realização da turma especial elevou o PPGVIDA a uma categoria diferenciada, saindo dos padrões, o que tornou possível fortalecer práticas primordiais à Fundação. Isso é política inclusiva e isso a Fiocruz sabe fazer!", apontou ela, orgulhosa da turma especial.
Permanência, apoio e transformação social
Os resultados já começaram a aparecer. Com defesas previstas até junho de 2026, a maioria dos estudantes já concluiu ou está finalizando seus trabalhos. Paralelamente a isso, observa-se um aumento da empregabilidade dos egressos, muitos dos quais passaram a atuar em suas áreas de formação ou como sanitaristas, ampliando a capacidade técnica nos próprios territórios.
Temas como logística em distritos sanitários indígenas, alimentação tradicional em escolas e itinerários terapêuticos no Vale do Javari evidenciam uma produção científica diretamente conectada às vivências dos próprios territórios. “Os projetos foram construídos de forma negociada, buscando responder a problemas concretos das comunidades de origem dos estudantes, refletindo o compromisso dessa iniciativa”, destacou Luiza, afirmando que tal abordagem dialoga ainda com outras frentes da Fiocruz voltadas à saúde indígena, que articulam pesquisa, formação e políticas públicas.
"Ao não ocuparem uma posição de minoria étnica, os estudantes relataram maior conforto emocional, potencializando as relações de solidariedade e aprendizado interpares, o que amenizou o estresse que habitualmente incide sobre os estudantes de pós-graduação", contou Luiza, destacando ainda que a infraestrutura também foi decisiva: bolsas de estudo, equipamentos e acesso à internet, além de suporte institucional contínuo.
Vivências e aprendizados para o futuro das ações afirmativas
A realização desta turma estendida de mestrado trouxe importantes aprendizados, experiências e evidenciou desafios estruturais, entre eles, a necessidade de financiamento adicional, maior tempo para maturação das pesquisas — especialmente aquelas realizadas em áreas remotas — e estratégias de devolutiva dos resultados às comunidades. “Formar mestres indígenas implica reconhecer tempos, modos de produzir conhecimento e compromissos que vão além da academia”, afirmou a coordenadora do curso.
Mais do que uma experiência localizada, a turma de Tabatinga fomenta o debate institucional sobre ações afirmativas. Ao articular acesso, permanência e pertinência social da formação, a iniciativa aponta caminhos para uma política mais robusta e efetiva, que esteja alinhada às demandas dos povos indígenas e aos desafios do Sistema Único de Saúde (SUS) em territórios historicamente invisibilizados.
Cabe destacar que essa experiência caminha em articulação com pesquisas sobre a política de ações afirmativas no ensino superior (graduação e pós-graduação), cujos resultados estão sendo analisados e serão, em breve, objeto de publicação de artigos e livros.
De acordo com os resultados do Censo Demográfico 2022, a população indígena residente no Brasil é de 1.694.836 pessoas. Garantido na Constituição, essa parte importante da população ainda sofre com percalços para o acesso à informação, à educação e à saúde de qualidades, reafirmando a necessidade de políticas públicas que respeitem suas singularidades e democratizem os direitos básicos para que seja possível, cada vez mais, a redução da inequidade. Ao longo dos últimos anos, o Campus Virtual Fiocruz desenvolveu cursos especificamente voltados à temática dos povos que vivem em territórios indígenas e profissionais de saúde. Diante disso, neste 19 de abril, data em que é celebrado o Dia dos Povos Indígenas no Brasil, reforçamos as ofertas dos cursos Promoção da saúde mental de jovens indígenas e Participação e controle social em saúde indígena, ambos online, gratuitos e autoinstrucionais, seguem com inscrições abertas.
Promoção da saúde mental de jovens indígenas
A proposta da formação parte de uma abordagem interseccional, fundamentada em evidências produzidas por pesquisas realizadas junto a jovens indígenas em comunidades tradicionais. Com o curso, a ideia é que profissionais estejam aptos a reconhecerem os principais agravos em saúde mental e possam propor ações educativas que valorizem os saberes populares e refletir sobre os impactos da violência estrutural na saúde desses jovens. Dividida em três módulos, a formação aborda desde conceitos como saúde mental, bem-viver e interseccionalidade até o funcionamento da Rede de Atenção Psicossocial (Raps) e da saúde indígena no SUS. Um dos diferenciais da formação está no terceiro módulo, que trata diretamente dos saberes tradicionais dos povos indígenas como ferramentas de prevenção e cuidado em saúde mental.
O curso não é apenas uma forma de oferecer ferramentas de cuidado, mas, sim, de reconhecer os modos próprios de cuidado, fortalecer os laços comunitários e garantir políticas públicas culturalmente adequadas, apresentando estratégias concretas de transformação, com respeito às vozes e os saberes dos próprios jovens indígenas.
Conheça o curso e inscreva-se!
Participação e controle social em saúde indígena
O curso Participação e controle social em saúde indígena tem o objetivo de fortalecer a participação social das lideranças e dos conselheiros indígenas nas instâncias formais do controle social do Subsistema de Saúde Indígena (SasiSUS) e do Sistema Único de Saúde (SUS). A formação é aberta a todos, mas foi elaborada especialmente para apoiar os Povos Indígenas em sua atuação no controle social e no movimento indígena em defesa ao direito à saúde, ou seja, é voltado a indígenas interessados na temática da participação social em saúde, lideranças comunitárias, professores e outros profissionais que trabalham com a temática.
O curso foi organizado em quatro módulos que apresentam conceitos, marcos legais e experiências que contribuíram para formar o campo das políticas públicas de saúde e da saúde indígena no Brasil, bem como conteúdos fundamentais para fortalecer a participação social dos povos indígenas nas estratégias de controle social e na definição de ações e de políticas de saúde voltadas à melhoria das condições de vida e de saúde dos Povos Indígenas no Brasil. Ele também conta com diversos textos de apoio, links de vídeos, podcasts e cards que poderão ser compartilhados nas redes sociais para fácil e rápida difusão de informações e conhecimento.
A formação é resultado de um trabalho coletivo, e foi construído em parceria com a Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (Apib) a partir do diálogo constante entre pesquisadores, professores indígenas e não indígenas de diferentes instituições de pesquisa e de ensino das cinco macrorregiões do país que defendem os direitos à saúde e ao aprimoramento da atenção à saúde, oferecida em seus respectivos territórios, como integrantes do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia Brasil Plural (INCT Brasil Plural), da Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca (Ensp/Fiocruz), da Escola Politécnica em Saúde Joaquim Venâncio (EPSJV/Fiocruz), do Campus Virtual Fiocruz (VPEIC/Fiocruz), da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), da Universidade Federal da Grande Dourados (UFGD) e do Conselho Indigenista Missionário (Cimi).
Em um cenário em que a desinformação e a desconfiança colocam em risco conquistas históricas da saúde pública, a vacinação volta ao centro do debate. Para fortalecer a atuação dos profissionais diante desse desafio crescente, a Fiocruz lança o curso “Hesitação vacinal: uma ferramenta para auxiliar os profissionais de saúde”, uma formação estratégica que busca preparar trabalhadores para lidar com recusas, dúvidas e inseguranças da população. Mais do que um tema técnico, este curso trata de uma questão urgente de saúde pública! O curso é uma promoção do Núcleo Interdisciplinar sobre Emergências em Saúde Pública (Niesp), ligado à Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca (Ensp) e ao Centro de Estudos Estratégicos Antônio Ivo de Carvalho (CEE), em parceria com o Campus Virtual Fiocruz. As inscrições já estão abertas!
Dados recentes do Ministério da Saúde indicam esforços para recuperar essas coberturas, mas o desafio permanece. A hesitação vacinal — fenômeno complexo que envolve fatores culturais, sociais, políticos e informacionais — é hoje reconhecida como uma das principais ameaças à saúde pública global. Nesse contexto, o preparo dos profissionais de saúde, especialmente na Atenção Primária, torna-se decisivo para reverter esse quadro. O curso foi estruturado para oferecer uma abordagem crítica e contextualizada sobre a hesitação vacinal, articulando conhecimento técnico-científico com a experiência cotidiana dos profissionais. Com carga horária de 30h e autoinstrucional, a formação é voltada a trabalhadores da saúde e demais interessados no tema.
Reconhecido internacionalmente por seu robusto Programa Nacional de Imunizações (PNI), o país construiu, ao longo de décadas, uma trajetória exemplar no controle de doenças imunopreveníveis. Até 2016, o Brasil alcançava altas coberturas vacinais de forma consistente, sendo referência global. No entanto, nos anos seguintes, esse cenário sofreu uma brusca mudança de rota: queda generalizada nas taxas de vacinação e aumento da desconfiança em relação à segurança e à eficácia das vacinas.
Com o curso, os participantes terão contato com conteúdos que abordam desde a história das vacinas e seu funcionamento até aspectos éticos, estratégias de comunicação e políticas públicas relacionadas à imunização. A proposta é ir além da informação. Busca-se desenvolver habilidades práticas para o manejo da hesitação no cotidiano dos serviços. Entre os principais aprendizados, destacam-se a compreensão do papel das vacinas na saúde global, o reconhecimento das características do PNI, a análise dos diferentes tipos de imunizantes e suas fases de desenvolvimento, além da construção de estratégias de diálogo que fortaleçam a confiança da população. Em um contexto em que a circulação de informações falsas impacta diretamente as decisões em saúde, saber alcançar o outro e se comunicar é tão importante quanto dominar o conteúdo técnico, estabelecendo diálogo e vínculo com a população. A vacinação, nesse sentido, não é apenas uma medida de proteção individual, mas um pacto coletivo que sustenta a proteção de comunidades inteiras.
A vacinação sempre foi o coração do SUS, mas, nos últimos anos, temos observado um fenômeno novo nas salas de vacina: a hesitação vacinal. Segundo o coordenador da formação e pesquisador da Ensp, Sergio Rego, o que antes era uma decisão quase automática para muitas pessoas, passou a ser atravessado por dúvidas, medos e, em alguns casos, recusa. Esse cenário é complexo e está diretamente relacionado a sentimentos de insegurança, receio de reações adversas e, sobretudo, à circulação intensa de desinformação e notícias falsas nas redes sociais”, afirmou ele.
Sergio, que divide a coordenação do curso com a pesquisadora Ester Paiva Souto e com a docente Lenir Nascimento da Silva, ambas da Ensp, apontou que enfrentar esse desafio passa, necessariamente, pelo fortalecimento do vínculo entre profissionais de saúde e a população em geral. “O trabalhador da saúde, especialmente aquele que atua na ponta, tem um papel central nesse processo, uma figura de confiança para as famílias e comunidades. Assim, sua fala e posicionamento podem transformar dúvidas em segurança. Por isso, iniciativas de formação como esta são tão estratégicas. Não se trata apenas de transmitir conteúdo teórico, mas de promover reflexão a partir da prática e integrar esse saber com o que há de mais atualizado na ciência”, defendeu.
O lançamento do curso representa, portanto, uma resposta concreta a um dos desafios mais urgentes da atualidade. Em tempos de incertezas e disputas informacionais, fortalecer a confiança nas vacinas é fortalecer a vida. Assim, preparar os profissionais de saúde é o primeiro passo para garantir que essa confiança seja reconstruída.
A Fiocruz, a Universidade Federal da Integração Latino-Americana (Unila), a Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS), a Universidade Federal do Oeste do Pará (Ufopa), a Universidade Federal do Piauí (UFPI) e a Universidade Federal de Rondônia (Unir), instituições que integram a Rede Capes Global para o desenvolvimento sustentável, ciência e saúde, estiveram na sede da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), em Brasília, nos dias 8 e 9 de abril para o seminário Marco Zero. O encontro deu início às atividades dos projetos aprovados no âmbito do Programa Redes para Internacionalização Institucional (Capes-Global.edu) e reuniu representantes de instituições de ensino em torno da ampliação da cooperação acadêmica internacional e do fortalecimento da internacionalização da educação superior no país.
A vice-presidente de Educação, Informação e Comunicação, Marly Cruz, e a coordenadora-geral de Educação, Isabella Delgado, estiveram presentes no evento, estreitaram laços com os representantes da Capes e das outras iniciativas que compõe o Programa, receberam orientações técnicas e operacionais voltadas à execução, monitoramento e concessão dos benefícios previstos na iniciativa e apresentaram a Rede Capes Global para o desenvolvimento sustentável, ciência e saúde, e está sob a coordenação da Fundação.
"Esse foi um dia muito importante para o Sistema Nacional de Pós-Graduação brasileiro", disse a coordenadora-geral de Educação da Fiocruz, ratificando que a participação da Fiocruz nesta iniciativa reforça seu compromisso com a cooperação internacional e com o fortalecimento da formação e da produção científica em saúde, contribuindo para o desenvolvimento de redes colaborativas e para a qualificação da pós-graduação brasileira em diálogo com o cenário global.
A vice-presidente comentou que foi fundamental para a educação da Fiocruz estar nesse seminário como líder de uma das redes de internacionalização. Segundo ela, participar desse processo foi compreender que muito se progrediu até aqui com a internacionalização nos programas de pós graduação de excelência e com o PrInt Fiocruz-Capes. No entanto, apontou que "ainda temos muito mais a avançar com o Capes Global no sentido do protagonismo na cooperação Sul-Sul, de redução das assimetrias regionais e do compartilhamento de conhecimentos e práticas para o fortalecimento dos sistemas de saúde. Importante destacar ainda que a construção desta Rede, sob a liderança da VPEIC, foi coletiva e muito colaborativa, e que teremos muito a realizar nos próximos cinco anos", disse Marly Cruz.
Capes-Global.edu: Fiocruz aprovada em 1° lugar
Número 1 entre 33 aprovadas e com mais de 50 submissões concorrentes de todo o país, a proposta da Fiocruz, segundo a Capes, não apenas cumpre os requisitos do edital, mas "estabelece um modelo inovador de internacionalização solidária no Brasil. A rede estabelecida demonstra que é possível aliar alta produtividade científica com justiça social" e aponta que a "aprovação é estratégica para a soberania científica brasileira e para a construção de uma pós-graduação mais equilibrada e inclusiva". Entre os critérios avaliados pela Capes no edital de chamamento ao Programa estavam: Excelência científica como âncora de desenvolvimento, alinhamento estratégico com políticas de Estado, redução real e prática de assimetrias, compromisso estrutural com a diversidade, e governança robusta e gestão de riscos.
Estrutura da Rede Capes Global para o desenvolvimento sustentável, ciência e saúde
Os temas centrais da rede são: Sistemas de saúde, doenças socialmente determinadas e desigualdades (1); Saúde global e emergências em saúde (2); Biodiversidade, ambiente e mudanças climáticas (3); Ciclo de vida, transformações demográficas e envelhecimento saudável (4); e Inovação em ciência e tecnologia para a saúde (5). Vale destacar que os cinco eixos temáticos estabelecidos estão rigorosamente alinhados às prioridades nacionais e aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU, sendo a Rede uma matriz de intervenção pública, conectando a ciência e tecnologia de ponta às necessidades do Sistema Único de Saúde (SUS).
Cada um dos eixos busca um objetivo específico:
Os planos de ação da Rede envolvem dois tópicos centrais: formação discente, docente e técnica, e pesquisa e produção. No âmbito da formação discente, docente e técnica estão previstos: mobilidade internacional e nacional entre as associadas, cursos de curta duração e disciplinas em parceria com as instituição de ensino superior (IES) associadas e com a participação de professores estrangeiros, realização de missões, aprimoramento do processo de formalização e o desenvolvimento de cotutelas, e a realização de cursos de idiomas. Já no que se refere ao tópico pesquisa e a produção, estão desenhadas ações para estímulo à formação de redes de pesquisa, à publicação científica conjunta e ao desenvolvimento de produtos técnicos e tecnológicos, a realização de seminários conjuntos e a indução de atividades de comunicação e divulgação científica.
Para o desenho, elaboração e alinhamento de todas as etapas que constroem a rede, foi realizada uma oficina de trabalho na Fiocruz, no Rio de Janeiro, com a participação de representantes das cinco instituições de ensino que integram a iniciativa Fiocruz no Programa Capes-Global.edu.
Estão prorrogadas as inscrições para mestrado e doutorado do Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu em Biodiversidade e Saúde 2026, do Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz). São oferecidas até dez vagas para mestrado e dez vaga para doutorado. Com a prorrogação, candidatos podem se inscrever até 16 de abril pelo Campus Virtual Fiocruz.
Confira os editais e link de inscrição:
+Acesse aqui mais informações e a chamada de seleção
O Programa de Pós-graduação em Biodiversidade e Saúde (PPG-BS) tem por objetivo a formação de mestres e doutores qualificados atuar em pesquisa, docência e atividades técnicas sobre a parcela da biodiversidade relacionada à saúde. Esses profissionais poderão atuar no desenvolvimento de projetos de pesquisa que envolvam: a) taxonomia, sistemática e biogeografia; b) caracterização morfológica, bioquímica e molecular; c) relações ecológicas e etológicas dos organismos e suas relações com os seres humanos, animais e ambiente, no contexto da saúde global; d) pesquisa e curadoria em coleções biológicas.
A chamada visa selecionar e classificar candidatos(as) para ingresso nos cursos de mestrado e doutorado nas áreas de concentração abaixo:
O Curso de Doutorado do PPGBS é destinado a portadores de Diploma de Graduação e Diploma de Mestrado emitidos por instituições reconhecidas por órgãos responsáveis pelo credenciamento e regulação das instituições de educação. Alternativamente ao Diploma de Mestrado, será aceita Ata de Defesa de Dissertação de Mestrado.
A carga horária total mínima de dedicação ao curso de doutorado é de 2.880 horas, distribuída da seguinte forma: Disciplinas - 36 créditos (equivalente a 480 horas) e trabalho de tese - 160 créditos (equivalente a 2.400 horas) para o trabalho de tese. O curso é ministrado em tempo integral, em regime de 40 horas semanais para alunos contemplados com bolsa. Para alunos com atividade remunerada, a dedicação mínima é de 20 horas semanais, desde que apresentem documento comprovando autorização por sua chefia imediata para realização do curso.
O Curso de Mestrado do PPGBS é destinado a portadores de diploma de graduação (ou ata de colação de grau emitida há, no máximo, 12 meses) de instituições reconhecidas por órgãos de credenciamento e regulação educacional.
A carga horária total mínima do curso de mestrado é de 1.440 horas, distribuída da seguinte forma: Disciplinas - 20 créditos (equivalente a 240 horas) e trabalho de dissertação - 80 créditos (equivalente a 1.200 horas). O curso é ministrado em tempo integral, em regime de 40 horas semanais para alunos contemplados com bolsa. Para alunos com atividade remunerada, a dedicação mínima é de 20 horas semanais, desde que apresentem documento comprovando autorização por sua chefia imediata para realização do curso.
Confira os editais e link de inscrição:
Como o território influencia a saúde? Descubra no curso de Análise Espacial e Geoprocessamento em Saúde, do Instituto de Comunicação e Informação Científica e Tecnológica em Saúde (Icict/Fiocruz), que está com inscrições abertas até 8 de maio pelo Campus Virtual Fiocruz!
Com carga horária de 72 horas e formato presencial, a formação aborda desde conceitos de cartografia e geoprocessamento até o uso de Sistemas de Informações Geográficas (SIG) e técnicas de análise espacial aplicadas à saúde pública
Voltado para profissionais da área de Saúde Pública, o curso pretende qualificar alunas e alunos para o uso de dados espaciais na análise, planejamento e tomada de decisão em saúde.
Inscrições pelo Campus Virtual Fiocruz.
Acesse o nosso site: icict.fiocruz.br
QUER MAIS INFORMAÇÕES?
Envie e-mail para: seca.icict@fiocruz.br
O Programa de Pós-Graduação em Vigilância Sanitária (PPGVS) do Instituto Nacional de Controle de Qualidade em Saúde (INCQS/Fiocruz) está com inscrições abertas para o curso de capacitação 'Ensaio de Migração de Plastificantes de Embalagens Plásticas para Alimentos'. Com carga horária de 24 horas, o curso será realizado de 1º a 3 de junho de 2026, das 8h às 17h, na modalidade presencial, no INCQS, em Manguinhos, no Rio de Janeiro. As inscrições estão abertas até o dia 27 de abril e devem ser realizadas por meio do Campus Virtual Fiocruz.
A iniciativa tem como objetivo qualificar profissionais que atuam na área de controle de qualidade, com foco na avaliação da segurança de materiais em contato com alimentos.
O curso abordará aspectos teóricos das legislações nacionais vigentes, além de especificações técnicas de equipamentos, padrões e reagentes utilizados nos ensaios. Também serão desenvolvidas atividades práticas relacionadas aos ensaios de migração específica e total, incluindo preparo de amostras, construção de curvas analíticas, análise de produtos, cálculos e avaliação de resultados.
A capacitação é voltada a profissionais de instituições públicas, preferencialmente dos Laboratórios Centrais de Saúde Pública (Lacen), que atuam no controle de qualidade de embalagens plásticas.
+Acesse o Campus Virtual Fiocruz para inscrição.
Dúvidas e informações: incqs.cursos@fiocruz.br