O racismo permeia práticas, instituições e estrutura a sociedade brasileira, influenciando ainda o modo como se produz, se ensina e se faz saúde. Romper com antigas convenções sociais exige mais do que reconhecer o problema: exige ação. Nesse sentido, a Escola Politécnica de Saúde Joaquim Venâncio (EPSJV) e o Campus Virtual Fiocruz lançam a segunda edição do curso online e gratuito Letramento Racial para Trabalhadores do SUS. A primeira edição contou com quase 23 mil participantes. Vem construir essa mudança com a Fiocruz!
A formação propõe um mergulho crítico nas relações entre racismo e saúde, convidando profissionais e estudantes a repensarem suas práticas e a incorporarem uma postura antirracista no cotidiano do cuidado, da gestão e da formação em saúde. Ser antirracista é um compromisso ético e político, além de ser também um passo necessário para garantir o direito universal à saúde. Nesta segunda edição, o curso amplia e fortalece o debate sobre racismo institucional, equidade racial e práticas transformadoras no SUS, com conteúdos interativos, recursos abertos e acessíveis.
Este curso foi o primeiro produto publicado no âmbito do edital Inova Educação - Recursos Educacionais Abertos, promovido pela Vice-Presidência de Educação, Informação e Comunicação da Fiocruz (VPEIC).
Curso como introdutor e catalisador do debate
O curso é especialmente voltado a profissionais do SUS e estudantes, mas aberto a todas as pessoas interessadas no tema. Segundo a pesquisadora da Escola Politécnica em Saúde Joaquim Venâncio (EPSJV/Fiocruz), Regimarina Soares Reis, que é coordenadora da formação, a iniciativa é pioneira com essa abordagem em nível nacional. Ela apontou que, em um debate historicamente invisibilizado, certamente, este curso também está abrindo caminhos e estimulando a realização de outras iniciativas locais.
"A primeira oferta constituiu uma etapa estratégica para fortalecer a capacidade de trabalhadores em fazer frente ao racismo estrutural que está entranhado nas instituições de saúde", comentou Regimarina, destacando ainda que o expressivo número de participantes da primeira edição, provenientes de todas as regiões do país, aponta o tamanho da dimensão da percepção da necessidade de transformação de práticas racistas naturalizadas. A ideia, disse ela, "é que o letramento racial seja um meio, tal como uma ferramenta pedagógica, que apoie a produção de conhecimentos e práticas de saúde orientadas pela equidade sociorracial no SUS. Entender como o racismo é produzido na estrutura da nossa sociedade, os mecanismos a partir dos quais ele opera, e as possibilidades antirracistas permitirá a construção de um posicionamento crítico frente às tensões raciais".
O jornalista da presidência da Fiocruz Leonardo Azevedo, que tem destacada atuação na luta antirracista na instituição — e será homenageado no encontro Trajetórias Negras Fiocruz 2025, dia 11 de novembro —, participou da primeira edição do nosso curso e ressaltou que, apesar de ser especialmente voltado para os trabalhadores do SUS, a formação "é uma oportunidade para que todas as pessoas possam observar e desconstruir práticas racistas no dia a dia, nas interações pessoais e no trabalho, construindo uma sociedade antirracista e comprometida com equidade racial". Ele comentou também sobre a riqueza dos materiais, além da facilidade de realizar o curso de forma flexível e autônoma.
Leonardo defendeu ainda que o letramento racial nos possibilita entender que o racismo é uma questão estrutural e atual e que todos, não apenas os negros, devem estar comprometidos com a luta antirracista. "É preciso enfrentar o racismo, adotar práticas antirracistas e promover a equidade racial em artes, textos, vídeos, imagens e todas as ferramentas e canais que nós, profissionais de comunicação, atuamos e temos responsabilidade. É fazer uma análise crítica das narrativas, promover a diversidade nas redações, assim como a formação e o diálogo contínuo. É adotar um vocabulário racial, para que a linguagem não perpetue o racismo em nossos materiais. É dar visibilidade a pessoas negras em áreas e assuntos distintos, não apenas em assuntos relacionados ao racismo", argumentou ele.
Com racismo não há saúde como direito!
Junto ao lançamento da edição 2025 do curso, acontece uma aula aberta “Racismo e Antirracismo no SUS”, neste dia 4/11, às 10h, pelo canal da Escola Politécnica no youtube e o lançamento do livro “Letramento racial para trabalhadores do SUS”, escrito por Marcos Araújo (UFBA), Daniel Campos (UFRJ), Letícia Batista (EPSJV/Fiocruz) e Regimarina Reis (EPSJV/Fiocruz), com prefácio de Emiliano David (Uerj) e Ingrid D'avilla (EPSJV/Fiocruz). A aula terá a mediação de Sandra Vaz (UFF). O livro, que é digital, gratuito e disponível em acesso aberto, pode ser acessado aqui: Letramento racial para trabalhadores do SUS
Acompanhe ao vivo a aula “Racismo e Antirracismo no SUS”:
Conheça a formação e inscreva-se:
Módulo 1 – Relações entre o racismo e a saúde como direito no Brasil - 15h
Módulo 2 - Prática antirracista como princípio do trabalho em saúde - 15h
O Instituto de Tecnologia em Fármacos (Farmanguinhos/Fiocruz) prorrogou as inscrições para Residência Multiprofissional em Tecnologias Aplicadas à Indústria Farmacêutica (ResidTAIF) 2026/2027. São cinco vagas para profissionais recém-graduados com até dois anos de formação nos cursos de bacharel em Farmácia, Ciências Biológicas (exceto modalidade médica) ou Medicina Veterinária. O edital completo pode ser verificado no Campus Virtual Fiocruz. As inscrições estarão abertas até 5 de novembro de 2025.
O Programa ResidTAIF visa capacitar profissionais recém-graduados, com até 2 (dois) anos de formação até a data de matrículaa (de janeiro de 2024 a 26 de janeiro de 2026), nos cursos de bacharel em Farmácia, Ciências Biológicas (exceto modalidade médica) ou Medicina Veterinária, para planejarem e executarem, no seu âmbito de atuação, ações na Indústria Farmacêutica pertinentes à qualidade de vida da população. Esses profissionais irão interagir com as diversas áreas que envolvem a cadeia farmacêutica e seu papel fundamental na saúde pública brasileira e global. Além de atuar na promoção da saúde de acordo com os princípios do Sistema Único de Saúde (SUS), o programa pretende, também, desenvolver o pensamento crítico e a capacidade inovadora de profissionais da área da saúde com vistas ao desenvolvimento do Complexo Econômico-Industrial da Saúde (Ceis), de acordo com o Decreto nº 11715/2023 que institui a Estratégia Nacional para o Desenvolvimento do Ceis.
O programa terá 2 (dois) anos de duração, em tempo integral e dedicação exclusiva (DE), com carga horária de 5.760 horas, distribuídas em atividades teóricas e práticas, sob a forma de treinamento em serviço, equivalente a 60 horas/semana.
São ofertadas 5 (cinco) vagas, distribuídas por categoria profissional, de ampla concorrência (AC) e de ações afirmativas (AF):
2 vagas para graduados (bacharel) em Farmácia; 2 vagas para graduados (bacharel) em Ciências Biológicas (exceto modalidade médica); e 1 vaga para graduados (bacharel) em Medicina Veterinária.
As atividades teóricas e práticas serão desenvolvidas presencialmente, principalmente, nas dependências de Farmanguinhos (Complexo Tecnológico de Medicamentos – CTM, em Jacarepaguá e no Campus Manguinhos).
Confira o edital e inscreva-se!
De 4 a 6 de novembro, a Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca (Ensp/Fiocruz) vai realizar o seminário “Conectando saúde pública e desigualdades urbanas no contexto das mudanças climáticas: governança para um desenvolvimento justo nas cidades brasileiras”, o Conect. Os encontros serão se 9h às 17h no auditório térreo da Ensp. Para participar, inscreva-se gratuitamente aqui. O evento será transmitido pelo canal da Ensp no YouTube.
As apresentações e debates ocorrerão em torno de três eixos temáticos principais: 1) qualidade da água e saneamento básico, 2) poluição atmosférica e ondas de calor e 3) ecologia política e agroecologia. A programação reunirá pesquisadores brasileiros e alemães, além de representantes de coletivos urbanos que tratam da justiça ambiental em seus territórios.
CONFIRA A PROGRAMAÇÃO DETALHADA
O evento é coordenado pela representante discente e doutoranda do Programa de Pós-Graduação em Saúde Pública e Meio Ambiente, Lillian Silva, pela doutoranda Victória Oliva, do mesmo programa, pelo mestrando em Geografia na UFF Bernardo Bronzi e pelo doutorando em Geografia na Universidade de Bonn, na Alemanha, Vicente Brêtas.
"Quando a Victoria veio falar comigo sobre a proposta do evento, eu logo pensei na internacionalização do SPMA. O programa está crescendo cada vez mais e uma parceria com uma Universidade alemã significa muito. É uma maneira de não só conectar três instituições (Ensp, BONN e UFF), seja pela nossa atuação ou pelos palestrantes, mas também mostrar como as preocupações com a saúde pública são, de fato, universais. São quatro alunos-pesquisadores à frente da organização do Conect e isso mostra que somos cada vez mais ativos e engajados na construção multiprofissional da saúde. São três geógrafos e eu, farmacêutica, além da professora Beatriz Oliveira, orientadora da Victoria, que é enfermeira", detalha Lillian Silva.
Bernardo Bronzi faz um agradecimento ao Centro Alemão de Ciência e Inovação São Paulo (DWIH São Paulo) pelo apoio que viabilizou o evento. "Por meio de seu edital de fomento, o DWIH São Paulo possibilitou a vinda de pesquisadores da Alemanha, permitindo que esta cooperação presencial se concretizasse. O DWIH São Paulo é um ponto de contato essencial entre Brasil e Alemanha nas áreas de ciência, pesquisa e inovação, e seu objetivo de promover a cooperação bilateral e o debate científico está perfeitamente alinhado com a missão do nosso evento na COP 30: contribuir com as discussões sobre mudanças climáticas, focando nos ambientes urbanos para pensarmos juntos em outro mundo possível. Esta parceria é um exemplo vivo da sinergia que busca o desenvolvimento sustentável entre nossos países."
O Dia Nacional da Saúde Única é celebrado em 3 de novembro, data criada para conscientizar sobre a relação entre a saúde humana, animal e ambiental, e promover uma abordagem integrada para lidar com ameaças à saúde pública e ao meio ambiente. A abordagem Uma Só Saúde propõe e incentiva a comunicação, cooperação, coordenação e colaboração entre diferentes disciplinas, profissionais, instituições e setores para fornecer soluções de maneira mais abrangente e efetiva. Essa abordagem favorece a cooperação, desde o nível local até o global, para enfrentar desafios emergentes e reemergentes, como pandemias, resistência antimicrobiana, mudanças climáticas e outras ameaças à saúde. Assim, a abordagem de ‘Uma Só Saúde’ transcende fronteiras disciplinares, setoriais e geográficas, buscando soluções sustentáveis e integradas para promover a saúde dos seres humanos, animais domésticos e silvestres, vegetais e do ambiente mais amplo, incluindo ecossistemas.
O Campus Virtual Fiocruz, em parceria com o Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas (INI/Fiocruz) e o apoio do Ministério da Educação, disponibiliza o curso, online e gratuito, Introdução a Uma Só Saúde. A formação é para quem busca uma visão transdisciplinar e multissetorial integrada e ampla sobre a saúde. Com conteúdo autoinstrucional, o curso propõe uma abordagem inovadora para entender a saúde como um todo — conectando saúde humana, animal e ambiental em um único ecossistema interligado. A formação apresenta 9 aulas, divididas em 2 módulos, que somam 30h de carga horária. A ideia é que profissionais e estudantes de qualquer formação envolvidos nas áreas da saúde humana, animal e ambiente do Brasil e de outros países aprimorem seus conhecimentos, compreendendo de forma mais abrangente as ameaças à saúde pública que estão nessa interface.
O curso aborda implicações reais das interações entre humanos, animais e meio ambiente. Assim, é um espaço de aprendizagem para entender e se capacitar para agir frente a problemas complexos que exigem cooperação e inovação de diversas áreas. Ele foi elaborado com diferentes recursos educacionais, estudos de caso e discussões para apresentar uma abordagem, apesar de introdutória, verdadeiramente transformadora. Não perca a chance de se preparar para os desafios globais de saúde!
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Conheça a organização e estrutura do curso Introdução a Uma Só Saúde e inscreva-se:
Módulo 1 : Contexto, definições e exemplos da abordagem Uma Só Saúde
Módulo 2: A Implementação da abordagem Uma Só Saúde para melhores resultados em saúde pública
#ParaTodosVerem Banner com fundo claro, no centro três figuras ilustrativas, uma árvore no centro, no lado direito um homem, no lado esquerdo um animal com quatro patas e rabo, embaixo está escrito: Curso Introdução a Uma Só Saúde. Inscrições abertas.
Novembro é o mês de conscientização do diabetes e tem o objetivo de alertar a população sobre a importância da prevenção e do diagnóstico precoce da doença. O foco principal está no dia Dia Mundial do Diabetes, celebrado em 14 de novembro, data que homenageia o nascimento de Sir Frederick Banting, um dos descobridores da insulina. A Sociedade Brasileira de Diabetes estima que cerca de 10% da população brasileira convive com Diabetes Mellitus (DM). O DM, principalmente o tipo 2, representa um problema de saúde pública, sendo cada vez mais necessárias a identificação precoce e a oferta de assistência, além do acompanhamento adequado para as pessoas que vivem com diabetes. Para promover a prevenção de complicações e o fortalecimento do autocuidado apoiado para pessoas com esse agravo, o Campus Virtual Fiocruz disponibiliza o curso, online e gratuito, Diabetes Mellitus no SUS: Promoção, prevenção e o fortalecimento do autocuidado.
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O curso tem foco não apenas nos profissionais de saúde, mas também em pessoas com diabetes, familiares e outros que lidam com pessoas que vivem com a comorbidade. Oferece estratégias preventivas e de promoção da saúde para auxiliar esse público a explorar temas essenciais nessa relação, desde a identificação precoce do Diabetes Mellitus (DM) até o estabelecimento de vínculos sólidos com as Unidades Básicas de Saúde, que são, atualmente, elementos imprescindíveis para o sucesso no controle desse agravo.
Segundo o Ministério da Saúde, o Diabetes Mellitus é uma doença crônica não transmissível (DCNT) causada pela produção insuficiente ou má absorção de insulina, hormônio que regula a glicose no sangue e garante energia para o organismo. Esse agravo pode causar o aumento da glicemia e as altas taxas podem levar a complicações no coração, nas artérias, nos olhos, nos rins, nos nervos e, em casos mais graves, à morte. A doença pode se apresentar de diversas formas e possui tipos diferentes: tipo 1, tipo 2, diabetes gestacional e pré-diabetes. Independente do tipo, com o aparecimento de qualquer sintoma, é fundamental que o paciente procure atendimento médico especializado para iniciar o tratamento.
Conheça a estrutura do curso Diabetes Mellitus no SUS: Promoção, prevenção e o fortalecimento do autocuidado e inscreva-se:
Módulo 1 - Panorama epidemiológico do diabetes
Módulo 2 - Tratamento do diabetes
Módulo 3 - Organização da rede de atenção à saúde e prevenção das complicações do diabetes mellitus
#ParaTodosVerem A imagem é formada por um desenho com fundo amarelado e uma forma arredondada no meio, onde está o nome do "CURSO: DIABETES MELLITUS NO SUS - PROMOÇÃO, PREVENÇÃO E O FORTALECIMENTO DO AUTOCUIDADO". Abaixo do nome, um botão com a palavra "INSCREVA-SE". Ao lado superior esquerdo, o desenho de um pássaro; ao lado superior direito, uma lua com estrelas em volta; ao lado inferior esquerdo, o desenho representando uma Unidade de Saúde da Família, com duas profissionais conversando com uma paciente; e ao lado inferior direito, o desenho de um cacto.
O Sextas de Poesia desta semana homenageia o aniversário de Carlos Drummond de Andrade, celebrado em 31 de outubro. Drummond, é considerado um dos poetas brasileiros mais influentes do século XX, e um dos principais artistas da segunda geração do modernismo brasileiro, embora sua obra não se restrinja a formas e temáticas de movimentos específicos.
Carlos Drummond de Andrade, que também foi contista e cronista, nasceu em Itabira do Mato Dentro - hoje apenas Itabira -, em Minas Gerais, em 31 de outubro de 1902.
No poema escolhido, Drummond viu o mundo tão grande que cabia na janela sobre o mar, e o amor num simples gesto de beijar.
Drummond merece todas as homenagens! Ele fazia da poesia seus braços pra alcançar: "tenho apenas duas mãos e o sentimento do mundo".
Estão abertas as inscrições para a terceira turma do curso Capacitação Profissional no manejo da infecção latente pelo Mycobacterium tuberculosis (ILTB). Com abordagem técnica e interdisciplinar, a formação tem como objetivo qualificar profissionais de saúde que atuam direta ou indiretamente no controle da tuberculose, promovendo o fortalecimento das ações de prevenção, diagnóstico e tratamento da infecção latente, etapa essencial para a eliminação da Tuberculose (TB) como problema de saúde pública até 2030. Esta formação integra os esforços da Fiocruz no enfrentamento da tuberculose, alinhando-se às diretrizes mais atuais da Organização Mundial da Saúde (OMS) e aos compromissos firmados pelo Brasil no âmbito dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS). Ao todo, estão disponíveis 90 vagas. Interessados podem se inscrever até o dia 14 de novembro pelo Campus Virtual Fiocruz!
Ao longo de três módulos presenciais, os participantes terão a oportunidade de aprofundar seus conhecimentos sobre o papel estratégico do manejo da ILTB, com foco especial nas populações mais vulneráveis, como pessoas vivendo com HIV/Aids, contatos domiciliares de casos confirmados, pessoas privadas de liberdade e profissionais de saúde. A programação inclui desde o panorama epidemiológico da ILTB no Brasil e no mundo, até o estudo de casos clínicos e o uso de ferramentas como o sistema de informação IL-TB, sempre articulando teoria, prática e diretrizes atualizadas do Ministério da Saúde.
Voltado a profissionais da saúde que atuam no controle da TB e HIV em unidades básicas e/ou de referência, a formação possui carga horária total de 30 horas presenciais, e será realizado de 17 a 19 de novembro de 2025, das 9h às 17h, no Centro de Referência Professor Hélio Fraga, Estrada de Curicica, 2.000, Rio de Janeiro/RJ. Certificados de conclusão serão enviados aos aprovados, por e-mail, em até 20 dias úteis após o término do curso.
O curso é promovido pelo Centro de Referência Professor Hélio Fraga da Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca (CRPHF/Ensp/Fiocruz), unidade técnico-científica de referência nacional no enfrentamento da tuberculose. A coordenação geral está sob responsabilidade do pesquisador e enfermeiro Paulo Victor de Sousa Viana, com participação de especialistas convidados de instituições parceiras, como o Ministério da Saúde e a Organização Panamericana de Saúde (Opas). A proposta integra-se às estratégias institucionais da Fiocruz para o fortalecimento da formação profissional voltada ao SUS, com foco na qualificação da assistência em contextos de alta vulnerabilidade social.
Estão abertas as inscrições para o curso ‘Análise de Variantes com o CLC Genomics Workbench’, promovido pelo Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz) e pela Plataforma de Bioinformática (RPT04A) da Fiocruz.
A formação será realizada nos dias 17 e 19 de novembro, em formato semipresencial, com atividades remotas e presenciais realizadas no Campus Maré da Fiocruz (Av. Brasil, 4.036 - RJ).
A capacitação é voltada a pesquisadores, profissionais e estudantes das áreas de genômica e bioinformática e oferece treinamento prático no uso do software ‘CLC Genomics Workbench’, desenvolvido pela empresa Qiagen para análise de dados de sequenciamento de nova geração (NGS).
Com carga horária total de 15 horas, o curso abordará desde a detecção e anotação de variantes genéticas (SNVs e InDels) até a interpretação dos resultados no ambiente do CLC Genomics Workbench. As sessões práticas serão conduzidas por especialistas da Qiagen, com foco na aplicação dos conhecimentos em projetos de pesquisa, diagnóstico e vigilância genômica.
As inscrições estão disponíveis até 4 de novembro. Acesse a página do curso e saiba mais.
Edição:
Yuri Neri
Permitida a reprodução sem fins lucrativos do texto desde que citada a fonte (Comunicação / Instituto Oswaldo Cruz)
No dia 31 de outubro de 2025, às 14h, será realizado o webinário “Preparação para a temporada de dengue 2026: perspectivas de modelos preditivos”, feito pela Fiocruz em parceria com a Fundação Getulio Vargas (FGV). Os pesquisadores da Fiocruz, Claudia Codeço e Oswaldo G. Cruz, juntamente com o pesquisador da Fundação Getulio Vargas (FGV), Flávio Coelho, e a coordenadora-geral de Vigilância de Arboviroses do Ministério da Saúde, Lívia Vinhal, falarão sobre as previsões para a próxima temporada de dengue no Brasil.
O evento online é promovido pela Vice-Presidência de Educação, Informação e Comunicação (VPEIC/Fiocruz), por meio do Programa de Computação Científica (PROCC/Fiocruz) e do consórcio The Global Health Network América Latina e Caribe (TGHN LAC).
O webinário está com as inscrições abertas e será transmitido em português, inglês e espanhol pelo YouTube da VídeoSaúde Distribuidora da Fiocruz. Cadastre-se aqui para receber lembretes, o link de transmissão e novidades do webinário.
O encontro reúne pesquisadores e gestores de saúde para falar sobre as previsões da próxima temporada de dengue a partir de modelos estatísticos na área de vigilância epidemiológica. O objetivo é compartilhar com a população os achados para o ano de 2026 em modelagem aplicada ao contexto brasileiro.
Em 2025, 52 pesquisadores de diferentes equipes ao redor do mundo participaram de um desafio dos projetos Mosqlimate e InfoDengue chamado “2nd InfoDengue–Mosqlimate Dengue Challenge (IMDC)” em que criaram modelos preditivos para estimar a ocorrência de dengue no Brasil.
Os resultados, apresentados no dia 15 de outubro, mostraram avanços na integração de dados e na calibração de incertezas, reforçando a importância de modelos transparentes e com metodologias diferentes para apoiar decisões em saúde pública. Ainda assim, é importante ressaltar que modelos estatísticos estão sujeitos a incertezas e adaptações. Ou seja, devem ser usados como ferramentas de apoio e não como uma previsão sem mudanças.
As inscrições têm como objetivo manter o público informado sobre o evento, enviando o link de acesso, lembretes, atualizações e informações sobre os idiomas disponíveis.
Inscreva-se aqui para acompanhar as atualizações sobre a dengue 2026
O webinário será transmitido ao vivo pelo canal da VideoSaúde Fiocruz, com tradução simultânea em português, inglês e espanhol.
Fiocruz oferece cursos de controle de mosquitos e larvicidas
O Campus Virtual Fiocruz oferece dois cursos que tratam da temática da dengue e são voltados a profissionais de saúde: Estratégia de Disseminação de Larvicida para combate ao mosquito Aedes e InfoDengue e InfoGripe: Vigilância epidemiológica de doenças transmissíveis, ambos online e gratuitos. Conheça e inscreva-se!
Estratégia de Disseminação de Larvicida para combate ao mosquito Aedes
O curso tem foco numa tática muito promissora no combate aos mosquitos, que é a disseminação de larvicidas pelos próprios mosquitos. A Estratégia de Disseminação de Larvicida (EDL) é diferenciada, pois algumas espécies de mosquitos Aedes usam, de forma frequente, criadouros crípticos, ou seja, de difícil acesso, situados em locais inacessíveis ou ainda visualmente indetectáveis até pelos agentes de combate às endemias (ACE).
O objetivo do curso, que é composto de 2 módulos, 10 aulas e 40h de carga horária, é oferecer um conjunto de conhecimentos, além da prática na gestão e operacionalização dos procedimentos de montagem, impregnação, instalação, e manutenção das Estações Disseminadoras de larvicida (ED’s) para o controle de arboviroses através da dispersão de larvicida por mosquitos urbanos nos diferentes contextos e realidades do Brasil.
A formação é online, gratuita e autoinstrucional e busca qualificar agentes de saúde, estudantes, pesquisadores e profissionais de saúde que atuam ou pretendem atuar no combate aos mosquitos Aedes.
Confira aqui a divisão dos módulos e inscreva-se!
InfoDengue e InfoGripe: Vigilância epidemiológica de doenças transmissíveis
O curso é voltado a profissionais da vigilância em saúde que atuam nas secretarias municipais e estaduais de Saúde, e é aberto também a interessados no tema.
O objetivo é promover a compreensão de conceitos teóricos do monitoramento de doenças transmissíveis e proporcionar aos profissionais conhecimentos e instrumentos para auxiliar na tomada de decisão em situações dedicadas à vigilância de arboviroses urbanas (dengue, Zika e chikungunya) e de Síndromes Respiratórias Agudas Graves (SRAG).
A carga horária é de até 40h, divididas em dois módulos: módulo base e módulo aplicado, em que o aluno pode optar por estudar um dos sistemas (InfoDengue e InfoGripe) ou ambos. Os módulos trazem apresentações das doenças como problemas de saúde pública e sua epidemiologia no país, seguido de uma introdução ao processo de coleta e organização de dados feitos pelas secretarias de saúde.
Os alunos serão apresentados a conceitos teóricos do monitoramento de doenças transmissíveis, métodos e práticas específicos do Infodengue e do Infogripe, para que sejam capazes de atuar em cenários de risco e a leitura-interpretação dos boletins em diferentes contextos.
A formação é totalmente online, gratuita e autoinstrucional.
Confira aqui como estão divididos os módulos e inscreva-se!
O Observatório do SUS, da Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca (Ensp/Fiocruz), promove no dia 3 de novembro de 2025, das 9h às 13h, o seminário online “Entre aprendizados e desafios: o SUS está preparado para novas emergências sanitárias?”, dedicado a refletir sobre como o Sistema Único de Saúde (SUS) pode fortalecer sua capacidade de resposta diante de emergências sanitárias. A atividade será transmitida ao vivo pelo Canal da Ensp no YouTube.
O evento reunirá pesquisadores, gestores e especialistas para um debate amplo sobre estratégias, aprendizados e perspectivas frente às crises sanitárias recentes e futuras. A proposta é analisar criticamente os legados de diferentes emergências que desafiaram o SUS nos últimos anos — desde pandemias até desastres ambientais e climáticos — e discutir caminhos para aprimorar a prevenção, preparação e resposta do sistema a novos cenários de crise.
O seminário também pretende dialogar com os desafios contemporâneos da saúde global, em um contexto marcado por mudanças climáticas e ambientais — tema que ganha ainda mais relevância diante da realização da COP 30, em 2025, na Amazônia. A programação se organiza em duas mesas de debate, coordenadas por pesquisadoras da Ensp/Fiocruz, com espaço para discussão ao final de cada uma.
A primeira mesa, intitulada “SUS em Alerta: Cenários, Desafios e Estratégias”, será moderada por Andréa Sobral (Ensp/Fiocruz) e abordará as dimensões estruturais e conjunturais do sistema de saúde diante das crises sanitárias, incluindo aspectos de vigilância, atenção à saúde e governança.
Participam da mesa:
A segunda mesa, intitulada “Respostas que Inspiram: Iniciativas que Fortalecem o SUS”, será moderada por Adelyne Mendes (Ensp/Fiocruz) e destacará experiências e estratégias que contribuíram para fortalecer a resposta do SUS em emergências recentes, evidenciando práticas inovadoras e lições institucionais.
Participam da mesa:
Segundo Eduardo Melo, vice-diretor da Escola de Governo em Saúde e coordenador do Observatório do SUS (Ensp/Fiocruz), o seminário reforça o compromisso do Observatório com a produção de reflexões e o estímulo ao diálogo sobre temas centrais para o fortalecimento do SUS.
“A pandemia de Covid-19 e os eventos climáticos extremos vêm colocando o SUS à prova. Na pandemia, devido à postura negacionista do governo federal à época, houve um número bastante expressivo de mortes evitáveis. Por outro lado, a atuação dos outros níveis de governo, de instituições públicas como a Fiocruz, de profissionais de saúde e de atores sociais evidenciou a importância do SUS, que ganhou mais visibilidade. Muitos aprendizados foram gerados nesse processo, inclusive sobre a dependência tecnológica em um mundo globalizado e financeirizado.
Mas o risco de novas pandemias e desastres ligados à crise climática é real. E o SUS segue com desafios estruturais, ao mesmo tempo em que iniciativas nacionais de preparação do sistema para novas emergências têm se apresentado, além daquelas já existentes.
Sabemos que a prevenção, a preparação e a resposta dependem, de um lado, de uma base prévia e, de outro, da capacidade de se adaptar a novos cenários e de inovar para atuar de modo oportuno, integrado e efetivo. Entre políticas e experiências, este webinário buscará abordar a situação atual do SUS no enfrentamento às emergências sanitárias”, afirma Melo.
Além de discutir tendências e riscos associados às emergências sanitárias, o seminário pretende contribuir para o debate sobre a estruturação, preparação e coordenação nacional frente às crises, em um momento em que se intensificam as discussões sobre a criação de um centro nacional voltado à prevenção e resposta a emergências em saúde, à semelhança dos Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDC), reforçando a atualidade e relevância do tema.
Serviço
Seminário: Entre aprendizados e desafios: o SUS está preparado para novas emergências sanitárias?
Data: 3 de novembro de 2025
Horário: 9h às 13h
Formato: Online – Transmissão ao vivo pelo Canal da Ensp no YouTube
Informações: observatorio.sus@fiocruz.br