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Publicado em 22/04/2026

IOC promove Ciência, Arte e Inovação no MAR em 24 e 25/4

Autor(a): 
Jornalismo IOC/Fiocruz

Nos dias 24 e 25 de abril, o Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz) ocupa o Museu de Arte do Rio (MAR), na Praça Mauá (RJ), em programação dupla, que reúne a primeira edição do FestIOC Rio – Festival Inova Saúde & CienciArte e o 12º Simpósio Ciência, Arte e Cidadania (CAC 2026).

Com entrada gratuita, o evento propõe um diálogo entre ciência, arte e sociedade, com atrações para todas as idades, e marca o encerramento das comemorações pelos 125 anos do Instituto Oswaldo Cruz.

As atividades acontecem das 10h às 18h, com visitação livre em diferentes espaços do museu e programação distribuída entre auditório, salas expositivas e áreas interativas.

Em sua estreia, o FestIOC Rio promove experiências imersivas, que convidam o público a explorar temas científicos por meio da arte e da inovação.

Já o CAC 2026 reúne especialistas para debater questões contemporâneas nas interfaces entre inclusão, juventude, redes sociais, decolonialidade e os impactos do clima na saúde.

Espalhados em diferentes espaços do MAR, estandes interativos de laboratórios do IOC, de Bio-Manguinhos e de instituições parceiras apresentarão temáticas como vacinas, biodiversidade, mudanças climáticas, insetos, fungos, arboviroses, nanotecnologia e saúde pública. Nessas instalações, o público poderá participar de múltiplas práticas, jogos e demonstrações científicas.

A programação também inclui atrações culturais e atividades lúdicas, como apresentações musicais, experiências visuais e oficinas criativas — entre elas origami, astronomia cultural, espectroscopia, teatro e arte aplicada à ciência. Instalações e exposições de CienciArte completam a experiência, convidando o visitante a enxergar a ciência por novas perspectivas.

No palco principal, flash talks, pitches reversos e rodas de conversa promovem encontros entre pesquisadores, startups e representantes de instituições públicas e privadas, abordando questões atuais como inovação em saúde, mudanças climáticas, empreendedorismo e transformação digital no SUS.

A iniciativa é realizada pelo IOC/Fiocruz em parceria com o Museu de Arte do Rio e reúne representantes de universidades, instituições científicas, organizações culturais, movimentos sociais e gestores públicos, fortalecendo o diálogo entre ciência e sociedade.

Mais do que um evento, o festival é um convite: experimentar, aprender, questionar e participar ativamente da construção do conhecimento científico.

Serviço

Festival Ciência, Arte e Inovação no MAR
Data: 24 e 25 de abril de 2026
Local: Museu de Arte do Rio – Praça Mauá
Valor: Entrada gratuita
Horário: das 10h às 18h

Clique aqui e confira a programação completa.

Permitida a reprodução sem fins lucrativos do texto desde que citada a fonte (Comunicação / Instituto Oswaldo Cruz)

Publicado em 20/04/2026

Doença de Chagas em 2 minutos: tudo o que você precisa saber

Autor(a): 
Vinicius Ferreira (IOC/Fiocruz)

Mais que centenária e ainda negligenciada. Descrita há 117 anos, a doença de Chagas permanece como um dos grandes desafios da saúde pública no Brasil e no mundo.

Para tentar ampliar o conhecimento acerva do agravo e reforçar a importância do diagnóstico, o Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz) lança o vídeo "Doença de Chagas em 2 minutos". A produção integra o projeto "Saúde em 2 minutos", que promove o compartilhamento de informações confiáveis sobre prevenção e cuidados básicos de saúde.

O vídeo apresenta uma visão abrangente sobre a doença de Chagas, abordando desde sua descoberta histórica por Carlos Chagas, em 1909, até os desafios contemporâneos.

O material aborda como ocorre a infecção pelo protozoário Trypanosoma cruzi, transmitido principalmente por alimentos contaminados ou pelo contato com fezes do inseto conhecido como barbeiro.

São detalhados os sintomas, a progressão da doença, o tratamento, as medidas preventivas, o controle vetorial e a importância da correta higienização de alimentos, como açaí e caldo de cana.

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), entre seis e sete milhões de pessoas são portadoras da doença de Chagas no mundo. 

No Brasil, o Ministério da Saúde aponta que existem de um a quatro milhões de afetados, sendo que muitos casos não são sequer diagnosticados.

Permitida a reprodução sem fins lucrativos do texto desde que citada a fonte (Comunicação / Instituto Oswaldo Cruz)

Publicado em 19/04/2026

Dia dos Povos Indígenas: Conheça os cursos voltados aos povos indígenas

Autor(a): 
Fabiano Gama

De acordo com os resultados do Censo Demográfico 2022, a população indígena residente no Brasil é de 1.694.836 pessoas. Garantido na Constituição, essa parte importante da população ainda sofre com percalços para o acesso à informação, à educação e à saúde de qualidades, reafirmando a necessidade de políticas públicas que respeitem suas singularidades e democratizem os direitos básicos para que seja possível, cada vez mais, a redução da inequidade. Ao longo dos últimos anos, o Campus Virtual Fiocruz desenvolveu cursos especificamente voltados à temática dos povos que vivem em territórios indígenas e profissionais de saúde. Diante disso, neste 19 de abril, data em que é celebrado o Dia dos Povos Indígenas no Brasil, reforçamos as ofertas dos cursos Promoção da saúde mental de jovens indígenas e Participação e controle social em saúde indígena, ambos online, gratuitos e autoinstrucionais, seguem com inscrições abertas.

Promoção da saúde mental de jovens indígenas

A proposta da formação parte de uma abordagem interseccional, fundamentada em evidências produzidas por pesquisas realizadas junto a jovens indígenas em comunidades tradicionais. Com o curso, a ideia é que profissionais estejam aptos a reconhecerem os principais agravos em saúde mental e possam propor ações educativas que valorizem os saberes populares e refletir sobre os impactos da violência estrutural na saúde desses jovens. Dividida em três módulos, a formação aborda desde conceitos como saúde mental, bem-viver e interseccionalidade até o funcionamento da Rede de Atenção Psicossocial (Raps) e da saúde indígena no SUS. Um dos diferenciais da formação está no terceiro módulo, que trata diretamente dos saberes tradicionais dos povos indígenas como ferramentas de prevenção e cuidado em saúde mental. 

O curso não é apenas uma forma de oferecer ferramentas de cuidado, mas, sim, de reconhecer os modos próprios de cuidado, fortalecer os laços comunitários e garantir políticas públicas culturalmente adequadas, apresentando estratégias concretas de transformação, com respeito às vozes e os saberes dos próprios jovens indígenas.

Conheça o curso e inscreva-se!

Participação e controle social em saúde indígena

O curso Participação e controle social em saúde indígena tem o objetivo de fortalecer a participação social das lideranças e dos conselheiros indígenas nas instâncias formais do controle social do Subsistema de Saúde Indígena (SasiSUS) e do Sistema Único de Saúde (SUS). A formação é aberta a todos, mas foi elaborada especialmente para apoiar os Povos Indígenas em sua atuação no controle social e no movimento indígena em defesa ao direito à saúde, ou seja, é voltado a indígenas interessados na temática da participação social em saúde, lideranças comunitárias, professores e outros profissionais que trabalham com a temática. 

O curso foi organizado em quatro módulos que apresentam conceitos, marcos legais e experiências que contribuíram para formar o campo das políticas públicas de saúde e da saúde indígena no Brasil, bem como conteúdos fundamentais para fortalecer a participação social dos povos indígenas nas estratégias de controle social e na definição de ações e de políticas de saúde voltadas à melhoria das condições de vida e de saúde dos Povos Indígenas no Brasil. Ele também conta com diversos textos de apoio, links de vídeos, podcasts e cards que poderão ser compartilhados nas redes sociais para fácil e rápida difusão de informações e conhecimento. 

A formação é resultado de um trabalho coletivo, e foi construído em parceria com a Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (Apib) a partir do diálogo constante entre pesquisadores, professores indígenas e não indígenas de diferentes instituições de pesquisa e de ensino das cinco macrorregiões do país que defendem os direitos à saúde e ao aprimoramento da atenção à saúde, oferecida em seus respectivos territórios, como integrantes do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia Brasil Plural (INCT Brasil Plural), da Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca (Ensp/Fiocruz), da Escola Politécnica em Saúde Joaquim Venâncio (EPSJV/Fiocruz), do Campus Virtual Fiocruz (VPEIC/Fiocruz), da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), da Universidade Federal da Grande Dourados (UFGD) e do Conselho Indigenista Missionário (Cimi).

Conheça o curso e inscreva-se!

Publicado em 22/04/2026

Especial conta história dos sistemas de informação em saúde do SUS

Autor(a): 
Icict/Fiocruz

Em 2026, o Instituto de Comunicação e Informação Científica em Saúde (Icict/Fiocruz) completa 40 anos de atividades em defesa dos direitos à informação, comunicação e saúde. Ao longo dessas quatro décadas, o instituto ajudou a moldar esse campo, por meio da produção de conhecimento em estudos e pesquisas, além de projetos interdisciplinares em diversas frentes de atuação.

A informação e a comunicação estão entre as bases do Sistema Único de Saúde (SUS), esse patrimônio da sociedade brasileira, que funciona graças a uma complexa e sofisticada rede de profissionais de saúde, gestores, pesquisadores e técnicos de diferentes áreas de atuação.

Um dos principais elos dessa rede é o DataSUS, Departamento de Informática do Sistema Único de Saúde. Criado há 35 anos, é uma das principais instituições responsáveis por políticas e programas de tecnologia da informação e da comunicação para o SUS. Os sistemas e a infraestrutura de dados pelos quais é responsável são fundamentais para a gestão da saúde pública brasileira, compartilhada pelo poder público nas esferas federal, estadual e municipal.

Atualmente, em meio a desafios como os da inteligência artificial (IA) e da transformação digital do SUS, é fundamental entender que informação e comunicação não são apenas instrumentos para apoiar os serviços de saúde, mas direitos que impactam a cidadania e o acesso às políticas públicas.

Saúde em dados

Nesse especial, o Icict/Fiocruz conta a história dos sistemas de informação do SUS com uma visualização qualitativa de dados em forma de linha do tempo. Em entrevista, a vice-diretora de Pesquisa da unidade da Fiocruz, Renata Gracie, reflete sobre como os dados em saúde são matéria-prima para pesquisas do instituto. Também é possível conferir um guia resumido com links para acessar e usar dados do SUS em ações de cidadania e gestão pública.

Confira o conteúdo completo:

Linha do Tempo: história dos sistemas de informação em saúde no Brasil

Dos serviços às redes: as principais fontes de dados da saúde

Entrevista: “O DataSUS é muito inovador e fica melhor à medida em que é usado”

Publicado em 16/04/2026

Vacinar é um ato individual e um compromisso coletivo! Fiocruz lança curso para enfrentar a hesitação vacinal no SUS

Autor(a): 
Isabela Schincariol

Em um cenário em que a desinformação e a desconfiança colocam em risco conquistas históricas da saúde pública, a vacinação volta ao centro do debate. Para fortalecer a atuação dos profissionais diante desse desafio crescente, a Fiocruz lança o curso “Hesitação vacinal: uma ferramenta para auxiliar os profissionais de saúde”, uma formação estratégica que busca preparar trabalhadores para lidar com recusas, dúvidas e inseguranças da população. Mais do que um tema técnico, este curso trata de uma questão urgente de saúde pública! O curso é uma promoção do Núcleo Interdisciplinar sobre Emergências em Saúde Pública (Niesp), ligado à Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca (Ensp) e ao Centro de Estudos Estratégicos Antônio Ivo de Carvalho (CEE), em parceria com o Campus Virtual Fiocruz. As inscrições já estão abertas!

Inscreva-se já!

Dados recentes do Ministério da Saúde indicam esforços para recuperar essas coberturas, mas o desafio permanece. A hesitação vacinal — fenômeno complexo que envolve fatores culturais, sociais, políticos e informacionais — é hoje reconhecida como uma das principais ameaças à saúde pública global. Nesse contexto, o preparo dos profissionais de saúde, especialmente na Atenção Primária, torna-se decisivo para reverter esse quadro. O curso foi estruturado para oferecer uma abordagem crítica e contextualizada sobre a hesitação vacinal, articulando conhecimento técnico-científico com a experiência cotidiana dos profissionais. Com carga horária de 30h e autoinstrucional, a formação é voltada a trabalhadores da saúde e demais interessados no tema. 

Reconhecido internacionalmente por seu robusto Programa Nacional de Imunizações (PNI), o país construiu, ao longo de décadas, uma trajetória exemplar no controle de doenças imunopreveníveis. Até 2016, o Brasil alcançava altas coberturas vacinais de forma consistente, sendo referência global. No entanto, nos anos seguintes, esse cenário sofreu uma brusca mudança de rota: queda generalizada nas taxas de vacinação e aumento da desconfiança em relação à segurança e à eficácia das vacinas.

Com o curso, os participantes terão contato com conteúdos que abordam desde a história das vacinas e seu funcionamento até aspectos éticos, estratégias de comunicação e políticas públicas relacionadas à imunização. A proposta é ir além da informação. Busca-se desenvolver habilidades práticas para o manejo da hesitação no cotidiano dos serviços. Entre os principais aprendizados, destacam-se a compreensão do papel das vacinas na saúde global, o reconhecimento das características do PNI, a análise dos diferentes tipos de imunizantes e suas fases de desenvolvimento, além da construção de estratégias de diálogo que fortaleçam a confiança da população. Em um contexto em que a circulação de informações falsas impacta diretamente as decisões em saúde, saber alcançar o outro e se comunicar é tão importante quanto dominar o conteúdo técnico, estabelecendo diálogo e vínculo com a população. A vacinação, nesse sentido, não é apenas uma medida de proteção individual, mas um pacto coletivo que sustenta a proteção de comunidades inteiras.

A vacinação sempre foi o coração do SUS, mas, nos últimos anos, temos observado um fenômeno novo nas salas de vacina: a hesitação vacinal. Segundo o coordenador da formação e pesquisador da Ensp, Sergio Rego, o que antes era uma decisão quase automática para muitas pessoas, passou a ser atravessado por dúvidas, medos e, em alguns casos, recusa. Esse cenário é complexo e está diretamente relacionado a sentimentos de insegurança, receio de reações adversas e, sobretudo, à circulação intensa de desinformação e notícias falsas nas redes sociais”, afirmou ele. 

Sergio, que divide a coordenação do curso com a pesquisadora Ester Paiva Souto e com a docente Lenir Nascimento da Silva, ambas da Ensp, apontou que enfrentar esse desafio passa, necessariamente, pelo fortalecimento do vínculo entre profissionais de saúde e a população em geral. “O trabalhador da saúde, especialmente aquele que atua na ponta, tem um papel central nesse processo, uma figura de confiança para as famílias e comunidades. Assim, sua fala e posicionamento podem transformar dúvidas em segurança. Por isso, iniciativas de formação como esta são tão estratégicas. Não se trata apenas de transmitir conteúdo teórico, mas de promover reflexão a partir da prática e integrar esse saber com o que há de mais atualizado na ciência”, defendeu.

O lançamento do curso representa, portanto, uma resposta concreta a um dos desafios mais urgentes da atualidade. Em tempos de incertezas e disputas informacionais, fortalecer a confiança nas vacinas é fortalecer a vida. Assim, preparar os profissionais de saúde é o primeiro passo para garantir que essa confiança seja reconstruída.

Publicado em 15/04/2026

Internacionalização: Encontro dá início aos trabalhos da Rede Capes-Global de desenvolvimento sustentável, ciência e saúde

Autor(a): 
Isabela Schincariol

A Fiocruz, a Universidade Federal da Integração Latino-Americana (Unila), a Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS), a Universidade Federal do Oeste do Pará (Ufopa), a Universidade Federal do Piauí (UFPI) e a Universidade Federal de Rondônia (Unir), instituições que integram a Rede Capes Global para o desenvolvimento sustentável, ciência e saúde, estiveram na sede da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), em Brasília, nos dias 8 e 9 de abril para o seminário Marco Zero. O encontro deu início às atividades dos projetos aprovados no âmbito do Programa Redes para Internacionalização Institucional (Capes-Global.edu) e reuniu representantes de instituições de ensino em torno da ampliação da cooperação acadêmica internacional e do fortalecimento da internacionalização da educação superior no país.

A vice-presidente de Educação, Informação e Comunicação, Marly Cruz, e a coordenadora-geral de Educação, Isabella Delgado, estiveram presentes no evento, estreitaram laços com os representantes da Capes e das outras iniciativas que compõe o Programa, receberam orientações técnicas e operacionais voltadas à execução, monitoramento e concessão dos benefícios previstos na iniciativa e apresentaram a Rede Capes Global para o desenvolvimento sustentável, ciência e saúde, e está sob a coordenação da Fundação.

"Esse foi um dia muito importante para o Sistema Nacional de Pós-Graduação brasileiro", disse a coordenadora-geral de Educação da Fiocruz, ratificando que a participação da Fiocruz nesta iniciativa reforça seu compromisso com a cooperação internacional e com o fortalecimento da formação e da produção científica em saúde, contribuindo para o desenvolvimento de redes colaborativas e para a qualificação da pós-graduação brasileira em diálogo com o cenário global.

A vice-presidente comentou que foi fundamental para a educação da Fiocruz estar nesse seminário como líder de uma das redes de internacionalização. Segundo ela, participar desse processo foi compreender que muito se progrediu até aqui com a internacionalização nos programas de pós graduação de excelência e com o PrInt Fiocruz-Capes. No entanto, apontou que "ainda temos muito mais a avançar com o Capes Global no sentido do protagonismo na cooperação Sul-Sul, de redução das assimetrias regionais e do compartilhamento de conhecimentos e práticas para o fortalecimento dos sistemas de saúde. Importante destacar ainda que a construção desta Rede, sob a liderança da VPEIC, foi coletiva e muito colaborativa, e que teremos muito a realizar nos próximos cinco anos", disse Marly Cruz.

Capes-Global.edu: Fiocruz aprovada em 1° lugar 

Número 1 entre 33 aprovadas e com mais de 50 submissões concorrentes de todo o país, a proposta da Fiocruz, segundo a Capes, não apenas cumpre os requisitos do edital, mas "estabelece um modelo inovador de internacionalização solidária no Brasil. A rede estabelecida demonstra que é possível aliar alta produtividade científica com justiça social" e aponta que a "aprovação é estratégica para a soberania científica brasileira e para a construção de uma pós-graduação mais equilibrada e inclusiva". Entre os critérios avaliados pela Capes no edital de chamamento ao Programa estavam: Excelência científica como âncora de desenvolvimento, alinhamento estratégico com políticas de Estado, redução real e prática de assimetrias, compromisso estrutural com a diversidade, e governança robusta e gestão de riscos.

Estrutura da Rede Capes Global para o desenvolvimento sustentável, ciência e saúde

Os temas centrais da rede são: Sistemas de saúde, doenças socialmente determinadas e desigualdades (1); Saúde global e emergências em saúde (2); Biodiversidade, ambiente e mudanças climáticas (3); Ciclo de vida, transformações demográficas e envelhecimento saudável (4); e Inovação em ciência e tecnologia para a saúde (5). Vale destacar que os cinco eixos temáticos estabelecidos estão rigorosamente alinhados às prioridades nacionais e aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU, sendo a Rede uma matriz de intervenção pública, conectando a ciência e tecnologia de ponta às necessidades do Sistema Único de Saúde (SUS). 

Cada um dos eixos busca um objetivo específico: 

  • Tema 1 - Sistemas de saúde, doenças socialmente determinadas e desigualdades: visa desenvolver atividades de educação e pesquisa voltadas para o fortalecimento dos sistemas públicos e universais de saúde, a redução das desigualdades e a valorização dos saberes produzidos nos territórios.
  • Tema 2 - Saúde global e emergências em saúde: busca desenvolver atividades de educação e pesquisa a partir de uma abordagem que articula saberes das ciências biológicas, humanas e sociais, objetivando respostas mais integradas e sensíveis às realidades locais e global.
  • Tema 3 - Biodiversidade, ambiente e mudanças climáticas: pretende fomentar atividades de educação e pesquisa para o desenvolvimento de competências técnicas e analíticas necessárias para investigar padrões e processos ecológicos, compreender interações entre natureza e sociedade e avaliar riscos e impactos ambientais, em sintonia com os preceitos da Saúde Única e Saúde Planetária. 
  • Tema 4 - Ciclo de vida, transformações demográficas e envelhecimento saudável: tem como objetivo desenvolver atividades de educação e pesquisa que busquem compreender a relação entre desenvolvimento humano e envelhecimento, sob um olhar biológico e social, visto como essencial para promover a saúde plena e a equidade.
  • Tema 5 - Inovação em ciência e tecnologia para a saúde: visa desenvolver atividades de educação e pesquisa para a construção de um ecossistema de ciência e inovação, buscando fortalecer o Complexo Econômico-Industrial da Saúde (Ceis) como força motriz para a autonomia e soberania nacional. 

Os planos de ação da Rede envolvem dois tópicos centrais: formação discente, docente e técnica, e pesquisa e produção. No âmbito da formação discente, docente e técnica estão previstos: mobilidade internacional e nacional entre as associadas, cursos de curta duração e disciplinas em parceria com as instituição de ensino superior (IES) associadas e com a participação de professores estrangeiros, realização de missões, aprimoramento do processo de formalização e o desenvolvimento de cotutelas, e a realização de cursos de idiomas. Já no que se refere ao tópico pesquisa e a produção, estão desenhadas ações para estímulo à formação de redes de pesquisa, à publicação científica conjunta e ao desenvolvimento de produtos técnicos e tecnológicos, a realização de seminários conjuntos e a indução de atividades de comunicação e divulgação científica.

Para o desenho, elaboração e alinhamento de todas as etapas que constroem a rede, foi realizada uma oficina de trabalho na Fiocruz, no Rio de Janeiro, com a participação de representantes das cinco instituições de ensino que integram a iniciativa Fiocruz no Programa Capes-Global.edu.

Publicado em 15/04/2026

CNPq institui Política de Integridade na Atividade Cientifica, que estabelece normas e boas práticas de atuação

Autor(a): 
CNPq

O CNPq publicou uma portaria que institui a Política de Integridade na Atividade Cientifica, que tem como finalidade garantir a integridade em todas as atividades científicas apoiadas pelo Conselho e é valida para todos os usuários das bases do órgão, como servidores, proponentes, beneficiários e demais agentes vinculados ao fomento e usuários dos serviços digitais e plataformas do CNPq. A política foi elaborada com base em ações de educação, prevenção, apuração e sanção.

Os objetivos da Política de Integridade na Atividade Científica são promover a ética e a integridade na atividade científica; estabelecer regras de boa convivência acadêmica e coletiva, prevenindo conflitos éticos e de interesse nas ações do CNPq; promover a transparência e a idoneidade nas decisões institucionais e avaliações de mérito, evitando conflitos de interesses e ações e/ou omissões de cunho discriminatório; instituir código de conduta para promover ambiente mais plural, inclusivo e respeitoso na atividade científica e estimular a qualidade e a integridade das informações em todas as etapas dos projetos de pesquisa apoiados pelo CNPq, estabelecendo rígidos princípios éticos e morais, desde a concepção até a difusão dos resultados.

O Código de Conduta do CNPq - que estava em vigor desde 1º de agosto de 2024 e previa, entre outras recomendações, a extensão do prazo de avaliação da produtividade científica em 2 anos por evento de maternidade no período avaliado - , foi integrado à política e passa a ter nova redação, com base em dez princípios:

I – Honestidade intelectual, integridade, boa prática científica e responsabilidade em todas as fases da pesquisa, da concepção à publicação e divulgação dos resultados;

II – Veracidade na autoria e créditos científicos;

III – Respeito aos participantes das pesquisas, às pessoas pesquisadas e aos objetos de pesquisa;

IV – Atuação responsável na formação e supervisão na carreira científica em todas as etapas;

V – Observância às normas legais e éticas vigentes;

VI – Decoro, justiça social, racial, cognitiva e de gênero;

VII – Urbanidade e respeito nas relações interpessoais e institucionais;

VIII – Segurança e zelo pelos membros e participantes da pesquisa e pelo patrimônio e uso dos recursos materiais;

IX – Cumprimento das diretrizes de políticas científicas federais, estaduais, municipais e institucionais;

X – Respeito à diversidade e promoção da inclusão na ciência."

O texto estabelece deveres para os membros de comitês e comissões e para bolsistas. Os dois primeiros, por exemplo, devem conduzir avaliações com rigor, objetividade, imparcialidade e presteza; observando critérios de mérito científico, tecnológico e de inovação, e respeitando as definições da ação; não discriminar áreas do conhecimento, linhas de pesquisa, grupos, pessoas ou instituições e resguardar o sigilo das informações, dados e pareceres a que tiverem acesso.

Já bolsistas devem, entre outros deveres, ter conhecimento e respeitar as especificidades normativas do CNPq quanto à concessão de bolsas e auxílio, em especial sobre as vedações ao acúmulo de bolsas; à necessidade de informar ao CNPq sobre afastamentos e intercorrências durante o período de vigência do fomento concedido e a dificuldades encontradas para realizar a pesquisa e os devidos relatórios.

Inteligência artificial

Em relação às diretrizes de integridade na pesquisa, o texto traz abordagem específica sobre o uso de inteligência artificial gerativa (IAG), cujo uso não é proibido, mas é preciso que seja declarado, qualquer que seja o tipo de IAG e a fase do desenvolvimento da pesquisa, especificando a ferramenta utilizada e a finalidade. Também é vedada a submissão de conteúdo gerado por IAG como se fosse de autoria humana, sendo os/as autores/as integralmente responsáveis pelo conteúdo final, inclusive por eventuais plágios ou imprecisões geradas pela ferramenta utilizada. O uso da inteligência artificial na elaboração de pareceres científicos não é recomendado pela política publicada.

O texto traz uma preocupação em relação ao padrão ético de tratamento de produtos de pesquisa, com orientações como creditar de forma adequada todas as fontes que fundamentam o trabalho desenvolvido, de modo a assegurar veracidade à autoria e créditos científicos, bem como fidelidade ao significado das ideias ou fatos apresentados, ao resumir texto de terceiros, com a devida citação.

De acordo com a política, será competência da Comissão de Integridade na Atividade Científica (CIAC) decidir sobre casos de desvio da integridade na atividade científica submetidos a essa instância, bem como examinar suspeitas em relação à integridade de informações no Currículo Lattes, deliberar sobre a aplicação de sanções nos casos concretos de infrações graves e gravíssimas, entre outras.

Denúncias de supostas infrações à Política de Integridade Científica devem ser encaminhadas via Ouvidoria do CNPq.

Responsabilidades

A nova política define que o CNPq e as Instituições Científicas, Tecnológicas e de Inovação (ICTs) apoiadas são responsáveis pela apuração adequada das denúncias de má conduta científica. As ICTs que se apresentem como sede de atividades apoiadas pelo CNPq compartilham com os pesquisadores a responsabilidade pela integridade da pesquisa, cabendo-lhes primariamente promover a cultura institucional de integridade científica, e também prevenir e tratar más condutas ocorridas sob sua governança. 

Nos casos em que ocorram alegações e denúncias de má conduta em pesquisas apoiadas pelo CNPq, a ICT será solicitada a cooperar com auditorias e ações corretivas entre as instituições, informando sobre o resultado da apuração e as medidas implementadas.

Sanções

De acordo com o texto, as infrações, resultantes de ação ou omissão, que contrariem princípios, deveres e práticas previstas nos Art. 5º, 6º e 7º da política estão sujeitas a sanções, que variam dependendo do tipo de infração: leve, grave ou gravíssima.

Entre as sanções previstas estão advertência formal; suspensão, por período determinado, de bolsas, auxílios; interrupção de benefício, com possibilidade de ressarcimento ao erário; impedimento para participação em ações de fomento ou processos seletivos do CNPq, por prazo determinado; devolução de recursos concedidos pelo CNPq aos projetos relacionados à conduta irregular com ressarcimento proporcional ao pagamento realizado; revogação da outorga de fomento, aplicável quando obtida por meio de apresentação de requisitos infundados para seleção e classificação dos projetos de pesquisa, podendo ser adotadas medidas cautelares no decorrer da apuração das denúncias.

Para a dosimetria da sanção, serão considerados a natureza e a gravidade da infração; a extensão dos danos causados ao CNPq e à comunidade científica; a existência de dolo, fraude ou reincidência; circunstâncias agravantes ou atenuantes; os antecedentes do(a) infrator(a). Neste caso, não serão considerados grau acadêmico, premiações, cargos ou funções de relevo científico ou acadêmico, atuais ou passados, ou quaisquer reconhecimentos profissionais prévios.

Assista ao vídeo de apresentação:

 

Publicado em 15/04/2026

Fiocruz lança chamada interna para participação na SBPC Jovem 2026

Autor(a): 
CDC/VPEIC/Fiocruz

Estão abertas, até 10 de maio, as inscrições da chamada interna que vai selecionar atividades da Fiocruz para a SBPC Jovem 2026. A iniciativa visa aproximar estudantes da ciência e da inovação por meio de uma programação diária e gratuita, com exposições, mostras interativas, museus itinerantes, oficinas e outras atividades educativas.

SBPC Jovem ocupará uma tenda no Campus Gragoatá da Universidade Federal Fluminense, em Niterói (RJ). O evento integra a 78ª Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência, um dos maiores encontros científicos do país. A edição de 2026 acontecerá entre 26 de julho e 1º de agosto e terá como tema “Ciência para todos: soberania, desenvolvimento e inclusão”.

A chamada interna foi divulgada em reunião ampliada do Fórum de Divulgação Científica, realizada em 9 de abril. Como parceira histórica, a Fiocruz tem espaço de exposição gratuito garantido na SBPC Jovem. A participação institucional é organizada pela Coordenação de Divulgação Científica (CDC), vinculada à Vice-Presidência de Educação, Informação e Comunicação da Fiocruz (Vpeic).  

Segundo Marly Cruz, vice-presidente de Educação, Informação e Comunicação, o ideal é que, durante o planejamento, as unidades alinhem suas propostas internas e estratégias de divulgação científica. Marly observou que, a cada ano, a Fiocruz aperfeiçoa sua participação e exposição. “Até que a SBPC ocorra de fato, precisamos manter um canal de diálogo entre as unidades para que as dúvidas sejam esclarecidas e as atividades aconteçam da melhor maneira possível”, observou.

Cristina Araripe, coordenadora de Divulgação Científica da VPEIC, afirmou que as propostas devem ser dinâmicas e pensadas para atrair um público diverso num espaço de 100 metros quadrados. “Conseguimos bons resultados na participação institucional em anos anteriores”, garantiu. A coordenadora destacou que a diversidade e a pertinência das propostas enviadas pelas unidades serão fatores importante para a seleção das atividades do Espaço da Fiocruz. Ela revelou ainda que, como não há financiamento previsto, cada unidade deve buscar formas de garantir a sua presença no evento.  

Organização das atividades

De acordo com a chamada interna, a equipe da CDC ficará responsável pelo credenciamento dos participantes e por fornecer apoio técnico e informações sobre a logística do evento. As unidades, os escritórios regionais e os demais setores serão responsáveis pela compra de passagens aéreas ou terrestres; hospedagem dos participantes; produção, impressão e confecção de materiais de divulgação; despesas com o transporte dos participantes e materiais expostos; e, a guarda pela integridade do material ou peça exposta durante o evento.  

A coordenadora informou que a organização das atividades de divulgação e popularização da ciência será baseada em critérios como a diversidade e a adequação das propostas. “Vamos ocupar o Espaço da Fiocruz em um sistema de rodízio, se necessário. Estaremos de segunda a sábado, de 8h às 17h, mostrando a força e a potência das atividades de divulgação e popularização da ciência da nossa instituição”, afirmou. “Precisamos garantir que as atividades sejam mais acessíveis. As propostas encaminhadas devem buscar assegurar esse direito", lembrou. Dúvidas podem ser encaminhadas para o e-mail forum.divulgacao@fiocruz.br.

Publicado em 13/04/2026

Mestrado e Doutorado em Biodiversidade e Saúde: inscrições prorrogadas até 16/4

Estão prorrogadas as inscrições para mestrado e doutorado do Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu em Biodiversidade e Saúde 2026, do Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz). São oferecidas até dez vagas para mestrado e dez vaga para doutorado. Com a prorrogação, candidatos podem se inscrever até 16 de abril pelo Campus Virtual Fiocruz.

Confira os editais e link de inscrição:

Mestrado

Doutorado

+Acesse aqui mais informações e a chamada de seleção

O Programa de Pós-graduação em Biodiversidade e Saúde (PPG-BS) tem por objetivo a formação de mestres e doutores qualificados atuar em pesquisa, docência e atividades técnicas sobre a parcela da biodiversidade relacionada à saúde. Esses profissionais poderão atuar no desenvolvimento de projetos de pesquisa que envolvam: a) taxonomia, sistemática e biogeografia; b) caracterização morfológica, bioquímica e molecular; c) relações ecológicas e etológicas dos organismos e suas relações com os seres humanos, animais e ambiente, no contexto da saúde global; d) pesquisa e curadoria em coleções biológicas.

A chamada visa selecionar e classificar candidatos(as) para ingresso nos cursos de mestrado e doutorado nas áreas de concentração abaixo:

  • Saúde Ambiental;
  • Taxonomia e Sistemática.

O Curso de Doutorado do PPGBS é destinado a portadores de Diploma de Graduação e Diploma de Mestrado emitidos por instituições reconhecidas por órgãos responsáveis pelo credenciamento e regulação das instituições de educação. Alternativamente ao Diploma de Mestrado, será aceita Ata de Defesa de Dissertação de Mestrado.

A carga horária total mínima de dedicação ao curso de doutorado é de 2.880 horas, distribuída da seguinte forma: Disciplinas - 36 créditos (equivalente a 480 horas) e trabalho de tese - 160 créditos (equivalente a 2.400 horas) para o trabalho de tese. O curso é ministrado em tempo integral, em regime de 40 horas semanais para alunos contemplados com bolsa. Para alunos com atividade remunerada, a dedicação mínima é de 20 horas semanais, desde que apresentem documento comprovando autorização por sua chefia imediata para realização do curso.

O Curso de Mestrado do PPGBS é destinado a portadores de diploma de graduação (ou ata de colação de grau emitida há, no máximo, 12 meses) de instituições reconhecidas por órgãos de credenciamento e regulação educacional.

A carga horária total mínima do curso de mestrado é de 1.440 horas, distribuída da seguinte forma: Disciplinas - 20 créditos (equivalente a 240 horas) e trabalho de dissertação - 80 créditos (equivalente a 1.200 horas). O curso é ministrado em tempo integral, em regime de 40 horas semanais para alunos contemplados com bolsa. Para alunos com atividade remunerada, a dedicação mínima é de 20 horas semanais, desde que apresentem documento comprovando autorização por sua chefia imediata para realização do curso.

Confira os editais e link de inscrição:

Mestrado

Doutorado

+Acesse aqui mais informações e a chamada de seleção

Publicado em 10/04/2026

Inscrições abertas para o curso de atualização em Análise Espacial e Geoprocessamento em Saúde - Turma 2026

Autor(a): 
Icict/Fiocruz

Como o território influencia a saúde? Descubra no curso de Análise Espacial e Geoprocessamento em Saúde, do Instituto de Comunicação e Informação Científica e Tecnológica em Saúde (Icict/Fiocruz), que está com inscrições abertas até 8 de maio pelo Campus Virtual Fiocruz!

Inscreva-se já!

Com carga horária de 72 horas e formato presencial, a formação aborda desde conceitos de cartografia e geoprocessamento até o uso de Sistemas de Informações Geográficas (SIG) e técnicas de análise espacial aplicadas à saúde pública

Voltado para profissionais da área de Saúde Pública, o curso pretende qualificar alunas e alunos para o uso de dados espaciais na análise, planejamento e tomada de decisão em saúde.

Inscrições pelo Campus Virtual Fiocruz.

Acesse o nosso site: icict.fiocruz.br

QUER MAIS INFORMAÇÕES?
Envie e-mail para: seca.icict@fiocruz.br

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