Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca (Ensp/Fiocruz)

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Publicado em 08/05/2017

EAD: inscrições abertas para especialização de Gestão de Redes de Atenção à Saúde

Estão abertas até 15/5 as inscrições para o Curso de Especialização em Gestão de Redes de Atenção à Saúde, na modalidade à distância. Há 600 vagas para profissionais de nível superior que atuem como gestores ou técnicos, nas três esferas de gestão do Sistema Único de Saúde (SUS), além de profissionais e professores das áreas de planejamento e gestão em saúde de todo o Brasil. A especialização é oferecida pela Escola Nacional de Saúde Pública Sérgio Arouca (Ensp/Fiocruz) e coordenada pela pesquisadora Rosana Kuschnir.

Em sua última edição, o curso recebeu 25 mil inscrições online. Rosana diz que a procura mostra a importância da área: “Este curso é fruto de parceria da Ensp/Fiocruz com o Ministério da Saúde. O objetivo é dar suporte à constituição de redes de atenção, estratégia central para o alcance dos objetivos do SUS, buscando garantir atenção integral e de qualidade, além de maior eficiência na produção do cuidado. O foco é em planejamento e gestão, especialmente nas dimensões de diagnóstico e desenho de estratégias de intervenção, organização da atenção e sua gestão, com ênfase na utilização de mecanismos de coordenação".

O curso visa apoiar a política de constituição de redes e de (re)instituição do espaço regional, por meio de formação de concepção sistêmica, propiciando a compreensão do processo de construção das redes em suas diferentes dimensões, e da provisão de base conceitual e instrumental que habilite ao planejamento e gestão de redes de atenção à saúde. 

De acordo com a coordenadora, a avaliação dos ex-alunos e a qualidade dos trabalhos de conclusão de curso apresentados têm demonstrado o alcance dos objetivos. "Estamos imensamente orgulhosos de nossos alunos e da nossa equipe de tutores e orientadores de aprendizagem", diz.

Confira o edital e o link de inscrição.

Fonte: Ensp/Fiocruz

Publicado em 21/03/2017

Aula inaugural - Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca (Ensp/Fiocruz), com o reitor da UFRJ, Roberto Leher

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aula inaugural, Ciência, produção científica, avaliação, conhecimento, políticas públicas
Publicado em 20/03/2017

Colóquio discute a formação em saúde pública na América Latina

Desde 2014, a Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca (Ensp/Fiocruz) desenvolve diferentes tipos de cooperações com instituições formadoras em saúde pública de Cuba, para fortalecer a capacidade de governança dos sistemas de saúde de ambos os países. Como fruto dessa relação, a Ensp realizou, em 2015, o 1º Colóquio Brasil-Cuba de Formação em Saúde Pública. No ano seguinte, foi a vez de Cuba sediar a segunda edição do evento.

Para 2017, a Escola prepara um encontro mais abrangente, intitulado 1º Colóquio Latino-Americano de Formação em Saúde Pública, cujo principal objetivo é possibilitar o intercâmbio de experiências exitosas de formação em saúde pública. A ideia é estreitar o diálogo e o crescimento conjunto de instituições-chave do Brasil e de Cuba, que cotidianamente enfrentam o desafio de qualificar recursos humanos para seus sistemas de saúde. O evento acontecerá de 8/5 a 10/5 na Ensp.

1º Colóquio Latino-Americano e o 3º Colóquio Brasil-Cuba de Formação em Saúde Pública tiveram suas bases definidas no encontro de 2016. Decidiu-se, então, que a perspectiva do evento deveria ser mais abrangente: além de facilitar o diálogo entre instituições brasileiras e cubanas, é importante também incorporar experiências de outras instituições latino-americanas, responsáveis pela formação e qualificação de quadros estratégicos para os sistemas de saúde da região. Para isso, estarão presentes professores, dirigentes e alunos de instituições formadoras de diversos países latino-americanos discutindo oportunidades e desafios para aprimorar a governança e a gestão dos serviços, programas e sistemas de saúde regionais.

As inscrições são gratuitas, porém limitadas. Para se inscrever, basta acessar o link, disponível abaixo, e preencher o formulário on-line.

Formulário de inscrição 

Programação preliminar


Histórico: saiba mais sobre o Colóquio Brasil-Cuba de Formação em Saúde Pública

A primeira edição do Colóquio Brasil-Cuba aconteceu em dezembro de 2015 na Ensp e reuniu, além de alunos, dirigentes e integrantes das três instituições participantes: a Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca (Ensp/Fiocruz), a Escola Nacional de Saúde Pública de Cuba e o Instituto Nacional de Higiene Epidemiologia e Microbiologia. O encontro uniu centros formadores de saúde pública dos dois países como uma estratégia fundamental para reforçar a formação dos profissionais e dar passos concretos para elaboração de acordos que perpassam todas as áreas da saúde pública. As ações de cooperação entre os países, tanto no campo da formação como na área de serviços ou no intercâmbio de profissionais, também ficaram mais fortalecidas. 

Já a segunda edição do encontro foi realizada em Havana, Cuba, em setembro de 2016, e reuniu escolas e institutos de saúde pública dos dois países para discutir os desafios e estratégias tendo em vista o aperfeiçoamento da formação em saúde. No segundo ano, a novidade foi a associação do colóquio ao Programa de Estágio Internacional dos alunos de Residência da Ensp, o que resultou na participação ativa dos alunos durante o evento. Eles apresentaram seus respectivos programas de formação no Brasil; discutiram os desafios da internacionalização com alunos e professores de instituições cubanas, assim como abordaram as peculiaridades da formação em serviços nos dois países.

Fonte: Ensp/Fiocruz

Publicado em 02/01/2017

Inscrições abertas para seis cursos de especialização na Ensp/Fiocruz

A Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca (Ensp/Fiocruz) está com inscrições abertas para seis cursos de especialização. Um deles é a Especialização em Saúde Pública, que está há 60 anos na grade curricular da Escola e visa introduzir o aluno no campo da saúde coletiva, gerando competências para que atue como sanitarista. Também estão abertas as inscrições para os cursos de Direitos Humanos e Saúde; Gênero, Sexualidade e Direitos Humanos; Gestão Urbana e Saúde; Gestão e Tecnologias do Saneamento; e Pesquisa de Campo com ênfase em Epidemiologia das Doenças Crônicas. Todas as informações sobre os cursos e seus editais estão disponíveis na Plataforma Sigals.

Confira abaixo mais informações sobre os cursos de especialização da Ensp/Fiocruz com inscrições abertas. Acesse os editais e fique atento aos prazos para se candidatar.

Direitos Humanos e Saúde
Curso presencial, oferecido pelo Departamento de Direitos Humanos, Saúde e Diversidade Cultural da Ensp/Fiocruz. Tem por objetivo promover a construção do conhecimento no campo do Direito e Saúde, desenvolvendo competências gerais e específicas através da compreensão dos conteúdos programáticos. Coordenada pelas pesquisadoras Maria Helena Barros de Oliveira e Marise Freitas Alves, a especialização promove o processo de educação, formação e aperfeiçoamento dos profissionais das Ciências da Saúde e Ciências Jurídicas, a fim de criar no aluno uma compreensão geral sobre a área do Direito e Saúde, facilitando a aplicação destes conhecimentos em sua atuação profissional. Os interessados devem se inscrever até 5/1. Acesse o edital.

Saúde Pública
Há 60 anos na grade curricular da Escola, a Especialização em Saúde Pública na Ensp/Fiocruz introduz o aluno no campo da saúde coletiva e gera competências para sua atuação como sanitarista. Coordenada pelas pesquisadoras Gíssia Gomes Galvão e Célia Regina de Andrade, esta especialização capacita o aluno a identificar problemas prioritários na área da saúde, buscando soluções criativas, além da aplicação de técnicas e instrumentos adequados às características da situação de saúde e do sistema de saúde brasileiro. A estrutura curricular do curso é constituída por cinco blocos temáticos. A carga horária total é de 690 horas, sendo 576 horas de aulas presenciais e 114 horas para elaboração do TCC. As aulas serão ministradas às segundas e terças-feiras, em horário integral. Há 30 vagas disponíveis para profissionais graduados ligados à área da saúde ou afins e as inscrições ficam abertas até o dia 18/1. Acesse o edital.

Gestão e Tecnologias do Saneamento
Este curso disponibiliza 25 vagas para profissionais graduados com atuação ou interesse nas áreas de saúde e saneamento ambiental. Seu objetivo é formar e qualificar os alunos para desenvolver projetos de pesquisa, de assessoria técnica e de gestão nos campos do saneamento e da saúde ambiental; assim como atualizar e aperfeiçoar conhecimentos que atendam às demandas do novo arcabouço institucional no campo do saneamento e da saúde ambiental. Os alunos da especialização poderão aprofundar os conhecimentos necessários à análise, gestão e avaliação de projetos, bem como à regulação dos serviços na área de saneamento básico e ambiental. Além disso, são estimulados a elaborar projetos de pesquisa que abordem as questões do saneamento básico e ambiental e suas interfaces com determinados processos de saúde-doença. As inscrições ficam abertas até o dia 18/1. Leia o edital.

Pesquisa de Campo com Ênfase em Epidemiologia das Doenças Crônicas
Esta nova especialização da Ensp/Fiocruz é coordenada pelas pesquisadoras Maria de Jesus Mendes da Fonseca e Rosane Härter Griep. Seu objetivo é capacitar profissionais de diferentes áreas de atuação a desenvolverem etapas diversas de uma pesquisa epidemiológica — envolvendo os preceitos da qualidade na coleta de dados na área da saúde com ênfase em doenças crônicas em seres humanos. O programa do curso é composto principalmente por atividades teórico-práticas de formação em serviço (80%), que serão desenvolvidas no Estudo Longitudinal de Saúde do Adulto (Projeto Elsa). Há 15 vagas e os candidatos podem se inscrever até 18/1. Acesse o edital.

Gestão Urbana e Saúde
Até o dia 2/2 estão abertas as inscrições para a especialização em Gestão Urbana e Saúde, oferecido pelo Departamento de Saneamento e Saúde Ambiental da Ensp. A formação visa qualificar profissionais para o desenvolvimento de práticas de formulação e execução de políticas, programas e projetos de intervenções urbanas e territoriais na sua relação com a saúde coletiva. O objetivo do curso é desenvolver uma visão crítica e estratégica sobre as políticas, planos e programas que têm determinado, historicamente, a expansão territorial urbana de uma cidade ou metrópole, fortalecendo e ampliando a pauta da saúde coletiva. Leia o edital.

Gênero, Sexualidade e Direitos Humanos
Este curso tem o objetivo de promover a discussão crítica das questões relativas às desigualdades sociais marcadas especificamente pelo viés de gênero e sexualidade, abrangendo recortes de raça e classe social. A especialização é oferecida pelo Departamento Direitos Humanos, Saúde e Diversidade Cultural da Ensp/Fiocruz e coordenada pelos pesquisadores Marcos Besserman Vianna e Nair Teles. O curso se destina a profissionais de nível superior de diversas áreas de atuação, como: Ciências Sociais, Direito, Saúde, Gestão Pública, e também a movimentos sociais que necessitem ampliar sua compreensão sobre estes temas a fim de desenvolver suas atividades. Há 20 vagas e as inscrições podem ser feitas até 5/1. Acesse o edital.

Fonte: Informe Ensp

Publicado em 17/04/2026

Entrevista com Autores de CSP debate trajetória histórica e impactos sociais da Pós-graduação em Saúde Coletiva

Autor(a): 
Clara Rosa Guimarães (CSP)

A pós-graduação em Saúde Coletiva no Brasil chegou a 101 programas ativos em 2025, distribuídos por todo o país. Para debater essa conquista, seus significados e os desafios que ainda se impõem, o programa Entrevista com Autores, do periódico Cadernos de Saúde Pública (CSP), reuniu alguns dos coautores do artigo de Perspectiva "Pós-graduação em Saúde Coletiva no Brasil: trajetórias, avaliação e desafios". Participaram da conversa, mediada pela coeditora-chefe Marilia Sá Carvalho: Rômulo Paes Sousa, Aylene Bousquat e Bernardo Horta.

Para Rômulo Paes Sousa, pesquisador da Fiocruz Minas Gerais e presidente da Abrasco, o surgimento da Saúde Coletiva no Brasil, nos anos 1970, não foi um fenômeno acadêmico isolado; foi "uma espécie de fato social total". O campo nasceu em plena ditadura militar, com uma agenda que articulava dimensões políticas, sociais e científicas, comprometida com a construção de um sistema de saúde e com a redução das desigualdades.

Nesse sentido, a pós-graduação não surgiu apenas como estratégia de formação de recursos humanos, mas também como parte de um projeto de país. "A Saúde Coletiva faz parte desse grande impulso que o Brasil tem para a democracia, a inclusão e o combate às desigualdades", afirmou Rômulo. A própria escolha de Cadernos de Saúde Pública como veículo do artigo não foi por acaso, fundada em 1985, a revista é parte integrante da história de construção desse campo.

101 programas: pouco ou muito?

A pergunta foi lançada como provocação pela coeditora de CSP Marilia Sá Carvalho, para compreender um pouco mais sobre o expressivo número de programas. Para Aylene Bousquat, docente da USP e atual coordenadora adjunta da área de Saúde Coletiva da CAPES, a resposta exige contexto. Ela lembrou que a política de pós-graduação brasileira, como um todo, partiu de 167 programas em apenas 23 municípios em 1970 e, hoje, abrange mais de 4.500 programas em mais de 350 municípios, resultado de décadas de investimento público.

Ainda assim, o Brasil permanece abaixo da média da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) no número de mestres e doutores. "Não tem nenhum país do mundo que tenha se desenvolvido ou combatido a miséria sem investimento em ciência e tecnologia e com uma formação maciça de mestres e doutores", afirmou Aylene. Na Saúde Coletiva, há um diferencial importante: "Nossos mestres e doutores estão trabalhando e construindo o nosso sistema de saúde e nossa educação", um perfil distinto do observado em outras áreas do conhecimento.

Bernardo Horta, professor da UFPel e atual coordenador da área de Saúde Coletiva da CAPES, apresentou um exemplo concreto do alcance transformador da área. Pouco antes da gravação, ele estava em Tabatinga, no Amazonas, na defesa dos primeiros alunos de uma turma de mestrado em Saúde Coletiva voltada a profissionais indígenas. "Todos os alunos que estão concluindo já estão empregados em diferentes segmentos do Sistema Único de Saúde", relatou.

Segundo Rômulo Paes Sousa, a expansão da pós-graduação acompanha as sucessivas ondas de crescimento do SUS e a necessidade urgente de redistribuir competências para além das capitais e do litoral. "A Saúde Coletiva está fazendo a parte dela ou, pelo menos, se esforçando muito", afirmou.

O produtivismo em xeque: por uma avaliação que valorize o que importa

Um dos temas centrais do debate foi a transição em curso na avaliação dos programas, do modelo baseado na contagem de artigos para critérios mais qualitativos. Bernardo Horta foi direto ao ponto: "A nossa área salta, no início dos anos 2000, de uma média de 2 artigos por docente permanente por ano para 5,1 artigos por docente permanente por ano." 

Para ele, esse crescimento quantitativo não se traduz automaticamente em qualidade e a publicação em revistas predatórias é um dos sintomas do problema. Ao citar um célebre Editorial de CSP sobre “Mais do mesmo”, Horta indicou que é preciso mudar a mentalidade: "Quando eu vou sentar para escrever um artigo, não 'vou escrever mais um artigo', vou tentar trazer algo novo, algo que contribua, e vou querer contar isso para a sociedade depois."

Perspectivas pode ser lido na íntegra no site de CSP. E o programa está disponível em áudio no CSPCast e no YouTube da Ensp.

Publicado em 31/03/2026

Radis de março discute a rotina de cuidadoras

Autor(a): 
Ensp/Fiocruz

Mulheres assumem a responsabilidade pelo cuidado de familiares idosos, crianças e pessoas com deficiência. Essa realidade brasileira escancara a desigualdade, a invisibilidade e a falta de direitos dessas mães, irmãs, filhas, esposas e outras mulheres que lidam com a sobrecarga para poder garantir o cuidado a quem precisa. Contudo, como cuidar da saúde de quem cuida?

No mês de março, que celebra a luta das mulheres, a edição 282 de Radis mostra como é a rotina de mulheres que cuidam e discute a importância da regulamentação da profissão de cuidador ou cuidadora e o papel da Política Nacional de Cuidados. Conheça três experiências voltadas para essas mulheres: o curso de formação na Escola Politécnica de Saúde Joaquim Venâncio (EPSJV/Fiocruz); a Cuidadoria de Mães, para mulheres que acompanham os filhos em longas internações no Instituto Fernandes Figueira (IFF/Fiocruz); e o Programa Maior Cuidado de Belo Horizonte, que leva cuidadores profissionais a idosos com baixa renda.

Confira também na edição: a pesquisadora Inesita Araújo (Icict/Fiocruz) fala sobre sua trajetória e os desafios do campo da comunicação e saúde; pesquisa de opinião inédita revela percepções, sugestões e expectativas de quem lê e acessa Radis em todo o Brasil; documentário Coisa de Favela mostra trajetórias de transformação por meio da cultura.

Acesse aqui.

Publicado em 13/03/2026

Série de Entrevistas Destaca Pesquisas Sobre Enfrentamento de Violências Contra As Mulheres

Autor(a): 
Tatiane Vargas (Ensp/Fiocruz)

No mês marcado pelo Dia Internacional de Luta das Mulheres, celebrado em 8 de março, a Fiocruz realiza uma série de atividades no tema e se mobiliza para o debate sobre o feminicídio zero. Para complementar e incentivar as discussões, o Informe Ensp, da Escola Nacional de Saúde Pública (Ensp/Fiocruz), inicia uma série especial dedicada a estudos coordenados por mulheres pesquisadoras do Departamento de Estudos sobre Violência e Saúde Jorge Careli (Claves). A iniciativa destaca pesquisas que analisam diferentes dimensões das violências de gênero e reafirma o compromisso da Fiocruz com a democracia, com a justiça social e com o enfrentamento das desigualdades.

A série reúne entrevistas, matérias e vídeos com pesquisadoras que investigam temas fundamentais para compreender a violência contra as mulheres como um problema de saúde pública, trazendo reflexões que dialogam diretamente com a campanha institucional Feminicídio Zero, defendida pela Fiocruz e por seu Coletivo de Mulheres: o 8M, que produziu a carta-manifesto do Coletivo de Mulheres na Fiocruz para o 8M 2026. O documento destaca a defesa da vida, da ciência, da democracia e do SUS público, além do combate à misoginia, ao feminicídio e às desigualdades estruturais.

Os conteúdos abordarão diferentes contextos e expressões da violência de gênero, incluindo feminicídio, violência política de gênero, violência contra mulheres rurais, processos migratórios e as articulações feministas na América Latina e no Caribe em defesa da saúde e dos direitos das mulheres. Ao dar visibilidade a essas pesquisas, a Ensp/Fiocruz busca ampliar o debate público e contribuir para a construção de políticas e estratégias capazes de prevenir violências e proteger a vida das mulheres.

Feminicídio: primeiro tema já está no ar

Abrindo a série, o Informe Ensp publicou a entrevista Aumento do feminicídio: por que leis mais duras não têm sido suficientes?, com as pesquisadoras Vera Marques e Camila Alves, da Ensp/Fiocruz, e Isabella Vitral, pesquisadora da Fiocruz Minas. A entrevista discute os limites das respostas exclusivamente punitivas para enfrentar o feminicídio e aponta a necessidade de ações estruturais, intersetoriais e preventivas.

Confira os temas das próximas entrevitas

Publicado em 28/01/2026

Fiocruz abre vagas para especialização em Promoção da Saúde e Desenvolvimento Social

Autor(a): 
Ensp/Fiocruz

Estão abertas, até 23 de fevereiro, as inscrições para o curso de especialização em Promoção da Saúde e Desenvolvimento Social – 2026. A formação se destina aos profissionais graduados da área da Saúde, da Educação e afins que façam interface com o setor Saúde, além de membros de organizações comunitárias, gestores do SUS e das diferentes esferas do governo. Todas as informações referentes ao processo seletivo poderão ser obtidas no Campus Virtual Fiocruz.

Inscreva-se já!

O curso será oferecido em formato híbrido (presencial para residentes no município do Rio de Janeiro e remoto para alunos que vivem em outras regiões). 

São oferecidas 30 vagas, das quais uma é destinada a candidato estrangeiro. Do total, 30% são reservadas para Ações Afirmativas (cotas). 

A formação tem como objetivo desenvolver ensino para reflexão sobre conceitos e práticas de promoção da saúde; criar capacidades de articular e mobilizar conhecimentos, incluindo o diálogo com outros saberes, ciências e políticas; e formar trabalhadores da Saúde e de áreas correlatas sob novas perspectivas de ação, incluindo empowerment da comunidade, focando na equidade, na ética e nos direitos à saúde. 

+ Acesse o edital 

Publicado em 05/11/2025

Centro de Estudos aborda alfabetização digital em saúde como direito humano

Autor(a): 
Ensp/Fiocruz

Nesta quarta-feira, dia 5 de novembro, às 14h, o Departamento de Direitos Humanos e Saúde (Dihs) da Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca (Ensp/Fiocruz) promoverá mais uma edição do Centro de Estudos Giulliano de Oliveira Suassuna. O encontro abordará o tema 'Alfabetização Digital em Saúde como Direito Humano' e será transmitido pelo canal da Ensp no Youtube.

Coordenado pela professora e pesquisadora em Gênero, Telessaúde, Saúde Digital e Direitos Humanos Angélica Baptista Silva, o evento terá o professor e pesquisador em informática em Saúde, IA e Saúde Digital no Departamento de Informática em Saúde da Escola Paulista de Medicina (UNIFESP) Ivan Torres Pisa como conferencista. 

+ Assista ao vivo 

 

Publicado em 20/08/2025

Fiocruz abre inscrições para turmas de 2026 de mestrados e doutorados acadêmicos

Autor(a): 
Ensp/Fiocruz

Estão abertas as inscrições para as turmas de 2026 dos cursos de pós-graduação Stricto Sensu da Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca (Ensp/Fiocruz). Os interessados têm até o dia 15 de setembro para se candidatar às vagas de mestrado e doutorado acadêmicos em três programas: Saúde Pública, Epidemiologia em Saúde Pública e Saúde Pública e Meio Ambiente. As inscrições devem ser realizadas pelo Acesso Fiocruz. Os editais estão disponíveis nos links abaixo. Nos documentos, há instruções para o procedimento de inscrição.

Saiba mais sobre os programas de pós-graduação acadêmicos da Ensp deles e saiba como participar do processo seletivo.

Programa de Pós-Graduação em Saúde Pública

Acesse o edital do Mestrado em Saúde Pública 

Acesse o edital do Doutorado em Saúde Pública

Combinando tradição e atualização, o Programa de Pós-Graduação em Saúde Pública formou sua primeira turma de mestrado em 1967 e, desde 1977, é institucionalizado pela Capes. Ao longo de sua trajetória, contribuiu ativamente para a consolidação da saúde coletiva no Brasil e a formação para o SUS, atuando no ensino, na pesquisa e em parcerias com órgãos governamentais e organizações da sociedade civil. Os coordenadores do PPG são Gisele O'Dwyer de Oliveira e Vania Reis Girianelli.

Programa de Pós-Graduação em Epidemiologia em Saúde Pública

Acesse o edital do Mestrado em Epidemiologia 

Acesse o edital do Doutorado em Epidemiologia

O Programa de Pós-Graduação em Epidemiologia oferece formação sólida, com linhas de pesquisa que dialogam com a Saúde Pública. Dissertações e teses são desenvolvidas com inovação, fundamentação teórica consistente e análise robusta. A proposta é formar docentes, pesquisadores e gestores capazes de planejar, implementar e avaliar políticas públicas e tecnologias em diferentes contextos epidemiológicos, sociais e ambientais, no Brasil e no mundo. Os coordenadores do PPG são Rosane Griep e Antonio Pacheco.

Programa de Pós-Graduação em Saúde Pública e Meio Ambiente

Acesse o edital do Mestrado em Saúde Pública e Meio Ambiente 

Acesse o edital do Doutorado em Saúde Pública e Meio Ambiente

Voltado à interface entre saúde e meio ambiente, o Programa de Pós-Graduação em Saúde Pública e Meio Ambiente forma profissionais para analisar e propor soluções diante dos impactos das exposições ambientais na saúde humana. A abordagem é interdisciplinar e integrada, combinando as áreas de epidemiologia, toxicologia, e gestão e saneamento para compreender e enfrentar desafios ambientais e seus efeitos sobre a saúde. Os coordenadores são Rita Estrela e Enrico Saggioro. 

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