Portal Fiocruz

Home Portal Fiocruz
Voltar
Publicado em 28/04/2026

Farmanguinhos convida para Centro de Estudos sobre desenvolvimento e registro de medicamentos

Autor(a): 
Fabiano Gama

O Instituto de Tecnologia em Fármacos (Farmanguinhos/Fiocruz) retoma o Centro de Estudos com palestra voltada para o desenvolvimento e registro de medicamentos!

O assunto será abordado pela sócia-diretora da ÁgilReg Consultoria, Simone Hebert, que tratará informações sobre como garantir segurança, eficácia e integridade científica desses produtos.

O encontro acontecerá remotamente, nesta quarta-feira, 29/4, às 10h, com transmissão pelo canal oficial de Farmanguinhos no YouTube. Participe!

A emissão de certificado será realizada a partir do preenchimento da lista de presença repassada no chat, ao vivo, durante evento. Não é necessária a inscrição prévia.

Publicado em 27/04/2026

Curso discute relação entre arquitetura e saúde

Autor(a): 
Fabiano Gama

 Como os hospitais se transformaram ao longo do tempo? O Curso Livre 'Arquitetura e Saúde: O Hospital Ontem e Hoje', ofertado pela Casa de Oswaldo Cruz (COC/Fiocruz), propõe uma discussão sobre a arquitetura voltada à saúde, abordando as origens do hospital até os dias atuais e o papel desses espaços no cuidado, tratamento e recuperação dos pacientes. Ao longo dos encontros, serão discutidos textos e estudos de caso sobre a relação entre arquitetura e tratamento da doença, com exemplos de hospitais gerais, de isolamento e de campanha.

Inscreva-se já!

Este curso pretende trazer para a discussão, de forma introdutória e no âmbito da temática da arquitetura para a saúde, as especificidades sobre os hospitais, das suas origens aos dias de hoje. O hospital enquanto espaço de saúde, segundo Foucault, é uma conquista recente. Usado como acolhimento aos desvalidos, aos poucos a introdução da ciência fez do hospital um lugar de cura e assistência. O movimento de estruturação do hospital em espaço de cura o fez se especializar no tratamento de diversas doenças, tendo a arquitetura um importante papel como local de recebimento, tratamento e recuperação dos enfermos. Na modernidade e na contemporaneidade, o hospital se mostra cada vez mais necessário, vide as questões mais recentes de combate a Covid-19.

São disponibilizadas dez vagas. Podem participar arquitetos; engenheiros; historiadores; geógrafos e profissionais de saúde.

O curso será realizado de 12 de maio a 23 de junho de 2026, das 13h30 às 17h, com carga horária total de 32h, presencialmente na sala 304 do CDHS, no campus da Fiocruz em Manguinhos

Certificado: Para a obtenção do certificado, é necessário registrar presença em pelo menos 75% das atividades do curso.

As inscrições estão abertas até 30 de abril de 2026 pelo Campus Virtual Fiocruz.

Publicado em 27/04/2026

Campus Virtual Fiocruz lança nova oferta do curso Diabetes Mellitus no SUS

Autor(a): 
Fabiano Gama

O Diabetes Mellitus (DM), principalmente o tipo 2, representa um problema de saúde pública, sendo cada vez mais necessárias a identificação precoce e a oferta de assistência, além do acompanhamento adequado para as pessoas que vivem com diabetes. De acordo com a Sociedade Brasileira de Diabetes, mais de 13 milhões de pessoas vivem com a doença no Brasil, o que representa 7% da população nacional. Para promover a prevenção de complicações e o fortalecimento do autocuidado apoiado para pessoas com esse agravo, o Instituto de Tecnologia em Fármacos (Farmanguinhos) e o Campus Virtual Fiocruz lançam a segunda oferta do curso, online e gratuito, Diabetes Mellitus no SUS: Promoção, prevenção e o fortalecimento do autocuidado, que certificou mais de 20 mil alunos em sua primeira oferta.

Inscreva-se já!

Este curso tem foco não apenas nos profissionais de saúde, mas também em pessoas com diabetes, familiares e outros que lidam com pessoas que vivem com a comorbidade. O curso oferece estratégias preventivas e de promoção da saúde para auxiliar esse público a explorar temas essenciais nessa relação, desde a identificação precoce do Diabetes Mellitus (DM) até o estabelecimento de vínculos sólidos com as Unidades Básicas de Saúde, que são, atualmente, elementos imprescindíveis para o sucesso no controle desse agravo.

Segundo o Ministério da Saúde, o Diabetes Mellitus é uma doença crônica não transmissível (DCNT) causada pela produção insuficiente ou má absorção de insulina, hormônio que regula a glicose no sangue e garante energia para o organismo. Esse agravo pode causar o aumento da glicemia e as altas taxas podem levar a complicações no coração, nas artérias, nos olhos, nos rins, nos nervos e, em casos mais graves, à morte. A doença pode se apresentar de diversas formas e possui tipos diferentes: tipo 1, tipo 2, diabetes gestacional e pré-diabetes. Independente do tipo, com o aparecimento de qualquer sintoma, é fundamental que o paciente procure atendimento médico especializado para iniciar o tratamento.

Conheça a estrutura do curso Diabetes Mellitus no SUS: Promoção, prevenção e o fortalecimento do autocuidado e inscreva-se:

Módulo 1 - Panorama epidemiológico do diabetes

  • Aula 1 - Diabetes Mellitus: epidemiologia, fatores de risco e estratégias de prevenção
  • Aula 2 - Epidemiologia das comorbidades e complicações associadas ao Diabetes Mellitus

Módulo 2 - Tratamento do diabetes

  • Aula 1 - Tratamento não farmacológico do diabetes: dieta, exercício físico e educação para autocuidado
  • Aula 2 - Cirurgia Bariátrica
  • Aula 3 - Tratamento farmacológico do diabetes: classes terapêuticas disponíveis e suas características
  • Aula 4 - Tratamento farmacológico do diabetes: estratégias de uso e peculiaridades no manejo dos pacientes idosos

Módulo 3 - Organização da rede de atenção à saúde e prevenção das complicações do diabetes mellitus

  • Aula 1 - Redes de atenção à saúde, doenças crônicas e autocuidado
  • Aula 2 - Complicações cardiovasculares e estratégias de prevenção
  • Aula 3 - Complicações microvasculares e mistas e estratégias de prevenção

 

 

 

#ParaTodosVerem A imagem é formada por um desenho com fundo amarelado e uma forma arredondada no meio, onde está o nome do "CURSO: DIABETES MELLITUS NO SUS - PROMOÇÃO, PREVENÇÃO E O FORTALECIMENTO DO AUTOCUIDADO". Abaixo do nome, um botão com a palavra "INSCREVA-SE". Ao lado superior esquerdo, o desenho de um pássaro; ao lado superior direito, uma lua com estrelas em volta; ao lado inferior esquerdo, o desenho representando uma Unidade de Saúde da Família, com duas profissionais conversando com uma paciente; e ao lado inferior direito, o desenho de um cacto.

Publicado em 27/04/2026

Centro de Estudos extraordinário: confira a programação desta terça (28/4)

Autor(a): 
Jornalismo IOC/Fiocruz

O Centro de Estudos do Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz) realiza, no dia 28 de abril, às 11h, uma sessão extraordinária com a conferência de encerramento da XVIII Reunião Nacional de Pesquisa em Malária (RNPM).

A atividade contará com as apresentações de Cláudio Tadeu Daniel-Ribeiro, coordenador do Laboratório de Referência para Malária na Extra Amazônia junto ao Ministério da Saúde, que abordará ações neuroimunomodulatórias associadas a mudanças cognitivo-comportamentais na malária não grave humana e experimental, e de Marcus Lacerda, diretor do Programa Especial para Pesquisa e Treinamento em Doenças Tropicais (TDR) da Organização Mundial da Saúde, que discutirá o percurso da ciência básica aos ensaios clínicos e à ciência da implementação.

A mediação será realizada por Pedro Tauil, professor emérito da Universidade de Brasília, e por Mauro Tada, diretor do Instituto de Pesquisa em Patologias Tropicais (Ipepatro).

O Centro de Estudos do IOC é um espaço permanente de discussão científica, reunindo especialistas de diferentes áreas para debater temas relevantes para a pesquisa, a saúde pública e o desenvolvimento científico.

O evento será transmitido pelo canal do IOC no YouTube. Assista ao vivo no canal do IOC no Youtube.

 

Permitida a reprodução sem fins lucrativos do texto desde que citada a fonte (Comunicação / Instituto Oswaldo Cruz)

Publicado em 20/04/2026

Inscrições abertas para mestrado profissional em Educação Profissional em Saúde

Autor(a): 
EPSJV/Fiocruz

O Programa de Pós-Graduação em Educação Profissional em Saúde da Escola Politécnica em Saúde Joaquim Venâncio (PPGEPS/EPSJV/Fiocruz) disponibiliza a Chamada Pública para seleção de discentes para o Mestrado Profissional em Educação Profissional em Saúde - Turma 2026. Acesse o edital e o link para inscrição no Campus Virtual Fiocruz.

Inscreva-se já!

O Curso se destina a professores(as) e outros(as) profissionais graduados(as) que atuam ou se interessam por Educação Profissional em Saúde.

Nesta seleção, serão oferecidas até 20 vagas para as duas linhas de pesquisa do Programa:

L1: Políticas Públicas, Planejamento e Gestão do Trabalho, da Educação e da Saúde.

L2: Concepções e Práticas na Formação dos Trabalhadores de Saúde.

A seleção será efetuada em três etapas:

Etapa 1: Prova escrita, discursiva, de caráter eliminatório, constando de três questões que versarão sobre temas relacionados com a problemática da Educação Profissional em Saúde, sendo uma geral, obrigatória, e duas específicas, entre as quais o(a) candidato(a) deverá escolher apenas uma para responder. A prova escrita visará identificar o grau de conhecimento dos(as) candidatos(as) sobre os principais temas estruturantes do curso, bem como avaliar a capacidade de leitura, interpretação e expressão escrita do(a) candidato(a). A prova escrita será avaliada sem a identificação do(a) candidato(a), por, pelo menos, 2 (dois/duas) examinadores(as).

Etapa 2: Análise do projeto de pesquisa, de caráter eliminatório e classificatório. Nesta etapa, serão avaliadas a adequação do projeto às linhas de pesquisa do Programa, a consistência e a viabilidade do mesmo. Os projetos que não estiverem de acordo com a temática do Programa serão desclassificados, ocasionando a eliminação do(a) candidato(a) do certame.

Etapa 3: Entrevista, de caráter classificatório, com base no curriculum vitae e no projeto de pesquisa. Esta etapa tem como objetivo identificar as motivações e as condições do(a) candidato(a) para a realização do curso, bem como sua capacidade de dialogar sobre o projeto proposto.

+Acesse aqui o edital e o link para inscrição!

Período de Inscrições: 20/4 a 3/5

Site do Programa: https://www.posgraduacao.epsjv.fiocruz.br/ 

Informações sobre o Processo Seletivo: psmestrado.epsjv@fiocruz.br

Publicado em 20/04/2026

Inscrições abertas para evento internacional sobre gestão de arquivos digitais

Autor(a): 
COC/Fiocruz

Estão abertas no Campus Virtual Fiocruz, até o dia 22 de abril, as inscrições para o 5º Congresso Internacional de Arquivos Digitais, que ocorrerá em conjunto com o 3º Seminário Internacional de Patrimônio Digital, uma realização da Casa de Oswaldo Cruz, Vice-Presidência de Educação, Informação e Comunicação da Fiocruz e o Instituto de Investigações Biblioteconômicas e da Informação (IIBI) da Universidade Nacional Autônoma do México (Unam).

Os eventos, que integram a Cátedra Oswaldo Cruz, acontecerão nos dias 6, 7 e 8 de maio, no Centro de Documentação e História da Saúde (CDHS), campus da Fiocruz, em Manguinhos.

Com o tema Transparência, credibilidade e confiança na governança da informação e dos dados em arquivos digitais, a iniciativa visa analisar os problemas associados à gestão de grandes volumes de informações, dados e documentos; determinar práticas para a transparência e proteção de dados pessoais em arquivos e ambientes digitais que preservam um grande volume de dados; e traçar estratégias para definir princípios arquivísticos que assegurem a credibilidade e a confiança na governança de coleções digitais.

A programação inclui palestras de pesquisadores renomados na área, do Brasil e do exterior, como Basma Makhlouf Shabou, professora e coordenadora do programa de mestrado em Ciências da Informação da Universidade de Ciências Aplicadas e Artes da Suíça Ocidental (HES-SO) e especialista em arquivística computacional, avaliação automatizada, preservação digital e métricas e medição de governança da informação; Perla Olivia Rodríguez Reséndiz, diretora do Instituto de Pesquisas Biblioteconômicas e da Informação (IIBI) da Unam, fundadora e coordenadora da Rede Ibero-Americana de Preservação Digital de Arquivos Sonoros e Audiovisuais; e Natália Marinho do Nascimento, professora do curso de Arquivologia e do Programa de Pós-Graduação em Ciência da Informação da Universidade Estadual Paulista (Unesp), campus de Marília, e presidente da Comissão Permanente de Preservação Digital da Unesp.

Nos três dias de programação, haverá também apresentação de trabalhos de pesquisadores e profissionais brasileiros e estrangeiros e uma mesa-redonda, na manhã do dia 7 de maio, com o tema “Preservação e acesso digital em instituições brasileiras. O tema será discutido por Gabriela Ayres Ferreira Terrada (Fundação Biblioteca Nacional); Raquel Dias Silva Reis (Arquivo Nacional); e Dalton Martins (Instituto Brasileiro de Museus). A mediação será feita por Marcos José de Araújo Pinheiro, diretor da Casa de Oswaldo Cruz.

Os debates abordarão temas como autenticidade e integridade como valores essenciais dos arquivos e ambientes digitais; desinformação e uso indevido da informação nos arquivos e ambientes digitais; confiança diante dos algoritmos inteligentes e da inteligência artificial; e difusão cultural de coleções digitais.

Publicado em 17/04/2026

Na tríplice fronteira, Fiocruz interioriza mestrado e fortalece saúde indígena

Autor(a): 
Isabela Schincariol*

Às vésperas do Dia dos Povos Indígenas, uma experiência inédita na Amazônia brasileira lança luz sobre um dos principais desafios da educação no país: transformar acesso em permanência e formação qualificada. Pela primeira vez, a Fiocruz ofertou uma turma de mestrado em Saúde Coletiva exclusiva para indígenas do Alto Solimões, sediada em Tabatinga, na tríplice fronteira entre Brasil, Colômbia e Peru, região estratégica do ponto de vista geopolítico e sanitário. A iniciativa, conduzida pelo Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia), foi composta por 15 alunos de quatro municípios do Alto Solimões, pertencentes às etnias Marubo, Tikuna, Kokama e Kaixana. O processo seletivo, também inovador, rompeu com critérios exclusivamente acadêmicos e incorporou trajetórias de vida, vínculos comunitários e atuação em movimentos indígenas para formar a turma especial estendida do Programa de Pós-Graduação em Condições de Vida e Situações de Saúde na Amazônia, coordenada pela pesquisadora sênior da Fiocruz Amazônia, a médica sanitarista Luiza Garnelo.

A turma estendida surgiu a partir de uma análise da realidade brasileira, que indicou que cotas e incentivos para indígenas não eram suficientes, evidenciando a necessidade de descentralizar o curso e ancorá-lo no território. Para Luiza, o resultado desse movimento é uma turma multidisciplinar, composta por profissionais com formações que vão desde a enfermagem até a antropologia, sempre direcionados à saúde coletiva com foco no território.

Ofertado em regime modular e presencial em Tabatinga, no Amazonas, o curso manteve o rigor do Programa de Pós-Graduação em Condições de Vida e Situações de Saúde na Amazônia (PPGVIDA), mas adaptou conteúdos e metodologias para incluir a saúde indígena como eixo estruturante. Também foram incorporados apoios pedagógicos específicos, como acompanhamento em língua portuguesa e matemática, além de capacitação para uso de bases de dados e ferramentas acadêmicas. “Não se tratou de flexibilizar a qualidade, mas de criar condições reais para que esses estudantes se apropriassem do ambiente acadêmico”, explicou a coordenadora da turma.

Iniciada em 2023, a primeira turma de mestrado fora da sede do ILMD/Fiocruz Amazônia é também um marco da interiorização das ações afirmativas da pós-graduação da Fiocruz, que se tornou possível a partir de parcerias e do apoio fundamental das vice-presidências de Educação, Informação e Comunicação (VPEIC/Fiocruz) e de Ambiente, Atenção e Promoção da Saúde (VPAAPS/Fiocruz), do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), da Universidade do Estado do Amazonas (UEA), da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam) e da Secretaria de Saúde Indígena do Ministério da Saúde (Sesai/MS). O PPGVIDA é coordenado pela pesquisadora Ani Matsuura, e a turma especial estendida está sob a responsabilidade de Luiza Garnelo.   

A vice-presidente adjunta de Educação, Informação e Comunicação da Fiocruz, Eduarda Cesse, destacou o processo de negociação e adaptação junto à Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) para a realização desta turma, afirmando que a instituição tem expertise em políticas inclusivas e está em constante aprendizado neste sentido. "A realização da turma especial elevou o PPGVIDA a uma categoria diferenciada, saindo dos padrões, o que tornou possível fortalecer práticas primordiais à Fundação. Isso é política inclusiva e isso a Fiocruz sabe fazer!", apontou ela, orgulhosa da turma especial.

Permanência, apoio e transformação social

Os resultados já começaram a aparecer. Com defesas previstas até junho de 2026, a maioria dos estudantes já concluiu ou está finalizando seus trabalhos. Paralelamente a isso, observa-se um aumento da empregabilidade dos egressos, muitos dos quais passaram a atuar em suas áreas de formação ou como sanitaristas, ampliando a capacidade técnica nos próprios territórios.

Temas como logística em distritos sanitários indígenas, alimentação tradicional em escolas e itinerários terapêuticos no Vale do Javari evidenciam uma produção científica diretamente conectada às vivências dos próprios territórios. “Os projetos foram construídos de forma negociada, buscando responder a problemas concretos das comunidades de origem dos estudantes, refletindo o compromisso dessa iniciativa”, destacou Luiza, afirmando que tal abordagem dialoga ainda com outras frentes da Fiocruz voltadas à saúde indígena, que articulam pesquisa, formação e políticas públicas. 

"Ao não ocuparem uma posição de minoria étnica, os estudantes relataram maior conforto emocional, potencializando as relações de solidariedade e aprendizado interpares, o que amenizou o estresse que habitualmente incide sobre os estudantes de pós-graduação", contou Luiza, destacando ainda que a infraestrutura também foi decisiva: bolsas de estudo, equipamentos e acesso à internet, além de suporte institucional contínuo.

Vivências e aprendizados para o futuro das ações afirmativas

A realização desta turma estendida de mestrado trouxe importantes aprendizados, experiências e evidenciou desafios estruturais, entre eles, a necessidade de financiamento adicional, maior tempo para maturação das pesquisas — especialmente aquelas realizadas em áreas remotas — e estratégias de devolutiva dos resultados às comunidades. “Formar mestres indígenas implica reconhecer tempos, modos de produzir conhecimento e compromissos que vão além da academia”, afirmou a coordenadora do curso. 

Mais do que uma experiência localizada, a turma de Tabatinga fomenta o debate institucional sobre ações afirmativas. Ao articular acesso, permanência e pertinência social da formação, a iniciativa aponta caminhos para uma política mais robusta e efetiva, que esteja alinhada às demandas dos povos indígenas e aos desafios do Sistema Único de Saúde (SUS) em territórios historicamente invisibilizados.

Cabe destacar que essa experiência caminha em articulação com pesquisas sobre a política de ações afirmativas no ensino superior (graduação e pós-graduação), cujos resultados estão sendo analisados e serão, em breve, objeto de publicação de artigos e livros. 

*Com informações de ILMD/Fiocruz Amazônia

Publicado em 17/04/2026

Sextas de Poesia reverencia o Dia Nacional da Mulher Sambista

Autor(a): 
Ana Furniel

O Sextas de Poesia de hoje reverencia o Dia Nacional da Mulher Sambista, comemorado em 13 de abril, com a canção 'Clementina de Jesus', uma composição de Gisa Nogueira consagrada na voz de Beth Carvalho em 1973. A música ressalta a cantora brasileira como uma mulher de fé e samba e que traz a força da preservação da cultura afro-brasileira. "Obra e graça da raça e da cor".

Clementina de Jesus trabalhou como doméstica e lavadeira por mais de 20 anos, até ser vista cantando, na Taberna da Glória, no Rio de Janeiro, pelo compositor Hermínio Bello de Carvalho – em 1963, já com 62 anos – que a levou para participar do projeto de grande sucesso O Menestrel.

Gisa Nogueira, apelido de Adalgisa Maria Nogueira Machado, é cantora e compositora e faz parte de uma família musical. Ela é irmã e parceira do cantor e compositor João Nogueira, mãe do cantor Didu Nogueira e tia de Diogo Nogueira. Apesar da vida artística não ter sido sua principal atividade, Gisa tem vasta trajetória no mundo da música, com inúmeras composições e gravações desde os anos 1970. 

O Dia Nacional da Mulher Sambista foi instituido em 2024, pela Lei 14.834/2024, e reconhece a luta, a resistência e a contribuição fundamental das mulheres no samba brasileiro. A data escolhida celebra o nascimento de Dona Ivone Lara.

*Com informações de Nova Brasil e o Instituto Memória Musical Brasileira (IMMuB).

Publicado em 22/04/2026

Ciclo de Palestras debate metodologias e políticas de segurança na gestão de riscos do patrimônio cultural

Autor(a): 
COC/Fiocruz

A próxima edição do Ciclo de Palestras Preservação do Patrimônio: Gestão de Riscos, promovido pela Casa de Oswaldo Cruz (COC/Fiocruz), será realizada no dia 24 de abril, com o tema “Gestão de Riscos: metodologias e políticas de segurança”. O encontro discutirá o assunto com os convidados Tiago Silva, do Arquivo Nacional, e Willi de Barros Gonçalves, da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). A mediação será de Elisabete Edelvita Chaves (COC/Fiocruz). 

A atividade será realizada às 10h, em modalidade exclusivamente online, com transmissão pelo canal da Casa no YouTube. A palestra contará com intérprete de Libras, garantindo acessibilidade ao público. Os interessados em receber certificado devem se inscrever previamente no Campus Virtual Fiocruz até 23 de abril e registrar presença na atividade.

Inscreva-se aqui!

Na ocasião, Tiago Silva apresentará uma introdução à metodologia de gerenciamento de riscos aplicada a bens culturais, abordando conceitos, etapas e fundamentos. A exposição destacará a interface com a educação patrimonial, apontando caminhos para traduzir o tema a diferentes públicos e incorporá-lo a ações formativas. Também serão indicadas possibilidades de aproximação entre diagnósticos, medidas preventivas e práticas educativas de sensibilização. 

Já Willi de Barros Gonçalves discutirá a gestão de riscos como ferramenta estratégica para evitar a perda de valor do patrimônio cultural. A apresentação enfatizará o diagnóstico como etapa essencial do planejamento estratégico, além do uso de instrumentos estruturados de análise e a apresentação de um estudo de caso. 

O Ciclo de Palestras Preservação do Patrimônio: Gestão de Riscos é uma iniciativa do Serviço de Educação Patrimonial do Departamento de Patrimônio Histórico da Casa de Oswaldo Cruz e reúne especialistas de diferentes áreas para discutir conceitos, metodologias e experiências relacionadas à proteção dos bens culturais frente a riscos, emergências e desafios contemporâneos. Ao longo de 2026, serão abordados temas como políticas de segurança, preparação para desastres, incêndios, ilícitos contra o patrimônio, mudanças climáticas e riscos ambientais, fortalecendo a atuação de profissionais, estudantes e instituições na preservação do patrimônio cultural. A próxima palestra do ciclo está prevista para o dia 15 de maio de 2026.

Publicado em 20/04/2026

Ciclo de Debates do Nethis discute proteção de dados em saúde

Autor(a): 
Fiocruz Brasília

O uso intensivo de dados no Sistema Único de Saúde (SUS) será tema do segundo seminário do 34º Ciclo de Debates do Núcleo de Estudos sobre Bioética e Diplomacia em Saúde (Nethis) da Fiocruz Brasília. O evento será realizado no dia 23 de abril, das 14h às 16h, com transmissão online pelo canal da Fiocruz Brasília no YouTube. A Escola de Governo Fiocruz Brasília emitirá certificado para os participantes inscritos que acompanharem a atividade. Faça sua inscrição no Campus Virtual Fiocruz.

Impulsionado pela digitalização de prontuários, pela integração de sistemas e pela consolidação da Rede Nacional de Dados em Saúde (RNDS), o avanço no uso de informações em saúde tem evidenciado desafios estruturais e regulatórios para a proteção desses dados no país.

Embora o Brasil conte com a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), a aplicação da norma no campo da saúde envolve especificidades que serão discutidas a partir de experiências institucionais. Entre os pontos em debate estão a necessidade de governança e transparência no uso e compartilhamento de dados no SUS.

Outro tema do seminário é a monetização de dados em saúde, entendida como o uso econômico dessas informações por meio de análise, compartilhamento ou eventual exploração comercial. A questão envolve implicações éticas, regulatórias e para a garantia de direitos no contexto do sistema público.

Participam do encontro:

– Renata Rothbarth, pesquisadora do Centro de Pesquisas em Direito Sanitário (Cepedisa) da Universidade de São Paulo (USP);

–  Rodrigo Murtinho, pesquisador do Instituto de Comunicação e Informação Científica e Tecnológica em Saúde (Icict) da Fiocruz.

Moderação:

– Fernando Aith, diretor-geral do Cepedisa/USP.

O 34º Ciclo de Debates integra a programação do Observatório de Desenvolvimento e Desigualdades em Saúde e Inteligência Artificial (Odisseia), projeto interinstitucional do Nethis realizado em parceria com o Cepedisa/USP, com apoio da Secretaria de Informação e Saúde Digital (Seidigi) do Ministério da Saúde.

Participe!

Mais informações: (61) 3329-4661 | nethis@fiocruz.br

Páginas

Subscrever RSS - Portal Fiocruz