A Presidência da Fiocruz, por intermédio da Vice-Presidência de Educação, Informação e Comunicação (VPEIC), divulga nesta sexta-feira, 1º de setembro, o resultado preliminar da segunda chamada 2023 do Auxílio à Permanência do Estudante na Pós-Graduação (APE-PG). A iniciativa visa promover a permanência de estudantes de baixa renda da Fiocruz, em situação de vulnerabilidade social, ligados aos programas de mestrado e doutorado acadêmicos da instituição, favorecendo a continuidade de seus estudos e desempenho acadêmico, e, assim, contribuir para a redução das desigualdades na educação de pós-graduação e na ciência em nosso país. Confira aqui o resultado preliminar das inscrições validadas!
+Acesse aqui a segunda chamada 2023 do Auxílio à Permanência do Estudante na Pós-Graduação (APE-PG)
O estudante que desejar interpor recurso deverá enviar e-mail para cad@fiocruz.br, conforme o cronograma disponível na Chamada, até 4 de setembro.
Ao todo, poderão ser atendidos até 50 estudantes regularmente matriculados em programas Stricto sensu da Fiocruz e que atendam aos critérios de elegibilidade descritos no Artigo 4 da Chamada.
O APE-PG destina-se a estudantes com matrícula ativa na Fiocruz, dedicação exclusiva a cursos de pós-graduação, com renda familiar per capita mensal inferior ou igual a 2,0 (dois) salários mínimos, e inscritos no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico); ou ainda se forem membros de família de baixa renda, também nos termos do mesmo Decreto, em condição de vulnerabilidade social que prejudique o desenvolvimento das atividades acadêmicas do curso da Fiocruz em que está matriculado, mediante autodeclaração.
O recebimento do Auxílio acontecerá por até 12 (doze) meses consecutivos, enquanto o estudante estiver em situação de matrícula ativa e dentro dos prazos regimentais de conclusão do curso em questão, com duração máxima equivalente ao período do curso (até o 24º mês no mestrado e até o 48º mês no doutorado), e desde que mantidas ao longo de todo o período as condições de elegibilidade ao recebimento do auxílio. Além disso, a qualquer momento, caso o aluno supere a situação de vulnerabilidade que o levou ao recebimento do auxílio ou passe a exercer atividade remunerada, ele deverá solicitar à coordenação do Programa, em sua unidade, a suspensão do benefício.
O Sextas de Poesia homenageia Paulo Leminski, aniversariante da semana. O poema escolhido, Já disse, denuncia a fugacidade do tempo. Em apenas nove versos, Leminski resume o seu projeto poético (falar de si, falar de nós e falar do mundo) e o seu fôlego para a escrita (eu já disse muito). E, ao mesmo tempo, transparece uma espécie de saudosismo com aquilo que viveu. Se vivo, o crítico literário, tradutor, escritor, poeta, jornalista e músico, completaria 79 anos em 24 de agosto.
Leminski foi um dos mais expressivos poetas de sua geração. Em 1995, ganhou o Prêmio Jabuti de Poesia com o livro Metamorfose, que trazia uma construção marcante, pois inventou um jeito próprio de escrever, com trocadilhos, brincadeiras com ditados populares e influência do haicai. Leminsky, que foi influenciado pelos irmãos Augusto e Haroldo de Campos, deixou uma obra vasta que, passados 34 anos de sua morte, continua exercendo forte influência nas novas gerações de poetas brasileiros.
#ParaTodosverem, banner com uma foto do lado esquerdo, a foto é de um homem branco com cabelos e bigode escuros, usando um óculos de aviador, ele segura uma flor que está desfocada enquanto a assopra. No lado direito do banner está o poema de Paulo Leminski, "Já disse":
Já disse de nós.
Já disse de mim.
Já disse do mundo.
Já disse agora,
eu que já disse nunca. Todo
mundo sabe,
eu já disse muito.
Tenho a impressão
que já disse tudo.
E tudo foi tão de repente...
Esta semana faz 36 anos que Drummond encantou-se, como diz Guimarães Rosa. A trajetória pessoal e literária de Carlos Drummond de Andrade (1902-1987) merece ser ainda muito iluminada. Um dos maiores nomes da poesia brasileira de todos os tempos, Drummond levou uma existência aparentemente modesta e avessa aos holofotes, enquanto burilava uma obra vasta e vigorosa. Vivendo no Rio de Janeiro entre 1934 e 1987, o mineiro atravessaria boa parte do século XX produzindo poesia, crônicas para os jornais e marcando, sobretudo com sua obra, todas as gerações posteriores da literatura produzida no Brasil.
A produção poética Drummond tem como um dos seus focos principais a reflexão sobre a passagem do tempo, a memória e a saudade. O poema escolhido para homenagear o grande poeta neste Sextas de Poesia é “Ausência”, que fala da diferença entre a ausência e a falta. Assim como seu poema, Drummond nunca será falta, mas seu oposto: uma presença constante. Viva Drummond!
*Com informações da bibliogragia oficial de Carlos Drummond de Andrade.
Banner com a foto de uma praia de fundo, na foto está o mar, céu azul e uma mulher negra de vestido rosa no primeiro plano. No banner está escrito o poema de Carlos Drummond de Andrade, o tema é Ausência.
Por muito tempo achei
que a ausência é falta.
E lastimava, ignorante,
a falta.
Hoje não a lastimo.
Não há falta na
ausência.
A ausência é um estar
em mim.
E sinto-a, branca, tão
pegada, aconchegada
nos meus braços,
que rio e danço e
invento exclamações
alegres,
porque a ausência, essa
ausência assimilada,
ninguém a rouba mais
de mim.
O Sextas de Poesia desta semana traz um poema do segundo livro que será publicado por Debora Reis, que é pedagoga e trabalha na Universidade de Santa Teresinha. "O que não foi dito - e a poesia ainda é protesto" reúne poesias sobre a condição do ser humano e, sobretudo, da mulher, na vida cotidiana de um mundo ferido pelo seu aspecto mais brutal: a perda da humanização nas relações objetivas e intersubjetivas. Essa desumanização é algo visto dentro das poesias de maneira ampla, porém, sobretudo no discurso. É a palavra que reivindica tanto a crítica sobre um mundo cruel, individualista, patriarcal tanto quanto é o lugar da resistência. O que não foi dito é a palavra engasgada, que se coloca na ponta da língua, mas morre na matéria por ser interditada, suprimida. No livro, assim, há a liberdade do rompimento do medo de dizer, e por isso, é um protesto.
A obra está sendo construída ainda, a partir da reinvenção da própria autora, que anda se autorizando falar após a histeria, reivindicada no primeiro livro "Histérica – poesias de quem sobreviveu mulher", que estabelece um marco temporal não só sobre sua história inicial como poeta, mas também sobre sua trajetória como mulher e fases que marcaram a sua vida, indo dos relacionamentos amorosos aos casamentos, divórcio e maternidade.
Pode-se dizer que o livro se trata de uma continuação da sua primeira obra, entretanto, a solidez das poesias se apresenta demarcando uma nova fase da poeta.
O Sextas de Poesia desta semana homenageia o aniversário de Caetano Veloso. Nascido em sete de agosto de 1942, em Santo Amaro da Purificação, o baiano Caetano Veloso faz, em 2023, 81 anos. É cantor, compositor, escritor e poeta de um pensamento múltiplo que se completa e se realiza nas próprias canções.
Na composição escolhida para ilustrar o Sextas de Poesia desta semana, "Nu com a minha música", surge o tema da solidão do cancionista: os bastidores das angústias que antecedem e dão motor às canções. "Às vezes é solitário viver", diz o sujeito, para depois concluir: "Eu que existindo tudo comigo, depende só de mim / Vaca, manacá, nuvem, saudade / Cana, café, capim / Coragem grande é poder dizer sim".
A única saída possível é a canção, a arte. De onde o sujeito pode se inclinar para o lado do sim à vida. "Sempre só e a vida vai seguindo assim".
Caetano Veloso faz do som do seu estribilho, os traços e memórias de nossas vidas.
#ParaTodosVerem Banner com uma imagem preta e branca no topo, a foto é de Caetano Veloso jovem, com cabelos cacheados encostado na porta, o seu rosto está de perfil e com o peito nu. Abaixo um trecho da composição dele "Nu com a minha música"
...Nu com a minha música, afora isso somente amor
Vislumbro certas coisas de onde estou...
Deixo fluir tranquilo
Naquilo tudo que não tem fim
Eu que existindo tudo comigo, depende só de mim
Vaca, manacá, nuvem, saudade
Cana, café, capim
Coragem grande é poder dizer sim
A chamada interna de apoio às atividades, lançada pela Fiocruz com vistas a fomentar a participação de unidades técnico-científicas e escritórios regionais em ações e atividades de divulgação e popularização da ciência durante a 20ª Semana Nacional de Ciência e Tecnologia 2023, divulga nesta quarta-feira, 2 de agosto, o seu resultado preliminar. Ao todo, seis unidades foram contempladas. A iniciativa é organizada pela Presidência da Fundação Oswaldo Cruz, por intermédio da Vice-Presidência de Educação, Informação e Comunicação (VPEIC). Acesse aqui o resultado preliminar.
O resultado preliminar traz um total de seis unidade regionais ou escritórios contemplados:
Fiocruz Ceará
Fiocruz Piauí
Instituto Carlos Chagas – Fiocruz Paraná
Instituto Gonçalo Moniz – Fiocruz Bahia
Instituto Leônidas & Maria Deane – Fiocruz Amazônia
Instituto René Rachou – Fiocruz Minas
A ideia desta chamada foi estimular a participação das unidades e escritórios da Fiocruz localizados fora do Estado do Rio de Janeiro com projetos desenvolvidos por iniciativa própria ou de forma integrada a outras iniciativas em seus estados e/ou municípios. Tais iniciativas devem ser abertas à população em geral e dirigidas ao público não especializado, podendo ocorrer de forma presencial ou remota. Além disso, as atividades podem, excepcionalmente, acontecer – a critério da Comissão Avaliadora – fora do período oficial da 20ª SNCT. Para tanto, torna-se indispensável a apresentação de justificativa contendo as datas ou os períodos escolhidos.
A 20ª Semana Nacional de Ciência e Tecnologia acontecerá entre os dias 14 e 20 de outubro de 2023, com o tema Ciências Básicas para o Desenvolvimento Sustentável.
O Sextas de Poesia desta semana faz sua homenagem aos escritores, que tem o Dia Nacional comemorado em 25/7. O texto escolhido faz parte do livro "Linhas Tortas", de Graciliano Ramos, em que compara a escrita com o trabalho das lavadeiras, como pano esticado no varal: “A palavra não foi feita para enfeitar, brilhar como ouro falso; a palavra foi feita para dizer”. Um ofício que tem na construção do sentido eternizar palavras, sentimentos e olhares de poetas, escritores, compositores, músicos, artistas da vida e da literatura. A tela que enfeita esta edição do nosso Sextas é de Heitor dos Prazeres, mestre das palavras, das belas canções que escrevia em forma de pintura. Viva a palavra escrita e cantada.
Segundo a Secretaria Especial da Cultura, o Dia do Escritor é comemorado anualmente, no Brasil, no dia 25 de julho. A data foi instituída em 1960 por João Peregrino Júnior, então presidente da União Brasileira de Escritores (UBE), a partir da realização do I Festival do Escritor Brasileiro. O Ministro da Educação da época, Pedro Paulo Penido, oficializou a data por meio de uma portaria publicada dois dias antes do dia escolhido. A partir de então, o dia passou a ser comemorado no dia 25 do mês de julho.
#ParaTodosVerem Banner com uma pintura no topo, a pintura mostra duas mulheres negras com panos brancos na cabeça, a que está em primeiro plano veste um vestido azul e a outra em segundo plano um vestido vermelho, elas estão estendendo roupas no varal. No cenário tem uma casa e um poço. Abaixo da pintura, o poema de Graciliano Ramos:
Quem escreve deve ter todo o cuidado para a coisa não sair molhada.
Da página que foi escrita não deve pingar nenhuma palavra, a não ser as desnecessárias.
É como pano lavado que se estira no varal.
A 2ª Chamada de seleção interna para realização do teste de proficiência em língua inglesa TOEFL® ITP, disponível para alunos matriculados em cursos de doutorado dos Programas de Pós-Graduação da Fundação Oswaldo Cruz, está nos últimos. A Vice-Presidência de Educação, Informação e Comunicação (VPEIC), por meio da Coordenação Geral de Educação (CGE) da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), no âmbito da Política de Internacionalização do Ensino, informa que as inscrições estão disponíveis até 31 de julho.
A iniciativa oferecerá 30 testes de conhecimento no âmbito da Política de Internacionalização do Ensino. Os testes serão aplicados remotamente pela empresa Mastertest.
O teste TOEFL® ITP visa avaliar a proficiência de falantes não nativos da língua inglesa. O resultado do exame é válido por dois anos, contados da data de certificação.
A chamada é direcionada a alunos matriculados em Programas de Pós-graduação vinculados à Fiocruz, com informações atualizadas no SIGA. O candidato deverá atender os seguintes requisitos:
Os alunos devem se inscrever através do formulário eletrônico, com uso do email institucional do aluno, do orientador, da Secretaria Acadêmica ou da Coordenação do PPG, anexando todos os documentos em PDF obrigatórios da candidatura, até 31 de julho.
As dúvidas e solicitações de informação devem ser encaminhadas para o endereço eletrônico edu.internacional@fiocruz.br. O assunto deve ser: Dúvidas 2ª Chamada TOEFL® 2023.
Nosso escritor e poeta homenageado desta semana é o moçambicano Mia Couto, aniversariante, nascido em 5 de julho de 1955, na cidade de Beira. Com o poema "Idade", ele nos convida a sentir o tempo, e sua imensidão: "a idade que tenho só se mede por infinitos".
Mia Couto mostra sempre uma narrativa emotiva e afetuosa para resgatar a luta, a resistência e a construção de novas vidas, humanizadas. Dentre os muitos prêmios literários com os quais foi contemplado, está o Prêmio Neustadt, em 2014, tido como o Nobel Americano, e o Prêmio Camões, que venceu em 2013. Neste ano, o poeta também foi homenageado com a criação do Prêmio Literário Mia Couto, pela Cornelder de Moçambique e a Associação Kulemba. A iniciativa, que está em sua primeira edição, pretende estimular a produção literária de qualidade em Moçambique, distinguindo as melhores obras publicadas anualmente no país.
#ParaTodosVerem Foto de uma criança negra sorrindo, ela segura o desenho de uma câmera laranja posicionado sobre os seus olhos. No lado esquerdo da foto o poema “Idade” de Mia Couto
Com mais de cinco décadas de atuação nas áreas da educação e da gestão de recursos humanos em saúde, sendo uma referência na pós-graduação brasileira, Tânia Celeste Matos Nunes recebeu, da Universidade Federal do Piauí, a Medalha do Mérito em Saúde, promovida pelo Centro de Ciências da Saúde (CCS). A homenagem aconteceu em junho de 2023, em Teresina, Piauí, no âmbito da celebração pelos 40 anos da primeira turma do curso de especialização em Saúde Pública, oferecido pela UFPI em parceria com a Fiocruz, cujo processo de descentralização da formação de profissionais em saúde pública teve Tânia como uma de suas coordenadoras e principais articuladoras. A solenidade foi conduzida pelo reitor e vice-reitor da UFPI, Gildásio Guedes e Viriato Campelo, respectivamente; e pela proponente da homenagem, professora Zulmira Lúcia Oliveira Monte, também da UFPI.
+Saiba mais: UFPI entrega Medalha do Mérito em Saúde à pesquisadora da Fiocruz, Tânia Celeste
Durante a homenagem, Gildásio Guedes destacou a importância de valorizar os pesquisadores que atuam na construção de conhecimento e na formação de profissionais de excelência. Já o vice-reitor, Viriato Campelo, que foi também aluno dessa primeira turma do curso de especialização em Saúde Pública - chamada na época de turma de saúde pública moderna do Piauí - enfatizou que os resultados dessa formação tiveram consequências positivas que são sentidas até os dias de hoje. "Não só a Universidade ganhou, mas a sociedade também”, afirmou Campelo.
"Educação não é uma coisa que se dá, é uma coisa que se alimenta"
A homenageada, professora Tania Celeste, contou que a emoção foi enorme não somente pela valorização da Medalha em si, mas especialmente por tê-la feito rememorar toda a história desse trabalho que realiza há algumas décadas. Como destaque da síntese apresentada sobre seu perfil, ela apontou o apoio à formação de quadros para o Estado por meio dos cursos descentralizados, é claro, mas destacou o histórico que traçaram sobre sua vida. Segundo ela, essa é uma característica dessa premiação. Focam em um fato, mas analisam o perfil também, atestando que o premiado é consoante com as ideias que eles têm sobre o conceito de educador.
"Sinto muita gratidão por ter seguido um caminho onde eu posso, a essa altura da vida, colher esses frutos. Eu acho que a maior alegria do educador é quando reconhecemos que os educandos, os nossos estudantes, alunos de antigamente, tornam-se maiores do que você, maiores do que tudo, principalmente num país que precisa tanto de quadros da saúde pública. E lá tinham vários bons exemplos. Recentemente, com a pandemia de Covid-19, vimos a importância disso, de dispor dos sanitaristas Brasil afora", comentou ela.
A expansão da especialização em saúde pública no Brasil
Tania lembrou que a política de formação descentralizada implementada a partir de 1975 pela Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca (Ensp/Fiocruz) foi realmente muito abrangente e instalou no Brasil uma nova lógica. "Em 1977, fiz o curso na Bahia e nunca mais me apartei dos cursos descentralizados", disse ela, contando ainda que foi aluna em 1977, mas nos anos subsequentes passou a dar aula e/ou coordenar as turmas. "Em 1990, na gestão de Paulo Buss à frente da Ensp, vim para o Rio de Janeiro e assumi a coordenação dos cursos descentralizados na Escola. Lembro sempre que muitas pessoas me antecederam nesse trabalho, como Elsa Paim, Célia Leitão, Joaquim Alberto Cardoso de Melo e Hélio Uchôa, que foi a pessoa que instituiu os cursos descentralizados na Ensp, em 1975, sempre fundamentados a partir de uma parceria entre a Ensp, as secretarias estaduais de saúde e as universidades locais. E destaco ainda aqueles que comigo trabalharam: Sergio Koiffman, Otávio Cruz, José Inácio Jardim Motta, entre outros. Todas essas memórias passaram em minha cabeça durante a homenagem. Quantos companheiros e que riqueza de projeto é esse que planta, que joga sementes Brasil afora, trazendo para nós um resultado fantástico, e agora esse reconhecimento dado pelas instituições", se alegrou Tania.
"Essa homenagem foi muito afetuosa", disse ela, destacando ser muito agradecida à reitoria da Universidade e aos colegas que a propuseram, pois, segundo Tania, são companheiros. "Na verdade, esses cursos descentralizados instituíram, talvez, uma noção de família nacional de sanitaristas. E ao longo dos anos vamos revisitando essa família, ora no congresso de Ciências Sociais da Abrasco, ora no Abrascão, ora no de Epidemiologia... Os laços feitos com esses estados instituíram um caminho de ida e volta, porque educação é isso: não é uma coisa que se dá, é uma coisa que se alimenta a partir de um diálogo permanente. Professores e alunos aprendem e as instituições crescem e se fortalecem. Esse foi a visão de educação para o trabalho com a qual a Ensp sempre trabalhou, uma visão Freiriana sobre a troca em que professor, aluno e instituições beneficiam-se nesse diálogo. Nessa época, na década de 1970, a Ensp se reformulou, em grande articulação com órgãos nacionais e internacionais, a partir, especialmente, do grande entusiasmo e engajamento de figuras como Arlindo Fábio Gómez de Sousa, Sergio Arouca, Dalton Mario Hamilton, Eduardo Costa, entre outros. Portanto, essa homenagem foi também um grande reconhecimento à Escola. Foi um prêmio que dediquei à minha família, mas também a meus companheiros e equipes de todos os tempos que comigo trabalharam", detalhou.
Ainda bastante emocionada, Tania defendeu que os "descentralizados" são o "espelho de um trabalho - nós da Ensp, a Ensp dentro da Fiocruz, nós da Fiocruz e Ensp com os estados -, são grandes famílias que vão se recortando. A Ensp teve grande contato com a diversidade nacional e contribuiu para a formulação de uma política que hoje é permanente, feita por universidades e escolas de saúde pública. E a Escola Nacional fez, e ainda faz, tudo isso com muito afeto, respeito e carinho, por muitas vezes buscando complementaridade, em todas as suas expressões. Tania rememorou também suas experiências de rede, a rede da Escola Politécnica em Saúde Joaquim Venâncio (EPSJV/Fiocruz) a rede da Ensp, a Rede de Escolas de Saúde Pública e outras vivências que teve ao longo dos tempos, como as mais recentes, como o trabalho com a coordenadora-geral de Educação da Fiocruz, Cristina Guilam, e com a então vice-presidente de Educação, Informação e Comunicação e atual ministra da Saúde, Nísia Trindade Lima.
Presenças especiais e outras homenagens
Muitos ex-alunos da primeira turma estiverem presentes na homenagem em Teresina, como Astrogecílio Nogueira Cavalcante, Celso Pires Ferreira, Conceição de Maria Rodrigues dos Santos, Joana Zélia Arcoverde de Castro e Marideia Neves da Costa. Na ocasião, também foram homenageados os professores Antônio José Medeiros, João Batista Mendes Teles e Raimundo José Cunha Araújo, e as servidoras técnico-administrativas Maria Luiza Macedo de Albuquerque (Lulu) e Maria de Fátima Davis Costa, ambas secretárias da primeira turma de especialização em Saúde Pública do Piauí.
Além disso, participaram da cerimônia: a coordenadora-geral e a coordenadora adjunta de Educação da Fiocruz, respectivamente, Cristina Guilam e Eduarda Cesse; a coordenadora da Fiocruz Piauí, Jacenir Mallet; a professora associada da UFPI e membro do Núcleo de Estudos em Saúde Pública da Universidade (Nesp/CCS/UFPI) Lúcia Vilarinho; a pró-reitora de Ensino de Pós-Graduação da UFPI, Regilda Moreira Araújo; a diretora da Escola de Saúde Pública do Estado do Piauí, Maria de Jesus Dias; a assessora da Vice-Presidência de Educação, Informação e Comunicação da Fiocruz e coordenadora adjunta do Lato Sensu, Isabella Delgado, e a vice-diretora de Ensino da Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca (Ensp/Fiocruz), Enirtes Caetano.
Em agosto de 2021, a professora e pesquisadora anunciou sua aposentadoria definitiva e apresentou os resultados de seu último projeto – Curso Piloto de Formação Pedagógica de Docentes da Fiocruz: em busca de novos padrões de ensino aprendizagem para as Escolas de Saúde – durante uma Câmara Técnica de Educação, uma iniciativa da Coordenação-Geral de Educação da Fiocruz, ligada à Vice-presidência de Educação, Informação e Comunicação (Vpeic), quando recebeu uma grande homenagem dos colegas de trabalho e amigos de longa data.
+Saiba mais: Com 32 anos de dedicação à Fiocruz, Tânia Celeste recebe homenagem durante Câmara Técnica de Educação
Já em maio de 2014, após sete anos à frente da Rede de Escolas e Centros Formadores em Saúde Pública, a entao pesquisadora da ENSP, Tania Celeste, deixou a condução da secretaria executiva da Rede. Em entrevista à Ensp TV, Tania Celeste falou sobre o projeto de criação dessa Rede, o processo de acreditação dos cursos e as principais ações da Rede fazendo um grande balanço de sua gestão.
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