O carnaval, em diversas partes do mundo, é considerado uma festa de resistência, liberdade e coletividade. No Brasil, é a maior celebração da cultura popular. Uma festa que une o sagrado e o profano, que se torna espaço de afirmação da diversidade e de luta pelos direitos das mulheres — com seus corpos livres nas ruas. É o maior espetáculo da Terra, onde o povo ousa ser feliz.
O Sextas de Poesia desta semana presta sua homenagem ao carnaval na voz de Luis Carlinhos, com a canção “Oh Chuva”, cuja letra faz a poesia rimar com alegria e convida a chuva a abençoar a folia.
Bom carnaval! Que seja vivido com respeito e celebrado com pura magia.
Luis Carlos Xavier Ewald, o Luiz Carlinhos, é um cantor, compositor, intérprete e violonista brasileiro, nascido em 6 de junho de 1975, no Rio de Janeiro. É conhecido por transitar entre a música popular nordestina e o romantismo urbano. A canção “Oh, Chuva”, tornou-se um de seus maiores sucessos e ganhou projeção nacional ao ser regravada por diferentes artistas. A música, marcada por melodia envolvente e letra que mistura saudade, desejo e clima de chuva como metáfora de sentimentos, ajudou a consolidar o nome de Luiz Carlinhos como um compositor sensível e atento às emoções cotidianas.
Desde muito jovem ele se relaciona com a música, tendo formado sua primeira banda, Sondagem da Terra, aos 12 anos. Formou-se em Ciências Sociais (2002) e depois em Artes Cênicas (2012) pela Pontifícia Universidade Católica (PUC-RJ) — onde também atuou como produtor, curador e apresentador de projetos culturais. Integrou a banda de reggae Dread Lion, também lançou vários álbuns solo, como Rapa da Panela (2005), Muda (2008) e o CD/DVD Gentes – 20 Anos ao Vivo (2013). Ela é ainda cofundador do grupo 4 Cabeça, vencedor do 21º Prêmio da Música Brasileira como Melhor Grupo de MPB. Além da música, atuou no teatro — inclusive compondo trilhas e participando de espetáculos.
O Campus Virtual Fiocruz e o Instituto de Comunicação e Informação Científica e Tecnológica da Fiocruz (Icict) divulgam o resultado das entrevistas de seleção para o curso de especialização em Dados e Sistemas de Informação para o Sistema Único de Saúde. Recursos podem ser impetrados até o dia 13/2. O resultado do recurso será divulgado em 20/2. Os links para as entrevistas com a Comissão de Avaliação Biopsicossocial e a Comissão de Heteroidentificação Racial também serão divulgadas em 20/2. A divulgação do resultado final com o nome dos aprovados na especialização está prevista para o dia 6 de março.
Fique atento(a)! A coordenação do curso alerta que, a partir da divulgação do resultado final, em 6/3, os selecionados terão 48h para enviar a documentação e garantir a sua vaga na especialização.
Acesse:
+Lista com o resultado das entrevistas
A especialização é oferecida no âmbito do Programa de Formação em Ciência de Dados e Informações em Saúde para o SUS, que é desenvolvido pela Fiocruz — sob a coordenação da Vice-Presidência de Educação, Informação e Comunicação (VPEIC), através do Campus Virtual — e o Ministério da Saúde, por meio do DataSUS/Seidigi/MS.
Ao todo, estão disponíveis 100 vagas, distribuídas regionalmente, considerando políticas de ações afirmativas. A especialização, realizada na modalidade a distância, tem 400 horas de carga horária, com início previsto para março de 2026 e certificação de pós-graduação lato sensu pela Fiocruz.
O curso tem como objetivo o desenvolvimento de competências e habilidades analíticas para uso da informação em saúde, com vistas ao aprimoramento das políticas públicas e da gestão em saúde. Ele aborda temas centrais como sistemas de informação em saúde, análise e interpretação de dados, indicadores, ciência de dados aplicada, saúde digital e gestão orientada por evidências, conectando teoria e prática para qualificar a tomada de decisão no SUS e ampliar sua capacidade de resposta às demandas da população.
Acesse aqui a lista de documentos que compõem essa chamada
*última atualização: 4/2, às 10h, com publicação da lista de selecionados com horário de inscrição
Celebrar o Dia Internacional das Mulheres e Meninas na Ciência é reafirmar o compromisso com a equidade de gênero na produção do conhecimento, na inovação e na formulação de políticas públicas. A data nos convida à reflexão: hoje reconhecemos trajetórias historicamente invisibilizadas, mas seguimos enfrentando desigualdades estruturais ainda presentes nas carreiras científicas e sabemos que é preciso fortalecer estratégias que ampliem o acesso, a permanência e a liderança de mulheres na ciência. No Campus Virtual Fiocruz, esse compromisso se materializa de forma concreta e mensurável. O maior público de nossas ofertas educacionais é feminino — tanto no volume de inscrições nos cursos quanto nas interação com a equipe e redes digitais. Portanto, promover a participação feminina na ciência é também uma agenda estratégica para o avanço do SUS e o desenvolvimento social.
Atualmente, temos quase 1 milhão e 200 mil alunos inscritos em nossa plataforma. Desse total, em média, 70% do público são mulheres. Esse dado não é apenas estatístico. Segundo a coordenadora do Campus Virtual Fiocruz, Ana Furniel, tais números evidenciam que mulheres estão buscando, de forma ativa, qualificação, atualização e protagonismo nos campos da ciência e da saúde. "Ao oferecer cursos gratuitos, abertos e alinhados às demandas do SUS, o Campus Virtual se consolida como um ambiente de democratização do conhecimento e de fortalecimento da trajetória acadêmica e profissional de milhares de mulheres em todo o país".
Ana afirmou ainda que, neste 11 de fevereiro, o Campus Virtual Fiocruz reafirma-se como uma plataforma de acesso, permanência e também de projeção para mulheres na ciência. O CVF celebra esta data renovando seu compromisso institucional com a ampliação de oportunidades, a inovação pedagógica e a construção de uma ciência cada vez mais diversa, inclusiva e socialmente comprometida.
A Fiocruz como um todo tem atuado de forma consistente nesse campo, seja por meio de políticas institucionais de equidade, iniciativas de estímulo às meninas nas áreas STEM (que é a sigla em inglês para Science, Technology, Engineering and Mathematics, ou seja, Ciência, Tecnologia, Engenharia e Matemática), de programas de formação e de valorização de pesquisadoras em diferentes estágios da carreira, entre outros. No âmbito educacional, essas ações se articulam à missão histórica da instituição de formar quadros altamente qualificados para a saúde pública.
*Esta imagem foi gerada por IA, no Chat GPT usando a trend das profissões e com base em uma imagem livre da plataforma Freepik
No Brasil, existem mais de 900 comitês de ética em pesquisa, e esses demandam profissionais qualificados para a área. Para compartilhar experiências de formação nos temas, a Fiocruz apresentará algumas de suas iniciativas no webinário "Oportunidades educacionais em ética e integridade em pesquisa na Fiocruz". Encontro virtual acontecerá em 26 de fevereiro, às 14h. Ele será transmitido em português, com tradução para o espanhol pelo canal da VídeoSaúde Distribuidora no YouTube. Para participar é preciso se inscrever! Um dos temas do webnário é a experiência do curso Ética e Integridade em Pesquisa, oferecido pelo Campus Virtual Fiocruz.
Inscreva-se no webinário Oportunidades educacionais em ética e integridade em pesquisa na Fiocruz
O curso do Campus Virtual Fiocruz - conta com quase 4 mil participantes e as inscrições para a formação seguem abertas! Participe você também!
Inscreva-se aqui no curso Ética e Integridade em Pesquisa
Oportunidades educacionais em ética e integridade em pesquisa
O evento integra a série mensal de webinários de ética e integridade da The Global Health Network América Latina e Caribe (TGHN LAC), organizada pelo grupo de trabalho no tema, liderado pela Fundação Etikos, da República Dominicana. Os eventos cobrem temas que abordam desde a prevenção de más práticas na condução de pesquisas, passando pelo papel das instituições na prevenção das mesmas, como no caso do Marco Regulatório Colombiano. Os webinários são espaços de troca entre profissionais de diferentes países latino-americanos.
Ética e integridade em pesquisa na Fiocruz e no Campus Virtual
A experiência do curso "Ética e Integridade em Pesquisa" será apresentada pela assessora da Coordenação-Geral de Educação, da Vice-Presidência de Educação, Informação e Comunicação (CGE/VPEIC) Mariana Souza e o pesquisador da Ensp Sérgio Rego, ambos coordenadores da formação oferecida pelo Campus Virtual Fiocruz. Sergio Rego falará também sobre Programa de Pós-Graduação em Bioética, Ética Aplicada e Saúde Coletiva (PPGBIOS), iniciativa ofertada em associação ampla entre Fiocruz, Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) e Universidade Federal Fluminense (UFF).
Já a pesquisadora Cíntia Lanzarini compartilha resultados de seu estudo sobre a percepção de profissionais da pesquisa acerca da integridade científica. Sua pesquisa contribui para o desenvolvimento de políticas institucionais.
Fiocruz atua no contexto científico brasileiro sobre ética e integridade
A Fiocruz também desenvolve ações nas áreas de ética e integridade em pesquisa por meio do Programa de Integridade Publica da Fiocruz que reúne diretrizes institucionais, órgãos fiscalizadores e cursos de formação. São exemplos: Comissão de Integridade em Pesquisa (CIP) que trabalha junto à Ouvidoria e Corregedoria, assim como os Comitês de Ética em Pesquisa (CEPs) e as Comissões de Ética no Uso de Animais (Ceua) que acompanham as atividades da Fundação. Uma das diretrizes mais conhecidas é o “Guia de Integridade em Pesquisa da Fiocruz" que orienta pesquisadores sobre boas práticas em produção científica.
*com informações de Isabela Schincariol
A cooperação entre Brasil e Angola na área da saúde pública ganhou um novo marco com a assinatura de um acordo internacional voltado ao fortalecimento da vigilância e resposta à mortalidade materna, infantil e fetal no país africano. O acordo foi formalizado em Luanda, em 3 de fevereiro, com a presença de autoridades do governo de Angola, do governo do Brasil, da Fiocruz, da Agência Brasileira de Cooperação (ABC) e do Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA - Angola e Brasil), consolidando uma iniciativa estratégica de cooperação Sul-Sul trilateral. A assinatura representa o início oficial da implementação do projeto “Valorização da Vida Materna, Infantil e Fetal em Angola”, que tem como eixo central a formação de profissionais de saúde angolanos e o fortalecimento dos Comitês de Auditoria e Prevenção de Óbitos Maternos, Infantis e Fetais.
Pela Fiocruz, participam do projeto a Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca (Ensp), o Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas (INI) e o Instituto Nacional de Saúde da Mulher, da Criança e do Adolescente Fernandes Figueira (IFF). A Fundação se articula aos parceiros contribuindo especialmente com sua sólida experiência no campo da educação e formação de profissionais na área da vigilância do óbito materno, infantil e fetal, tendo como base o curso a distância "Vigilância do óbito materno, infantil e fetal e atuação em comitês de mortalidade", oferecido pela Ensp, que já formou mais de 5 mil profissionais em todo Brasil.
O projeto “Valorização da Vida Materna, Infantil e Fetal em Angola” busca contribuir diretamente para a redução dos indicadores de mortalidade no país, alinhando-se aos compromissos assumidos por Angola no que se refere ao alcance de metas de redução da mortalidade materna no âmbito da Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável.
Governança, alinhamento institucional e início das atividades técnicas
A missão que culminou na assinatura do acordo teve como objetivo assegurar o pleno início da implementação do projeto, reunindo, em um mesmo momento, ações de natureza institucional, política e técnica. A formalização da cooperação permitiu estabelecer os mecanismos de governança do projeto, alinhar expectativas e responsabilidades entre os parceiros e dar início às atividades previstas no primeiro Plano Operativo Anual (POA 2026), que foi pactuado no encontro do Comitê Gestor da iniciativa.
Representando a Fiocruz, participaram da missão a coordenadora adjunta de Educação da Vice-Presidência de Educação, Informação e Comunicação (CGE/VPEIC), Mariana Souza, e a equipe técnica de coordenação do curso e pesquisadoras da Fundação: Sonia Bittencourt e Henriette Santos da Ensp, Mayumi Wakimoto do INI, e Maria Teresa Massari do IFF. Enquanto a representação institucional esteve voltada à formalização do projeto, a equipe técnica iniciou o diagnóstico da realidade local, com análise documental, realização de oficina de trabalho com a participação de profissionais de saúde do Ministério da Saúde de Angola (Minsa) ligados a diferentes áreas de atuação, bem como fez visitas a um centro de saúde e uma maternidade pública de Luanda, etapa fundamental para a adequação da proposta formativa ao contexto angolano.
Formação como estratégia para o fortalecimento do sistema de saúde
Como desdobramento dessa formação, disse Mariana, "a iniciativa busca contribuir para a redução a longo prazo dos óbitos maternos, infantis e fetais no país, por meio da qualificação da vigilância, da produção de informações em saúde e da tomada de decisão baseada em evidências". O resultado direto esperado da cooperação é a criação de um curso de formação para 100 profissionais de saúde angolanos, que atuam nos Comitês de Mortalidade Materna, Infantil e Fetal. Para Henriette Santos, da Ensp, “esse é um passo importante para que Angola siga organizando, no futuro, cursos EAD com a mesma temática, de maneira autônoma, e possa formar um maior contingente de profissionais”, detalhou ela.
Para o governo de Angola, o acordo representa um avanço concreto no fortalecimento das capacidades institucionais e profissionais do sistema de saúde, ao investir na qualificação contínua de seus quadros técnicos e na consolidação de mecanismos de governança capazes de identificar falhas evitáveis, aprimorar a qualidade do cuidado e orientar políticas públicas mais eficazes. "Acreditamos que a cooperação internacional, quando bem-feita, é um instrumento poderoso para melhorar a vida das nossas populações. Porque, no final, as mortes maternas não são números: são famílias, são histórias, são vidas.”, detalhou o secretário de Estado para a Saúde Pública em Angola, Carlos Alberto de Sousa.
A proposta pedagógica do curso em Angola será organizada em três unidades de aprendizagem sequenciais, articulando teoria e prática e ancorada nos princípios da pedagogia para a autonomia. O projeto valoriza os saberes prévios dos profissionais, promove a reflexão crítica sobre os processos de trabalho e utiliza metodologias baseadas em casos, favorecendo a troca de experiências e a construção coletiva do conhecimento.
Experiência da Fiocruz como base do projeto
A formação a ser implementada em Angola tem como base a experiência consolidada pela Fiocruz, em especial pela Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca (Ensp), no campo da vigilância do óbito materno, infantil e fetal articulada à formação de profissionais de saúde. No Brasil, o curso já foi ofertado a cerca de mil municípios, alcançando mais de 5 mil profissionais de saúde, dos quais aproximadamente 80% são enfermeiras, 12% médicos, outros profissionais da área e técnicos de nível médio.
A origem dessa trajetória remonta a 2010, quando o Ministério da Saúde estabeleceu parceria com a Fiocruz para atender à necessidade de formação contínua em vigilância do óbito. Dessa articulação nasceu o Programa de Formação em Vigilância do Óbito Materno, Infantil e Fetal e Atuação em Comitês de Mortalidade, com ofertas realizadas entre 2013 e 2015, iniciativa desenvolvida pela Ensp, em parceria com o IFF e, à época, também com a participação da Escola Politécnica de Saúde Joaquim Venâncio (EPSJV).
O sucesso da iniciativa viabilizou, em 2020, a retomada do curso em nível de aperfeiçoamento, a partir de nova demanda do Ministério da Saúde. Essa fase integrou um projeto coordenado pelo IFF, em parceria com secretarias estaduais e municipais de saúde e maternidades em todo o Brasil, voltado à qualificação da atenção e da gestão da rede com foco na redução da mortalidade materna, infantil e fetal. Nessa etapa, o INI também passou a integrar a equipe formadora.
Cooperação Sul-Sul e educação a distância como resposta aos desafios
O interesse do governo de Angola em estabelecer a cooperação foi formalizado em maio de 2020, por meio de ofício da Direção Nacional de Saúde Pública do Ministério da Saúde de Angola, que manifestou a intenção de desenvolver, com apoio do UNFPA e da Fiocruz, uma estratégia de formação e qualificação de profissionais de saúde por meio da modalidade de Educação a Distância (EAD).
No entanto, essa cooperação entre o UNFPA e instituições brasileiras da área da saúde, em especial a Fiocruz, vem sendo construída ao longo de quase duas décadas e foi formalizada, em agosto de 2019, com a assinatura de um Memorando de Entendimento durante o Fórum Político de Alto Nível para o Desenvolvimento Sustentável, em Nova York. Sonia Bittencout lembrou que a parceria consolidou a convergência institucional entre as duas organizações, já evidenciada em experiências anteriores de cooperação técnica, como a resposta à epidemia de Zika no Brasil, e teve como foco estratégico a educação, a pesquisa e advocacy, alinhados aos compromissos da Agenda 2030.
Como desdobramento desse acordo, foi realizada, também em 2019, no Rio de Janeiro, uma reunião técnica com a participação da Fiocruz, UNFPA e instituições nacionais de saúde de países africanos, incluindo Angola. O encontro permitiu a identificação de desafios comuns e a definição da redução da mortalidade materna como prioridade para ações conjuntas, estruturadas em linhas estratégicas como formação e desenvolvimento de competências, vigilância e monitoramento, pesquisa e fortalecimento da participação comunitária — bases que sustentam o projeto firmado em Angola em 2026.
Ao aportar sua experiência formativa, a Fiocruz reafirma seu papel como instituição estratégica do Estado brasileiro na cooperação internacional em saúde, contribuindo para o fortalecimento dos sistemas de saúde e para a redução das desigualdades, em diálogo com parceiros internacionais e com foco na defesa da vida.
*com informações de UNFPA Angola e Brasil, ABC e Governo de Angola
** imagens: arquivo pessoal de Mariana Souza e UNFPA Angola
A canção que ilustra o Sextas de hoje, composta por Geraldo Azevedo em parceria com Fausto Nilo, é um poema musical que explora sentimentos de amor, saudade e a maneira como o tempo e as experiências emocionais transformam essas sensações. "Quando fevereiro chegar, saudade já não mata a gente” fala sobre a esperança de superação da saudade e dos sofrimentos lembrando do mês tradicionalmente associado ao carnaval.
Geraldo Azevedo é um cantor, violonista e compositor brasileiro nascido em Petrolina, Pernambuco, cuja carreira começou ainda jovem e se consolidou como uma das figuras centrais da música popular brasileira, especialmente no Nordeste. Desde a infância ganhou seu primeiro violão e, cedo, mergulhou em ritmos como frevo, forró, baião e bossa nova, misturando essas influências em composições marcantes.
Ao longo de décadas, Geraldo Azevedo construiu um grande repertório que inclui sucessos como “Dona da Minha Cabeça” e “Dia Branco” a partir da colaboração com muitos parceiros poéticos e musicais, como Fausto Nilo, e segue ativo em shows e gravações, valorizado tanto pela crítica quanto pelo público por sua habilidade como violonista e pela profundidade lírica de suas canções.
Estão abertas as inscrições para a 14ª edição do Ciclo Carlos Chagas de Palestras (CCCP-26), que acontecerá nos dias 9 e 10 de abril de 2026 com atividades virtuais e presenciais. No dia 9 de abril, as atividades serão virtuais com transmissão pelo canal do IOC no YouTube. No dia 10 de abril, as atividades serão presenciais no auditório Emmanuel Dias – Pavilhão Arthur Neiva, no campus da Fiocruz em Manguinhos (Rio de Janeiro), incluindo as apresentações de trabalhos e a tradicional atividade concomitante ao Centro de Estudos do IOC. Resumos serão recebidos até 8 de março e as inscrições podem ser feitas até 8 de abril pelo Campus Virtual Fiocruz.
Este evento objetiva criar oportunidade para discussão sobre os legados, descobertas contemporâneas e os desafios futuros da pesquisa científica em doença de Chagas, considerando o cenário científico no contexto nacional e internacional.
O CCCP-26 é organizado pelos pesquisadores do IOC/Fiocruz André Luiz Roque e Rubem Menna-Barreto. Neste ano, o evento 100+17 Anos da descoberta da doença de Chagas: O tempo não para terá como mote: “Benção, João de Chagas: vida e obra do Professor João Carlos Pinto Dias”. Além de homenagear esse ícone do estudo em doença de Chagas, o evento prevê palestras e mesas de discussões dentro da sua área de atuação, passando pelo seu legado em Bambuí e os avanços nas diferentes áreas de conhecimento onde atuou, sempre buscando trazer o que há de mais inovador para o combate à doença e melhoria de saúde da população.
Alunos podem participar como ouvintes e/ou enviando resumos, os quais serão avaliados para seleção de apresentação oral no auditório que leva o nome do pai do homenageado deste ano.
*Com informações do IOC/Fiocruz
A Fiocruz divulgou a lista das estudantes selecionadas para participar da Imersão no Verão, uma iniciativa que vai reunir 143 meninas em unidades da Fundação, no Rio de Janeiro. A Imersão será realizada entre os dias 9 e 11 de fevereiro e as alunas terão a oportunidade de vivenciar o cotidiano da ciência em laboratórios e grupos de pesquisa da instituição. As atividades acontecerão das 9h às 17h e integram as celebrações pelo Dia Internacional das Mulheres e Meninas na Ciência, data estabelecida pela ONU (11/2).
Acesse o documento com a lista final de selecionadas
A Imersão no Verão integra as ações do Programa Mulheres e Meninas na Ciência (PMMC) e é organizada pela Coordenação de Divulgação Científica (CDC), da Vice-Presidência de Educação, Informação e Comunicação. A iniciativa permitirá que as estudantes tenham a experiência direta com o ambiente científico, por meio de atividades práticas em laboratórios, grupos de pesquisa e espaços institucionais da Fundação.
A edição deste ano reafirma o compromisso da Fiocruz com a promoção da equidade de gênero na ciência, ampliando oportunidades de acesso e formação de futuras cientistas estimulando novas vocações e trajetórias na pesquisa e na saúde.
O Campus Virtual Fiocruz e o Instituto de Comunicação e Informação Científica e Tecnológica da Fiocruz (Icict) divulgam a lista de convocados para a entrevista de seleção e também a errata dessa lista para o curso de especialização em Dados e Sistemas de Informação para o Sistema Único de Saúde. As entrevistas acontecerão entre 4 e 10 de fevereiro. Vale ressaltar que os convocados receberão por e-mail as informações sobre a entrevista, com dia, hora e link de participação. A divulgação do resultado final com o nome dos aprovados na especialização está prevista para o dia 6 de março. Buscando a transparência do processo de seleção da especialização, a secretaria acadêmica do curso soltou também a lista de selecionados com os horários das inscrições. Confira!
Fique atento(a)! A coordenação do curso solicita especial atenção ao e-mail cadastrado, recomendando também a verificação da caixa de spam. Caso algum candidato selecionado não receba a mensagem, pedimos que entre em contato com a Secretaria Acadêmica do curso pelo e-mail: seca.icict@fiocruz.br
Acesse:
+Lista de convocados para a entrevista
+Errata da lista de convocados para a entrevista
+Lista de convocados com horário de inscrição
A especialização é oferecida no âmbito do Programa de Formação em Ciência de Dados e Informações em Saúde para o SUS, que é desenvolvido pela Fiocruz — sob a coordenação da Vice-Presidência de Educação, Informação e Comunicação (VPEIC), através do Campus Virtual — e o Ministério da Saúde, por meio do DataSUS/Seidigi/MS.
Ao todo, estão disponíveis 100 vagas, distribuídas regionalmente, considerando políticas de ações afirmativas. A especialização, realizada na modalidade a distância, tem 400 horas de carga horária, com início previsto para março de 2026 e certificação de pós-graduação lato sensu pela Fiocruz.
O curso tem como objetivo o desenvolvimento de competências e habilidades analíticas para uso da informação em saúde, com vistas ao aprimoramento das políticas públicas e da gestão em saúde. Ele aborda temas centrais como sistemas de informação em saúde, análise e interpretação de dados, indicadores, ciência de dados aplicada, saúde digital e gestão orientada por evidências, conectando teoria e prática para qualificar a tomada de decisão no SUS e ampliar sua capacidade de resposta às demandas da população.
Acesse aqui a lista de documentos que compõem essa chamada
*última atualização: 4/2, às 10h, com publicação da lista de selecionados com horário de inscrição
O II Seminário STEM na Saúde encerrou seu ciclo de diálogos, palestras e debates sobre a equidade de gênero nas áreas Stem (Ciência, Tecnologia, Engenharia e Matemática), ampliando a discussão e mostrou a contribuição dessas áreas para a Saúde Pública. O evento ocorreu em formato híbrido no campus Manguinhos, no Rio de Janeiro, e foi promovido pela Fiocruz.
A iniciativa integra o projeto STEM na Saúde: Mentoria para a Promoção da Equidade de Gênero na Ciência, Tecnologia e Inovação. A proposta fomenta a inclusão das mulheres nas áreas Stem, fortalecendo esses segmentos do conhecimento que são fundamentais para avanços como o desenvolvimento de vacinas e medicamentos, tecnologias diagnósticas, metodologias inovadoras em processos, respostas a emergências climáticas e sanitárias, entre tantos outros. A organização do evento esteve a cargo do da Coordenação de Divulgação Científica (CDC) da Vice-Presidência de Educação, Informação e Comunicação (Vpeic/Fiocruz).
As áreas Stem contemplam um campo amplo e as palestrantes trouxeram trajetórias e exemplos para ilustrar como esses saberes se articulam com diferentes frentes da Saúde Pública. A vice-presidente de Produção e Inovação em Saúde da Fiocruz, Priscila Ferraz Soares, doutora em Engenharia de Produção pelo Programa de Engenharia de Produção (Coppe/UFRJ), citou o seu lugar no campo da Stem ao abordar o uso da engenharia aplicada à saúde, a partir de sua experiência na Fiocruz. “A engenharia de produção nos traz ferramentas, instrumentos e metodologias para que possamos gerir e planejar esta instituição, que desenvolve diversas atividades finalísticas presentes no Brasil inteiro”, afirmou.
Priscila usou como exemplo a pandemia da Covid-19 como aplicação de Stem na saúde. “Na pandemia da Covid-19, nós precisamos coordenar atividades diferentes nas áreas de comunicação e informação, produção, diagnóstico na logística e distribuição dos insumos. Tivemos que planejar as operações de modo integrado, com priorização, diretrizes e integração de unidades em todo o Brasil”, lembrou Priscila.
Soluções e inovações para o SUS
O seminário abordou as várias facetas do Stem. A biomédica e gerente-executiva de Produção de Insumos para Diagnóstico Molecular, no Instituto de Biologia Molecular do Paraná (IBMP), Viviane Monteiro Góes, contou como se dá a aplicação do conhecimento em soluções para a população. “Todo esse conhecimento é aplicado no SUS por meio do desenvolvimento tecnológico de produtos que são entregues ao Ministério da Saúde e distribuídos para todas as unidades de saúde do país”, comentou. A pesquisadora lembrou de soluções como o desenvolvimento e a produção de testes para diagnósticos de zika, dengue, chikungunya e Covid-19, entre outras doenças, como resultantes desse conhecimento. Além disso, Viviane destacou a atuação direta do IBMP junto ao Ministério da Saúde no desenvolvimento do kit de HPV que fará o diagnóstico da doença por meio da metodologia de biologia molecular, tornando o processo mais rápido e preciso.
A coordenadora da célula de Inovação Aberta do Pólen - Laboratório de Inovação na Gestão Pública, da Escola Nacional de Saúde Pública (Ensp/Fiocruz), Isabela Gimenez, mostrou como sua formação em Biologia e na gestão da inovação contribui para o desenvolvimento da saúde pública por meio da utilização das metodologias ágeis, como o design thinking, por exemplo. “Esta é uma das ferramentas que impactam no SUS e nas políticas públicas. O Pólen tem programas de aceleração em vários eixos: linguagem e design simples, tecnologia da informação, gestão, programa de saúde e gamificação. Nós fornecemos capacitações que ajudam os profissionais do SUS a maturarem projetos que trazem resultados práticos para as unidades de saúde”, contou.
A geógrafa e pesquisadora Renata Gracie, membro da Coordenação do Observatório de Clima e Saúde e das Potencialidades Periféricas e atual vice-diretora do Instituto de Comunicação e Informação Científica e Tecnológica em Saúde (Icict/Fiocruz), compartilhou as experiências e os projetos do Laboratório de Informação e Saúde (LIS). “Coletamos, armazenamos e divulgamos informações em saúde, tanto para os gestores tomarem decisões mais acertadas para os diferentes territórios brasileiros, quanto para a população poder fazer incidência política junto aos gestores”, explicou.
Segundo Renata, o clima e as mudanças climáticas são objetos de estudo e produção de bases de análises do LIS pelo impacto que causam no SUS e na saúde pública. “Essas alterações aumentam a magnitude de algumas doenças, muitas vezes numa velocidade tão grande que a população não consegue ser atendida no tempo necessário. Quando percebemos a aproximação de um evento extremo, o Observatório de Clima e Saúde fornece um diagnóstico para que sejam tomadas decisões mais adequadas de atendimento da população”, ressaltou.