A chamada interna Inova Educação segue com inscrições abertas. No entanto, nesta sexta-feira, 10 de fevereiro, foi publicada uma errata sobre a chamada. O documento dispõe de alterações no que diz respeito à cooperação com instituições educacionais; o público ao qual se destina; além de apresentar mais detalhes sobre o envio das propostas. Este edital visa fomentar o desenvolvimento de produtos inovadores no campo educacional, em especial de Recursos Educacionais Abertos (REA), voltados a temas prioritários para a formação de profissionais de saúde no âmbito da educação superior e da pós-graduação.
+Acesse aqui a errata 2 da chamada Inova Educação - Recursos Educacionais Abertos
O edital é uma iniciativa da Presidência da Fiocruz, por meio das Vice-presidências de Educação, Informação e Comunicação (VPEIC), Produção e Inovação em Saúde (VPPIS) e Pesquisa e Coleções Biológicas (VPPCB), em parceria com o Ministério da Educação (MEC). A seleção está de acordo com as Políticas para Acessibilidade e Inclusão das Pessoas com Deficiência e de Acesso Aberto da Fiocruz, especialmente suas diretrizes para REA. As inscrições vão até 9 de março.
As inscrições no edital vão até às 23h59 do dia 9 de março no Portal Fiocruz. Outros esclarecimentos podem ser solicitados pelo e-mail: educacao.inova@fiocruz.br.
Esta chamada integra o Programa Fiocruz de Fomento à Inovação, denominado Inova Fiocruz, cujo objetivo central é promover a inovação de pesquisas na área de saúde, visando a entrega de conhecimento, produtos e serviços à sociedade, incentivando, ainda, ambientes favoráveis à pesquisa, desenvolvimento tecnológico e inovação em saúde - todas áreas de prática da Fiocruz, reforçando, assim, sua atuação como instituição estratégica do Estado Brasileiro.
Foco no desenvolvimento de Recursos Educacionais Abertos (REA)
Segundo a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), Recursos Educacionais Abertos são materiais de ensino, aprendizado e pesquisa, fixados em qualquer suporte ou mídia, que estejam sob domínio público ou licenciados de maneira aberta, permitindo que sejam utilizados ou adaptados por terceiros. A publicação da Unesco Diretrizes para Recursos Educacionais Abertos (REA) no ensino superior aponta que REA podem ser cursos completos, materiais de curso, módulos, guias de aluno, anotações de aula, livros didáticos, vídeos, ferramentas e instrumentos de avaliação, materiais interativos, dramatizações, softwares e aplicativos desde que tenham objetivos educacionais.
Com esta seleção interna, espera-se promover à inovação tecnológica-educacional, contribuir para o avanço no desenvolvimento de processos formativos de profissionais de saúde, e incentivar a cooperação entre as unidades da Fiocruz, as Instituições Federais de Ensino Superior (IFES) e de educação profissional possibilitando, assim, a criação de recursos educacionais inovadores, bem como a ampliação e adoção de práticas educacionais abertas.
Eixos temáticos e tipologia do projeto
A iniciativa prevê o recebimento de projetos desenvolvidos em cinco eixos temáticos: I. Ações afirmativas, inclusão e acessibilidade na Educação; II. Novas metodologias educacionais e ensino híbrido na saúde; III. Informações em Saúde; IV. Comunicação e Divulgação Científica em Saúde; e V. Violência em Saúde. Em seguida, o projeto deve relacionar o eixo temático ao REA que está alinhado: I. Curso autoinstrucional; II. Videoaula; III. Vídeo curto; IV. Podcast; V. Jogo; VI. E-book; VII. Infográfico interativo; ou VIII. Guia e/ou manual.
Além da leitura minuciosa do edital, recomendamos ainda a consulta ao Guia de Recursos Educacionais Abertos: Conceitos e Práticas, lançado pelo Campus Virtual Fiocruz no contexto da pandemia de Covid-19 para auxiliar os proponentes na elaboração dos produtos a serem desenvolvidos no âmbito desta chamada.
O Guia apresenta conceitos, princípios e práticas sobre REA, ou Open Educational Resources (OER, na sigla em inglês). Sua ideia é disseminar a importância do uso e o desenvolvimento dos recursos educacionais aberto em suas diferentes utilizações. O Guia conta com uma versão navegável online, mas também pode ser baixado em pfd para impressão e está disponível na Plataforma Educare.
Esta semana, o Sextas de Poesia traz José Eduardo Agualusa com o poema "Acalanto de um rio", que integra o livro "O vendedor de passados", uma de suas obras mais premiadas. Nele o autor faz uma reflexão sobre a construção da memória e os seus equívocos, "nada passa, nada expira. O passado é um rio que dorme..."
José Eduardo Agualusa é um dos mais importantes escritores em língua portuguesa da atualidade. Nascido em Angola, mudou-se ainda jovem para Portugal para estudar agronomia e silvicultura, mas acabou alterando a sua carreira para o jornalismo. Sua obra foi traduzida para mais de 25 idiomas.
Como parte da programação do programa Mulheres e Meninas na Ciência na Fiocruz, a Escola Nacional de Saúde Pública Sérgio Arouca (Ensp) realiza rodas de conversa e debates. As atividades acontecem nos dias 14 e 15 de fevereiro. Serão abordados os temas Ciência e Educação: caminhos para a inclusão e Compartilhando saberes e experiências institucionais para a promoção da equidade de gênero nas ciências.
Roda de Conversa Ciência e Educação: caminhos para a inclusão
A atividade te convida a fazer um mergulho nessas e diversas outras temáticas, com a apresentação e debate de três vídeos: Conexão sem Violência; Mais meninas e mulheres na Ensp/Fiocruz: construindo caminhos para uma ciência emancipatória II; e Lápis de Cor. A ideia é discutir a importância da conjugação entre ciência, arte, saúde e educação nas estratégias de disseminação e divulgação dos temas abordados nas produções audiovisuais. O evento visa um bate-papo e troca de experiências sobre ciência e arte; saúde e educação; igualdades de direito; racismo; violência infantil; e desafios para a inclusão.
Será realizada no dia 14 de fevereiro, às 14h, na sala 410 da Ensp, localizada na Rua Leopoldo Bulhões, 1.480, Manguinhos, Rio de Janeiro.
Podem participar docentes e discentes; trabalhadores e trabalhadoras de setores diversos da Ensp; e professores e professoras e estudantes de escolas públicas do Rio de Janeiro.
Para participar da atividade, é necessária inscrição. Inscreva-se!
Confira abaixo o que cada filme apresenta:
Conexão sem Violência: O vídeo te convida a conhecer e debater o tema da violência parental na educação infantil. É fruto de um extenso conjunto de materiais produzido pela pesquisa Internet: espaço de disseminação e de enfrentamento de violências contra crianças e adolescentes. O estudo analisa violências contra crianças e adolescentes - castigos físicos, vazamento de materiais íntimos e brincadeiras perigosas - que são praticadas e disseminadas na internet, e propõe iniciativas de prevenção.
Mais meninas e mulheres na ENSP/Fiocruz: construindo caminhos para uma ciência emancipatória II: No vídeo, você vai ouvir o relato de jovens sobre sua relação com a ciência, suas dificuldades pessoais e seus desejos e esperanças em um futuro de igualdade de direitos e inserção no mercado de trabalho. Iniciativa institucional de divulgação científica, a produção audiovisual foi desenvolvida no âmbito do programa Mulheres e Meninas na Ciência na Fiocruz. O vídeo é um dos produtos da oficina realizada em 2022, que contou com a presença de cerca de 140 mulheres e meninas da ENSP, Fiocruz e outras instituições parceiras.
Lápis de Cor: O documentário questiona a representação racial no universo infantil e como o padrão de beleza vigente afeta a autoestima de crianças negras.
- Apresentação:
Suely Deslandes, do Instituto Nacional de Saúde da Mulher, da Criança e do Adolescente Fernandes Figueira (IFF/Fiocruz); Luciana Dias de Lima, da Escola Nacional de Saúde Pública Sérgio Arouca (Ensp/Fiocruz); Larissa Santos (cineasta).
- Debatedoras:
Rosa Cândida, da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB); Diana Anunciação Santos (UFRB).
Compartilhando saberes e experiências institucionais para a promoção da equidade de gênero nas ciências
Aberto ao público em geral, o evento será realizado no dia 15 de fevereiro, às 14h, na sala 410 da Ensp, localizada na Rua Leopoldo Bulhões, 1.480, Manguinhos, Rio de Janeiro, e será transmitido pelo canal da Ensp no Youtube.
O evento traz uma discussão coletiva sobre a importância da equidade de gênero nas atividades científicas. Serão apresentadas as recomendações da oficina realizada em 2022 e os participantes irão dialogar sobre vivências e iniciativas institucionais diversas para a promoção da equidade de gênero nas ciências.
- Apresentação:
Luciana Dias de Lima (Ensp/Fiocruz).
- Palestrantes:
Diana Anunciação Santos (UFRB), Elisa Pankararu, do Departamento de Mulheres Indígenas da Articulação dos Povos e Organizações Indígenas do Nordeste, Minas Gerais e Espírito Santo (Apoinme), Roseli Rocha (IFF/Fiocruz; Comitê Pró-Equidade de Gênero e Raça da Fiocruz)
- Coordenadora:
Vera Marques (Ensp/Fiocruz)
*Com informações da Ensp/Fiocruz
O Programa de Pós-Graduação em Informação e Comunicação em Saúde (PPGICS) do Instituto de Comunicação e Informação Científica e Tecnológica em Saúde (Icict) inicia seu ano letivo e realiza, entre 6 e 10 de março, uma programação especial de mesas e oficinas na sua tradicional semana de abertura. Sob o tema A ciência interdisciplinar e a luta pela democracia no Brasil, serão realizadas diversas atividades e apresentações voltadas para estudantes do programa e egressos. O evento acontecerá no 4º andar do Edifício Expansão do campus Fiocruz Maré, localizado na Av. Brasil, 4.036.
Participarão da abertura da semana o coordenador e a coordenadora adjunta do programa, Igor Sacramento e Kizi Araújo, acompanhados do diretor do Icict, Rodrigo Murtinho, e Mel Bonfim, vice-diretora de Ensino do Icict. Após a apresentação do programa aos novos discentes, será apresentado o Centro de Apoio ao Discente (CAD), com a coordenadora Etinete Nascimento Gonçalves.
Todas as atividades serão presenciais e gravadas, sendo disponibilizadas posteriormente no canal da VídeoSaúde. As mesas serão realizadas nas salas 401 e 402 do Campus Maré Fiocruz e as oficinas no Laboratório de Informática, sala 408 do Campus Maré Fiocruz. Devido ao número de terminais disponíveis, as oficinas e passeios contarão com somente 20 vagas. Os interessados devem solicitar inscrição através do email: ppgics@icict.fiocruz.br.
Confira a programação completa:
- Segunda-feira, 06 de março
9h | ABERTURA
Mesa de abertura: Rodrigo Murtinho (Diretor do Icict); Mel Bonfim (Vice-diretora de Ensino do Icict); Igor Sacramento (Coordenador do programa); Kizi Araújo (Coordenadora Adjunta do Programa)
Apresentação do Programa: Igor Sacramento (Coordenador do programa); Kizi Araújo (Coordenadora Adjunta do Programa)
Apresentação do Centro de Apoio ao Discente (CAD): Etinete Nascimento Gonçalves
14h | DEBATE
O PPGICS, a interdisciplinaridade e a pesquisa: Cristina Guimarães (PPGICS/Icict/ Fiocruz); Ricardo Dantas (PPGICS/Icict/ Fiocruz); Wilson Borges (PPGICS/Icict/ Fiocruz); Moderação: Igor Sacramento (PPGICS/Icict/ Fiocruz)
- Terça-feira, 07 de março
9h | Mesa 1
Os desafios para a pesquisa interdisciplinar e a pós-graduação no Brasil recente: Eduardo Winter (Inpi/Unisuam) Coordenador da área Interdisciplinar da Capes; Paulo Vaz (UFRJ) Coordenador da área Comunicação e Informação da Capes; Mediação: Janine Cardoso (PPGICS/Icict/ Fiocruz)
14h | Oficina 1
Currículo Lattes: histórico e instruções de preenchimento: Kizi Araújo (PPGICS/Icict/ Fiocruz)
- Quarta-feira, 08 de março
9h | Mesa 2
Os impactos da desinformação na saúde pública: Lúcia Souto (Centro Brasileiro de Estudos da Saúde – Cebes); Marcelo Alves (PUC-Rio); Mediação: José Noronha (PPGICS/Icict/ Fiocruz)
14h | Oficina 2
Busca bibliográfica: Viviane Veiga (PPGICS/Icict/ Fiocruz)
- Quinta-feira, 9 de março
9h | Mesa 3
Ética em pesquisa e consolidação da democracia: Maria Nélida Gonzalez de Gómez (UFF); Fábio Reis Mota (UFF); Mediação: Bruna Fonseca (PPGICS/Icict/ Fiocruz)
14h | Oficina 3
Criando seu Orcid: Paloma Marín-Arraiza (Orcid)
- Sexta-feira, 10 de março
9h | Oficina 4
Ética na Escrita Acadêmica: Guilherme Nery (UFF)
14h | Visita à Biblioteca de Manguinhos e ao Castelo Mourisco
*Com informações da Assessoria de Comunicação do Icict/Fiocruz
*Lucas Leal é estagiário sob supervisão de Isabela Schincariol
O Boletim Ciência, programa voltado à divulgação científica do Canal Saúde, conversou com a pesquisadora da Fundação Oswaldo Cruz e coordenadora do Programa Mulheres e Meninas na Ciência, Cristina Araripe, sobre o evento Imersão no Verão, do Programa Fiocruz Mulheres e Meninas na Ciência. Criado para celebrar o Dia Internacional das Mulheres e Meninas na Ciência - celebrado em 11 de fevereiro, o projeto selecionou cerca de 100 estudantes vinculadas ao ensino médio de escolas públicas do Estado do Rio de Janeiro para participarem de atividades nas 11 unidades da Fiocruz e terem a possibilidade de vivenciar o cotidiano das pesquisadoras da instituição.
No programa, foram debatidos alguns dos desafios que seguem dificultando a participação feminina na ciência, principalmente na educação. "Infelizmente apenas um quarto das meninas consegue concluir o ensino médio por diversos problemas. O mais importante hoje é fazer com que essas meninas permaneçam na escola, concluam a educação básica e sobretudo possam ter acesso ao ensino superior", pontuou Cristina.
Sobre o programa de imersão, a pesquisadora explica que a ideia é aproximar as estudantes das pesquisadoras e do processo científico, passando pelos diferentes espaços da Fiocruz. "Teremos essas jovens conosco durante três dias. Elas vão visitar a instituição que estará celebrando, em breve, 123 anos, e conhecer um pouco da história da Fiocruz, da saúde pública e quem foi Oswaldo Cruz". Para Cristina, o programa também tem a missão de abrir novas possibilidades para as estudantes e conhecer caminhos que elas possam trilhar futuramente. "Fazer com que essas jovens reflitam sobre o quanto pode ser interessante fazer escolhas profissionais que as aproximem das áreas da ciência e da tecnologia e, no nosso caso aqui em específico, da saúde", concluiu.
Confira a entrevista completa:
*Lucas Leal é estagiário sob supervisão de Isabela Schincariol
Com o objetivo de formar mestres e doutores para atuarem em pesquisa e docência sobre a biodiversidade e sobre os problemas de saúde humana decorrentes das alterações nos ambientes naturais ou das ações antrópicas, o Instituto Oswaldo Cruz (IOC) oferece os cursos presenciais de mestrado e doutorado do Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu em Biodiversidade e Saúde. As inscrições estão abertas até 24 de fevereiro.
Esses profissionais poderão atuar no desenvolvimento de projetos de pesquisa básica e aplicada que envolvam a taxonomia com identificação, classificação, caracterização morfológica, fisiológica, bioquímica e/ou molecular, etologia, sistemática filogenética, controle de vetores e biogeografia dos organismos biológicos e suas relações com a saúde humana e o ambiente.
A chamada visa selecionar candidatos para ingresso nos cursos de mestrado e doutorado nas seguintes áreas de concentração e linhas de pesquisa:
Área de concentração – Saúde Ambiental
- Linhas de pesquisa:
1. Biomonitoramento e ecologia de ecossistemas aquáticos;
2. Bionomia, monitoramento e controle de artrópodes vetores e de importância forense;
3. Bionomia, monitoramento e controle de helmintos;
4. Educação em Biodiversidade e Saúde;
5. Estudos interdisciplinares sobre vertebrados terrestres, com ênfase em potenciais hospedeiros e reservatórios de patógenos zoonóticos.
Área de concentração – Taxonomia e Sistemática
- Linhas de pesquisa:
6. Taxonomia de moluscos límnicos Neotropicais;
7. Taxonomia e caracterização bioquímica de fungos, bactérias e protozoários de importância para a saúde;
8. Taxonomia e sistemática de artrópodes de interesse em saúde;
9. Taxonomia e sistemática de helmintos;
10.Taxonomia e sistemática de vertebrados terrestres, com ênfase em potenciais hospedeiros e reservatórios de patógenos zoonóticos.
Confira abaixo as especificações de cada curso:
Mestrado acadêmico em Biodiversidade e Saúde
O público-alvo são portadores de diploma de cursos de graduação reconhecidos pelo Ministério da Educação (MEC).
Terá duração mínima de 12 (doze) meses e máxima de 24 (vinte e quatro) meses.
São oferecidas até 10 (dez) vagas, com reserva de vagas para Ações Afirmativas, sendo 7%, ou seja, 1 (uma) vaga, aos candidatos que se declararem pessoa com deficiência; 20%, 2 (duas) vagas aos candidatos negros (pretos e pardos); e 3%, 1 (uma) vaga aos candidatos que se autodeclararem indígenas.
Acesse o edital e inscreva-se até 24 de fevereiro!
Doutorado em Biodiversidade e Saúde
O público-alvo são portadores de diploma de cursos de graduação reconhecidos pelo Ministério da Educação (MEC) com, pelo menos, um artigo científico publicado ou aceito para publicação em revista indexada (SciELO, Medline, ISI, SCOPUS e em periódico listado entre os estratos A1 e B4 do Qualis-Capes), como primeiro autor ou autor correspondente.
Terá duração mínima de 24 (vinte e quatro) meses e máxima de 48 (quarenta e oito) meses.
São oferecidas até 10 (dez) vagas, com reserva de vagas para Ações Afirmativas, sendo 7%, ou seja, 1 (uma) vaga, aos candidatos que se declararem pessoa com deficiência; 20%, 2 (duas) vagas aos candidatos negros (pretos e pardos); e 3%, 1 (uma) vaga aos candidatos que se autodeclararem indígenas.
Acesse o edital e inscreva-se até 24 de fevereiro!
Foto: iStok
Com o objetivo de fomentar a reflexão e a discussão de diferentes temas, abordando tanto aspectos conceituais e abstratos quanto desafios práticos associados à infraestrutura, ao uso de dados de saúde e à governança da Saúde Digital, a Revista Eletrônica de Comunicação, Informação & Inovação em Saúde (Reciis) recebe submissões de artigos para elaboração do Dossiê Saúde Digital. O prazo para submissões dos trabalhos é até 10 de abril.
Confira aqui todas as orientações para submissões dos artigos.
Com a pandemia de covid-19 e o estabelecimento de políticas e ações voltadas à Saúde Digital, houve um aumento significativo no desenvolvimento e na implementação das estratégias de Saúde Digital no Brasil. Sendo assim, faz-se cada vez mais necessária a discussão dos inúmeros aspectos que fazem parte desse vasto campo.
Serão avaliados artigos originais e inéditos nos seguintes eixos temáticos:
Editores convidados: Raquel De Boni (Icict/Fiocruz), Matheus Z. Falcão (Cepedisa/USP) e Rodrigo Murtinho (Icict/Fiocruz),
Prazo de submissão: até 10 de abril de 2023.
Estimativa de publicação: v. 17, n. 3, julho/setembro de 2023.
Ao submeter o trabalho, por favor, use a categoria Dossiê Saúde Digital.
Saúde Digital como ferramenta para acelerar o progresso do Desenvolvimento Sustentável
As tecnologias da informação e da comunicação (TICs) e a interconectividade foram destacadas na Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável como ferramentas “para acelerar o progresso, reduzir a divisão digital e desenvolver sociedades do conhecimento”. O uso das TICs na área da Saúde e os processos socioeconômicos dele decorrentes fazem parte da área de conhecimento e prática que vem sendo denominada de Saúde Digital. A Saúde Digital também englobaria termos anteriores como “e-Saúde” e “Saúde 4.0”, mas é ainda considerada um conceito polissêmico, complexo e em construção.
Em 2005, na Assembleia Mundial de Saúde, a Organização Mundial de Saúde (OMS) instigou os países membros a elaborar planos estratégicos para o desenvolvimento e a implementação de estratégias de e-Saúde. Já em 2021, a OMS publicou a Estratégia Global de Saúde Digital 2020-2025, ressaltando sua importância para ampliar o acesso à saúde e beneficiar as pessoas de maneira ética, segura, confiável, equitativa e sustentável. Nesse sentido, tanto o documento da OMS quanto o manual da Organização Panamericana de Saúde (OPAS) para o uso de inteligência artificial em saúde enfatizam a importância de princípios orientadores, especialmente: transparência, acessibilidade, escalabilidade, replicabilidade, interoperabilidade, privacidade, segurança e confidencialidade, centralidade nos usuários e não discriminação.
Apesar de seu potencial, a Saúde Digital se apresenta com grandes desafios e riscos. O “Paradoxo da Saúde Digital” é um exemplo. O potencial de ampliar o acesso à saúde se depara com a divisão digital, fazendo com que os indivíduos que poderiam ser os maiores beneficiados sejam os que têm menos condições de utilizá-la (pela exclusão digital, por exemplo), e ainda tornando-os mais vulneráveis em um cenário de infodemia e desinformação, além da possibilidade de uso de seus dados.
Reconhecida recentemente como um direito fundamental na Constituição Federal Brasileira, a proteção de dados pessoais é outro desafio importante diante da rápida digitalização dos serviços de saúde. A Lei Geral de Proteção de Dados classifica os dados de saúde como sensíveis e que, portanto, precisam ser tratados com cuidado redobrado, porque podem gerar algum tipo de preconceito ou discriminação, ampliando a condição vulnerável dos cidadãos.
Com a pandemia de covid-19 e o estabelecimento de políticas e ações voltadas à Saúde Digital, houve um aumento significativo no desenvolvimento e na implementação das estratégias de Saúde Digital no Brasil. Sendo assim, faz-se cada vez mais necessária a discussão dos inúmeros aspectos que fazem parte desse vasto campo.
Com o objetivo de promover interface entre aspectos teóricos e práticos sobre Ciência de Dados, Mineração de Dados, Aprendizagem de Máquina, Análise Preditiva e Análise Visual de grandes ou complexas bases de dados do setor saúde e de seus determinantes socioambientais, o Instituto de Comunicação e Informação Científica e Tecnológica em Saúde (Icict) oferece o curso de atualização em Ciência de Dados 2023. As inscrições estão abertas até 13 de fevereiro.
O curso é direcionado a graduados em Ciências da Saúde ou Ciências Exatas e da Terra ou Probabilidade e Estatística ou Ciência da Computação ou Ciências Sociais Aplicadas ou áreas de interesse para a determinação da saúde, atuantes na área Saúde Pública.
Neste programa, os alunos tomarão conhecimento sobre os seguintes pontos:
-Introdução aos principais conceitos e métodos de armazenamento; manipulação, pacotes e ferramentas úteis para análise de dados em linguagem de programação Python;
-Apresentação e manuseio dos principais sistemas de informação em saúde e de interesse para a saúde;
-Capacitação dos alunos em abordagens teóricas e metodológicas para a coleta, transformação, análise e predição (machine learning) de grandes quantidades de dados em diferentes formatos por meio de estratégias e técnicas relacionadas a Ciência de Dados aplicada à Saúde;
-Fomentar a utilização da Plataforma de Ciência de Dados aplicada à Saúde do LIS/ICICT promovendo inovação tecnológica e aprendizagem colaborativa.
São oferecidas 10 (dez) vagas. O curso será ministrado às sextas-feiras, das 9h às 13h, com carga horária de 40h presenciais e 20h mediadas por tecnologia, com atividades assíncronas. Terá início em 17 de março, com previsão de término em 7 de julho. O local da realização será no Laboratório de Informática localizado no Campus Maré, localizado na Av. Brasil, 4.036, Maré, Rio de Janeiro.
Acesse o edital e inscreva-se!
Para marcar o Dia Internacional das Mulheres e Meninas na Ciência, a Fiocruz, por meio do Programa Fiocruz Mulheres e Meninas na Ciência, realiza o evento Imersão no Verão, com a participação de 100 alunas do ensino médio de escolas públicas do estado do Rio de Janeiro, que serão recebidas por profissionais em seus laboratórios e espaços de pesquisa. As estudantes vivenciarão o cotidiano de 11 unidades da Fiocruz e da Presidência da instituição.
As atividades ocorrerão nos dias 8, 9 e 10 de fevereiro, das 9h às 16h, em todas as unidades técnico-científicas da Fiocruz no Rio de Janeiro. O encerramento será realizado no dia 10, sexta-feira, às 9h, com uma grande roda de conversas entre alunas e pesquisadoras para um bate-papo e trocas de experiências. Transmitido pelo canal do Youtube da VideoSaúde da Fiocruz, o evento vai contar com a participação de pesquisadoras da Fiocruz de todo o país.
Ao todo, 291 estudantes de 30 municípios do estado se inscreveram através do hotsite do evento, interessadas em conhecer um pouco mais sobre como se faz ciência na Fundação. Espera-se, com a iniciativa, estimular e promover a inserção de mais jovens na pesquisa em saúde pública.
O evento é promovido pelo Programa Fiocruz Mulheres e Meninas na Ciência, da Coordenação de Divulgação Científica, vinculada à Vice-presidência de Educação, Informação e Comunicação da Fiocruz (Vpeic), e está em consonância como as políticas afirmativas para educação da instituição, orientadas pela busca por uma sociedade mais justa, equânime e inclusiva.
Para Letícia Meirelles, moradora de Manguinhos e participante do evento Meninas Negras na Ciência, coordenado pela pesquisadora Hilda Gomes, e parte da programação do Dia Internacional das Mulheres e Meninas na Ciência em 2020, o Programa abriu diversas portas para a sua trajetória estudantil. “O projeto foi de suma importância na minha vida. Tive a oportunidade de conhecer laboratórios, cientistas negras, periféricas que fizeram toda a diferença, que me inspiraram e encorajaram a seguir carreira científica. No final do ano, eu vou prestar vestibular para medicina, na UERJ, e a Fiocruz me possibilitou viver esse momento”, afirmou.
A coordenadora do Programa Fiocruz Mulheres e Meninas na Ciência, Cristina Araripe destaca a importância do evento deste ano, que volta a ser presencial, após dois anos no formato virtual, em função da pandemia. "Estamos, finalmente, retornando às atividades presenciais plenas e, com isso, muito animadas e otimistas em relação ao Imersão no Verão 2023.Abriremos as portas da Fiocruz durante três dias para receber 100 jovens estudantes do ensino médio nos nossos espaços de pesquisa.
Cristina ressalta a participação das unidades e de diversas áreas da instituição para o sucesso do evento. “Além dos laboratórios, das unidades de saúde, dos ambulatórios e das unidades de produção de vacinas, imunológicos e medicamentos, mobilizamos equipes inteiras das áreas de gestão, comunicação e informação para nos apoiarem com a organização de ações educativas voltadas para o incentivo ao diálogo. É muito importante para a nossa instituição essa aproximação com a educação básica, em especial, com a juventude que tem curiosidade e interesse em conhecer mais a ciência que fazemos”, destacou.
“O fazer científico é uma das atividades que mais demandam preparação por parte daqueles que querem se dedicar à pesquisa. E começar cedo, ainda na educação básica, é algo muito promissor. Queremos despertar interesse nas jovens e assim contribuir para escolhas profissionais que as aproximem da ciência”, concluiu.
A data do Dia Internacional das Mulheres e Meninas na Ciência – 11 de fevereiro – foi instituída em 2015 pela ONU, e desde 2019 integra o calendário Fiocruz. Sob a liderança da Unesco e da ONU Mulheres, o evento acontece em diversos países, com a colaboração de instituições e parceiros da sociedade civil, e dá visibilidade ao papel e às contribuições das mulheres na ciência e tecnologia, reafirmando e fortalecendo a participação do gênero no âmbito científico.
Programação
8 de fevereiro:
8h30 – Credenciamento e boas-vindas no Centro de Recepção do Museu da Vida/Casa de Oswaldo Cruz (próximo à portaria principal)
10h – Visita aos espaços históricos e ao Museu da Vida
13h – Atividades nos espaços de pesquisas e laboratórios
16h - Encerramento
9 de fevereiro:
8h30 - Centro de Recepção do Museu da Vida/Casa de Oswaldo Cruz (próximo à portaria principal)
9h - Atividades nos espaços de pesquisas e laboratórios
16h - Encerramento
10 de fevereiro
8h30 - Centro de Recepção do Museu da Vida/Casa de Oswaldo Cruz (próximo à portaria principal)
9h - Roda de conversas: Diversidade de Vozes - Tenda Luís Fernando Ferreira na Escola Politécnica de Saúde Pública Joaquim Venâncio (próximo à portaria da Rua Leopoldo Bulhões
13h30 - Encerramento
A Escola Nacional de Saúde Pública Sérgio Arouca (Ensp) está com inscrições abertas para o curso de Especialização em Direitos Humanos, Étnico-raciais e Saúde 2023. O programa será ofertado na modalidade presencial, e está com inscrições abertas até 27 de fevereiro.
O curso é destinado a graduados que atuam ou desejam atuar no Sistema Único de Saúde (SUS), e tem o objetivo de promover um conjunto de reflexões críticas e propositivas em torno da questão étnico-racial no Brasil e suas múltiplas implicações para a consolidação do direito humano à saúde.
O programa oferece quatro Unidades de Aprendizagem divididas em 22 módulos com aulas expositivas, onde serão explicitadas a parte teórica do conteúdo.
O curso será ministrado às quartas-feiras e quintas-feiras das 8h às 17h e às sextas-feiras das 8h às 12h, com início das aulas no dia 26 de abril. A carga horária é de 540h, distribuídas da seguinte forma: 440h de aulas presenciais e 100h para elaboração do TCC.
O número máximo de vagas disponíveis é de 20 vagas, havendo 30% de vagas reservadas para Ações Afirmativas, distribuídas da seguinte maneira: Negros (pretos e pardos) com reserva de 4 vagas; Pessoas com deficiência, 1 vaga; Indígenas, 1 vaga.
Confira o edital e inscreva-se!