A Inteligência Artificial (IA) já faz parte do cotidiano da população não só do Brasil como do mundo, transformando áreas como saúde, educação, meio ambiente, mobilidade, gestão pública, entre outras. Ao mesmo tempo em que amplia oportunidades, impõe desafios éticos, sociais, educacionais e econômicos que exigem reflexão e responsabilidade. É nesse cenário que estão abertas, até 31 de julho, as inscrições para a 32ª edição do Prêmio Jovem Cientista (PJC).
O prêmio traz como tema deste ano “Inteligência artificial para o bem comum” e as inscrições podem ser feitas pelo site: https://jovemcientista.cnpq.br/. A ideia é propor um olhar voltado ao uso da tecnologia como ferramenta para redução de desigualdades e promoção do desenvolvimento sustentável. O Prêmio Jovem Cientista é uma iniciativa do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), em parceria com a Fundação Roberto Marinho.
O PJC convida estudantes e pesquisadores de todo o país a apresentarem projetos que explorem o potencial da IA na formulação de soluções inovadoras para problemas reais da sociedade brasileira — da melhoria de serviços públicos à ampliação do acesso à educação e à saúde, passando pelo fortalecimento da democracia, da inclusão digital e da sustentabilidade ambiental. A proposta é incentivar aplicações éticas, transparentes e socialmente responsáveis, capazes de gerar impacto positivo e ampliar oportunidades.
O Prêmio Jovem Cientista conta com patrocínio master da Shell e apoio de mídia da Editora Globo e do Canal Futura. Reconhecido como um dos mais importantes prêmios científicos do país, o PJC incentiva jovens talentos do Ensino Médio, Ensino Superior, além de mestres e doutores, a contribuírem com soluções inovadoras para os grandes desafios contemporâneos.
Prêmios e categorias específicas
Os vencedores do PJC receberão laptops, bolsas do CNPq e prêmios em dinheiro que variam entre R$ 5 mil e R$ 40 mil. As cinco categorias contempladas são: Mestre e Doutor; Estudante do Ensino Superior; Estudante do Ensino Médio e Mérito Institucional, que premia uma universidade e uma escola pelo desempenho na edição.
Cada categoria atende a critérios específicos. Na categoria “Mestre e Doutor”, podem concorrer estudantes de mestrado ou doutorado, mestres e doutores com até 39 anos. Em “Estudante do Ensino Superior”, podem participar alunos regularmente matriculados em cursos de graduação ou que tenham concluído a graduação a partir de 1º de janeiro de 2025, com menos de 30 anos. Já na categoria “Estudante do Ensino Médio”, são elegíveis estudantes regularmente matriculados no Ensino Médio ou na Educação Profissional e Tecnológica, com até 24 anos.
Criado em 1981 pelo CNPq, em parceria com empresas da iniciativa privada, o Prêmio Jovem Cientista tem o objetivo de revelar talentos, impulsionar a pesquisa no país e investir em estudantes e jovens pesquisadores que procuram soluções inovadoras para os desafios da sociedade. Considerado um dos mais importantes reconhecimentos aos jovens cientistas brasileiros, o prêmio apresenta, a cada edição, um tema importante para o desenvolvimento científico e tecnológico, que atenda às políticas públicas da área e seja de relevância para a sociedade brasileira.
Em quatro décadas, o PJC já recebeu mais de 24 mil projetos e agraciou 212 jovens em todas as regiões do Brasil.
O Vírus Linfotrópico da Célula T Humana, conhecido como HTLV (Human T-cell Lymphotropic Vírus, na sigla em inglês), é um retrovírus semelhante ao HIV, mas ainda pouco conhecido pela sociedade em geral. O Dia Nacional de Enfrentamento ao HTLV, celebrado em 23 de março, busca ampliar o conhecimento sobre esse vírus, destacando a importância das estratégias de prevenção, do diagnóstico precoce e da testagem. Em vista disso, o Campus Virtual Fiocruz vem trabalhando em conteúdos relevantes sobre essa temática, e reforça a oferta do curso autoinstrucional, online e gratuito Estratégias de Eliminação da Transmissão Vertical do HTLV no Brasil, que já certificou mais de 6 mil alunos.
A formação foi desenvolvida em uma parceria entre o grupo de pesquisa HTLV Brasil do Instituto Aggeu Magalhães (IAM/Fiocruz Pernambuco), o Instituto Gonçalo Moniz (IGM/Fiocruz Bahia ) e o Campus Virtual Fiocruz.
+Conheça mais sobre o HTLV e inscreva-se já no curso!
Segundo o Ministério da Saúde, embora conhecido desde a década de 1980, O HTLV ainda é um desafio para a saúde pública e não tem cura. Esse vírus infecta principalmente as células do sistema imunológico (LTCD4+), e possui a capacidade de imortalizá-las, fazendo assim com que essas percam sua função de defender nosso organismo. Ele possui quatro subtipos: HTLV-1 (subtipo que mais causa doenças associadas), HTLV-2, 3 e 4. Estima-se que milhões de pessoas em todo o mundo sejam portadoras do HTLV, e muitas nem saibam disso devido à baixa conscientização e testagem limitada. A infecção pode estar associada a condições graves, como a leucemia de células T e a paraparesia espástica tropical, mas a maioria dos infectados permanecem assintomáticos ao longo da vida.
O HTLV é transmitido de maneira semelhante ao HIV, por meio de relações sexuais desprotegidas, transfusões de sangue contaminado e através da mãe infectada para o recém-nascido (transmissão vertical), principalmente pelo aleitamento materno. e compartilhamento de seringas e agulhas contaminadas. Por isso, as estratégias de prevenção incluem o uso de preservativos em todas as relações sexuais, a triagem de doadores de sangue e a orientação para que mães portadoras evitem o aleitamento materno. Por isso a disseminação de informações, além de campanhas de educação e conscientização sobre a doença, são essenciais para reduzir a transmissão e aumentar o diagnóstico.
Para as pessoas que já convivem com o HTLV, o cuidado contínuo e o acompanhamento regular com especialistas, como neurologistas e hematologistas, são fundamentais e podem ajudar a prevenir ou a tratar complicações associadas à infecção. A falta de informação e o estigma em torno do HTLV dificultam o acesso ao diagnóstico e ao tratamento adequado, como ocorre com outras doenças.
Conheça a estrutura da formação de 45h, dividida em 3 módulos e 11 aulas: Estratégias de eliminação da transmissão vertical do HTLV no Brasil
Módulo 1: Introdução ao HTLV: Dos aspectos biológicos e epidemiológicos às doenças
associadas e diagnóstico
Módulo 2: Políticas Públicas para o Enfrentamento do HTLV
Módulo 3: Ações de prevenção a transmissão vertical do HTLV: o que se pode fazer?
"Venho reabrir as janelas da vida e cantar como jamais cantei esta felicidade ainda", cantou Teresa Cristina durante a aula inaugural Fiocruz 2026. Com um auditório lotado e aplaudida de pé, a convidada contou sua trajetória e emocionou a plateia com suas histórias, crenças e vivências. A Tenda da Ciência Virginia Schall foi o palco da celebração anual que colocou em evidência a relação entre cultura, diversidade e saúde, e recebeu também a Orquestra de Câmara e o Coral Fiocruz. O evento reuniu representantes institucionais, pesquisadores e estudantes em torno de um debate que reforça a importância de ampliar o conceito de saúde, incorporando dimensões sociais, históricas e culturais. A aula está disponível na íntegra no canal da Fiocruz no youtube. Assista!
O encontro começou com a apresentação da Orquestra de Câmara da Fiocruz, que trouxe um repertório brasileiro especial, com composições de Alexandre Schubert e Sandra Mohr. A orquestra contou com 14 integrantes e a regência do maestro Celso Franzen Jr., coordenador pedagógico da iniciativa. Já o Coral Fiocruz, apresentou um repertório igualmente especial para a aula, homenageando Paulinho da Viola, sob a regência de Paulo Malaguti Pauleira.
A aula inaugural abre simbolicamente o calendário acadêmico da instituição e, neste ano, celebrou especialmente as notas conquistadas pela Fiocruz na avaliação quadrienal da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes). A mesa de abertura foi composta pela presidente em exercício da Fundação, Priscila Ferraz, a vice-presidente de Educação, Informação e Comunicação, Marly Cruz, a coordenadora-geral de Educação, Isabella Delgado, a diretora do Sindicato dos Servidores de Ciência, Tecnologia, Produção e Inovação em Saúde Pública (Asfoc-SN), Luciana Lindenmeyer, a coordenadora de Equidade, Diversidade, Inclusão e Políticas Afirmativas (Cedipa), Hilda Gomes e o representante da Associação de Pós-Graduandos da Fiocruz (APG-RJ), Gustavo Batista.
Memória, emoção e gratidão marcaram a mesa institucional de abertura da aula
Bastante emocionada, a vice-presidente de Educação, Informação e Comunicação, Marly Cruz, falou sobre as trajetórias e representações presentes no encontro, destacando que atualmente a alta gestão da instituição tem significativa presença de mulheres e mulheres negras. Além disso, ela lembrou que a Fiocruz abarca diversos movimentos de inclusão e de enfrentamento das desigualdades nos espaços de produção de conhecimento e de formação, sempre "pensando a inclusão do ponto de vista de quem "faz com" e não de quem "faz para". Marly comentou sobre a necessidade de trabalhar melhor os processos culturais, valorizando a diversidade e enfrentando o movimento de colonialidade, e conclamou a todos a unirem forças no combate ao negacionismo, às fake news e à desinformação, questões que, segundo ela, "afetam também e diretamente o trabalho desenvolvido na instituição".
A vice-presidente de Produção e Inovação em Saúde (VPPIS) e presidente em exercício da Fiocruz, Priscila Ferraz, destacou o simbolismo de se ter uma mesa majoritariamente feminina no mês das mulheres, especialmente em um contexto em que a educação é predominantemente feminina, tanto o corpo docentes quanto discente da instituição. Ela apontou que ter o protagonismo feminino é um dos motivos de a sociedade enxergar a educação como vetor de transformação social. "Reforçamas a visão da Fiocruz como instrumento de melhoria da qualidade de vida das pessoas. Quando aliamos educação, cultura e diversidade, fazemos com que o conhecimento ganhe sentido, chegue efetivamente às pessoas e se torne um promotor de justiça social", defendeu Priscila.
A coordenadora-geral de Educação da Fiocruz, Isabella Delgado, reiterou a força e a representatividade desse momento ímpar, que é a aula inaugural, como o começo do novo ciclo da trajetória acadêmica de cada estudante, e convidou a todos para que tomem parte nesse pacto institucional de luta pela educação pública de qualidade e pelo fortalecimento do SUS. Também incentivou que conheçam as políticas e as iniciativas da Fiocruz e juntem-se aos que já estão nessa luta. "Não se calem! Não há neutralidade na vida e não há neutralidade na política". Ela falou ainda sobre a grande responsabilidade que vem atrelada aos feitos alcançados pela Fundação nos últimos meses, mantendo a instituição em um patamar de excelência na educação. "Os resultados definitivamente consagram a Fiocruz como instituição de excelência tanto no lato quanto no stricto sensu. Estamos muito felizes e orgulhosos desses indicadores que refletem o esforço coletivo de toda a instituição", disse ela.
A coordenadora da Cedipa, Hilda Gomes, lembrou que a Coordenação é uma conquista coletiva e está sempre voltada aos processos de construção da equidade e do respeito a todas as pessoas presentes na Fiocruz, principalmente as que fazem parte de grupos historicamente excluídos. "Buscamos a compreensão do olhar, pensando aqui de forma literal, do olhar para quem precisa, oferecendo acolhimento, empatia, apoio e o enfrentamento às violências que estão presentes na sociedade, mas sempre com um olhar, como diria Paulo Freire, de esperança, no sentido do esperançar".
Luciana falou sobre a honra de compor a mesa e ressaltou que a aula aconteceu como atividade de mobilização dos trabalhadores e trabalhadoras da Fiocruz pela aprovação do reconhecimento de resultados e aprendizagem (RRA). Ela aproveitou ainda para celebrar o início da chamada dos novos concursados e reforçou o lema da campanha de enfrentamento à violência contra as mulheres da Fiocruz: "Por mulheres vivas, saudáveis e respeitadas". O representante discente Gustavo Batista detalhou as ações da APG e destacou a aprovação do PL 6.894/2013 como uma grande vitória dos pós-graduandos. Esse PL assegura direitos previdenciários a bolsistas de mestrado, doutorado e pós-doutorado da Capes, CNPq e outras agências, e garante acesso à aposentadoria, auxílio-doença e salário-maternidade, reconhecendo o trabalho dos pesquisadores, sem redução no valor das bolsas.
O papel da cultura na construção da cidadania, bem-estar, identidade e pertencimento
Demonstrando respeito extremo ao ambiente em que estava, Teresa Cristina contou que se arrumou como se arruma para ir ao seu terreiro: toda de branco. "Porque esta é uma casa de muito axé", disse ela. A cantora e compositora trouxe ao centro da sua apresentação o papel da cultura — especialmente do samba — como expressão de identidade, memória e resistência. Ao compartilhar sua trajetória e referências, a artista destacou como a cultura está diretamente ligada ao bem-estar, ao pertencimento e à construção de cidadania. Com voz firme e serena, Teresa evocou mestres para falar de seus aprendizados e usou diversas metáforas para contar da vida, compartilhando com o público memórias do samba, histórias e afetos.
Teresa contou sobre os caminhos não lineares que percorreu e ainda percorre na vida, e destacou a importância da escuta atenta aos mais velhos, do aprendizado construído na convivência e no respeito às tradições. Sua experiência deu forma concreta à ideia central do encontro: o conhecimento não se limita à academia. Promover cultura é também promover saúde. Provocando Teresa em sua apresentação, Marly falou sobre a construção dessa artista que inspira tantas outras mulheres que trabalham com a educação, a cultura e também buscam esses espaços para se empoderarem mais. A vice-presidente também fez questão de lembrar a época da pandemia, momento difícil para a instituição, que tinha que tomar decisões rápidas para ajudar a salvar vidas.
"Naquele período, suas lives noturnas eram um bálsamo para muitos de nós. Preciso lhe agradecer! Como algumas colegas aqui já disseram, você salvou a minha vida! Obrigada por isso e por muito mais que você tem feito, compartilhando seus saberes, suas músicas e sua poesia. Enfim, um espaço democrático de muito aprendizado e afeto que você tem promovido. Seu samba ocupa um lugar importante na construção da identidade cultural, no fortalecimento de vínculos sociais e luta pela igualdade racial no Brasil, que ainda vive o mito da democracia da democracia racial. A obra de Teresa Cristina dialoga diretamente com o campo da saúde coletiva, o bem-viver, a cultura como importante determinante social da saúde, o direito à cidadania e à dignidade, conectando-se de maneira profunda com dimensões sociais e simbólicas da vida", disse Marly.
Em um clima de bate-papo íntimo, Teresa Cristina dividiu com o público as vivências sobre o processo de adoecimento da mãe, que sofre com a doença de Alzheimer — e o quanto acredita que as lives realizadas durante a pandemia junto com ela a ajudaram — e também falou sobre a construção da sua própria identidade. "Eu estou com 58 anos e demorei muito para gostar de mim, para me olhar no espelho e gostar do que eu estava vendo. Muita gente diz que eu salvei vidas com as lives, mas a verdade é que elas salvaram a minha também, e esticaram um pouquinho mais a consciência da minha mãe. Tenho certeza que dei a ela uma alegria que jamais pensava em ter na vida, porque o sonho da minha mãe sempre foi ser cantora", contou ela emocionada, aconselhando todos a beijarem e abraçarem suas mães enquanto podem.
Com delicadeza, mas sem perder a contundência, destacou que este ano de eleições não será fácil e apontou que todos precisam estar atentos, observar, não compartilhar fake news e, muito mais do que isso, não reeleger essas pessoas que já estão na política e fazem e dizem verdadeiras atrocidades. "Não vamos reeleger misóginos, não vamos reeleger homofóbicos, não vamos reeleger transfóbicos, não vamos reeleger negacionistas, não vamos reeleger quem fala mal da ciência, não vamos reeleger quem diz que não vai dar vacina para seus próprios filhos". Para terminar sua apresentação, Teresa Cristina, cantou a música "De volta ao começo", de Gonzaguinha. "Eu espero que essa letra coloque dentro de vocês um pouquinho de esperança: ...é como se eu despertasse de um sonho que não me deixou viver. E a vida explodisse em meu peito com as cores que eu não sonhei. É como se eu descobrisse que a força esteve o tempo todo em mim. E é como se então, de repente, eu chegasse ao fundo do fim. De volta ao começo, ao fundo do fim, de volta ao começo". "Viva a educação, viva a ciência, viva a Fiocruz!", exaltou ela.
"Trabalhamos por uma transformação digital no SUS que fortaleça a democracia, busque a equidade, a solidariedade, a inclusão e que respeite os direitos humanos", disse a secretária de Informação e Saúde Digital do Ministério da Saúde (Seidigi/MS), Ana Estela Haddad, na ocasião da aula inaugural do curso de especialização em Dados e Sistemas de Informação para o Sistema Único de Saúde. Segundo ela, as tecnologias digitais podem e devem impactar positivamente a saúde, no entanto, é necessário que, à luz do SUS, essa transformação não seja guiada pelas mesmas regras e lógicas da transformação maciça e ampla que estamos vivendo na sociedade como um todo. A vice-presidente de Educação, Informação e Comunicação, Marly Cruz, o diretor do Instituto de Comunicação e Informação Científica e Tecnológica em Saúde (Icict/Fiocruz), Adriano Silva, e a assessora da VPEIC e uma das coordenadoras da formação, Mel Bonfim também participaram do lançamento do curso. A aula foi transmitida ao vivo e está disponível no canal do Campus Virtual no youtube.
+Assista aqui à aula de abertura
Esta é a primeira edição desse curso de cunho nacional, oferecido em todas as regiões do país e que acumulou mais de 5 mil inscrições, com cerca de 2.700 matrículas homologadas. Sua realização é uma responsabilidade do Icict e o Campus Virtual Fiocruz no âmbito do Programa de Formação em Ciência de Dados e Informações em Saúde para o SUS, que é desenvolvido pela Fiocruz — sob a coordenação da VPEIC, através do Campus Virtual — e o Ministério da Saúde, por meio da Seidigi/DataSUS/MS.
Saúde digital, um eixo estratégico da política de saúde no Brasil
Ana Estela demonstrou alegria com o início do curso, destacou a grande procura pela nova formação e parabenizou os selecionados. Com o tema “Sistema Único de Saúde: Potencialidades e desafios na Informação, Saúde Digital e Inteligência Artificial”, durante sua palestra, a secretária fez um percurso pela área da informação e saúde digital ao longo dos últimos 20 anos, mostrou diferentes ferramentas e iniciativas já desenvolvidas e apontou que a saúde digital é um campo em construção, reconstrução e ressignificação. Para ela, a criação da Seidigi demonstra que a saúde digital deixou de ser um projeto isolado para se tornar uma política estruturante dentro do Ministério da Saúde.
Entre iniciativas de destaque, Ana Estela falou sobre o aplicativo 'Meu SUS digital', a telessaúde e também sobre a Rede Nacional de Dados de Saúde (RNDS). Com foco na experiência do cidadão através do app, ela enfatizou que a "tecnologia deve servir ao empoderamento do paciente, oferecendo transparência e acesso fácil a históricos de vacinação, exames e agendamentos". Sobre o papel estratégico da telessaúde, a secretária a descreveu como uma "ferramenta de justiça social, capaz de levar especialistas a regiões remotas e vazios assistenciais". Já a RNDS foi descrita por ela como a "espinha dorsal" da integração do sistema. "Ao priorizar a interoperabilidade, o Ministério da Saúde busca garantir que o histórico clínico do paciente o acompanhe em qualquer ponto do território nacional", disse Ana Estela, afirmando que “essa infraestrutura é vital para evitar a duplicidade de exames e garantir a continuidade do cuidado, transformando dados brutos em inteligência assistencial”.
A secretária encerrou sua participação alertando que a revolução tecnológica no SUS exige um compromisso rigoroso com a ética e a formação humana. Ela reforçou a importância da conformidade com a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) e a urgência de políticas de literacia digital para os profissionais de saúde, especialmente os que atuam na ponta do sistema. Em sua visão, o fortalecimento da soberania tecnológica nacional e a segurança cibernética são as garantias de que a inovação resultará em um sistema de saúde mais ágil, moderno e fundamentalmente inclusivo para as próximas gerações.
Especialização em saúde digital com abrangência nacional
A vice-presidente de Educação, Informação e Comunicação da Fiocruz, Marly Cruz, destacou a relevância do curso, não somente para fortalecer ações de saúde que estão vinculadas à saúde digital, mas também para reduzir desigualdades: “É muito bom chegar aqui e ver pessoas das diferentes partes e regiões do país. Está em nossa missão institucional reduzir desigualdades e podemos ver esse potencial na natureza dessa nova formação". Marly completou dizendo que há uma grande demanda sobre essa área. Ela espera que a formação seja um sucesso e que possa haver outras edições: “É importante que a gente possa mergulhar nesta primeira versão com o compromisso de que o curso venha contribuir para a produção do conhecimento, para uma reflexão mais profunda sobre os nossos desafios, mas que a gente também possa tirar lições aprendidas, inclusive para aperfeiçoar outras possíveis versões”.
O diretor do Icict, Adriano Lopes, agradeceu a oportunidade de realizar a primeira edição do curso e proporcionar o debate sobre gestão de dados em saúde e sistemas de informação, pensando sempre nos avanços tecnológicos: “Penso muito sobre como esse campo é dinâmico, sobre como não nos permite descanso, pois a tecnologia avança, em especial, nos estudos de informação e comunicação em saúde, os sistemas mudam e cada vez nos impõem desafios imprescindíveis”.
A assessora da VPEIC e coordenadora da formação juntamente com Carolina Carvalho e Mônica Magalhães, Mel Bonfim, citou Paulo Freire afirmando que a "educação é um ato político. É impossível ser neutro. Quem decide pela neutralidade já optou por uma posição", disse ela, detalhando que, inspirados pela educação que transforma, o sentimento com a abrangência do curso é de orgulho. "Podemos dizer que o Brasil está aqui representado, seja pelas cinco regiões, seja pela diversidade assegurada, pela política da Fiocruz e pela política do Ministério da Saúde de compromisso com as ações afirmativas".
O Sextas de Poesia traz o escritor português José Saramago, com trecho da apresentação do livro 'Viagem a Portugal', uma reflexão profunda sobre escolhas, desapego e renovação. Quando ele diz “entregue as suas flores a quem sabe cuidar delas”, fala simbolicamente sobre afeto, dedicação e tudo aquilo que cultivamos ao longo da vida, que sempre está em movimento, e que sempre existe a possibilidade de um novo percurso, um novo olhar ou uma nova chance.
#ParaTodosVerem Fotografia em um campo florido, com tons quentes dourados e alaranjados. No centro da imagem há uma pessoa de costas, com cabelo volumoso e crespo, vestindo uma roupa clara. No lado direito da imagem há um texto em destaque com uma citação de José Saramago, apresentação do livro "Viagem a Portugal":
Entregue as suas
flores a quem sabe
cuidar delas, e comece.
Ou recomece.
Nenhuma viagem
é definitiva.
A Presidência da Fiocruz, por intermédio da Vice-Presidência de Educação, Informação e Comunicação (VPEIC), divulga o resultado da validação pelas Secretarias Acadêmicas da Chamada Interna Auxílio à Permanência - 2026.1. O resultado pode ser conferido no Campus Virtual Fiocruz. Os estudantes que constarem como não validados poderão interpor recurso até às 16h do dia 22 de março de 2026.
+Confira aqui o resultado da validação pelas Secretarias Acadêmica
+Acesse aqui a chamada APE-PG 2026.1
Aos candidatos que constarem como validados no resultado, orientamos que acompanhem as próximas etapas do processo seletivo, conforme cronograma previamente divulgado. Em conformidade com a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), informamos que os números de CPF serão divulgados de forma parcialmente anonimizada, preservando a privacidade dos candidatos. Os estudantes não validados receberão um e-mail do Centro de Apoio ao Discente (CAD) informando o motivo da não validação, juntamente com as orientações para a solicitação de recurso.
A iniciativa é voltada a alunos de baixa renda da Fiocruz em situação de vulnerabilidade social ligados aos programas de pós-graduação de mestrado e doutorado acadêmicos da instituição, visa promover a permanência destes estudantes nos PPGs, favorecendo a continuidade de seus estudos e desempenho acadêmico, e, assim, contribuir para a redução das desigualdades na educação de pós-graduação e na ciência em nosso país. Acesse o edital, confira todas as informações e critérios de elegibilidade.
Ao todo, poderão ser atendidos até 400 estudantes regularmente matriculados em programas Stricto sensu da Fiocruz e que atendam aos critérios de elegibilidade descritos no Artigo 4 da Chamada (baixa renda, sem atividade remunerada e em dedicação exclusiva ao curso), de acordo com a disponibilidade orçamentária de cada ano.
Concorrem estudantes com renda familiar mensal igual ou inferior a 1 salário mínimo e meio (correspondente a R$ 2.431,50, de acordo com o valor do salário mínimo nacional vigente no ano de 2026).
O APE-PG consistirá em ofertar aos estudantes que preencham os requisitos de elegibilidade um auxílio financeiro mensal no valor R$ 800,00 (oitocentos reais). Destina-se a estudantes com matrícula ativa na Fiocruz, dedicação exclusiva a cursos de pós-graduação, com renda familiar per capita mensal inferior ou igual a 1,5 (um e meio) salário mínimo, e inscritos no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico); ou ainda se forem membros de família de baixa renda, também nos termos do mesmo Decreto, em condição de vulnerabilidade social que prejudique o desenvolvimento das atividades acadêmicas do curso da Fiocruz em que está matriculado, mediante autodeclaração.
O recebimento do Auxílio acontecerá por até 12 (doze) meses consecutivos, enquanto o estudante estiver em situação de matrícula ativa e dentro dos prazos regimentais de conclusão do curso em questão, com duração máxima equivalente ao período do curso (até o 24º mês no mestrado e até o 48º mês no doutorado), e desde que mantidas ao longo de todo o período as condições de elegibilidade ao recebimento do auxílio. Além disso, a qualquer momento, caso o aluno supere a situação de vulnerabilidade que o levou ao recebimento do auxílio ou passe a exercer atividade remunerada, ele deverá solicitar à coordenação do Programa, em sua unidade, a suspensão do benefício.
+Acesse aqui a chamada interna APE-PG 2026.1
Em caso de dúvidas e informações, solicitamos que o contato seja realizado exclusivamente por meio do endereço eletrônico: cad@fiocruz.br.
O Centro de Referência Professor Hélio Fraga (CRPHF/Ensp/Fiocruz) realizará, entre os dias 4 e 6 de maio de 2026, o curso presencial Manejo clínico e vigilância das Micobactérias Não Tuberculosas (MNT). As inscrições estão abertas até 10 de abril de 2026 pelo Campus Virtual Fiocruz.
A formação reunirá especialistas para discutir diagnóstico, manejo clínico, vigilância e tratamento das infecções por micobactérias não tuberculosas, incluindo:
Programação:
Aula de abertura
Micobactérias Não Tuberculosas: o estado da arte e os desafios emergentes para a clínica e a saúde pública
Módulo 1
Introdução às MNT: Taxonomia, epidemiologia e patogênese
Módulo 2
Notificação, definições de caso e vigilância
O curso será realizado no Centro de Referência Professor Hélio Fraga, localizado na Estr. de Curicica, 2.000 - Curicica, Rio de Janeiro - RJ.
Carga horária: 30 horas
Horário: das 8h às 17h
Vagas: 90
Certificados de conclusão serão enviados aos aprovados, por e-mail, em até 20 dias úteis após o término do curso.
Participe dessa atualização estratégica sobre um tema cada vez mais relevante para a clínica e para a saúde pública.
O Instituto de Comunicação e Informação Científica e Tecnológica em Saúde (Icict/Fiocruz) prorrogou as inscrições para a primeira edição do curso de atualização em Comunicação e Saúde em Tempos de Desinformação. Voltado a profissionais de comunicação vinculados ao Ministério da Saúde, o curso será oferecido pela primeira vez na Fiocruz Brasília. Com a iniciativa, o Icict reforça seu papel como protagonista do debate sobre o tema da desinformação, conectando diferentes campos de conhecimento. As inscrições estão prorrogadas até 21 de março, neste link do Campus Virtual.
Com aulas presenciais, às sextas-feiras, o curso busca qualificar profissionais graduados que atuam com comunicação e saúde, com o objetivo de oferecer possibilidades de ação conjunta entre a academia e a sociedade sobre desinformação científica e saúde, para promover reflexões e estratégias para atuar em contextos de desinformação.
Os temas abordados estão divididos em cinco módulos:
O curso é coordenado pelos pesquisadores do Icict Wilson Borges e Izamara Bastos, ambos do Laboratório de Comunicação e Saúde (Laces).
Acesso rápido
Mais informações sobre o curso aqui
Em julho de 2025, representantes do Icict participaram da primeira edição do seminário 'Educação, Informação, Comunicação e Saúde: Proteções contra a Desinformação', realizado pela Fiocruz Bahia e parceiros. O evento promoveu debates sobre os desafios relacionados à desinformação em ciência e saúde, além de premiar trabalhos com o Prêmio Igor Sacramento, em homenagem ao pesquisador e professor falecido em abril do ano passado.
Por seu importante papel nos estudos e debates relacionados ao tema, o Icict receberá a segunda edição do seminário, em 2027.
A série de palestras Encontro às Quintas retorna no dia 26 de março com a apresentação Entre textos e mundos: paratextos, paratextualidade e a escrita da história das ciências, ministrada pelo pesquisador da USP, Thomás A. S. Haddad.
Em 2026, o Encontro às Quintas completa 29 anos. Ao longo do semestre, estão programadas sete sessões que reunirão 18 expositores e debatedores, entre historiadores, antropólogos, sociólogos, cientistas políticos, filósofos, arquitetos e jornalistas. Serão abordados temas como a violência de gênero no Brasil, as ideias de Michel Foucault, as implicações da Inteligência Artificial para a democracia e a contenção do comunismo na modernização da educação médica brasileira durante a Guerra Fria, entre outros.
Sob a coordenação do sociólogo, professor e pesquisador Marcos Chor Maio (PPGHCS/Depes/COC/Fiocruz), o Encontro às Quintas é uma realização do Programa de Pós-Graduação em História das Ciências e da Saúde (PPGHCS) da Casa de Oswaldo Cruz (COC/Fiocruz). Todas as sessões ocorrerão às 10h no Salão de Conferência Luiz Fernando Ferreira, no CDHS, campus da Fiocruz, em Manguinhos, Rio de Janeiro.
Confira abaixo a programação completa:
1ª sessão: 26/3
Entre textos e mundos: paratextos, paratextualidade e a escrita da história das ciências
Expositor: Thomás A. S. Haddad (USP)
Debatedora: Lorelai Brilhante Kury (COC/Fiocruz)
A palestra discute a paratextualidade como ferramenta metodológica na história das ciências. Propõe analisar títulos, prefácios, notas e outros elementos do texto científico não como acessórios, mas como espaços privilegiados para observar a produção e a circulação do conhecimento.
2ª sessão: 9/4
Contra o esquecimento, devir-maroon no Cottica (Suriname)
Expositora: Olivia Gomes (Museu Nacional/UFRJ)
Debatedora: Kaori Kodama (COC/Fiocruz)
A apresentação mobiliza relatos de etnografias e de relatórios não acadêmicos sobre a Guerra Civil do Suriname (1986–1992). Mostra como, entre os Cottica Ndyuka, que vivem em Moengo e em aldeias vizinhas do país caribenho, as lembranças da guerra e a compreensão de suas vidas como uma luta contínua por liberdade articulam-se às experiências de fuga de seus ancestrais.
3ª sessão: 30/4
As desigualdades sociais como condicionantes da violência de gênero no Brasil
Expositora: Lina Faria (COC/Fiocruz)
Debatedora: Marcia Lima (USP)
A violência de gênero no Brasil é estrutural e histórica, vinculada às relações de poder e frequentemente naturalizada por práticas de exclusão. A palestrante discute como o sexismo e as desigualdades sociais perpetuam ciclos de agressão, sobretudo em contextos de vulnerabilidade.
4ª sessão: 14/5
Como identificar um comunista? Educação Médica, a CAPES e a Fundação Rockefeller no Brasil da Guerra Fria
Expositor: Gilberto Hochman (COC/Fiocruz)
Debatedor: Carlos Henrique Assunção Paiva (COC/Fiocruz)
A palestra analisa a contenção do comunismo como eixo dos programas da Fundação Rockefeller voltados à modernização da educação médica brasileira nos anos 1950, em parceria com a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes). Também aborda como bolsas e auxílios eram politicamente monitorados no contexto da Guerra Fria e discute a atuação da fundação como ator político no Brasil.
5ª sessão: 28/5
Centenário de Michel Foucault
Expositores: Carlos Estellita-Lins (COC/Fiocruz), Flavio Edler (COC/Fiocruz) e José Nicolau Julião (UFRRJ)
Debatedora: Ana Teresa Venâncio (COC/Fiocruz)
As apresentações destacam a obra e o caráter inovador da reflexão de Michel Foucault, bem como as implicações ético-políticas de suas ideias. Aborda a recepção precoce do pensamento do filósofo no Brasil, especialmente por meio de Roberto Machado, e discute a circulação das ideias foucaultianas na historiografia brasileira da psiquiatria.
6ª sessão: 11/6
Arquitetura de Alhambra em perspectiva transnacional: Granada, Rio de Janeiro, Nova York e Berlim
Expositores: José Manuel Rodríguez Domingo (Universidad de Granada) e Renato da Gama-Rosa Costa (COC/Fiocruz)
Debatedora: Gisele Sanglard (COC/Fiocruz)
As exposições discutem a difusão internacional da estética da Alhambra, complexo de palácios na Espanha, e suas apropriações em cidades como Granada, Rio de Janeiro, Nova York e Berlim. No Rio de Janeiro, essa influência se manifesta de forma emblemática no Castelo Mourisco, símbolo da Fiocruz. Destaque da paisagem há mais de um século, o castelo é o carro-chefe do pedido de candidatura da instituição a Patrimônio Mundial pela Unesco.
7ª sessão: 25/6
Inteligência artificial e Democracia
Expositores: Dora Kaufman (PUC-SP) e Fernando Barros Filgueiras (UFG)
Debatedora: Letícia Cesarino (UFSC)
A inteligência artificial generativa vem se consolidando como vetor de desinformação em processos eleitorais ao redor do mundo. Nesse contexto, os expositores analisam como essa tecnologia pode afetar as eleições brasileiras de 2026. A apresentação também discute a Inteligência Artificial como uma terceira forma de inteligência, ao lado da individual e da coletiva, e como sua presença reconfigura as dinâmicas e os desafios dos regimes democráticos.
Primeiro Encontro às Quintas de 2026 reflete sobre a escrita da história das ciências
O Encontro às Quintas abre as atividades do semestre com a palestra Entre textos e mundos: paratextos, paratextualidade e a escrita da história das ciências, ministrada por Thomás A. S. Haddad, professor da Escola de Artes, Ciências e Humanidades da USP. A apresentação propõe uma reflexão metodológica sobre o uso da noção de paratextualidade na pesquisa em história das ciências.
Tradicionalmente associados a elementos como títulos, prefácios, notas ou dedicatórias, os paratextos costumam ser tratados como acessórios em relação ao conteúdo científico principal. A palestra, porém, chama a atenção para o valor desse material como forma de observar as práticas de produção, circulação e legitimação do conhecimento científico.
Situados entre o texto científico e o mundo social, os paratextos permitem analisar simultaneamente conteúdos epistêmicos, estratégias retóricas, regimes de autoridade e enquadramentos institucionais. Com base em estudos de caso sobre a história da astronomia entre os séculos 17 e 18, a palestra evidencia os critérios de construção da credibilidade científica e formas específicas de circulação do saber.
Thomas Haddad é professor de História das Ciências na Universidade de São Paulo. Seus interesses de investigação concentram-se nas histórias conectadas dos conhecimentos celestes em mundos coloniais e nas histórias de livros e mapas na época moderna. Entre suas publicações, é coorganizador, junto com Matheus Alves Duarte da Silva e Kapil Raj, de Beyond Science and Empire: Circulation of Knowledge in an Age of Global Empires, 1750-1945, publicado em 2023 pela Routledge.
O debate será moderado por Lorelai Kury, pesquisadora da Casa de Oswaldo Cruz (COC/Fiocruz). Lorelai atua na área de História da Cultura Científica dos séculos 18 e 19. Suas pesquisas abordam temas como viajantes, história natural, história das ciências no Brasil, viagens científicas, Iluminismo, imprensa científica e iconografia científica. É autora, entre outros livros, de Árvores, florestas, madeiras: ensaios históricos, publicado pela Andrea Jakobsson Estúdio em 2022.
Encontro às Quintas – 1ª sessão
Entre textos e mundos e a escrita da história das ciências
Expositor: Thomás A. S. Haddad (USP)
Debatedora: Lorelai Kury (COC/Fiocruz)
Coordenação: Marcos Chor Maio
Data: 26 de março
Horário: 10h
Local: Auditório Luiz Fernando Ferreira — Casa de Oswaldo Cruz/Fiocruz, Manguinhos, Rio de Janeiro
Pesquisadora do Núcleo de Estudos e Pesquisas Ambientais (Nepam) da Universidade de Campinas (Unicamp), Aline Carvalho ministrará a aula de abertura do Programa de Pós-Graduação em Preservação e Gestão do Patrimônio Cultural das Ciências e da Saúde (PPGPAT) no dia 26 de março, às 13h30, no Salão de Conferência Luiz Fernando Ferreira do Centro de Documentação e História da Saúde (CDHS). O evento, que traz o tema Mudanças climáticas e patrimônios: perspectivas históricas e desafios, será transmitido pelo canal da Casa de Oswaldo Cruz no YouTube. Haverá tradução em Libras.
Além de professora dos programas de pós-graduação em Ambiente e Sociedade e em História e no mestrado profissionalizante em História da Unicamp e coordenadora do Laboratório de Arqueologia Paulo Duarte, da mesma instituição, Aline é coordenadora do Comitê de Mudanças Climáticas e Patrimônios do Conselho Internacional de Monumentos e Sítios (ICOMOS) Brasil, ONG que tem a missão de promover a conservação, a proteção, o uso e a valorização de monumentos, centros urbanos e sítios, associada à Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco).