Que tal concorrer a este reconhecimento? O Prêmio Oswaldo Cruz de Teses 2019 está com as inscrições abertas até o dia 1° de julho. A premiação é concedida, todo ano, a teses de elevado valor para o avanço do campo da saúde, em diversas áreas temáticas de atuação da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).
Neste edital, poderão concorrer autores de teses defendidas entre os meses de maio de 2018 e abril de 2019. Mas fique atento: as teses devem ser de cursos da Fiocruz ou de cursos nos quais a Fiocruz participa de forma compartilhada, contanto que estejam registrados na Coordenação Geral de Educação (CGE/Fiocruz).
Será selecionada uma tese de cada uma das seguintes áreas: Ciências Biológicas Aplicadas e Biomedicina; Medicina; Saúde Coletiva; e Ciências Humanas e Sociais.
Os vencedores do prêmio serão indicados por uma comissão avaliadora (de membros externos à Fundação) e seus professores orientadores.
Cada premiado receberá um certificado, com indicação do ano de premiação. Além disso, também contará com o apoio de R$ 7.500 para participação em evento acadêmico/científico nacional ou internacional. O apoio financeiro poderá ser utilizado para deslocamento, inscrição e estadia, até um ano após o recebimento.
Para saber mais, acesse o edital* e leia o regulamento aqui no Campus Virtual Fiocruz. Boa sorte!
*Atualizado em 8/5/2019.
Com uma formação feita majoritariamente por instituições privadas, os profissionais de radiologia exercem importantes funções no Sistema Único de Saúde (SUS). São os responsáveis, por exemplo, pela realização de exames radiográficos e a preparação de pacientes que vão se submeter a mamografias, tomografias computadorizadas, ressonâncias magnéticas e ultrassonografias, entre outros.
Foi por reconhecer a importância de uma formação pública, mais alinhada aos princípios e diretrizes do SUS para profissionais em radiologia, que a Escola Politécnica de Saúde Joaquim Venâncio (EPSJV/Fiocruz) passou a oferecer, em 2012, o seu primeiro curso técnico na área. Segundo Alexandre Moreno, coordenador do curso na EPSJV/Fiocruz, no estado Rio de Janeiro, somente a Escola oferece de forma gratuita a formação técnica. “No Brasil, em sua maior parte, os cursos oferecidos são privados, sem a premissa da saúde pública do SUS. Um dos desafios é ter mais espaço para essa formação nas instituições públicas. Precisamos avançar nas parcerias. É por meio delas que a gente avança na área da saúde e defende o nosso SUS - onde, apesar de todos os problemas, a maior parte dos brasileiros é atendida”, ressalta.
Conheça dois cursos em radiologia ofertados pela Escola Politécnica e disponíveis aqui no Campus Virtual Fiocruz:
• Radiologia
• Atualização profissional em controle de qualidade da manutenção de equipamentos de radiologia médica
Radiologia no SUS
Para debater sobre o trabalho do profissional da área, no início de dezembro, a Escola Politécnica promoveu o I Simpósio de Radiologia, em conjunto com o II Simpósio Carioca de Radiologia CRTR4. O evento teve como principal objetivo discutir o desenvolvimento tecnológico do setor e o perfil profissional dos trabalhadores especialistas nas técnicas radiológicas para o século XXI.
O vice-diretor de pesquisa da EPSJV/Fiocruz, Sérgio Ricardo de Oliveira, afirma que, atualmente, há uma grande demanda para o setor. “Hoje, o SUS depende de uma grande quantidade de trabalhadores para atuarem, especificamente, em serviços de imagens que cada vez se tornam mais complexos em relação ao equipamento”. Segundo ele, além da capacitação de trabalhadores para o serviço público, voltada a atenção e ao atendimento, há também demandas relacionadas a operação dos equipamentos. "Há uma dicotomia entre o que temos de equipamento e a capacidade do profissional em operacionalizar esse sistema”.
Formação pública na Fiocruz
Desde 2016, a EPSJV/Fiocruz oferece o curso de habilitação técnica em radiologia, na modalidade subsequente ao ensino médio. Em 2012, passou a ofertar também a especialização técnica em proteção radiológica para ambientes de saúde, voltada para profissionais da área da saúde. O foco do curso era prevenir os riscos que a técnica das radiações ionizantes — usada em radiografias e mamografias — trazem tanto para o trabalhador como para o usuário.
A Escola construiu também o currículo e organizou turmas do curso de especialização técnica de nível médio em mamografia. A formação visa aprofundar conhecimentos dos alunos, que têm a oportunidade de fazer estágio supervisionado em instituições públicas de saúde. Há previsão de abertura de uma nova turma em 2019.
Leia mais na Agência Fiocruz de Notícias.
Por Julia Neves (EPSJV/Fiocruz)
Junto com as celebrações pelo Dia do Médico (18/10), a Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca (Ensp/Fiocruz) lança o Observatório da Medicina (ObMed). Trata-se de uma plataforma digital conduzida por professores, pesquisadores e pós-graduandos em saúde sobre as questões que norteiam a profissão, principalmente sobre a prática médica, suas transformações e impactos sociais, culturais, tecnológicos, econômicos, laborais e no sistema de saúde do país.
O ObMed foi idealizado pelo médico e doutorando Luiz Vianna, do Programa de Pós-graduação em Bioética, Ética Aplicada e Saúde Coletiva (PPGBIOS). A ferramenta pretende funcionar como um radar, captando as principais transformações da medicina contemporânea, tais como: a grande implementação da tecnologia, da inteligência artificial e a interferência da gestão e do mercado na atuação médica. “Reunimos um grupo de médicos da área da saúde coletiva para pensar a medicina contemporânea e o uso das novas tecnologias na gestão do conhecimento médico, do conhecimento cientifico e sua interferência na autonomia do profissional”, afirma Vianna.
A plataforma traz as seções Pesquisas e artigos, Mídias, Notícias e Boletins. As publicações, por sua vez, serão divididas nas áreas de Ensino, Políticas e Práticas, com coordenação dos pesquisadores Sergio Rego, Ligia Bahia e Nelson Sousa e Silva, respectivamente.

"O objetivo é problematizar questões da medicina atual, suas origens e consequências e, quem sabe, ousar prever seus futuros caminhos olhando para além de seu próprio plano conceitual e prático. Sem se furtar ao debate, por vezes volátil e pontuais, de cada um destes e outros tópicos em que se sentir provocado, a intenção do Observatório é escalar o complexo monte multicultural, político e econômico de onde possa observar, estrategicamente, o território onde ocorrem as inter-relações da medicina. Nosso grupo alimentará os boletins a partir dessa análise” explica.
Para o diretor da Escola Nacional de Saúde Pública, Hermano Castro, a plataforma é uma ferramenta estratégica para observar as transformações no campo médico e suas consequências na saúde da população. “É de extrema importância que a principal escola de saúde pública do país crie ferramentas para monitorar as transformações no mundo da medicina, principalmente no que tange às influências do mercado, da saúde suplementar e o modo como isso influenciará o atendimento e a saúde da população. Precisamos fortalecer o Sistema Único de Saúde (SUS) e, diante do atual cenário de cortes e desmontes, os centros de pesquisa devem monitorar essa realidade”.
O idealizador do Observatório lembra que a plataforma estará atenta às transformações na medicina e à interferência desse movimento na autonomia do médico. “Pela primeira vez, a autonomia da decisão médica está saindo do médico. E essa preocupação não é moral, é ética. O conhecimento médico está sendo tomado por um conhecimento sistêmico, baseado num modelo informatizado. Obviamente, o sistema econômico domina esse saber e interfere nas decisões. Isso é claramente visualizado hoje na prática hospitalar e analisado em termos econômico-financeiros para trazer resultados positivos para quem é dono do negócio. Esse movimento já é forte na área privada e está invadindo a área da saúde coletiva”, reforçou Luiz Vianna.
Fonte: Ensp/Fiocruz
Concedido pela Presidência da Fiocruz, sob a coordenação da Vice-Presidência de Educação, Informação e Comunicação (VPEIC), o Prêmio Oswaldo Cruz de Teses reconhece o mérito de trabalhos de elevado valor para o avanço do campo da saúde em diferentes áreas de atuação institucional: saúde coletiva, ciências biológicas aplicadas à saúde, biomedicina, medicina, ciências humanas e sociais. A cerimônia de premiação ocorrerá em 15 de outubro, das 14h às 17h, na Tenda da Ciência Virgínia Schall, no Campus de Manguinhos.
Confira as teses premiadas e menções honrosas
Na área de Medicina, Veronica Elizabeth Mata foi a vencedora com a tese Comparação da acurácia diagnóstica de testes diagnósticos comerciais imunocromatográficos com NS1 para detecção de dengue, orientada por Sonia Regina Lambert Passos e Carlos Augusto Ferreira Andrade, do Programa de Pesquisa Clínica em Doenças Infecciosas, do Instituto Nacional de Infectologia Evandro chagas (INI). A menção honrosa foi para Thaís Faggioni, com a tese O ensino de imunologia em algumas escolas médicas brasileiras: proposição de novas estratégias utilizando tecnologias da comunicação e informação, orientada por Luis Anastácio Alves, do Programa de Ensino de Biociências e Saúde, do Instituto Oswaldo Cruz (IOC).
Em Saúde Coletiva, Aderita Ricarda Martins de Sena teve a tese premiada. Com o tema Seca, vulnerabilidade socioambiental e saúde: impactos no Semiárido Brasileiro, o trabalho foi orientado por Christovam Barcellos e Carlos Machado de Freitas, do Programa de Informação e Comunicação em Saúde, do Instituto de Comunicação e Informação científica e Tecnológica em Saúde (Icict). A menção honrosa foi para Ana Paula Azevedo Hemmi, com a tese Participação em construção de políticas de saúde: o caso da Política Nacional de Atenção Integral à Saúde do Homem, orientada por Tatiana Wargas, do Programa de Saúde Pública da Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca (Ensp).
Já na área de Ciências Biológicas aplicadas à Saúde e Biomedicina, Carolina Araújo Moraes, autora da tese Investigação do Papel da Microglia na Disfunção Sináptica na Sepse foi a escolhida. O trabalho foi orientado por Fernando Bozza, do Programa de Biologia Celular e Molecular do IOC. Gabriela de Azambuja Garcia receberá a menção honrosa pelo trabalho O papel da resistência a Inseticidas e da densidade de Aedes Aegypti na disseminação da Wolbachia em populações nativas do Rio de Janeiro, Brasil, sob orientação de Rafael Maciel de Freitas e Daniel Vilella, do Programa de Biologia Parasitária do IOC.
Finalizando a lista dos agraciados pelo Prêmio Oswaldo Cruz de Teses 2018, na área de Ciências Humanas e Sociais, Viviane Santos de Oliveira Veiga teve a tese A percepção dos pesquisadores portugueses e brasileiros da área de Neurociências quanto ao compartilhamento de artigos científicos e dados de pesquisa no acesso aberto verde: custos, benefícios e fatores contextuais premiada, sob orientação de Cícera Henrique da Silva e Paulo Roberto Borges, do Programa de Informação e Comunicação em Saúde, do Icict. A menção honrosa foi para Bianca Della Líbera da Silva, com a tese Um mundo sem barreiras: estudantes com deficiência visual discutindo saúde nas mídias sociais, orientada por Claudia Jurberg, do Programa de Ensino em Biociências e Saúde, do IOC.
Por CCS/Fiocruz | Foto: Arquivo Fiocruz
Publicação : 19/09/2018
Este documento apresenta a lista final de teses premiadas e menções honrosas no Prêmio Oswaldo Cruz de Teses 2018.
O Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz) está oferecendo 10 vagas para seu curso de pós-graduação Lato sensu em entomologia médica. Esta área do conhecimento tem grande importância no campo da saúde pública, já que compreende o estudo de insetos que transmitem doenças, o papel destes vetores, assim como formas de controle integradas e sustentáveis.
A especialização visa formar e aperfeiçoar pesquisadores e docentes nas áreas de concentração de Entomologia e Acarologia. Os candidatos ao curso devem ser graduados em medicina, biologia, medicina veterinária, farmácia, química ou áreas afins.
Com inscrições abertas até 24 de julho, o processo seletivo inclui duas etapas: análise de currículo e entrevistas.
As aulas começam no dia 13 de agosto e acontecem, de segunda à sexta, das 9h às 17h. Para saber mais, acesse aqui a chamada pública.
Por Flávia Lobato (Campus Virtual Fiocruz)
Publicação : 09/07/2018
A premiação reconhece teses da Fiocruz de elevado valor defendidas entre maio de 2017 e abril de 2018, nas seguintes áreas: ciências biológicas aplicadas e biomedicina; medicina; saúde coletiva; ciências humanas e sociais. Esta errata faz saber sobre a mudança de cronograma.
Pesquisadores e instituições que contribuam para melhoria nas áreas de medicina e saúde pública podem concorrer ao Prêmio Príncipe Mahidol 2018. A inciativa é da Prince Mahidol Award Foundation, e contemplará uma pessoa ou instituição de cada área. Os vencedores receberão uma medalha, um certificado e US$ 100 mil.
As indicações devem ser feitas até o dia 31 de maio. Para isso, é necessário preencher um fomulário online no site da Fundação ou enviá-lo por meio dos correios.
Principais requisitos
Foto: Wikimedia Commons
Os programas de residência do Instituto Nacional de Saúde da Mulher, da Criança e do Adolescente Fernandes Figueira (IFF/Fiocruz) estão com inscrições abertas até 16 de novembro de 2017.
A residência em saúde é uma modalidade de pós-graduação Lato sensu que constitui um programa de formação em serviço. O programa se destina a profissionais de saúde, sob orientação/supervisão de profissionais altamente qualificados, seguindo orientações específicas da legislação que rege cada modalidade. No IFF/Fiocruz, os programas se dividem em: Residência médica, Residência em enfermagem e Residência multiprofissional.
Mais informações:
Site do IFF na página de ensino.
Centro de Estudos Olinto de Oliveira: (21) 2554-1700/2553-6504 | E-mail: residencias2018.iff.fiocruz@gmail.com
Fonte: IFF/Fiocruz (Irene Kalil) | Foto: Portal de Boas Práticas em Saúde da Criança, da Mulher e do Adolescente
No dia 18 de setembro, o Instituto Nacional de Controle de Qualidade em Saúde (INCQS/Fiocruz) abrirá as inscrições para o curso de residência multiprofissional em vigilância sanitária, com ênfase na qualidade de produtos, ambiente e serviços.
Há 12 vagas para titulados em farmácia, biologia, medicina veterinária, biomedicina, microbiologia e imunologia ou nutrição, que tenham concluído o ensino superior há no máximo dois anos.
O curso integra o Programa de Residência Multiprofissional em Saúde, que tem o objetivo de formar recursos humanos altamente qualificados com competências nas questões da vigilância sanitária, para que possam atuar em laboratórios de controle de qualidade de produtos, ambientes e serviços. Mais informações e acesso ao edital aqui no Campus Virtual Fiocruz.
Fonte: INCQS/Fiocruz | Foto: Peter Ilicciev