Com objetivo de oferecer instrumentos de combate ao racismo em equipamentos públicos e espaços de convívio nas favelas, a Coordenação de Cooperação Social da Fiocruz e o Movimento Negro Unificado do Rio de Janeiro (MNU-RJ) lançaram uma cartilha sobre saúde antirracista elaborada para uso de moradoras, moradores e profissionais dos territórios de favelas e periferias. O material apresenta orientações práticas, análises e contribuições de pesquisadores, profissionais da área da saúde, educação, segurança e moradores do território e já está disponível para download.
O lançamento da publicação ocorreu em abril, durante seminário que reuniu pesquisadores da Fiocruz, profissionais de saúde, moradores de favelas, articuladores de promoção da saúde e militantes do Movimento Negro Unificado no Instituto Social Acemades, em Vicente de Carvalho, Zona Norte do Rio de Janeiro.
O evento começou com a exibição do documentário Nzila: Favela, Ancestralidade e Saúde Antirracista que destaca a ancestralidade como base das lutas por dignidade e justiça nas favelas. Nzila (“caminho” na língua Bantu) é um produto de divulgação científica que valoriza e promove as tecnologias sociais construídas a partir dos saberes populares e da ciência. O filme foi realizado no âmbito do projeto Saúde na favela pela perspectiva antirracista e destaca as práticas antirracistas desenvolvidas por coletivos e movimentos sociais.
A mesa de debates contou com a presença de Heitor Silva, coordenador da Educação de Jovens e Adultos da Fiocruz (EJA-Fiocruz) pela Cooperação Social da presidência da Fiocruz; João Batista, professor de História do Município de Duque de Caxias e atual coordenador estadual do Movimento Negro Unificado do Rio de Janeiro (MNU-RJ); Miriam de Oliveira, psicóloga e Promotora popular de saúde antirracista de Vila aliança; e Vanda de Souza, coordenadora do Movimento Negro Unificado do Espírito Santo (MNU-ES).
“Para promover a saúde antirracista nos territórios, é preciso articular ações clínicas e políticas. Nas formações, moradores passaram a reconhecer o racismo em suas vivências e a romper o silenciamento. As pessoas que estão na favela veem a violência, sentem a violência, mas nem sempre sabem que isso é de ordem racial. A favela é silenciada, as pessoas são silenciadas, mas nossa intenção é fazer barulho”, explicou Miriam de Oliveira, psicóloga e Promotora popular de saúde antirracista de Vila aliança coordenadora do projeto na Vila Aliança.
A professora de filosofia e coordenadora do Movimento Negro Unificado do Espírito Santo, Vanda de Souza, destacou que “a maioria das coordenações locais e dos participantes do projeto é formada por mulheres, que buscam conhecer seus direitos e se fortalecer diante das violências cotidianas, dentro e fora de casa. A formação contribui para ampliar essa compreensão, ao reforçar que seu papel não é apenas cuidar, mas também lutar para que o cuidado seja uma responsabilidade coletiva”.
João Batista Carvalho, professor de História do município de Duque de Caxias e atual coordenador estadual do MNU-RJ, afirmou que a favela é um território majoritariamente negro e destacou a importância de fortalecer a presença de iniciativas como pré-vestibulares, projetos sociais e equipamentos de saúde nesses espaços, incentivando a população a se apropriar do próprio território.
“Nós lutamos para adquirir esse direito, pessoas que apanharam, morreram, sangraram para que a gente tivesse o direito de estar aqui e de lutar. A gente tem que reverenciar os que vieram antes de nós e pensar que se a luta hoje é muito difícil, ela já foi muitíssimo pior”, relatou encerrando a mesa de debates.
O microfone foi aberto para perguntas e contribuições do público, que em sua maioria relataram suas experiências durante a formação e a importância da luta antirracista para a sobrevivência. O seminário encerrou o seu debate com a apresentação doGrupo Música na Calçada, formado por alunos da Escola de Música de Manguinhos, com repertório popular e autoral.
Ao final do evento, o livreto foi distribuído para todas as pessoas presentes. O lançamento da cartilha Saúde na Favela Numa perspectiva Antirracista integra um conjunto de ações voltadas para os territórios de atuação do projeto, com previsão de novos ciclos de exibição do documentário e distribuição de exemplares físicos da publicação nos equipamentos de saúde e escolas localizadas nas sete favelas que receberam a formação de promotores populares de saúde antirracista. A expectativa é que a cartilha seja amplamente utilizada pelos profissionais de saúde, moradores, professores, alunos e trabalhadores ampliando o alcance do debate e incentivando práticas antirracistas e preservação dos direitos humanos.
Conflitos armados foram ponto crítico do processo formativo
O ano de 2025 foi marcado por fortes desafios à implementação do projeto nos territórios, devido a operações policiais letais em favelas da capital e da região metropolitana. As ações impactaram diretamente o cotidiano das comunidades, com interrupções frequentes de aulas e fechamento de clínicas da família, especialmente em áreas como Mangueirinha, Vila Aliança e Vila Cruzeiro, comprometendo o acesso à educação e à saúde.
Na semana de encerramento do curso em Cidade Alta, Mangueirinha e Vila Cruzeiro, ocorreu a operação policial mais letal do país, no Complexo da Penha, em outubro de 2025, que resultou em 122 mortes. O episódio gerou forte impacto psicológico nos moradores dos Complexos da Penha e do Alemão.
A cartilha é produto da experiência desenvolvida durante o ciclo de formação do projeto e apresenta diagnósticos das sete favelas do Rio de Janeiro que participaram: Manguinhos, Jacarezinho, Rocinha, Vila Cruzeiro, Cidade Alta, Mangueirinha e Vila Aliança. Além disso, o material destaca a importância de reconhecer as especificidades de cada território, ao mesmo tempo em que evidencia desigualdades estruturais. Um exemplo é a diferença na expectativa de vida entre bairros da cidade: enquanto moradores da Gávea vivem, em média, 80 anos, no Complexo do Alemão essa média é de cerca de 65 anos, refletindo fatores como renda, alimentação e acesso a serviços de saúde.
“Esses lugares, distintos entre si, são unidos pela falta, mas também possuem suas identidades próprias e nós precisamos escrever sobre elas. Essa cartilha apresenta essa complexidade por meio de uma abordagem humana, e que foi materializada pelo esforço dos moradores e profissionais dessas sete favelas”, explicou Leonardo Brasil Bueno, coordenador do projeto na Fiocruz.
Cerca de 80% dos usuários do Sistema Único de Saúde se autodeclaram negros, grupo que também concentra os maiores índices de morbimortalidade. O conteúdo evidencia como o racismo estrutural e institucional ainda dificulta o acesso equitativo aos serviços de saúde.
Como parte desse esforço, o projeto propõe a formação de promotores populares de saúde antirracista, com atuação voluntária nos territórios, visando fortalecer redes de solidariedade e ampliar o acesso à informação e à defesa do Sistema Único de Saúde.
Sobre o projeto
Saúde na Favela pela Perspectiva Antirracista visa a formação em promoção da saúde com acolhimento, escuta ativa e enfoque antirracista voltada para moradores de sete favelas do Rio de Janeiro que tenham passado por violações de direitos humanos. Também visa analisar as demandas locais frente à disponibilidade de serviços psicossociais para moradores dessas favelas na perspectiva antirracista do compartilhamento de saberes ancestrais, sobretudo reconhecendo e valorizando tais saberes, que estão presentes nos lugares de atuação do projeto. O projeto é realizado pela Coordenação de Cooperação Social da Fiocruz, em parceria com o Movimento Negro Unificado (MNU-RJ).
Curso do Campus Virtual fortalece debate sobre racismo e equidade racial
O curso Letramento Racial para Trabalhadores do SUS é online, gratuito e autoinstrucional, e está em sua segunda edição. A iniciativa propõe um mergulho crítico nas relações entre racismo e saúde e defende que ser antirracista é um compromisso ético e político, além de ser também um passo necessário para garantir o direito universal à saúde. Nesta segunda edição, o curso amplia e fortalece o debate sobre racismo institucional, equidade racial e práticas transformadoras no SUS, com conteúdos interativos, recursos abertos e acessíveis. Este curso foi o primeiro produto publicado no âmbito do edital Inova Educação - Recursos Educacionais Abertos, promovido pela Vice-Presidência de Educação, Informação e Comunicação da Fiocruz (VPEIC). A formação já certificou cerca de 30 mil alunos em suas duas ofertas.
Conheça a formação, dividida em dois módulos, com carga horária total de 30h e inscreva-se já!
Módulo 1 – Relações entre o racismo e a saúde como direito no Brasil - 15h
Módulo 2 - Prática antirracista como princípio do trabalho em saúde - 15h
#ParaTodosVerem Banner com o fundo de uma fotografia de uma favela, com casas muito próximas umas das outras em encostas, cobertas por um filtro em tons alaranjados e escuros. No topo, em letras brancas, aparece o título: CARTILHA - SAÚDE NA FAVELA NUMA PERSPECTIVA ANTIRRACISTA. Abaixo do título, há o subtítulo: Material para uso de moradoras, moradores e profissionais dos territórios, na parte inferior da imagem aparecem ilustrações de diferentes personagens como um homem idoso com óculos e bengala; um jovem, um médico com estetoscópio, uma policial, uma profissional de saúde segurando uma prancheta, uma médica usando jaleco e estetoscópio.
Como pensar a crise ambiental a partir da cultura, da história e das artes na América Latina? O curso livre Introdução às Humanidades Ambientais na América Latina propõe justamente essa reflexão. Ministrado por Victoria Saramago, da Universidade de Chicago, o encontro aborda conceitos centrais como Antropoceno, (pós)extrativismo e multinaturalismo, além de temas como ecofeminismo, estudos de plantas e animais e humanidades energéticas, a partir de diálogos com a literatura, o cinema e as artes visuais da região.
Inscreva-se até 8 de junho pelo Campus Virtual Fiocruz!
A iniciativa é da Casa de Oswaldo Cruz (COC/Fiocruz), em parceria com a PUC-Rio e a UFRJ.
Voltado a estudantes de graduação e pós-graduação nas ciências humanas ou em outras áreas com um enfoque em estudos ambientais; docentes com interesse em adquirir conhecimento básico no campo, o curso será realizado nos dias 16 e 17 de junho, das 13h às 16h30, no Centro de Documentação e História da Saúde (CDHS), campus da Fiocruz em Manguinhos, no Rio. Estão abertas 50 vagas.
De 6 de maio até às 16h de 26 de maio de 2026, estudantes de pós-graduação da Fiocruz com hipossuficiência econômica poderão se inscrever no Programa de Formação em Língua Inglesa 2026. O programa tem o objetivo de democratizar e ampliar o conhecimento instrumental da língua, para fortalecer o desenvolvimento acadêmico em nível de pós-graduação, de modo a propiciar acesso à aprendizagem do idioma a estudantes em condições de vulnerabilidade socioeconômica. Acesse a Chamada Interna do Programa, divulgada pela Vice-Presidência de Educação, Informação e Comunicação (VPEIC), por meio da Coordenação Geral de Educação (CGE) da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), confira todas as normas e informações para candidatura e fique atento ao início das inscrições, que devem ser realizadas através do Formulário de Levantamento Socioeconômico, com o envio da declaração de condição socioeconômica e o Termo de Responsabilidade totalmente preenchidos e assinados no local indicado, que podem ser acessados nos Anexos I e II da chamada interna.
+Acesse aqui a chamada interna
+Acesse aqui o Formulário de Levantamento Socioeconômico
O curso será realizada por meio digital, via ensino remoto em aulas síncronas, com duração de um ano, passível de renovação.
O programa é destinado a estudantes com matrícula ativa na Fiocruz em cursos de pós-graduação lato sensu (especialização) e stricto sensu (mestrado e doutorado acadêmico ou profissional), nas condições abaixo:
São oferecidas 77 vagas, a serem distribuídas pelas turmas, sendo turmas destinadas a estudantes com nível de proficiência básico e turmas com nível de proficiência intermediário. Cada turma deverá ter no máximo 40 estudantes, quantidade proveniente de alunos ativos em fase anterior à presente chamada interna, acrescidos de novos alunos, a ingressar em 2026. A etapa de classificação ocorrerá antes do exame de nivelamento.
As aulas serão realizadas nos seguintes dias e horários, com início previsto para 30 de maio:
Dúvidas e informações: (21) 3882-9066 | cad.ingles@fiocruz.br
#ParaTodosVerem Banner com fundo claro, no topo está escrito: Programa de Formação em Língua Inglesa 2026. Embaixo há fotos feitas por webcam de diversos estudantes, homens e mulheres. Inscreva-se de 6 de maio a 26 de maio de 2026, até às 16h, pelo site do campus virtual Fiocruz, programa destinado para estudantes com renda familiar per capita inferior ou igual a um salário mínimo e meio, de cursos de pós-graduação lato sensu (especialização) e stricto sensu (mestrado e doutorado acadêmico ou profissional), mais informações: (21) 3882-9066 | cad.ingles@fiocruz.br
A Vice-Presidência de Educação, Informação e Comunicação (VPEIC), por meio da Coordenação Geral de Educação (CGE) da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), divulga a Chamada Interna do Programa de Formação em Língua Inglesa 2026. O programa tem o objetivo de democratizar e ampliar o conhecimento instrumental da língua, para fortalecer o desenvolvimento acadêmico em nível de pós-graduação, de modo a propiciar acesso à aprendizagem do idioma a estudantes em condições de vulnerabilidade socioeconômica. Candidatos poderão se inscrever de 6 de maio até às 16h do dia 26 de maio de 2026. Confira o Edital e fique atento ao início das inscrições!
+Acesse aqui a chamada interna
O curso é destinado a estudantes de pós-graduação com hipossuficiência econômica, e será realizada por meio digital, via ensino remoto em aulas síncronas, com duração de um ano, passível de renovação.
O programa é destinado a estudantes com matrícula ativa na Fiocruz em cursos de pós-graduação lato sensu (especialização) e stricto sensu (mestrado e doutorado acadêmico ou profissional), nas condições abaixo:
São oferecidas 77 vagas, a serem distribuídas pelas turmas, sendo turmas destinadas a estudantes com nível de proficiência básico e turmas com nível de proficiência intermediário. Cada turma deverá ter no máximo 40 estudantes, quantidade proveniente de alunos ativos em fase anterior à presente chamada interna, acrescidos de novos alunos, a ingressar em 2026. A etapa de classificação ocorrerá antes do exame de nivelamento.
As aulas serão realizadas nos seguintes dias e horários, com início previsto para 30 de maio:
As inscrições estarão abertas de 6 até às 16h de 26 de maio de 2026 e deverão ser realizadas através do Formulário de Levantamento Socioeconômico, que será disponibilizado no dia da abertura das inscrições, com o envio da declaração de condição socioeconômica e o Termo de Responsabilidade totalmente preenchidos e assinados no local indicado, que podem ser acessados nos Anexos I e II da chamada interna.
O Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz) está com inscrições abertas para a Pós-graduação Lato sensu em Entomologia Médica 2026. A especialização é voltada a profissionais com formação em Medicina, Biologia, Medicina Veterinária, Farmácia, Química e áreas afins. Aos profissionais que se interessarem pela ampliação dos conhecimentos em Entomologia Médica, terão oportunidade de concentrar seus estudos específicos orientados por especialistas dentro da escolha pretendida pelo aluno, na oferta apresentada pelo Curso. As inscrições estão disponíveis até 26 de junho de 2026.
Confira o edital e inscreva-se já!
O objetivo do curso é a formação especializada de recursos humanos para a concepção e o desenvolvimento de projetos de pesquisa dentro da Entomologia Médica.
Serão oferecidas 10 vagas, com carga horária total de 510 horas.
O início das aulas está previsto para 3 de agosto de 2026, e serão presenciais nas dependências do Instituto Oswaldo Cruz da Fundação Oswaldo Cruz, na Av. Brasil, 4.365, Pavilhão Arthur Neiva – Sala 1A, Manguinhos, Rio de Janeiro/RJ.
A duração mínima do curso será de 12 (doze) meses e máxima de 24 (vinte e quatro) meses, contados a partir do mês/ano da matrícula inicial no curso até o mês/ano da efetiva defesa do Trabalho de Conclusão de Curso.
+Acesse a chamada pública de seleção e inscreva-se já!
Dúvidas e informações:
Instituto Oswaldo Cruz - (IOC/Fiocruz)
Secretaria Acadêmica - Pavilhão Arthur Neiva
Tel:(21) 2562-1419
E-mail: pglsem@ioc.fiocruz.br
www.ioc.fiocruz.br/e/pos_entomologia
#ParaTodosVerem Banner com uma foto da torre do Castelo Mourisco da Fiocruz, o fundo ao redor da torre é verde, branco e azul, por cima da foto está escrito: Inscrições abertas, pós-graduação, lato sensu no IOC, entomologia médica.
A Casa de Oswaldo Cruz (COC/Fiocruz) oferece o curso presencial de Gestão de Documentos com 50 vagas disponíveis. O curso apresenta conceitos básicos arquivísticos, como fundamentos da disciplina arquivística, gestão de documentos e sua aplicação na Gestão de Qualidade, informação sensível, Lei de Acesso à Informação, entre outros. Interessados podem se inscrever no Campus Virtual Fiocruz até 8 de maio de 2026.
O curso tem como objetivo qualificar profissionais para atuarem nos setores produtores de documentos arquivísticos ou nos arquivos, demonstrar as vantagens da organização arquivística e o papel estratégico dos arquivos para a gestão eficiente e a melhoria da qualidade dos serviços prestados pela instituição.
Coordenado por Karina Veras Praxedes dos Santos (COC/Fiocruz), o período do curso será realizado de 6 a 9 de julho de 2026, das 9h às 12h e das 13h às 16h, totalizando uma carga horária de 20h.
Será emitido certificado aos que participarem de, no mínimo, 75% das aulas.
As aulas serão ministradas no Centro de Documentação em História da Saúde (CDHS/COC), na Av. Brasil, 4.365, Manguinhos, Rio de Janeiro/RJ
Haverá tradução em Libras para garantir a acessibilidade a todos os interessados.
Atenção, profissionais de Enfermagem! Estão prorrogadas as inscrições para o curso presencial “Assistência de Enfermagem ao Paciente com Tuberculose: Protocolos e Diretrizes Atuais”. Voltado a profissionais de saúde da Atenção Primária à Saúde (APS) e rede de Tuberculose do SUS, as inscrições podem ser realizadas até 7 de maio pelo Campus Virtual Fiocruz.
O curso tem como objetivo capacitar profissionais de enfermagem para a atuação qualificada na prevenção, diagnóstico, tratamento e acompanhamento de pessoas com tuberculose, incluindo casos de tuberculose resistente. A formação é baseada nas diretrizes atualizadas do Ministério da Saúde e destaca o papel estratégico da enfermagem na Atenção Primária à Saúde e no enfrentamento da doença no Sistema Único de Saúde (SUS).
A capacitação é promovida pelo Centro de Referência Professor Hélio Fraga (CRPHF/Ensp/Fiocruz), unidade técnico-científica de referência nacional no enfrentamento da tuberculose, e será realizado presencialmente na Estrada de Curicica, nº 2.000, Curicica, Rio de Janeiro/RJ, nos dias 11 e 12 de maio de 2026, das 8h às 17h, totalizando 20h de carga horária.
Programação
Módulo 1 – Diagnóstico e manejo clínico: Aborda os fundamentos do diagnóstico da tuberculose (clínico, laboratorial e radiológico), fluxo de atendimento e diferenciação entre TB sensível e resistente. Serve como base para os módulos seguintes.
Módulo 2 – Tratamento e adesão terapêutica: Foca nos esquemas terapêuticos, estratégias de adesão (TDO) e monitoramento de reações adversas, com ênfase na atuação da enfermagem. Prevenção e controle da infecção: Subdivisão complementar do módulo 2, com foco nas medidas de biossegurança e prevenção da transmissão no ambiente de trabalho.
Módulo 3 –Abordagem preventiva da TB: Trata das estratégias de prevenção primária (vacinação, quimioprofilaxia) e secundária (ILTB e TPT), articulando-se com a vigilância e o cuidado longitudinal.
Módulo 4 – Papel da enfermagem no cuidado ao paciente: Aprofunda a prática da consulta de enfermagem, acompanhamento clínico, orientação ao paciente e organização da linha de cuidado.
Módulo 5 – Registro, notificação e indicadores de qualidade: Finaliza o percurso com foco nos aspectos de registro, notificação, análise de dados e articulação intersetorial, consolidando o papel estratégico da enfermagem na vigilância da TB.
Atualize seus conhecimentos com foco nos protocolos e diretrizes do SUS!
O 4º Concurso Portinho Livre de Literatura Infantojuvenil está com inscrições abertas até 29 de maio. Para participar, estudantes de 13 a 16 anos devem enviar textos sobre o tema 'Quem cuida de quem cuida? Cuidado e desigualdades no Brasil'. As inscrições são gratuitas e devem ser realizadas por formulário da Portinho Livre.
Acesso rápido
Cuidado
No Brasil, milhões de pessoas se ocupam de cuidar de outras pessoas, todos os dias. São familiares que cuidam de parentes idosos, de crianças ou de pessoas com deficiência. Profissionais que trabalham como cuidadores, de modo formal ou informal. Pessoas que, não raro, empreendem jornadas difíceis, com esforço físico e emocional. Uma tarefa que, apesar de constante, também pode ser invisível.
Cuidado é política pública no Brasil desde 2024, mas ainda há muitos desafios. Reconhecer o cuidado como trabalho essencial para a vida, a economia e a sociedade, como preconiza a Política Nacional de Cuidado, depende de fato de um entendimento de toda a sociedade sobre o que é o trabalho de cuidado, por quem ele é feito, como ele se estrutura.
Os participantes devem enviar textos sobre o tema em prosa — que podem ser crônicas, dissertações ou contos —, por meio de um formulário, no site do concurso. Podem participar do concurso jovens de 13 a 16 anos, de todo o Brasil, que estejam matriculados em escolas, públicas ou privadas. No ato de inscrição, também devem indicar um professor de sua preferência.
“Quando criamos o concurso, quatro anos atrás, nossa ideia era incentivar que os jovens refletissem sobre desafios contemporâneos da saúde coletiva. Logo percebemos que essa reflexão era puxada principalmente em sala de aula, pelos professores. E que o convite para escrever os textos estimulava não só a reflexão individual, mas também o debate coletivo, nas escolas ”, conta a jornalista Juliana Krapp, coordenadora do concurso. “Nossa ideia é que o concurso fortaleça o pensamento crítico e a noção de que a saúde também depende da cidadania e de transformações sociais de muitas dimensões.”
Prêmios
Os 30 melhores textos vão ser publicados em livro, pelo selo Portinho Livre, da Fiocruz. Os três primeiros colocados e seus professores ganham também um vale-presente no valor de R$ 1 mil. Além disso, o primeiro colocado será convidado a participar da abertura da Semana Nacional de Ciência e Tecnologia (SNCT), no Rio de Janeiro. Caso more em outra cidade ou estado, o estudante terá as despesas pagas para a viagem — as suas, a de um responsável e a do professor.
O concurso integra o projeto SUS nas Escolas, que busca incentivar, nas escolas brasileiras, o debate sobre saúde como algo muito além da ausência de doenças: saúde como direito e como construção coletiva. É uma iniciativa do Instituto de Comunicação e Informação em Saúde (Icict), da Fiocruz.
O Concurso Portinho Livre de Literatura Infantojuvenil tem incentivo da Fundação de Apoio à Fiocruz, a Fiotec. A Portinho Livre é um selo e uma plataforma que, ao reunir livros infantojuvenis em acesso aberto, recorre ao poder da literatura para instigar o interesse pela ciência, pela saúde pública e pela cidadania.
Serviço
Inscrições: 28 de abril até 29 de maio
Público: estudantes de 13 a 16 anos (período de inscrição), matriculados em escolas públicas ou particulares do Brasil
Formulário: https://portolivre.fiocruz.br/node/add/concurso_literario
Resultado: 15 de agosto
Será encerrado no próximo domingo, 3 de maio, o prazo de inscrição para o Curso Avançado em Ciência em Animais de Laboratório, oferecido pela Coordenação de Ensino do Instituto de Ciência e Tecnologia em Biomodelos (ICTB/Fiocruz). Nesta edição, a formação terá como eixo a legislação e o bem-estar animal, sendo destinada a técnicos da área, graduandos, docentes, além de profissionais graduados ou pós-graduação que desejam aprofundar seus conhecimentos no campo.
Inscreva-se já pelo Campus Virtual Fiocruz.
Gratuito, o curso tem como objetivo atualizar e aprofundar conteúdos relacionados ao refinamento em biotérios de criação e experimentação, ética e legislação. Além disso, aborda o bem-estar animal, com foco nas principais espécies utilizadas em atividades científicas e didáticas.
As aulas serão realizadas de 11 a 15 de maio, de segunda a sexta-feira, no período da tarde, em formato online e ao vivo, por meio do Google Meet, totalizando 20 horas de carga horária. Ao todo, serão ofertadas 300 vagas, com inscrições feitas pelo Campus Virtual da Fiocruz. O resultado da seleção será divulgado no dia 6 de maio, por e-mail e também na área logada da plataforma virtual de ensino.
Para consultar o edital e fazer a sua inscrição, acesse o Campus Virtual Fiocruz.
O Instituto de Tecnologia em Fármacos (Farmanguinhos/Fiocruz) está com inscrições abertas para o mestrado profissional em Gestão, Pesquisa e Desenvolvimento na Indústria Farmacêutica 2026. Profissionais de nível superior portadores de diplomas de curso superior de duração plena, outorgado por instituição de Ensino Superior e reconhecido pelo Ministério da Educação, poderão se inscrever até 7 de maio de 2026 pelo Campus Virtual Fiocruz.
O objetivo do Programa é formar mestres qualificados em Ciência e Tecnologia de reconhecida excelência e competência nas áreas envolvidas no processo industrial farmacêutico e farmoquímico, desde a pesquisa e desenvolvimento até a produção de medicamentos, passando pelas diferentes áreas tecnológicas e de gestão relacionadas à produção.
O Programa na Capes pertence à área de Farmácia e abrange as seguintes linhas de pesquisa:
• Gestão tecnológica na indústria farmoquímica e farmacêutica;
• Desenvolvimento tecnológico na indústria farmoquímica e farmacêutica;
• Produção na indústria farmoquímica e farmacêutica.
Observação: Não poderão se matricular no curso de mestrado profissionais com matrículas ativas em outros cursos de pós-graduação Lato Sensu ou Stricto Sensu.
As aulas serão ministradas às quintas-feiras das 8h às 17h, presencialmente no Instituto de Tecnologia em Fármacos (Farmanguinhos), Campus Manguinhos, localizado na Rua Sizenando Nabuco, 100 - Manguinhos, Rio de Janeiro. O regime do curso é de tempo parcial, com duração máxima de 24 (vinte e quatro) meses.
Ao todo, são oferecidas 12 vagas.
Acesse mais informações no edital e inscreva-se até 7 de maio!
Dúvidas e informações: gpdif.far@fiocruz.br