A Fundação Carlos Chagas Filho de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro (Faperj) anunciou o lançamento de mais uma edição do programa de Pós-Doutorado Sênior (Edital Nº 37/2025). As inscrições para a seleção de projetos estão abertas até 29 de dezembro de 2025. O objetivo central é fomentar a pesquisa científica, tecnológica e de inovação, absorvendo temporariamente doutores seniores em programas de pós-graduação de alto conceito no estado.
O Programa visa atrair doutores com mais de cinco anos de titulação para reforçar a pós-graduação e a pesquisa no estado do Rio de Janeiro, assim, o orientador/supervisor deve ser um pesquisador doutor, vinculado a um Programa de Pós-Graduação stricto sensu sediado no Rio de Janeiro com conceito Capes 4, 5, 6 ou 7. Também é necessário ter a titulação de Pesquisador PQ 1 ou 2, DT ou SR do CNPq, ou ser Cientista/Jovem Cientista do Nosso Estado da Faperj e cada orientador pode solicitar apenas uma bolsa. Já o bolsista deve ter obtido o título de doutor antes de 27 de novembro de 2020, possuindo destacado desempenho acadêmico comprovado por publicações, prêmios e produção científica recente.
A presidente da Faperj, Caroline Alves, destacou a importância da manutenção da chamada: “O programa Pós-Doutorado Sênior busca fortalecer a pós-graduação e os grupos de pesquisa do estado do Rio de Janeiro, trazendo experiências nacionais e internacionais consolidadas. A iniciativa é estratégica para impulsionar a geração de conhecimento e inovação em todas as áreas do conhecimento, consolidando o RJ como um polo de excelência acadêmica.”
A diretora Científica da Fundação, Eliete Bouskela, ressaltou a importância do edital: "O Pós-Doutorado Sênior é uma iniciativa estratégica para atrair pesquisadores experientes no nosso ecossistema de ciência e inovação. Eles trazem conhecimento que fortalece diretamente nossos programas de pós-graduação de excelência e impulsiona a produção científica de alto impacto no estado do Rio de Janeiro."
As propostas devem ser submetidas exclusivamente online, por meio do sistema SisFaperj. Confira abaixo o edital completo, com todos os detalhes:
Edital Faperj Nº 37/2025 - Pós-Doutorado Sênior (PDS)
Dúvidas devem ser encaminhadas para o e-mail central.atendimento@faperj.br, com o assunto "PDS - 2025".
A Fiocruz realiza, no dia 18 de dezembro, das 9h30 às 12h, o 15º Encontro Virtual de Divulgação Científica, com o tema 'Desinformação e Divulgação Científica'. Promovido pela Coordenação de Divulgação Científica da Vice-Presidência de Educação, Informação e Comunicação (VPEIC), o encontro reunirá especialistas para refletir sobre o papel das instituições de ciência diante da desinformação, um dos maiores desafios para a saúde pública.
O evento terá as participações de Luisa Massarani, Marianna Zattar e Manoel Barral-Netto. Luisa Massarani é coordenadora do Instituto Nacional de Comunicação Pública da Ciência e Tecnologia (INCT-CPCT) e pesquisadora da Casa de Oswaldo Cruz (COC) e desenvolve estudos sobre comunicação e percepção pública da ciência. Marianna Zattar é pesquisadora do Laboratório de Informação, Ciência e Tecnologia em Saúde (LICTS/Icict) e investiga temas como desinformação científica, práticas informacionais e hesitação vacinal. Já Manoel Barral-Netto é investigador sênior da Fiocruz Bahia, integrante da Academia Brasileira de Ciências (ABC) e tem atuação reconhecida em imunopatologia de doenças parasitárias, saúde digital e políticas públicas.
O encontro será mediado pela jornalista Elisa Andries, que participa dos Grupos de trabalho de Desinformação e o de Marca da Fiocruz e compõe o Comitê de Enfrentamento à Desinformação sobre o Programa Nacional de Imunizações e as Políticas de Saúde Pública, do Governo Federal.
No dia 17 de dezembro de 2025, às 12h30, o Programa de Computação Científica da Fiocruz (PROCC) e a The Global Health Network América Latina e Caribe (TGHN LAC) apresentam a última Sessão Colaborativa de 2025, com uma pesquisa sobre α-damascona, um composto natural com potencial ansiolítico.
A bióloga e mestranda da Universidade Regional do Cariri (Urca), Kamilla Bezerra Cabral, apresentará sua pesquisa sobre um composto natural presente em rosas e outras plantas aromáticas (α-damascona), que demonstra ação semelhante à de medicamentos ansiolíticos convencionais em modelos experimentais.
De acordo com a Organização das Nações Unidas (ONU), mais de 1 bilhão de pessoas vivem atualmente com algum transtorno mental. Nesse contexto, a ciência busca alternativas naturais seguras e eficazes para o controle da ansiedade. O estudo de Kamilla investiga não apenas o potencial ansiolítico da α-damascona, mas também sua atuação por meio da modulação do sistema gabaérgico, responsável pela regulação da ansiedade no cérebro.
A pesquisadora obteve resultados que apontam para a segurança, eficácia e potencial terapêutico do composto em modelos de ansiedade, utilizando peixes-zebra adultos (Danio rerio), amplamente reconhecidos em pesquisas biomédicas e comportamentais.
Data: 17 de dezembro de 2025
Horário: 12h30 (horário de Brasília)
Formato: Online via Zoom (https://tinyurl.com/bdemcaz7)
O Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz) está com oportunidades abertas para o Programa de Pós-graduação Stricto sensu em Biologia Computacional e Sistemas. As vagas são para mestrado e doutorado, com inscrições disponíveis até 6 e 23 de janeiro de 2026, respectivamente. Confira:
Pós-graduação Stricto sensu em Biologia Computacional e Sistemas
O Programa de Pós-graduação Stricto sensu em Biologia Computacional e Sistemas do IOC/Fiocruz divulga as chamadas de seleção para os cursos de Mestrado e Doutorado 2026. Serão oferecidas até 10 vagas em cada modalidade. As áreas de concentração do Programa são Bioinformática e Modelagem Computacional.
Podem participar portadores de diploma de graduação em ciências exatas, ciências da saúde ou ciências biológicas, interessados no estudo de problemas biológicos âmbito da Biologia Computacional e da Biologia de Sistemas.
Período de inscrição e envio da documentação:
Mestrado: até 6/1/2026
Confira o Edital e inscreva-se pelo Campus Virtual Fiocruz.
Doutorado: até 23/1/2026
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Estão abertas as inscrições para a 26ª Conferência Internacional sobre a Aids (Aids 2026), que será realizada em julho no Rio de Janeiro. Com apoio do Ministério da Saúde, da Fiocruz, da Prefeitura do Rio de Janeiro e da Associação Brasileira Interdisciplinar de Aids (Abia), o evento da Sociedade Internacional de Aids (IAS) acontece pela primeira vez na América do Sul e reunirá milhares de profissionais da área, pessoas vivendo com o vírus, formadores de políticas públicas, financiadores, mídia e comunidades na maior conferência mundial sobre o assunto.
O evento vai ser realizado entre os dias 26 e 31 de julho de forma híbrida. É necessário inscrever-se para acompanhar as discussões de forma presencial no site do evento. Esta edição tem como tema 'Repensar. Reconstruir. Ascender' e acontece em um momento crucial, diante de uma crise de financiamento sem precedentes e de grandes cortes nos programas de HIV. A IAS reúne, educa e defende um mundo em que o HIV não represente mais uma ameaça à saúde pública e ao bem-estar individual. As inscrições para propostas de atividades que irão compor a programação paralela do evento na Vila Global (Global Village), espaço dedicado a oficinas e manifestações culturais estão abertas. As submissões podem ser feitas até o dia 27 de janeiro no site da conferência.
A infectologista do Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas (INI/ Fiocruz), Beatriz Grinsztein, é a atual presidente da instituição e integra o comitê organizador do evento. “O tema desta edição reflete nossa determinação compartilhada de adaptar, inovar e fortalecer soluções lideradas pelas comunidades para que todas as pessoas possam acessar os serviços relacionados ao HIV”, destaca Beatriz.
Para saber mais, visite o site do evento.
Campus Virtual Fiocruz oferece cursos que abordam a temática
Reforçando a luta com a Aids, o Campus Virtual Fiocruz informa que os cursos 'Profilaxia pré-exposição de risco à infecção pelo HIV oral', 'Enfrentamento ao estigma e discriminação de populações em situação de vulnerabilidade nos serviços de saúde', e 'Utilização dos testes rápidos no diagnóstico da infecção pelo HIV, da Sífilis e das Hepatites B e C', todos online, gratuitos e autoinstrucionais, seguem com inscrições abertas aos interessados.
Profilaxia pré-exposição de risco à infecção pelo HIV oral
A formação é uma iniciativa do Departamento de HIV/Aids, Tuberculose, Hepatites Virais e Infecções Sexualmente Transmissíveis (IST) da Secretaria de Vigilância em Saúde e Ambiente do Ministério da Saúde (Dathi/SVSA/MS) em parceria com a Organização Pan-Americana da Saúde (Opas/OMS), o Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC, na sigla em inglês) e a Fiocruz.
A PrEP consiste no uso de antirretrovirais - tenofovir e entricitabina - por qualquer pessoa com risco acrescido ao HIV, e quando tomados corretamente, evitam a infecção caso aconteça uma eventual exposição ao vírus. Desde 2022, a PrEP é recomendada para os adolescentes acima de 15 anos, com peso corporal igual ou superior a 35kg, sexualmente ativos e sob risco aumentado de infecção pelo HIV. Algumas situações podem indicar o uso da PrEP com prioridade: o não uso frequente de camisinha nas relações sexuais (anais ou vaginais); uso repetido de Profilaxia Pós-Exposição ao HIV (PEP); histórico de episódios de Infecções Sexualmente Transmissíveis (IST); contextos de relações sexuais em troca de dinheiro, objetos de valor, drogas, moradia etc.; e chemsex: prática sexual sob a influência de drogas psicoativas (metanfetaminas, Gama-hidroxibutirato (GHB), MDMA, cocaína, poppers).
A ideia é que o curso atualize profissionais de saúde para estarem melhor preparados e atentos para recomendar de forma assertiva a PrEP, identificando quem pode se beneficiar dessa estratégia de prevenção e garantindo o acesso adequado à medicação, além de fornecer acompanhamento e suporte contínuos.
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O curso foi organizado em 3 macrotemas — Bases conceituais; Contexto social, político e histórico das populações vulnerabilizadas: normas e legislações; e Práticas de enfrentamento ao estigma e discriminação —, 5 módulos e 17 aulas. Ele é voltado a trabalhadores e trabalhadoras da saúde, estudantes, mas aberto a todos os interessados na temática. A formação é online, gratuita, autoinstrucional e certifica os participantes inscritos que realizem avaliação com obtenção de nota maior ou igual a 7.
A formação é uma realização da Fundação Oswaldo Cruz, por meio do Campus Virtual Fiocruz e a Coordenação de Vigilância em Saúde e Laboratórios de Referência, em parceria com Departamento de Doenças de Condições Crônicas e Infecções Sexualmente Transmissíveis, da Secretaria de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde.
A elaboração do curso nasceu da necessidade de sensibilizar e instrumentalizar profissionais de saúde que estão na ponta do atendimento, visando atualizar, aprimorar e qualificar suas práticas, construções socio-históricas que acontecem durante o processo de trabalho e por meio da interação entre tais profissionais e os usuários dos serviços de saúde. É nessa interação que nascem também aspectos relacionados ao estigma e à discriminação, os quais, como já é sabido, promovem a exclusão social e, ao mesmo tempo, podem produzir consequências negativas que resultam em interações sociais desconfortáveis. Tais fatores são limitantes e também podem interferir na adesão ao tratamento das doenças e qualidade de vida, perpetuando, assim, um ciclo de exclusão social, que, ao mesmo tempo, reforça situações de discriminação, bem como a perda do status do indivíduo, aumentando a vulnerabilidade de pessoas e populações.
Portanto, as instituições e pesquisadores envolvidos neste curso — sempre alinhados à tais evidências científicas que avançam nacional e internacionalmente em proposições diretivas ao enfrentamento das vulnerabilidades sociais — , entendem que o fortalecimento das ações de inclusão social e de enfrentamento ao estigma e discriminação se apresentam como estratégias de minimização das vulnerabilidades. Assim, esta nova formação apresenta-se como uma ferramenta nesse contexto de necessidade constante de ampliação de esforços em ações educativas no âmbito dos trabalhadores e trabalhadoras da saúde para a contínua qualificação das práticas.
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Utilização dos testes rápidos no diagnóstico da infecção pelo HIV, da Sífilis e das Hepatites B e C
O curso, desenvolvido no âmbito do Departamento de Doenças de Condições Crônicas e Infecções Sexualmente Transmissíveis da Secretaria de Vigilância em Saúde (DCCI/SVS/MS) e disponível na plataforma Moodle do Campus Virtual Fiocruz, está na segunda edição e é aberto a todos os interessados nas diretrizes de diagnóstico da infecção pelo HIV, Sífilis e Hepatites Virais no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS), com foco na utilização de testes rápidos (TR). Possui carga horária de 20h e é dividida em seis módulos.
Os módulos apresentam orientações e metodologias adequadas acerca dos procedimentos pré-teste, durante a testagem e para o pós-teste, passando por informações mais básicas acerca da importância dos TR, a composição dos kits, a forma de organização e armazenamento dos mesmos até a interpretação de seus resultados, o encaminhamento dentro da rede de atenção à saúde do território, entre outros. A formação engloba a apresentação de manuais e guias oficiais do Ministério da Saúde e ações preconizadas pelos fabricantes para a execução dos testes rápidos.
O objetivo do curso é capacitar profissionais de saúde no que se refere ao diagnóstico desses agravos para realizar, com qualidade e segurança, os testes rápidos disponíveis na rede do SUS, assegurando sua importância na qualificação dos profissionais envolvidos na testagem rápida no âmbito do SUS e permitindo que os profissionais entendam a relevância desses testes na ampliação do diagnóstico do HIV, da sífilis e das hepatites virais, bem como realizem a sua oferta com maior segurança e garantia de qualidade.
Em um contexto marcado pelo uso de algoritmos inteligentes e pelos esforços para reduzir a pegada de carbono da preservação digital e no qual a transparência da informação e a proteção de dados pessoais devem ser considerados valores essenciais, a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e a Universidade Nacional Autônoma do México (Unam) se unem para realizar o V Congresso Internacional de Arquivos Digitais, que ocorrerá em conjunto com o III Seminário Internacional de Patrimônio Digital, nos dias 6, 7 e 8 de maio de 2026, no campus da Fiocruz em Manguinhos, no Rio de Janeiro. O evento integra a Cátedra Oswaldo Cruz.
Com o tema Transparência, credibilidade e confiança na governança de informações e dados em arquivos digitais, a iniciativa visa analisar os problemas associados à gestão de grandes volumes de informações, dados e documentos; determinar práticas para a transparência e proteção de dados pessoais em arquivos e ambientes digitais que preservam um grande volume de dados; e traçar estratégias para definir princípios arquivísticos que assegurem a credibilidade e a confiança na governança de coleções digitais.
O V Congresso Internacional de Arquivos Digitais e III Seminário Internacional de Patrimônio Digital serão organizados pela Casa de Oswaldo Cruz (COC/Fiocruz) — unidade da Fiocruz dedicada à pesquisa e ao ensino nos campos do patrimônio cultural, da história das ciências e da saúde, e da divulgação científica — e pela Vice-Presidência de Educação, Informação e Comunicação (VPEIC) da Fiocruz e pelo Instituto de Investigações Biblioteconômicas e da Informação (Iibi) da Unam.
Os debates abordarão temas como autenticidade e integridade como valores essenciais dos arquivos e ambientes digitais; desinformação e uso indevido da informação nos arquivos e ambientes digitais; confiança diante dos algoritmos inteligentes e da inteligência artificial; e difusão cultural de coleções digitais.
Interessados em apresentar trabalhos ou ministrar um workshop ou tutorial devem enviar proposta até o dia 27 de fevereiro de 2026, em espanhol, português ou inglês. A notificação de aceite do material, que passará por avaliação de um Comitê Científico Internacional, será enviada na semana de 16 a 20 de março de 2026. Mais informações podem ser obtidas no site da Unam.
Partindo da convicção de que esforços de pesquisa no campo da saúde, especialmente os financiados por recursos públicos, devem gerar valor e atender a necessidades de saúde da população, o webinário organizado pelo Centro de Estudos Estratégicos da Fundação Oswaldo Cruz (CEE-Fiocruz) irá apresentar resultados da pesquisa realizada com 26 coordenadores de Institutos Nacionais de Ciência e Tecnologia (INCT/CNPq) da saúde sobre os desafios para a conexão entre o financiamento do INCT e as prioridades do Sistema Único de Saúde (SUS).
O debate online acontecerá nesta terça-feira, 16 de dezembro, às 14h, e será pautado na pesquisa apresentada no livro “Políticas de Ciência, Tecnologia e Inovação e os desafios de conexão com o SUS”, obra recém-publicada pela pesquisadora Patrícia Braga, integrante do grupo de pesquisa Desenvolvimento Sustentável, CT&I e Complexo Econômico-Industrial da Saúde do CEE (GPCEIS/CEE-Fiocruz). O livro trata da integração entre ciência e tecnologia com a saúde pública no Brasil tendo como pano de fundo as políticas do setor de CT&I em consonância com as políticas desse campo. A transmissão será pelo canal da VideoSaúde no Youtube.
Para a pesquisadora, é preciso aperfeiçoar a avaliação de Programas, como o Programa INCT, com relação ao impacto social das pesquisas propostas e de seus resultados. “O atual sistema de avaliação científica, centrado em critérios acadêmicos e desprovido de ferramentas analíticas capazes de mensurar impactos sociais da pesquisa não direcionam os investimentos para as prioridades do SUS”, destaca Patrícia Braga.
Outro destaque da pesquisa é a necessidade de aproximação entre os cientistas e os demais atores do Sistema Nacional de CT&I, como formuladores de políticas públicas e empresas, com o intuito de articulação dos esforços científicos para geração de impactos sociais e formação de recursos humanos para o campo da saúde.
Para debater estes desafios, o webinário convidou o Presidente do CNPq, Olival Freire Júnior, a presidente da Capes, Denise Pires de Carvalho e a pesquisadora da UFRJ Ligia Bahia. A abertura caberá ao coordenador-adjunto do CEE-Fiocruz, Alessandro Jatobá.
Para o mediador do debate, o pesquisador e professor da Fiocruz Carlos Gadelha, líder do grupo de pesquisa GPCEIS/CEE-Ensp/Fiocruz, “a ciência e a educação são parte essenciais da soberania e do desenvolvimento sustentável. Este debate será uma ótima oportunidade para uma discussão conjunta dos rumos para que o conhecimento científico e a educação se tornem uma política de Estado, sendo o caso da saúde exemplar por relacionar soberania, ciência e vida”.
O webinário é aberto a participação de todas e todos.
Programação webinário “Desafios da Ciência, Tecnologia e Inovação para o SUS”
Abertura: Alessandro Jatobá – coordenador-adjunto do CEE-Fiocruz
Debatedores:
Denise Pires de Carvalho - presidente da CAPES
Olival Freire Júnior - presidente do CNPq
Ligia Bahia - pesquisadora do IESC/UFRJ
Mediação:
Carlos Gadelha – coordenador do GPCEIS/CEE-Ensp/Fiocruz
Palestrante:
Patrícia Braga – pesquisadora GPCEIS/CEE-Fiocruz
Serviço:
Data: 16/12/2025
Horário: 14h às 16h
Transmissão da VideoSaúde Distribuidora da Fiocruz.
A Fiocruz, no âmbito do Programa Mulheres e Meninas na Ciência, da Vice-Presidência de Educação, Informação e Comunicação (Vpeic), lançou a Chamada Mais Meninas na Fiocruz 2026, voltada a unidades técnico-científicas e escritórios regionais da instituição localizados fora do município do Rio de Janeiro. A Chamada receberá a inscrição de propostas de ações de educação e divulgação científica para incentivar jovens mulheres a conhecerem o campo das pesquisas em ciência e tecnologia em saúde; estimular o interesse por carreiras científicas; e refletir sobre o papel que as mulheres desempenham na sociedade nas áreas de produção de conhecimentos científicos e tecnológicos. O prazo de submissão das propostas vai até 23 de dezembro de 2025, às 23h59 (horário de Brasília).
A proposta deverá ser encaminhada por meio de correio eletrônico, em formato .PDF para o endereço de e-mail: mulheres.ciencia@fiocruz.br. O modelo para envio da proposta encontra-se no Anexo 1 do edital. O resultado será divulgado em 30 de dezembro de 2025.
Esta Chamada tem como uma de suas finalidades principais o reconhecimento do papel que as mulheres pesquisadoras desempenham nas áreas científicas, tecnológicas e de inovação em saúde no país. E, igualmente, reafirma a importância da formação em CT&I para a inclusão de mais mulheres em áreas estratégicas para o desenvolvimento do país. Por meio das propostas a serem apoiadas, o Programa Mulheres e Meninas na Ciência busca estimular a diversidade e fortalecer o papel da ciência para a redução de desigualdades sociais, incluindo os desafios da equidade racial e inclusão de grupos socialmente vulnerabilizados. Além disso, visa articular iniciativas institucionais que estimulem a troca dialógica com jovens, compreendendo o seu papel central na construção de um futuro mais justo e sustentável para o Brasil e o mundo.
Somente 1 (um) subprojeto poderá ser encaminhado por unidade ou escritório regional da Fiocruz, localizados fora do Estado do Rio de Janeiro. A proposta deverá ser encaminhada pelo/a diretor/a da unidade ou coordenador/a do escritório regional, com cópia para o/a coordenadora que será a responsável direta pela execução do subprojeto.
Serão alocados R$250.000,00 (duzentos e cinquenta mil reais) nesta Chamada, a serem distribuídas nas 10 (dez) unidades técnico-científicas e escritórios regionais da Fiocruz, localizados fora do Estado do Rio de Janeiro. Cada proposta selecionada receberá o auxílio de até R$ 25.000,00 (vinte e cinco mil reais). Os recursos financeiros devem ser executados até 31 de março de 2026.
Dúvidas: mulheres.ciencia@fiocruz.br
+Clique aqui para acessar o edital do MAIS MENINAS NA FIOCRUZ 2026: CHAMADA INTERNA PARA REGIONAIS.
Gioconda Belli é uma das mais interessantes vozes intelectuais da Nicarágua. Antes de se dedicar à literatura, integrou a Frente Sandinista de Libertação Nacional, que derrubou o ditador Anastasio Somoza. A obra de Gioconda Belli é prolífica. Publicou doze livros de poesia, além de prosa e romances.
Aniversariante de 7/12, sua voz poética radica na delicadeza e vitalidade com que trata dos assuntos do corpo feminino e sua sexualidade, do desejo, da alma e da força da mulher.
Esta semana, durante a cerimônia de outorga do título de Pesquisadora Emérita da Fundação Oswaldo Cruz para a ex-ministra da Saúde e ex-presidente da Fiocruz, Nísia Trindade Lima, a assessora e amiga, Maria Inês Rodrigues Fernandes dedicou a ela o poema "Conselhos para a mulher forte", que escolhi hoje para ilustrar o Sextas de Poesia desta semana. Ele mostra a força, potência criadora e resistência das mulheres. O poema tão bem retrata e nos chama a "se proteger com palavras e árvores...Ampara, mas te ampara primeiro.
Guarda as distâncias.
Te constrói. Te cuida."
E continuamos fazendo por todas nós, pelo direito de viver sem medo!
Para discutir os desafios impostos pelas mudanças climáticas e seus impactos sobre a saúde, em especial, em territórios tradicionais e vulnerabilizados, a Cátedra Oswaldo Cruz de Ciência, Saúde e Cultura realiza, no dia 15 de dezembro, a partir das 13h30, a II Mesa-Redonda Mudanças climáticas, governança territorial e saúde: desafios do tempo presente, no Salão de Conferência Luiz Fernando Ferreira do Centro de Documentação e História da Saúde (CDHS), no campus da Fiocruz, em Manguinhos. O evento terá transmissão pelo canal da Casa de Oswaldo Cruz no YouTube.
A mesa-redonda visa aproximar vivências e saberes sobre territórios, meio ambiente e vulnerabilidades. Em sua apresentação, Planet&Ar: aprender e cuidar em territórios à beira da crise climática, Nelzair Vianna Araújo, pesquisadora em saúde pública da Fiocruz Bahia, vai falar sobre o projeto que ela coordena na Ilha da Maré, na Baía de Todos os Santos. O local é habitado por comunidades remanescentes de quilombos que vivem da pesca e da agricultura familiar.
Em Um olhar quilombola sobre a crise climática: seus impactos na saúde, Maristela Menezes Lopes vai compartilhar sua experiencia como quilombola, pescadora, marisqueira, poeta e enfermeira na Unidade de Saúde da Família da Ilha de Maré. Integrante de coletivos que reúnem pescadores e pescadoras artesanais, Maristela é uma ativista com experiência no campo da saúde.
Já Luiz Ketu, integrante do Quilombo São Pedro, no Vale do Ribeira, em São Paulo, apresentará os Impactos e desafios da mudança climática em territórios quilombolas. Ele desenvolve pesquisas no campo da Educação, e tem atuação voltada para a valorização da cultura alimentar quilombola.
Com pesquisas sobre a vida de famílias de baixa renda da capital carioca e da região metropolitana, Camila Pierobon propõe uma comunicação intitulada Infraestruturas entre várzeas e milícias: habitação popular, territorialização do poder e eventos climáticos no Rio de Janeiro. Em estágio de pós-doutorado no Museu Nacional, tem se dedicado a pensar a produção da cidade a partir de suas águas.
A mesa-redonda será mediada por Luciana Heymann, professora do Programa de Pós-Graduação em Preservação e Gestão do Patrimônio Cultural das Ciências e da Saúde (PPGPAT) da Casa de Oswaldo Cruz (COC/Ficruz).
Aprovada em 2021 pela UNESCO, a Cátedra Oswaldo Cruz de Ciência, Saúde e Cultura parte do entendimento da saúde como construção social e cultural e se volta para as enormes desigualdades que atingem a população brasileira e marcam as experiências de distintas comunidades, urbanas e rurais. Para discutir e propor caminhos, a Cátedra busca incentivar a colaboração Norte-Sul-Sul, reunindo instituições de pesquisa das Américas e da Europa, e fomentar o intercâmbio de conhecimento entre comunidades tradicionais e suas formas de saber com outras formas de saber e de conhecimento.
Programação:
13h30 – Mesa de abertura: Dominichi Miranda de Sá (vice-diretora de Pesquisa e Educação), Magali Romero Sá (coordenadora da Cátedra Oswaldo Cruz) e Luciana Heymann
14h – Mesa-redonda:
Nelzair Vianna Araújo
Planet&Ar: aprender e cuidar em territórios à beira da crise climática
Maristela Menezes Lopes
Um olhar quilombola sobre a crise climática: seus impactos na saúde
Luiz Ketu
Impactos e desafios da mudança climática em territórios quilombolas
Camila Pierobon
Infraestruturas entre várzeas e milícias: habitação popular, territorialização do poder e eventos climáticos no Rio de Janeiro
16h – Debate
Mediação: Luciana Heymann.
Convidados(as):
Nelzair Vianna Araújo é pesquisadora em Saúde Pública da Fiocruz na Bahia. Doutora em Patologia pela Faculdade de Medicina da USP, mestre em Medicina e Saúde pela Faculdade de Medicina da Universidade Federal da Bahia, Fiscal da Anvisa/SMS, atuando em cooperação com a Secretaria de Sustentabilidade e Resiliência de Salvador. Coordenadora dos Projetos Soprar Salvador e Planet&AR. Representa Salvador na rede internacional de qualidade do ar C40. Co- fundadora do Fórum de Energia e Clima e coordenadora da Câmara temática de saúde no Painel Salvador de Mudança do Clima. Professora do Programa de Pós-graduação em Pesquisa Clínica da Fiocruz Bahia. Integrante do Programa de embaixadores do Planetary Health Alliance 2019 e Membro do Saúde Planetária Brasil da USP. Atua em pesquisas nos temas: poluição do ar, qualidade do ar interno, microorganismos, biotecnologia, resíduos de serviços de saúde, poluição atmosférica e mudanças climáticas.
Maristela Menezes Lopes é quilombola, pescadora, marisqueira, poeta e enfermeira na Unidade de Saúde da Família da Ilha de Maré, em Salvador. Sua trajetória é entrelaçada com as águas, os saberes ancestrais e a força das mulheres do território. Faz parte do Movimento de Pescadores e Pescadoras Artesanais (MPP) e da Articulação Nacional das Mulheres Pescadoras (ANP), espaços onde ecoa as vozes das companheiras que vivem da pesca e resistem diariamente às injustiças ambientais e sociais. Candomblecista, filha de Oxum, do Ilê Axé Ode Talakê, guiada pelo axé do seu babalorixá Fernando de Odé.
Luiz Ketu (Luiz Marcos de França Dias) é do Quilombo São Pedro, localizado no Vale do Ribeira, em São Paulo, onde ministra oficinas de capoeira e percussão no Ponto de Cultura Puxirão Bernardo Furquim, e participa da Associação Quilombo São Pedro. Integra a coordenação do Coletivo Nacional de Educação – um dos coletivos da Coordenação Nacional de Articulação das Comunidades Negras Rurais Quilombolas (CONAQ) – e a Coordenação de Quilombos de São Paulo. Docente licenciado da rede estadual paulista de ensino, graduado em Letras e Pedagogia, escritor, pesquisador, mestre e doutorando em Educação. Coautor dos livros Roça é vida e Na companhia de Dona Fartura: uma história sobre cultura alimentar quilombola e autor de Saberes da roça: comunidades quilombolas do Vale do Ribeira (SP) e os processos de resistência e organização político-comunitária.
Camila Pierobon é pós-doutoranda PIPD/CAPES no Museu Nacional. Doutora em Ciências Sociais pelo Programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais da UERJ, com pós-doutorado no Centro de Estudos Brasileiros Behner Stiefel da Universidade Estadual de San Diego e período como pesquisadora visitante no Departamento de Antropologia da Universidade Johns Hopkins. Suas pesquisas focam na vida cotidiana de famílias de baixa renda que habitam a cidade do Rio de Janeiro e região metropolitana. Atualmente, busca compreender a produção da cidade a partir de suas águas (potável, chuvas, enchentes e esgoto, além dos rios e da própria Baía de Guanabara), visando discutir os efeitos das mudanças climáticas no espaço urbano.