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Publicado em 27/04/2026

Curso discute relação entre arquitetura e saúde

Autor(a): 
Fabiano Gama

 Como os hospitais se transformaram ao longo do tempo? O Curso Livre 'Arquitetura e Saúde: O Hospital Ontem e Hoje', ofertado pela Casa de Oswaldo Cruz (COC/Fiocruz), propõe uma discussão sobre a arquitetura voltada à saúde, abordando as origens do hospital até os dias atuais e o papel desses espaços no cuidado, tratamento e recuperação dos pacientes. Ao longo dos encontros, serão discutidos textos e estudos de caso sobre a relação entre arquitetura e tratamento da doença, com exemplos de hospitais gerais, de isolamento e de campanha.

Inscreva-se já!

Este curso pretende trazer para a discussão, de forma introdutória e no âmbito da temática da arquitetura para a saúde, as especificidades sobre os hospitais, das suas origens aos dias de hoje. O hospital enquanto espaço de saúde, segundo Foucault, é uma conquista recente. Usado como acolhimento aos desvalidos, aos poucos a introdução da ciência fez do hospital um lugar de cura e assistência. O movimento de estruturação do hospital em espaço de cura o fez se especializar no tratamento de diversas doenças, tendo a arquitetura um importante papel como local de recebimento, tratamento e recuperação dos enfermos. Na modernidade e na contemporaneidade, o hospital se mostra cada vez mais necessário, vide as questões mais recentes de combate a Covid-19.

São disponibilizadas dez vagas. Podem participar arquitetos; engenheiros; historiadores; geógrafos e profissionais de saúde.

O curso será realizado de 12 de maio a 23 de junho de 2026, das 13h30 às 17h, com carga horária total de 32h, presencialmente na sala 304 do CDHS, no campus da Fiocruz em Manguinhos

Certificado: Para a obtenção do certificado, é necessário registrar presença em pelo menos 75% das atividades do curso.

As inscrições estão abertas até 30 de abril de 2026 pelo Campus Virtual Fiocruz.

Publicado em 27/04/2026

Campus Virtual Fiocruz lança nova oferta do curso Diabetes Mellitus no SUS

Autor(a): 
Fabiano Gama

O Diabetes Mellitus (DM), principalmente o tipo 2, representa um problema de saúde pública, sendo cada vez mais necessárias a identificação precoce e a oferta de assistência, além do acompanhamento adequado para as pessoas que vivem com diabetes. De acordo com a Sociedade Brasileira de Diabetes, mais de 13 milhões de pessoas vivem com a doença no Brasil, o que representa 7% da população nacional. Para promover a prevenção de complicações e o fortalecimento do autocuidado apoiado para pessoas com esse agravo, o Instituto de Tecnologia em Fármacos (Farmanguinhos) e o Campus Virtual Fiocruz lançam a segunda oferta do curso, online e gratuito, Diabetes Mellitus no SUS: Promoção, prevenção e o fortalecimento do autocuidado, que certificou mais de 20 mil alunos em sua primeira oferta.

Inscreva-se já!

Este curso tem foco não apenas nos profissionais de saúde, mas também em pessoas com diabetes, familiares e outros que lidam com pessoas que vivem com a comorbidade. O curso oferece estratégias preventivas e de promoção da saúde para auxiliar esse público a explorar temas essenciais nessa relação, desde a identificação precoce do Diabetes Mellitus (DM) até o estabelecimento de vínculos sólidos com as Unidades Básicas de Saúde, que são, atualmente, elementos imprescindíveis para o sucesso no controle desse agravo.

Segundo o Ministério da Saúde, o Diabetes Mellitus é uma doença crônica não transmissível (DCNT) causada pela produção insuficiente ou má absorção de insulina, hormônio que regula a glicose no sangue e garante energia para o organismo. Esse agravo pode causar o aumento da glicemia e as altas taxas podem levar a complicações no coração, nas artérias, nos olhos, nos rins, nos nervos e, em casos mais graves, à morte. A doença pode se apresentar de diversas formas e possui tipos diferentes: tipo 1, tipo 2, diabetes gestacional e pré-diabetes. Independente do tipo, com o aparecimento de qualquer sintoma, é fundamental que o paciente procure atendimento médico especializado para iniciar o tratamento.

Conheça a estrutura do curso Diabetes Mellitus no SUS: Promoção, prevenção e o fortalecimento do autocuidado e inscreva-se:

Módulo 1 - Panorama epidemiológico do diabetes

  • Aula 1 - Diabetes Mellitus: epidemiologia, fatores de risco e estratégias de prevenção
  • Aula 2 - Epidemiologia das comorbidades e complicações associadas ao Diabetes Mellitus

Módulo 2 - Tratamento do diabetes

  • Aula 1 - Tratamento não farmacológico do diabetes: dieta, exercício físico e educação para autocuidado
  • Aula 2 - Cirurgia Bariátrica
  • Aula 3 - Tratamento farmacológico do diabetes: classes terapêuticas disponíveis e suas características
  • Aula 4 - Tratamento farmacológico do diabetes: estratégias de uso e peculiaridades no manejo dos pacientes idosos

Módulo 3 - Organização da rede de atenção à saúde e prevenção das complicações do diabetes mellitus

  • Aula 1 - Redes de atenção à saúde, doenças crônicas e autocuidado
  • Aula 2 - Complicações cardiovasculares e estratégias de prevenção
  • Aula 3 - Complicações microvasculares e mistas e estratégias de prevenção

 

 

 

#ParaTodosVerem A imagem é formada por um desenho com fundo amarelado e uma forma arredondada no meio, onde está o nome do "CURSO: DIABETES MELLITUS NO SUS - PROMOÇÃO, PREVENÇÃO E O FORTALECIMENTO DO AUTOCUIDADO". Abaixo do nome, um botão com a palavra "INSCREVA-SE". Ao lado superior esquerdo, o desenho de um pássaro; ao lado superior direito, uma lua com estrelas em volta; ao lado inferior esquerdo, o desenho representando uma Unidade de Saúde da Família, com duas profissionais conversando com uma paciente; e ao lado inferior direito, o desenho de um cacto.

Publicado em 20/04/2026

Inscrições abertas para mestrado profissional em Educação Profissional em Saúde

Autor(a): 
EPSJV/Fiocruz

O Programa de Pós-Graduação em Educação Profissional em Saúde da Escola Politécnica em Saúde Joaquim Venâncio (PPGEPS/EPSJV/Fiocruz) disponibiliza a Chamada Pública para seleção de discentes para o Mestrado Profissional em Educação Profissional em Saúde - Turma 2026. Acesse o edital e o link para inscrição no Campus Virtual Fiocruz.

Inscreva-se já!

O Curso se destina a professores(as) e outros(as) profissionais graduados(as) que atuam ou se interessam por Educação Profissional em Saúde.

Nesta seleção, serão oferecidas até 20 vagas para as duas linhas de pesquisa do Programa:

L1: Políticas Públicas, Planejamento e Gestão do Trabalho, da Educação e da Saúde.

L2: Concepções e Práticas na Formação dos Trabalhadores de Saúde.

A seleção será efetuada em três etapas:

Etapa 1: Prova escrita, discursiva, de caráter eliminatório, constando de três questões que versarão sobre temas relacionados com a problemática da Educação Profissional em Saúde, sendo uma geral, obrigatória, e duas específicas, entre as quais o(a) candidato(a) deverá escolher apenas uma para responder. A prova escrita visará identificar o grau de conhecimento dos(as) candidatos(as) sobre os principais temas estruturantes do curso, bem como avaliar a capacidade de leitura, interpretação e expressão escrita do(a) candidato(a). A prova escrita será avaliada sem a identificação do(a) candidato(a), por, pelo menos, 2 (dois/duas) examinadores(as).

Etapa 2: Análise do projeto de pesquisa, de caráter eliminatório e classificatório. Nesta etapa, serão avaliadas a adequação do projeto às linhas de pesquisa do Programa, a consistência e a viabilidade do mesmo. Os projetos que não estiverem de acordo com a temática do Programa serão desclassificados, ocasionando a eliminação do(a) candidato(a) do certame.

Etapa 3: Entrevista, de caráter classificatório, com base no curriculum vitae e no projeto de pesquisa. Esta etapa tem como objetivo identificar as motivações e as condições do(a) candidato(a) para a realização do curso, bem como sua capacidade de dialogar sobre o projeto proposto.

+Acesse aqui o edital e o link para inscrição!

Período de Inscrições: 20/4 a 3/5

Site do Programa: https://www.posgraduacao.epsjv.fiocruz.br/ 

Informações sobre o Processo Seletivo: psmestrado.epsjv@fiocruz.br

Publicado em 17/04/2026

Na tríplice fronteira, Fiocruz interioriza mestrado e fortalece saúde indígena

Autor(a): 
Isabela Schincariol*

Às vésperas do Dia dos Povos Indígenas, uma experiência inédita na Amazônia brasileira lança luz sobre um dos principais desafios da educação no país: transformar acesso em permanência e formação qualificada. Pela primeira vez, a Fiocruz ofertou uma turma de mestrado em Saúde Coletiva exclusiva para indígenas do Alto Solimões, sediada em Tabatinga, na tríplice fronteira entre Brasil, Colômbia e Peru, região estratégica do ponto de vista geopolítico e sanitário. A iniciativa, conduzida pelo Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia), foi composta por 15 alunos de quatro municípios do Alto Solimões, pertencentes às etnias Marubo, Tikuna, Kokama e Kaixana. O processo seletivo, também inovador, rompeu com critérios exclusivamente acadêmicos e incorporou trajetórias de vida, vínculos comunitários e atuação em movimentos indígenas para formar a turma especial estendida do Programa de Pós-Graduação em Condições de Vida e Situações de Saúde na Amazônia, coordenada pela pesquisadora sênior da Fiocruz Amazônia, a médica sanitarista Luiza Garnelo.

A turma estendida surgiu a partir de uma análise da realidade brasileira, que indicou que cotas e incentivos para indígenas não eram suficientes, evidenciando a necessidade de descentralizar o curso e ancorá-lo no território. Para Luiza, o resultado desse movimento é uma turma multidisciplinar, composta por profissionais com formações que vão desde a enfermagem até a antropologia, sempre direcionados à saúde coletiva com foco no território.

Ofertado em regime modular e presencial em Tabatinga, no Amazonas, o curso manteve o rigor do Programa de Pós-Graduação em Condições de Vida e Situações de Saúde na Amazônia (PPGVIDA), mas adaptou conteúdos e metodologias para incluir a saúde indígena como eixo estruturante. Também foram incorporados apoios pedagógicos específicos, como acompanhamento em língua portuguesa e matemática, além de capacitação para uso de bases de dados e ferramentas acadêmicas. “Não se tratou de flexibilizar a qualidade, mas de criar condições reais para que esses estudantes se apropriassem do ambiente acadêmico”, explicou a coordenadora da turma.

Iniciada em 2023, a primeira turma de mestrado fora da sede do ILMD/Fiocruz Amazônia é também um marco da interiorização das ações afirmativas da pós-graduação da Fiocruz, que se tornou possível a partir de parcerias e do apoio fundamental das vice-presidências de Educação, Informação e Comunicação (VPEIC/Fiocruz) e de Ambiente, Atenção e Promoção da Saúde (VPAAPS/Fiocruz), do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), da Universidade do Estado do Amazonas (UEA), da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam) e da Secretaria de Saúde Indígena do Ministério da Saúde (Sesai/MS). O PPGVIDA é coordenado pela pesquisadora Ani Matsuura, e a turma especial estendida está sob a responsabilidade de Luiza Garnelo.   

A vice-presidente adjunta de Educação, Informação e Comunicação da Fiocruz, Eduarda Cesse, destacou o processo de negociação e adaptação junto à Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) para a realização desta turma, afirmando que a instituição tem expertise em políticas inclusivas e está em constante aprendizado neste sentido. "A realização da turma especial elevou o PPGVIDA a uma categoria diferenciada, saindo dos padrões, o que tornou possível fortalecer práticas primordiais à Fundação. Isso é política inclusiva e isso a Fiocruz sabe fazer!", apontou ela, orgulhosa da turma especial.

Permanência, apoio e transformação social

Os resultados já começaram a aparecer. Com defesas previstas até junho de 2026, a maioria dos estudantes já concluiu ou está finalizando seus trabalhos. Paralelamente a isso, observa-se um aumento da empregabilidade dos egressos, muitos dos quais passaram a atuar em suas áreas de formação ou como sanitaristas, ampliando a capacidade técnica nos próprios territórios.

Temas como logística em distritos sanitários indígenas, alimentação tradicional em escolas e itinerários terapêuticos no Vale do Javari evidenciam uma produção científica diretamente conectada às vivências dos próprios territórios. “Os projetos foram construídos de forma negociada, buscando responder a problemas concretos das comunidades de origem dos estudantes, refletindo o compromisso dessa iniciativa”, destacou Luiza, afirmando que tal abordagem dialoga ainda com outras frentes da Fiocruz voltadas à saúde indígena, que articulam pesquisa, formação e políticas públicas. 

"Ao não ocuparem uma posição de minoria étnica, os estudantes relataram maior conforto emocional, potencializando as relações de solidariedade e aprendizado interpares, o que amenizou o estresse que habitualmente incide sobre os estudantes de pós-graduação", contou Luiza, destacando ainda que a infraestrutura também foi decisiva: bolsas de estudo, equipamentos e acesso à internet, além de suporte institucional contínuo.

Vivências e aprendizados para o futuro das ações afirmativas

A realização desta turma estendida de mestrado trouxe importantes aprendizados, experiências e evidenciou desafios estruturais, entre eles, a necessidade de financiamento adicional, maior tempo para maturação das pesquisas — especialmente aquelas realizadas em áreas remotas — e estratégias de devolutiva dos resultados às comunidades. “Formar mestres indígenas implica reconhecer tempos, modos de produzir conhecimento e compromissos que vão além da academia”, afirmou a coordenadora do curso. 

Mais do que uma experiência localizada, a turma de Tabatinga fomenta o debate institucional sobre ações afirmativas. Ao articular acesso, permanência e pertinência social da formação, a iniciativa aponta caminhos para uma política mais robusta e efetiva, que esteja alinhada às demandas dos povos indígenas e aos desafios do Sistema Único de Saúde (SUS) em territórios historicamente invisibilizados.

Cabe destacar que essa experiência caminha em articulação com pesquisas sobre a política de ações afirmativas no ensino superior (graduação e pós-graduação), cujos resultados estão sendo analisados e serão, em breve, objeto de publicação de artigos e livros. 

*Com informações de ILMD/Fiocruz Amazônia

Publicado em 19/04/2026

Dia dos Povos Indígenas: Conheça os cursos voltados aos povos indígenas

Autor(a): 
Fabiano Gama

De acordo com os resultados do Censo Demográfico 2022, a população indígena residente no Brasil é de 1.694.836 pessoas. Garantido na Constituição, essa parte importante da população ainda sofre com percalços para o acesso à informação, à educação e à saúde de qualidades, reafirmando a necessidade de políticas públicas que respeitem suas singularidades e democratizem os direitos básicos para que seja possível, cada vez mais, a redução da inequidade. Ao longo dos últimos anos, o Campus Virtual Fiocruz desenvolveu cursos especificamente voltados à temática dos povos que vivem em territórios indígenas e profissionais de saúde. Diante disso, neste 19 de abril, data em que é celebrado o Dia dos Povos Indígenas no Brasil, reforçamos as ofertas dos cursos Promoção da saúde mental de jovens indígenas e Participação e controle social em saúde indígena, ambos online, gratuitos e autoinstrucionais, seguem com inscrições abertas.

Promoção da saúde mental de jovens indígenas

A proposta da formação parte de uma abordagem interseccional, fundamentada em evidências produzidas por pesquisas realizadas junto a jovens indígenas em comunidades tradicionais. Com o curso, a ideia é que profissionais estejam aptos a reconhecerem os principais agravos em saúde mental e possam propor ações educativas que valorizem os saberes populares e refletir sobre os impactos da violência estrutural na saúde desses jovens. Dividida em três módulos, a formação aborda desde conceitos como saúde mental, bem-viver e interseccionalidade até o funcionamento da Rede de Atenção Psicossocial (Raps) e da saúde indígena no SUS. Um dos diferenciais da formação está no terceiro módulo, que trata diretamente dos saberes tradicionais dos povos indígenas como ferramentas de prevenção e cuidado em saúde mental. 

O curso não é apenas uma forma de oferecer ferramentas de cuidado, mas, sim, de reconhecer os modos próprios de cuidado, fortalecer os laços comunitários e garantir políticas públicas culturalmente adequadas, apresentando estratégias concretas de transformação, com respeito às vozes e os saberes dos próprios jovens indígenas.

Conheça o curso e inscreva-se!

Participação e controle social em saúde indígena

O curso Participação e controle social em saúde indígena tem o objetivo de fortalecer a participação social das lideranças e dos conselheiros indígenas nas instâncias formais do controle social do Subsistema de Saúde Indígena (SasiSUS) e do Sistema Único de Saúde (SUS). A formação é aberta a todos, mas foi elaborada especialmente para apoiar os Povos Indígenas em sua atuação no controle social e no movimento indígena em defesa ao direito à saúde, ou seja, é voltado a indígenas interessados na temática da participação social em saúde, lideranças comunitárias, professores e outros profissionais que trabalham com a temática. 

O curso foi organizado em quatro módulos que apresentam conceitos, marcos legais e experiências que contribuíram para formar o campo das políticas públicas de saúde e da saúde indígena no Brasil, bem como conteúdos fundamentais para fortalecer a participação social dos povos indígenas nas estratégias de controle social e na definição de ações e de políticas de saúde voltadas à melhoria das condições de vida e de saúde dos Povos Indígenas no Brasil. Ele também conta com diversos textos de apoio, links de vídeos, podcasts e cards que poderão ser compartilhados nas redes sociais para fácil e rápida difusão de informações e conhecimento. 

A formação é resultado de um trabalho coletivo, e foi construído em parceria com a Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (Apib) a partir do diálogo constante entre pesquisadores, professores indígenas e não indígenas de diferentes instituições de pesquisa e de ensino das cinco macrorregiões do país que defendem os direitos à saúde e ao aprimoramento da atenção à saúde, oferecida em seus respectivos territórios, como integrantes do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia Brasil Plural (INCT Brasil Plural), da Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca (Ensp/Fiocruz), da Escola Politécnica em Saúde Joaquim Venâncio (EPSJV/Fiocruz), do Campus Virtual Fiocruz (VPEIC/Fiocruz), da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), da Universidade Federal da Grande Dourados (UFGD) e do Conselho Indigenista Missionário (Cimi).

Conheça o curso e inscreva-se!

Publicado em 16/04/2026

Vacinar é um ato individual e um compromisso coletivo! Fiocruz lança curso para enfrentar a hesitação vacinal no SUS

Autor(a): 
Isabela Schincariol

Em um cenário em que a desinformação e a desconfiança colocam em risco conquistas históricas da saúde pública, a vacinação volta ao centro do debate. Para fortalecer a atuação dos profissionais diante desse desafio crescente, a Fiocruz lança o curso “Hesitação vacinal: uma ferramenta para auxiliar os profissionais de saúde”, uma formação estratégica que busca preparar trabalhadores para lidar com recusas, dúvidas e inseguranças da população. Mais do que um tema técnico, este curso trata de uma questão urgente de saúde pública! O curso é uma promoção do Núcleo Interdisciplinar sobre Emergências em Saúde Pública (Niesp), ligado à Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca (Ensp) e ao Centro de Estudos Estratégicos Antônio Ivo de Carvalho (CEE), em parceria com o Campus Virtual Fiocruz. As inscrições já estão abertas!

Inscreva-se já!

Dados recentes do Ministério da Saúde indicam esforços para recuperar essas coberturas, mas o desafio permanece. A hesitação vacinal — fenômeno complexo que envolve fatores culturais, sociais, políticos e informacionais — é hoje reconhecida como uma das principais ameaças à saúde pública global. Nesse contexto, o preparo dos profissionais de saúde, especialmente na Atenção Primária, torna-se decisivo para reverter esse quadro. O curso foi estruturado para oferecer uma abordagem crítica e contextualizada sobre a hesitação vacinal, articulando conhecimento técnico-científico com a experiência cotidiana dos profissionais. Com carga horária de 30h e autoinstrucional, a formação é voltada a trabalhadores da saúde e demais interessados no tema. 

Reconhecido internacionalmente por seu robusto Programa Nacional de Imunizações (PNI), o país construiu, ao longo de décadas, uma trajetória exemplar no controle de doenças imunopreveníveis. Até 2016, o Brasil alcançava altas coberturas vacinais de forma consistente, sendo referência global. No entanto, nos anos seguintes, esse cenário sofreu uma brusca mudança de rota: queda generalizada nas taxas de vacinação e aumento da desconfiança em relação à segurança e à eficácia das vacinas.

Com o curso, os participantes terão contato com conteúdos que abordam desde a história das vacinas e seu funcionamento até aspectos éticos, estratégias de comunicação e políticas públicas relacionadas à imunização. A proposta é ir além da informação. Busca-se desenvolver habilidades práticas para o manejo da hesitação no cotidiano dos serviços. Entre os principais aprendizados, destacam-se a compreensão do papel das vacinas na saúde global, o reconhecimento das características do PNI, a análise dos diferentes tipos de imunizantes e suas fases de desenvolvimento, além da construção de estratégias de diálogo que fortaleçam a confiança da população. Em um contexto em que a circulação de informações falsas impacta diretamente as decisões em saúde, saber alcançar o outro e se comunicar é tão importante quanto dominar o conteúdo técnico, estabelecendo diálogo e vínculo com a população. A vacinação, nesse sentido, não é apenas uma medida de proteção individual, mas um pacto coletivo que sustenta a proteção de comunidades inteiras.

A vacinação sempre foi o coração do SUS, mas, nos últimos anos, temos observado um fenômeno novo nas salas de vacina: a hesitação vacinal. Segundo o coordenador da formação e pesquisador da Ensp, Sergio Rego, o que antes era uma decisão quase automática para muitas pessoas, passou a ser atravessado por dúvidas, medos e, em alguns casos, recusa. Esse cenário é complexo e está diretamente relacionado a sentimentos de insegurança, receio de reações adversas e, sobretudo, à circulação intensa de desinformação e notícias falsas nas redes sociais”, afirmou ele. 

Sergio, que divide a coordenação do curso com a pesquisadora Ester Paiva Souto e com a docente Lenir Nascimento da Silva, ambas da Ensp, apontou que enfrentar esse desafio passa, necessariamente, pelo fortalecimento do vínculo entre profissionais de saúde e a população em geral. “O trabalhador da saúde, especialmente aquele que atua na ponta, tem um papel central nesse processo, uma figura de confiança para as famílias e comunidades. Assim, sua fala e posicionamento podem transformar dúvidas em segurança. Por isso, iniciativas de formação como esta são tão estratégicas. Não se trata apenas de transmitir conteúdo teórico, mas de promover reflexão a partir da prática e integrar esse saber com o que há de mais atualizado na ciência”, defendeu.

O lançamento do curso representa, portanto, uma resposta concreta a um dos desafios mais urgentes da atualidade. Em tempos de incertezas e disputas informacionais, fortalecer a confiança nas vacinas é fortalecer a vida. Assim, preparar os profissionais de saúde é o primeiro passo para garantir que essa confiança seja reconstruída.

Publicado em 15/04/2026

Internacionalização: Encontro dá início aos trabalhos da Rede Capes-Global de desenvolvimento sustentável, ciência e saúde

Autor(a): 
Isabela Schincariol

A Fiocruz, a Universidade Federal da Integração Latino-Americana (Unila), a Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS), a Universidade Federal do Oeste do Pará (Ufopa), a Universidade Federal do Piauí (UFPI) e a Universidade Federal de Rondônia (Unir), instituições que integram a Rede Capes Global para o desenvolvimento sustentável, ciência e saúde, estiveram na sede da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), em Brasília, nos dias 8 e 9 de abril para o seminário Marco Zero. O encontro deu início às atividades dos projetos aprovados no âmbito do Programa Redes para Internacionalização Institucional (Capes-Global.edu) e reuniu representantes de instituições de ensino em torno da ampliação da cooperação acadêmica internacional e do fortalecimento da internacionalização da educação superior no país.

A vice-presidente de Educação, Informação e Comunicação, Marly Cruz, e a coordenadora-geral de Educação, Isabella Delgado, estiveram presentes no evento, estreitaram laços com os representantes da Capes e das outras iniciativas que compõe o Programa, receberam orientações técnicas e operacionais voltadas à execução, monitoramento e concessão dos benefícios previstos na iniciativa e apresentaram a Rede Capes Global para o desenvolvimento sustentável, ciência e saúde, e está sob a coordenação da Fundação.

"Esse foi um dia muito importante para o Sistema Nacional de Pós-Graduação brasileiro", disse a coordenadora-geral de Educação da Fiocruz, ratificando que a participação da Fiocruz nesta iniciativa reforça seu compromisso com a cooperação internacional e com o fortalecimento da formação e da produção científica em saúde, contribuindo para o desenvolvimento de redes colaborativas e para a qualificação da pós-graduação brasileira em diálogo com o cenário global.

A vice-presidente comentou que foi fundamental para a educação da Fiocruz estar nesse seminário como líder de uma das redes de internacionalização. Segundo ela, participar desse processo foi compreender que muito se progrediu até aqui com a internacionalização nos programas de pós graduação de excelência e com o PrInt Fiocruz-Capes. No entanto, apontou que "ainda temos muito mais a avançar com o Capes Global no sentido do protagonismo na cooperação Sul-Sul, de redução das assimetrias regionais e do compartilhamento de conhecimentos e práticas para o fortalecimento dos sistemas de saúde. Importante destacar ainda que a construção desta Rede, sob a liderança da VPEIC, foi coletiva e muito colaborativa, e que teremos muito a realizar nos próximos cinco anos", disse Marly Cruz.

Capes-Global.edu: Fiocruz aprovada em 1° lugar 

Número 1 entre 33 aprovadas e com mais de 50 submissões concorrentes de todo o país, a proposta da Fiocruz, segundo a Capes, não apenas cumpre os requisitos do edital, mas "estabelece um modelo inovador de internacionalização solidária no Brasil. A rede estabelecida demonstra que é possível aliar alta produtividade científica com justiça social" e aponta que a "aprovação é estratégica para a soberania científica brasileira e para a construção de uma pós-graduação mais equilibrada e inclusiva". Entre os critérios avaliados pela Capes no edital de chamamento ao Programa estavam: Excelência científica como âncora de desenvolvimento, alinhamento estratégico com políticas de Estado, redução real e prática de assimetrias, compromisso estrutural com a diversidade, e governança robusta e gestão de riscos.

Estrutura da Rede Capes Global para o desenvolvimento sustentável, ciência e saúde

Os temas centrais da rede são: Sistemas de saúde, doenças socialmente determinadas e desigualdades (1); Saúde global e emergências em saúde (2); Biodiversidade, ambiente e mudanças climáticas (3); Ciclo de vida, transformações demográficas e envelhecimento saudável (4); e Inovação em ciência e tecnologia para a saúde (5). Vale destacar que os cinco eixos temáticos estabelecidos estão rigorosamente alinhados às prioridades nacionais e aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU, sendo a Rede uma matriz de intervenção pública, conectando a ciência e tecnologia de ponta às necessidades do Sistema Único de Saúde (SUS). 

Cada um dos eixos busca um objetivo específico: 

  • Tema 1 - Sistemas de saúde, doenças socialmente determinadas e desigualdades: visa desenvolver atividades de educação e pesquisa voltadas para o fortalecimento dos sistemas públicos e universais de saúde, a redução das desigualdades e a valorização dos saberes produzidos nos territórios.
  • Tema 2 - Saúde global e emergências em saúde: busca desenvolver atividades de educação e pesquisa a partir de uma abordagem que articula saberes das ciências biológicas, humanas e sociais, objetivando respostas mais integradas e sensíveis às realidades locais e global.
  • Tema 3 - Biodiversidade, ambiente e mudanças climáticas: pretende fomentar atividades de educação e pesquisa para o desenvolvimento de competências técnicas e analíticas necessárias para investigar padrões e processos ecológicos, compreender interações entre natureza e sociedade e avaliar riscos e impactos ambientais, em sintonia com os preceitos da Saúde Única e Saúde Planetária. 
  • Tema 4 - Ciclo de vida, transformações demográficas e envelhecimento saudável: tem como objetivo desenvolver atividades de educação e pesquisa que busquem compreender a relação entre desenvolvimento humano e envelhecimento, sob um olhar biológico e social, visto como essencial para promover a saúde plena e a equidade.
  • Tema 5 - Inovação em ciência e tecnologia para a saúde: visa desenvolver atividades de educação e pesquisa para a construção de um ecossistema de ciência e inovação, buscando fortalecer o Complexo Econômico-Industrial da Saúde (Ceis) como força motriz para a autonomia e soberania nacional. 

Os planos de ação da Rede envolvem dois tópicos centrais: formação discente, docente e técnica, e pesquisa e produção. No âmbito da formação discente, docente e técnica estão previstos: mobilidade internacional e nacional entre as associadas, cursos de curta duração e disciplinas em parceria com as instituição de ensino superior (IES) associadas e com a participação de professores estrangeiros, realização de missões, aprimoramento do processo de formalização e o desenvolvimento de cotutelas, e a realização de cursos de idiomas. Já no que se refere ao tópico pesquisa e a produção, estão desenhadas ações para estímulo à formação de redes de pesquisa, à publicação científica conjunta e ao desenvolvimento de produtos técnicos e tecnológicos, a realização de seminários conjuntos e a indução de atividades de comunicação e divulgação científica.

Para o desenho, elaboração e alinhamento de todas as etapas que constroem a rede, foi realizada uma oficina de trabalho na Fiocruz, no Rio de Janeiro, com a participação de representantes das cinco instituições de ensino que integram a iniciativa Fiocruz no Programa Capes-Global.edu.

Publicado em 13/04/2026

Mestrado e Doutorado em Biodiversidade e Saúde: inscrições prorrogadas até 16/4

Estão prorrogadas as inscrições para mestrado e doutorado do Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu em Biodiversidade e Saúde 2026, do Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz). São oferecidas até dez vagas para mestrado e dez vaga para doutorado. Com a prorrogação, candidatos podem se inscrever até 16 de abril pelo Campus Virtual Fiocruz.

Confira os editais e link de inscrição:

Mestrado

Doutorado

+Acesse aqui mais informações e a chamada de seleção

O Programa de Pós-graduação em Biodiversidade e Saúde (PPG-BS) tem por objetivo a formação de mestres e doutores qualificados atuar em pesquisa, docência e atividades técnicas sobre a parcela da biodiversidade relacionada à saúde. Esses profissionais poderão atuar no desenvolvimento de projetos de pesquisa que envolvam: a) taxonomia, sistemática e biogeografia; b) caracterização morfológica, bioquímica e molecular; c) relações ecológicas e etológicas dos organismos e suas relações com os seres humanos, animais e ambiente, no contexto da saúde global; d) pesquisa e curadoria em coleções biológicas.

A chamada visa selecionar e classificar candidatos(as) para ingresso nos cursos de mestrado e doutorado nas áreas de concentração abaixo:

  • Saúde Ambiental;
  • Taxonomia e Sistemática.

O Curso de Doutorado do PPGBS é destinado a portadores de Diploma de Graduação e Diploma de Mestrado emitidos por instituições reconhecidas por órgãos responsáveis pelo credenciamento e regulação das instituições de educação. Alternativamente ao Diploma de Mestrado, será aceita Ata de Defesa de Dissertação de Mestrado.

A carga horária total mínima de dedicação ao curso de doutorado é de 2.880 horas, distribuída da seguinte forma: Disciplinas - 36 créditos (equivalente a 480 horas) e trabalho de tese - 160 créditos (equivalente a 2.400 horas) para o trabalho de tese. O curso é ministrado em tempo integral, em regime de 40 horas semanais para alunos contemplados com bolsa. Para alunos com atividade remunerada, a dedicação mínima é de 20 horas semanais, desde que apresentem documento comprovando autorização por sua chefia imediata para realização do curso.

O Curso de Mestrado do PPGBS é destinado a portadores de diploma de graduação (ou ata de colação de grau emitida há, no máximo, 12 meses) de instituições reconhecidas por órgãos de credenciamento e regulação educacional.

A carga horária total mínima do curso de mestrado é de 1.440 horas, distribuída da seguinte forma: Disciplinas - 20 créditos (equivalente a 240 horas) e trabalho de dissertação - 80 créditos (equivalente a 1.200 horas). O curso é ministrado em tempo integral, em regime de 40 horas semanais para alunos contemplados com bolsa. Para alunos com atividade remunerada, a dedicação mínima é de 20 horas semanais, desde que apresentem documento comprovando autorização por sua chefia imediata para realização do curso.

Confira os editais e link de inscrição:

Mestrado

Doutorado

+Acesse aqui mais informações e a chamada de seleção

Publicado em 10/04/2026

Inscrições abertas para o curso de atualização em Análise Espacial e Geoprocessamento em Saúde - Turma 2026

Autor(a): 
Icict/Fiocruz

Como o território influencia a saúde? Descubra no curso de Análise Espacial e Geoprocessamento em Saúde, do Instituto de Comunicação e Informação Científica e Tecnológica em Saúde (Icict/Fiocruz), que está com inscrições abertas até 8 de maio pelo Campus Virtual Fiocruz!

Inscreva-se já!

Com carga horária de 72 horas e formato presencial, a formação aborda desde conceitos de cartografia e geoprocessamento até o uso de Sistemas de Informações Geográficas (SIG) e técnicas de análise espacial aplicadas à saúde pública

Voltado para profissionais da área de Saúde Pública, o curso pretende qualificar alunas e alunos para o uso de dados espaciais na análise, planejamento e tomada de decisão em saúde.

Inscrições pelo Campus Virtual Fiocruz.

Acesse o nosso site: icict.fiocruz.br

QUER MAIS INFORMAÇÕES?
Envie e-mail para: seca.icict@fiocruz.br

Publicado em 14/04/2026

Inscrições abertas para curso de capacitação em ensaio de migração de plastificantes em embalagens plásticas para alimentos

Autor(a): 
Maria Fernanda Romero (INCQS/Fiocruz)

O Programa de Pós-Graduação em Vigilância Sanitária (PPGVS) do Instituto Nacional de Controle de Qualidade em Saúde (INCQS/Fiocruz) está com inscrições abertas para o curso de capacitação 'Ensaio de Migração de Plastificantes de Embalagens Plásticas para Alimentos'. Com carga horária de 24 horas, o curso será realizado de 1º a 3 de junho de 2026, das 8h às 17h, na modalidade presencial, no INCQS, em Manguinhos, no Rio de Janeiro. As inscrições estão abertas até o dia 27 de abril e devem ser realizadas por meio do Campus Virtual Fiocruz.

Inscreva-se já!

A iniciativa tem como objetivo qualificar profissionais que atuam na área de controle de qualidade, com foco na avaliação da segurança de materiais em contato com alimentos.

O curso abordará aspectos teóricos das legislações nacionais vigentes, além de especificações técnicas de equipamentos, padrões e reagentes utilizados nos ensaios. Também serão desenvolvidas atividades práticas relacionadas aos ensaios de migração específica e total, incluindo preparo de amostras, construção de curvas analíticas, análise de produtos, cálculos e avaliação de resultados.

A capacitação é voltada a profissionais de instituições públicas, preferencialmente dos Laboratórios Centrais de Saúde Pública (Lacen), que atuam no controle de qualidade de embalagens plásticas.

+Acesse o Campus Virtual Fiocruz para inscrição.

Dúvidas e informações: incqs.cursos@fiocruz.br

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