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Publicado em 22/05/2017

Seminário discute o futuro das meninas brasileiras

A importância do investimento e da proteção das meninas brasileiras será tema do seminário “10 meninas na construção dos amanhãs”, realizado pelo Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) – com o qual a Fiocruz coopera – e pelo Museu do Amanhã. O evento acontecerá no dia 26/5 (sexta-feira), das 9h às 18h, no auditório do museu, no Rio de Janeiro.

Inspirado no relatório do Fundo (“10 – Como nosso futuro depende de meninas nessa idade decisiva”), que mostra como a vida das meninas é radicalmente transformada a partir dos 10 anos de idade, o seminário reunirá especialistas da agência da ONU, de organizações e universidades brasileiras. Eles vão debater a situação das meninas hoje, o lugar ocupado por elas nas políticas públicas e seu papel fundamental para que o Brasil possa alcançar os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, a chamada Agenda 2030.

Além disso, professoras e líderes comunitárias compartilharão suas experiências nas áreas de educação e saúde envolvendo meninas em diferentes situações econômicas, sociais e familiares.

O seminário também será uma oportunidade de diálogo entre diferentes gerações de mulheres brasileiras. Dez meninas de realidades distintas, de favelas a bairros nobres do Rio, convidadas pela equipe de Educação do Museu do Amanhã, contarão suas expectativas para o futuro e falarão sobre os obstáculos à sua plena realização — que depende das decisões tomadas pela sociedade no presente.

Ao mesmo tempo, um grupo de jovens compartilhará os problemas enfrentados cotidianamente, que poderão continuar afetando as jovens brasileiras se nada mudar.

A astrônoma Duília de Mello também participará do seminário para abordar sua trajetória desde menina, passando pela decisão de ser cientista, e os desafios que enfrentou até se tornar uma pesquisadora da Nasa.

O evento é aberto ao público e as inscrições podem ser feitas gratuitamente pelo site do Museu do Amanhã. Jornalistas interessados podem se credenciar pelo e-mail imprensa@museudoamanha.org.br.

Seminário “10 Meninas na Construção dos Amanhãs”, uma parceria do Fundo de População da ONU (UNFPA) e do Museu do Amanhã
Dia 26/5 (sexta-feira), das 9h às 18h, no Auditório do Museu do Amanhã (Praça Mauá, nº 1, Centro – Rio de Janeiro)

Mais informações
Ulisses Bigaton (UNFPA)
Tel.: (61) 3038-9259 / (61) 99181-1000
E-mail: bigaton@unfpa.org

Publicado em 11/05/2017

Programa de Pós-Graduação em Informação e Comunicação em Saúde oferece disciplinas eletivas para alunos externos

De 15/5 a 19/5, o Instituto de Comunicação e Informação Científica e Tecnológica em Saúde (Icict/Fiocruz) abre inscrições para as disciplinas eletivas do seu Programa de Pós-Graduação em Informação e Comunicação em Saúde. Por serem oferecidas de forma compacta, com 60h de carga horária e no período de férias (entre julho e agosto), estas disciplinas também são chamadas de "Cursos de inverno".

Disciplinas

Serão oferecidas as disciplinas Internet, saúde e sociedade e Experiência e narrativa de adoecimento. Podem se candidatar alunos de fora da Fiocruz, tanto de outros cursos de pós-graduação stricto sensu quanto da graduação.ou graduados.

Coordenada pelos pesquisadores Wilson Borges e André Pereira Neto, a disciplina Internet, saúde e sociedade terá como convidados: Cristianne Famer Rocha, da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS); Dilton Maynard, da Universidade Federal de Sergipe (UFS); e Julyane Felipette Lima, da Universidade Federal da Fronteira do Sul (UFFS). As aulas vão de 24/7 a 28/7, das 9h às 16h.

Experiência e narrativa de adoecimento – Introdução ao campo é coordenada pelo pesquisador Carlos Estellita-Lins. As aulas deste curso acontecem às segundas, terças e quintas-feiras, das 9h às 16h, entre os dias 24/7 e 3/8.

Período de inscrições

Os candidatos interessados deverão observar a grade de Cursos de Inverno 2017, anexo 1, disponível no site do Programa de Pós-Graduação do Icict e na Plataforma Siga em Inscrição > Informação e Comunicação em Saúde – Icict  > Inscrição.

Informações gerais sobre as disciplinas podem ser obtidas na Plataforma Siga em: Mural de Notícias > Programa > Informação e Comunicação em Saúde - Icict Disciplinas > Cursos de Inverno.

As aulas acontecerão no Prédio da Expansão do Campus da Fiocruz (Av. Brasil, 4.036/Sala 210 - Manguinhos - Rio de Janeiro).

Mais informações podem ser obtidas pelo telefone (21) 3882-9033 ou pelo e-mail gestac.ppgics.icict.fiocruz.br


Fonte: Graça Portela (Icict/Fiocruz) | Foto: Freepik - Creativeart

Publicado em 03/01/2020

Revista Poli analisa a implantação da reforma do ensino médio

Autor(a): 
Maíra Mathias (EPSJV/Fiocruz)

Nesta primeira edição do ano, a revista Poli entrevistou gestores estaduais das cinco regiões, especialistas e representantes dos movimentos sindical e estudantil para saber como anda a implantação do Novo Ensino Médio brasileiro que, de acordo com a Lei 13.415/2017, deveria começar agora em 2020. Descrevendo experiências distintas, a reportagem mostra como a falta de regulação e a dificuldade orçamentária têm dificultado a implementação da reforma.

Presente no texto dessa mesma reforma e de vários outros programas e políticas públicas, a ideia de "Empreendedorismo", relacionado principalmente ao campo da educação, foi o verbete da seção Dicionário.

Este número da Poli inaugura ainda uma série sobre a história da Educação Profissional no Brasil. Além de explicar o que significa esse segmento que forma auxiliares, agentes e técnicos, esta primeira reportagem conta como nasceu a primeira política nacional nessa área, com a criação das Escolas de Aprendizes e Artífices, que começaram a funcionar em 1910 e são consideradas a origem da atual Rede de Educação Profissional e Tecnológica, composta principalmente pelos Institutos Federais.

Para ajudar a compreender as manifestações que tomaram conta das ruas do Chile nos últimos meses, esta edição traz uma reportagem que explica como funcionam os sistemas de saúde, educação e previdência no país que foi o laboratório das políticas neoliberais na América Latina. A matéria mostra, com dados e relatos, o endividamento dos estudantes de ensino superior, o empobrecimento dos aposentados e a seletividade e o custo da assistência para quem precisa de serviço de saúde num país em que as políticas sociais foram fortemente privatizadas.

A lógica não só privada como lucrativa da política de medicamentos no Brasil e no mundo é tema de outra reportagem, que fala sobre uma ação inédita em que várias entidades, entre elas a Defensoria Pública da União, o Idec e a Médicos Sem Fronteiras, pedem a quebra de patente de um medicamento junto ao Conselho Administrativo de Defesa Econômica, o Cade. Trata-se do sofosbuvir, fundamental para o tratamento da hepatite C. O Ministério da Saúde calcula que existam cerca de 700 mil pessoas infectadas sem tratamento hoje, em grande medida por causa dos altos preços praticados pela indústria farmacêutica.

Por fim, o entrevistado desta edição é o pesquisador do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) Carlos Ocké, que faz um balanço sobre as muitas mudanças que ocorreram na saúde pública brasileira ao longo de 2019 e começam a ser implementadas em 2020, com destaque para a controversa criação da Agência para o Desenvolvimento da Atenção Primária à Saúde (Adaps). Ele fala também de novos riscos ao financiamento do SUS, com a PEC do Pacto Federativo.

A Poli é uma publicação impressa editada pela Escola Politécnica de Saúde Joaquim Venâncio (EPSJV/Fiocruz). A versão on line pode ser acessada no site da Escola Politécnica Joaquim Venâncio.

Publicado em 14/06/2019

Tese sobre ciganos e políticas de saúde defendida na Fiocruz é premiada

Autor(a): 
Icict/Fiocruz

Os primeiros ciganos chegaram ao Brasil ainda no século 16. Apesar de os dados oficiais sobre eles serem muito escassos, estima-se que haja, hoje, entre 500 mil e um milhão de ciganos no país, de diferentes comunidades e etnias. Como se dão os processos de comunicação entre as políticas públicas de saúde e esses povos? O jornalista e antropólogo Aluízio de Azevedo Silva Júnior, ele mesmo um cigano da etnia kalon, elencou essa e outras perguntas como ponto de partida para sua pesquisa de doutorado, defendida em 2018. Pois o trabalho A Produção Social dos Sentidos nos Processos Interculturais de Comunicação e Saúde: a apropriação das Políticas Públicas de Saúde para ciganos no Brasil e em Portugal acaba de conquistar a edição 2019 do Prêmio Compós de Teses e Dissertações Eduardo Peñuela, um dos reconhecimentos mais importantes na área da Comunicação.

Aluízio cursou seu doutorado no Programa de Pós-Graduação em Informação e Comunicação em Saúde, do Instituto de Comunicação e Informação Científica e Tecnológica em Saúde (PPGICS/Icict/Fiocruz). Foi orientado por Inesita Soares de Araújo, do PPGICS, e coorientado por Maria Natália Pereira Ramos, da Universidade Aberta (Uab – Lisboa), de Portugal. Para sustentar sua tese, entrevistou 20 ciganos do Brasil e 20 de Portugal. Ouviu inúmeros relatos de racismo institucional na saúde, como casos de esterilizações forçadas de mulheres ciganas e também maus tratos por parte de alguns profissionais, em Portugal. No Brasil, identificou conflitos entre as equipes de saúde e os povos ciganos, que enxergam a saúde de forma diferente dos profissionais da área. Situações que revelam o racismo e os estereótipos que ainda afetam o cotidiano dos povos ciganos, reforçando situações de exclusão e de desigualdade social. 

“Minha pesquisa se insere em campos e temas bastante sensíveis para a saúde: o da comunicação e o das políticas de equidade do Sistema Único de Saúde (SUS). Sobretudo aquelas voltadas para populações em situação de exclusão ou desigualdade social, incluindo aí as minorias étnicas e, dentro delas, as comunidades ciganas”, explica Aluízio. “Esse público é definido no Plano Nacional de Saúde como prioritário no atendimento do SUS, mas as políticas afirmativas em saúde não têm conseguido sair do papel. E as comunidades nessa situação sofrem com racismo institucional ou cuidados inadequados em saúde nos serviços públicos ou privados, por desconhecerem e não respeitarem as suas especificidades e contextos culturais, sociais, políticos e econômicos. Denunciamos situações de negligenciamento e invisibilidade dessas populações na saúde”.

Inovações metodológicas

Em sua pesquisa, o jornalista encontrou inúmeros desafios. Um deles foi conseguir descortinar o universo cigano de forma inovadora e sem preconceitos. “Esse tema ainda é pouco estudado. Ou, quando ganha foco em estudos, em geral acaba enquadrado no molde científico hegemônico, alimentando estereótipos e reforçando o racismo em todas as suas faces, inclusive o epistêmico”, esclarece. 

Para vencer esse desafio, aplicou à pesquisa de campo o que chama de “metodologia fílmica semiológica, intercultural e decolonial”, que incluiu, entre outras ações, um registro fílmico de várias comunidades ciganas brasileiras e portuguesas. Esses registros deram origem a um vasto material, que Aluízio pretende editar, para compor um longa-metragem sobre as comunidades ciganas da etnia kalon. Para isso, porém, precisa conquistar financiamento.

Inesita, orientadora do pesquisador durante o doutorado, identifica muitos méritos no trabalho. “Um deles é como evidencia a possibilidade de fazer uma pesquisa com rigor teórico e metodológico, contribuindo para o avanço da ciência no campo da ‘comunicação e saúde’, ao mesmo tempo em que é uma pesquisa comprometida com setores da população que sempre estiveram à margem da sociedade. Não por quererem, mas porque foram marginalizados, porque foram considerados desnecessários, supérfluos e mesmo indesejáveis”.

A pesquisadora também destaca o fato de Aluízio trazer a Filosofia Kalon como um dos quatro eixos de sustentação teórica da tese, ao lado dos Estudos Culturais, das Epistemologias do Sul e da Semiologia Social dos Discursos. “Por fim, realçaria que o pesquisador, um cigano kalon, que por méritos próprios tornou-se jornalista, depois antropólogo e finalmente conquistou seu título de doutor entre nós, no PPGICS, fez dos participantes de sua pesquisa coautores desse processo de produção de conhecimento sobre uma realidade tão negligenciada quanto negligenciado é o povo cigano. E isso é muito precioso”.

Assista ao vídeo Ciganos no Brasil: Saúde e Preconceitos - Matéria.

Exclusão social

Para Aluízio, outro desafio marcante teve a ver com a barreira de um estereótipo: a ideia, equivocada, de que pessoas ciganas não gostam de estudar. “É muito raro um cigano chegar ao nível superior, o que dirá concluir uma tese de doutorado”, lamenta. “Também nos deparamos com uma realidade dura e cruel de políticas anticiganas que foram desenvolvidas pelas nações ocidentais ao longo dos séculos, inclusive no Brasil e em Portugal. Coisas como degredo, expulsão, a proibição de falar a língua cigana e de praticar os costumes, prisões, sequestros de bens e até assassinatos. Ações que deixaram um rastro de exclusão social, onde hoje se encontra uma imensa parcela das pessoas ciganas. E a nossa proposta foi justamente romper com esses paradigmas excludentes para mostrar que as comunidades ciganas também têm saberes e modos de vida que podem contribuir, de alguma forma, para o diálogo acadêmico e político sobre as políticas de saúde”.

Além de atuar como jornalista no núcleo de Mato Grosso do Ministério da Saúde, o autor tem se dedicado a atividades acadêmicas para divulgar a tese. “Também tenho buscado modos para fazer com que o conhecimento coletivo produzido na pesquisa chegue como devolutiva às comunidades ciganas, para que ampliem os seus argumentos e fortaleçam seus discursos. Bem como aos gestores em políticas públicas de saúde e de outras áreas de direitos humanos, para que possam subsidiar suas tomadas de decisões em prol da saúde cigana, da justiça social e da igualdade racial, que são questões garantidas constitucionalmente e em diversas leis”.

Dez anos do PPGICS

A forma como encara a ideia de “equidade”, afinal, é o grande trunfo da tese de Aluízio, destaca Inesita: “A equidade é um desafio ao mesmo tempo simples e gigantesco. O desafio do reconhecimento de que os grupos sociais têm suas especificidades culturais e que elas merecem respeito. O desafio da decisão (e coragem) política de conferir mais atenção aos setores da população historicamente negligenciados, entendendo que o negligenciamento na saúde é parte inseparável da situação em que esses grupos se encontram. O desafio de perceber que a comunicação é parte inseparável desse negligenciamento, e que nenhuma política para minorias poderá ser implantada plenamente se a comunicação que a constitui e que a viabiliza não respeitar também o princípio da equidade”.

O reconhecimento do Prêmio Compós à tese de Aluízio acabou coincidindo com uma data importante para o PPGICS: seu aniversário de 10 anos. O programa de pós-graduação, que oferece mestrado acadêmico e doutorado em Informação e Comunicação em Saúde, está avaliado com nota 5 pela Capes, e já formou cerca de 40 doutores e 90 mestres.  

Sobre a Compós

A Compós - Associação Nacional dos Programas de Pós-Graduação em Comunicação - foi fundada em 16 junho de 1991, em Belo Horizonte, com o apoio da Capes e do CNPq, a partir da iniciativa de alguns pesquisadores e representantes dos seguintes cursos de Pós-Graduação: PUC-SP, UFBA, UFRJ, UnB, Unicamp, Umesp.

É uma sociedade civil, sem fins lucrativos, congregando como associados os Programas de Pós-Graduação em Comunicação em nível de mestrado e/ou doutorado de instituições de ensino superior públicas e privadas no Brasil.

A Compós tem como objetivos principais o fortalecimento e qualificação crescentes da Pós-Graduação em Comunicação no país; a integração e intercâmbio entre os Programas existentes, bem como o apoio à implantação de novos Programas; o diálogo com instituições afins nacionais e internacionais; o estímulo à participação da comunidade acadêmica em Comunicação nas políticas do país para a área, defendendo o aperfeiçoamento profissional e o desenvolvimento teórico, cultural, científico e tecnológico no campo da comunicação.

Publicado em 21/03/2019

Não esqueça! Aula Inagural da Fiocruz acontece amanhã (22/3), a partir das 9h

Autor(a): 
Campus Virtual Fiocruz

No dia 22/3, às 9h, a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) inicia oficialmente o ano letivo com a sua grande Aula Inaugural. O tema do encontro será Desafios globais e oportunidades para o avanço das agendas CIPD e 2030: garantindo direitos e escolhas para mulheres e jovens e a convidada deste ano é Natalia Kanem, subsecretária geral da Organização das Nações Unidas (ONU).

Todos são bem-vindos! O local é o Auditório do Museu da Vida (Av. Brasil, 4365, Manguinhos, Rio de Janeiro), no campus da Fiocruz.

Início do ano letivo na Fiocruz

Além da grande Aula Inaugural, organizada pela Presidência da Fiocruz, há outras aulas inaugurais de unidades da Fundação. São diversos temas relevantes nos campos da ciência, saúde e educação, que fazem parte da agenda de abertura do ano.

A aula da Escola Politécnica de Saúde Joaquim Venâncio (EPSJV/Fiocruz) da Educação de Jovens e Adultos (EJA-Manguinhos) abordou o tema da cultura na favela e recebeu lideranças e referências culturais das comunidades da Maré e Manguinhos (saiba mais).

Já a Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca (ENSP/Fiocruz) falou sobre mineração extrativista e o bem-estar das populações, ao abordar o desastre de Brumadinho (saiba mais).


*Atualizado em 1/4/2019.

Publicação : 13/06/2018

Resultado - Edital projetos em divulgação científica

Lista de projetos aprovados no edital para projetos em divulgação científica, cuja finalidade é inspirar um número ainda maior de cientistas da instituição – de todas as idades, de níveis acadêmicos diferenciados (estudantes, jovens cientistas, pesquisadores sênior) e de distintas áreas do conhecimento - a serem protagonistas no processo de mediação entre ciência e sociedade, incrementando seu diálogo com os cidadãos.

Categoria do documento:

Publicado em 28/05/2018

Comissão de Assuntos Sociais do Senado aprova benefício para estudantes brasileiras que estejam amamentando

No mês de conscientização a doação de leite materno, a Comissão de Assuntos Sociais (CAS), aprovou um benefício a todas as estudantes lactantes do Brasil, dia 16 de maio, por meio do relatório de Eduardo Amorim (PSDB-SE) sobre o Projeto de Lei da Câmara 12 de 2018, do deputado Jean Wyllys (PSOL-RJ).

O texto, que segue para a Comissão de Direitos Humanos­ (CDH), permitirá o afastamento de estudantes que amamentam de suas atividades escolares por até seis meses após o parto, desde que o bebê esteja em aleitamento materno exclusivo.

O senador propôs vários ajustes ao projeto que foram acatados pela CAS. Ele rejeitou, por exemplo, alterar a lei em vigor no trecho que prevê a concessão do regime de exercícios domiciliares a estudantes grávidas, por três meses, a partir do oitavo mês de gravidez.

Amorim concordou, no entanto, em prorrogar esse prazo por até seis meses após o parto, mas apenas se a estudante estiver amamentando seu bebê. Se, por qualquer razão, ela não estiver na condição de lactante — vontade própria, feto natimorto, morte do recém-nascido ou qualquer condição que impeça a lactação —, os seis meses não serão necessários. O texto de Jean Wyllys não impõe essas condições.

Criado por decreto-lei (DL 1.044/1969) para os casos de pessoas doentes por períodos mais longos que as impossibilitassem de frequentar a escola, o regime de exercícios domiciliares foi estendido às estudantes grávidas em 1975.

O PLC 12/2018 relaciona direitos da estudante incluída no regime devido à gravidez. Caso do acompanhamento pedagógico próprio com cronograma e plano de trabalho e utilização de instrumentos como os da educação a distância para a realização de tarefas e esclarecimento de dúvidas.

A estudante também poderá realizar todos os testes, provas e exames preferencialmente dentro do calendário escolar, se compatível com seu estado de saúde e com as possibilidades do estabelecimento de ensino. Para as bolsistas, o texto garante o recebimento de bolsa de estudos durante o período.

Entendimento

Os senadores Paulo Paim (PT-RS) e Regina Sousa (PT-PI) disseram que vão buscar o entendimento para que o texto restabeleça o benefício a partir do oitavo mês de gravidez e por até seis meses após o parto, independentemente da condição de aleitamento materno exclusivo. "É um belíssimo projeto que garante à mãe estudante condições de tranquilidade para estar perto do recém-nascido nos primeiros meses de vida", disse Paim.

No relatório, Eduardo Amorim apontou outros ajustes a serem feitos no projeto. Para ele, não faz sentido, por exemplo, exigir que os sistemas de ensino promovam a adaptação de suas instalações físicas para atender gestantes em regime de exercícios domiciliares.

Ele também apontou que o ensino militar faz parte de um sistema autônomo, não se enquadra nas determinações da Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB) nem em normas conexas, razão por que excluiu do benefício as estudantes das Escolas Militares das Forças Armadas.

Doação e conscientização

Em comemoração ao dia mundial da doação do leite materno, o Instituto Nacional de Saúde da Mulher, da Criança e do Adolescente Fernandes Figueira (IFF/Fiocruz) irá promover, nos dias 28 e 29 de maio, uma série de atividades para as mamães e doadoras presentes, estabelecendo a interação entre ambas as partes. Para saber mais sobre as atividades do evento, acesse a nossa agenda

Fonte: Agência Senado

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