Na próxima terça-feira (21/5), o Curso de Gestão Urbana e Saúde da Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca (Ensp/Fiocruz) vai realizar, às 10h, sua aula inaugural. O evento será realizado na sala 412, com transmissão ao vivo pelo Youtube. A palestrante será a professora emérita da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo (FAU-USP) Ermínia Maricato. Ela falará sobre o tema 'Cidade, Desigualdade e Saúde'.
O curso destina-se a profissionais de nível superior de todas as áreas em busca de especialização para atuar em projetos de intervenções urbanas e territoriais na sua relação com a saúde coletiva. A formação é uma parceria do Departamento de Saneamento e Saúde Ambiental (DSSA/Ensp) com a Prefeitura do Rio. As aulas serão presenciais, às terças e quintas, das 10h às 17h, no Auditório Carlos Nelson Ferreira dos Santos do Instituto Municipal de Urbanismo Pereira Passos.
Assista à transmissão ao vivo:
As inscrições para os cursos de mestrado e doutorado do Programa de Pós-Graduação em Bioética, Ética Aplicada e Saúde Coletiva (PPGBIOS) da Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca (Ensp/Fiocruz), fruto de parceria entre a Fiocruz, a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), a Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj) e a Universidade Federal Fluminense (UFF), tiveram prazo prorrogado. As inscrições passam a ter como limite o dia 7 de maio e devem ser feitas exclusivamente por meio do e-mail ppgbiosselecao@nubea.ufrj.br.
Serão oferecidas 21 vagas para o mestrado e 28 para o doutorado. O período letivo vai começar em agosto de 2024.
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Sobre o PPGBIOS
O PPGBIOS começou em 2010, como o terceiro programa de pós-graduação em bioética a se constituir no Brasil, o segundo com doutorado, tendo como objetivo o desenvolvimento do campo, que inclui a formação de professores/pesquisadores, a pesquisa científica e a inserção social e profissional dos seus egressos. O programa reúne um conjunto de atividades e disciplinas marcados pela pluralidade de abordagens teóricas e perspectivas metodológicas, além de acolher diversas preocupações morais que se inscrevem nos mais diferentes âmbitos de produção da vida, desde questões relativas ao cuidado individual e à justiça social até problemas ligados às políticas e intervenções ambientais.
Estão abertas as inscrições para os cursos de mestrado e doutorado do Programa de Pós-Graduação em Bioética, Ética Aplicada e Saúde Coletiva (PPGBIOS) da Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca (Ensp/Fiocruz), fruto de parceria entre a Fiocruz, a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), a Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj) e a Universidade Federal Fluminense (UFF). As inscrições terminam às 10h do dia 30 de abril e devem ser feitas exclusivamente por meio do e-mail ppgbiosselecao@nubea.ufrj.br.
Serão oferecidas 21 vagas para o mestrado e 28 para o doutorado. O período letivo vai começar em agosto de 2024.
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Sobre o PPGBIOS
O PPGBIOS começou em 2010, como o terceiro programa de pós-graduação em bioética a se constituir no Brasil, o segundo com doutorado, tendo como objetivo o desenvolvimento do campo, que inclui a formação de professores/pesquisadores, a pesquisa científica e a inserção social e profissional dos seus egressos. O programa reúne um conjunto de atividades e disciplinas marcados pela pluralidade de abordagens teóricas e perspectivas metodológicas, além de acolher diversas preocupações morais que se inscrevem nos mais diferentes âmbitos de produção da vida, desde questões relativas ao cuidado individual e à justiça social até problemas ligados às políticas e intervenções ambientais.
As inscrições para a primeira turma do Doutorado Profissional em Saúde Pública da Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca (Ensp/Fiocruz) tiveram o prazo ampliado. Agora, os interessados podem se inscrever até 3 de maio pelo Campus Virtual Fiocruz. São disponibilizadas 25 vagas, sendo 30% delas reservadas para Ações Afirmativas. As aulas serão presenciais, com início previsto para 2 de agosto.
Aprovado pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes/MEC) em 2023, o curso é destinado a trabalhadores que atuam na área de Ciência e Tecnologia e Inovação em Saúde (CT&I) e na Atenção Primária à Saúde (APS). O objetivo é formar profissionais e gestores com aprofundamento epistemológico, metodológico e técnico-científico em Saúde Coletiva para poderem desenvolver soluções avançadas, inovadoras e transformadoras dos processos de trabalho, atendendo às demandas sociais, econômicas e organizacionais dos diversos setores da sociedade.
Ao se inscrever, são necessários os seguintes documentos: diploma de graduação e mestrado; documento de identificação com foto; Currículo Lattes atualizado e salvo em PDF; projeto de investigação; carta de liberação; e comprovante de proficiência em língua inglesa. Para os candidatos que não possuem comprovante de proficiência, é obrigatória a realização da prova de inglês no dia 14/5, que tem caráter eliminatório na primeira etapa do processo seletivo.
A seleção terá outras três fases eliminatórias e classificatórias: prova de conhecimentos específicos, análise documental do Currículo e do projeto de pesquisa, além de entrevista. Em caso de dúvidas, envie e-mail para pseletivoss.Ensp@fiocruz.br.
Para mais informações, confira o edital.
Estão abertas, até 15 de março, as inscrições para o curso de especialização em Gestão Urbana e Saúde. O curso destina-se a profissionais de nível superior de todas as áreas em busca de especialização para atuar em projetos de intervenções urbanas e territoriais na sua relação com a saúde coletiva. A formação é uma parceria do Departamento de Saneamento e Saúde Ambiental da Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca (DSSA/Ensp/Fiocruz) com a Prefeitura do Rio. São disponibilizadas 30 vagas, das quais nove são reservadas para cotistas e cinco para funcionários da Prefeitura. Para se inscrever, acesse o Campus Virtual Fiocruz.
O curso tem como objetivo desenvolver uma visão crítica e estratégica sobre as políticas, planos e programas que têm determinado, historicamente, a expansão territorial urbana de uma cidade ou metrópole, fortalecendo e ampliando a pauta da saúde coletiva na agenda e nas práticas de gestão e planejamento urbanos do país. Também busca estudar os diversos campos de conhecimento relacionados à análise e construção de políticas e indicadores de qualidade de vida dos seus habitantes, destacando a sustentabilidade do ambiente das metrópoles dentro dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável. Essa abordagem será trabalhada a partir do conceito de determinantes urbanos da saúde coletiva e da diretriz de políticas de saúde em todas as políticas setoriais.
Com carga horária de 444 horas, o curso terá início em 21 de maio. As aulas serão presenciais, às terças e quintas, das 10h às 17h, no Auditório Carlos Nelson Ferreira dos Santos do Instituto Municipal de Urbanismo Pereira Passos, localizado na rua Gago Coutinho, nº 52, em Laranjeiras, no Rio de Janeiro/RJ.
Após as inscrições, haverá seleção dos candidatos em duas etapas: análise documental e entrevista. Os critérios de avaliação estão descritos no edital. Em caso de dúvidas, entre em contato pelo e-mail pseletivo.ensp@fiocruz.br.
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Os desafios e avanços para unir a objetividade científica à subjetividade na produção e transmissão de conhecimentos serão tema do próximo Centro de Estudos Miguel Murat de Vasconcellos (Ceensp), da Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca (Ensp/Fiocruz). Coordenado pelo pesquisador Marcelo Firpo, o evento discutirá Metodologias sensíveis co-labor-ativas: encontros entre ciência, arte e transformação social para coracionar a saúde coletiva. O Ceensp ocorrerá no dia 28 de fevereiro, às 14h na sala 410 da Ensp e contará também com transmissão ao vivo pelo canal da Escola no Youtube, além de tradução para a Língua Brasileira de Sinais (Libras). Os palestrantes serão o pesquisador Paulo Amarante, do Laboratório de Estudos e Pesquisas em Saúde Mental e Atenção Psicossocial (Laps/Ensp); Marina Fasanello, do Núcleo Ecologias e Encontros de Saberes para a Promoção Emancipatória da Saúde (Neepes/Ensp); e Marcelo Tingui-Botó, da Articulação dos Povos e Organizações Indígenas do Nordeste, Minas Gerais e Espírito Santo (Apoinme) e mestrando na Ufal.
A proposta deste Ceensp é refletir sobre como o campo científico pode compreender formas de ser, viver e se relacionar com o mundo que transcendem a objetividade. Para isso, é preciso pensar metodologias interdisciplinares e coletivas que valorizem a sensibilidade dos saberes do senso comum, da arte e da consciência, presentes nos territórios indígenas, quilombolas, camponeses ou nas periferias urbanas. Nesse sentido, o desafio é estabelecer pontes, flexíveis e sutis entre a objetividade e a subjetividade num trabalho conjunto com os territórios e as pessoas.
Ao Informe Ensp, a pesquisadora e o coordenador do Neepes/Ensp, Marina Fasanello e Marcelo Firpo, explicaram que as metodologias sensíveis co-labor-ativas, que estão desenvolvendo, buscam reconhecer o conhecimento sensível como episteme. “São centradas em encontros e confluências e buscam integrar dimensões epistemológicas, dimensões éticas, ontológicas e afetivas na produção de conhecimentos emancipatórios”, disseram. “Nós entendemos que os critérios de qualidade e objetividade científica na produção de conhecimento dos últimos séculos acabou gerando um afastamento entre ciência e os objetivos de transformação social. E esses afastamentos costumam se expressar por paradoxos mal enfrentados por modelos intelectuais da ciência que priorizam uma perspectiva em detrimento da outra, como por exemplo: pensar-sentir, exterior-interior, análise científica-consciência, desenvolvimento-envolvimento, razão especializada-senso comum, ciência-arte, e vários outras”, completaram os pesquisadores.
Ainda de acordo com Marina Fasanello e Marcelo Firpo, o termo ‘sensível’ que caracteriza as metodologias que estão propondo estabelece “pontes, flexíveis e sutis, entre esses polos que marcam esses paradoxos”. Já o co-labor-ativo, propositalmente com hifens, “transcende a ideia de participação quando enfatiza a co-presença, com trabalho e ação conjuntos integrando a produção de conhecimentos com transformação social. Esse movimento implica um esforço teórico e político de descolonizar e coracionar a academia”. Uma pergunta estratégica para a transição paradigmática da saúde coletiva, segundo os pesquisadores, seria: “como podemos compreender o papel da ciência e a dimensão metodológica em termos de limites, necessidades, desafios e avanços que têm sido feitos para se trabalhar com os territórios, as organizações comunitárias e os movimentos sociais voltados à transformação social?”
Por que colocar esse tema em debate no Centro de Estudos? Os pesquisadores explicam:
Temos uma crise planetária com múltiplas dimensões que esgarçam os limites da modernidade e seus projetos utópicos, e que se concretizam de diferentes maneiras: crise da democracia, concentração de renda e poder político, crise do Estado Moderno de Direito, crises socioambientais como a climática e a destruição dos ecossistemas.
No caso do Sul Global e de nosso país, temos a emergência das vozes, conhecimentos e lutas cada vez mais visíveis de povos originários, quilombolas, de matriz africana, das mulheres e da juventude em periferias urbanas que apresentam outras reivindicações e alternativas. Criticá-las por serem questões identitárias e fragmentadoras implica num certo reducionismo que não enxerga que temos pela frente uma crise mais ampla de uma era que exige processos de transição paradigmática e civilizatória. A crítica à ciência moderna feita por escolas pós-coloniais e vários movimentos sociais têm a ver com falta de sensibilidade da ciência e dos cientistas de lidar com diferentes temas, populações, culturas e sistemas de conhecimentos. Ou seja, busca-se outra objetividade para pensar o conhecimento e a transformação social, os processos de desenvolvimento e “crescimento econômico”, mais voltados à ética, à política e à vida. Não se trata de pedir apenas por mais ciência dita objetiva, mas que continue desconectada da vida, das pessoas e das lutas sociais por dignidade.
Para enfrentar tudo, acreditamos que o desafio atual do conhecimento passa pelo resgate da epistemologia com sabedoria. Para isso, precisamos aliar dimensões ontológicas, metodológicas, pedagógicas, artísticas e afetivas. Nesse sentido, a dimensão metodológica impulsionada por pesquisas interdisciplinares e qualitativas, obviamente vinculadas a dimensões também quantitativas da realidade, passa a ter uma nova centralidade no desafio de apoiar movimentos de transição paradigmática, seja no âmbito da saúde coletiva ou de outros campos interdisciplinares do conhecimento, como as ciências ambientais e sociais.
Assista à transmissão abaixo:
Pouco mais de dois anos após ser lançada, a Plataforma de Filmes em Acesso Aberto da VideoSaúde-Icict/Fiocruz, que reúne uma ampla diversidade de obras sobre temas de saúde coletiva e ciência e tecnologia, de documentários a dramas, passando por animações, oriundas do acervo institucional da Fiocruz e de parceiros externos, chega a 300 obras audiovisuais disponíveis gratuitamente. A Plataforma, apelidada de Fioflix, é acessada por milhares de telespectadores mensalmente e o acervo disponível vem sendo cada vez mais solicitado para ações de educação e ensino e por canais de televisão para exibição em rede nacional.
Canta Caps, estreia da Fioflix neste início de 2024, compõe a trilogia “SUS e o Caps”, que conta ainda com os curtas Estica, Alonga Caps (já disponível na Fioflix) e Nossa Casa (estreia em breve), parceria entre a VideoSaúde-Icict e Plataforma IdeiaSUS Fiocruz. Em Canta Caps, pelas mãos e violão de Pierre, oficineiro e usuário de unidade de saúde pública, e pelo trabalho de profissionais de saúde, pacientes de um centro de atenção psicossocial no subúrbio do Rio de Janeiro soltam a voz e cantam em atividade periódica, associada ao tratamento, aos cuidados e à redução de danos e agravos, reafirmando como a arte e as atividades lúdicas podem ser elementos centrais nas políticas e nas rotinas do campo da saúde mental. São momentos que apontam a potência de uma experiência de integração entre uma unidade de saúde mental e seus pacientes, por meio de depoimentos reveladores de caminhos possíveis.
Uma plataforma de filmes ampla e diversa
Na Fioflix, há filmes para todos os gostos, públicos e aplicações. Histórias de entregadores e motoristas de aplicativos, documentários sobre doenças negligenciadas e saúde e ambiente, narrativas a respeito de vivências durante a pandemia de Covid-19. Sobre o SUS português, cinebiografias de cientistas e profissionais da saúde, sobre a presença das mulheres na ciência, histórias de povos indígenas, de agentes de saúde no campo e de moradores do entorno de barragens de mineração.
Outros destaques da Plataforma Fiocruz são filmes da mostra “Saúde para Todos”, concebida pela Organização Mundial de Saúde (OMS), que possibilita acesso a produções sobre saúde vindas de cada canto do planeta. Assista aqui a entrevista do coordenador do Festival Saúde Para Todos, Gilles Reboux, destacando a importância do audiovisual para a promoção da saúde.
Os filmes da Plataforma, para a VideoSaúde, ampliam a oferta de conteúdos audiovisuais oferecidos pela Fiocruz, visando a circulação de informações e os debates qualificados, que retratem distintas realidades regionais, territoriais, de profissionais e de populações no contexto do Sistema Único de Saúde (SUS) e dos desafios dos campos da ciência e da tecnologia. Confira outras estreias recentes (clique no título dos filmes para assistí-los):
Walter Firmo: um olhar sobre Bispo do Rosário
Documentário integrante da exposição “Walter Firmo: um olhar sobre Bispo do Rosário”. Neste curta, o jornalista José Catello e o fotógrafo Walter Firmo conversam sobre o ensaio fotográfico e matéria realizada em 1985, sobre o artista Bispo do Rosário, publicada na revista IstoÉ.
O Zika Vírus e seus danos e agravos, como a microcefalia, trouxeram uma série de novos arranjos para milhares de famílias brasileiras, lançando desafios para os campos da saúde coletiva e o SUS. Mulheres e mães emergiram como atores potentes neste estado de coisas. O cotidiano de amor infinito, lutas e alegrias atravessa um tocante relato sobre a vida de três famílias.
O documentário “A criação do Serviço Nacional de Saúde: a conquista de um direito (1974-1979)”, sobre a criação do SUS português, faz refletir sobre as coleções alusivas ao tema da saúde em Portugal existentes no Centro de Documentação 25 de Abril, da Universidade de Coimbra, trazendo memórias sobre a criação do SNS durante a Revolução dos Cravos de abril de 1974 e os desafios para manutenção da saúde como direito.
Trilogia de documentários que apresenta o contexto da tragédia da Boate Kiss e como as equipes de emergência do SUS, incluindo o SAMU, foram mobilizadas para atender as vítimas no local do incidente.
Aborda a parceria da Fiocruz com cinco organizações sociais, sendo elas o Movimento de Trabalhadores Rurais Sem Terra, o Movimento de Trabalhadores e Trabalhadoras por Direitos, o Levante Popular da Juventude, o Centro de Integração da Serra da Misericórdia e a Rede Carioca de Agricultura Urbana, na aplicação do curso de Agentes Populares em Saúde, uma ação da Campanha Nacional Periferia Viva, concomitante a uma pesquisa para levantamento de dados territoriais, com o intuito de expor fragilidades e potenciais para que os movimentos sociais atuantes na localidade tenham mais subsídios para lutar por melhores políticas públicas.
Heliana, a menina que virou cientista
Conta a história da transformação de uma menina ribeirinha da Amazônia em cientista e ambientalista. A menina ribeirinha da Amazônia, nunca deixou sua paixão pela ciência e pela natureza desaparecer. Sua jornada a levou da floresta amazônica para a cidade grande realizando seu sonho de tornar-se cientista, finalmente, de volta à sua comunidade, ela se tornou uma fonte de conhecimento e esperança.
Ponto de referência em audiovisual sobre saúde e ciência
De acordo com a VideoSaúde, o desenvolvimento da plataforma representou uma série de acúmulos e reflexões, seja pela observação de demandas que o setor recebeu do público, de como os filmes foram visualizados e comentados no YouTube ou em redes sociais, de apontamentos de parceiros exibidores do acervo institucional. Mais que isso, na visão dos organizadores: o campo do audiovisual passa por profundas modificações, principalmente nas formas de distribuição e capilarização de acervos por meio da internet. E a Plataforma, completa a VideoSaúde, procura trabalhar esses aspectos como desafios para a comunicação pública.
Acessibilidade e legendas em seis idiomas
A Plataforma foi lançada em outubro de 2021, contando inicialmente com 115 filmes sobre diferentes temas dos campos da saúde e da ciência. De biografias e animações a direitos humanos e doenças negligenciadas. De história da ciência e da saúde a saúde da mulher e da criança, entre outros temas associados às determinações sociais da saúde. Também apresenta 60 versões das produções com recursos de Janela em Libras e audiodescrição. Oferece, ainda, filmes com legendas em cinco diferentes línguas além do português.
São produções próprias ou realizadas em parcerias, ou de instituições e realizadores parceiros que integram o acervo da VideoSaúde. O projeto também foi concebido numa perspectiva de comunicação integrada, onde cada filme aponta links para outros conteúdos da Fiocruz, principalmente da Editora Fiocruz, Canal Saúde, Revista Radis, Portal Fiocruz e Agência Fiocruz de Notícias.
Assista ao Canta Caps:
O Programa Educacional em Sistemas de Saúde para Moçambique (SIS-Saúde Brasil-Moçambique) acaba de concluir a primeira disciplina desta nova oferta, intitulada: Saúde Coletiva e Saúde Ambiental: aspectos filosóficos, históricos e políticos. Ela foi acompanhada pelos 42 estudantes de mestrado e doutorado inscritos no programa e teve a participação dos docentes Elvira Maciel e José Ueleres Braga, da Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca (Ensp/Fiocruz), Chistovam Barcellos, do Instituto de Comunicação e Informação Científica e Tecnológica em Saúde (Icict/Fiocruz) e Eduarda Cesse, que, além de docente do Instituto Aggeu Magalhães (IAM/Fiocruz Pernambuco), é umas das coordenadoras do SIS-Saúde e também coordenadora adjunta de Educação da Fiocruz (CGE/VPEIC/Fiocruz). Todo o SIS-Saúde acontece de maneira híbrida e a parte remota é organizada por meio do Campus Virtual Fiocruz.
O objetivo da disciplina é tratar de aspectos históricos, políticos, sociais e científicos relativos à abordagem da saúde e processos de adoecimento, à Saúde Pública e ao movimento sanitário; apresentar os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS), a Agenda 2030 e as repercussões sociais e econômicas da pandemia de Covid-19, abordar os elementos para a compreensão do uso do método e raciocínio epidemiológico na Saúde Pública, com destaque para a Vigilância em Saúde, como indicadores de morbimortalidade, determinantes sociais em saúde e políticas públicas; além de trazer temas do debate contemporâneo sobre a relação saúde e ambiente, o Regulamento Sanitário Internacional e a Saúde Única (One Health).
A aula inaugural do programa — Sistemas de Saúde no Sul Global: desafios e perspectivas — foi proferida pela vice-presidente de Educação, Informação e Comunicação da Fiocruz, Cristiani Vieira Machado, que esteve presente no Instituto Nacional de Saúde de Moçambique (INS) na ocasião de seu lançamento. Já os professores Eduarda Cesse e Chistovam Barcellos acompanharão os estudantes de forma presencial durante quatro meses, cumprindo estágio de Pesquisadores Visitantes Sênior (PVS) no âmbito do Coopbrass-Capes/Fiocruz no INS.
+Leia mais aqui sobre a aula inaugural proferida por Cristiani Machado, que divide a coordenação do SIS-Saúde Brasil Moçambique com Eduarda.
Cumprindo o cronograma, os alunos já iniciaram a segunda disciplina, chamada “Metodologia da pesquisa científica - disciplina transversal”, que tem a participação das professoras Mariana Conceição de Souza, do Instituto de Tecnologia em Fármacos (Farmanguinhos); Eduarda Cesse; e Idê Gomes Dantas Gurgel, do IAM/Fiocruz Pernambuco; com o apoio das doutorandas assistentes Ana Paula Mendonça e Lorena Ferreira Cronemberg. Sobre a primeira disciplina, Eduarda comentou que ela foi muito bem avaliada pelos estudantes de mestrado e doutorado, que elogiaram o formato e a metodologia adotadas.
Docentes e estudantes acompanham as disciplinas apoiados por um Ambiente Virtual de Aprendizagem (AVA) desenvolvido a partir de uma cooperação entre o Campus Virtual Fiocruz, o Instituto Leônidas e Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia), o INS Moçambique, a Universidade de Lúrio (Unilúrio) e a Coordenação-Geral de Educação (CGE/VPEIC/Fiocruz).
SIS-Saúde Brasil/Moçambique
O Programa Educacional em Sistemas de Saúde (SIS-Saúde Brasil/Moçambique) é um grande consórcio institucional de seis diferentes programas de pós-graduação da Fiocruz em parceria com o INS e a Unilúrio, ambos de Moçambique, África. Seu principal objetivo é fortalecer os sistemas de saúde da região. Assim, está formando 21 mestres e 21 doutores moçambicanos, que atuarão no sistema nacional de saúde, na formação em saúde e na pesquisa, contribuindo para a qualificação de pessoal no campo da saúde pública e coletiva, bem como para os processos de planejamento, gestão e avaliação de sistemas de saúde.
Nesta primeira edição, integram o SIS-Saúde, os programas de pós-graduação em Saúde Pública (PPGSP), de Saúde Pública e Meio Ambiente (PPGSPMA) e de Epidemiologia em Saúde Pública (PPGEPI) ligados à Ensp/Fiocruz); de Saúde da Mulher, da Criança e do Adolescente (PPGSMCA) do Instituto Nacional de Saúde da Mulher, da Criança e do Adolescente Fernandes Figueira (IFF/Fiocruz); de Saúde Pública (PPGSP) do Instituto Aggeu Magalhães (IAM/Fiocruz Pernambuco); e de Saúde Coletiva (PPGSC) do Instituto René Rachou (IRR/Fiocruz Minas).
#ParaTodosVerem Fotomontagem com diversas imagens de alunos e docentes de mestrado e doutorado inscritos no Programa Educacional em Sistemas de Saúde para Moçambique (SIS-Saúde Brasil-Moçambique) durante a conclusão da primeira disciplina da oferta: Saúde Coletiva e Saúde Ambiental: aspectos filosóficos, históricos e políticos. Há uma foto em destaque onde um senhor de barba e cabelos brancos está sentado olhando para o notebook, atrás dele há homens e mulheres sentados.
Nesta sexta-feira, 17 de novembro, às 9h, a Fiocruz Bahia vai promover, em sessão científica, um debate sobre a saúde mental da população negra com a psicóloga e docente da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB) Jeane Tavares. A palestra acontece presencialmente no Auditório Aluízio Prata, na Fiocruz Bahia, com transmissão pela plataforma Zoom.
Graduada em Psicologia pela Universidade Federal da Bahia (UFBA), mestre em Saúde Comunitária e doutora em Saúde Pública pelo Instituto de Saúde Coletiva da UFBA (ISC/UFBA), Tavares é docente do Mestrado Profissional em Saúde da População Negra e Indígena da UFRB e líder do Grupo Interdisciplinar de Pesquisa e Extensão em Saúde Coletiva da UFRB (GIPESC).
É também pesquisadora associada do Grupo de Pesquisa e Cooperação Técnica FA-SA: Comunidade, Família e Saúde (FASA- ISC/UFBA), coordenadora do Ambulatório de Atenção Psicológica a Pessoas que Vivem com Condições Crônicas (APC/UFRB) e membro colaborativo do Grupo de Trabalho de saúde da população negra da Sociedade Brasileira de Medicina de família e Comunidade (SBMFC).
Tem experiência em ensino, supervisão de estágio e pesquisa em Saúde Coletiva, Psicologia da Saúde, Metodologia da Pesquisa e Científica. Concentra-se em temáticas relacionadas às redes sociais, família e saúde, cuidado de pessoas com condições crônicas (doenças crônicas não transmissíveis e infecciosas persistentes), saúde mental da população negra, formação e rompimento de vínculos afetivos, Terapia Cognitiva Comportamental. Tem experiência em Psicologia clínica com pessoas com adoecimento de longa duração.
*Com informações da Fiocruz Bahia
*Lucas Leal é estagiário sob supervisão de Isabela Schincariol
Para encerrar as comemorações de seus 30 anos, a Editora Fiocruz lança mais uma chamada especial. Desta vez, o objetivo é estimular a publicação de coletâneas em português nas quais se abordem e analisem temas novos e emergentes e/ou metodologias inovadoras no campo das ciências da saúde e da saúde coletiva ainda pouco contemplados nos catálogos das editoras universitárias brasileiras. E, também, fomentar o debate acadêmico e público sobre os desafios contemporâneos da sociedade brasileira e da saúde global.
Temas sugeridos, mas não exclusivos: saúde na infância e juventude; saúde das pessoas com deficiências; interseccionalidade e saúde; equidade e saúde; desinformação, redes sociais e saúde; doenças crônicas e saúde; financiamento do Sistema Único de Saúde (SUS); acesso aos serviços de saúde; recursos humanos e trabalhadores do SUS; precarização do trabalho e saúde; saúde digital; relações internacionais, migrações, segurança e saúde; crise climática e impacto sobre a saúde das populações.
Nesta chamada, diferentemente do balcão da Editora, os originais serão avaliados por um comitê científico ad hoc que selecionará aqueles que combinem inovação, originalidade e qualidade acadêmica. Os escolhidos serão publicados no decorrer de 2025, com um selo que indique serem os livros aprovados no âmbito desta chamada. É importante frisar, contudo, que a Editora Fiocruz seguirá recebendo para avaliação, via balcão, manuscritos e/ou coletâneas que não se enquadrem no escopo aqui estabelecido.
Para os efeitos aqui propostos, os originais a serem submetidos a esta chamada especial deverão estar estritamente de acordo com o teor do documento Como Publicar da Editora Fiocruz, notadamente o Termo de Referência para Coletâneas e as Orientações Gerais. Deverão conter no mínimo oito e no máximo 12 capítulos e ser acompanhados de carta de apresentação dos originais na qual esteja descrita inclusive sua dimensão inovadora.
Para questões de ética e integridade de pesquisa, autores e organizadores devem seguir as diretrizes definidas pelos documentos Committee on Publication Ethics (Cope) – do qual a Fundação Oswaldo Cruz e seus periódicos são membros –, e pelo Guia de Integridade de Pesquisa da Fiocruz.
Calendário
Lançamento da chamada: 1º de novembro de 2023
Data limite para submissão de originais: 30 de agosto de 2024
Resultado da avaliação: 30 de setembro de 2024
Publicação: no decorrer de 2025, preferencialmente ainda no 1º semestre
#ParaTodosVerem banner azul com o texto "Chamada especial para coletâneas - Publique pela Editora Fiocruz".