Conectar pessoas e apoiar decisões no momento de crise na saúde pública. Para isso – entre outras iniciativas – a Vice-presidência de Educação, Informação e Comunicação da Fundação Oswaldo Cruz (VPEIC/Fiocruz) criou uma biblioteca temática sobre o novo coronavírus (Covid-19) na plataforma Zotero. Assim, estão disponíveis mais de mil publicações científicas e orientações para autoridades sanitárias, profissionais de saúde e a população geral.
A bibliotecária Fátima Martins é a responsável por este trabalho na Coordenação de Informação e Comunicação (Cinco - VPEIC/Fiocruz). Ela explica que o principal objetivo é oferecer uma base técnico-científica, contribuindo para que medidas sejam adotadas para reduzir os impactos da pandemia de coronavírus. “A plataforma reúne uma variedade de publicações: artigos, teses, dissertações, pesquisas, protocolos, diretrizes, guidelines, relatórios, cartilhas, podcasts, entre outras. A curadoria inclui, também, sites, redes de pesquisa e plataformas de compartilhamento associados à produção técnico-científica nacional e internacional, de forma sistematizada”.
Por se tratar de um software livre que utiliza código aberto, Zotero facilita a gestão de dados bibliográficos e materiais relacionados à pesquisa (como PDFs).
Para ter acesso aos documentos e links disponíveis na biblioteca temática, basta seguir dois passos. É bem rápido e fácil:
1. Abra uma conta no site www.zotero.org, cadastrando seu login e uma senha.
2. Peça um convite para participar do grupo Novo Coronavírus Covid-19 | Fiocruz: https://www.zotero.org/groups/2442236/novo_coronavrus_covid-19__fiocruz
Seja membro desta comunidade: participe e visite a biblioteca para se manter sempre bem informado e atualizado. E, se precisar de apoio, acesse os tutoriais anexos abaixo.
Estão abertas as inscrições para a 7ª edição do Fiocruz Acolhe, evento de boas-vindas a alunos estrangeiros e brasileiros de outras regiões do país que estudam nas unidades da Fiocruz no Rio de Janeiro. O encontro será no dia 17 de março, a partir das 9h, na Estação Asfoc, no Campus Manguinhos. O objetivo é recepcionar e orientar os alunos, assim como incentivar a integração entre os estudantes que chegam com os mais antigos, por meio de um programa de apadrinhamento.
Entre os destaques da programação da edição de 2020 estão a roda de conversa com alunos sobre as suas experiências na Fiocruz, com relatos sobre a chegada e as dificuldades e as surpresas do dia a dia, e um espaço para perguntas dos estudantes. Também haverá candidaturas de apadrinhamento. A programação cultural conta com um tour pela Fiocruz, com visita ao Castelo Mourisco.
Estarão na mesa de abertura: a vice-presidente de Educação, Informação e Comunicação, Cristiani Vieira Machado; a coordenadora-geral de Educação, Cristina Guilam; o coordenador do Centro de Relações Internacionais em Saúde, Paulo Buss, e um representante da Associação de Pós-graduandos da Fiocruz (APG-Fiocruz).
*O evento foi cancelado em razão das medidas de restrição relacionadas à pandemia do novo coronavírus.
O embaixador australiano no Brasil, Timothy Kane, e o Cônsul-geral do país, Greg Wallis, estiveram na Fiocruz nesta quarta-feira (8/5) para conhecer melhor o trabalho da instituição. Na ocasião, eles se reuniram com a vice-presidente de Educação, Informação e Comunicação, Cristiani Machado, que representou a Presidência da Fundação, com o assessor de relações institucionais, Valber Frutuoso, e representante do Centro de Relações Internacionais em Saúde (Cris/Fiocruz).
“Apesar da distância física entre ambos os países, suas semelhanças são diversas, a exemplo da geografia, condição climática, riqueza ambiental e diversidade sociocultural”, afirmou o oficial de pesquisa e políticas da embaixada, Caio Jacon.
No encontro, foram tratados temas de interesse comum que podem resultar em futuras cooperações, especialmente no campo da medicina tropical. O controle de vetores, a produção de vacinas, a pesquisa sobre picadas de cobras e outros animais peçonhentos e o apoio a meninas e mulheres nas ciências foram alguns dos temas tratados.
Um exemplo de colaboração já existente entre Brasil e Austrália é o World Mosquito Program, responsável pelo método Wolbachia de combate ao Aedes aegypti. Iniciado por pesquisadores australianos da Universidade de Monash, o projeto chegou ao Brasil em 2012, onde é conduzido por pesquisadores da Fiocruz.
A Austrália também possui um Memorando de Entendimento (MdE) com a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa). A cooperação é feita através da agência de fomento estatal Commonwealth Scientific and Industrial Research Organisation (CSIRO).
“Temos muito interesse em trabalhar para aumentar os fluxos de comércio e investimento entre as duas nações e acreditamos que os dois países têm a oportunidade de desenvolver uma exitosa colaboração em pesquisa”, completou Jacon.
No dia 22/3, às 9h, a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) inicia oficialmente o ano letivo com a sua grande Aula Inaugural. O tema do encontro será Desafios globais e oportunidades para o avanço das agendas CIPD e 2030: garantindo direitos e escolhas para mulheres e jovens e a convidada deste ano é Natalia Kanem, subsecretária geral da Organização das Nações Unidas (ONU).
Todos são bem-vindos! O local é o Auditório do Museu da Vida (Av. Brasil, 4365, Manguinhos, Rio de Janeiro), no campus da Fiocruz.
Além da grande Aula Inaugural, organizada pela Presidência da Fiocruz, há outras aulas inaugurais de unidades da Fundação. São diversos temas relevantes nos campos da ciência, saúde e educação, que fazem parte da agenda de abertura do ano.
A aula da Escola Politécnica de Saúde Joaquim Venâncio (EPSJV/Fiocruz) da Educação de Jovens e Adultos (EJA-Manguinhos) abordou o tema da cultura na favela e recebeu lideranças e referências culturais das comunidades da Maré e Manguinhos (saiba mais).
Já a Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca (ENSP/Fiocruz) falou sobre mineração extrativista e o bem-estar das populações, ao abordar o desastre de Brumadinho (saiba mais).
*Atualizado em 1/4/2019.
Este mês a Organização Mundial da Saúde (OMS) lançou as Diretrizes sobre saneamento e saúde (Guidelines on Sanitation and Health), um conjunto de medidas para estimular sistemas e práticas de saneamento seguros para a promoção da saúde. O pesquisador Renato Castiglia Feitosa, da Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca (Ensp/Fiocruz), participou da elaboração do guia a convite do coordenador da Equipe Técnica Regional de Água e Saneamento da Opas (Etras) e também pesquisador da instituição, Teófilo Monteiro.
As orientações apontam a eficácia de várias intervenções de saneamento e fornecem uma estrutura abrangente de proteção da saúde, por meio de ações políticas e de governança, implementação de tecnologias, sistemas e intervenções comportamentais. Faça o download.
As diretrizes abrangem todo o escopo dos serviços de saneamento e se baseiam numa avaliação rigorosa das evidências. O conjunto de medidas responde a vários desafios que, por sua vez, exigem uma abordagem transversal do tema. Sua elaboração enfatizou a adaptação aos contextos locais, levando em consideração aspectos sociais, econômicos, ambientais e de saúde com relevância em diferentes realidades, especialmente em países de baixa e média renda, onde o saneamento é mais desafiador.
Desenvolvimento sustentável
Entre os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), o sexto busca “assegurar a disponibilidade e gestão sustentável da água e saneamento para todas e todos”. Nesse sentido, para o diretor geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, o guia será uma boa ferramenta para orientar gestores e políticos. "Globalmente, bilhões de pessoas vivem sem acesso até mesmo aos serviços mais básicos de saneamento. Com base nesses desafios, a OMS desenvolveu suas primeiras diretrizes abrangentes sobre saneamento e saúde. Ao definir claramente a necessidade de ação e o fornecimento de ferramentas e recursos, esperamos revigorar o papel das autoridades de saúde", disse. De acordo com Tedros, as medidas reconhecem que os sistemas de saneamento seguro sustentam a missão da OMS e suas prioridades estratégicas. "Espero que essas ações sejam de grande utilidade prática para ministérios, autoridades de saúde e implementadores para realização de investimentos e intervenções para melhores resultados de saúde para todos”, afirmou.
Para Feitosa, apesar da excelente aplicabilidade, as diretrizes poderiam interagir melhor com os demais pilares do saneamento. “As diretrizes visam promover sistemas e práticas de saneamento seguro, voltadas à promoção da saúde. O guia reúne ações de saneamento que devem ser adotadas em locais desprovidos ou não de redes de esgotamento sanitário, de forma a minimizar os riscos associados à saude. O único ponto a ser complementado é que o guia deveria se inter-relacionar não só com o esgoto, mas com outros pilares como o abastecimento de água, resíduos sólidos e drenagem urbana”, ponderou.
Saneamento no mundo
Em todo o mundo, 2,3 bilhões de pessoas carecem de saneamento básico. Elas estão entre 4,5 bilhões sem acesso a serviços de saneamento com segurança gerenciada — em outras palavras, um vaso sanitário conectado a um esgoto, poço ou fossa séptica que evite a exposição a doenças. As metas de desenvolvimento sustentável desafiam todos os países a garantir acesso universal ao saneamento até 2030.
Fonte: Ensp/Fiocruz
A história da saúde pública brasileira obteve mais um capítulo no tocante à sua preservação. A Escola Nacional de Saúde Pública (Ensp/Fiocruz) apresentou (21/5) os primeiros resultados do projeto Memórias da Ensp, cujo objetivo geral é fomentar uma cultura de preservação, organização e divulgação da produção científica e pedagógica e do conhecimento gerado nos últimos cinquenta anos.
Durante o evento, o diretor da Casa de Oswaldo Cruz (COC/Fiocruz), Paulo Elian, unidade parceira da proposta, divulgou iniciativas de institucionalização do projeto, como o a realização do 1º Fórum Fiocruz de Memória, o lançamento do Prêmio Fiocruz de Memória e a candidatura do Pavilhão Mourisco a Patrimônio Cultural Mundial da Unesco.
Presente na mesa, o diretor da Ensp/Fiocruz, Hermano Castro, reforçou que o conhecimento da memória e do passado das instituições são fundamentais para garantir bases sólidas no futuro. Para exemplificar, relembrou o percurso da saúde pública brasileira. “Apesar de todos os desmontes em diversos setores da saúde, percebemos o quanto é difícil desestruturar certas politicas quando elas têm uma construção mais solida. Fica mais difícil para qualquer golpista de plantão. A trajetória da saúde pública e a concepção de suas políticas mostram o quanto é árduo desmonta-la. Mesmo assim, devemos nos manter sempre no campo da resistência”, disse.
O Memórias da Ensp teve origem no resgate das atividades do Programa de Estudos Socioeconômicos em Saúde e do Programa de Estudos Populacionais e Epidemiológicos (Peses/Peppe) e busca disseminar a cultura de preservação da produção científica em todos os departamentos da Escola. No referido programa, já foram descritos 217 documentos textuais do Fundo Presidência da Fundação Oswaldo Cruz, na COC, distribuídos em 13 dossiês temáticos e inseridos na base Arch da Ensp. Nos arquivos da Finep, 347 documentos textuais foram digitalizados e inseridos na base e distribuídos em 10 dossiês temáticos.
Também incorporou-se ao projeto o Laboratório de Paleoparasitologia, e já foram organizados e descritos 807 documentos textuais e iconográficos. No Departamento de Ciências Sociais, foram construídos 51 dossiês das pesquisadoras aposentadas Jeni Vaitsman, Célia Leitão e Regina Bodstein, além da criação de um centro de referência da documentação permanente, nomeado Sala de Memória.
Já desenvolvem ações e seguem organizando a documentação para incorporação à proposta: o Programa Radis, o Centro de Estudos da Saúde do Trabalhador e Ecologia Humana, o Departamento de Epidemiologia e Métodos Quantitativos em Saúde, o Departamento de Endemias Samuel Pessoa, o Departamento de Políticas de Medicamentos e Assistência Farmacêutica, o Departamento de Administração e Planejamento em Saúde, o Departamento de Direitos Humanos e Saúde, o Centro de Referência Professor Hélio Fraga e Departamento de Saneamento e Saúde Ambiental.
Confira o vídeo do evento aqui.
Por Portal Fiocruz
Nesta segunda-feira (16/4), às 14h, acontecerá o IX Ciclo de Debates sobre Bioética, Diplomacia e Saúde Pública. Promovido pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e a Agência Brasileira de Inteligência (Abin), o debate acontecerá na Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca (Ensp) e abordará o tema “Biologia Sintética em Perspectiva Dual: conquistas e ameaças à saúde global”.
Durante o evento, o vice-presidente de Educação, Informação e Comunicação da Fiocruz (VPEIC/Fiocruz), Manoel Barral Netto, e o major chefe da Subdivisão de Pesquisa e Biodefesa do Instituto de Biologia do Exército (IBEx), Marcos Dornellas, irão responder perguntas sobre os principais avanços da biologia na perspectiva da prevenção de uso indevido e do estímulo à cooperação e ao desenvolvimento internacional. As perguntas serão mediadas pelo assessor da direção da Fiocruz Brasília Agenor Álvares. Todo o debate será transmitido ao vivo pelo Facebook.
O trabalho da Fiocruz em prol de uma visão integrada de um sistema de educação e articulação com várias instituições e redes de conhecimento foi destacado pela presidente da Fiocruz, Nísia Trindade, durante abertura do ano letivo da Escola Fiocruz de Governo da Fiocruz Brasília (EFG), na última terça-feira (27/3). “Reforço o papel que a Fiocruz Brasília tem, articulada com outras ações da Fundação e nas políticas intersetoriais. A EFG não forma os alunos apenas para técnica e para o conhecimento especializado, mas com uma visão de valores e cidadania”, afirmou.
A presidente destacou, ainda, os desafios colocados pela sociedade do conhecimento aos pesquisadores e instituições, em busca de articulação com dimensão de valores, práticas sociais e subjetividade, diante do cenário de mudanças no campo da ciência, tecnologia e inovação.
A trajetória da EFG foi relembrada pela diretora da Fiocruz Brasília, Fabiana Damásio, que afirmou que a instituição continuará com o projeto de construção de um país soberano, democrático e com menos desigualdade, uma educação que transforme a realidade, e a Escola como espaço de debate político e interlocução com o território.
Conhecimento como eixo transformador da sociedade
“A economia do conhecimento e o bem-estar da população é o eixo transformador da realidade”. A afirmação foi feita pelo economista e professor da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP) Ladislau Dowbor, durante conferência da Aula Magna da Escola Fiocruz de Governo (EFG).
Dowbor apontou o investimento na transformação como uma batalha fundamental. Educadores, estudantes e prestadores de serviço da área da saúde são os grandes agentes transformadores, e o eixo do conhecimento e a democratização das informações são vitais. “Conhecimento é um dos eixos transformadores da sociedade”, afirma economista
Confira a matéria completa no portal da Fiocruz Brasília.
O Ministério da Saúde elaborou uma cartilha com instruções sobre a Febre Amarela para auxiliar o trabalho de profissionais e gestores no diagnóstico e tratamento da doença em regiões com surtos constatados. O documento contou com a colaboração de quatro pesquisadores do Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas (INI/Fiocruz) em sua redação: André Siqueira, José Cerbino Neto, Juliana Arruda de Matos e Marília Santini de Oliveira.
Além de cooperar para o aumento da qualidade do tratamento da doença dentro das unidades básicas de saúde por meio de informações destinada a gestores e profissionais do Sistema único de Saúde (SUS), o guia também apresenta medidas de controle e prevenção, identificação e manejo de eventos adversos pós-vacinação e conceitos de vigilância de febre amarela.
Para saber todos os tipos de tratamento e dicas de prevenção, acesse a cartilha Febre amarela: guia para profissionais de saúde.
Estão abertas até 22 de abril as inscrições para o processo seletivo do Curso de Atualização em Manejo e Controle das Leishmanioses para profissionais de nível superior. O curso, promovido pelo Instituto de Infectologia Evandro Chagas (INI), é coordenado por Aline Fagundes da Silva e tem por objetivo oferecer informações atualizadas sobre aspectos clínicos, epidemiológicos, laboratoriais e medidas de prevenção e controle das Leishmanioses.
Com uma carga horária total de 40 horas, as aulas serão ministradas de 21 a 25 de maio de 2018. São oferecidas 40 vagas e podem candidatar-se profissionais saúde de nível superior que atuam na rede pública de saúde.
A atualização combinará aulas expositivas e debates sobre as seguintes temáticas: aspectos clínicos das leishmanioses tegumentar e visceral; diagnóstico laboratorial e imunológico das leishmanioses; Leishmanioses em animais domésticos; e epidemiologia e controle das leishmanioses, vigilância e serviços de informação.
Para mais informações, acesse o site do INI.