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Publicado em 19/08/2022

Especialista inglesa debaterá financiamento da saúde e novas parcerias em Seminário internacional

Autor(a): 
Isabela Schincariol

A escassez ou insuficiência de recursos destinados à Atenção Primária à Saúde é uma realidade nos mais diferentes países, fato acentuado durante a pandemia de Covid-19, que exacerbou igualmente inúmeras outras desigualdades mundiais. Para debater a temática do financiamento da Atenção Primária a partir de uma perspectiva global, a Fiocruz vai receber, em 26 de agosto, às 9h, a diretora da Escola de Saúde Pública e Política, da London School of Hygiene and Tropical Medicine (LSHTM), Kara Hanson. O seminário internacional é realizado no âmbito do Programa Institucional de Internacionalização (Capes PrInt-Fiocruz).

O evento será híbrido, podendo ser acompanhado online pelo canal da VideoSaúde Distribuidora da Fiocruz no Youtube - em português e em inglês - ou de forma presencial no auditório Maria Deane do Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz), localizado no campus Manguinhos da Fiocruz, no Rio de Janeiro.

Financiamento da Atenção Primária à Saúde: uma perspectiva global - assista ao evento em português
Financing Primary Health Care - assista ao evento em inglês

Além de alunos e pesquisadores da Fiocruz que estudam o tema, o público-alvo do encontro são também gestores e especialistas que discutem a atenção primária com especial interesse no financiamento da saúde de um modo geral.

O debatedor será Eduardo Melo, que é especialista na área e pesquisador do Departamento de Administração e Planejamento em Saúde da Escola Nacional de Saúde Pública Sergio (Daps/Ensp/Fiocruz).

Kara Hanson, que é especialista e professora na área de economia dos sistemas de saúde, debaterá a questão cerne do encontro abordando os atuais desafios do financiamento da atenção primária para os países, tendo como pano de fundo a enorme dificuldade que os sistemas enfrentaram devido a carga acentuada pela pandemia. 

O debatedor do encontro será Eduardo Melo, médico sanitarista e pesquisador do Departamento de Administração e Planejamento em Saúde da Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca (Daps/Ensp/Fiocruz) e professor do Instituto de Saúde Coletiva da Universidade Federal Fluminense ((ISC/UFF).

Em julho de 2022, a vice-presidente de Educação, Informação e Comunicação da Fiocruz, Cristiani Vieira Machado, em uma missão internacional, visitou a London School of Hygiene and Tropical Medicine (LSHTM) e outras instituições de ensino e pesquisa da Inglaterra para tratar de novos acordos e cooperações. Na ocasião, ela convidou Kara Hanson para esta visita, na qual também discutirão possibilidades de parceria entre as instituições, em reunião na tarde do dia 26/8. 

Publicado em 27/06/2022

Covid-19: Nota Técnica reitera importância da manutenção de aulas presenciais

Autor(a): 
Ricardo Valverde (Agência Fiocruz de Notícias)

A Fiocruz divulgou nova nota técnica sobre a manutenção das atividades presenciais nas escolas diante de um contexto que ainda é de pandemia. O grupo de trabalho (GT) formado por pesquisadores da Fundação que elaborou o texto reitera a importância da manutenção de aulas presenciais, resguardado o afastamento de casos positivos e de sintomáticos respiratórios, enfatiza que é necessário ter disponibilidade de testes para Covid-19 na comunidade escolar e recomenda que seja dada prioridade à vacinação (doses de reforço) aos trabalhadores da educação. Ainda de acordo com o documento, situações identificadas como agravos associados à Covid-19 devem ser referenciadas para as equipes de atenção primária à saúde, vinculadas a unidades básicas de saúde. Os pesquisadores ressaltam que as escolas são equipamentos seguros e essenciais, por serem promotoras e protetoras da saúde. 

“Decorrido todo este tempo de convivência com períodos de maior ou menor transmissão do Sars-CoV-2, pode-se afirmar que as atividades presenciais nas escolas não têm sido associadas a eventos de maior transmissão do vírus”, afirmam os pesquisadores. Segundo o GT, “a detecção de casos nas escolas não significa necessariamente que a transmissão ocorreu nas escolas. Em sua maioria os casos são adquiridos nos territórios e levados para o ambiente escolar. Nesse sentido, a experiência atual, comprovada por estudos científicos de relevância, revela disseminação limitada da Covid-19 nas escolas”.

De acordo com a nota, pelas características da doença, padrão de disseminação nas diferentes faixas etárias e efeitos da vacinação, é possível afirmar que a transmissão de trabalhadores para trabalhadores é mais frequente do que a transmissão de alunos para trabalhadores, trabalhadores para alunos ou alunos para alunos. Portanto, aconselham os pesquisadores, medidas de proteção devem ser adotadas em todos os ambientes escolares, com priorização das estratégias direcionadas à redução da transmissão entre trabalhadores (por exemplo: espaços de convívio e ênfase no rastreio de casos e contatos).

A nota destaca que foi identificado um maior uso de autotestes após a liberação no Brasil. No entanto, chama a atenção para o difícil controle de sua execução correta, bem como as dificuldades de notificação, embora reconheça que os autotestes têm sido importantes para o isolamento precoce dos casos.

O documento lembra que o controle da pandemia resultou, em 2022, na retomada plena das atividades presenciais nas escolas, constatando as consequências e prejuízos pedagógicos e psicossociais da pandemia Covid-19. Assim, é imperativo buscar reconstruir as rotinas escolares e seus projetos pedagógicos. A nota afirma que, no atual momento epidemiológico, não são recomendadas novas interrupções das atividades escolares.

Os pesquisadores sublinham, porém, que “com o inverno, as viroses respiratórias têm sua incidência aumentada. É necessário rever os protocolos para melhor gerenciar os riscos. Assim, atenção especial à ventilação dos ambientes, higiene das mãos e uso de máscara nos sintomáticos leves devem ser incentivados. Essas medidas são importantes para todas as viroses respiratórias”.

O documento informa que em 21 de junho o Brasil apresentava 77,8% com ciclo completo de vacinação da população total e 85,5% para a população elegível acima de 5 anos. No entanto, somente 46% com ciclo completo (todas as doses de reforço) da população total e 55% da população vacinável com reforço acima de 12 anos. Na faixa etária entre 5 e 11 anos há 13.056.571 (63,69%) de crianças com a primeira dose e somente 7.967.345 (38,86%) com a segunda dose, números aquém do necessário para uma imunização coletiva completa. Segundo os pesquisadores, essas informações revelam um maior risco para internação, gravidade e morte relacionadas aos não vacinados completamente.

“É necessário um avanço nas taxas de vacinação, para que possamos proteger toda população e tentar reduzir a taxa de transmissão. Alguns países iniciaram a vacinação para crianças a partir do sexto mês de idade e, com isso, aumentam a cobertura vacinal, principalmente em bebês e crianças como população fortemente carreadora do vírus Sars-CoV-2. Apesar de a vacina não ser esterilizante, no sentido de eliminar o vírus completamente, além de proteger o vacinado contra as formas graves da doença ela reduz a carga viral do contaminado. O Brasil precisa avançar na vacinação para as doses de reforço para as populações mais vulnerabilizadas e definir a vacinação para a faixa etária acima dos seis meses, como forma de reduzir a carga viral circulantes nas escolas e em outros ambientes”, reforça a nota técnica.

O GT da Fiocruz é um grupo constituído em setembro de 2020 com o objetivo de orientar o retorno, o mais seguro possível, às atividades escolares presenciais na condição da pandemia de Covid-19, sempre avaliando o contexto epidemiológico, o avanço da cobertura vacinal e priorizando a vigilância em saúde como tripé fundamental nessa orientação. Os diversos documentos publicados pelo grupo desde então refletem os diferentes momentos e contextos epidemiológicos enfrentados, desde a condição de não retorno presencial até o retorno integral proporcionado pela ampla cobertura vacinal, queda na mortalidade e redução no número de casos.

Acesse aqui a nota técnica.

 

 

Imagem: Freepik 

Publicado em 02/06/2022

Última versão do Plano de Convivência está disponível - Uso de máscaras volta a ser obrigatório na Fiocruz

Autor(a): 
CCS/Fiocruz

A versão 4.1 do Plano de Convivência com a Covid-19 da Fundação já está disponível. Como informado em 1º/6, o uso de máscaras de proteção respiratória em ambientes fechados e em situações de aglomerações nas dependências da Fiocruz voltou a ser obrigatório. A mudança considera o atual cenário epidemiológico com base nas informações atualizadas das autoridades sanitárias e dos serviços de vigilância de todo o Brasil. A orientação vale para todas as unidades da Fiocruz. 

Acesse aqui a versão 4.1 do Plano de Convivência com a Covid-19 da Fundação de 1°/6/22 

Confira abaixo os serviços prestados pela Coordenação de Saúde do Trabalhador (CST/Cogepe) no Campus Manguinhos no enfrentamento à pandemia: 

Testagem 

A testagem de trabalhadores e estudantes da Fiocruz continua sendo realizada pela equipe do Núcleo de Saúde do Trabalhador (Nust/CST), na sede da Asfoc, de segunda a sexta-feira, das 8h30 às 15h30, mediante agendamento prévio pelo sistema eletrônico: https://teste-covid-fiocruz.web.app/#/agendamento. Os testes estão disponíveis para sintomáticos com até sete dias do início dos sintomas, ou contactantes assintomáticos a partir do quinto dia do último contato. 

Vacinação de reforço 

O Nust/CST também continua realizando a campanha de vacinação de reforço da Covid-19 com o imunizante da AstraZeneca. São fornecidas a terceira dose para trabalhadores e estudantes acima de 18 anos que não tenham concluído o ciclo de imunização e a quarta dose para trabalhadores acima de 60 anos que tenham recebido a dose anterior há pelo menos quatro meses. A vacinação ocorre às terças e quintas-feiras, das 9h às 11h30 e das 13h30 às 15h, na sede do Nust/CST.  

Dúvidas e mais informações 

O canal geral de atendimentos da Cogepe é o Cogepe Atende: cogepeatende@fiocruz.br. Contudo, para dúvidas específicas sobre a pandemia, testagem e requisitos para vacinação, por exemplo, o contato pode ser realizado junto à equipe de enfermagem do Nust, pelo telefone 21 3836-2191. Lembramos que este número não deve ser utilizado para agendamento de testes. 

Publicado em 14/02/2022

Nota técnica da Fiocruz define cuidados para o retorno seguro às escolas

Autor(a): 
Fiocruz

O Grupo de Trabalho de Retorno às Atividades Escolares Presenciais da Fiocruz emitiu nesta sexta-feira (11/2) uma nota técnica em que enumera os cuidados para a volta segura às aulas no atual contexto de predomínio da variante Ômicron no país. Tendo em vista o avanço da vacinação e os prejuízos sociais, emocionais, educacionais e de saúde de um ensino remoto tão prolongado, o retorno presencial se torna possível e necessário. Entretanto, é preciso estabelecer protocolos que restrinjam a circulação dessa variante altamente transmissível, que aumentou o número de casos entre crianças, ainda que estes não tendam a evoluir para quadros graves. 

Isolamento

A nota atualiza as orientações para o isolamento de acordo com as diferentes situações e estratégias de identificação da infecção por Covid-19. Para adultos ou crianças sem contraindicação para o uso de máscaras e com casos leves ou moderados são necessários 10 dias de isolamento a contar da data de início dos sintomas e o retorno está condicionado à ausência de sintomas, febre ou uso de antitérmicos nas últimas 24 horas. Por meio da testagem negativa no quinto dia, esse tempo pode ser reduzido para 7 dias. Os casos assintomáticos confirmados precisam de 5 dias de isolamento a contar da data do teste positivo, desde que um novo teste no quinto dia tenha o resultado negativo. Caso seja positivo o isolamento se estende para 7 dias. O uso de máscara é fundamental no retorno. 

Para pessoas que não puderem usar a máscara, as orientações mudam apenas para os casos assintomáticos que tenham novo teste positivo no quinto dia, para os quais são necessários 10 dias de isolamento a partir do primeiro teste positivo, em vez de 7. Em relação ao contato da criança ou do adulto com alguma pessoa infectada, a quarentena é de 10 dias a partir do contato ou de 7 dias com teste negativo no quinto dia. Se houver sintomas ou se a testagem for positiva será preciso fazer a quarentena correspondente. Pessoas que tenham apresentado Covid-19 grave ou sejam imunodeprimidas por doença ou por uso de drogas imunossupressoras precisarão fazer a quarentena de 20 dias. O retorno só poderá acontecer se nas últimas 24 horas a pessoa não tiver sintomas nem febre e não tiver usado antitérmicos. 

Protocolos sanitários e fechamento

A nota ainda lembra que o uso adequado de máscaras, a ventilação adequada nas dependências da escola, o distanciamento social, a higienização das mãos, assim como o esquema vacinal completo (incluindo a 3ª dose para crianças, adolescentes e adultos elegíveis) são fundamentais para prevenir a Covid-19 e diminuir a transmissão no ambiente escolar. Uma turma com aulas presenciais somente deve ser fechada se houver a confirmação de 3 casos ou mais ou se está havendo um surto local. Essa medida da suspensão deve ser tomada em último caso. O fechamento da escola, por sua vez, deve ocorrer apenas por recomendação das autoridades sanitárias locais.

Os problemas da evasão escolar e da distorção idade-série são apontados pela nota, sobretudo pelo modo com que impactam as crianças e aprofundam as desigualdades. O autoteste é defendido como medida orientativa, ajudando no controle da doença por agilizar a identificação precoce de casos e contatos, mas seu custo e a ausência de disponibilidade pelo SUS limitam sua contribuição. Por fim, a nota destaca o papel da vigilância epidemiológica nas escolas.

 

Imagem: Freepik

Publicado em 03/02/2022

Teste rápido Covid-19: Fiocruz lança novo curso online e gratuito

Autor(a): 
Isabela Schincariol

Ao longo dos últimos dois anos, o mundo se uniu em busca de soluções para enfrentar a Covid-19. Além da importância de reforçar a vacinação, algumas diretrizes se mantêm fundamentais desde o início da pandemia, como o uso de máscaras, o distanciamento social e a testagem da população. O surgimento de novas variantes, como a Ômicron, reforça a cada dia a necessidade de se conhecer a dinâmica e o comportamento da doença. Para tanto, a testagem em massa é um dos elementos cruciais para entender a dimensão do contágio. Dos testes rápidos de antígeno fornecidos pela Fiocruz, o Ministério da Saúde distribuiu cerca de 45 milhões, conforme dados disponibilizados em seus boletins. A intenção é ampliar a detecção e, assim, acelerar o isolamento e reduzir a disseminação da doença. Para auxiliar o país nessa empreitada, que vai atingir todos os estados e municípios, a Fiocruz lança o curso, online e gratuito, Treinamento para uso dos Kits Teste Rápido Covid-19. As inscrições estão abertas!

Inscreva-se já!

A formação tem carga horária total de 15h e objetiva apresentar aos profissionais de saúde, e a todos os interessados no tema, os procedimentos corretos para a utilização dos kits de teste rápido de Covid-19 com segurança; além de fornecer informações técnicas sobre ele, como características e composição; e as formas adequadas de manuseio, armazenamento e transporte dos kits.

Todo o conteúdo programático oferecido pelo curso é permeado por elementos interativos e recursos multimídias, como áudios, vídeos e hiperlinks, que trazem informações adicionais à formação.

O curso é uma realização do Campus Virtual Fiocruz em parceria com o Instituto de Tecnologia em Imunobiológicos (Bio-Mangunhinhos/Fiocruz), a Vice-Presidência de Produção e Inovação em Saúde (VPPIS/Fiocruz), a Coordenação-Geral de Planejamento Estratégico (Cogeplan/Fiocruz) e o Instituto de Biologia Molecular do Paraná (IBMP).    

A vice-diretora de Qualidade de Bio-Manguinhos, Rosane Cuber, que também é coordenadora acadêmica do curso, afirmou que neste momento, em que o país volta a ter uma alta expressiva no número de casos da Covid-19, “a testagem continua sendo uma aliada muito importante nas ações de vigilância epidemiológica. Por isso, esse treinamento ganha uma relevância ainda maior diante do atual cenário, em que precisamos aumentar não só o número de vacinados, mas também de testes de diagnóstico realizados, como medida preventiva. A procura pelos exames tem sido grande e é preciso profissionais capacitados para realizá-los”, comentou. 

Já a coordenadora do Escritório de Testagem da Fiocruz, Maria Clara Lippi, os desafios impostos pela pandemia no Brasil vêm exigindo estratégias e agilidade nas ações para prevenção e controle da disseminação do vírus. Ela comentou que no contexto pandêmico atual, com a circulação de novas variantes de preocupação (VOC), em especial da Ômicron, a procura por diagnóstico é cada vez maior e a estratégia de identificação de casos com uso de testes rápidos de antígenos permite ampliar a velocidade da testagem.

Frente a esse cenário, Maria Clara, apontou que "a Fiocruz já produziu e entregou quase 50 milhões de testes rápidos para detecção de antígenos ao Ministério da Saúde, dentro de um compromisso de cerca de 60 milhões de testes. Para além do fornecimento dos testes e de modo a compor a entrega de uma solução de testagem para o SUS, a Fiocruz lança hoje o curso para treinamento de profissionais, em uma plataforma acessível a um público-alvo ampliado, com o desafio de fortalecer as equipes envolvidas nas ações locais de testagem e ampliar a capacidade de resposta às necessidades em saúde. 

O Escritório de Testagem da Fiocruz é responsável pela coordenação do fornecimento dos testes rápidos de antígeno, o planejamento e o controle do processamento nas centrais de testagem molecular da Fiocruz, a logística de amostras biológicas e de insumos críticos, e a gestão de dados e informações gerenciais de apoio à Rede de Vigilância na testagem.

A formação inédita pressupõe que o treinamento dos profissionais atuantes nos pontos de testagem facilite o manuseio, e garanta a rapidez e precisão do processo, ampliando, dessa forma, o grau de segurança dos resultados, evitando desperdícios, bem como descartes inadequados.

Conheça a estrutura do curso Treinamento para uso dos Kits Teste Rápido Covid-19:

 

Aula 1 - Teste TR Covid-19 Ag - Bio-Manguinhos
Aula 2 - Teste TR DPP® Covid-19 Ag - Bio-Manguinhos
Aula 3 - Teste TR SARS-CoV-2 Ag - Bio-Manguinhos
Aula 4 - Teste Rápido Covid Ag - IBMP

Publicado em 26/01/2022

Serviços de saúde na pandemia: e-book gratuito da Fiocruz apresenta análises e reflexões

Autor(a): 
Marcella Vieira (Editora Fiocruz)

Em seus boletins e notas técnicas, divulgados desde o início da pandemia, o Observatório Covid-19 Fiocruz apresenta dados, informações e balanços que indicam uma série de tendências para os sistemas e organizações de saúde de todo o país. Neste início de 2022, em que há forte disseminação da variante Ômicron, as análises do Observatório continuam se mostrando fundamentais ao apontar orientações de maior atenção para o aumento nos índices de internação e de ocupação de leitos de UTI. É em meio a esse contexto que o Observatório Covid-19 Fiocruz e a Editora Fiocruz lançam mais um documento que reúne um compilado de análises, experiências e reflexões para tempos tão desafiadores: e-book Covid-19 - Desafios para a organização e repercussões nos sistemas e serviços de saúde. O livro digital está disponível para download gratuito na plataforma SciELO Livros
   
Organizado por Margareth Portela, Lenice Reis e Sheyla Lemos, pesquisadoras da Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca (Ensp/Fiocruz), o volume é o quarto da série Informação para Ação na Covid-19, uma parceria entre o Observatório e a Editora Fiocruz. O livro segue a ideia central da iniciativa encabeçada pelo Observatório: reunir o conjunto de respostas, pesquisas e ações técnicas produzidas pela Fiocruz durante a pandemia, mapeando a evolução do vírus no país e as ações de enfrentamento.

"Responder rapidamente às novas e crescentes demandas por atendimento em nível ambulatorial e hospitalar tornou-se tarefa inescusável para os sistemas de saúde", ressaltaram as organizadoras no texto de apresentação. É a partir dessa premissa que as três pesquisadoras convidam leitoras e leitores a conhecerem a obra, um recorte com reflexões que documentam o que tem sido essa jornada de cerca de dois anos de enfrentamento da pandemia. 

Margareth Portela destacou que, diante dos grandes desafios que a emergência global tem causado para os sistemas de saúde, o Brasil especificamente tem um quadro em que "problemas crônicos foram exacerbados, como também problemas novos ficaram evidentes, dentro de um contexto político muito difícil". Segundo a organizadora, o volume não pretende ser exaustivo na abordagem de uma temática tão ampla, mas ele tem um caráter documental do momento. "O livro também nos leva a pensarmos em lições para experiências futuras que possamos vir a enfrentar ou mesmo aspectos que talvez precisemos ajustar na rotina dos serviços de saúde", afirma a professora.

Dividido em quatro partes, que englobam um total de 30 capítulos, o e-book é um esforço conjunto de 159 autoras e autores, pesquisadores e especialistas das mais diversas áreas de saúde pública/saúde coletiva. O livro é iniciado com um panorama geral sobre o enfrentamento da Covid-19, destacando os níveis nacional e internacional. Nessa primeira parte, são abordadas questões como governança do setor Saúde e também estratégias de enfrentamento da crise gerada pelo vírus a partir de lições aprendidas de outros países, como China, Alemanha e Espanha. 

Em seguida, a segunda parte é centrada na organização do cuidado e dos serviços na pandemia. São analisados fatores como logística, desabastecimento de medicamentos, vacinação, qualidade do cuidado e segurança do paciente, disponibilidade de leitos de terapia intensiva, Atenção Primária à Saúde e Atenção Básica no SUS, Saúde Mental e Atenção Psicossocial, maternidades e Covid, entre outros.   

Na parte três, dedicada aos profissionais da saúde que atuam no enfrentamento da Covid-19 no Brasil, o livro traça um perfil desses trabalhadores e suas condições de trabalho, além de abordar temas como medo e insegurança entre os agentes comunitários que atuam na Atenção Primária nas favelas do país, os riscos dos agentes de combate às endemias e o sofrimento mental de profissionais de UTIs e emergências no Rio de Janeiro. "Essa é uma classe [profissionais da saúde] extremamente afetada durante a pandemia, com adoecimento, estresse e também com o desafio de aprender a lidar com algo tão novo", alerta Margareth Portela.

A quarta e última parte, que relata experiências brasileiras na pandemia, foca especialmente em ações de organização de serviços na atenção primária e também em algumas experiências mais intersetoriais ao longo desse processo de enfrentamento da emergência. Nesse contexto, os capítulos debatem a atuação da Defensoria Pública na pandemia e sua luta pela priorização da assistência à saúde, a produção e a divulgação de informações pelo Proqualis (vinculado ao Instituto de Comunicação e Informação Científica e Tecnológica em Saúde da Fiocruz), as atividades do Conselho de Secretarias Municipais de Saúde do Estado do Rio de Janeiro (Cosems RJ), a organização da rede de serviços de saúde em Florianópolis (SC), além de casos e experiências em Manguinhos e na Favela da Maré, ambos nas proximidades da Fiocruz, e no município de Niterói (RJ).   

Fortalecer as estruturas do SUS

"Além de cuidados complexos no quadro agudo grave da doença, a Covid-19 impõe a organização da rede de serviços de saúde, segundo uma linha de cuidados relacionados à doença, para lidar com as suas diferentes manifestações, níveis de gravidade e sequelas, nos diferentes pontos de atenção componentes dessa rede. As experiências de diferentes países confirmam que o papel da Atenção Primária à Saúde (APS) é central e deve ser fortalecido de modo a permitir o monitoramento adequado e a resolutividade de casos passíveis de acompanhamento domiciliar e em unidades básicas de saúde", alertam as organizadoras.    

O livro levanta uma gama de temas que estão em permanente destaque nos debates relacionados à pandemia: as ações de vigilância em saúde; testagem e rastreamento de contatos; medidas de isolamento e de proteção; perda de profissionais na linha de frente, seja por conta da própria doença ou por causa da enorme sobrecarga física e emocional, entre outros assuntos. As autoras lembram que, apesar de muito conhecimento ter sido produzido a partir dessas experiências, a incorporação dessas informações na organização dos serviços de saúde ainda é "desigual e frequentemente incipiente". Elas complementam: "A Covid-19 desafia não somente porque exige respostas dos sistemas de saúde, mas também porque tem desorganizado a provisão de cuidados necessários a outras condições de saúde".    

O importante painel construído pelo e-book não esgota todos os temas, mas documenta reflexões, proposições e lições para o futuro. E em todos os cenários analisados, os autores e autoras enfatizam a necessidade de valorização e fortalecimento do nosso Sistema Único de Saúde, contemplando seus aspectos estruturais e sua capacidade de planejamento e gestão. "Por fim, e não menos importante, faz-se necessário o fortalecimento de estruturas do SUS para dar conta do passivo de atendimentos não realizados durante a pandemia, adicionado a filas de espera tradicionalmente longas e às novas demandas, oriundas da Covid longa, com variada gama de sequelas e danos em parte da população acometida", finalizam as pesquisadoras.     

Observatório Covid-19: Informação para Ação

A primeira publicação da série Informação para Ação na Covid-19 foi Diplomacia da Saúde e Covid-19: reflexões a meio caminho, lançada no final de 2020. O segundo e-book foi Os Impactos Sociais da Covid-19 no Brasil: populações vulnerabilizadas e respostas à pandemia e o terceiro foi Covid-19 no Brasil: cenários epidemiológicos e vigilância em saúde, publicados em abril e novembro de 2021, respectivamente. Todos os livros da série estão disponíveis somente em formato digital e em acesso aberto na rede SciELO Livros, que apoia a iniciativa.         

Além de Covid-19: desafios para a organização e repercussões nos sistemas e serviços de saúde, mais um livro será lançado em 2022, encerrando o conjunto de cinco obras que formarão a série. 

As publicações instantâneas (instant books) têm o intuito de levar ao público conhecimentos e reflexões sobre a pandemia, combinando um esforço de análises amplas e integradas sobre temas específicos, com rapidez na produção de modo a estarem disponíveis e de modo amplo em um curto período de tempo. "Esses livros têm como objetivo reunir o conjunto de produções técnicas da Fiocruz, como relatórios, estudos e notas técnicas, em resposta à Covid-19", afirma Carlos Machado, coordenador do Observatório Covid-19.

O Observatório foi constituído logo nos primeiros meses da pandemia no Brasil, com o objetivo de reunir informações sobre os diversos aspectos epidemiológicos, demográficos, sociais e políticos da pandemia e sua expressão em grupos sociais de maior vulnerabilidade. Tem caráter multidisciplinar, visto que a pandemia deve ser entendida como um fenômeno influenciado por diversos fatores geográficos, históricos, culturais e econômicos e afeta todas essas dimensões. Em seu âmbito, estudar, analisar e emitir alertas sobre a situação e tendências da pandemia não constitui mero exercício estatístico, pois se desdobra em uma compreensão ampla sobre a sociedade brasileira e seu sistema de saúde, com especial ênfase no Sistema Único de Saúde (SUS).

+Saiba mais: Observatório Covid-19 Fiocruz

Sobre a Editora Fiocruz

Criada em 1993, a Editora Fiocruz surgiu da necessidade de tornar público e ampliar o acesso ao conhecimento científico nas diversas áreas da saúde, criando um espaço para dar visibilidade aos resultados de pesquisas. Desde seu primeiro lançamento, em 1994, a Editora mantém como missão a difusão de livros em saúde pública, ciências biológicas e biomédicas, pesquisa clínica, ciências sociais e humanas em saúde.

Em 2021, ultrapassou a marca de 500 títulos publicados. O catálogo da Editora reúne obras que disseminam não só a produção acadêmica da Fiocruz, mas também de demais estudos de importância e impacto para a saúde em âmbitos nacional e internacional.

A Editora Fiocruz já conta também com cerca de 370 e-books disponíveis na biblioteca on-line SciELO Livros, sendo que, atualmente, mais de 220 estão em acesso livre para download gratuito. Os demais títulos estão disponíveis para aquisição com média de 40% de desconto em relação aos valores dos exemplares impressos. 

Acesse o catálogo completo da Editora Fiocruz

Publicado em 17/01/2022

Brasil completa um ano de sua maior campanha vacinal. Campus Virtual oferece curso sobre protocolos e procedimentos da imunização

Autor(a): 
Isabela Schincariol

Hoje, 17 de janeiro, o Brasil celebra a marca de um ano de imunização contra a Covid-19. Apenas dois meses após o inicio da maior campanha vacinal da nossa história, o Campus Virtual Fiocruz lançou o curso Vacinação: protocolos e procedimentos técnicos, que conta com mais de 40 mil alunos inscritos, de todos os estados brasileiros, provenientes de mais de 3.150 cidades, além de participantes de 45 diferentes países, como Afeganistão, Estados Unidos, Portugal, Moçambique, Argentina e outros. A formação é online, gratuita e autoinstrucional. As inscrições estão abertas!!!

Inscreva-se já!

Neste dia emblemático, vale ainda destacar a importância de todos os cidadãos – inclusive as crianças, cujo grupo começou a ser vacinado nesta semana – seguirem o esquema vacinal completo, de 3 doses, recomendado pelo Ministério da Saúde. Dados do Monitora Covid-19 da Fiocruz mostram que quase 80% da população brasileira ja tomou ao menos uma dose do imunizante e mais de 34 milhões de pessoas já tomaram a terceira dose da vacina, o que trouxe significativa redução de mortes e internações por casos graves da Covid-19, mostrando a efetividade das vacinas. 

Vacinação: protocolos e procedimentos técnicos

O objetivo do curso é atualizar e capacitar, técnica e operacionalmente, as equipes profissionais envolvidas na cadeia de vacinação da Covid-19, bem como outros profissionais de saúde, da comunicação e demais interessados no tema. Ele é composto de 5 módulos e 19 aulas, distribuídos em uma carga horária de 50h. A formação é autoinstrucional, ou seja, não conta com tutoria, e pode ser cursada conforme a necessidade do participante. Além das aulas, o aluno tem acesso à bibliografia utilizada no curso, materiais complementares e a um conjunto de perguntas e respostas frequentes (FAQ). Vale ressaltar que para obter o certificado, o aluno deve fazer cumprir a carga horária do curso e atingir 70% de pontuação na avaliação final. 

O curso foi desenvolvido pelo CVF em parceria com o Núcleo de Educação em Saúde Coletiva (Nescon/UFMG) e com o apoio do Programa Nacional de Imunização do Ministério da saúde (PNI). 

Entre outras questões, ao final da formação, espera-se que o participante seja capaz de contextualizar a importância das vacinas; conheça a cadeia de desenvolvimento, produção e distribuição e seus conceitos básicos; entenda as necessidades específicas de cadeia de frio para transporte, armazenamento e conservação; tenha conhecimento das especificidades da organização e dos procedimentos da sala de vacinação para Covid-19; e ainda possa orientar a implantação de uma sala de vacina para Covid-19 no contexto dos povos indígenas, população privada de liberdade, residentes em Instituições de Longa Permanência e população de rua. 

Conheça os assuntos abordados e a estrutura do curso 

Módulo 1 - Introdução às vacinas: conceitos, desafios e desenvolvimento

  • Aula 1 - Introdução às Vacinas e Vacinação: conceitos, importância e histórico
  • Aula 2 - Os desafios da vacinação
  • Aula 3 - Cobertura vacinal: panorama, desafios e estratégias
  • Aula 4 - Desenvolvimento e Produção de vacinas

Módulo 2- Vacinas Covid19: produção, transporte, conservação e armazenamento

  • Aula 1 - Vacinas Covid‑19
  • Aula 2 - Conservação, armazenamento e transporte
  • Aula 3 - Resíduos dos serviços de saúde
  • Aula 4 - Evidências científicas das vacinas Covid‑19: resultados dos estudos clínicos - eficácia, segurança

Módulo 3 - Sala de Vacina Covid19: organização e procedimentos

  • Aula 1 - Planejamento e organização do processo de vacinação
  • Aula 2 - Monitoramento e controle do processo de conservação da vacina
  • Aula 3 - Procedimentos para vacinação

Módulo 4 - Sala de Vacina Covid19: organização e procedimentos para populações vulnerabilizadas

  • Aula 1 - Vacinação no contexto da população indígena
  • Aula 2 - Vacinação no contexto da população de rua
  • Aula 3 - Vacinação no contexto da população privada de liberdade
  • Aula 4 - Vacinação no contexto dos residentes em Instituições de Longa Permanência
  • Aula 5 - Vacinação no contexto das populações ribeirinhas

Módulo 5 - Vacinas e vigilância

  • Aula 1 - Fundamentos da Farmacovigilância
  • Aula 2 - Farmacovigilância de vacinas
  • Aula 3 - Vigilância de Eventos Adversos pós-vacinação - vacinas Covid‑19

Assista ao vídeo de divulgação do novo curso

 

 

Publicado em 14/01/2022

Capes anuncia prorrogação de prazos de projetos internacionais prejudicados pela pandemia

Autor(a): 
CCS/Capes

A Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) prorrogou o prazo para a execução dos projetos de pesquisa de cooperação internacional, com término de vigência originalmente previsto para 2021 e 2022. A decisão, apresentada na Portaria nº 223/2021, foi tomada considerando os impactos que a pandemia de Covid-19 causou nas políticas de fronteiras e nos calendários acadêmicos das universidades em diversos países.

A Fundação considera que a paralisação das atividades nas instituições de ensino superior brasileiras e estrangeiras demandam ajustes na execução de programas conjuntos. Assim, os projetos com término programado para 2021, poderão ser executados até 31/12/2022. Logo, os trabalhos que se encerrariam em 2022, têm até 31/12/2023 para concluírem suas atividades.

Os coordenadores poderão, ainda, solicitar remanejamento dos recursos não utilizados nos anos anteriores do projeto. Para isso, devem enviar o plano de trabalho com detalhamento das verbas remanescentes.

Pedido de prorrogação

A extensão do prazo poderá ser solicitada pelo coordenador do projeto, até 30 dias após a comunicação da equipe técnica, pelo Sistema Linha Direta. O pedido deve ser enviado junto com o relatório de atividades, conforme modelo anexo à comunicação, e plano de trabalho que demonstre a viabilidade e alcance dos objetivos programados.

Além disso, o coordenador deverá indicar o prazo final para a conclusão do trabalho. A prorrogação permitirá o uso dos valores remanescentes do Termo de Concessão de Apoio Financeiro a Projeto (Auxpe), bem como a implementação das cotas restantes de bolsas dentro do calendário de 2022 e 2023.

 

Imagem: iStock/KTSIMAGETI

Publicado em 07/01/2022

Fiocruz publica terceira versão do Plano de Convivência

Autor(a): 
Comunicação Fiocruz

Já está disponível a terceira versão do plano "Em defesa da vida - Convivência com a Covid-19 na Fiocruz". O documento conta com orientações da Instrução Normativa nº 90, de 28 de setembro de 2021, que estabelece diretrizes aos órgãos e entidades do Sistema de Pessoal Civil da Administração Pública Federal (Sipec) quanto ao retorno gradual e seguro ao trabalho, em modo presencial, dos servidores e empregados públicos.  

O uso de máscaras, cobrindo nariz e boca, é obrigatório durante todo o tempo de permanência em todos os ambientes da instituição, inclusive nas áreas externas. Só é permitida a retirada durante as refeições. A terceira versão do plano também suprime algumas orientações, a exemplo do deslocamento para viagens, dado o novo contexto epidemiológico e avanço da vacinação no país.  

O Plano de Convivência foi elaborado pela Coordenação Institucional para ações diante da pandemia e tem como princípio a preservação da vida e da saúde dos trabalhadores. 

Acesse o documento e conheça a página do Plano de Convivência no Portal Fiocruz
 

Publicado em 29/12/2021

Cursos gratuitos e online sobre a Covid-19: aproveite as férias e o recesso para se qualificar

Autor(a): 
Isabela Schincariol

Com a chegada das festas de fim do ano, aumentam as expectativas para encontros e reencontros familiares e com amigos, especialmente por estarmos todos há quase dois anos vivendo a pandemia de Covid-19. Em 2021, as esperanças aumentaram, pois grande parte da população já está vacinada contra a doença. No entanto, ainda é importante nos preservarmos, evitarmos grandes aglomerações e lançarmos mão de medidas individuais de segurança, como uso de máscaras e lavagem das mãos, pois a pandemia não acabou. Para começar o novo ano com mais conhecimentos acerca dessa temática, o Campus Virtual Fiocruz lembra que desenvolveu uma séria de cursos sobre a Covid-19. Todos estão com inscrições abertas, são online e gratuitos. Aproveite o período de recesso e férias para descansar, mas também para se qualificar. Confira todas as oportunidades e inscreva-se!

Os cursos são voltados a profissionais e gestores de saúde, mas abertos a todos os interessados no tema. Acesse a lista de formações do CVF sobre Covid-19 e conheça cada curso lançado durante a pandemia de coronavírus:

Veja mais detalhes sobre cada curso:

Covid-19: manejo da infecção causada pelo novo coronavírus - 2° edição

Para responder à demanda dos profissionais que estão na linha de frente do atendimento, a Fiocruz lançou o curso Covid-19: manejo da infecção causada pelo novo coronavírus. A qualificação é dirigida especialmente a trabalhadores de Unidades Básicas de Saúde (UBS), redes hospitalares, clínicas e consultórios, mas pode ser cursado por todos os interessados. Ele é composto de três módulos, que são independentes e podem ser cursados conforme necessidade do aluno, conferindo autonomia ao processo de formação. Já são 60 mil participantes!

Vacinação: protocolos e procedimentos técnicos

O curso  é composto de 19 aulas, distribuídas em 5 módulos, com 50h de carga horária. Além das aulas, o aluno tem acesso à bibliografia utilizada no curso, materiais complementares e a um conjunto de perguntas e respostas frequentes (FAQ). Seu objetivo é contextualizar a importância das vacinas; apresentar a cadeia de desenvolvimento, produção e distribuição e seus conceitos básicos; as necessidades específicas de cadeia de frio para transporte, armazenamento e conservação; as especificidades da organização e dos procedimentos da sala de vacinação para Covid-19; e ainda orientar a implantação de uma sala de vacina para Covid-19 no contexto dos povos indígenas, população privada de liberdade, residentes em Instituições de Longa Permanência e população de rua.

Curso Covid-19 e a atenção à gestante em comunidades indígenas e tradicionais

A vulnerabilidade social em determinadas populações é um fato e, sabidamente, um fator de risco a novas doenças. Grávidas e puérperas correm maior risco de desenvolver a forma grave da doença. Consequentemente, mulheres indígenas são ainda mais vulneráveis. Nesse contexto, o curso oferece informações qualificadas para o cuidado de populações que demandam uma atenção mais específica e especializada. A formação de 15h é composta de 3 módulos e um total de 7 aulas.

Curso  InfoDengue e InfoGripe: Vigilância epidemiológica de doenças transmissíveis

O curso busca disseminar conceitos teóricos do monitoramento de doenças transmissíveis, assim como instrumentalizar profissionais para a tomada de decisão em salas de situação dedicadas à vigilância de arboviroses urbanas e de Síndromes Respiratórias Agudas Graves (SRAG). A formação é organizada em 2 módulos, 6 unidade e 40h de carga horária. Para melhor aproveitamento do curso, é recomendado que o aluno tenha tido experiência prévia com a vigilância dos agravos citados, participando da coleta, registro ou análise dos dados do Sistema de Informação de Agravo de Notificações (Sinan) ou do Sistema de Informação da Vigilância Epidemiológica da Gripe (Sivep/MS).

Curso Gestão de risco de emergências em saúde pública no contexto da Covid-19

O objetivo do curso é contribuir para fortalecer as capacidades de preparação e resposta e ir além, produzindo uma mudança qualitativa na forma de enfrentar as emergências em saúde pública, trazendo uma visão prospectiva, tendo como base e apoio o programa Vigiar SUS, do Ministério da Saúde, para estimular as capacidades de vigilância e respostas às emergências em saúde pública. além da participação do Observatório Covid-19 da Fiocruz, que vem realizando análises e proposições para o enfrentamento da pandemia. Ele é especialmente dirigido aos interessados na temática da gestão de risco de emergências em saúde pública para Covid-19 no âmbito do SUS. A formação é composta de três módulos, divididos em uma carga horária de 70h.

Cuidado de saúde e segurança nas Instituições de Longa Permanência de Idosos (ILPI) no contexto da Covid-19

O curso Cuidado de Saúde e Segurança nas Instituições de Longa Permanência para Idosos (ILPIs) no contexto da Covid-19 é voltado a cuidadores, familiares e profissionais que atuam com a saúde da pessoa idosa e segurança do paciente. Entre os temas abordados nas aulas estão: medidas de prevenção e controle da disseminação de doenças; cuidados em áreas comuns; fragilidade e violência; vacinação para proteção da Covid-19 nas ILPIs; contatos sociais em tempos de isolamento; estratégias de comunicação para garantir o contato da pessoa idosa com a sua família ou comunidade; recomendações para a comunicação de notícias difíceis; e outros.

Pessoa idosa e a Covid-19: prevenção e cuidados em domicílio

Com a formação, a ideia é que os participantes sejam capazes de compreender e realizar as medidas sanitárias preconizadas para a prevenção e controle da infecção por Covid-19 no contato com pessoas idosas que necessitam de apoio ou auxílio para a realização de suas atividades cotidianas. Também é objetivo do curso que os alunos conheçam os serviços de saúde no território que prestam atendimento em casos de suspeita e/ou confirmação de infecção por Covid-19. Além do conteúdo programático, os alunos terão acesso à bibliografia utilizada no curso, a materiais complementares e a um conjunto de Perguntas e Respostas sobre o tema (FAQ).

Enfrentamento da Covid-19 no contexto dos povos indígenas

O curso Enfrentamento da Covid-19 no contexto dos povos indígenas, que já conta com mais de três mil participantes, visa capacitar, técnica e operacionalmente, gestores e equipes multidisciplinares de saúde indígena para a prevenção, vigilância e assistência à Covid-19, respeitando os aspectos socioculturais dessa população.

Enfrentamento da Covid-19 no sistema prisional

Para atualizar profissionais e capacitá-los quanto às ações de prevenção e enfrentamento ao coronavírus entre a população privada de liberdade, o Campus Virtual Fiocruz e a Fiocruz Mato Grosso do Sul lançaram o curso autoinstrucional para o Enfrentamento da Covid-19 no Sistema Prisional. A formação, que tem mais de quatro mil inscritos, é oferecida na modalidade à distância e voltada a gestores, profissionais de saúde, policiais penais, trabalhadores dos estabelecimentos prisionais, membros dos conselhos penitenciários e demais interessados na área.

Educação remota para docentes e profissionais da educação

"Caminhos e conexões no ensino remoto" é o tema de um novo curso da Fiocruz voltado a docentes e profissionais da área de educação. O objetivo do curso é compartilhar um conjunto de orientações básicas, ferramentas tecnológicas e atividades que subsidiem professores e outros profissionais da área na realização de disciplinas ou ações educacionais na modalidade de educação remota emergencial. A formação, que é autoinstrucional, online e gratuita, está aberta a todos os interessados. Ela é uma iniciativa da Vice-presidência de Ensino, Informação e Comunicação e está alinhada às ações de apoio aos professores para a continuidade do ensino frente à necessidade de isolamento social causado pela pandemia de Covid-19.

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