O Centro de Estudos do Instituto de Comunicação e Informação Científica e Tecnológica em Saúde (Icict/Fiocruz) realizará na sexta-feira, 19 de abril, a partir das 14 horas, o debate online sobre o “Panorama atual da epidemia de dengue”, que será transmitido pelo link do canal do Youtube da VideoSaúde.
Resumo do Seminário
Em 2024, o Brasil enfrenta uma situação epidemiológica complexa, com a dengue destacando-se como uma das principais preocupações de saúde pública. Diante desse cenário, o Centro de Estudos do Icict organiza um evento focado em abordagens multidisciplinares para combater a epidemia no país, utilizando inovação e tecnologia. O evento contará com a participação de Renata Gracie, especialista em geografia da saúde, como debatedora, e terá Leonardo Bastos, coordenador do projeto InfoDengue, como palestrante. O InfoDengue, que aplica métodos estatísticos avançados para monitorar e prever a dinâmica da dengue, será um ponto central de discussão. O encontro visa promover o diálogo entre especialistas de diversas áreas para desenvolver estratégias eficazes de intervenção, evidenciando a importância da colaboração multidisciplinar na saúde pública brasileira.
Sobre os participantes
Palestrante: Leonardo Soares Bastos
Pesquisador em saúde pública do Programa de Computação Científica (PROCC) da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), atua no desenvolvimento e aplicação de métodos estatísticos na epidemiologia das doenças infecciosas. Trabalha em projetos relacionados a doenças transmitidas por mosquitos como a dengue, chikungunya, e a doenças respiratórias agudas como a COVID-19, influenza, e VSR. É professor permanente nos programas de pós-graduação em Epidemiologia em Saúde Pública (Ensp/Fiocruz) e Biologia Computacional e Sistemas (IOC/Fiocruz). É Jovem Cientista Nosso Estado da Faperj e bolsista de produtividade do CNPq.
Lattes: http://lattes.cnpq.br/5241799121437269
Debatedora: Renata Gracie
Doutora em Saúde Coletiva pelo Instituto de Estudos em Saúde Coletiva-Iesc/UFRJ, mestrado em Saúde Pública, sub-área Endemias Ambiente e Sociedade, pela Escola Nacional de Saúde Pública da Fiocruz, possui bacharelado e Licenciatura em Geografia pela Universidade Federal Fluminense. Tecnologista em Geoprocessamento, é pesquisadora e atual coordenadora do Laboratório de Informações em Saúde, do Icict/Fiocruz. É professora permanente do PPGICS/Icict/Fiocruz e coordenadora do curso de Especialização em Sistemas de Informação, Monitoramento e Análise de Saúde Pública (SIMASP/Icict/Fiocruz). Atua na pesquisa e ensino de Geografia da Saúde com ênfase em vigilância em saúde, desigualdades socioespaciais, territórios periféricos, saneamento e saúde, mudanças climáticas, indicadores de saúde e de interesse a saúde a partir do uso de técnicas de geoprocessamento, análise espacial.
Lattes: http://lattes.cnpq.br/1361919652907283
O Centro de Estudos
O Centro de Estudos do Icict promove, mensalmente, eventos técnico-científicos que dialogam sobre temas da informação, comunicação e saúde para toda a comunidade científica. Por meio de seminários online, seu objetivo é promover a reflexão e a divulgação científica de estudos, pesquisas e iniciativas diversas que abordem políticas públicas em saúde, estratégias e ações de informação e comunicação e outras questões relevantes nos âmbitos da ciência, da tecnologia, da inovação e do Sistema Único de Saúde.
Dúvidas pelo e-mail: centrodeestudos@fiocruz.br
Acompanhe ao vivo:
Diagnóstico precoce, tratamento e acompanhamento. Esse é o lema da campanha 2024 da Organização Pan-Americana de Saúde para o Dia Mundial de Combate à Doença de Chagas. A data, celebrada em 14 de abril, busca aumentar a conscientização sobre a doença, melhorar a detecção precoce, expandir a cobertura diagnóstica e proporcionar acesso equitativo aos cuidados clínicos. Nesse sentido, o Campus Virtual Fiocruz vem trabalhando ao longo dos últimos anos com parceiros institucionais para a oferta do curso 'Cuidado para a doença de Chagas na Atenção Primária à Saúde'. Diferente de todas as outras iniciativas oferecidas pelo CVF, ressaltamos que essa formação ainda não está disponível para o público em geral. Desde 2023, ela acontece de maneira fechada, voltada somente a profissionais convidados provenientes dos município incluídos no projeto CUIDA Chagas. Nesta segunda-feira, em celebração ao Dia Mundial, o Campus Virtual lançou a versão internacional do curso, oferecida em espanhol, para cerca de 200 profissionais do Paraguai.
Dados do Ministério da Saúde (MS) estimam que cerca de 7 milhões de pessoas em todo o mundo estejam infectadas pelo Trypanosoma cruzi, o protozoário causador da doença, com uma grande concentração de casos na América Latina. Anualmente, são registrados aproximadamente 30 mil novos casos na região, resultando em cerca de 14 mil mortes. Além disso, aproximadamente 70 milhões de pessoas vivem em áreas de exposição, correndo o risco de contrair a infecção. Diversos fatores, como degradação ambiental, mudanças climáticas e condições socioeconômicas, contribuem para a disseminação da doença. A doença de Chagas é causada por um parasito e transmitida principalmente através do inseto conhecido como “barbeiro”.
No ano de 2024, a doença de Chagas, reconhecida como uma das doenças tropicais negligenciadas pela Organização Mundial da Saúde (OMS), completa 115 que foi descoberta. Para o MS, ela representa um desafio contínuo para a saúde pública nas regiões onde está presente. Neste ano, a enfermidade ganhou novo olhar com a instituição do programa Brasil Saudável, que busca a eliminação da doença no país até 2030. "O Brasil foi o primeiro país do mundo a lançar uma política governamental para eliminar ou reduzir, como problemas de saúde, 14 doenças e infecções que acometem, de forma mais intensa, as populações que enfrentam ciclos de pobreza, fome e desigualdades sociais. A doença de Chagas é uma delas. O Brasil Saudável reúne 14 diferentes ministérios, entre eles o da Saúde, num esforço para propor políticas públicas intersetoriais que sejam voltadas para a equidade em saúde e para a redução das iniquidades, fator diretamente ligado às causas do problema. Algo que vai além da oferta de tratamento para a doença".
Vale sempre destacar que a doença de Chagas tem cura e, quanto mais precoce for o diagnóstico e o quanto antes for iniciado o tratamento, maiores serão as chances de efetividade do tratamento.
Formação de profissionais de saúde no Brasil e Paraguai
O curso oferecido por meio do Campus Virtual Fiocruz é parte de um grande processo de capacitação voltado especificamente a profissionais de saúde da Atenção Primária à Saúde (APS) e da atenção à saúde materno-infantil envolvidos na vigilância e no cuidado de pessoas com doenças transmissíveis nos municípios elencados pelo Projeto Comunidades Unidas para Inovação, Desenvolvimento e Atenção para a doença de Chagas (CUIDA Chagas), liderado no Brasil pelo Instituto Nacional de Infectologia (INI/Fiocruz). Na primeira oferta, realizada a partir de abril de 2023, participaram mais de 700 profissionais provenientes dos município de Janaúba (Minas Gerais), Rosário do Sul (Rio Grande do Sul), Riachão das Neves (Bahia), Paraúna (Goiás) e Igarapé Miri (Pará).
Já para a turma internacional, com início em abril de 2024, foram convidados cerca de 200 participantes. Neste momento, o Campus Virtual trabalha para a oferta de uma nova turma brasileira, que tem previsão de início ainda no primeiro semestre de 2024. Essas formações estão alinhadas a princípios internacionais no sentido de enfrentamento à doença. O curso é formado por três módulos, cujos focos são vigilância e monitoramento, teste rápido e gestão do cuidado para pessoas com doença de Chagas. Para além da capacitação, a sensibilização dos profissionais sobre a doença, seus sintomas, formas de tratamento e vigilância é uma estratégia determinante desta iniciativa. As iniciativas estão sob a coordenação de Andréa Silvestre de Sousa, que é pesquisadora do INI/Fiocruz.
O Campus Virtual Fiocruz é parceiro nas capacitações, promovendo as ofertas por meio de seu Ambiente Virtual de Aprendizagem (Moodle), o que fomenta, além de grande potencial para a formação profissional em serviço, o alcance e a formação em larga escala. O CVF permite a criação de Ambientes Virtuais de Aprendizagem (AVA) customizáveis, o gerenciamento descentralizado por parte do ofertante e o suporte para atendimento aos alunos e docentes, garantindo atendimento qualificado e preciso.
CUIDA Chagas
O projeto CUIDA Chagas é uma iniciativa internacional inovadora que tem como principal objetivo a eliminação da transmissão vertical da doença de Chagas na América Latina. A ideia é consolidar modelos de implementação para a doença de Chagas que poderão ser replicados em diferentes contextos geográficos e epidemiológicos, utilizando uma abordagem abrangente de testar, tratar e cuidar que será integrada à atenção primária e à saúde materno-infantil, e incluirá, entre outros, serviços de aconselhamento; uso de TR para triagem, de modo a agilizar o processo de diagnóstico de doença crônica; uso de biologia molecular para facilitar o diagnóstico precoce de doenças crônicas em recém-nascidos e oferta de tratamento antiparasitário.
O CUIDA Chagas acaba de lançar também a web série documental 'Viver com Chagas', que apresenta histórias de vida de pessoas que convivem com a doença de Chagas, seus desafios, conquistas, demandas e seu dia a dia. A intenção da iniciativa é dar maior visibilidade à doença de Chagas, e que cada vez mais pessoas acometidas possam contar as suas experiências e ter voz ativa na construção de respostas e na elaboração de demandas para esta doença historicamente negligenciada.
No primeiro conjunto de vídeos você conhecerá a história da Lucimara, Jenny, Reyna e Bernardina, mulheres que narram desde quatro países da América Latina as suas vivências sobre como é ser diagnosticada pela doença, quais dificuldades enfrentam para a atenção e tratamento, e que cuidados procuram ter consigo mesmas e com os seus filhos/as e familiares.
Assista a essas e muitas outras histórias na web série Viver com Chagas. Acesse aqui a playlist completa do projeto e acompanhe as notícias no Instagram do projeto CUIDA Chagas. Assista ao primeiro capítulo da série:
Eu visto essa camisa!
Também por ocasião do Dia Mundial de Combate à Doença de Chagas, o presidente da Fiocruz, Mario Moreira, no âmbito Programa de Pesquisa Translacional (PPT) em Doença de Chagas (Fio-Chagas), ligado à Vice-presidência de Pesquisa e Coleções Biológicas (VPPCB), falou sobre o trabalho que a instituição está fazendo em relação à doença. Além de Mario, diversos profissionais participaram do vídeo afirmando que "vestem a camisa" do enfrentamento à doença. Segundo Mario, a pesquisa de Chagas faz parte do DNA da Fiocruz e nossa instituição é pioneira na pesquisa dessa doença, desde a sua descoberta. "Muito tem sido feito desde então, no entanto, quando comemoramos os 115 anos, é preciso reconhecer que ainda temos muito trabalho à frente. A Fiocruz, através do Programa de Pesquisa Translacional em Doença de Chagas (Fio-Chagas), atua em diversas áreas – educação, desenvolvimento de novas terapias, diagnósticos, vetores em meio ambiente, na relação parasita-hospedeiro e também, muito importante destacar, no acompanhamento humanizado dos afetados pela doença de Chagas". Assista:
*Com informações da Opas/OMS e Ministério da Saúde
A Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca (Ensp/Fiocruz) vai disponibilizar seu curso mais tradicional na modalidade a distância. A Especialização em Saúde Pública será oferecida pela plataforma da Coordenação de Desenvolvimento Educacional e EAD (CDEAD) da Ensp. Estima-se que o edital seja lançado no segundo semestre de 2025 para que a primeira turma ingresse no início do ano seguinte, em 2026. Num primeiro momento, serão ofertadas 250 vagas, distribuídas em nove polos nas cinco regiões do país. A expectativa é que este número seja ampliado nas chamadas públicas seguintes.
Segundo o planejamento que está sendo elaborado por representantes da Vice-direção de Ensino (VDE), a versão a distância da Especialização em Saúde Pública deve ter duração de 12 a 14 meses, inclusive com apresentação de Trabalho de Conclusão de Curso pelos futuros alunos. Também está previsto que o curso ocorra de forma síncrona e assíncrona, ou seja, com encontros presenciais e também atividades que não demandem a comunicação em tempo real. O coordenador do Lato Sensu e Qualificação Profissional da Ensp, Gideon Borges, explicou que lançar o curso na modalidade a distância é complexo e requer muita atenção. “Os preparativos exigem produção de material, seleção e formação de tutores, por exemplo. Esse processo é muito laborioso e envolve diversos profissionais. O cuidado nessas etapas é fundamental para garantir a qualidade de um curso EAD”, disse.
O diretor da Ensp, Marco Menezes, celebra a novidade e afirma que todo processo de construção do curso a distância mantém a marca de excelência do presencial, comprometido com as demandas do SUS e do Sistema de Ciência e Tecnologia. "Além disso, reforça nossos compromissos assumidos durante a campanha, expressos no Programa Vivo, como a formação atualizada, qualificada, abrangente e diversificada diante dos desafios da ciência, da educação, das políticas públicas e dos sistemas públicos de saúde e da ciência e tecnologia. Há ainda que se destacar a perspectiva de ampliação do acesso. Esta construção também reafirma o nosso compromisso em apoiar a implementação das diretrizes da 17ª CNS, neste caso, quanto o fortalecimento da Política Nacional de Educação Permanente em Saúde", diz o diretor.
Entre os principais objetivos da forma EAD, está a interiorização do curso de Saúde Pública da Ensp, que leva em conta o caráter nacional da Escola. Além disso, a realização nesta modalidade busca ampliar e fortalecer parcerias com outras instituições para a oferta de cursos. “Pretendemos envolver outros atores, como a Rede Brasileira de Escolas de Saúde Pública”, exemplificou Gideon. Outra meta é tornar a versão EAD da Especialização em Saúde Pública um carro-chefe na oferta de formações da Escola. “Afinal, trata-se de um curso que pode abrigar todos os outros. Ou seja: qualquer curso da Escola pode fazer parte da estrutura curricular do curso de Saúde Pública, como módulo ou unidade de aprendizagem. Nisto, reside outro objetivo, que é integrar ainda mais a Ensp como unidade de ensino”, explicou.
O Curso de Saúde Pública é um dos cursos mais longevos da Escola. Além disso, carrega no título o nome da instituição e envolve diversos centros e departamentos, com potencial para envolver todas as subunidades internas. A coordenação geral da Especialização em Saúde Pública EAD será do pesquisador Cassius Palhano Schnell, que compõe o grupo de coordenadores do curso presencial, liderado por Lenir Silva. Ela será a coordenadora adjunta da modalidade a distância.
“Para a Ensp, oferecer o curso na modalidade EAD vai ao encontro do propósito de sua fundação e missão original, o de promover formação e capacitação de sanitaristas para o quadro da Saúde, em especial do sistema público. Essa qualificação profissional concorre para o desenvolvimento do SUS, além de proporcionar oportunidade de inserção no mercado de trabalho e de crescimento pessoal. As características multi e interdisciplinar que temos em nosso curso presencial ampliam não apenas o conhecimento técnico, mas também a perspectiva sobre o campo da Saúde e a construção civilizatória da sociedade”, detalhou Cassius Schnell.
A possibilidade de fazer o curso a distância era muito aguardada pela comunidade Ensp e por todos os interessados na formação em saúde pública Brasil afora. Portanto, a oferta atenderá a uma demanda expressiva de profissionais da saúde que residem fora do Rio de Janeiro e em outros estados. “A ideia, sobretudo por sua gratuidade, é de expandir e democratizar essa formação”, ressaltou Cassius.
A oferta da especialização em Saúde Pública a distância foi viabilizada por um edital para cadastro e financiamento de novos cursos da Universidade Aberta do Brasil, parceira de longa data da Escola. Cassius lembra que a Ensp sempre teve protagonismo no cenário brasileiro em ensino e pesquisa em Saúde me Pública e Saúde Coletiva. “No entanto, em nosso contexto geográfico e socioeconômico, torna-se difícil a vinda de potenciais alunos de localidades distantes para cursar uma especialização. Essa empreitada depende de recursos e logística muitas vezes não viável a boa parcela da população, sobretudo recém-formados. Aproveitou-se o lançamento de recente edital da UAB para promoção de novos cursos para inserir a Ensp nesse novo desafio”, disse.
Desde já, o coordenador de LSQP da Ensp vislumbra desdobramentos e próximos passos. “Minha expectativa é que o curso se torne o primeiro na modalidade EAD a ser oferecido regulamente e com recursos da própria Escola. Via de regra, os cursos EAD são oferecidos com financiamento externo. Ainda é um caminho longo, que dependerá de muita negociação interna e externa, mas espero que Escola veja nessa oferta uma oportunidade para encampar esse projeto”.
#ParaTodosVerem: Na imagem está a frente do prédio da Ensp, com a frase em destaca no plano mais à frente: Enspo/Fiocruz vai oferecer Especialização em Saúde Pública a distância.
O Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia), que institui o Programa de Iniciação Científica e Tecnológica (PIC -ILMD/Fiocruz Amazônia), os Comitês institucional e executivo do PIC – ILMD/Fiocruz Amazônia, e com a resolução N. 003/2024 do Conselho Diretor da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam), que dispõe das diretrizes do Programa de Apoio à Iniciação Cientifica – Paic/Fapeam edição 2024/2025, torna pública as inscrições e estabelece normas relativas ao processo seletivo de candidatos à bolsa de Iniciação Científica e Tecnológica, nova ou de renovação. As inscrições se encerram no dia 26 de abril 2024.
Desenvolvido na instituição, em parceria com a Fapeam e o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), conforme editais específicos, o programa possui o objetivo de despertar vocação científica e incentivar novos talentos potenciais entre estudantes de graduação, bem como contribuir para a formação de recursos humanos para a pesquisa e inovação tecnológica nos Determinantes Socioculturais, Ambientais e Biológicos do Processo Saúde-Doença-Cuidado para a melhoria das condições socio sanitárias na Amazônia.
O coordenador do programa na Fiocruz Amazônia, Yury Chaves, falou sobre as expetativas para o processo de seleção dos bolsistas. “Nós estamos confiantes de que teremos um grande volume de candidaturas nesta edição da iniciação científica. A iniciação científica é um passo importante na formação acadêmica e profissional dos estudantes de graduação, bem como para o amadurecimento dos nossos recém doutores”.
Podem participar estudantes regularmente matriculados em curso de graduação de instituição de ensino superior pública ou privada reconhecida pelo Ministério da Educação, que tenham Coeficiente de Rendimento Acumulado (CRA) com valor maior ou igual a 6,0 tanto para bolsa nova como em caso de renovação; não ter reprovação em disciplinas afins com as atividades do projeto de pesquisa; Ter cursado o primeiro período e não estar no penúltimo ou último período do curso de graduação durante a vigência desta; (agosto de 2024 a julho de 2025).
A inscrição deverá ser feita exclusivamente por e-mail à Coordenação do Programa de Iniciação Científica PIC – ILMD/Fiocruz Amazônia (pic.ilmd@fiocruz.br) pelo orientador ou coorientador. Os orientadores, deverão enviar por e-mail à Coordenação do PIC – ILMD/Fiocruz Amazônia, até às 23h59 (horário Manaus), do dia 26 de abril, todos os itens obrigatórios para realização da inscrição.
PROCESSO DE SELEÇÃO
A concessão de bolsas de Iniciação Científica fomentadas pela Fapeam a pesquisadores do quadro permanente e pesquisadores bolsistas do ILMD/Fiocruz Amazônia, obedecerá ao estabelecimento de uma classificação decrescente quanto às notas de avaliação dos projetos analisados pelos assessores ad hoc, considerando os critérios de pontuação descritos no Anexo 1 do edital.
A distribuição de bolsas será realizada em duas rodadas, priorizando os servidores em função de pesquisa na primeira rodada e os celetistas e pesquisadores bolsistas com vínculo com a instituição na segunda rodada. Caso haja bolsas remanescentes após as duas rodadas, elas serão distribuídas para os candidatos mais bem pontuados, independentemente do vínculo (servidores, celetistas ou bolsistas).
O resultado final do Processo de Seleção será divulgado, no dia 21 de maio Os bolsistas selecionados devem iniciar suas atividades no ILMD Fiocruz Amazônia, no dia 1º de agosto de 2024.
SOBRE O PIC
A Iniciação Científica é um instrumento de formação de recursos humanos que permite colocar o estudante de graduação em contato direto com as atividades de pesquisa e o pensar científico. O Programa de Iniciação Científica da Fiocruz Amazônia tem como objetivos despertar a vocação científica e incentivar novos talentos potenciais entre estudantes de graduação.
O Programa proporciona ao bolsista, orientado por pesquisador qualificado, a aprendizagem de técnicas e métodos de pesquisa, bem como estimula o desenvolvimento do pensamento científico e da criatividade, decorrentes das condições criadas pelo confronto direto com os problemas estudados durante a realização da pesquisa.
Saiba mais sobre PIC-ILMD/Fiocruz Amazônia
ILMD Fiocruz Amazônia, Por Eduardo Gomes
Imagem: Mackesy Nascimento, ILMD Fiocruz Amazônia
Com o propósito de fortalecer e expandir as atividades de pesquisa em Roraima, uma turma inédita de doutorado foi iniciada pelo Programa de Pós-graduação Stricto sensu em Medicina Tropical do Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz) e a Universidade Federal de Roraima (UFRR).
A iniciativa é viabilizada pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) através do Programa de Doutorado Interinstitucional (Dinter), que contribui para a formação de doutores fora das regiões com redes de ensino e pesquisa já consolidadas.
“Nosso objetivo é formar doutores em Medicina Tropical em Roraima para que o estado se torne autossuficiente na formação de recursos humanos qualificados nesse campo, impulsionando a pesquisa na região”, destaca Vanessa de Paula, coordenadora da Pós-graduação em Medicina Tropical do IOC.
Ao todo, 13 profissionais da área de saúde foram selecionados e matriculados no curso, incluindo médicos, enfermeiros, biólogos, biomédicos e educadores físicos.
A cerimônia de abertura ocorreu em março, no auditório da UFRR, em Boa Vista. Representando o IOC, estavam o vice-diretor de Ensino, Informação e Comunicação, Paulo D'Andrea, e os coordenadores da Pós-graduação em Medicina Tropical, Vanessa de Paula e Marco Horta.
Da UFRR, estavam presentes o reitor José Geraldo Ticianeli; a pró-reitora de Pesquisa e Pós-graduação, Ana Lúcia de Souza; o diretor do Centro de Ciências da Saúde, Júlio César Fraulop Aquino; e a coordenadora do Dinter pela Universidade, Maria Fantinatti Fernandes da Silva.
Além da aula inaugural, foi realizada reunião de alinhamento entre os coordenadores da Pós do IOC e o reitor da UFRR. Os coordenadores também participaram de atividades de campo com os alunos, visitas técnicas e assistiram a disciplinas já em andamento.
Foi realizada, ainda, uma roda de conversa com alunos de graduação da UFRR, na qual foram abordados temas como as pesquisas conduzidas no Instituto Oswaldo Cruz e as modalidades de pós-graduação oferecidas pelo IOC.
Anteriormente, o IOC e a UFRR já haviam formalizado um curso em Dinter por meio do Programa de Pós-graduação Stricto sensu em Biologia Parasitária do Instituto, iniciado em 2015. O programa formou seis doutores, com teses sobre parasitas, vetores e hospedeiros a partir de perspectivas bioquímicas, moleculares, de ecologia e genética (incluindo a milésima tese defendida no Programa).
A proposta de estabelecer um doutorado temporário em Medicina Tropical partiu dos docentes da UFRR, que observaram um interesse de profissionais da região nesse campo de pesquisa.
“É uma parceria bastante promissora por unir expertises de pesquisadores do IOC e de professores da UFRR na orientação desses alunos, que apresentaram linhas de pesquisa extremamente relevantes para a localidade”, afirma Vanessa.
Estão sendo desenvolvidos trabalhos em arboviroses, arenaviroses, doenças transmitidas sexualmente e pelo sangue, hanseníase, hepatites virais, malária, toxoplasmose, entre outros.
“Tenho a certeza de que, ao final dessa colaboração, estaremos com a pesquisa em Medicina Tropical fortalecida em Roraima e manteremos a colaboração de pesquisador para pesquisador com esses novos doutores”, reitera Vanessa.
Ao longo dos anos, os cursos de mestrado e doutorado da Pós-graduação em Medicina Tropical do IOC, que possui conceito 6 na Capes, tem impactado alunos de vários estados brasileiros.
Em 2023, foi celebrado o décimo ano do Dinter entre a Pós-graduação e a Universidade Federal do Ceará (UFC).
“Foi uma parceria de muito sucesso. Depois de formados, esses doutores já formaram outras turmas de doutorado. Além disso, alguns desses profissionais continuam em colaboração conosco em diversas pesquisas”, relata Vanessa.
No Piauí, mais de 40 mestres foram formados, com estudos de alto impacto e relevância para a saúde local, por meio da parceria com o escritório regional da Fiocruz no estado.
Em Rondônia, a Pós-graduação participa de um consórcio formalizado pela cooperação entre o IOC e Fiocruz Rondônia, onde foi implantado o Programa de Doutorado em Ciências.
O Dinter faz parte dos Projetos de Cooperação entre Instituições para Qualificação de Profissionais de Nível Superior (PCI) da Capes.
Seu objetivo central é facilitar a formação de doutores para integrarem o corpo docente permanente de instituições distantes dos grandes centros de ensino e pesquisa, visando reduzir as atuais disparidades.
Além disso, a iniciativa busca incentivar a produção acadêmica e fortalecer, nas instituições beneficiadas, linhas de pesquisas que abordem as demandas ligadas ao desenvolvimento local e regional. Saiba mais, clicando aqui.
Edição: Vinicius Ferreira
Permitida a reprodução sem fins lucrativos do texto desde que citada a fonte (Comunicação / Instituto Oswaldo Cruz)
#ParaTodosVerem: Foto da mesa de abertura da cerimônia com os participantes do evento.
O Instituto de Tecnologia em Fármacos (Farmanguinhos) vai realizar, no dia 17 de abril, o Centro de Estudos com a palestra "Porque e como publicamos: estratégias de escrita científica na formação de alunos de pós-graduação". O evento será ministrado pelo professor da Faculdade de Ciências Farmacêuticas da Universidade de São Paulo (USP), farmacêutico, bioquímico e doutor em fármacos e medicamentos, André Rolim Baby, a partir das 10h. O Centro de Estudos será transmitido ao vivo pelo canal de Farmanguinhos no Youtube.
André Rolim Baby é Professor Associado 3 do Departamento de Farmácia, Faculdade de Ciências Farmacêuticas da Universidade de São Paulo, com experiência e atuação na área da Ciência Cosmética há mais de 20 anos, a envolver a graduação, a pós-graduação e investigação. Possui mais de 180 artigos científicos publicados em periódicos nacionais, internacionais e de divulgação. Foi premiado com Menção Honrosa pelo Prêmio Capes de Teses em 2008. Realizou pós-doutoramento na Universidade Lusófona. Foi contemplado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) com mais 20 auxílios financeiros, dentre projetos de pesquisa e bolsas. Quanto ao CNPq, é bolsista de produtividade em pesquisa nível 2. Nas atividades de investigação, ressalta-se a experiência na condução de projetos de pesquisa na área da fotoproteção, potencial antioxidante cutâneo "ex vivo", segurança e eficácia cosmética relativas à proteção solar e demais atributos cosméticos.
Acompanhe ao vivo:
Até 19 de abril, a Casa de Oswaldo Cruz (COC/Fiocruz) recebe inscrições para o curso livre presencial Arquivos, ciência e saúde, que tem como objetivo promover a discussão sobre aspectos teóricos, conceituais, metodológicos e práticos da gestão de acervos de ciências e saúde, em especial arquivos e coleções de natureza institucional. As inscrições devem ser feitas pelo Campus Virtual Fiocruz.
O público-alvo do curso é formado por arquivistas, bibliotecários, documentalistas, historiadores e profissionais da informação, em geral, que serão apresentados a estudos acerca das mudanças observadas contemporaneamente nos processos de gestão, preservação e (re)uso de documentos e dados científicos, especialmente no contexto de emergências sanitárias e expansão do movimento da Ciência Aberta.
São disponibilizadas 15 vagas. Com 24h de carga horária 24h, as 7 aulas de 3h30 cada acontecerão de 25 de abril a 13 de junho, das 13h30 às 17h, presencialmente na Av. Brasil, 4365 - Manguinhos, Rio de Janeiro.
Haverá emissão de certificados para os participantes.
No momento da inscrição, o candidato deverá encaminhar uma carta de intenção, esclarecendo os motivos que o levaram a escolher o curso, e seu currículo. Uma vez aprovado, deverá efetuar matrícula pessoalmente no Centro de Documentação e História da Saúde / Casa de Oswaldo Cruz, até o dia anterior ao início das aulas, munido de um retrato 3×4 e dos originais e cópia dos documentos de identidade, CPF e comprovante de escolaridade.
Dúvidas podem ser encaminhadas para: secadcoc@fiocruz.br
Confira a programação do curso:
Aula 1: (25/04) - Acervos de instituições de ciências e saúde: panorama geral, André Felipe Paiva (convidado)
Aula 2: (02/05) - Arquivos e bibliotecas de instituições de ciências e saúde: conceitos, métodos e práticas, Fatima Duarte (convidada)
Aula 3: (09/05) - Coleções iconográficas e museológicas: contexto de produção e usos, Inês Nogueira (convidada)
Aula 4: (16/05) - Coleções biológicas: contexto de produção e usos, Aline Souto e Manuela da Silva (convidadas)
Aula 5: (23/05) - Arquivos e emergência sanitária: a Fiocruz e a pandemia de Covid-19
Aula 6: (06/06) - Abertura e compartilhamento de dados para pesquisa em emergências sanitárias: o caso do vírus zika, Vanessa de Arruda Jorge (convidada)
Aula 7: (13/06) - Ciência Aberta e repositórios de dados de pesquisa, Marcus Vinícius Pereira da Silva (convidado)
O Sextas de Poesia desta semana traz um poema de Silvia Plath, poeta norte-americana e uma das escritoras mais celebradas do Ocidente, ainda que só tenha sido alçada a esse posto após cometer suicídio em 1963.
Neste poema, que é parte de Olmo, do livro Ariel, Silvia faz da busca do amor um grito.
Suas principais obras são as coletâneas The Colossus and Other Poems (1960, sem tradução em português), Ariel (1965) e o romance autobiográfico A Redoma de Vidro, publicado logo após sua morte. O suicídio fez dela, que era apenas uma jovem de 30 anos, um mito. A escritora, que narrava de forma contundente a condição feminina, apresentou talento precoce para a palavra aliado a um temperamento melancólico.
#ParaTodosverem Foto de um mar revolto com ondas batendo e um céu amarelado com o sol entre nuvens, no canto esquerdo da foto há uma mulher loira vestindo um sobretudo claro e óculos escuros, ela está no mar segurando um guarda chuva preto com a mão esquerda.
No centro da foto um treco do poema Olmo do livro ARIEL, da autora Sylvia Plath, tradução de Maria Fernanda Borges, edição Relógio D'Água:
Sou habitada por um grito
Noite após noite bate as asas
Procurando com as garras
algo para amar...
A Vice-Presidência de Educação, Informação e Comunicação (VPEIC), por meio da Coordenação Geral de Educação (CGE) da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), torna pública a abertura das inscrições do Programa de Formação em Língua Inglesa 2024. O programa tem o objetivo de democratizar e ampliar o conhecimento instrumental da língua, para fortalecer o desenvolvimento acadêmico em nível de pós-graduação, de modo a propiciar acesso à aprendizagem do idioma a estudantes em condições de vulnerabilidade socioeconômica. Candidatos poderão se inscrever de 11 a 22 de abril de 2024. Confira o Edital e inscreva-se!
+Acesse aqui a chamada interna e inscreva-se já!
O curso é destinado a estudantes de pós-graduação com hipossuficiência econômica, com duração de um ano, passível de renovação, e será realizada por meio digital, via ensino remoto em aulas síncronas.
O programa é destinado a estudantes com matrícula ativa na Fiocruz em cursos de pós-graduação lato sensu (especialização) e stricto sensu (mestrado e doutorado acadêmico ou profissional), nas condições abaixo:
São oferecidas 75 vagas, a serem distribuídas pelas turmas, sendo turmas destinadas a estudantes com nível de proficiência básico e turmas com nível de proficiência intermediário. A etapa de classificação ocorrerá antes do exame de nivelamento.
As aulas serão realizadas nos seguintes dias e horários, com início previsto para 17 de maio:
As inscrições estarão abertas de 11 a 22 de abril e deverão ser realizadas através do e-mail cad.ingles@fiocruz.br, com o envio da declaração de condição socioeconômica e o Termo de Responsabilidade totalmente preenchidos e assinados no local indicado, que podem ser acessados nos Anexos I e II da chamada interna, além do Formulário de Levantamento Socioeconômico.
#ParaTodosVerem Banner com fundo roxo, no topo está escrito: Programa de Formação em Língua Inglesa. Para estudantes de pós-graduação lato e stricto sensu, em situação de vulnerabilidade socioeconômica. Abaixo, o período e local de inscrições. As aulas serão online e gratuitas. Abaixo, fotos de diversos alunos assistindo às aulas, homens e mulheres.
O Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz) recebe inscrições para mestrado acadêmico e doutorado do Programa de Pós-Graduação em Biologia Celular e Molecular. O Programa tem como objetivo formar mestres e doutores capazes de atuar em pesquisa-ensino-produção da saúde com ênfase nas áreas de Biologia Celular e Molecular e Farmacologia e Imunologia.
Serão oferecidas até 16 vagas para cada modalidade.
As inscrições deverão ser realizadas até 18 de abril.
Interessados no mestrado acadêmico podem conferir aqui o Edital e se inscreverem pelo Campus Virtual Fiocruz.
Interessados no doutorado podem conferir aqui o Edital e se inscreverem pelo Campus Virtual Fiocruz.
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