O Sextas de Poesia desta semana homenageia Chico Buarque e seus 80 anos. A canção "O que será" foi escrita em 1976 para o filme Dona Flor e seus dois maridos. A música transborda todo sentimento que não tem cura, medida ou limite. É o amor que não tem certeza, conserto, tamanho, decência, censura, sentido, governo, vergonha nem juízo.
É Chico, compositor do Brasil.
#ParaTodosVerem Foto de um homem e uma mulher de pele negra, o foco da foto está nos perfis dos rostos das duas pessoas, que estão próximos. O homem está de olhos fechados e a mulher possui sardas no rosto. No centro da foto, um trecho da música “O que será (À flor da Terra)” de Chico Buarque:
O que será que será
Que andam suspirando pelas alcovas
Que andam sussurrando em versos e trovas
Que andam combinando no breu das tocas
Que andam nas cabeças, anda nas bocas
Que andam acendendo velas nos becos
Que estão falando alto pelos botecos
Que gritam nos mercados que com certeza
Está na natureza, será que será
O que não tem certeA, nem nunca terá
O que não tem tamanho ….
Cadernos de Saúde Pública realizará um evento comemorativo no dia 3 de junho na Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca (Ensp/Fiocruz). Para celebrar quatro décadas de publicação ininterrupta, o periódico promove o “Encontro 40 anos de CSP” com atividades durante o dia inteiro.
A programação da manhã será o seminário “Contribuições de CSP para a Saúde Coletiva” que se iniciará às 9h no Auditório térreo da Ensp, na Fundação Oswaldo Cruz. A mesa de abertura será composta por Cristiani Vieira Machado (Vice-Presidente de Educação, Informação e Comunicação/Fiocruz), Marco Menezes (Diretor da Ensp/Fiocruz) e Marilia Sá Carvalho (pesquisadora do PROCC/Fiocruz e coeditora-chefe de CSP).
Com moderação de Luciana Correia Alves (docente do IFCH, pesquisadora do NEPO/Unicamp e coeditora-chefe de CSP), o seminário contará com os palestrantes: Abel Packer (Diretor do Programa SciELO), Claudia Travassos (Editora Emérita de CSP) e Bernardo Horta (professor da UFPel e Coordenador da Área de Saúde Coletiva da CAPES).
Encerrando a programação da manhã, será lançado o vídeo institucional de Cadernos de Saúde Pública. O evento será realizado no 4º andar da Ensp e contará com transmissão ao vivo pelo canal do YouTube da Escola.
As Rodas de Conversa com Editores(as) Científicos(as) serão presenciais a partir das 13h30 no quarto andar da Ensp. Os Editores Associados de CSP debaterão os processos de publicação e avaliação de artigos, ampliação do alcance, diversidade e inclusão nas publicações científicas.
Cadernos de Saúde Pública convida todos para participar deste momento de celebração e lembrança dos momentos marcantes do periódico.
Confira a programação completa abaixo:
Manhã
Seminário Contribuições de CSP para a Saúde Coletiva
9h às 11h30
Abertura:
· Cristiani Vieira Machado (Vice-Presidente de Educação, Informação e Comunicação/Fiocruz)
· Marco Menezes (Diretor da Ensp/Fiocruz)
· Marilia Sá Carvalho (PROCC/Fiocruz; Coeditora-chefe de CSP)
Palestrantes:
· Abel Packer (Diretor do Programa SciELO)
· Claudia Travassos (Editora Emérita de CSP)
· Bernardo Horta (UFPel; Coordenador da Área de Saúde Coletiva da CAPES)
Moderação:
· Luciana Correia Alves (IFCH/NEPO/Unicamp; Coeditora-chefe de CSP)
11h30 - Lançamento do vídeo institucional de CSP
Local: Auditório térreo da Ensp/Fiocruz, com transmissão ao vivo.
Tarde
Rodas de conversa com Editores(as) Científicos(as)
13:30h - 16h
Público-alvo: discentes e docentes.
Temas a serem abordados:
1. Como publicar e avaliar um artigo científico.
2. Especificidades dos artigos nas diferentes áreas de pesquisa da Saúde Coletiva.
3. Ampliação do alcance das publicações.
4. Avaliação do impacto social das publicações.
5. Ampliação da diversidade e inclusão nas publicações científicas.
Assista à transmissão do Seminário Contribuições de CSP para a Saúde Coletiva
No mês de seu aniversário, o Museu da Vida Fiocruz inicia as atividades do seminário comemorativo ‘Conversações para Transformar: 25 anos do Museu da Vida Fiocruz’. A partir de 6 de maio, profissionais do Museu, da Casa de Oswaldo Cruz (COC/Fiocruz), de toda a comunidade Fiocruz e demais interessados poderão discutir sobre temas de grande relevância no campo museal, refletindo sobre o que desejamos para o futuro dos nossos museus. O seminário acontecerá durante as manhãs de segundas-feiras no Auditório do Museu da Vida Fiocruz. Os encontros, que contarão com intérpretes de Libras, serão transmitidos ao vivo pelo canal do Museu da Vida no YouTube. Confira as datas e os temas abaixo!
Ao todo, serão seis palestras, sendo quatro realizadas em maio e duas no mês de agosto. A programação conta com uma lista variada de assuntos, entre eles, direitos humanos, ciência e saúde, racismo em espaços culturais, museologia LGBTQIAPN+ e muito mais. No dia 6, o deputado federal Pr. Henrique Vieira abre os trabalhos com a palestra 'Direitos humanos, ciência e saúde', logo após uma mesa institucional que celebra o início das comemorações pelos 25 anos do Museu da Vida Fiocruz.
Nas semanas seguintes, será a vez de outros nomes importantes, tais como o historiador e educador museal David Alfredo, a escritora, influenciadora e professora da Universidade Federal da Bahia (UFBA) Barbara Carine, a enfermeira e atual responsável pela Coordenação do Núcleo de Saúde do Trabalhador referência do Centro Hospitalar COVID-19 INI/Fiocruz Marisa Augusta Oliveira, a pesquisadora e assistente de museologia no Memorial da Inclusão Leila Antero e a curadora, educadora e pesquisadora Guarani-Nhande Sandra Benites.
Para Ana Carolina Gonzalez, chefe do Museu da Vida Fiocruz, a ideia é que o seminário 'ConversAções para TransFormar' seja também um momento de formação não só para os profissionais e bolsistas do MVF, mas também para profissionais de toda a Fiocruz e de instituições parceiras que queiram se juntar a esses debates. “Foi criado um grupo de trabalho para escolher os temas, para convidar os palestrantes, para que a gente tenha debates potentes que gerem reflexões sobre o museu que queremos para os próximos 25 anos”, destaca.
A comemoração dos 25 anos do MVF é uma iniciativa do Museu da Vida Fiocruz, da Fiocruz, do Ministério da Cultura e do Governo Federal, com gestão cultural da Associação Amigos do Museu da Vida Fiocruz e SPCOC. Conta ainda com patrocínio das empresas Abbott, White Martins, XP Investimentos, IBMR, Dataprev, Icatu Seguros, Transegur, Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro e Secretaria Municipal de Cultura, por meio da Lei Municipal de Incentivo à Cultura - Lei do ISS e Lei Federal de Incentivo à Cultura.
Programação completa - Seminário ‘Conversações para Transformar: 25 anos do Museu da Vida Fiocruz’
06 de maio
Mesa Institucional (das 9h às 9h50)
Com Ana Carolina Gonzalez (chefe do Museu da Vida Fiocruz), Andrea Fernandes Costa (presidenta da Associação Brasileira de Centros e Museus de Ciência - ABCMC), Diego Bevilaqua (vice-diretor de Patrimônio Cultural e Divulgação Científica da COC-Fiocruz e presidente do Comitê Brasileiro do Conselho Internacional de Museus - ICOM Brasil), Juana Nunes (diretora do Departamento de Popularização da Ciência, Tecnologia e Educação Científica, da Secretaria de Ciência e Tecnologia para o Desenvolvimento Social do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação - MCTI), Fernanda Santana Rabello de Castro (presidenta do Instituto Brasileiro de Museus - IBRAM), Marcos José de Araújo Pinheiro (diretor da COC-Fiocruz), Cristiani Vieira Machado (vice-presidente de Educação, Informação e Comunicação da Presidência da Fiocruz).
Abertura do auditório a partir das 8h30.
Direitos Humanos, Ciência e Saúde (das 10h às 12h30)
Com Pr. Henrique Vieira (deputado federal)
13 de maio
Território, Museus e Educação Popular (das 9h às 12h30)
Com David Alfredo (historiador e educador museal)
20 de maio
Racismo em Espaços Culturais (das 9h às 12h30)
Com Barbara Carine (escritora, influenciadora e professora da Universidade Federal da Bahia - UFBA)
27 de maio
Saúde mental no ambiente de trabalho (das 9h às 12h30)
Com Marisa Augusta Oliveira (enfermeira e atual responsável pela Coordenação do Núcleo de Saúde do Trabalhador referência do Centro Hospitalar COVID-19 INI/Fiocruz)
12 de agosto
Museologia LGBTQIAPN+ (das 9h às 12h30)
Com Leila Antero (pesquisadora e assistente de museologia no Memorial da Inclusão
19 de agosto
Saberes Ancestrais e Ciência (das 9h às 12h30)
Com Sandra Benites (curadora, educadora e pesquisadora Guarani-Nhande)
Serviço:
Seminário ‘Conversações para Transformar: 25 anos do Museu da Vida Fiocruz’
Quando: 06, 13, 20 e 27 de maio; 12 e 19 de agosto de 2024 - manhã
Onde: Auditório do Museu da Vida Fiocruz (Av. Brasil, 4365, Manguinhos, Rio de Janeiro - RJ)
Transmissão ao vivo de todas as palestras em youtube.com/museudavida
Não é necessário inscrição prévia para participar.
O Sextas de Poesia traz o compositor Moraes Moreira com "Um baiano no Rio" pra homenagear nossa cidade, esse Rio que, de janeiro a janeiro, encanta, seduz, aguenta, resiste e se reinventa. Um Rio que atravessa com suas curvas, morros, montanhas, do Leme ao Pontal, e nao há nada igual. A cidade que se mostra suburbana e do samba pelos trilhos do trem. O Rio que os cariocas não gostam nublado, e que sempre desagua no mar.
Parabéns Rio!
Uma homenagem do Sextas de Poesia pelo aniversário de 459 anos do Rio de Janeiro.
Com um trecho do livro "A descoberta do mundo", o Sextas de Poesia homenageia a grande escritora Clarice Lispector, que faria 103 anos no ultimo dia 10 de dezembro. O poema nos apresenta um cotidiano transfigurado pelo olhar de Clarice, que redescobre nas Macabéas de todo dia a luminosidade de uma presença estelar. Entre flanelas e vassouras, mulheres simples e humildes se transformam em personagens que se eternizam.
A escritora brasileira marcou a literatura do século XX com seu estilo intimista e complexo, linguagem poética e perturbadora. Clarice Lispector (1920-1977) é um marco em nosso Modernismo e suas obras continuam entre as mais lidas no país.
A autora, vale lembrar, figura como uma das primeiras autoras a ganhar notoriedade nacional, ao lado de grandes nomes, como Rachel de Queiroz e Cecília Meireles, tendo, portanto, também um papel fundamental para desconstruir preconceitos e ampliar o horizonte para tantas outras mulheres na literatura.
#ParaTodosVerem Banner com uma pintura ao fundo, a cor cinza predomina mas também há verde, laranja e amarelo, na pintura há o desenho de vários corpos em pé e sentados em um tom de cinza mais claro, não é possível ver as suas feições. No centro da pintura, um trecho de Clarice Lispector em A descoberta do mundo: "...que prazer de os outros existirem e de a gente se encontrar nos outros".
O Centro de Integração de Dados e Conhecimento para Saúde (Cidacs/Fiocruz Bahia) comemora, no mês de dezembro, sete anos de atuação. Neste ano, uma série de atividades em celebração ao aniversário do Centro estão programadas.
Na quarta-feira, 6 de dezembro, data oficial de inauguração do Centro, acontece o principal evento de comemoração, aberto ao público. Dessa vez, o aniversário do Cidacs será celebrado no auditório do Instituto Gonçalo Moniz – Fiocruz Bahia, das 9h às 12h30, com transmissão ao vivo pelo canal do Cidacs no Youtube.
Com o tema “Clima, Desigualdades e Saúde”, a programação inclui a mesa de abertura, com convidados especiais, entre pesquisadores e autoridades. Logo em seguida, o coordenador do Cidacs, Mauricio Barreto, fará a conferência inicial, abordando a trajetória da instituição, os projetos atuais e as suas principais contribuições.
Às 10h30, começa o painel “Quais os desafios da questão climática global no Brasil?”. A discussão será conduzida pelos palestrantes Augusto Galvão (Fundação Oswaldo Cruz – Fiocruz), Agnes Soares (Ministério da Saúde) e Danilo Tupinikim (Articulação dos Povos Indígenas do Brasil – Apib – e Comitê de Engajamento da Unidade de Pesquisa Sedhi).
Às 12h será iniciada a palestra “Perspectivas Globais sobre Mudanças Climáticas e Saúde”, apresentada por Andy Haines, professor da London School of Hygiene &Tropical Medicine (LSHTM).
Science Slam
No dia seguinte, 7 de dezembro, ainda como parte das celebrações de aniversário, acontece o Festival de Divulgação Científica do Cidacs – Science Slam 2023. Os integrantes do Centro, entre pesquisadores e nucleados, participam apresentando seus trabalhos e pesquisas. Este ano, a ideia é elaborar uma exposição de divulgação científica, que pode ser feita em diversos formatos (vídeo, podcast, slide, etc), a partir da técnica de contação de histórias storytelling. As melhores apresentações serão premiadas.
Na quinta-feira, 30/11, às 14h, o Centro de Apoio ao Discente (CAD) vai realizar o debate online 'Previdência social para pós-graduandos'. O encontro, transmitido ao vivo em seu canal no Youtube, acontece no âmbito das comemorações pelo aniversário de seis anos do CAD. O debate é voltado aos estudantes de pós-graduação e também aos que trabalham com esse público ou se interessam pela temática. Participe!
Para o encontro, o CAD conta com a participação do presidente da Associação Nacional de Pós-graduandos (ANPG), mestre em biologia celular e molecular aplicada pela Universidade de Pernambuco (UPE) e doutorando em Saúde Coletiva pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Vinícius Soares e a advogada previdencialista, graduada pela Universidade do Vale do Itajaí (Univali) e pós-graduada em Direito Previdenciário, Jéssica Ribeiro como debatedores.
#ParaTodosVerem Banner com fundo amarelo, no topo o tema do evento: previdência social para pós-graduandos, debate online comemorativo dos 6 anos do CAD. Os debatedores serão: Vinícius Soares, presidente da ANPG, a sua foto está ao lado do seu nome, um homem branco com barba escura e blusa branca sorri para a foto e Jéssica Ribeiro, advogada previdencialista, sua foto também está ao lado do nome, uma mulher branca de cabelos curtos castanhos. Abaixo informações sobre o evento como dia e horário.
Para encerrar as comemorações de seus 30 anos, a Editora Fiocruz lança mais uma chamada especial. Desta vez, o objetivo é estimular a publicação de coletâneas em português nas quais se abordem e analisem temas novos e emergentes e/ou metodologias inovadoras no campo das ciências da saúde e da saúde coletiva ainda pouco contemplados nos catálogos das editoras universitárias brasileiras. E, também, fomentar o debate acadêmico e público sobre os desafios contemporâneos da sociedade brasileira e da saúde global.
Temas sugeridos, mas não exclusivos: saúde na infância e juventude; saúde das pessoas com deficiências; interseccionalidade e saúde; equidade e saúde; desinformação, redes sociais e saúde; doenças crônicas e saúde; financiamento do Sistema Único de Saúde (SUS); acesso aos serviços de saúde; recursos humanos e trabalhadores do SUS; precarização do trabalho e saúde; saúde digital; relações internacionais, migrações, segurança e saúde; crise climática e impacto sobre a saúde das populações.
Nesta chamada, diferentemente do balcão da Editora, os originais serão avaliados por um comitê científico ad hoc que selecionará aqueles que combinem inovação, originalidade e qualidade acadêmica. Os escolhidos serão publicados no decorrer de 2025, com um selo que indique serem os livros aprovados no âmbito desta chamada. É importante frisar, contudo, que a Editora Fiocruz seguirá recebendo para avaliação, via balcão, manuscritos e/ou coletâneas que não se enquadrem no escopo aqui estabelecido.
Para os efeitos aqui propostos, os originais a serem submetidos a esta chamada especial deverão estar estritamente de acordo com o teor do documento Como Publicar da Editora Fiocruz, notadamente o Termo de Referência para Coletâneas e as Orientações Gerais. Deverão conter no mínimo oito e no máximo 12 capítulos e ser acompanhados de carta de apresentação dos originais na qual esteja descrita inclusive sua dimensão inovadora.
Para questões de ética e integridade de pesquisa, autores e organizadores devem seguir as diretrizes definidas pelos documentos Committee on Publication Ethics (Cope) – do qual a Fundação Oswaldo Cruz e seus periódicos são membros –, e pelo Guia de Integridade de Pesquisa da Fiocruz.
Calendário
Lançamento da chamada: 1º de novembro de 2023
Data limite para submissão de originais: 30 de agosto de 2024
Resultado da avaliação: 30 de setembro de 2024
Publicação: no decorrer de 2025, preferencialmente ainda no 1º semestre
#ParaTodosVerem banner azul com o texto "Chamada especial para coletâneas - Publique pela Editora Fiocruz".
Como acontece a cada cinco anos, na edição de setembro e outubro, a equipe da revista Poli produz um número temático para comemorar o aniversário não apenas da revista, mas da Constituição Cidadã, promulgada em 1988. E em 2023 o tema é Educação. Reforma do Ensino Médio, relações entre o público e o privado, programas e políticas públicas, financiamento, participação social, Educação de Jovens e Adultos, Educação Popular, cotas, 100 anos de Paulo Freire... esta edição especial lembra que tudo isso passou pelas páginas da Poli ao longo dos últimos 15 anos. A matéria de capa oferece um guia sobre as principais políticas e lutas da educação brasileira ocorridos nesse período.
Confira a edição especial de 15 anos da revista Poli
A edição também resgata a legislação sobre Educação na Constituição brasileira, destacando que, há 35 anos, a Carta Magna colocou como responsabilidade do Estado brasileiro o dever de garantir o “ensino fundamental, obrigatório e gratuito, inclusive para os que a ele não tiveram acesso na idade própria”, o que permitiu, inclusive, a criação de programas e políticas para a Educação de Jovens e Adultos. Entre os destaques das transformações mais recentes está a Emenda Constitucional 59, aprovada em 2009 e responsável por determinar a universalização do Ensino Médio e torná-lo obrigatório para jovens entre 15 a 17 anos.
Outra mudança importante foi a trazida pela Emenda 108, responsável por tornar o principal fundo de financiamento da educação permanente. Os detalhes sobre a mudança no Fundeb, o Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação, estão em outra matéria que organiza, no formato de perguntas e respostas, quais as fontes e como é feita a distribuição de recursos na área.
Duas entrevistas expõem os debates mais recentes e anunciam perspectivas sobre os rumos da Educação Profissional no Brasil: uma com o secretário de Educação Profissional e Tecnológica do Ministério da Educação, Getúlio Marques, e outra com o professor Gaudêncio Frigotto, da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ). Os dois fazem um balanço de programas como o Pronatec, Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego, falam sobre o papel dos Institutos Federais e apontam quais devem ser as prioridades do governo na área.
A Educação Profissional também é tema de uma linha do tempo que descreve os principais programas e políticas públicas desse segmento lançados desde a década de 1990. Se a virada do século 20 para o 21 foi marcada pela proibição do Ensino Médio integrado à Educação Profissional por conta do Decreto 2.208/1997, a partir de 2005 o Brasil ganha um impulso com a revogação da norma e a expansão da Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica – que é tema também de reportagem da seção ‘O que é, O que faz’, apresentando sua história e dilemas atuais.
Além do conteúdo especial, o Editorial faz um convite a refletir sobre o papel da comunicação pública e alternativa na defesa dos direitos sociais e no combate à desinformação.
Em 18 de setembro, o Programa Nacional de Imunizações (PNI) do Ministério da Saúde completa 50 anos. Inspirado na obra do sanitarista Oswaldo Cruz no combate a doenças como a varíola, o PNI surgiu em 1973, mas somente após a criação do Sistema Único de Saúde (SUS) em 1988 que o Programa se consolidou como ação de governo para a garantia da saúde e da inclusão social da população brasileira, sem distinção de origem, raça, gênero ou classe.
História do Programa Nacional de Imunizações (PNI)
O Programa Nacional de Imunizações (PNI) foi inspirado na primeira campanha de vacinação em massa feita no Brasil e idealizada por Oswaldo Cruz, o fundador da saúde pública no País, que tinha como objetivo controlar a disseminação da varíola, doença que dizimava boa parte da população no Rio de Janeiro no início do século 20. O sucesso das Campanhas de Vacinação contra a varíola na década dos anos sessenta mostrou que a vacinação em massa tinha o poder de erradicar a doença. O último caso de varíola notificado no Brasil foi em 1971, e no mundo em 1977 na Somália.
Em 1973 foi formulado o PNI, por determinação do Ministério da Saúde, com o objetivo de coordenar as ações de imunizações que se caracterizavam, até então, pela descontinuidade, pelo caráter episódico e pela reduzida área de cobertura. A proposta básica para o Programa, constante de documento elaborado por técnicos do Departamento Nacional de Profilaxia e Controle de Doenças (Ministério da Saúde) e da Central de Medicamentos (Ceme - Presidência da República), foi aprovada em reunião realizada em Brasília, em 18 de setembro de 1973, presidida pelo próprio Ministro Mário Machado Lemos e contou com a participação de renomados sanitaristas e infectologistas, bem como de representantes de diversas instituições.
Em 1975 o PNI foi institucionalizado, resultante do somatório de fatores, de âmbito nacional e internacional, que convergiam para estimular e expandir a utilização de agentes imunizantes, buscando a integridade das ações de imunizações realizadas no país. O PNI passou a coordenar, assim, as atividades de imunizações desenvolvidas rotineiramente na rede de serviços e, para tanto, traçou diretrizes pautadas na experiência da Fundação de Serviços de Saúde Pública (FSESP), com a prestação de serviços integrais de saúde através de sua rede própria. A legislação específica sobre imunizações e vigilância epidemiológica (Lei 6.259 de 30-10-1975 e Decreto 78.231 de 30-12-76) deu ênfase às atividades permanentes de vacinação e contribuiu para fortalecer institucionalmente o Programa.
O PNI tornou-se ação de governo caracterizada pela inclusão social, na medida em que assiste todas as pessoas, em todos os cantos do país, sem distinção de qualquer natureza. Hoje, 50 anos após a sua criação, o PNI é referência mundial em imunização.
Ampliação da cobertura vacinal ainda é desafio
Em evento realizado pela Frente Parlamentar em Defesa da Vacina na última terça-feira, 12 de setembro, na Câmara dos Deputados, para celebrar os 50 anos do Programa Nacional de Imunizações (PNI), a ministra da saúde, Nísia Trindade, destacou que o aumento da cobertura vacinal tem que ser um esforço conjunto entre os poderes Legislativo e Executivo e toda a sociedade.
“O movimento nacional pela vacinação não tem dona, não tem dono. Não é do Ministério da Saúde, é da sociedade! Entre as resoluções da 17ª Conferência Nacional de Saúde está o aumento da cobertura vacinal no Brasil e a importância dessa atuação conjunta de governo federal, estados e de municípios para que atinjamos esse objetivo”, disse a ministra.
De acordo com o Observatório da Atenção Primária à Saúde, de 2001 a 2015, a média nacional de cobertura vacinal se manteve sempre acima dos 70%, mas, em 2016, diminuiu para 59,9% e vem caindo desde 2019, atingindo os 52,1% em 2021. Mas a ministra da Saúde já vê resultados da implantação do Movimento Nacional pela Vacinação no início do ano. Ela informou que os primeiros dados coletados pela secretaria de Saúde Digital mostram que a cobertura de vacinação contra HPV aumentou em 80% do ano passado para cá e a de meningite teve um aumento de 100%.
Em contrapartida, novo levantamento conduzido pelo Observatório de Saúde na Infância (Observa Infância - Fiocruz/ Unifase) revelou uma importante retomada na cobertura vacinal para crianças com menos de dois anos no Brasil. O estudo teve como foco a análise de quatro vacinas essenciais: BCG, Pólio, DTP e MMRV. Após anos de declínio, os resultados indicaram que houve um crescimento na cobertura vacinal infantil entre 2021 e 2022.
Campus Virtual oferece cursos voltados à vacinação
O Campus Virtual Fiocruz ressalta a importância da vacinação para a prevenção e erradicação de diversas doenças. Assim, o CVF lembra de seus cursos, online, gratuitos e autoinstrucionais, voltados à vacinação: Vacinação contra Febre Amarela e Vacinação para Covid-19: protocolos e procedimentos Técnicos. As formações estão com inscrições abertas!
Curso de Vacinação contra Febre Amarela
A formação foi produzida pela Universidade Aberta do SUS (UNA-SUS) e o Campus Virtual Fiocruz, com apoio da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas). Nele, são apresentadas situações diversas sobre vacinação para febre amarela, trazendo orientações e reflexões para qualificar a recomendação de vacina e outras condutas associadas. É indicado para profissionais de saúde que atuam na atenção básica e em postos de vacinação. Porém qualquer pessoa pode se matricular. Ao final desse minicurso, o participante vai ser capaz de: identificar as pessoas para as quais a vacina é recomendada; orientar os usuários nos casos controversos; orientar sobre eventos adversos; e identificar casos de eventos adversos.
Curso de Vacinação para Covid-19: protocolos e procedimentos Técnicos - 2ª Edição
A formação visa atualizar e capacitar, técnica e operacionalmente, as equipes profissionais envolvidas na cadeia de vacinação da Covid-19, bem como outros profissionais de saúde, da comunicação e demais interessados no tema. O curso é composto de cinco módulos distribuídos em uma carga horária de 50h.
Esta versão do curso foi atualizada com a declaração da Organização Mundial da Saúde (OMS) sobre o fim da Covid-19 como uma Emergência de Saúde Pública de Importância Internacional (ESPII). A declaração da OMS reforça que a circulação do vírus, o número de casos graves da doença e o percentual da população mundial vacinada alcançaram patamares satisfatórios dos pontos de vista social e epidemiológico. Cabe destacar, no entanto, que isso não significa que a Covid-19 acabou como uma ameaça à saúde global. Portanto, entre outras atualizações relevantes, a segunda edição do curso traz também novas orientações sobre o esquema vacinal contra o coronavírus a partir da inserção da vacina bivalente no Calendário Nacional.
*Com informações do Ministério da Saúde e Agência Câmara de Notícias.
*Lucas Leal é estagiário sob a supervisão de Isabela Schincariol.
#ParaTodosVerem Foto de uma criança negra com a boca aberta recebendo uma vacina de gotinha na boca, no topo da foto os dizeres: Programa Nacional de Imunizações completa 50 anos. Conheça cursos do Campus Virtual Fiocruz voltados à vacinação.