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Publicado em 21/09/2021

No dia da Luta da Pessoa com Deficiência, Fiocruz lança Guia de acessibilidade para ações educativas

Autor(a): 
Isabela Schincariol

As trajetórias percorridas na educação mudaram muito nos últimos 15 meses devido à pandemia de Covid-19. Muito também se fala das tantas e diversas dificuldades que foram exacerbadas neste novo contexto que estamos vivendo. Mas o que aconteceu com o grupo que desde sempre enfrentou dificuldades para chegar, entrar e permanecer nessa estrada? No Dia da Luta da Pessoa com Deficiência, celebrado em 21 de setembro, o Comitê Fiocruz pela Acessibilidade e Inclusão das Pessoas com Deficiência realizou o encontro "Trajetória inclusivas? O que pessoas com deficiência têm a dizer sobre educação" e lançou o Guia de acessibilidade para as ações educativas na Fiocruz, que está disponível para acesso no Portal Fiocruz. 

+Leia mais: Fiocruz regulamenta ações afirmativas para cursos Stricto Sensu, especializações e residências em saúde

Segundo a vice-presidente de Educação, Informação e Comunicação da Fiocruz, Cristiani Vieira Machado, na apresentação do Guia, espera-se que o material seja um instrumento de orientação e suporte às unidades, programas e cursos na promoção de mudanças de vários tipos – de infraestrutura, pedagógicas, atitudinais – necessárias para apoio às pessoas com deficiência que estudem na Fiocruz. "Esse é um processo complexo e gradual, que requer o engajamento coletivo para garantir a todos, conforme previsto em convenções internacionais e na Constituição do Brasil, o direito à dignidade, à cidadania, à saúde e à educação".

O Guia foi elaborado por profissionais do Comitê Fiocruz pela Acessibilidade e Inclusão das Pessoas com Deficiência e traz orientações referentes à legislação e às normas vigentes sobre acessibilidade, além de um glossário inclusivo, elaborado com base na Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência, de 2015, e em outros referenciais de acessibilidade. 

Confira aqui a publicação: Guia de acessibilidade para as ações educativas na Fiocruz

Assista, na íntegra, o 5° Encontro do Comitê Fiocruz pela Acessibilidade e Inclusão das Pessoas com Deficiência - "Trajetória inclusivas? O que pessoas com deficiência têm a dizer sobre educação", que teve como convidados João Victor Mancini Silvério, educador físico e vice-diretor de Comunicação e Relações Públicas da Associação Reviver Down; Alexandre Clecius, professor de Libras; Cecília Francini, estudante da Unifesp; Fabricio Romero Saavedra, cirurgião dentista formado na Unesa e servidor da Ensp/Fiocruz; além de Armando Nembri, professor, escritor, palestrante e PHD em História das Ciências e das Técnicas e Epistemologia pela UFRJ, que foi o mediador do debate. 

 

Publicado em 10/09/2021

Seminário debaterá a temática das mulheres na saúde global

Autor(a): 
Isabela Schincariol (Campus Virtual Fiocruz)

Mulheres ocupam menos cargos de liderança. Mulheres são a maioria entre os profissionais de saúde. Mulheres ganham menos. Mulheres assumem majoritariamente os cuidados não remunerados e domésticos. Mulheres sofrem mais violências físicas, psicológicas, econômicas e sexuais. Há séculos a desigualdade de gênero é uma realidade global, que foi agravada pela pandemia de Covid-19. Para discutir essa temática, o Centro de Relações Internacionais em Saúde da Fiocruz (Cris) vai realizar, na próxima quarta-feira, 15 de setembro, a partir das 10h, o webinário “Mulheres na saúde global”. O encontro, que acontece no âmbito da série “Seminários Avançados Cris em Saúde Global e Diplomacia da Saúde” é aberto ao público e será transmitido pelo canal da VideoSaúde Distribuidora no Youtube – com tradução simultânea para o inglês

A mesa de debate é formada por representantes emblemáticas e engajadas na luta pela igualdade e defesa dos direitos das mulheres: Socorro Gross, representante da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas/OMS) no Brasil; Roopa Dhatt, cofundadora e diretora-executiva da ONG Women in Global Health; Stéphanie Seydoux, embaixadora da França para a Saúde Global; Nísia Trindade Lima, presidente da Fiocruz; além de mediação da vice-presidente de Educação, Informação e Comunicação da Fiocruz, Cristiani Vieira Machado e comentários de Zélia Maria Profeta da Luz, pesquisadora do Instituto René Rachou (IRR/Fiocruz Minas) e integrante do Conselho da OMS sobre Economia da Saúde para Todos.

Cristiani lembrou que em muitas sociedades, como, por exemplo, as latino-americanas, essas desigualdades estão entrelaçadas com outras – de classe, renda, raça, territoriais – em uma dinâmica complexa, observando que “embora as mulheres tenham expandido sua participação no mercado de trabalho nas últimas décadas, persistem injustiças, como disparidades salariais e assimetrias na divisão de responsabilidades entre homens e mulheres no trabalho doméstico, cuidado com crianças e idosos, ocasionando sobrecarga importante para as mulheres e constrangimentos a sua trajetória profissional. Acrescente-se ainda o machismo estrutural, e as situações de assédio e de violência contra as mulheres”.

No tocante à pandemia, a vice-presidente ressaltou que a Covid-19 exacerbou as desigualdades de gênero de diferentes formas, entre as de maior destaque estão a sobrecarga importante de trabalho, e exposição ao risco de adoecimento e morte, visto que as mulheres representam a maior parte da força de trabalho no setor saúde na maioria dos países; a significativa redução do emprego, principalmente dos postos informais, de acordo com dados da Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (Cepal); bem como o aumento do trabalho doméstico e cuidado com crianças e idosos, principalmente devido à suspensão de aulas e à necessidade de cuidar de familiares acometidos pela Covid-19; e ainda a maior exposição de meninas e mulheres a situações de violência doméstica. 

A Fiocruz tem o compromisso com a redução das desigualdades e promoção da equidade social entre suas diretrizes institucionais, incluindo a dimensão de gênero. Muitas são as iniciativas, como a implantação do Comitê Pró-Equidade de Gênero e Raça e o Programa Mulheres e Meninas na Ciência na Fiocruz. Para além disso, em 2017, a comunidade institucional elegeu pela primeira vez, em 117 anos, uma mulher como presidente, que foi reeleita para uma nova gestão em 2021. 

Nesse sentido, Cristiani apontou como fundamental ouvir e debater esse tema com representantes envolvidas na luta pela igualdade e defesa dos direitos das mulheres. “Precisamos, sobretudo, desencadear agendas de transformação desse cenário, o que requer políticas públicas, iniciativas institucionais e compromissos coletivos. Avançamos em algumas frentes, mas ainda há muitas injustiças e muito a fazer, e isso é o que deve nos mover”, defendeu ela. 

+ Leia, no portal do Campus Virtual Fiocruz, entrevista detalhada com Cristiani Vieira Machado sobre a temática das mulheres na saúde global

Acompanhe a transmissão do Seminário em português:

Acompanhe a transmissão do Seminário em inglês:

Publicado em 08/09/2021

Saber Comum está com inscrições abertas para duas novas disciplinas

Autor(a): 
Isabela Schincariol

O projeto "Saber Comum - Educação a Distância e Divulgação Científica" está com inscrições abertas para duas novas disciplinas: Democracia, Desigualdades e Direitos e Mudanças Climáticas. Interessados podem se inscrever até 16 de setembro. As disciplinas serão realizadas em dois momentos: videoaulas semanais - exibidas na TV Alerj, na NET e no YouTube do Fórum de Ciência e Cultura da UFRJ - e no Ambiente Virtual de Aprendizagem - onde há material de aprofundamento, atividades, debates e interações entre os estudantes. Confira a ementa dos cursos e inscreva-se!

Estudantes da UFRJ, UFRRJ, Uerj, Fiocruz, assim como alunos de outras instituições não participantes da cooperação devem realizar a inscrição por meio de formulário disponível aqui: "Democracia, Desigualdades e Direitos" e "Mudanças Climáticas"

O projeto “Saber Comum - Educação a Distância e Divulgação Científica” é coordenado pelo Fórum de Ciência e Cultura da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), em cooperação com instituições públicas de ensino e pesquisa do Rio de Janeiro: Uerj, UFRRJ, UFF, Unirio e a Fiocruz. Diferentemente de outras iniciativas de educação a distância, o Saber Comum foi idealizado para alunos de pós-graduação, com disciplinas de formação geral, que contam crédito de eletiva para cursos de diversas áreas do conhecimento, e para quem não é estudante e se interessa por saberes que dizem respeito à vida coletiva. Para incluir todos os públicos, além das disciplinas estarem disponíveis em ambiente virtual de aprendizagem, são exibidas como programas de televisão pelo Canal Saúde e pela TV Alerj. Elas também ficam disponíveis no site do Canal Saúde. Assista!  

Ele busca, de modo interdisciplinar, oferecer a estudantes de pós-graduação de todas as áreas do conhecimento disciplinas de formação geral, que auxiliem na reflexão sobre a esfera do comum, saberes e políticas que dizem respeito à vida coletiva, à divisão de poderes na democracia e aos laços sociais. Tudo isso de forma totalmente remota e transmitido pela TV aberta! Por isso, também é uma ação de divulgação científica, com acesso a toda a população.

No dia 13 de setembro começam as disciplinas, que irão até o dia 24 de dezembro. Já no dia 21 de setembro, ambas começam a ser transmitidas na TV Alerj: Democracia, Desigualdades e Direitos, em reprise e nova reoferta aos estudantes; e a estreia de Mudanças Climáticas. Confira os horários e dias de cada uma das disciplinas na TV Alerj, que também ficam disponíveis no canal do Youtube do Fórum de Ciência e Cultura da UFRJ.

Democracia, Desigualdades e Direitos

Conheça a ementa completa aqui.
Horário dos programas na TV Alerj: quartas e sextas-feiras, 8h30 a 9h.

Mudanças Climáticas

Conheça a ementa completa aqui. 
Horário dos programas na TV Alerj: terças e quintas-feiras, 8h30 a 9h.

 

*com informações do Fórum de Ciência e Cultura da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ)

Publicado em 10/08/2021

Dimensões epistêmicas das fake news: especialista debate o tema no Conexão #emCasa

Autor(a): 
Isabela Schincariol (Campus Virtual Fiocruz)

O mestrado em Divulgação da Ciência, Tecnologia e Saúde da Casa de Oswaldo Cruz (COC/Fiocruz) promove uma série de seminários virtuais sobre pesquisa nesse campo do conhecimento. A iniciativa faz parte da disciplina de Introdução à Divulgação Científica e integra a programação de 2021 da série Conexão #emCasa, faixa de eventos online promovidos pela COC/Fiocruz, sempre realizadas com transmissão ao vivo pelo Facebook.

No dia 9 de agosto, o Conexão #emCasa recebeu o professor da Universidade Federal da Bahia (UFBA) e coordenador do INCT.DD., Wilson Gomes para debater o tema Dimensões epistêmicas das fake news. O próximo encontro está marcado para segunda-feira, 16 de agosto. Ambos são promovidos pela disciplina "Tópicos Especiais - Seminários de Metodologia" do Mestrado em Divulgação da Ciência, Tecnologia e Saúde da COC/Fiocruz. 

Assita aqui a aula: Dimensões epistêmicas das fake news

#emCasa

A série Conexão #emCasa foi lançada pela COC/Fiocruz em julho de 2020, sempre com transmissão ao vivo pela página da unidade no Facebook. A iniciativa tem o objetivo de promover palestras, debates e discussões virtuais, diante da restrição a atividades presenciais impostas pela pandemia de Covid-19.

Com assuntos variados, o Conexão #emCasa busca reunir pesquisadores, estudantes e interessados nas temáticas relacionadas às áreas de atuação da Casa de Oswaldo Cruz, que poderão interagir com os debatedores enviando comentários e perguntas. 

Assista aqui todos os encontro promovido no âmbito da série Conexão #emCasa

 

Publicado em 09/08/2021

Educação em saúde digital: UNA-SUS realiza encontro anual para intercâmbio de experiência e novas ações

Autor(a): 
Isabela Schincariol (Campus Virtual Fiocruz)

Começa hoje, 9 de agosto, às 14h, a XXVII Reunião da Rede Universidade Aberta do SUS. O Objetivo do encontro anual é reunir instituições que integram a UNA-SUS para troca de experiências e apresentação de novas iniciativas. O evento, que é online, será transmitido pelo canal do Núcleo de Tecnologias e Educação a Distância em Saúde (Nuteds) da Universidade Federal do Ceará no Youtube e vai até 12 de agosto com a apresentação de trabalhos que seguem os diversos eixos temáticos ligados ao tema central de 2021: Educação em Saúde Digital.

O 27º encontro contará com conferências, painéis, mesas interativas e oficinas de compartilhamento de tecnologias. O Campus Virtual Fiocruz participará do encontro no fim da tarde desta segunda-feira, 9/8, às 17h55. A coordenadora de produção de cursos do CVF, Adelia Araújo, vai apresentar o tema: "Disciplinas transversais e Moocs: Um diálogo possível".

O evento está sob a organização da Universidade Federal do Ceará (UFC) e a Universidade Federal de Goiás (UFG) e busca promover ampla discussão em prol da melhoria e transformação da saúde por meio da utilização adequada das tecnologias da informação e comunicação; e divulgar os resultados de pesquisas relacionadas à informação e informática em saúde, desenvolvidas no âmbito regional e nacional;além de trazer a Mostra de Experiências Exitosas da Rede UNA-SUS.

Confira aqui a programação completa. As inscrições são gratuitas e ainda podem ser feitas pela plataforma Sympla.

 

Acompanhe aqui a transmissão no canal Núcleo de Tecnologias e Educação a Distância em Saúde (Nuteds):

Publicado em 23/07/2021

CEE passa a se chamar Centro de Estudos Estratégicos Antônio Ivo de Carvalho

Autor(a): 
CEE Fiocruz

Em reunião ordinária, o Conselho Deliberativo da Fiocruz aprovou por unanimidade a alteração do nome do Centro de Estudos Estratégicos (CEE), em homenagem ao seu fundador, o sanitarista Antônio Ivo de Carvalho (1950-2021) . O Centro passará a se chamar, assim, Centro de Estudos Estratégicos Antônio Ivo de Carvalho.

A proposta de mudança, apresentada ao CD, de 22 de julho, pelo atual coordenador do CEE, Carlos Gadelha, considera que “em seu momento de transformação, o CEE procura fazer jus à ousadia e ao legado de Antônio Ivo, fortalecendo-se para pensar, refletir e debater o futuro do desenvolvimento, da saúde, da ciência e da democracia como norte para pensar e ousar na Fiocruz do futuro”.

 

Acesse a apresentação da nova designação do CEE.

 

Acesse a Carta-proposta de alteração de designação do CEE aos membros do CD

 

Assista à defesa da incorporação do CEE ao Estatuto da Fiocruz, feita por por Antônio Ivo de Carvalho, em 2015:

 

Publicado em 20/07/2021

Representação, presença e produção de conhecimento indígena: encontro debate importância das ações afirmativas

Autor(a): 
Isabela Schincariol (Campus Virtual Fiocruz)

"As ações afirmativas falam de justiça, reparação e memória, mas falam especialmente de futuro. E as ações afirmativas são a cara da Fiocruz no século XXI”, disse, confiante, a pesquisadora da Escola Nacional de Saúde Pública (Ensp/Fiocruz) e coordenadora do GT de Saúde Indígena da Abrasco, Ana Lúcia Pontes, durante a primeira edição aberta de 2021 do Encontros Virtuais da Educação. O debate tratou das “Ações afirmativas e povos indígenas: avanços e desafios” e está disponível, na íntegra, no canal do Campus Virtual Fiocruz no Youtube.

Ana Lúcia foi moderadora do debate que reuniu o professor Gersem Baniwa, da Universidade Federal do Amazonas (Ufam), a pedagoga e representante do Fórum Nacional de Educação Escolar Indígena Rita Potyguara, a docente da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e integrante do Projeto "Vozes Indígenas na Produção do Conhecimento", ligado à Ensp/Fiocruz, Joziléia Kaingang e a professora e pesquisadora do Instituto Leônidas e Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) Luiza Garnelo.

Inclusão, acolhimento da diversidade e busca da redução das desigualdades sociais foram alguns dos atributos citados pela vice-presidente de Educação, Informação e Comunicação da Fundação, Cristiani Vieira Machado, para descrever diretrizes que permeiam decisões da Fiocruz nas mais diversas áreas.  Já Ana Lúcia, lembrou da trajetória histórica da Fiocruz na luta social no campo da saúde e defendeu a perspectiva de futuro que abrange o tema da discussão: “as ações afirmativas terão papel estratégico numa dimensão não apenas de representação, mas também de um conjunto de questões que estão colocadas ao se falar da presença indígena na academia, na produção do conhecimento e no sistema único de saúde”.

A abertura de espaços acadêmicos para o diálogo intercultural e intercientífico é irreversível

O professor Gersem Baniwa contou sua história desde o nascimento, passando por escolas e a inserção em programa de vanguarda de implementação de ações afirmativas, até a entrada na pós-graduação e questionou: “Qual seria minha chance sem apoio externo? É só pensar na minha trajetória que teremos a resposta”. Segundo ele, são diversas as iniciativas e formas criativas, dinâmicas e interessantes para promover o acesso desses segmentos historicamente desprivilegiados, excluídos e discriminados.

Gersen apontou ainda que a abertura de espaços acadêmicos para o diálogo intercultural e intercientífico é um desafio, mas “que está em andamento e, para mim, é irreversível. Além disso, o uso de línguas indígenas na produção, defesa e validação de conhecimentos acadêmicos já são realidade, assim como as inovações teórico-metodológicas, os processos de coteorizações ou pesquisa colaborativa e de coautorias porque quem quiser pesquisar indígena vai ter que participar o povo, a etnia e outros. Não existe mais a "minha tese sobre eles", advertiu Gersem.

Rita Potyguara, descreveu que o Fórum Nacional de Educação Escolar Indígena (FNEEI) trata desde a educação básica até a educação superior e pós graduação. De acordo com ela, a preocupação com as ações afirmativas vem de longa data, mas, nos últimos anos, tais questões estão perdendo espaço e o campo educacional como um todo sofre com inúmeras ações de retrocesso. Rita apresentou uma carta do Fórum Nacional de Educação Escolar Indígena, dirigida à Fiocruz, detalhando que o texto é um apelo à Fundação para auxílio no enfrentamento dessas perdas e regressões para a área. O texto, na íntegra, pode ser lido aqui.

Escola como ferramenta de luta

“A escola não chegou para nos acolher ou construir coletivamente, mas para nos oprimir, impor línguas e modos de escolarização”, lamentou a professora Joziléia Kaingang, ressaltando essa grande violência como um ponto de mudança: “Ao longo da trajetória da escola dentro dos nossos territórios aprendemos a nos apropriar. Tomamos a escola para nós e hoje ela é uma ferramenta de luta. E tão importante quanto isso é termos também uma caminhada dentro das instituições universitárias do nosso país”.  

Joziléia falou ainda sobre a Universidade ao qual ela é ligada. Lembrou desafios e outras lutas, mas ressaltou, por exemplo, a aceitação da língua espanhola como uma língua de proficiência para entrada na pós-graduação e, “para além disso, em 2018, a aceitação da língua indígena como uma segunda língua aceita dentro do programa. Essas são conquistas importantes que devem ser destacadas para inspirar diferentes grupos e novas conquistas em outros espaços e iniciativas”.

Encerrando as apresentações, Luiza Garnelo, enfatizou a pluralidade de experiências trazidas para o debate, que reuniu questões da Amazônia, Nordeste e Sul do país, mostrando a diversidade de luta e avanços na escolaridade indígena brasileira com a articulação de ações afirmativas e políticas de inclusão social.

Assista ao debate Ações afirmativas e povos indígenas: avanços e desafios, realizado em 14 de julho de 2021:

 

 

 

 

  • Oficio_FNEEI_para_Fiocruz_13jul21.pdf

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Publicado em 14/07/2021

O papel da residência multiprofissional na Indústria Farmacêutica

Autor(a): 
Tatiane Sandes (Farmanguinhos)

Para debater a “Residência Multiprofissional como possibilidade educacional para a Indústria Farmacêutica Pública”, o Centro de Estudos do Instituto de Tecnologia em Fármacos (Farmanguinhos/Fiocruz) recebeu a coordenadora adjunta das Residências em Saúde da Fiocruz, Adriana Coser, e o coordenador da Residência do Instituto, Eduardo Sousa. O encontro virtual, mediado pela coordenadora do Departamento de Educação, Mariana Souza, foi realizado em 7 de julho e está disponível no canal de Farmanguinhos no Youtube.

O conceito desta especialidade de ensino que traz a vivência da prática

“Residência não é exclusivamente para médicos, é também para os profissionais da Saúde de maneira geral. Cada vez mais, as residências têm se apresentado como uma formação sequente à graduação em áreas das mais diversas especialidades. Ou seja, é uma especialização atualmente reconhecida no Ministério da Educação como Lato Sensu, mas com muita especificidade, porque traz a vivência da prática. É a possibilidade que o egresso de uma graduação tem de vivenciar o mundo do trabalho de forma supervisionada e em uma área de escolha que tenha interesse”, esclareceu Adriana.

A palestrante fez um panorama sobre as residências em saúde da Fiocruz. Além de divulgar informações gerais sobre os cursos, como carga horária, tempo de duração, diretrizes, entre outras, ela ressaltou a finalidade da especialização. Segundo Adriana, o diferencial das Residências da Fundação está na tríade assistência, pesquisa e ensino. 

“As residências buscam qualificar jovens profissionais da Saúde para inserção no mercado de trabalho, particularmente em áreas prioritárias do Sistema Único de Saúde (SUS), utilizando-se para isso, não somente das suas unidades técnico-científicas, caso de Farmanguinhos, como também de parcerias com instituições de excelência dentro e fora do país para realizarem atividades que agreguem nesse campo de conhecimento”, assinalou.

Durante a apresentação, a coordenadora adjunta reforçou que todos os programas da Fundação para esse tipo de especialização estão de acordo com a legislação da Comissão Nacional de Residência Médica (CNRM) e com a Comissão Nacional de Residência Multiprofissional (CNRMS), ambas do Ministério de Educação (MEC). Tais entidades também são responsáveis por seus credenciamentos e avaliações.

Índice de aproveitamento

Com o objetivo de mostrar os resultados do curso, a palestrante expôs dados de uma pesquisa feita com egressos de 2013 a 2019. De acordo com a avaliação, 72% responderam que as suas atividades profissionais atuais estão relacionadas à especialização e 17% que estão razoavelmente ligadas, indicando que 89% dos egressos consideram a correlação positiva entre o trabalho atual e o curso realizado.

Pioneirismo na formação intensiva para atuação na área de insumos para o SUS

Aprovada recentemente pelo Ministério da Educação (MEC), a residência multiprofissional de Farmanguinhos é a primeira do Brasil com um escopo voltado para formação intensiva de profissionais para atuarem na área de insumos para o SUS. Em março de 2020, cinco alunas ingressaram na primeira turma da Residência Multiprofissional em Tecnologias Aplicadas à Indústria Farmacêutica (ResidTAIF), destinada a recém-graduados em Farmácia, Medicina Veterinária e Biologia.

O coordenador do curso, Eduardo Sousa, relembrou o processo de lançamento da especialidade ressaltando os desafios de sua implementação, especialmente no contexto da pandemia. "Nossa residência está funcionando e é a única totalmente pública nesta área e feita em um dos laboratórios oficiais do Governo Federal. Temos muito orgulho dessa residência e de atender às expectativas, tanto das políticas nacionais como das regionais do SUS”, observou.

Quanto aos objetivos, Sousa detalhou que o curso visa capacitar os egressos a planejarem e executarem ações na Indústria Farmacêutica pertinentes à qualidade da população. Desta forma, o curso também busca interagir com as diversas áreas que envolvem a cadeia farmacêutica, bem como atuar na promoção da saúde, de acordo com os princípios do SUS, e estimular o pensamento crítico e a capacidade inovadora com vistas ao desenvolvimento do Complexo Econômico e Industrial da Saúde.

O coordenador descreveu ainda que o diferencial do curso está na educação, por meio do serviço das residentes nos diversos departamentos de Farmanguinhos, em regime de dedicação exclusiva, sob supervisão docente assistencial. “O curso é 80% prática e 20% teoria. As aulas são ministradas por profissionais da unidade e convidados. Já na parte prática, os estudantes têm a chance de se aprofundarem nas rotinas dos setores do Instituto durante toda a cadeia produtiva, começando pela Vice-diretoria de Gestão da Qualidade, em áreas como Controle e Garantia da Qualidade, Metrologia, Validação, Laboratório Físico-Químico, Produção, dentre outros”, destacou.

Perspectivas para o próximo ano

Um novo edital está previsto para ser lançado em 2022. O documento está em elaboração, mas precisará ter disponibilidade de bolsas para que seja viabilizado. 

 

Publicado em 13/07/2021

Encontros Virtuais de Educação: novo debate será nesta quarta-feira, 14/7*

Autor(a): 
Isabela Schincariol (Campus Virtual Fiocruz)

Na quarta-feira, 14 de julho, às 9h30, será realizada a primeira edição aberta do Encontros Virtuais da Educação com o tema Ações afirmativas e povos indígenas: avanços e desafios. A iniciativa, nascida em 2020 no âmbito da pandemia de Covid-19, é organizada pela Vice-Presidência de Educação, Informação e Comunicação da Fiocruz (Vpeic) e busca trazer ao debate diferentes temas pertinentes à educação, bem como suas potencialidades. 

O encontro terá palestras de Luiza Garnelo, do Instituto Leônidas e Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia), Gersem Baniwa, da Universidade Federal do Amazonas (Ufam) e Joziléia Kaingang, da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e integrante do Projeto "Vozes Indígenas na Produção do Conhecimento", ligado à Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca (Ensp/Fiocruz). A moderadora do debate será Ana Lúcia Pontes, que é pesquisadora da Ensp e coordenadora do GT de Saúde Indígena da Abrasco.

Ações afirmativas e povos indígenas

A coordenadora Adjunta do Lato sensu na Coordenação-Geral de Educação (CGE/Vpeic) e uma das responsáveis pela condução da normatização das ações afirmativas nos cursos e programas de pós-graduação da Fiocruz, Isabella Delgado, destacou que uma nova portaria de regulamentação dessas ações no stricto e lato sensu foi pauta da Câmara Técnica de Educação, está em desenvolvimento – com base em um processo amplo e coletivo, e com a participação dos diversos coletivos e comissões representantes desses grupos – e será lançada em breve pela Fiocruz.

A moderadora do encontro, Ana Lúcia Pontes, explicou que o debate tem a intenção de compartilhar com a comunidade Fiocruz o que são as experiências e trajetórias indígenas na educação escolar em nível superior, trazendo especificidades e particularidades que apresentam direta relação com o contexto histórico, sociocultural e linguístico dos povos indígenas.

“O debate e, sobretudo, o fortalecimento das iniciativas da Fiocruz no âmbito das ações afirmativas voltadas a esses povos faz completo sentido, visto a trajetória institucional, desde a década de 1980, de apoio técnico, político e cientifico nas questões relativas às políticas de saúde dessas populações. Esperamos poder debater ainda pontos relativos à inclusão e permanência dos indígenas na pós-graduação da Fiocruz, bem como questões próprias do processo de produção do conhecimento, objetos e temas de pesquisa, e a experiência indígena na universidade e na academia”, disse Ana Lúcia.

Para ela, é importante que a comunidade Fiocruz conheça como, no contexto atual, a academia e a educação escolar tornam-se ferramentas de luta dos povos indígenas por seus direitos e também na sua incidência e contribuição com a sociedade brasileira nos diversos âmbitos.

Relembre os Encontros realizados em 2020

Durante o ano de 2020 foram realizados dez Encontros Virtuais da Educação. Todos estão disponíveis no canal do Campus Virtuais Fiocruz no Youtube. Neste ano de 2021, dois encontros já foram realizados – Plano de Desenvolvimento Institucional da Educação (PDIE) e as especializações: implementação e acompanhamento; e Egressos das especializações: o que aprendemos com eles? –, porém, por terem temática estritamente institucional, ambos foram fechados a convidados.

Novos encontros já estão sendo pensados e as questões a serem debatidas surgem a partir de demandas próprias do “fazer educação na Fiocruz” e serão divulgados em breve.

A vice-presidente de Educação, Informação e Comunicação da Fiocruz, Cristiani Vieira Machado, destacou que os Encontros são momentos ricos de troca de ideias e de experiências entre docentes, trabalhadores e estudantes de diferentes unidades. Segundo Cristiani, eles têm favorecido a construção coletiva de propostas que permitam avanços nas práticas educacionais e nas estratégias de expansão do acesso, inclusão e redução das desigualdades na Educação.

“Em 2020, no cenário da pandemia, os encontros realizados foram importantes para manter a interação entre pessoas envolvidas com a educação nas diferentes unidades, permitir a adaptação aos desafios relacionados à educação remota, incentivar o uso de novas metodologias e recursos educacionais, como os audiovisuais, e também as ações de comunicação e divulgação científica. Em 2021, a agenda está voltada para aprofundar outros temas prioritários, cujo objetivo é efetivar compromissos institucionais da Fiocruz, incluindo a promoção da equidade.”

Acesse aqui a lista completa dos Encontros Virtuais da Educação 2020

Acesse aqui a primeira edição aberta do Encontros Virtuais da Educação com o tema Ações afirmativas e povos indígenas: avanços e desafios, marcada para o dia 14 de julho, às 9h30. 

 

*matéria publicada em 8/7 eatualizada em 13/7

Publicado em 23/06/2021

Curso internacional sobre formação docente em saúde disponibiliza aulas em vídeo

Autor(a): 
Isabela Schincariol (Campus Virtual Fiocruz)

Debater a interdisciplinaridade de forma coerente com o mundo contemporâneo, a partir de práticas pedagógicas e da responsabilidade docente com ênfase nas políticas públicas de saúde e educação foi o caminho que orientou a realização do Curso Internacional sobre a Interdisciplinaridade das Ciências Sociais e Humanas para a Formação Docente em Saúde. A formação livre foi composta de sete aulas – realizadas em formato de webinários, entre novembro de 2020 e fevereiro de 2021 –, que estão disponíveis em acesso aberto no canal da VideoSaúde Distribuidora da Fiocruz no Youtube. Acesse e assista!

O corpo docentes da formação contou com professores e pesquisadores brasileiros da Fiocruz, Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Universidade Fderal de Pernambuco (UFPE), Universidade Federal da Bahia (UFBA), Universidade do Sul da Bahia e Universidade Federal do Rio Grande do Norte, além de integrantes da Universidade Autônoma de Barcelona (Espanha) e Escola de Saúde Pública de Buenos Aires (Argentina). 

Disseminação de temas educacionais e fomento a reflexões sobre a prática pedagógica docente no âmbito da Fiocruz e das Escolas de Saúde

Para a responsável pela iniciativa, Tânia Celeste Mattos Nunes, que é ligada à Vice-presidência de Educação, Comunicação e Informação (Vpeic/Fiocruz), o curso cumpriu o papel de disseminador de temas educacionais e buscou embasar as discussões e reflexões sobre a prática pedagógica docente no âmbito da Fiocruz e das Escolas de Saúde. A formação procurou também contribuir para a consolidação das funções da Escola de Governo da Fundação, trazendo para a discussão temas candentes da área das ciências sociais e humanas e políticas de educação em saúde. 

"A diversidade de temas em torno de uma reflexão sobre a educação emancipatória foi a tônica da escolha dos conteúdos, bem como dos professores convidados, o que propiciou importantes debates sobre as políticas públicas de saúde e educação voltadas para a construção de práticas docentes baseadas no pensamento crítico e nos saberes e conhecimentos que são demandados aos processos educativos nas instituições públicas de saúde", descreveu Tânia.

Ela lembrou ainda que e formação internacional foi ofertada no âmbito do “Curso Piloto de Formação Pedagógica de Docentes da Fiocruz: em busca de novos padrões de ensino aprendizagem para as Escolas de Saúde”. A iniciativa foi promovida pela Fiocruz, em parceria com o Instituto Nutes de Educação em Ciências e Saúde (Nutes/UFRJ), a Universidade Autônoma de Barcelona e o apoio financeiro do Departamento de Gestão da Educação na Saúde da Secretaria de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde do Ministério da Saúde (Deges/Sgtes/MS). 

O curso teve a participação de alunos/docentes da Fiocruz, das Escolas e Centros Formadores das Redes de Formação em Saúde Pública (RedEscola), da Rede de Escolas Técnicas do SUS (RET-SUS), das Escolas de Saúde Pública do Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass), da Rede Nordeste de Formação em Saúde da Família (Renasf), da Rede Internacional de Educação de Técnicos em Saúde, da Rede Latino-Americana de Escolas de Saúde Pública, da África e da Europa, além de professores universitários, estudantes de pós-graduação e outros profissionais envolvidos no tema da Educação. 

Confira os temas e assista os webinários do Curso Internacional sobre a Interdisciplinaridade das Ciências Sociais e Humanas para a Formação Docente em Saúde

Formação, trabalho e identidade docente – 19/11/2020: A formação docente como prioridade institucional; Apresentação de resultados parciais do projeto de formação de docentes da Fiocruz,  com a análise dos grupos focais da pesquisa sobre identidade, trabalho e formação docente; relações entre formação, trabalho e identidade docente na área da saúde e análise comparativa da revisão bibliográfica sobre o tema.

Contribuições das Ciências Sociais e Humanas para a formação e o trabalho docente – 26/11/2020 (14h às 18h): Educação e contradição: elementos metodológicos para uma teoria crítica do fenômeno educativo; Os aportes de Paulo Freire com a pedagogia do oprimido e a pedagogia da esperança; Hegemonia, contra hegemonia e conscientização de educadores/as nas políticas educacionais brasileiras.

O caráter interdisciplinar da Educação: Interseções entre cultura, psicologia e artes – 3/12/2020 (14h às 18h): O caráter interdisciplinar da educação e a potência das interações entre a cultura, a psicologia e as artes; Arte e direitos humanos na educação; Sujeitos e subjetividades nos espaços/tempos contemporâneos; Liberdade, criatividade e imaginação na produção sócio histórica da diversidade cultural.

Formação e trabalho em saúde no Brasil: Perspectiva histórica e interconexões com a Reforma Sanitária Brasileira – 10/12/2020:  Formação para o Trabalho em Saúde no Brasil; Aspectos históricos e projetos estruturantes da face pedagógica do SUS; Redes como espaço de organização e diálogo das práticas pedagógicas entre docentes e com os movimentos sociais; Ciclos de transformações sócio econômicas e seus principais impactos no mundo do trabalho e nas atividades educativas; Reforma sanitária brasileira, com ênfase nos aspectos relacionados à educação em saúde.

Decolonialidade e o cotidiano na sala de aula: Etnografia como possibilidade nos debates sobre preconceito, gênero e raça – 17/12/2020: Atitude etnográfica na sala de aula; Decolonizando os processos de ensino; A alteridade nas condições de educadores e educandos; Interpretação dos cenários na pesquisa em educação; Decolonialidade e racismo: a produção de vidas vulnerabilizadas; Gênero e sexualidades ancoradas no feminismo e na Teoria Queer: uma análise da produção dos corpos que interessam.  

Educação permanente em saúde: Fundamentos, história, atualizações e perspectivas – 28/1/2021: Aspectos históricos e bases conceituais; Experiência brasileira da educação permanente em saúde como política pública, avanços e dificuldades; A potência da Educação Permanente como ferramenta de transformação das práticas, políticas e gestão dos serviços públicos de saúde; As revisões e perspectivas da política e a proposta de construção de indicadores.

Educação e desigualdades no mundo contemporâneo – 4/2/2021: Desigualdades sociais econômicas e culturais: desafios da Educação; Críticas ao discurso neoliberal e a defesa da Democracia; políticas públicas para o enfrentamento das iniquidades; Resistência e ação coletiva por justiça social e econômica; Educação transformadora, formação política e cidadania crítica. A aula contou ainda com a conferência de Cecília Minayo "A Contribuição da pesquisa para a docência". 

 

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