O ebook “TERRITÓRIOS, ACERVOS E IDENTIDADES: reflexões sobre patrimônio cultural fluminense” será lançado pela Casa de Oswaldo Cruz (COC/Fiocruz), em iniciativa do seu mestrado profissional em Preservação e Gestão do Patrimônio Cultural das Ciências e da Saúde (PPGPAT). Com apoio financeiro da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro (Faperj) e publicação pela editora Hucitec, o lançamento acontece em evento de adesão à Semana do Patrimônio Fluminense (SPF), em 5 de dezembro, às 10h, no Salão de Conferência Luiz Fernando Ferreira, no Centro de Documentação e História da Saúde (CDHS). No evento, estarão os autores, muitos ex-alunos do PPGPAT, e as organizadoras Ana Luce Girão e Inês El-Jaick Andrade, também professoras do Programa.
De acordo com as organizadoras, a obra é uma coletânea composta por 11 artigos que trazem discussões relevantes para o campo da cultura. “O livro constitui uma valiosa contribuição para os estudos desenvolvidos no estado do Rio de Janeiro no âmbito da memória e do patrimônio cultural, em suas dimensões material e imaterial”, frisam. Segundo Ana Luce e Inês, as reivindicações por reconhecimento, por parte de grupos sociais submetidos ao esquecimento forçado, por um lado, e a incorporação de novos e antigos saberes e fazeres, por outro, são discutidos nos textos, que abordam, sob ângulos diferentes, as categorias encadeadas no título: territórios, acervos e identidades.
O e-book traz artigos de autores vinculados ao PPGPAT como Aline Lopes de Lacerda, Bianca Sivolella, Carla dos Santos Feltman, Claudio Oliveira Muniz, Éric Alves Gallo, Inês El-Jaick Andrade, Jeferson Mendonça, Lucas Cuba Martins, Roberta dos Santos de Almeida, Suzana Camillo Marques e Thalles Yvson Alves de Souza. Também apresentam artigos contemplados no livro Amanda Heloisa Souza Custódio e Clarice Maria Silva Campos, ambas vinculadas ao Mestrado profissional Memória e Acervos se insere no Programa de Pós-graduação em Memória e Acervos (PPGMA) da Fundação Casa de Rui Barbosa (FCRB).
Serviço
Lançamento do e-book “TERRITÓRIOS, ACERVOS E IDENTIDADES: reflexões sobre patrimônio cultural fluminense”
Data: 5 de dezembro
Horário: 10h
Local: Sala de conferências do Centro de Documentação e História da Saúde (CDHS) - 4º andar
Endereço: Av. Brasil, 4365, Manguinhos - Rio de Janeiro.
A Casa de Oswaldo Cruz (COC/Fiocruz), por meio do Serviço de Museologia do Museu da Vida Fiocruz, lança a Base Museu, um sistema de gestão e difusão digital do acervo museológico. Com a nova plataforma, o público terá acesso a dados como designação, imagens, materiais e dimensões dos objetos musealizados. São mais de 2.500 itens incorporados ao acervo, sendo que uma parte está disponível em exposições e uma parcela maior se encontra em Reserva Técnica, e que em breve poderão ser consultados por estudantes, professores, pesquisadores e instituições do Brasil e do exterior. O evento de lançamento acontece em 11 de dezembro, entre 14h e 16h30, no Salão de Conferências Luiz Fernando Ferreira, no Centro de Documentação e História da Saúde (CDHS), no campus da Fiocruz, em Manguinhos, no Rio de Janeiro.
O evento contará com a participação de três profissionais do campo dos museus, que abordarão questões importantes sobre a documentação museológica e a importância da difusão digital de bens culturais aos diversos segmentos de público.
Para a coordenadora do Serviço de Museologia, Mayara Manhães, “o sistema é intuitivo, o que facilita seu uso internamente e esperamos que também seja assim para o público”. A Base Museu poderá receber contribuição do público para complemento de informações ou ainda despertar o interesse por pesquisa presencial ao acervo. Tais solicitações deverão ser feitas através do e-mail: museologia.mv@fiocruz.br.
Entre os beneficiados com a Base Museu, está o público do Museu da Vida Fiocruz, formado sobretudo por estudantes do ensino fundamental e médio, a partir das informações disponíveis sobre os objetos para atividades escolares, por exemplo. O sistema também permite agilizar solicitações de peças do acervo para exposições.
A Base Museu foi desenvolvida pela Sistemas do Futuro, empresa portuguesa criada em 1996 que aplica as novas tecnologias da informação na gestão do patrimônio cultural e natural.
A museóloga Juliana Albuquerque lembra pesquisa que fez sobre o primeiro microscópio eletrônico da Fiocruz, ao destacar a importância de uma plataforma de gestão de acervo. Segundo ela, esse tipo de sistema a ajudou a encontrar modelos de microscópio, como aquele usado pela Fundação, em outras instituições, principalmente nos Estados Unidos.
“Pela primeira vez, o público terá a oportunidade de explorar remotamente o valioso acervo do Museu da Vida Fiocruz, que inclui objetos pessoais e de trabalho dos pioneiros da ciência, como Oswaldo Cruz e Carlos Chagas”, destaca Inês Nogueira, historiadora e museóloga responsável pela documentação museológica, acrescentando que o acervo também apresenta coleções de arte, ciência e tecnologia, que contam parte da história da Fiocruz e da saúde pública no Brasil.
Serviço
Evento: Lançamento da Base Museu
Quando: 11/12, das 14h às 16h30
Onde: Salão de Conferências do Centro de Documentação e História da Saúde (CDHS), no campus da Fiocruz, em Manguinhos (RJ).
Programação do evento
14h: Boas-vindas e mesa de abertura
14h30: Palestras
· Alexandre Matos – Diretor de Investigação e Formação da empresa Sistemas do Futuro
· Elizabete de Castro Mendonça - Professora no curso de museologia (UNIRIO), Coordenadora do Núcleo Multidimensional de Gestão do Patrimônio e Documentação em Museus (NUGEP/Unirio)
· Inês Nogueira – historiadora e museóloga do Serviço de Museologia do Museu da Vida Fiocruz
15h30: Debate com participação da plateia
16h: Encerramento seguido de coffee break
A exposição de profissionais de saúde ao coronavírus em Pernambuco, dificuldades e sofrimentos enfrentados na linha de frente da assistência e outros impactos, sobretudo entre as trabalhadoras, são tema do e-book Riscos e desafios para profissionais de saúde na pandemia de Covid-19, lançado pela Fiocruz Pernambuco e o Instituto de Avaliação de Tecnologia em Saúde (IATS). A obra é organizada pelos pesquisadores Maria de Fátima Militão de Albuquerque, Wayner Vieira de Souza, Jessyka Mary Vasconcelos Barbosa e Celina Maria Turchi Martelli. A publicação encontra-se em acesso aberto no site do IATS.
Reúne resultados de pesquisa realizada com 1.525 profissionais de quatro categorias das áreas de medicina, enfermagem e fisioterapia que atenderam pacientes com Covid-19 entre maio de 2020 e fevereiro de 2021. Além da alta prevalência entre esses trabalhadores, com 61,8% de infectados pelo SARS-CoV-19, o estudo publicado em periódicos científicos entre 2020 e 2022 aponta sobrecarga de trabalho e maior vulnerabilidade de técnicos de enfermagem. O e-book explica a metodologia aplicada, acrescenta depoimentos de médicos que viveram a experiência e traz informações acerca de normas sanitárias nacionais e internacionais. Ao todo são 191 páginas assinadas por 23 autores, em formato PDF, organizadas em nove capítulos.
Está disponível no site da Fiocruz Pernambuco e no canal no Youtube a série de vídeos “Por que escolhi ser cientista”, produzida pela jornalista da instituição, Silvia Santos. São cinco documentários, com, em média, duração de 13 minutos, que têm como objetivo sensibilizar os jovens estudantes para as atividades de pesquisa e aproximar a população para os temas de ciência e tecnologia.
O projeto teve financiamento da chamada interna da Fiocruz destinada a apoiar a realização de atividades direcionadas a Semana de Ciência e Tecnologia de 2022. Os cinco primeiros cientistas entrevistados para a série foram:
- Alexandre Bezerra de Carvalho, médico. Expertise: imunologia com ênfase em imunoquímica. Falecido em novembro de 2020.
- Alzira Paiva de Almeida, nutricionista, PhD. Expertise: Estudos moleculares da Yersinia pestis, agente etiológico da Peste (Peste Bubônica ou Peste Negra). Pesquisadora emérita da Fiocruz.
- André Freire Furtado, biólogo, PhD. Expertise: Fisiologia de insetos e controle de vetores e transmissores de doenças tropicais. Pesquisador emérito da Fiocruz PE.
- Eduardo Freese, médico, PhD. Expertise: Transição epidemiológica no Brasil. Estudos de doenças crônicas não transmissíveis. Avaliação de serviços de saúde. Recebeu no ano de 2022, a Medalha Virgínia Schall de Mérito Educacional.
- Eridan Coutinho, médica, PhD. Expertise: Desnutrição e esquistossomose. Pesquisadora emérita da Fiocruz.
Vale a pena conferir no site da Fiocruz Pernambuco e no Youtube!
#ParaTodosVerem imagem com fundo roxo e lilás em degradê e alguns ícones relacionados a ciências, com as fotos dos entrevistados e ao centro o nome da série "Por que escolhi ser cientista".
Foi realizada nesta quarta-feira, 23 de agosto, a cerimônia de lançamento da edição impressa da Política de Apoio ao Estudante (PAE). O evento foi coordenado pela Vice-Presidência de Educação, Informação e Comunicação (VPEIC), por meio da Coordenação-Geral de Educação (CGE) da Fiocruz. Participaram da mesa de abertura a coordenadora-geral de Educação da Fiocruz (CGE/VPEIC), Cristina Guilam; a coordenadora do Centro de Apoio ao Discente (CAD), Etinete Nascimento; e a coordenadora-geral da Associação de Pós-Graduandos da Fiocruz - Rio de Janeiro (APG-Rio), Beatriz Maria. O evento está disponível para visualização no canal do CAD/Fiocruz no Youtube.
A Política de Apoio ao Estudante (PAE) é uma iniciativa da VPEIC a partir da inspiração de centenas de participantes dos dois últimos congressos internos da Fiocruz, que apontaram a necessidade de um documento que orientasse as ações institucionais, tendo em vista a construção de um processo educacional de qualidade, com forte produção de conhecimento e de inovação.
A PAE já está disponível na versão online desde o seu lançamento há alguns meses, Etinete ressaltou que a necessidade de se ter uma edição impressa da PAE, em tempos onde tudo está digitalizado e online, é que este exemplar seja um instrumento nas vidas dos docentes e discentes da Fundação. "Devemos sempre pensar que temos que trabalhar por este símbolo agregador, para que possamos ter como missão algo que traga para a Fiocruz excelência e qualidade de ensino, progressivas e a todo instante, e que traga para os estudantes contínua luta pelo bem-estar".
Durante o lançamento da edição física, Cristina Guilam reafirmou a concretização deste instrumento como símbolo da educação na Fiocruz. "Eu considero isso como uma síntese de todo o movimento que a Fiocruz já vinha fazendo em nome da proteção ao estudante e da ruptura de um ciclo vicioso que é a desigualdade, uma pós-graduação que sempre foi para poucos. Então essa política se coloca no sentido fortalecer a inclusão, uma ruptura com essas desigualdades sociais".
A representante dos alunos na mesa, Beatriz explicou que a finalidade da PAE é dar prioridade e melhores condições de acesso e permanência aos estudantes na Fundação. "Tem como principal objetivo representar os discentes que compõem a nossa instituição de forma coletiva e também considerando as individualidades de cada aluno e cada caso que aparece para ser solucionado, tentando ajudar da melhor forma possível".
Participaram também da abertura a coordenadora de EAD da Fiocruz Pernambuco e membro do Grupo de Trabalho da PAE, Joselice Pinto; o doutorando da Fiocruz Manaus e representante da Associação de Pós-Graduandos da Fiocruz Amazonas e membro do GT PAE, Vitor da Silva Aquino; além da doutoranda da Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca (Ensp/Fiocruz) e membro do GT PAE, Elizabeth Leite, e a integrante do Comitê Fiocruz pela Acessibilidade e Inclusão das Pessoas com Deficiência, Tatiane Nunes.
+Acesse e conheça a Política de Apoio ao Estudante da Fiocruz (PAE)
O propósito da PAE é orientar a elaboração e a execução de ações que garantam aos estudantes condições adequadas para acesso, permanência e conclusão dos cursos oferecidos pelas unidades e escritórios da instituição, com vistas à formação plena e de qualidade, à inclusão social, à produção de conhecimento e de inovação, à melhoria do desempenho acadêmico e ao bem-estar biopsicossocial durante a trajetória educacional de cada discente na Fiocruz.
A Política de Apoio ao Estudante (PAE) é voltada aos alunos com matrícula ativa e regular na Fiocruz nos cursos técnicos de nível médio e especializações técnicas em saúde; de pós-graduação Lato sensu (especialização e residência em saúde) e Stricto sensu (mestrado e doutorado) oferecidos unicamente pela Fiocruz ou em associação, rede, consórcio, cooperação, associação e parceria com outras instituições, conforme as distintas necessidades e o princípio da equidade.
Esta iniciativa integra um conjunto de políticas institucionais orientadas pelo compromisso de fortalecer a formação de profissionais para o SUS e de pesquisadores, visando contribuir para a redução das desigualdades estruturais que se expressam na saúde, na educação e na ciência. Sua elaboração partiu da compreensão da educação como prática da liberdade, e como direito social que, além do seu valor intrínseco, também condiciona o acesso a todos os demais direitos.
Assista aqui ao lançamento da versão impressa da PAE:
*Com informações de Isabela Schincariol.
#ParaTodosVerem Fotomontagem com três fotos do evento de lançamento da edição impressa da Política de Apoio ao Estudante da Fundação Oswaldo Cruz, aprovada pelo Conselho Deliberativo da Fiocruz em 15 de dezembro de 2022, em que aparecem os palestrantes e o público.
Contribuir para a sistematização de informações que possam apoiar a formulação de políticas, estratégias e instrumentos de gestão da pesquisa na Ensp. É com esse objetivo que a Vice-Direção de Pesquisa e Inovação da Escola (VDPI) acaba de lançar a primeira edição do Boletim Pesquisadores, Produção Bibliográfica e Orientação Acadêmica. A publicação consolida dados e informações sobre os pesquisadores da Escola e suas respectivas produções bibliográficas e orientações acadêmicas, em particular para o ano de 2021. Adicionalmente, o boletim traz algumas análises e comparações com períodos anteriores.
Os dados sobre a produção bibliográfica da Ensp são importantes, pois servem como base para o cálculo de dois indicadores de produtividade, que alimentam o sistema de Gratificação de Desempenho de Atividade em Ciência e Tecnologia (GDACT) dos servidores da Fiocruz. Para o cálculo desse indicador, são aplicados os critérios estabelecidos pelo Conselho Deliberativo da Fiocruz para definição dos servidores em função de pesquisa, que incluem credenciamento em programa de pós-graduação stricto sensu e participação de grupo de pesquisa.
Coordenadora de Desenvolvimento e Monitoramento da Pesquisa, Laura Cristina Viana conta que a ideia de criar o boletim surgiu a partir da necessidade de uma compilação mais apurada e robusta de informações sobre os servidores em atividades de pesquisa na instituição: “Embora a extração desses dados seja realizada duas vezes ao ano, o resultado apurado para o cálculo dos indicadores expressa números de produção bibliográfica defasados, pois, além de serem precocemente coletados, não incluem a totalidade dos servidores que exercem atividade de pesquisa como atribuição principal. Há uma perda da ordem de 30% da produção bibliográfica e cerca de 20% dos servidores não são considerados na apuração dos indicadores”. Laura explica que o boletim foi criado para preencher justamente essa lacuna, incluindo dados adicionais que propiciam um diagnóstico mais abrangente do perfil dos pesquisadores, como idade, sexo, titulação e graduação. “Além disso, ampliamos a extração da produção bibliográfica, que não se restringe à publicação de artigos e livros, e incorporamos dados sobre orientação acadêmica. A partir da sistematização e análise desses dados, são geradas as informações que constam no boletim”, conta a coordenadora.
Com base nesses dados e informações, o boletim faz algumas análises, do ponto de vista da gestão, sobre a pesquisa na Ensp, e sugere questões que podem ser aprofundadas em estudos posteriores, contribuindo para uma gestão estratégica, que indique necessidades atuais e futuras, conforme explica Laura: “Ao registrar dados e informações sobre pesquisadores, produção bibliográfica e orientação acadêmica, o boletim permite que a comunidade adquira um conhecimento ampliado sobre a Escola, que vai além dos muros da sua sala ou do seu Departamento.”
Segundo a coordenadora, a previsão é de que seja lançada uma nova edição do boletim duas vezes por ano. “Está prevista uma atualização da edição atual para o segundo semestre, com dados de 2022, e com atualização da lista de servidores em atividade de pesquisa na Ensp. Também está previsto, para os próximos meses, um boletim especial sobre rede de cooperação em pesquisa da Fiocruz e da Escola, e outro sobre áreas e temas em pesquisa na Ensp, para subsidiar um planejamento estratégico, ainda com metodologia em desenvolvimento”, adianta.
Leia o Boletim Pesquisadores, Produção Bibliográfica e Orientação Acadêmica
A Casa de Oswaldo Cruz (COC/Fiocruz) promove o webseminário de lançamento da edição especial da revista JCOM América Latina, que terá como tema “Desinformação e divulgação da ciência e da saúde na América Latina”. A transmissão ao vivo será pelo canal da Casa no YouTube, em 6 de junho, às 13h, horário de Brasília. O evento terá a participação da coordenadora do Instituto Nacional de Comunicação Pública da Ciência e Tecnologia (INCT-CPCT/COC/Fiocruz), a pesquisadora Luisa Massarani, e da professora e pesquisadora da Universidade Federal Fluminense (UFF),Thaiane Moreira de Oliveira.
Luisa e Thaiane assinam, com colaboradores, um dos artigos, em que apresentam uma revisão dos estudos sobre o tema na América Latina, que reuniu dados de 142 artigos, identificados nas bases Scopus, Web of Science, Dimensions e Scielo. “Se, por um lado, observamos que de fato houve um aumento de artigos sobre a temática, por outro, há ainda fragilidades conceituais”, adiantam as pesquisadoras no trabalho. “Enfatizamos, ainda, a necessidade de fortalecer a colaboração entre grupos de pesquisa nos países latino-americanos como forma de entender as particularidades da circulação da desinformação científica na região e estruturar melhores formas para o seu enfrentamento”, destacam.
De acordo com Luisa e Thaiane, a desinformação não é um fenômeno recente, mas ganhou força na década de 2010 e ampliou sua dimensão com a pandemia da Covid-19, especialmente nos campos da ciência e da saúde.
A edição traz no total sete artigos e um ensaio, com autores de distintas instituições do Brasil, do Equador e do México. JCOM América Latina é de acesso aberto e todos os artigos podem ser lidos gratuitamente. A revista também não cobra taxa de publicação para os autores.
Serviço
Webseminário: “Desinformação e divulgação da ciência e da saúde na América Latina”
Data: 06/06
Horário: 13h (Brasil), 11h (Equador), 10h (México)
Evento virtual: transmissão pelo Canal da COC no YouTube.
#ParaTodosVerem Banner com fundo roxo sobre o webseminário de lançamento do número especial de JCOM América Latina - Desinformação e divulgação da ciência e da saúde na américa latina. Ao lado direito do banner, o dia e horário do webseminário, 6 de junho, às 13h, com transmissão no Toutube da COC. Haverá uma conversa com as editoras Luisa Massarani (COC/Fiocruz) e Thaiane Moreira de Oliveira (UFF).
Na próxima terça-feira, 11 de abril, às 9h30, será lançada a Política de Equidade Étnico-Racial e de Gênero da Fiocruz, elaborada com o objetivo de estabelecer princípios, diretrizes, normas, orientações e responsabilidades para o desenvolvimento de ações mais equânimes na instituição. O lançamento é realizado pelo Comitê Pró-Equidade de Gênero e Raça da Fiocruz e acontece na Estação Asfoc (Pavilhão Carlos Augusto da Silva), no Campus Manguinhos, no Rio de Janeiro, em formato híbrido, com transmissão pelo canal da Fiocruz no YouTube.
No dia 31 de março, o Conselho Deliberativo da Fiocruz aprovou por unanimidade o documento, construído pelo Comitê Pró-Equidade de Gênero e Raça da Fiocruz a partir de um processo colaborativo, conduzido pelo Grupo de Trabalho da Política, e iniciado em 2021. Ao longo deste período, foram feitos estudos sobre políticas e marcos legais pelo enfrentamento às desigualdades étnico-raciais e de gênero, assim como sobre experiências de outras instituições neste sentido. De forma coletiva, a Política também foi colocada em etapas de consulta pública para mobilizar contribuições tanto da comunidade interna da Fiocruz, quanto da sociedade civil organizada que atua mais diretamente nas pautas em discussão.
De acordo com a jornalista do Icict/Fiocruz Marina Maria, integrante da coordenação colegiada do Comitê Pró-Equidade, a partir da Política, a Fiocruz reforça o seu compromisso como Sistema Único de Saúde (SUS), em defesa da equidade em todas as suas áreas de atuação. “A Política se torna um instrumento muito importante para enfrentarmos as desigualdades baseadas em gênero e nas relações étnico-raciais. Enquanto houver racismo, sexismo, e outras violações de direitos aqui dentro da instituição e as pessoas vivenciarem violências pela forma que existem, na sua diversidade, temos muito trabalho pela frente e seguiremos cotidianamente nesse enfrentamento pelo Comitê”, destaca Marina.
Na programação do lançamento, está prevista a apresentação da Política pelo Comitê Pró-Equidade, atividade cultural com o coletivo Alemão em Arte e uma mesa de debate, contando com a participação de: Adriana Santos, coordenadora do Centro de Referência para Mulheres Suely Souza de Almeida; Diádiney Helena de Almeida, professora colaboradora do Departamento de Direitos Humanos, Saúde e Diversidade Cultural, da Escola Nacional de Saúde Pública Sérgio Arouca (Dihs/Ensp/Fiocruz); Isabela Soares, do Coletivo 8M Fiocruz; Juliano Lima, chefe do Gabinete da Presidência da Fiocruz; Leonardo Peçanha, do Coletivo LGBTQIA+ Fiocruz; Luciana Lindenmeyer, do Coletivo de Mulheres Negras da Fiocruz; Mychelle Alves, presidenta do Sindicato dos Trabalhadores da Fiocruz (Asfoc); e Roseane Correa, do Coletivo Negro Fiocruz. A mediação será feita por Roseli Rocha, integrante da coordenação colegiada do Comitê.
O evento terá tradução para a Língua Brasileira de Sinais (Libras), em acordo com a política institucional de acessibilidade, e ainda conta com um momento de atividade cultural, com a participação do grupo Papo de Quintal.
A Presidência da Fiocruz lança hoje uma chamada para seleção de Pesquisador Visitante Senior (PVS). Ao todo, serão selecionados até cinco auxílios a serem concedidos para professores/pesquisadores visitantes seniores com reconhecida competência profissional, que deverão apresentar Plano de Atividades para contribuir na estruturação e fortalecimento de programas de Pós-Graduação das seguintes unidades ou Escritórios da Fiocruz: Amazônia, Rondônia, Mato Grosso do Sul, Ceará e Piauí. Propostas podem ser enviadas até 25 de novembro.
+Acesse aqui a chamada e a errata, que dispõe sobre a alteração do número de telefone da Fiocruz Ceará de de Mato Grosso do Sul
A chamada busca reduzir as desigualdades regionais e fortalecer a integração do sistema de ensino, pesquisa e inovação nacional da Fiocruz. Seu objetivo é selecionar pesquisadores visitantes seniores com vistas à ampliar e dar densidade às atividades de pesquisa e desenvolvimento tecnológico relacionadas à missão institucional, articulada com o ensino para unidades e escritórios da Fiocruz implantados mais recentemente ou em áreas com menor densidade de cursos de pós-graduação Stricto sensu.
A implementação do Plano de Atividades visa também apoiar iniciativas de captação externa de recursos, auxiliar a estruturação e fortalecimento de programas de pós-graduação nos referidos locais e a orientação de alunos de mestrado e doutorado.
A chamada é voltada a professores/pesquisadores de elevada qualificação acadêmica, preferencialmente internos à Fiocruz, em atividade ou aposentados. Além da formação, os candidatos deverão ter reconhecida competência profissional para atuar na investigação científica ou tecnológica na Fiocruz.
As atividades do PVS terão duração de 12 meses e devem ser iniciadas entre março e abril de 2023. Será possível solicitar, no máximo, uma prorrogação por mais um ano. A previsão é que a divulgação do resultado final (pós-recurso) seja feita em 17 de janeiro de 2023.
Promover o diálogo entre conhecimentos técnico-científicos já consolidados e as experiências sobre eventos extraordinários de risco à saúde pública protagonizados pela sociedade civil organizada. Esse é o objetivo do curso internacional, online e gratuito, Instrumentos para o enfrentamento de emergências de saúde pública no contexto da sociedade civil. O lançamento acontece a partir de uma parceria entre o Campus Virtual Fiocruz e plataforma The Global Health Network (TGHN).
Em breve, o curso também será disponibilizado em espanhol e em inglês por meio da plataforma The Global Health Network (TGHN). Ele é composto de nove aulas que somam uma carga horária de 30h, e é voltado a representantes e envolvidos com movimentos sociais, mas aberto também a todos interessados nessa temática.
A ideia central do curso é oferecer instrumentos a partir do conhecimento dialogado, que propiciem a garantia do direito à saúde e à informação, bem como estabelecer trocas com os movimentos sociais e colaborar com a sua atuação como mediadores e produtores de conhecimento.
Segundo Flávia Bueno – que está à frente da nova formação juntamente com o pesquisador da Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca e coordenador da Rede Zika Ciências Sociais da Fiocruz e do Eixo Impactos Sociais do Observatório Covid-19 Fiocruz, Gustavo Matta –, a resposta a emergências de saúde pública é uma realidade da sociedade civil desde sempre. “Muitas vezes, mesmo sem apoio estatal, eles se estruturam e se organizam para responder às necessidades de suas populações. Assim, nosso objetivo com esse curso é apresentar informações sobre como opera esse mecanismo de declaração de emergências e ferramentas que possam apoiar as respostas, trazendo como exemplo ações originadas e desenvolvidas pelos próprios movimentos sociais, para que possam inspirar outras populações”, afirmou Flávia, que é também coordenadora do Hub Fiocruz na plataforma The Global Health Network (TGHN).
Ela detalhou que a construção do curso foi feita por meio de pequenos workshops realizados com representantes de diferentes movimentos na América Latina ao longo de 2021, e a elaboração do conteúdo buscou uma diversidade de perfis entre pesquisadores de saúde global, clínica médica, e também pesquisadores advindos de movimentos, cientistas sociais e comunicadores.
A plataforma The Global Health Network (TGHN)
A inserção deste curso na TGHN faz parte da iniciativa de fortalecimento da presença da Fiocruz nessa plataforma de ensino remoto e integra um projeto mais amplo, que visa fortalecer o papel da Fundação como instituição de pesquisa na área da saúde pública com vocação para cooperar e compartilhar seu conhecimento com pesquisadores de todo o mundo.
Flávia lembrou que desde 2019, a parceria da Fiocruz com a com a TGHN vem se consolidando em diversos projetos. “Já traduzimos para inglês e espanhol seis cursos produzidos pela Fundação e este é o primeiro totalmente original. Nosso objetivo é atingir o máximo de pessoas em toda a América Latina e estabelecer um diálogo profícuo entre pesquisadores, sociedade civil e trabalhadores de saúde.”, reiterou ela.
A The Global Health Network (TGHN) é um ambiente digital internacional destinado à promoção da ciência. Há cerca de quatro anos, a Fiocruz tem um Hub na plataforma, fruto de um acordo firmado entre a Fundação e a Universidade de Oxford. Esse espaço colaborativo e de acesso aberto da Fundação na plataforma TGHN visa fortalecer redes e melhorar as capacidades de pesquisa em saúde pública regional e globalmente, propiciando um potente ambiente virtual no qual profissionais, estudantes e pesquisadores podem compartilhar experiências, conhecimentos, recursos e ferramentas de pesquisa.
Conheça a estrutura do curso internacional Instrumentos para o enfrentamento de emergências de saúde pública no contexto da sociedade civil: