O aluno como sujeito de aprendizagem e a articulação entre ensino e serviço são alicerces do mestrado profissional em Saúde da Família (Profsaúde), programa que está em sua terceira edição e já formou 170 mestres em todo o país. Ao longo do último ano, o Profsaúde lançou inúmeras publicações como fruto de experiências no território e de pesquisas de docentes, discentes e egressos. Os materiais, disponíveis online e em acesso aberto, trazem um amplo conjunto de questões relacionadas à Atenção Primária, incluindo a Covid-19.
O Profsaúde é uma iniciativa em rede nacional com foco na formação de docentes e preceptores para a área da Saúde da Família e para o Sistema Único de Saúde (SUS). Trata-se de uma estratégia importante de qualificação dos processos vinculados à Atenção Primária em consonância com o fortalecimento do SUS. A Rede é composta de 22 Instituições de Ensino Superior, presentes nas cinco regiões geopolíticas do país.
Experiência, inquietações e a busca por soluções de problemas reais
A coordenadora executiva nacional do Profsaúde, Carla Pacheco Teixeira, que é assessora da Coordenação-geral de Educação da Fiocruz (CGE/Vpeic), apontou que, mesmo diante de um cenário epidemiológico desafiador apresentado no ano de 2020 devido à pandemia, a rede Profsaúde empreendeu um grande esforço coletivo para apresentar trabalhos desenvolvidos no âmbito dessa iniciativa.
“Acreditamos na potência da rede de produzir e compartilhar conhecimento para SUS, além de seu papel na formação profissional. As produções do Profsaúde espelham a articulação entre ensino e serviço, especialmente pelo empenho contínuo dos profissionais em propor respostas reais a problemas concretos”, comentou Carla, citando ainda os esforços engendrados para a manutenção e ampliação da Rede, bem como a previsão de lançamento de outras publicações em 2021. “Desejamos que a leitura do material inspire novos caminhos e perspectivas para a Saúde e Educação no nosso país”, completou.
Corroborando com esses aspectos, a coordenadora-geral de Educação da Fiocruz (CGE/Vpeic) e coordenadora acadêmica nacional do Profsaúde, Cristina Guilam, exaltou o fato de o Programa ser a primeira iniciativa de stricto sensu à distância na área da saúde coletiva, além de destacar o viés da pesquisa, intensificado no último ano, configurando-o como um grupo de pesquisa nacional. "Já titulamos uma turma de mestres composta de médicos, a segunda está em andamento, e a terceira tem caráter multiprofissional. Em geral, o aluno já atua na rede básica e contribui fortemente para o curso com sua experiência, suas inquietações e a busca por soluções de problemas efetivos”, disse ela.
Confira as publicações do Profsaúde
E-book Covid-19 e Atenção Primária: as experiências nos territórios (Rede Profsaúde)
A publicação é um compilado dos trabalhos apresentados durante as Sessões Temáticas promovidas pelo Programa – um espaço que se propõe a ser uma oportunidade para os mestrandos compartilharem suas experiências nos territórios com foco no enfrentamento da Covid-19 e também os seus conhecimentos acerca do tema. A obra foi organizada a partir de Sessões Temáticas que abordaram temas como: Covid-19 e a Atenção Primária à Saúde: contexto epidemiológico e as experiências do Profsaúde nos territórios; Atenção domiciliar e Covid-19; Covid-19 e arranjos para garantir a saúde do trabalhador; e Uso da telemedicina na APS no enfrentamento da Covid-19. Com o e-book, seus organizadores esperam, além de disseminar as diversas experiências, que suas potencialidades sejam projetadas e desejadas em distintas realidades dos profissionais da atenção básica.
Interface – Comunicação, Saúde, Educação (volume 24, suplemento 1, de 2020)
O volume 24, suplemento 1, de 2020 da revista Interface – Comunicação, Saúde, Educação é voltado para a divulgação de trabalhos produzidos no âmbito do Profsaúde. É uma coletânea composta de 21 artigos resultantes de pesquisas originais, revisão da literatura e ensaios, elaborados em colaboração por 73 autores – alunos, docentes, egressos e pesquisadores – oriundos das 5 regiões do país e de mais de 20 diferentes instituições.
O editorial da revista lembra que à época da chamada, julho de 2019, não se tinha ideia das mudanças que o mundo viveria em decorrência da Covid-19. O texto inicial aponta que “a pandemia expôs restrições e limitações da infraestrutura de saúde pública de nosso país e aumentou a consciência da importância do SUS e da Atenção Primária à Saúde para responder às necessidades de cuidado, prevenção e proteção da população, com equidade. Independentemente dos graves significados da pandemia, os temas abordados neste suplemento permanecem atuais e desafiam o cotidiano da APS e da Estratégia Saúde da Família (ESF) em um contexto de redução do financiamento, queda na cobertura vacinal, contaminação dos profissionais de saúde pelo novo coronavírus, dificuldades na educação permanente e na formação de pessoal, e de constante erosão social e econômica”.
Atenção, Educação e Gestão: Produções da Rede Profsaúde
A obra é constituída por trabalhos produzidos no âmbito do Profsaúde e foi desenvolvida em parceria com a Rede Unida. Trata-se de dois manuscritos organizados em três eixos temáticos: Atenção, Educação e Gestão. As publicações visam fortalecer a divulgação do conhecimento produzido pela Rede Profsaúde e contribuir para mudanças nas práticas profissionais e de gestão da Atenção Primária à Saúde no SUS. Com ela, espera-se que a divulgação das experiências de pesquisa e intervenção possam inspirar outros profissionais e pesquisadores comprometidos com a defesa da Atenção Primária à Saúde pública, universal e implicada com os preceitos democráticos do SUS.
Atenção, Educação e Gestão: Produções da Rede Profsaúde (Vol.1)
Atenção, Educação e Gestão: Produções da Rede Profsaúde (Vol.2)
*Imagem: Interface – Comunicação, Saúde, Educação (volume 24, suplemento 1, de 2020)
A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) está com inscrições abertas para o processo seletivo do Mestrado Profissional em Saúde da Família. Em sua terceira edição, o curso tem caráter multiprofissional, sendo destinado a médicos, enfermeiros e odontólogos. Ao todo, são 210 vagas distribuídas entre as instituições públicas de ensino associadas à rede ProfSaúde. É possível se candidatar até o dia 6 de dezembro*.
O ProfSaúde é uma proposta de curso em rede nacional, apresentado pela Associação Brasileira de Saúde Coletiva (Abrasco) e instituições de ensino e pesquisa que atuam no país. Em modalidade semipresencial, o mestrado profissional é oferecido a profissionais de saúde que atuam em saúde da família e atenção básica, nos diversos municípios brasileiros.
O curso visa formar profissionais que atuem como preceptores para graduação e residência médica em saúde da família, e contribuam para a melhoria do atendimento dos usuários do Sistema Único de Saúde (SUS). A iniciativa também fortalece atividades educacionais de produção do conhecimento e de gestão nas diversas regiões do país, estabelecendo uma relação integradora entre o serviço de saúde, os trabalhadores, os estudantes e os usuários.
Com duração mínima de 18 meses e máxima de 24 meses, o ProfSaúde tem carga horária total de 960 horas.
Inscreva-se através do Campus Virtual Fiocruz.
Para saber mais, acesse o site do ProfSaúde.
*Atualizado em 25/11/2019.
Para além da medicina como profissão, a saúde como missão social. Foi o que se celebrou na formatura da primeira turma do Mestrado Profissional em Saúde da Família (Profsaúde), na sexta-feira (30/8). O que se viu e ouviu no Museu da Vida/Fiocruz foi uma afirmação da diversidade: 180 mestres, oriundos de mais de 20 instituições de todas as regiões do Brasil, acompanhados por suas próprias famílias, e trazendo suas bagagens cheias de experiências e aprendizados compartilhados.
Nada mais natural, considerando que o programa de pós-graduação Sricto sensu foi concebido coletivamente, junto a diversas instituições dos campos da saúde e da educação. Lançado em 2015 para ampliar a formação de médicos para a Atenção Primária em Saúde, o Profsaúde é reconhecido pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior do Ministério da Educação (Capes/MEC). A coordenação nacional é composta por Luiz Augusto Facchini, da Associação Brasileira de Saúde Coletiva (Abrasco), e por Maria Cristina Guilam e Carla Pacheco Teixeira, ambas da Vice-presidência de Educação, Informação e Comunicação da Fiocruz.
Os gestores e participantes da rede Profsaúde comemoraram muito os frutos dos planos que ousaram realizar. A presidente da Fiocruz, Nísia Trindade Lima, lembrou que a iniciativa teve origem no programa Mais Médicos, com o objetivo de aproximar a medicina da família e da comunidade ao campo da saúde coletiva. Ela ressaltou que é preciso ousar na formulação e implementação de políticas públicas. “Atualmente falamos muito em dificuldades. Mas eu quero falar em potência. Celebrar nossos mestres, instituições e a força das nossas ideias — que só podem se realizar plenamente nestes espaços de diálogo espaços que honram a continuidade do SUS [Sistema Único de Saúde] com toda sua complexidade e toda sua beleza que hoje vejo representadas aqui”, afirmou Nísia.
Junto dela, na mesa de abertura do evento, estavam mais cinco mulheres: a vice-presidente de Educação Informação e Comunicação da Fiocruz, Cristiani Machado e a presidente da Associação Brasileira de Saúde Coletiva (Abrasco), Gulnar Azevedo. E também Adriana Fortaleza da Silva, Coordenadora-Geral Substituta de Ações Estratégicas, Inovação e Avaliação da Educação em Saúde/Ministério da Saúde (MS); Aldira Samantha Teixeira, Diretora Substituta de Desenvolvimento da Educação em Saúde/MEC; e Maria Célia Vasconcellos, representando o Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems). Em falas que precederam a de Nísia, todas celebraram a formação de uma rede que visa, em primeiro lugar, o fortalecimento do SUS, seus princípios e a missão de fazer com que a saúde seja um direito assegurado a toda a população brasileira.
A vice-presidente da Fiocruz e médica sanitarista, Cristiani Machado, falou sobre o processo de debates entre os diversos atores envolvidos (governos, universidades, entidades médicas, entre outros) para a formulação do mestrado profissional. “É preciso lembrar que esta foi uma proposta inovadora”. Ela também destacou a ousadia de formar uma rede voltada à atenção básica e de forma integral. “Não se trata apenas do cuidado individual oferecido pelos médicos de saúde da família. Estamos falando da visão de determinação social da saúde, de seu caráter multidisciplinar, tudo isso é fundamental para a atenção integral”. O desafio, segundo a vice-presidente, é dar continuidade à iniciativa com base nesses princípios. As inscrições para uma nova turma estão previstas para serem abertas no dia 2 de outubro.
A presidente da Abrasco, Gulnar Azevedo e Silva, afirmou que é papel da Abrasco facilitar as cooperações para melhorar a saúde da população. Tratando do caráter multiprofissional da formação, ela comentou a importância de valorizar o trabalho do agente comunitário de saúde, do professor nas escolas da rede pública, de enfermeiros, psicólogos, dentistas, nutricionistas. “Não podemos trocar esse modelo pelo que está sendo imposto hoje: que só fala no médico e de uma carteira de cuidados médicos. Cada um que sair daqui voltará para sua cidade entendendo e mostrando aos colegas que é possível se formar valorizando a saúde coletiva”.
A cerimônia continuou com uma mesa de agradecimentos formada por Maria Cristina Rodrigues Guilam, Coordenadora Acadêmica Nacional; por Carla Pacheco Teixeira, Coordenadora Executiva Nacional, e pelo professor Luiz Augusto Facchini, presidente Abrasco na gestão 2009-2012, e atualmente Pró-Reitor do Profsaúde.
Carla fez agradecimentos a cada envolvido no programa: alunos, professores, autores, coordenação, gestão, Presidência. Ela destacou a integração no processo. “Como amadurecemos! As oficinas eram quentes, e nós construímos e desconstruímos ideias”, disse. A coordenadora executiva parabenizou os mestres que não desistiram “mesmo diante de uma conjuntura tão desfavorável para o militante da atenção primária e do SUS”.
Facchini comentou a importância do programa no Brasil, um dos países mais desiguais do mundo, e da Estratégia de Saúde da Família neste contexto. “Mesmo com dificuldades de subfinanciamento conseguimos estender nossa ESF para mais de 40 mil equipes para mais de 130 milhões de pessoas no Brasil. Tivemos a capacidade de propor um projeto pedagógico inovador em rede com mais de 20 instituições. Estamos em pleno andamento da segunda turma e já a caminho de uma terceira que será multiprofissional numa verdadeira integração da academia e do serviço”. O professor fechou sua fala com uma novidade: “Temos condições de sonhar para breve, muito breve, propor um doutorado profissional em saúde da família”.
A coordenadora acadêmica, Cristina Guilam, comemorou a diversidade e a força do grupo, mencionando o vídeo em homenagem a todos os participantes da rede Profsaúde. Cristina deu seu recado cantando:
'"Isto aqui, ô ô
É um pouquinho de Brasil iá iá
Deste Brasil que canta e é feliz
Feliz, feliz...
É também um pouco de uma raça
Que não tem medo de fumaça ai, ai
E não se entrega não”
Durante a formatura, foi lançado o novo site do Profsaúde, desenvolvido pela equipe do Campus Virtual Fiocruz. O espaço valoriza a integração dos membros da rede e conta com funcionalidades para acesso a editais, notícias, biblioteca, documentos e ambientes virtuais de aprendizagem, entre outras. Acesse!
As inscrições para o mestrado profissional em saúde da família (Profsaúde) foram prorrogadas. Com isso, médicos com atuação em docência, preceptoria, tutoria de residências médicas ou em atenção básica podem se candidatar até o dia 8 de setembro.
A pós-graduação tem o objetivo de fortalecer a produção do conhecimento e ensino em saúde da família através da formação de profissionais aptos a exercer atividades de docência, preceptoria e gestão, investigação e ensino nas unidades de saúde. O programa contempla diversas regionais do Brasil.
O curso, que terá admissão por meio de um exame nacional, também tem a finalidade de qualificar profissionais do Programa Mais Médicos para o trabalho e articular elementos da educação, atenção, gestão e investigação no aprimoramento da Estratégia Saúde da Família (ESF), estabelecendo uma relação integradora entre o serviço de saúde, os trabalhadores e os usuários.
Acesse o edital e faça aqui a sua inscrição!
Já está disponível o edital do Mestrado Profissional em Saúde da Família (Profsaúde). As inscrições começam no dia 2 de agosto de 2018.
O objetivo do curso é formar profissionais de saúde para exercerem atividades de docência, preceptoria e gestão, além de atividades de investigação e de ensino nas unidades de saúde. O foco é fortalecer a produção do conhecimento e ensino na Saúde da Família, contemplando as diversas regionais do país.
A pós-graduação também qualificará profissionais do Programa Mais Médicos para o trabalho, articulando elementos da educação, atenção, gestão e investigação no aprimoramento da Estratégia Saúde da Família (ESF). Por fim, o programa visa estabelecer uma relação integradora entre o serviço de saúde, os trabalhadores e os usuários.
As vagas são destinadas a médicos com atuação em docência, preceptoria, tutoria de residências médicas ou atuação em atenção básica. A admissão do curso será realizado por um exame nacional, conforme regulamento.
Confira mais informações e acompanhe a abertura das inscrições por aqui.
A Comissão Acadêmica Nacional do Mestrado Profissional em Saúde da Família (ProfSaúde) esteve reunida na segunda-feira, dia 21 de agosto, para fazer um balanço do primeiro semestre e discutir outras questões relacionadas ao segundo semestre. A Comissão receberá os coordenadores locais das 18 instituições envolvidas na rede nos dias 22 e 23 de agosto.
O ProfSaúde é uma proposta de curso em rede nacional, apresentado pela Associação Brasileira de Saúde Coletiva (Abrasco) e instituições de ensino e pesquisa que atuam no país. Com a finalidade de formar profissionais de saúde que atuam no Saúde da Família/Atenção Básica nos diversos municípios brasileiros, o ProfSaúde fomenta ainda a produção de novos conhecimentos e inovações na atenção básica no país, considerando as diversidades regionais e locais, integrando parcerias entre instituições acadêmicas e gestores da saúde pública.
A coordenadora acadêmica nacional do ProfSaúde, Cristina Guilam, conta que o objetivo do encontro é conhecer a singularidade de cada instituição: “Existe uma diretriz geral, pois o ProfSaúde é um curso único, que teve um edital único, que tem um acompanhamento único. Mas cada instituição tem o seu ´sotaque'”, compara. "Nos perguntamos como o curso se desenvolve na região Norte, na região Nordeste e assim por diante".
A reunião foi pautada pelos seguintes temas: critérios para aproveitamento de créditos, avaliação das disciplinas, qualificação dos alunos e a situação da evasão (no caso do ProfSaúde, os índices foram baixíssimos). O professor Luiz Augusto Facchini, pró-reitor do curso, avaliou positivamente este primeiro semestre: "Há uma sinalização dos colegas das instituições que compõe a rede do ProfSaúde que o curso teve um desenvolvimento muito satisfatório em cada local, levando em conta suas peculiaridades e especificidades. Mas, em geral, estamos cumprindo a lógica de um curso único, em todo o território nacional, com uma grande abrangência. Tudo isso nos traz perspectivas bastante promissoras para um segundo semestre e para a conclusão do curso no próximo ano”, afirmou.
Além de Cristina Guilam e Luiz Facchini, participaram da reunião a coordenadora executiva Carla Pacheco Teixeira (Fiocruz); Anacláudia Fassa (UFPEL); Maria Eugênia Pinto (UFCSPA); Dario Pasche (Abrasco); Eliana Cyrino (Unesp); Elisabeth Fassa (UFPEL); Katia Silveira (Fiocruz); Teresa Maria Passarella (DEGES/MS); Marcia Lopes (Fiocruz); Fatima Antero (Fiocruz); Fúlvia da Silva (UFCSPA). Da Secretaria de Gestão do Trabalho e da Educação da Saúde do Ministério da Saúde vieram Lilian Resende e Maria Silvia Freitas.
Acesse as informações sobre o ProfSaúde aqui no Campus Virtual Fiocruz.
Fonte: Vilma Reis e Hara Flaeschen (Comunicação/Abrasco)
Começaram hoje (5/5) as aulas do Mestrado Profissional em Saúde da Família (PROFSAÚDE). O curso, oferecido em rede nacional, visa formar profissionais de saúde que atuam na Saúde da Família/Atenção Básica nos diversos municípios brasileiros, e também estimular a produção de novos conhecimentos e inovações na atenção básica no país. Reunindo 18 instituições de ensino e pesquisa que atuam no Brasil, o PROFSAÚDE é uma proposta da Associação Brasileira de Saúde Coletiva (Abrasco), sob a liderança da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). A Coordenação Acadêmica Nacional é compartilhada por Luiz Augusto Facchini (Abrasco), Maria Cristina Rodrigues Guilam e Carla Pacheco Teixeira (ambas da Fiocruz).
Segundo Guilam, esta iniciativa contribui de forma significativa para fortalecer o Sistema Único de Saúde (SUS), na medida em que integra instituições acadêmicas e gestores da saúde pública considerando as diversidades regionais e locais. "O PROFSAÚDE é conduzido por docentes qualificados e titulados na área, que atuam como preceptores na formação de médicos, enfermeiros, dentistas e outros profissionais de saúde. Por isso, tem um forte conteúdo de educação. Uma característica importante do curso é ter o SUS como campo de prática. Sendo assim, a experiência profissional do aluno é muito valorizada".
Dada sua abrangência, o PROFSAÚDE é um curso semipresencial: são 832 horas em trabalho online e 128 horas para desenvolver trabalhos em encontro físico-presencial com os participantes de cada uma das universidades. Para isso, as atividades de educação à distância serão desenvolvidas na plataforma de cursos do Campus Virtual Fiocruz, como explica o consultor em tecnologias educacionais, Eduardo Xavier. “Com o lançamento do Campus Virtual Fiocruz no ano passado, a Fiocruz ampliou a sua capacidade de ofertar cursos à distância com base no uso do software livre Moodle. Este software livre favorece as ações educativas em rede, já que professores e alunos podem se integrar num ambiente virtual de aprendizagem, podendo trocar conhecimentos de forma simultânea e colaborativa. No caso do PROFSAÚDE, essa escolha é particularmente importante, uma vez que a Fiocruz está atendendo a várias turmas formadas por alunos de diversas instituições e estados brasileiros". Ele lembra ainda que a iniciativa demonstra a capacidade de articulação da Fiocruz e de seus diversos parceiros, como a Universidade Aberta do SUS (UNA-SUS).
Sobre o Mestrado Profissional em Saúde da Família (PROFSAÚDE)
Com a chancela da Associação Brasileira de Saúde Coletiva (Abrasco) e da Fiocruz, trata-se de uma proposta de curso em rede nacional, que reúne 18 instituições de ensino e pesquisa que atuam no Brasil.
O objetivo do mestrado é formar profissionais de saúde que atuam na Saúde da Família/Atenção Básica nos diversos municípios brasileiros. O PROFSAÚDE também tem o papel de estimular a produção de novos conhecimentos e inovações na atenção básica no país, considerando as diversidades regionais e locais, ao integrar instituições acadêmicas e gestores da saúde pública.
Com isso, espera-se contribuir para iniciativas defensoras do Sistema Único de Saúde (SUS), afirmando os valores constitucionais de universalidade, integralidade, equidade, descentralização e participação social. O programa visa favorecer a superação de obstáculos estruturais, para consolidar a Estratégia de Saúde da Família como política pública efetiva e que também está alinhado aos objetivos do Programa Mais Médicos.
O Mestrado Profissional em Saúde da Família tem duração mínima de 18 meses e máxima de 24 meses, com carga horária total de 960 horas. São 42 créditos distribuídos entre 32 créditos para as disciplinas obrigatórias (480 horas) e 10 créditos para disciplinas eletivas (150 horas) e 22 créditos para dissertação (330 horas).
Contato
Professores e alunos que precisarem esclarecer dúvidas sobre a plataforma de cursos do Campus Virtual Fiocruz, devem enviar um e-mail para: suporte.campus@fiocruz.br
As inscrições para o Mestrado Profissional em Saúde da Família (PROFSAÚDE) foram prorrogadas até o dia 25/11. Com a chancela da Associação Brasileira de Saúde Coletiva (Abrasco) e da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), o mestrado é uma proposta de curso em rede nacional, que reúne 19 instituições de ensino e pesquisa que atuam no país.
São oferecidas 200 vagas para este programa, que visa formar profissionais de saúde que atuam na Saúde da Família/Atenção Básica nos diversos municípios brasileiros. O PROFSAÚDE também tem o papel de estimular a produção de novos conhecimentos e inovações na atenção básica no país, considerando as diversidades regionais e locais, ao integrar instituições acadêmicas e gestores da saúde pública. Com isso, espera-se contribuir para iniciativas defensoras do Sistema Único de Saúde (SUS), afirmando os valores constitucionais de universalidade, integralidade, equidade, descentralização e participação social.
À frente da Coordenação Acadêmica Nacional estão Luiz Augusto Facchini (Abrasco), Maria Cristina Rodrigues Guilam e Carla Pacheco Teixeira (ambas da Fiocruz). O coordenador lembra que o programa visa favorecer a superação de obstáculos estruturais, para consolidar a Estratégia de Saúde da Família como política pública efetiva e que também está alinhado aos objetivos do Programa Mais Médicos. “Há 40 mil equipes da Estratégia Saúde da Família em atividade no país, mas não temos docentes e preceptores com formação na área em número suficiente para os cursos de graduação, residência, especialização, mestrado e doutorado”, diz Facchini. Segundo ele, o PROFSAÚDE é um marco na formação dos futuros médicos, enfermeiros, odontólogos e demais profissionais de saúde. “Com uma formação conduzida por docentes qualificados e titulados na área, será possível potencializar as atividades de ensino, pesquisa e extensão em Saúde da Família, tanto na academia, quanto nos serviços de saúde”.
Sobre o programa
O Mestrado Profissional em Saúde da Família tem duração mínima de 18 meses e máxima de 24 meses, com carga horária total de 960 horas. São 42 créditos distribuídos entre 32 créditos para as disciplinas obrigatórias (480 horas) e 10 créditos para disciplinas eletivas (150 horas) e 22 créditos para dissertação (330 horas).
Este é um curso semipresencial: do total de 960 horas, 832 horas são desenvolvidas em trabalho online e 128 horas para desenvolver trabalhos em encontro físico-presencial com os participantes de cada uma das universidades. Portanto, a carga horária online é superior a presencial. Estão previstos oito encontros físico-presenciais. No primeiro e segundo semestres haverá três destes encontros. Já no terceiro e quarto semestres, haverá apenas um encontro em cada um.
As atividades EAD serão desenvolvidas no Ambiente Virtual de Aprendizagem (AVA) Open Source Moodle (Modular Object Oriented Distance Learning – Objeto Modular Orientado ao Ensino a Distância), por ser um software livre de ambiente colaborativo de aprendizagem, que possibilita ações educativas compartilhadas através da utilização de tecnologia, onde todos sujeitos envolvidos podem atuar simultaneamente. Este software pode ser utilizado em qualquer sistema operacional, além de ter as características da adaptabilidade e usabilidade.
* Foto: Araquém Alcântara
Até o dia 24/10 estão abertas as inscrições para o Mestrado Profissional em Saúde da Família (PROFSAÚDE), que tem o objetivo de formar profissionais de saúde para atuar como preceptores na graduação e residência médica em Saúde da Família. Financiado pelos ministérios da Saúde e da Educação, o mestrado é uma proposta da Associação Brasileira de Saúde Coletiva (Abrasco) e da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). Sua implantação em rede nacional, foi aprovada pela Comissão de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), em dezembro de 2015. A vice-presidente de Ensino, Informação e Comunicação, Nísia Trindade Lima, comenta os desafios do PROFSAÚDE. "Precisamos conjugar as necessidades de formação impostas por um país da dimensão do Brasil, e, ao mesmo tempo, atender aos critérios determinados pela Capes para a pós-graduação Stricto sensu. É uma construção coletiva que permitirá oferecer formação de alta qualidade a profissionais da rede básica".
Com este objetivo, 19 instituições de ensino e pesquisa se associaram para oferecer 200 vagas. O curso é semipresencial, com aulas na modalidade de educação à distância e oito encontros presenciais.
À frente da Coordenação Acadêmica Nacional estão Luiz Augusto Facchini (Abrasco), Maria Cristina Rodrigues Guilam e Carla Pacheco Teixeira (ambas da Fiocruz). O coordenador lembra que o programa visa favorecer a superação de obstáculos estruturais, para consolidar a Estratégia de Saúde da Família como política pública efetiva e que também está alinhado aos objetivos do Programa Mais Médicos. “Há 40 mil equipes da Estratégia Saúde da Família em atividade no país, mas não temos docentes e preceptores com formação na área em número suficiente para os cursos de graduação, residência, especialização, mestrado e doutorado”, diz Facchini.
Segundo ele, o PROFSAÚDE é um marco na formação dos futuros médicos, enfermeiros, odontólogos e demais profissionais de saúde. “Com uma formação conduzida por docentes qualificados e titulados na área, será possível potencializar as atividades de ensino, pesquisa e extensão em Saúde da Família, tanto na academia, quanto nos serviços de saúde”.
Conheça todas as instituições que integram a Rede Nacional do PROFSAÚDE:
Foto: Araquém Alcântara