Educação para formar, incentivar e reconhecer. Que abre diálogo, promove a diversidade de saberes, experiências e integra. Educação como aprendizado, legado e perspectiva de futuro. É assim que o campo terá destaque na Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), de 15 a 19 de outubro, quando será realizada a Semana de Educação.
Neste período, professores, alunos, gestores e profissionais vão participar de diversas atividades: entrega de prêmios, lançamento de publicações, encontro da Câmara Técnica, e de um seminário — no qual as unidades vão compartilhar experiências e conhecer tendências sobre metodologias e tecnologias educacionais (acesse aqui a programação completa).
Promovido pela Vice-presidência de Educação, Informação e Comunicação, o grande evento será aberto pela presidente Nísia Trindade Lima, no Dia do Mestre (15/10), às 14h, na Tenda da Ciência. O local leva o nome da psicóloga e pesquisadora Virgínia Schall (1954-2015), pioneira na articulação dos campos da educação, saúde e divulgação científica no Brasil. É ela que também nomeia a medalha que a Fundação concederá, pela primeira vez, reconhecendo o conjunto da obra de um servidor. Em 2018, a médica, patologista e professora Euzenir Nunes Sarno, do Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz), será laureada por sua reconhecida atuação no campo da biomedicina (saiba mais sobre a Medalha Virgínia Schall).
Nesta tarde, haverá também homenagem aos professores, entrega do Prêmio Oswaldo Cruz de Teses e o lançamento do livro Ciência, saúde e educação, legado de Virgínia Schall, organizado por Simone Monteiro e Denise Pimenta.
Uma semana que vale por duas!
E nesta semana tem atividades em dobro! É que, na terça (16/10), a Fiocruz também abre a Semana Nacional de Ciência e Tecnologia 2018 (SNCT), desta vez, no Auditório do Museu da Vida. De manhã, o público da Semana de Educação poderá participar das discussões em torno do tema da 15ª edição da SNCT: Ciência para redução das desigualdades. A Editora Fiocruz lançará e-book Como e por que as desigualdades sociais fazem mal à saúde, organizado pela autora Rita Barradas Barata, que fará também a abertura da Câmara Técnica de Educação. Em seguida, serão realizados colóquios relacionados ao assunto.
Câmara Técnica integra a comunidade acadêmica
Terça à tarde, os membros da Câmara Técnica de Educação se reúnem, das 13h30 às 16h30, no Auditório Emmanuel Dia, no Pavilhão Arthur Neiva (IOC). Eles darão continuidade aos trabalhos iniciados no encontro de abril deste ano. Na ocasião, ficou definido que era necessário fazer um diagnóstico da oferta educacional e levantar expectativas para elaborar o Planejamento Integrado da Educação na Fiocruz (Pief). O documento preliminar a partir das visitas será, então, apresentado aos integrantes da CTE. Na quarta-feira (18/10), todo o dia será dedicado aos debates da Câmara.
Seminário promove troca de experiências sobre novas metodologias e tecnologias educacionais
Nos dois últimos dias (18/10 e 19/10), a Fiocruz promove o Seminário de Educação. Os participantes poderão conhecer experiências que as unidades desenvolvem em diferentes níveis e modalidades. Serão apresentados relatórios de dois levantamentos sobre tendências para a educação, incluindo novas metodologias e o uso de tecnologias educacionais. Um realizado a partir de uma parceria entre o Centro de Estudos Estratégicos (CEE/Fiocruz) e a VPEIC/Fiocruz, o outro produzido pela Fiocruz Brasília (confira os horário e locais na programação).
A Semana da Educação será um momento importante de interlocução e alinhamento entre a comunidade acadêmica da Fiocruz, afirma o vice-presidente de Educação, Informação e Comunicação, Manoel Barral: “A programação reflete bem as várias frentes em que temos trabalhado para fortalecer a área. Buscamos a convergência de iniciativas, agregando experiências, e respeitando a riqueza e diversidade da instituição. A discussão e construção do Pief tem sido um exemplo deste processo colaborativo e pactuado com as unidades”.
Flávia Lobato (Campus Virtual Fiocruz) | Imagem: Unsplash
A equipe de engajamento comunitário do World Mosquito Program (WMP) no Brasil produziu um livro digital sobre arboviroses para auxiliar os professores a abordar o tema em sala de aula. O material contém informações sobre o Aedes aegypti, as doenças transmitidas por esse vetor, as formas de controle do mosquito, as relações ambientais, além de propostas de atividades práticas para serem desenvolvidas com os alunos.
O líder de Engajamento e Comunicação do WMP no Brasil, Guilherme Costa, avalia que, “As propostas pedagógicas são bastante ricas, pois podem auxiliar o professor a transformar aquilo que ele está trabalhando em uma atividade dentro e fora da sala de aula”.
O projeto “E-book WMP Brasil para professores” surgiu para trabalhar de forma crítica as dificuldades estruturais e sociais do meio urbanos que contribuem para a transmissão das arboviroses dengue, Zika e chikungunya. O conteúdo deste material está organizado em blocos e constrói uma linha lógica de raciocínio, partindo de um assunto mais geral até abordar o método de controle através da Wolbachia, trazido no tópico de controle biológico dessas doenças.
O material contém cinco propostas de práticas educativas relacionadas ao conteúdo do e-book. Entre elas, estão o desenvolvimento do pensamento crítico sobre consumo, descarte correto de resíduos e a realização de entrevistas de alunos com familiares que tiveram alguma das arboviroses transmitidas pelo Aedes aegypti. Outra ação sugerida, é encontrar focos do mosquito no entorno do colégio. Além disso, há duas atividades com a finalidade de entender melhor o desenvolvimento do mosquito, através de uma lupa digital e uma acompanhando as fases do inseto através do dispositivo de liberação de ovos (DLO), que é uma das formas de liberação de Aedes aegypti com Wolbachia do WMP no Brasil.
Para um dos autores do livro, Wesley Pimentel, uma das principais dificuldades ao criar o material foi encontrar textos críticos sobre como as doenças transmitidas pelo Aedes aegypti se multiplicam. Ainda segundo ele, a maior parte das informações mais acessíveis são de senso comum e não se aprofundam nas causas da epidemia de alguma destas arboviroses. “ A questão ambiental, dos resíduos e saneamento básico, por exemplo, ficam de fora desses textos mais comuns e são fatores críticos para o desenvolvimento dessas doenças”, afirrmou Pimentel.
De acordo com a outra autora da publicação, Fernanda Lessa, o livro aborda as doenças de uma maneira que possam ser trabalhadas em sala de aula, enfatizando o quanto elas são próximas do nosso cotidiano, os efeitos que têm no organismo humano e quanto são altamente perigosas. "É uma informação completa, importante para todos, mas que nem sempre prestamos a atenção", enfatiza.
O objetivo deste e-book é oferecer suporte para o professor tratar as questões das arboviroses em sala de aula e contribuir para a divulgação científica nas escolas da rede municipal de ensino. O material ficará disponível na plataforma da Secretaria Municipal de Educação, Rio Educa, e pelo setor de Informação, Educação e Comunicação em Saúde (IEC), do Centro de Controle de Zoonoses e Doenças de Transmissão Vetorial (CCZ) de Niterói. Os interessados em receber o e-book pode enviar uma solicitação para o e-mail brasil@worldmosquito.org.
Fonte: World Mosquito Program | Foto: World Mosquito Program