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Publicado em 24/02/2021

Negacionismos e revisionismos ideológicos serão debatidos na aula inaugural da Casa de Oswaldo Cruz

Autor(a): 
Comunicação COC/Fiocruz

A Casa de Oswaldo Cruz recebe, em 19 de março, às 14h, o professor Marcos Napolitano, da Universidade de São Paulo (USP), para a aula inaugural Negacionismos e revisionismos ideológicos: o conhecimento histórico em xeque. A atividade, que abre o ano letivo dos cursos de pós-graduação das áreas de história, patrimônio cultural e divulgação científica da instituição, será transmitida ao vivo pela página da Casa no Facebook. O encontro é aberto a todos os interessados. 

"Eu pretendo apresentar a discussão atual sobre o negacionismo, que é um fenômeno relativamente novo na conjuntura brasileira. [A aula vai abordar] não somente o negacionismo histórico, mas [também] os negacionismos científicos, que vêm tomando conta do debate público, e também discutir as fronteiras entre o revisionismo historiográfico e o revisionismo ideológico", afirma Marcos Napolitano, destacando a importância do tema no contexto atual.

Especialista no período do Brasil Republicano, com ênfase no regime militar, e na área de história da cultura, com ênfase nas relações entre história e música popular e história e cinema, Marcos Francisco Napolitano de Eugênio é doutor e mestre em História Social pela USP, instituição da qual é docente. Foi professor no Departamento de História da Universidade Federal do Paraná (UFPR) entre 1994 e 2004 e professor visitante do Instituto de Altos Estudos da América Latina (IHEAL) da Universidade de Paris III, em 2009.

Publicado em 07/08/2019

Casa de Oswaldo Cruz promove oficina de obras raras e preservação

Autor(a): 
COC/Fiocruz

Com 60 vagas oferecidas, a Oficina de Obras Raras: preservação do patrimônio cultural das ciências e da saúde recebe inscrições até o dia 26 de agosto. Em sua 7º edição, a oficina tem o objetivo de discutir a preservação dos acervos bibliográficos, arquivísticos e museológicos com abordagem nas práticas profissionais, soluções e o uso dos recursos disponíveis. A iniciativa é uma parceria da Casa de Oswaldo Cruz (COC/Fiocruz) com o Instituto de Comunicação e Informação Científica e Tecnológica em Saúde da Fundação (Icict/Fiocruz). 

A oficina é direcionada a bibliotecários, estudantes de biblioteconomia, pesquisadores de coleções bibliográficas especiais e demais profissionais interessados no tema. A aula será ministrada no dia 30 de agosto, das 9h às 16h30, no Centro de Documentação e História da Saúde da Casa de Oswaldo Cruz (Av. Brasil, 4365 – Manguinhos, Rio de Janeiro). Também haverá versão online da oficina.

Entre os destaques da programação está a palestra "Raridade e materialidade da informação no livro raro: outros olhares sobre a apreensão do conhecimento científico", que será ministrada por Ana Virgínia Pinheir, que é bibliotecária, chefe da Divisão e curadora de obras raras na Biblioteca Nacional. A atividade conta ainda com a "Roda de conversa entre os profissionais da Fundação Oswaldo Cruz responsáveis pelos acervos arquivísticos, bibliográficos e museológicos", com Marcelo Lima, que é coordenador da Seção de Preservação do Icict; Felipe Almeida Vieira, do Departamento de Arquivo e Documentação da COC; e Juliana Fernandes Albuquerque, chefe do Serviço de Museologia do Museu da Vida da COC. A atividade será mediada pela Bibliotecária Jeorgina Gentil Rodrigues. Confira a programação

Inscreva-se aqui e participe!


Obras raras na Fiocruz

A Seção de Obras Raras da Biblioteca de Manguinhos, localizada no Castelo Mourisco, guarda um dos acervos bibliográficos científicos mais importantes da América Latina. São cerca de 50 mil volumes, entre livros, periódicos, folhetos e manuscritos. No acervo de periódicos encontram-se mais de 600 títulos de revistas científicas internacionais e nacionais de reconhecido valor histórico. Integram esse conjunto importantes periódicos brasileiros dos séculos 18, 19 e 20. Também estão lá o primeiro tratado sobre História Natural do Brasil, de William Piso e Georg Marggraf (1648), o Formulário Médico, manuscrito com prescrições atribuído aos jesuítas, de 1703 e a tese de doutorado de Oswaldo Cruz: "A vehiculação microbiana pelas águas" (1893). 

A Seção de Obras Raras é gerida pelo Instituto de Comunicação e Informação Científica e Tecnológica em Saúde (Icict/Fiocruz). Para consultar o acervo físico é necessário o agendamento prévio por telefone, e-mail ou pessoalmente. Telefone: (21) 2598-4460, 3885-1728. E-mail: obrasraras@icict.fiocruz.br. Acesse o site e saiba mais: https://www.obrasraras.fiocruz.br/

 

Publicado em 24/04/2019

Conheça dois cursos livres da COC sobre memória, documentação e patrimônio cultural

Autor(a): 
Campus Virtual Fiocruz

A Casa de Oswaldo Cruz (COC/Fiocruz) oferece diversos cursos livres a profissionais graduados e estudantes de graduação das áreas das ciências humanas, ciências sociais aplicadas e ciências da saúde. Dentre eles, estão os cursos Instituições de Memória e Documentação e Patrimônio Cultural Imaterial. Saiba mais abaixo.

Instituições de Memória e Documentação

De memória a Fiocruz entende. Neste curso, os alunos irão conhecer diferentes projetos de constituição de centros de documentação e memória, buscando compreender os aspectos históricos, políticos e técnico-científicos que fornecem as bases para a atuação destas instituições nas atividades de custódia e difusão de acervos e informações.

O curso é ministrado pelo professor do Programa de Pós-graduação em Preservação e Gestão do Patrimônio Cultural das Ciências e da Saúde, Paulo Roberto Elian dos Santos. As atividades acontecerão de 13 a 17 de maio, no Centro de Documentação e História da Saúde (CDHS). A carga horária é de 20 horas.

Inscreva-se aqui até o dia 29 de abril.

Patrimônio Cultural Imaterial

Este curso visa proporcionar uma visão ampla e integrada da preservação do patrimônio cultural, com foco nos inventários culturais e nas questões relacionadas à salvaguarda dos saberes e práticas de saúde. Para isso, o projeto da Casa da Memória da Rede Fitovida será tratado como um estudo de caso do pós-doutorado.

A Casa da Memória da Rede Fitovida é um centro de referência para os grupos comunitários de saúde articularem ações de salvaguarda sobre seus conhecimentos e práticas relacionados ao uso tradicional das plantas medicinais. As aulas serão ministradas de 15 de maio a 26 de junho, na Oficina Escola de Manguinhos (OEM). A carga horária é de 28 horas.

Inscreva-se aqui até o dia 7 de maio.

Publicado em 06/06/2018

Fiocruz prepara candidatura do Castelo a patrimônio da Unesco

Tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) desde 1981, o Pavilhão Mourisco da Fundação Oswaldo Cruz também será postulante a candidato a Patrimônio Cultural Mundial da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco). No ano em que o Castelo completa o seu centenário, um grupo de trabalho no âmbito da Presidência e da Casa de Oswaldo Cruz (COC/Fiocruz) foi formado com o objetivo de elaborar o dossiê da sua candidatura. 

De acordo com a presidente da Fiocruz, Nisia Trindade Lima, tentar obter para o Castelo esse reconhecimento como patrimônio da Unesco é reafirmar hoje essa visão ampla idealizada por Oswaldo Cruz, do espaço como um monumento da ciência brasileira.

"Para celebrar os 100 anos da finalização da construção do nosso Pavilhão Mourisco, o Conselho Deliberativo da Fundação decidiu encaminhar a Unesco o reconhecimento de nosso Castelo de Manguinhos como um símbolo da ciência brasileira e do fazer científico em contextos muito adversos. O Brasil do início do século 20, recém saído da escravidão, com muita dificuldade para o desenvolvimento amplo de projetos científicos, viu no Castelo a institucionalização de uma ciência no campo biomédico, atendendo a grandes questões de saúde pública. Uma ciência constituída na periferia do capitalismo, uma ciência que se deparou com grandes necessidades sanitárias nos portos e na capital da República, na época, o Rio de Janeiro", declarou Nísia.

A Convenção do Patrimônio Mundial define patrimônio cultural como monumentos, grupos de edificações ou sítios de Valor Universal Excepcional. O desafio do Grupo de Trabalho da Fiocruz é elaborar o dossiê da candidatura tendo como premissa o Castelo Mourisco como símbolo internacional da ciência e da saúde. Construído entre 1905 e 1918, o Pavilhão Mourisco é considerado um marco no desenvolvimento dos campos da ciência e da saúde no Brasil e na América Latina.

Diretor da Casa de Oswaldo Cruz e coordenador da comissão do Conselho Deliberativo da Fiocruz responsável pelo tema, Paulo Elian destacou o reconhecimento internacional da instituição desde o início do século 20, quando cientistas como Oswaldo Cruz e Carlos Chagas construíram o principal centro de pesquisas da América Latina dedicado ao estudo das doenças tropicais.

“Ao longo destes mais de cem anos, a Fiocruz se tornou mais complexa, mas manteve-se fiel a ‘matriz original’’ concebida pelos pioneiros e incorporou ao ‘ethos institucional’ valores e princípios que reservam à história e ao patrimônio um lugar de destaque. A candidatura do Castelo à Patrimônio Cultural Mundial, por toda sua dimensão simbólica e material, é coerente com uma ciência que não admite fronteiras disciplinares e geográficas, sempre na direção de um conhecimento a serviço do desenvolvimento e bem-estar dos povos”, afirmou Paulo Elian.

Vice-diretor de Patrimônio Cultural e Divulgação Científica da COC e coordenador do Grupo de Trabalho que prepara o dossiê da candidatura, Marcos José Pinheiro reafirmou o histórico da Fiocruz como como uma “instituição muito ativa e propositiva de ações de salvaguarda de seus acervos”. Além das iniciativas permanentes de preservação e do tombamento de seu patrimônio eclético e moderno no campus de Manguinhos (RJ), Marcos também ressaltou a aprovação, em março deste ano, de sua Política de Preservação de Acervos Científico e Culturais.

“Propor o Castelo como patrimônio do mundo é uma ação esperada e coerente por parte de uma instituição como a Fiocruz, e deve constituir-se como importante marco na preservação e valorização do patrimônio da ciência e da saúde. O processo para essa candidatura em suas diversas fases envolverá intensa mobilização no âmbito institucional, e não somente com aqueles diretamente ligados à salvaguarda do patrimônio cultural, por ser iminentemente interdisciplinar e por abarcar ampla articulação técnica e política com diversos setores e esferas no âmbito nacional e internacional”, explicou Marcos José.

Para concorrer à Lista do Patrimônio Mundial, a candidatura deve provar o Valor Universal Excepcional de um bem – natural, cultural ou misto – e, primeiro, ser incluído na lista do Estado-parte, que poderá indicá-lo à Unesco. No Brasil, o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) é a instância nacional responsável pelas candidaturas, atuando como órgão central e condutor de todo o processo. De acordo com o órgão das Nações Unidas, o “propósito básico das candidaturas é dizer em que consiste um bem, por que ele demonstra potencial Valor Universal Excepcional, e como esse valor será sustentado, protegido, conservado, gerido, monitorado e comunicado”.

Todo o processo de candidatura precisa obedecer rigorosamente às orientações da Unesco, em especial a Convenção do Patrimônio Mundial (antes Convenção para a Proteção do Patrimônio Mundial Cultural e Natural, 1972) e as Orientações Técnicas para a implementação da Convenção do Patrimônio Mundial (WHC. 11/01, agosto de 2011). Uma série de manuais de referência também ampara o complexo andamento da candidatura. A estimativa é de que o processo dure pelo menos dois anos.

Fonte: César Guerra Chevrand (COC/Fiocruz) / Foto: Peter Ilicciev

 

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