O curso de Formação de Educadores Populares para a Promoção da Economia Social e Solidária em Tempos Covid-19 recebe inscrições até 3 de março. Ele é oferecido pela Escola de Governo Fiocruz – Brasília, em parceria com o Movimento de Educação e Cultura da Estrutural (Mece). As inscrições devem ser feitas por meio do Campus Virtual Fiocruz. Voltado a todos os interessados em multiplicar conceitos e práticas da economia solidária nos territórios, em especial no Distrito Federal (DF), a formação é online e as atividades incluem orientações para que os alunos viabilizem ações locais em suas comunidades. A aula inaugural do curso será realizada nesta terça-feira, 23 de fevereiro, a partir das 16h, no canal da Fiocruz Brasília no Youtube. Na ocasião, haverá o lançamento do Fundo de Resiliência Solidária do DF e palestra do professor Ladislau Dowbor, com o tema “Economia solidária no enfrentamento das consequências socioeconômicas da Covid-19”. Acompanhe!
O curso é dividido em três módulos: “A pandemia de Covid-19 e os novos paradigmas da economia”; “Economia social e solidária: economia circular – autogestão e autonomia popular”; e “Os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), a Agenda 2030 e a intersetorialidade entre as políticas públicas: não deixar ninguém para trás!”. As aulas online serão realizadas de 4 de março a 1º de abril, sempre às quintas-feiras, das 14h às 18h. Confira a programação aqui.
As crises sanitária e econômica ocasionadas pela Covid-19 revelaram ainda mais a necessidade de um modelo de gestão territorial que fortaleça as comunidades e sua resiliência, com inclusão social, cooperativismo e iniciativas a partir dos recursos existentes nos territórios. Nesse contexto, a economia solidária é uma alternativa que pode ampliar a estrutura para uma economia e um mercado de trabalho organizados a partir das necessidades locais, promovendo a coesão social e uma governança local participativa, com produção mais sustentável e melhor distribuição das riquezas. “O objetivo do curso é disseminar práticas de organização produtiva cooperativa e solidária em comunidades vulneráveis, para que tenhamos a população mobilizada e organizada em empreendimentos sociais que gerem trabalho e renda”, afirma o responsável pela iniciativa, o professor Wagner Martins, que também é o coordenador de Integração Estratégica da Fiocruz Brasília.
Os princípios da economia solidária podem ampliar as oportunidades para o desenvolvimento local, por meio de uma economia mais justa e humanizada, com políticas que assegurem o bem-estar da comunidade, em especial das populações vulnerabilizadas. O curso abordará, ainda, alternativas de sistemas financeiros que ampliem as oportunidades de investimento e geração de renda para as comunidades, e visa apoiar projetos de implantação da Agenda 2030, voltados à construção de territórios mais saudáveis e sustentáveis.
O Curso integra um projeto desenvolvido pelo Movimento de Educação e Cultura da Estrutural (Mece), entidade gestora do Banco Comunitário da Estrutural, com alunas da Especialização em Governança Territorial para o Desenvolvimento Saudável e Sustentável, realizada pelo Instituto Federal de Brasília (IFB) – Campus Estrutural e pela Fiocruz Brasília. Esse projeto foi um dos selecionados pelo Programa Inova Fiocruz.
Lançamento do curso e do Fundo de Resiliência Solidária do DF
A aula inaugural do Curso será realizada no dia 23 de fevereiro, das 16h às 18h, no no canal da Fiocruz Brasília no Youtube. Na ocasião, haverá o lançamento do Fundo de Resiliência Solidária do DF e palestra do professor Ladislau Dowbor, com o tema “Economia solidária no enfrentamento das consequências socioeconômicas da Covid-19”.
Participarão do lançamento: Flora Fonseca, gestora de comunicação do Comitê Estrutural; Leonora Mol, fundadora do Banco do Bem; Joaquim Melo, fundador do Banco Palmas; Abadia Teixeira, presidente do Mece e Banco Comunitário da Estrutural; Martin Hahn, diretor do escritório da Organização Internacional do Trabalho (OIT) no Brasil; Paloma Casero, diretora do Banco Mundial para o Brasil; Morgan Doyle, representante do Grupo BID no Brasil; André Clemente Lara de Oliveira, secretário de Economia do DF; Mayara Rocha, secretária de Desenvolvimento Social do DF; e Fabiana Damásio, diretora da Fiocruz Brasília.
Conheça o palestrante
Dowbor é formado em economia política pela Universidade de Lausanne (Suíça) e doutor em ciências econômicas pela Escola Central de Planejamento e Estatística de Varsóvia (Polônia). Atualmente, é professor de pós-graduação da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP). Foi consultor de diversas agências das Nações Unidas e governos, além de Sebrae e outras organizações do sistema “S”. Atua como conselheiro no Instituto Polis, IDEC, Instituto Paulo Freire, Conselho da Cidade de São Paulo e outras instituições. Sua área principal de atuação é o ensino e a organização de sistemas de planejamento. É autor e coautor de cerca de 40 livros. Saiba mais sobre o palestrante em dowbor.org.
O Fundo de Resiliência Solidária (FRS) é uma das metas do projeto “A construção de capacidades sociais para o enfrentamento da Covid-19 e suas consequências nos territórios pós-pandemia”, financiado pelo Programa Ideias Inovadoras (Inova) da Fiocruz, por meio do edital “Ideias e Produtos Inovadores – Covid-19”. O edital foi criado para apoiar propostas que possam trazer ações, decisões e respostas rápidas, no contexto da pandemia de Covid-19.
O projeto é uma iniciativa de alunas do curso de especialização em Governança Territorial para o Desenvolvimento Saudável e Sustentável, realizado pela Fiocruz Brasília e pelo Instituto Federal de Brasília (IFB/Campus Estrutural), em parceria com o Movimento de Educação e Cultura da Estrutural (Mece), entidade gestora do Banco Comunitário da Estrutural.
O objetivo principal do Fundo é auxiliar pessoas de comunidades de maior vulnerabilidade social, severamente afetadas pelos impactos socioeconômicos da Covid-19. O FRS foi pensado como estratégia na forma de apoio a empreendimentos sociais e cooperativos que gerem renda e trabalho para fortalecer comunidades vulneráveis do DF, por meio da arrecadação de fundos a serem reinvestidos nas comunidades com foco na economia solidária.
O Laboratório de Educação, Mediações Tecnológicas e Transdisciplinaridade em Saúde (Lemtes) da Fiocruz Brasília, lançou a coletânea Em Mar Aberto: Colaboração e Mediações Tecnológicas na Educação Permanente em Saúde. O livro reúne conhecimentos, estratégias inovadoras, possibilidades e desafios do uso das tecnologias virtuais que possibilitaram maior colaboração, flexibilização e autonomia nos processos de ensino e aprendizagem no campo da saúde, no desenvolvimento e qualificação dos trabalhadores da saúde.
Para os autores, a ampliação do acesso às tecnologias digitais de informação e comunicação tem alargado o horizonte de possibilidades no campo educacional. “De modo geral, essas tecnologias ganham cada vez mais espaço e são percebidas como instrumento potencializador dos processos de formação, o que foi intensificado com a pandemia de Covid 19, que marcou o ano de 2020. No contexto de um país de dimensões continentais como o Brasil, em um cenário de emergência sanitária, o emprego destas tecnologias no desenvolvimento e qualificação dos trabalhadores do SUS revela-se não apenas útil, mas imprescindível”, afirmam as organizadoras na apresentação da obra.
A publicação é fruto da pesquisa do projeto Avaliação e Prospecção de Tecnologias WEB para a Educação Permanente em Saúde, uma parceria entre a Fiocruz Brasília e o Departamento de Gestão da Educação na Saúde, do Ministério da Saúde (Deges/Segtes/MS).
A colaboração no trabalho interprofissional em saúde; estratégias de colaboração e educação permanente em saúde no SUS; e experiências de gamificação no ensino online são alguns temas que você encontra na coletânea.
Debater possibilidades e desafios do uso de tecnologias digitais no âmbito da educação permanente em saúde: este é o objetivo do webinário Educação, Saúde e Tecnologia em Mar Aberto, evento que chega à sua terceira edição nos dias 10 e 11 de dezembro, pela primeira vez em formato totalmente online, com transmissão ao vivo pelo canal da Fiocruz Brasília no Youtube. Ele será realizado junto com o 26º Encontro Nacional da Rede UNA-SUS, marcado para os dias 7 e 11 de dezembro com várias oportunidades de diálogo e reflexão entre pesquisadores e representantes da Rede. Dirigido a docentes, discentes e toda a comunidade acadêmica, o webinário Mar Aberto é uma iniciativa do Laboratório de Educação, Mediações Tecnológicas e Transdisciplinaridade em Saúde (Lemtes) da Fiocruz Brasília e integra o projeto Avaliação e prospecção de tecnologias web para a educação permanente em saúde, em parceria com o Ministério da Saúde.
Muito antes da pandemia, a equipe do projeto já se dedicava ao estudo e ao compartilhamento de experiências em educação em saúde, com uso de tecnologias digitais, realizadas em processos a distância ou semipresenciais, o que foi bastante intensificado devido à Covid-19 e estará em pauta no webinário. Além de discutir os impactos da pandemia, o encontro também fechará um ciclo do projeto, apresentando seus principais resultados em três frentes de atuação: trilhas de aprendizagem; avaliação em educação a distância; gamificação e aprendizagem colaborativa.
Mar Aberto
O primeiro seminário do ciclo Educação, Saúde e Tecnologias em Mar Aberto foi realizado em 2017 e o segundo, em 2019, sempre motivados pelo reconhecimento de que o mundo contemporâneo desafia as instituições educacionais a uma profunda revisão de seus princípios e métodos de trabalho. As críticas já bastante consolidadas e difundidas sobre a lógica da transmissão de conhecimentos; a ampla utilização das Tecnologias da Informação e Comunicação (TICs); o crescimento de importância da chamada Educação a Distância (EAD); a crescente autonomia das pessoas na construção de seus processos de aprendizagem; a frustração, especialmente dos jovens, com a dinâmica tradicional dos cursos e a busca na web por alternativas de autodesenvolvimento; as pressões para reduzir a educação a uma formação meramente tecnicista de mão de obra para omercado de trabalho: todas essas questões impõem desafios às agendas das instituições e de todos os que atuam nos campos da educação e da saúde.
A expressão Mar Aberto, que aparece no nome da série de eventos, é justamente uma referência a todos esses desafios e transformações que incidem diretamente na educação em saúde.
+ Leia mais: Webinário apresentará resultados de projeto sobre tecnologias web para a educação permanente em saúde
Confira a programação:
10 de dezembro
11 de dezembro
*matéria publicada em 27/11 e atualizada em 7/12
Terão início na próxima semana, 1° de dezembro, as inscrições para o curso de especialização em Cultivo Biodinâmico de Plantas Medicinais em Agroflorestas na Promoção de Territórios Saudáveis e Sustentáveis no Distrito Federal. O objetivo do curso é capacitar profissionais nos fundamentos da agricultura biodinâmica na produção de plantas medicinais em agrofloresta – modelo que utiliza substâncias minerais e vegetais, ajudando a manter o solo equilibrado, sem causar impactos ou prejuízos. A formação é uma iniciativa da Escola de Governo Fiocruz – Brasília e a Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF). As inscrições foram prorrogadas e vão até 11 de dezembro.
A capacitação surgiu de uma aproximação com a Gerência de Práticas Integrativas da Secretaria (GERPIS/SESDF), na comemoração dos 30 anos de PIS no DF. O coordenador do curso e pesquisador da Fiocruz Brasília, André Fenner, explica que a agricultura desenvolvida no Brasil afeta a saúde das populações, pela quantidade de adubos químicos, venenos, sementes transgênicas, antibióticos ou hormônios utilizados, e por ser um modelo que aumenta as iniquidades sociais, com concentração de renda, aumento da miséria, fome e destruição dos ecossistemas.
Fenner afirma que o objetivo do curso é capacitar os profissionais nos fundamentos da agricultura biodinâmica na produção de plantas medicinais em agrofloresta – modelo que utiliza substâncias minerais e vegetais, ajudando a manter o solo equilibrado, sem causar impactos ou prejuízos. Todo o processo será pautado no diálogo com as comunidades e na articulação entre saber científico e popular, como um meio de transformar a realidade local, reconhecer os territórios e modificar a relação com os usos da terra, fortalecendo o movimento agroecológico e a Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares.
“A produção agroflorestal biodinâmica de plantas medicinais busca, por um lado, trazer melhorias efetivas nas comunidades e, por outro, responder às necessidades e demandas da sociedade, especialmente dos grupos mais vulnerabilizados ambiental, econômica e socialmente. Fortalece também espaços saudáveis e sustentáveis, que buscam minimizar as desigualdades sociais, a má distribuição de renda e a falta de acesso a políticas públicas e de um ambiente promotor da saúde”, destaca o pesquisador.
Os interessados podem se inscrever no curso entre os dias 1º e 11 de dezembro. Ao todo são 40 vagas para trabalhadores da saúde, pequenos agricultores e representantes da sociedade civil, sendo quatro vagas destinadas a pessoas com deficiência, negros – pretos e pardos e indígenas.
O candidato deve preencher e assinar o formulário eletrônico disponível na Plataforma SIGALS e enviar para a Secretaria Acadêmica da EGF com os documentos digitalizados exigidos. Seguindo orientações do Plano de Contingenciamento da Fiocruz, não serão aceitas inscrições realizadas presencialmente ou via postagem.
Confira todas as informações no edital.
Com início previsto para o dia 3 de fevereiro, a capacitação terá encontros presenciais e atividades práticas e de campo. Organizada em dois módulos, foi construída com base nos princípios e diretrizes do SUS, com temas que integram a promoção da saúde, ambiente e trabalho, determinantes sociais da saúde, agroecologia, agrofloresta, produção biodinâmica e antroposófica, e plantas medicinais.
A Escola de Governo Fiocruz – Brasília acaba de lançar a chamada pública do processo de seleção de alunos para o Programa de Residência Multiprofissional em Saúde da Família com ênfase em Saúde da População do Campo (turma 2021/2023). As atividades da Residência são presenciais e, enquanto se fizer necessário, devido à pandemia de Covid-19, serão adotados recursos para a realização de aulas remotas, conforme o Plano de Contingência da Fiocruz. Interessados podem realizar a inscrição até 29 de novembro. O candidato deve ser graduado em Educação Física, Enfermagem, Farmácia (incluindo Farmácia Bioquímica), Fisioterapia, Nutrição, Odontologia, Psicologia e Serviço Social. Ao todo, são ofertadas 32 vagas.
O Programa tem como objetivo especializar profissionais para o trabalho em equipes de Saúde da Família que atuem com a população do campo, de forma inter, multi e transdisciplinar, no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS). O curso tem dois anos de duração. As aulas começam em março de 2021, em tempo integral, com 20% de atividades teóricas e 80% de atividades práticas de formação em serviço. As atividades práticas dos residentes serão desenvolvidas, prioritariamente, em áreas rurais na Região de Saúde Norte do Distrito Federal, junto às Unidades Básicas de Saúde e seus respectivos territórios e espaços comunitários, assim como em unidades de gestão da Secretaria de Saúde (SES/DF).
As vagas estão igualmente distribuídas por essas categorias profissionais, quatro para cada uma. Das vagas oferecidas em cada categoria profissional, uma será destinada a candidatos que se autodeclararem negros, pretos e pardos, indígenas ou com deficiência.
Todas as informações sobre inscrição, documentação, requisitos do candidato, distribuição de vagas, cronograma, bolsa de estudo e outras podem ser conferidas na chamada pública.
Será realizado de 18 a 20 de novembro o X Encontro Nacional de Residências em Saúde, com o tema “Nos Caminhos do Cerrado: Residência é (Re)Existência na Educação, no SUS e na Sociedade”. O evento será totalmente on-line e já recebeu mais de 4 mil inscrições, incluindo residentes, preceptores, tutores e coordenadores de todos os estados com residências em saúde. Haverá transmissão ao vivo no canal do Youtube criado especialmente para o Encontro. A décima edição do evento é organizada por representantes dos Fóruns (de Residentes, Tutores, Coordenadores e Apoiadores) ligados à Fiocruz Brasília, à Faculdade de Medicina da Universidade de Brasília (UnB) e à Escola Superior de Ciências da Saúde (DF).
Inscreva-se aqui. Ainda dá tempo!
A primeira edição do Encontro foi realizada em 2012 no Rio de Janeiro, que também sediou o evento em 2018. Já houve Encontros em Porto Alegre, Ceará, Recife, Florianópolis, Curitiba, Olinda e Natal. Em 2020, o evento seria realizado em Brasília, mas, devido à pandemia da Covid-19, isso não foi possível no formato presencial. “Entretanto, a importância do X Encontro Nacional das Residências em Saúde está ainda mais evidente. As pautas históricas das Residências em Saúde acentuaram-se durante a pandemia. Um evento virtual será oportuno para promover discussões das diferentes realidades do nosso país”, conta Cássia de Andrade Araújo, uma das representantes da Fiocruz Brasília na equipe organizadora do X Encontro.
Entre os objetivos do evento, destaca-se discutir os avanços e desafios das Residências em Saúde na defesa dos princípios do SUS, bem como fortalecer o Movimento Nacional das Residências em Saúde e suas pautas prioritárias. A programação do evento será composta por mesas expositivas, palestras, debates, grupos de trabalho, grupos de discussão, atividades culturais e plenária. Participam da mesa de abertura do X Encontro, na quarta-feira, dia 18 de novembro, às 8h30, a diretora da Fiocruz Brasília, Fabiana Damásio, e a coordenadora adjunta das Residências em Saúde da Fiocruz, Adriana Coser.
Assista à transmissão ao vivo no YouTube
Trabalhadores e estudantes da Fiocruz têm até o dia 28 de novembro para inscreverem seus projetos na 4ª edição da Feira de Soluções para a Saúde, que será realizada de 9 a 11 de dezembro, em formato totalmente virtual, com o tema Enfrentando as crises sanitárias e epidemias: panoramas e perspectivas. Se você tem um trabalho que contribui para o enfrentamento das crises sanitárias destas primeiras décadas do século XXI, como a pandemia de Covid-19, a tríplice epidemia de Dengue, Zika e Chikungunya, e os desastres ambientais, não deixe de participar.
Inscreva-se aqui (formulário online)!
As iniciativas a serem apresentadas podem ser tecnológicas/industriais, sociais ou de serviços; podem estar relacionadas a ações de prevenção, cuidado, diagnóstico, tratamento, vigilância, gestão ou combate a vetores de doenças; e podem ser comunicadas em diferentes formatos (roda de conversa, vídeo, jogo etc.).
Promovida pela Fiocruz, por meio da Fiocruz Brasília, do Centro de Integração de Dados e Conhecimentos para a Saúde (Cidacs), da Coordenação de Eventos e da Coordenação da Estratégia Fiocruz para Agenda 2030, a Feira de Soluções para a Saúde se integra à Feira do Conhecimento, realizada pela Secretaria da Ciência, Tecnologia e Educação Superior do Ceará.
Para conhecer os trabalhos apresentados nas edições anteriores da Feira, em 2017 e 2019, acesse https://solucoes.agora.fiocruz.br/
Cuidar do outro é também cuidar de mim. Esta é a premissa do projeto de suporte psicológico e emocional aos residentes que trabalham no combate a Covid-19. A iniciativa é do Núcleo de Saúde Mental Álcool e outras Drogas da Fiocruz Brasília e se estende a residentes de toda a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). O projeto vai, a princípio, até o mês de julho.
O projeto se alinha e amplia as questões debatidas pelo Fórum de Coordenadores de Residências em Saúde da instituição, que elaborou uma nota técnica com orientações gerais sobre prevenção e apoio aos residentes para enfrentarem a pandemia (leia a nota completa aqui). A coordenadora do Fórum, Adriana Coser, diz que a crise sanitária desperta apreensões e incertezas que podem gerar sofrimento e danos à saúde mental. "Diante de tantas mudanças no cotidiano, pressões e do senso de urgência, é importante estreitarmos relações de confiança mútua entre residentes, preceptores, supervisores, tutores e professores", afirma.
O projeto, que integra o Programa de Residência Multiprofissional em Álcool e outras Drogas, visa reduzir a ansiedade dos residentes. A proposta é contribuir para que lidem melhor com suas limitações e resolvam conflitos por meio de recursos internos. Para isso, o Programa organiza grupos de tutores no WhatsApp, que são formados por um residente responsável pela tutoria e outros 20 profissionais residentes em atividade. Além dos grupos, há a possibilidade de atendimento psicológico individual, sempre com supervisão.
Podem participar residentes de qualquer programa da Fiocruz, em todos os níveis e anos de formação. Para se inscrever, basta enviar uma planilha com os dados de quem deve ser incluído nos grupos para: rmsaumental@fiocruz.br. Baixe o arquivo do projeto, saiba mais e confira as informações necessárias para participar.
Trabalho intenso, exposição a riscos, falta de equipamentos, estresse, ansiedade. Tudo isso pode gerar sofrimento psíquico durante a pandemia para os trabalhadores da área. Pensando nisso, a Fiocruz Brasília estabeleceu uma parceria com a Secretaria de Saúde do Distrito Federal, o Conselho Regional de Psicologia do DF e a Universidade de Brasília, criando um projeto de acolhimento que conecta profissionais de saúde a psicólogos voluntários. Em meados de abril, eles participaram do curso online Saúde mental e atenção psicossocial em situação da pandemia de Covid-19, que está disponível no canal do youtube da Fiocruz Brasília para capacitação de outros voluntários.
Os cuidados neste sentido também são enfocados por pesquisadores colaboradores do Centro de Estudos e Pesquisas em Emergências e Desastres em Saúde (Cepedes/Fiocruz). Eles elaboraram cartilhas sob a coordenação da diretora da Fiocruz Brasília, Fabiana Damásio, e da pós-doutoranda em Saúde Mental e Desastres, Débora Noal. O material traz informações sobre diversos temas: recomendações gerais, orientações para gestores, para os psicólogos hospitalares, para trabalhadores e cuidadores de idosos, entre outras situações. Acesse!
Você não está sozinho: para ajudar os estudantes, o Centro de Apoio ao Discente (CAD) tem compartilhado dicas sobre acolhimento psicológico em suas redes sociais. Para saber mais, siga Conexão Discente no Facebook e no Instagram ou entre em contato com o CAD: cad@fiocruz.br.