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Publicado em 06/11/2018

Representantes da Fiocruz e da London School planejam parceria

Representantes da Escola de Higiene e Medicina Tropical de Londres (London School of Hygiene and Tropical Medicine/LSHTM) estiveram na Fiocruz na terça-feira (30/10) para uma reunião de planejamento sobre a cooperação entre as duas instituições. Foram discutidos formas de estreitar os laços entre as instituições, buscando ampliar a parceria já existente entre projetos ou laboratórios específicos para uma cooperação institucional, de acordo com os termos do Memorando de Entendimento assinado em 2014.

O diretor da escola britânica, Peter Piot, destacou a proximidade de visões das duas instituições. “Temos um ponto de vista comum sobre a saúde pública, a saúde global e os direitos humanos. Por isso, essa cooperação é tão importante”, afirmou. Piot se declarou interessado em estreitar os laços de longo prazo com a Fiocruz.

A presidente da Fiocruz, Nísia Trindade de Lima, concordou com a proximidade de visões das duas instituições e ressaltou a importância da interdisciplinaridade nessa visão. “A Fiocruz, como instituição, e eu, como socióloga, valorizamos essa perspectiva. A London School utiliza essa abordagem interdisciplinar em muitos tópicos, como por exemplo na pesquisa em vacinas”, disse.

Nísia esteve recentemente na Inglaterra visitando a London School para apresentar a Fiocruz e discutir os termos da parceria. Segundo Piot, o encontro foi muito positivo. “Ficamos impressionados com tudo que já está sendo feito. Tem muito mais acontecendo do que eu pensava”, afirmou.

Programas de educação, como um doutorado em conjunto, intercâmbios e workshops periódicos foram algumas das sugestões para fortalecer a cooperação institucional. Entre as temáticas de interesse foram citados o uso de big data, as doenças crônicas, as doenças infecciosas, a violência, entre outros. Estiveram presentes representantes de diversas unidades da Fiocruz.

Cooperações triangulares também foram discutidas. “A Fiocruz possui importantes parceiros na América Latina e nos países africanos de língua portuguesa”, lembrou o diretor do Centro de Relações Internacionais em Saúde (Cris-Fiocruz), Paulo Buss.

O diretor da instituição britânica ressaltou que esse é um tema de interesse para eles. A London School é uma das mais importantes no mundo na área de educação e pesquisa em saúde pública e global e possui metade de sua equipe trabalhando fora do Reino Unido. “Temos uma herança colonial ainda, que está presente até na referência à Medicina Tropical no nome da instituição. No entanto, temos buscado formar e recrutar cientistas locais nos países que atuamos. Essa é também uma oportunidade de fortalecer parcerias Sul-Sul”, afirmou Piot.

Por Julia Dias (Agência Fiocruz de Notícias)

Publicado em 06/11/2018

Instituto Nacional de Infectologia celebra 100 anos com simpósio

INI 100 anos: Integrando saberes na construção do conhecimento em doenças infecciosas é o tema do simpósio comemorativo do centenário do Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas (INI/Fiocruz), que acontecerá de 6 a 9 de novembro nos auditórios do Museu da Vida e do Pavilhão de Ensino do INI. A programação é composta por conferências, mesas redondas, exposições, homenagens e atividades culturais. Todas as atividades são abertas ao público e não necessitam de inscrição.

A mesa de abertura, coordenada pela diretora do INI, Valdiléa Veloso, contará com a participação da presidente da Fundação Oswaldo Cruz, Nísia Trindade Lima; do diretor da Casa de Oswaldo Cruz, Paulo Roberto Elian; e da presidente da Comissão Organizadora do Simpósio do Centenário do INI/Fiocruz, Keyla Marzochi. Em seguida, serão realizadas uma mesa redonda sobre a história do INI, uma conferência com o vice-presidente de Ensino, Informação e Comunicação da Fiocruz, Manoel Barral, sobre a formação de recursos humanos na Fundação, além de um debate sobre ensino e ética em pesquisa no Instituto.

A semana prossegue com amplos debates que colocarão em pauta temas como: a Agenda 2030 e sua importância para a Saúde e o combate à desigualdade; o papel da pesquisa clínica no desenvolvimento da ciência, tecnologia e inovação na área da saúde; a interação entre o INI e a comunidade na construção compartilhada do conhecimento, entre outros.

Dois convidados internacionais participarão do Simpósio ministrando conferências: Jean W. Pape, diretor executivo do Groupe Haitien d'Etudes du Sarcome de Kaposi et des Infections Opportunistes (GHESKIO/Haiti) e Wieland Meyer, da Universidade de Sidney (Austrália).

O evento contará ainda com o lançamento do vídeo INI 100 anos, além de exposições, homenagens e atrações musicais. Confira a programação aqui no Campus Virtual Fiocruz.

Por Antonio Fuchs e Mayara Marins (INI/Fiocruz)

Publicado em 31/10/2018

Saiba o que foi debatido na Câmara Técnica de Educação

A Câmara Técnica de Educação da Fiocruz (CTE) se reuniu nos dias 16 e 17 de outubro. Este ano, o encontro com os representantes das unidades integrou a programação da Semana de Educação. O vice-presidente de Educação, Informação e Comunicação da Fiocruz, Manoel Barral, lembrou que o objetivo da reunião era dar continuidade às discussões sobre o Planejamento Integrado da Educação na Fiocruz (Pief), definido como coletivamente como estratégia para a construção da Política Educacional da Fiocruz – recomendação do VIII Congresso Interno (2017).

Planejamento integrado

Em 2018, os trabalhos têm se concentrado no diagnóstico da oferta atual, a partir das discussões nas unidades, que organizaram e enviaram informações para Coordenação Geral de Educação (CGEd/Fiocruz) sobre: conteúdos das ofertas, duplicidades e possibilidades de compartilhar disciplinas. Foram realizadas reuniões com 21 unidades e escritórios da instituição, para trocar informações e esclarecer dúvidas sobre o material produzido.

O Pief tem como principais objetivos ampliar a integração das atividades de educação entre as unidades, avançar na gestão das informações e processos de comunicação, conhecer e melhor avaliar o trabalho desenvolvido pelos diversos agentes da área para avançar em formulações conjuntas, estimular cooperações e melhor aproveitar os recursos.

Temas estratégicos e formação para o SUS

No primeiro dia da Câmara Técnica (16/10), o debate se concentrou na definição de temas estratégicos considerando a formação para o Sistema Único de Saúde (SUS).

Já no dia 17, a coordenadora geral de Educação, Cristina Guilam, abriu o encontro apresentando a equipe. Em seguida, o assessor da Vice-presidência de Educação, Informação e Comunicação (VPEIC/Fiocruz), Paulo Carvalho, fez uma síntese do dia anterior e comentou sobre como os trabalhos estavam organizados, destacando que o objetivo seria então alinhar propostas e fazer sugestões de melhoria.

Os membros da Câmara buscaram, primeiramente, compreender e definir o que é estratégico para a Fiocruz, debatendo sobre um grande tema que pudesse ser desenvolvido de modo a nortear os programas, considerando a Visão institucional. A coordenadora geral de Educação, Cristina Guilam, propôs que, após as discussões fosse elaborado um projeto piloto. Por sua vez, a assessora da Coordenação do Lato sensu, Tânia Celeste, sugeriu o tema “educação, saúde e sociedade”.

Avaliação da Capes, novo sistema para a educação e estudo de egressos

No encontro, também foi apresentada a proposta do grupo de trabalho da Fiocruz dedicado a encaminhar questões relacionadas à avaliação da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes). O GT é coordenado pela pesquisadora Dora Chor, da Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca (Ensp/Fiocruz).

Depois, os participantes conheceram o novo sistema de gestão das informações acadêmicas, que está sendo desenvolvido pela Coordenação-Geral de Gestão de Tecnologia de Informação (Cogetic) junto com a CGEd. Neste ambiente único, será possível gerenciar as informações das modalidades Stricto sensu, Lato Sensu e do nível técnico de forma integrada e acompanhar a vida acadêmica dos estudantes desde a seleção até seu desligamento.

A trajetória dos alunos egressos também foi pauta da Câmara Técnica. Paula Xavier, coordenadora de Informação e Comunicação da VPEIC/Fiocruz e também do Observatório da Fiocruz em Ciência, Tecnologia e Inovação em Saúde. Ela apresentou um estudo piloto com 1168 egressos, realizado a partir do pareamento de informações com bases oficiais do governo. O levantamento mostra que quase 50% dos egressos continuam trabalhando nas suas áreas de atuações na Fiocruz.

Ciência aberta e Programa de Internacionalização da Fiocruz

Paula comentou, ainda, sobre as ações adotadas para envolver os diversos atores da instituição, com o objetivo de formular e implantar uma política de ciência aberta. Considerando a importância de capacitar os alunos de pós-graduação, durante a CTE foi lançado um curso sobre o tema. Fruto de uma parceria entre a Vice-presidência e a Escola Corporativa Fiocruz, o curso será oferecido na modalidade de educação à distância (EAD), a partir de novembro.

Por fim, Milton Moraes, coordenador geral adjunto de Educação, falou sobre o Programa de Internacionalização da Fiocruz. Ele lembrou que as ações não se restringem apenas ao Programa Institucional de Internacionalização da Capes, mas envolvem a formação de diversas redes e parcerias. Segundo Milton, 63% dos pesquisadores brasileiros nunca saíram do Brasil. Ele acredita que, além de ampliar a mobilidade acadêmica, é preciso estimular diversas iniciativas para fomentar este ambiente, tais como: estimular a cooperação Sul-Sul e parcerias em cotutela, assim como promover o uso de ferramentas de informação e comunicação que facilitem o acesso e desenvolvimento de alunos estrangeiros, entre outras medidas.

Publicado em 31/10/2018

Elas sim: mulheres são as grandes vencedoras de prêmios e homenagens, na Semana de Educação da Fiocruz

Na cerimônia de abertura da Semana de Educação da Fiocruz, no dia 15 de outubro, além da apresentação das atividades programadas, foram entregues o Prêmio Oswaldo Cruz de Teses e a Medalha do Mérito Educacional Virgínia Schall. O evento também marcou o lançamento do livro Ciência, saúde e educação, legado de Virgínia Schall.

As mulheres, aliás, mostraram toda a sua capacidade de contribuir para a área científica. Em 2018, apenas alunas conquistaram o Prêmio Oswaldo Cruz de Teses — o que foi destacado pelo representante da Associação de Pós-Graduandos da Fiocruz (APG-Fiocruz), Richarlls Martins, na cerimônia de entrega. “Essa premiação reconhece o mérito e a capacidade de resistir às dificuldades. E, simbolicamente, mostra a importância da igualdade de gênero e também de termos trabalhos sobre os mais diversos temas em saúde pública”.

Já a vice-presidente da Asfoc-SN, Mychelle Alves, disse que estes eventos são importantes para que a comunidade Fiocruz se una, fortaleça e revigore: “Parabéns a todos, guerreiros que buscam dar respostas à sociedade! Vivemos hoje o desmonte da educação, ciência, tecnologia e inovação. Esses prêmios são a prova de que acreditamos em todas estas áreas e na saúde pública”. Emocionada, citou uma frase do líder mundial Nelson Mandela, ex-presidente da África do Sul e Prêmio Nobel da Paz. “A Educação é a arma mais poderosa que você pode usar para mudar o mundo”.

Espaço para o pensamento crítico e o diálogo

Mencionando o ambiente de emoções e de tensões no país durante o período pré-eleitoral, a presidente da Fiocruz, Nísia Trindade Lima, afirmou: “Neste momento, é muito importante estarmos juntos para renovarmos nossas esperanças, reforçarmos nossas convicções e atualizarmos a nossa agenda”. Ela parabenizou todos os homenageados e a equipe de diversas áreas envolvidas na realização da Semana, destacando a programação variada do evento e a valorização do trabalho dos profissionais da educação. “Abrimos falando de Paulo Freire, lembrando da importância de afirmar o valor da educação libertadora e do pensamento crítico. Junto com ele, homenageamos aqui na Tenda da Ciência – este espaço de educação, construção de pensamento e de diálogo – que tem o nome de uma grande educadora, Virgínia Schall. Ela também dá nome à medalha que será entregue a Euzenir Sarno, uma referência de pesquisadora, mestre e educadora”. Nísia cumprimentou também o primeiro professor emérito da Fiocruz, Arlindo Fábio, aproveitando para homenagear todos os professores.

A presidente destacou que o campo da educação deve ser pensado de uma forma ampla, considerando a articulação com a ciência e a saúde. Ela também falou sobre a integração dos programas de ensino, com a pesquisa, informação e comunicação, seja nos cursos, práticas e outras experiências.

Euzenir Nunes Sarno recebe a Medalha Virgínia Schall de Mérito Educacional

No evento, foi entregue, pela primeira vez, a Medalha Virgínia Schall de Mérito Educacional – criada em homenagem à psicóloga, doutora em educação e pesquisadora Virgínia Schall, pioneira na articulação dos campos da educação, saúde e divulgação científica no Brasil. A iniciativa reconhece o conjunto da obra de servidores da instituição, em atividade ou aposentados, com atuação nas áreas de medicina, ciências biológicas aplicadas à saúde e biomedicina, ciências humanas e sociais e saúde coletiva.

A medalha foi concedida à pesquisadora Euzenir Nunes Sarno, do Laboratório de Hanseníase do Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz), que se dedica há mais de 50 anos à saúde pública e tem sua trajetória marcada pela formação de novos cientistas. “É um reconhecimento benevolente da comunidade científica da Fiocruz de uma carreira muito longa, de dedicação à formação de jovens cientistas, seja estudantes de medicina, durante o período na Uerj, seja na Pós-graduação do IOC. Eu compartilharia esse mérito com várias outras pessoas que tem uma carreira semelhante à minha”, disse Euzenir. Já a presidente da Fiocruz destacou que “Euzenir Sarno é uma educadora e pesquisadora totalmente comprometida com uma questão central do nosso sistema de saúde e das nossas dívidas sociais que é a hanseníase”.

Depois de receber a medalha, Euzenir foi entrevistada, no palco, pela coordenadora-geral do Canal Saúde, Márcia Corrêa e Castro. Ela fez à homenageada perguntas enviadas por alunos da professora. Na entrevista, Euzenir lembrou o uso de metodologias inovadoras para a época e disse: “Educar é transformar, fazer com que os alunos se encontrem, tirá-los da passividade”. Encerrando sua fala, celebrou: “Fui superada por muitos deles: esta é minha grande vitória”.

Obra difunde o legado de Virgínia Schall

Fechando o primeiro dia do evento, foi lançado o livro Ciência, saúde e educação, legado de Virgínia Schall. A obra é organizada por Simone Monteiro, do Laboratório de Educação em Ambiente e Saúde do IOC, e Denise Pimenta, pesquisadora do Instituto René Rachou (Fiocruz Minas). A determinação de Schall foi destacada por Simone. “Mesmo diante das dificuldades, a Virgínia era uma otimista, ela encontrava uma brecha e realizava. Nossa maneira de continuar a ‘conviver’ com ela é também acreditar, semear. Assim a gente pode eternizar esta pessoa tão especial”, afirmou.

Flávia Lobato (Campus Virtual Fiocruz)* | Fotos: Peter Ilicciev (CCS) 
Com informações do Instituto Oswaldo Cruz

Publicado em 30/10/2018

Patrimônio Audiovisual em Saúde: qual o futuro dos arquivos?

De olho nas novas tendências tecnológicas, seja do ponto de vista técnico ou conceitual, o Seminário do Patrimônio Audiovisual em Saúde na Fiocruz chega à sua quarta edição. Com o tema Os arquivos do futuro e o futuro dos arquivos audiovisuais públicos, o evento acontecerá no dia 7 de novembro, das 9h30 às 12h, e é aberto a estudantes, pesquisadores, técnicos e outros profissionais interessados nas áreas de audiovisual, memória, comunicação, informação e saúde.

Haverá duas apresentações. Érika Maria Nunes Sampaio, vai apresentar um panorama da preservação digital no Arquivo Nacional, na perspectiva do audiovisual. Em seguida, Thiago Luna de Melo, que também atua naquela instituição vai abordar as tecnologias da informação e comunicação presentes na preservação digital.

O seminário é uma parceria entre o Centro de Estudos do Instituto de Informação e Comunicação Científica e Tecnológica em Saúde (Icict/Fiocruz) e a Casa de Oswaldo Cruz (COC/Fiocruz).

As inscrições são gratuitas, mediante cadastro no site do Icict.Também haverá transmissão online, no canal da VideoSaúde Distribuidora no Youtube.

Inscreva-se e saiba mais acessando a agenda do Campus Virtual Fiocruz.

 

Por André Bezerra (Icict/Fiocruz)

Publicado em 26/10/2018

Inscrições abertas para o curso de atualização em vigilância em saúde no ambiente hospitalar

O Instituto Nacional de Infectologia (INI/Fiocruz) está com 15 vagas abertas para o curso de atualização em vigilância em saúde no ambiente hospitalar. As inscrições vão até o dia 10 de novembro.

A iniciativa é voltada a profissionais de saúde de nível superior e graduandos dos cursos da saúde matriculados no último ano. O objetivo é fazer com que compreendam o papel da vigilância em saúde nos hospitais, considerando o atual modelo adotado pelo SUS, bem como a inserção da área no Sistema Nacional de Vigilância em Saúde.

Os alunos conhecerão, ainda: elementos do processo de trabalho da vigilância em saúde hospitalar e sua relação com o ambiente hospitalar de forma integrada à segurança do paciente; controle de infecção hospitalar e análise de indicadores para a avaliação de riscos, a prevenção e o controle de agravos.

O curso será ministrado de 26 de novembro a 17 de dezembro de 2018, na sede do INI, e contará com aulas teóricas presenciais (32h) e atividades à distância por meio da plataforma Moodle (8h).

Se interessou? Então inscreva-se aqui pelo Campus Virtual Fiocruz.


Por Instituto Nacional de Infectologia (INI/Fiocruz) | Foto: Unsplash 

Publicado em 31/10/2018

Uma semana muito construtiva para a educação na Fiocruz

“Não é possível refazer este país, democratizá-lo, humanizá-lo, torná-lo sério, com adolescentes brincando de matar gente, ofendendo a vida, destruindo o sonho, inviabilizando o amor. Se a educação sozinha não transformar a sociedade, sem ela tampouco a sociedade muda”. Partindo dos ensinamentos do Patrono da Educação no Brasil – o pedagogo, educador e filósofo Paulo Freire – foi aberta a Semana de Educação da Fiocruz, no Dia do Mestre (15/10).

As diversas atividades foram apresentadas pelo vice-presidente de Educação, Informação e Comunicação, Manoel Barral. No próprio dia 15, foram homenageados alunos e professores, com o Prêmio Oswaldo Cruz de Teses e a Medalha do Mérito Educacional Virgínia Schall. Na ocasião, também foi lançado o livro Ciência, saúde e educação, legado de Virgínia Schall (leia mais sobre prêmios, homenagens e o livro aqui).

Construção coletiva da Política Educacional da Fiocruz

Barral também comentou os destaques da programação até o dia 19 de outubro: a abertura da Semana Nacional de Ciência e Tecnologia, o lançamento de publicações, o encontro da Câmara Técnica de Educação (com a conferência Desigualdade na oferta de pós-graduação em saúde no Brasil, assim como a continuidade dos debates sobre o Plano Integrado de Educação - Pief) e a realização do Seminário de Educação com intercâmbio de experiências, metodologias e tendências na área educacional.

Depois, apresentou as iniciativas que a VPEIC tem desenvolvido para fortalecer a integração entre as unidades e construir a Política Educacional da Fiocruz, a partir das diretrizes do VIII Congresso Interno da Fiocruz. O vice-presidente destacou ações junto aos programas de ensino, como a avaliação da pós-graduação e a oferta de disciplinas com conteúdos transversais para a formação em divulgação científica e ciência aberta. Ele também informou sobre a implantação do Sistema Integrado de Educação, o projeto de Internacionalização do Ensino e os instrumentos de acompanhamento dos cursos e seus egressos, destacando a articulação com o Observatório Fiocruz de CTI em Saúde (que foi remodelado). Ao que a presidente da Fiocruz, Nísia Trindade Lima, exclamou: “Quantas boas notícias!”.

Tenda da Ciência Virgínia Schall é palco da entrega de prêmios e homenagens para alunos e educadores

Após as falas dos representantes da Associação de Pós-graduandos da Fiocruz (APG-Fiocruz) e da Asfoc-SN, Nísia comentou sobre o contexto pré-eleições: “Neste momento de emoções e tensões, é muito importante estarmos juntos para renovarmos nossas esperanças, reforçarmos nossas convicções e atualizarmos a nossa agenda”. 

Ela parabenizou todos os homenageados e a equipe de diversas áreas envolvidas na realização da Semana, destacando a programação variada do evento e a valorização do trabalho dos profissionais da educação. “Abrimos falando de Paulo Freire, lembrando da importância de afirmar o valor da educação libertadora e do pensamento crítico. Junto com ele, homenageamos aqui na Tenda da Ciência – este espaço de educação, construção de pensamento e de diálogo – que tem o nome de uma grande educadora, Virgínia Schall. Ela também dá nome à medalha que será entregue a Euzenir Sarno, uma referência de pesquisadora, mestre e educadora”.

Confira os detalhes da entrega do Prêmio Oswaldo Cruz de Teses, da Medalha do Mérito Educacional Virgínia Schall e sobre o lançamento do livro Ciência, saúde e educação, legado de Virgínia Schall.
 

Flávia Lobato (Campus Virtual Fiocruz)* | Fotos: Peter Ilicciev (CCS)
*Com informações do Instituto Oswaldo Cruz

Publicado em 25/10/2018

Escola Politécnica de Saúde comemora os 30 anos do SUS em seminário internacional

Há exatos 30 anos nascia o Sistema Único de Saúde (SUS), a maior política social que o Brasil já conheceu. Na mesma época, uma unidade construída três anos antes na Fundação Oswaldo Cruz dava um passo que buscava expandir para o campo específico da educação os princípios que orientaram a construção do SUS: era criado o curso técnico de nível médio em saúde da Escola Politécnica de Saúde Joaquim Venâncio (EPSJV).

Duas décadas depois, com uma história já consolidada no campo da educação profissional em saúde, a EPSJV se aventurava de forma mais estruturante na missão de dialogar com  profissionais de saúde e estudantes de todos os níveis, militantes de várias áreas  e com a população em geral, apostando na comunicação pública como caminho de fortalecimento de um projeto de saúde e educação pública e universal. Nascia a Revista Poli – Saúde, Educação e Trabalho, que agora completa dez anos. É para comemorar todas essas conquistas e unir esforços para os próximos passos, que a Escola Politécnica de Saúde Joaquim Venâncio da Fiocruz promove este seminário. O evento terá transmissão online

No dia 29/10, às 13h30, vale a pena conferir a mesa-redonda Formando trabalhadores para um sistema de saúde público e universal: 30 anos de concepções e políticas de Educação Profissional em Saúde. A mesa apresenta uma história dos programas e políticas de Educação Profissional em Saúde como parte da construção do SUS ao longo desses 30 anos, acompanhada de um balanço das concepções que orientaram essas ações. Traz, ainda, um relato analítico da experiência do curso técnico de nível médio em saúde da Escola Politécnica de Saúde Joaquim Venâncio (EPSJV/Fiocruz). Os participantes são Marise Ramos, pesquisadora da EPSJV; Milta Torrez, assessora da Coordenação de Desenvolvimento Educacional e Educação a Distância da ENSP; e Julio Lima, pesquisador da EPSJV. A mediação é de Gaudêncio Frigotto, da Universidade Federal Fluminense (UFF). 

O destaque do dia 31/10, às 9h30, vai para a mesa Comunicação Pública e Saúde: papel das mídias na construção e desconstrução do SUS, com a mediação de Rodrigo Murtinho, do Instituto de Comunicação e Informação Científica e Tecnológica em Saúde (ICICT/Fiocruz). A discussão pretende tematizar a importância da pauta da democratização da comunicação para a consolidação do direito à saúde, abordando tanto a dimensão da regulação estatal dos veículos que usufruem de concessão pública quanto o papel dos meios alternativos, populares e estatais comprometidos com essa luta. Por isso, os convidados são Antonio Martins, editor do Outras Palavras e idealizador do Outra Saúde; João Brant, pesquisador e militante do Movimento Democratização da Comunicação; e Cátia Guimarães, editora da Revista Poli. 

Confira a programação completa aqui pelo Campus Virtual Fiocruz! E inscreva-se através do link.

 

Por Escola Politécnica de Saúde Joaquim Venâncio, com informações de Campus Virtual Fiocruz | Cartaz: Divulgação

Publicado em 22/10/2018

Fiocruz abre 210 vagas para estágio no Rio de Janeiro e em outros estados

Estão abertas até o dia 28 de outubro as inscrições para 210 vagas de estágio na Fiocruz. São ofertados 36 postos para estudantes de nível médio/técnico e 174 de nível superior. O edital foi publicado na última quinta-feira, dia 11/10, e a seleção ocorre em parceria com o Centro de Integração Empresa-Escola (CIEE-RJ).

As vagas estão distribuídas entre as unidades do Rio de Janeiro (171) e regionais, nas cidades de Recife/PE (10), Manaus/AM (9), Salvador/BA (7), Belo Horizonte/MG (5), Brasília/DF (3), Eusébio/CE (3) e Porto Velho/RO (2).

O edital de estágio reserva dez por cento das vagas (21) para pessoas com deficiência e trinta por cento (63) para estudantes negros. Poderão concorrer às vagas reservadas a candidatos negros aqueles que se autodeclararem pretos ou pardos no ato da inscrição, conforme o quesito cor ou raça utilizado pela Fundação Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística.

O estágio não-obrigatório fornece bolsa de R$ 520,00 para estudantes de nível superior com seis horas diárias de estágio e de R$ 364,00 para quatro horas. Para as vagas de nível médio as bolsas vão de R$ 290,00 a R$ 203,00 pelo mesmo período. Todos os estudantes recebem, ainda, um acréscimo de R$ 132,00 referentes a ajuda de custo para o deslocamento. As inscrições são feitas online.

Gostou da oportunidade? Acesse o edital completo e concorra!

Ainda tem dúvidas? Saiba mais através do site do CIEE-RJ.

 

Coordenação-Geral de Gestão de Pessoas (Cogepe) | Cartaz: Divulgação

Publicado em 18/10/2018

Pesquisadores da Fiocruz recebem título da Ordem Nacional de Mérito Científico

Os pesquisadores Celina Turchi (Fiocruz Pernambuco), Manoel Barral Netto (VPEIC e UNA-SUS) e Samuel Goldenberg (Fiocruz Paraná) receberam insígnias e diplomas da Ordem Nacional do Mérito Científico em cerimônia realizada na tarde desta quarta-feira, 17 de outubro, no Palácio do Planalto, em Brasília. A pesquisadora Antoniana Krettli (Fiocruz Minas) também foi condecorada.

O título é concedido a personalidades nacionais e estrangeiras que contribuíram e contribuem para a ciência e a tecnologia e se destacaram por sua atuação profissional. Ao todo, 85 profissionais da ciência, tecnologia e inovação foram condecorados, entre pesquisadores, professores, dirigentes de entidades e personalidades. A Fiocruz foi uma das instituições com mais agraciados. 

“As contribuições são de enorme importância para o país e reconhecer seus trabalhos é uma iniciativa que valoriza e promove a atividade científica. Hoje foram homenageados brasileiros ilustres que deram parte da sua vida em favor do desenvolvimento de bons projetos e boas ideias”, afirmou o ministro de Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, Gilberto Kassab.

A presidente da Fiocruz, Nísia Trindade, o vice-presidente de Gestão e Desenvolvimento Institucional, Mario Santos Moreira, a diretora da Fiocruz Brasília, Fabiana Damásio, e a diretora da Fiocruz Bahia, Marilda de Souza Gonçalves, estiveram presentes na solenidade. As condecorações foram entregues pelo presidente da República, Michel Temer, e por ministros de Estado. 

A premiação da Ordem Nacional de Mérito Científico está sendo retomada depois de cinco anos. Foram escolhidos cientistas com contribuição relevante nas áreas de ciências biológicas, físicas, da terra, agrárias, sociais, humanas, tecnológicas, química, matemática e engenharias. A categoria de personalidades nacionais ou estrangeiras é destinada a pessoas que não são cientistas que contribuíram para o desenvolvimento da ciência e tecnologia.

O título é concedido em duas categorias: Grã-Cruz e Comendador. Os candidatos são indicados por instituições ligadas à ciência e avaliados por uma comissão técnica, formada por nove representantes do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC), da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) e da Academia Brasileira de Ciências (ABC). Confira as fotos da cerimônia


Saiba mais sobre o perfil e o trabalho dos pesquisadores homenageados

Antoniana Krettli foi promovida de Comendador para Grã-Cruz, na categoria Ciências Biomédicas. A pesquisadora atua no Laboratório de Malária Experimental e Humana do Instituto René Rachou (IRR/Fiocruz Minas). Tem se dedicado aos testes de medicamentos e estudos sobre plantas medicinais relacionadas ao combate à doença e a estudos sobre a resposta imune na doença de Chagas.  Antoniana é graduada em Farmácia e Medicina, com mestrado e doutorado em parasitologia pela Universidade Federal de Minas Gerais. Fez pós-doutorado no Instituto Pasteur, Paris, com bolsa da Organização Mundial da Saúde (OMS) e Especialização no Centro de Imunologia da Universidade de Lousane (Suíça). Foi a primeira presidente mulher da Sociedade Brasileira de Imunologia, em 1987, e é membro titular da Academia Brasileira de Ciências e consultora da Organização Mundial de Saúde no comitê “Research and Strengthening Group” desde 1992. Recebeu diversos prêmios e medalhas de honra de sociedades científicas, como a placa Women in Science Senior Award-I Edition of the Award e Honra ao Mérito Científico do Governo Federal e do Estado de Minas Gerais.

Celina Turchi recebeu o título de Comendador pelo estudo que relaciona a zika com a microcefalia. Para a pesquisadora, a Fiocruz é uma instituição que agrega diversos cientistas, dá espaço e tem a perspectiva de montagem de redes de pesquisa e projetos interinstitucionais, que facilitam e avançam na produção de conhecimento, principalmente em momentos de emergência e de crise. “É uma instituição enérgica e proativa em resolver problemas de saúde pública, que tem essa visão de produção de conhecimento para redução de desigualdades, por isso merece continuidade. Fui acolhida pela Fiocruz Pernambuco, à sou muito grata, e estou representando as redes de pesquisadores”, completou.

Celina Turchi coordena o Grupo de Pesquisa de Epidemia da Microcefalia, em Recife (PE), com projetos de pesquisa na área de infecção pelo vírus Zika. A pesquisadora entrou para a história da medicina brasileira e acumula grandes conquistas em seu currículo. Em 2016, entrou na lista das dez mais importantes cientistas pela revista Nature e no ano seguinte foi eleita como uma das cem pessoas mais influentes do mundo pela revista Time. Recebeu outros prêmios como o Péter Murányi 2018, edição Saúde, o prêmio Faz Diferença do jornal O Globo, a Medalha Mietta Santiago, concedida pela Secretaria da Mulher e pelo Presidente da Câmara dos Deputados, além da concessão de professora emérita da Universidade Federal de Goiás e do Título de Cidadã de Pernambuco.

Manoel Barral Netto foi promovido de Comendador para Grã-Cruz, na categoria Ciências Biomédicas. Para ele, o agraciamento é um reconhecimento do trabalho que envolve fazer pesquisa e trabalhar na gestão de pesquisa. “A Fiocruz, entre os agraciados, teve um número importante de participações, um título de comendador e três Grã-cruz. Foi uma das instituições que mais teve representação na solenidade. Ninguém trabalha em pesquisa fora de uma instituição. Além de um reconhecimento de mérito, é um reconhecimento institucional”, afirmou.

Manoel Barral é membro da Sociedade Brasileira de Imunologia, sendo seu atual presidente, e membro da American Society of Tropical Medicine and Hygiene. É consultor do CNPq e da Finep e membro do Comitê Assessor da Capes para as áreas de Imunologia, Parasitologia e Microbiologia. Foi diretor do Instituto Gonçalo Moniz (Fiocruz Bahia), é vice-presidente de Educação, Informação e Comunicação da Fiocruz e secretário executivo da Universidade Aberta do SUS (UNA-SUS). Recebeu um dos prêmios Unesco-Guiné Equatorial de Pesquisa em Ciências da Vida 2015 pelos trabalhos sobre a leishmaniose e a malária.

O pesquisador atuou também na Universidade Federal da Bahia, como Pró-Reitor de Pesquisa e Pós-Graduação e diretor da Faculdade de Medicina da Bahia. Consolidou a formação de um grupo de pesquisa sobre a imunorregulação das infecções experimentais e humanas por parasitas do gênero Leishmania, estudou e publicou trabalhos também na área de toxicologia e imunologia de venenos. Uma colaboração com a Universidade Cornell deu origem a uma série de trabalhos fundamentais em imunologia das leishmanioses humanas, publicados em jornais e revistas internacionais. Estes estudos transformaram o grupo de imunologia de leishmanioses da UFBA num dos principais centros de pesquisa mundial no tema. 

Samuel Goldenberg também foi agraciado com o título Grã-Cruz. Para ele, a importância do prêmio é o reconhecimento do trabalho que tem sido feito há 35 anos em prol da ciência e da saúde do Brasil. “O título mostra a qualidade do trabalho feito e a importância da Fiocruz, visto por outros avaliadores da atividade científica. Fico muito feliz porque é o reconhecimento do trabalho. Apesar de todas as dificuldades que temos, de todos os empecilhos que encontramos no dia a dia para fazer ciência no Brasil, ainda é possível fazer”, completou.

Samuel é pesquisador do Instituto Carlos Chagas (ICC/Fiocruz Paraná). Graduado e mestre em Ciências Biológicas pela Universidade de Brasília, contribuiu também para o estudo de genes do protozoário Trypanosoma cruzi, que levou ao desenvolvimento de um kit de diagnóstico para doença de Chagas. Este kit foi considerado como de excelência pela Organização Mundial da Saúde e resultou na primeira patente internacional da Fiocruz e na outorga do Prêmio Governador do Estado Invento Brasileiro em 1993. Goldenberg participou do desenvolvimento do primeiro micro-array (biochip) contendo genes do T. cruzi, abrindo um importante caminho para os estudos de genômica funcional deste parasita. 

Foi coordenador da implantação da Fiocruz no Paraná, diretor do Instituto de Biologia Molecular do Paraná (IBMP) e diretor do Instituto Carlos Chagas.  Foi presidente da Sociedade Brasileira de Protozoologia e da Sociedade Brasileira de Genética. Tem uma vida acadêmica extensa, formando 19 doutores. Foi citado em artigos mais de 4600 vezes, tem 144 artigos publicados e sete capítulos de livros. O biólogo recebeu o prêmio Almirante Álvaro Alberto e a Medalha Samuel Pessoa da Sociedade Brasileira de Protozoologia (SBPz). Foi agraciado com duas Ordens Nacionais do Mérito, na classe Comendador: Científico e Médico. É membro Titular da Academia Brasileira de Ciências e coordenador do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia (INCT) para Diagnóstico em Saúde Pública.

Por Nathállia Gameiro (Fiocruz Brasília) | Texto e fotos

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