Vice-presidência de Educação Informação e Comunicação (VPEIC/Fiocruz)

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Publicado em 02/03/2026

Fiocruz apoia construção de escolas de saúde pública em Moçambique

Autor(a): 
Isabela Schincariol e Ana Paula Blower (CCS/Fiocruz)

Autoridades, docentes e pesquisadores especialmente envolvidos com a área da educação da Fiocruz participaram de uma grande agenda estratégica para desenvolvimento e implementação de escolas de saúde pública em Moçambique. Ancorada em uma cooperação estruturante, a visita de profissionais moçambicanos aconteceu entre os dias 23 e 27 de fevereiro e envolveu cerca de 30 participantes na sede da Fiocruz, no Rio de Janeiro. A programação contou com a equipe da Vice-Presidência de Educação, Informação e Comunicação (VPEIC), da Coordenação-Geral de Educação (CGE/VPEIC), da Vice-presidente de Saúde Global e Relações Internacionais (VPSGRI/Fiocruz), e de unidades de referência na formação em saúde, como a Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca (Ensp) e a Escola Politécnica de Saúde Joaquim Venâncio (EPSJV), além de outros atores institucionais com potencial de contribuição nessa articulação. A missão promoveu debates sobre estrutura curricular, marcos regulatórios, desenho institucional, estratégias de internacionalização e mecanismos de avaliação da qualidade acadêmica para a plena implantação da Escola Nacional de Saúde Pública de Moçambique. A iniciativa dialogou ainda com uma iniciativa mais ampla: a futura constituição de uma escola de saúde pública voltada aos países africanos de língua portuguesa (CPLP).

A cooperação estruturante firmada com o Instituto Nacional de Saúde de Moçambique é uma modalidade que visa apoiar o país parceiro na criação e consolidação de capacidades próprias, fortalecendo seu sistema nacional de saúde a partir da qualificação de sua força de trabalho. Para tanto, os profissionais da Fiocruz atuarão nesse acordo na construção das bases acadêmicas, pedagógicas e institucionais necessárias para desenhar, implementar e sustentar propostas formativas em quatro campos prioritários: Economia da Saúde; Clima, Ambiente e Saúde; Saúde Digital; e Planejamento e Gestão em Saúde.

“A cooperação com Moçambique é um dos exemplos mais bem-sucedidos de cooperação estruturante do Brasil no campo da saúde, sendo a Fiocruz como protagonista. baseada em uma parceria de longa data voltada ao fortalecimento do sistema de saúde do país, ampliando sua capacidade de resposta às emergências em saúde e a tantos outros desafios, como os efeitos das mudanças climáticas e o impacto das doenças crônicas”, destaca o presidente da Fiocruz, Mario Moreira. “A Fiocruz fortalece essa cooperação com importantes cooperações no campo da educação, já materializada na estruturação da Escola de Saúde Publica de Moçambique, projeto inspirador para se pensar numa escola de saúde pública de língua portuguesa. É nosso compromisso trabalharmos juntos por um Sul Global fortalecido, caminhando numa relação de trocas e solidariedade para o maior acesso da população à promoção da saúde”.

O acordo de cooperação já conta com um memorando de entendimento firmado anteriormente, podendo ser complementado por termos aditivos conforme o desenrolar do projeto e o detalhamento das ações. A visita está diretamente relacionada a um projeto financiado pelo Banco Mundial — inicialmente concebido para apoiar a preparação e resposta a novas epidemias, mas que evoluiu também para um eixo estruturante de formação de recursos humanos em saúde. Paralelamente a essa construção, a agenda no Brasil incluiu também a implementação da Escola de Saúde Pública da CPLP, que será vinculada ao próprio INS e voltada aos países africanos de língua portuguesa, com sede em Moçambique. Essa discussão foi aprofundada entre o chefe de Gabinete da Presidência da Fiocruz, Rivaldo Venâncio, e o diretor-geral do INS, Eduardo Samo Gudo, em reunião que articulou a composição de um grupo de trabalho para estruturar tecnicamente a proposta junto aos parceiros. 

Eduardo Samo Gudo afirmou que a missão ao Brasil foi bastante produtiva, rememorando ainda que esse trabalho conjunto é um compromisso firmado pelas instituições com todo apoio político dos ministros de Saúde e dos chefes de Estado de ambos os países durante a visita do presidente Lula, em novembro de 2025, a Moçambique. Segundo ele, a escola é uma prioridade para o sistema da saúde moçambicano, que tem uma demanda importante de especialistas num momento em que o país enfrenta crescente número e agravamento de emergências em saúde pública, surtos epidemiológicos, eventos climáticos, doenças crônicas, além de rápido crescimento demográfico "Esse contexto socioeconômico e demográfico demanda novas competências dos profissionais de saúde e, por isso, a escola é fundamental. A Fiocruz tem muita experiência, a partir da sua Escola de Saúde Pública (Ensp) e a Escola Politécnica de Saúde (EPSJV), e é esse conhecimento que aproveitamos nesta missão. Voltamos para Moçambique para a continuidade dessas discussões e certos do apoio e a dedicação que recebemos dos profissionais da Fiocruz. Foi uma demonstração do compromisso que a instituição tem com a formação de profissionais de saúde”.

Durante o período na Fiocruz, a comitiva compartilhou expectativas e necessidades locais e conheceu detalhadamente programas de pós-graduação, suas linhas de pesquisa e estruturas curriculares, debateram modelos pedagógicos, estratégias de implementação e analisaram experiências já consolidadas pela Fundação, incluindo sua interface histórica com o Ministério da Saúde brasileiro. Além da Ensp e a EPSJV, outras iniciativas e coordenações da Fundação foram apresentadas como potenciais parceiros para essa grande construção, como o Instituto de Comunicação e Informação Científica e Tecnológica em Saúde (Icict), a Coordenação de Informação e Comunicação (Cinco/VPEIC), o Campus Virtual Fiocruz e o Instituto Aggeu Magalhães (Fiocruz Pernambuco).     

Ao final da visita, foram definidas linhas de trabalho concretas para apoio técnico e acadêmico da Fiocruz ao país africano, consolidando uma agenda de cooperação internacional orientada ao fortalecimento sustentável do sistema de saúde moçambicano por meio da implementação de uma escola nacional robusta, estratégica e alinhada à formação qualificada de recursos humanos e às prioridades sanitárias de Moçambique.

Fotos da imagem de capa: Peter Ilicciec (CCS/Fiocruz)

Publicado em 26/02/2026

Mpox registra novos casos e reforça importância da qualificação profissional para resposta no SUS

Autor(a): 
Isabela Schincariol

O número de casos de Mpox seguem aumentando em nosso país. Dados atualizados desta quinta-feira, 26/2, do Centro Nacional de Inteligência Epidemiológica e Vigilância Genômica para Mpox do Ministério da Saúde apontam que o país já soma 88 casos confirmados, distribuídos em diferentes estados, o que evidencia a continuidade da circulação do vírus e a necessidade de vigilância epidemiológica permanente. Embora a maior parte das ocorrências apresente evolução clínica sem agravamentos significativos, especialistas ressaltam que a identificação precoce e a notificação oportuna são determinantes para interromper cadeias de transmissão e evitar novos surtos.

Inscreva-se!

Da semana passada para esta, os dados quase dobraram: eram 47 casos confirmados em 20/2 . Nesse contexto, a capacitação das equipes do Sistema Único de Saúde (SUS) torna-se estratégica. Profissionais que atuam na atenção, na vigilância e na gestão precisam estar preparados para reconhecer sinais e sintomas, orientar a população e acionar fluxos adequados de cuidado e monitoramento. Educação permanente em saúde é componente essencial para fortalecer a resposta coordenada do sistema público frente a emergências sanitárias. O curso Mpox: Vigilância, Informação e Educação em Saúde foi desenvolvido em parceria com a Escola Politécnica de Saúde Joaquim Venâncio (EPSJV/Fiocruz), e certifica os participantes. A formação é online, gratuita, possui carga horária de 48h e está estruturada em quatro módulos. Ao integrar conteúdos sobre vigilância epidemiológica, qualificação da informação e estratégias educativas, o curso se consolida como ferramenta relevante para ampliar a capacidade de resposta do SUS, contribuindo para uma atuação mais ágil, técnica e alinhada às diretrizes da saúde pública brasileira.

O curso é estruturado para fortalecer competências técnicas na Atenção Primária, e aborda aspectos clínicos, epidemiológicos, notificação, investigação de casos e estratégias de educação em saúde. Voltado especialmente para profissionais de nível técnico e trabalhadores do SUS, a formação capacita profissionais a reconhecer sinais e sintomas, compreender fluxos de notificação e atuar de forma integrada na resposta local. 

Ainda não se sabe se a nova variante, detectada no Reino Unido e na Índia em fevereiro de 2026, tem maior transmissibilidade ou risco clínico, mas o fato é que ela reacende a importância da vigilância global e do fortalecimento das ações de saúde pública para monitorar e conter possíveis novos surtos.

Poli: Compromisso com o fortalecimento do SUS e a valorização dos trabalhadores da linha de frente 

Esta formação foi lançada em outubro de 2025 em resposta a centenas de notificações de casos no Brasil, pois, mesmo sem um surto explosivo, a vigilância e a educação em saúde permanecem essenciais para identificar suspeitas precocemente e conter possíveis avanços da doença no país e no mundo. A formação tem a coordenação compartilhada dos pesquisadores e professores da Escola Politécnica de Saúde Joaquim Venâncio (EPSJV/Fiocruz) Fernanda Bottino, Maurício Monken e Carlos Batistella, que são, respectivamente, do Laboratório de Educação Profissional em Técnicas Laboratoriais em Saúde (Latec/EPSJV), do Laboratório de Educação Profissional em Vigilância em Saúde (Lavsa/EPSJV), e coordenador de Cooperação Internacional da Escola. A iniciativa é resultado de um esforço coletivo dos referidos laboratórios da EPSJV/Fiocruz, que uniram suas expertises para desenvolver um curso com base na formação crítica de trabalhadores para o enfrentamento de temáticas emergentes da saúde coletiva, fortalecendo, assim, o compromisso histórico da Escola na formação de profissionais técnicos em saúde, com foco na vigilância, informação e educação em saúde. 

Conheça a estrutura da formação e inscreva-se: 

Módulo 1: Conceitos básicos sobre a Mpox
Aula 1: Mpox: a doença, o vírus e a epidemiologia
Aula 2: Transmissão, sinais e sintomas e diagnóstico
Aula 3: Tratamento e prevenção

Módulo 2: O processo de notificação da Mpox e o papel do profissional de nível médio
Aula 1: O registro da Mpox no sistema de informação em saúde
Aula 2: Como realizar o processo de notificação da Mpox 
Aula 3: Aspectos éticos no registro da Mpox com ênfase nos ambientes digitais
Aula 4: O protagonismo dos profissionais de Nível Médio no registro e informação sobre a Mpox

Módulo 3: Mpox no sistema de saúde: os desafios da prática educativa para a sua prevenção
Aula 1: Prevenção e o papel dos profissionais de saúde na suspeita, encaminhamento e acompanhamento de casos
Aula 2: Educação em saúde 
Aula 3: Educação popular em saúde e o planejamento de atividades educativas

Módulo 4: Mpox: a importância das ações de vigilância em saúde
Aula 1: Vigilância em Saúde
Aula 2: Informações na gestão de risco da Mpox
Aula 3: A vigilância da Mpox no território
Aula 4: Ações educativas e comunicativas de vigilância em saúde

Publicado em 25/02/2026

Fiocruz e Ministério da Saúde reforçam qualificação de profissionais com nova oferta de curso sobre testes rápidos de HIV, Sífilis e Hepatites B e C

Autor(a): 
Isabela Schincariol

O Campus Virtual Fiocruz acaba de disponibilizar a segunda oferta do curso Utilização dos testes rápidos no diagnóstico da infecção pelo HIV, da Sífilis e das Hepatites B e C, uma formação online, gratuita e autoinstrucional oferecida em parceria com o Ministério da Saúde. Este curso foi desenvolvido a partir de uma demanda do MS e é considerado uma estratégia de qualificação dos profissionais que atuam na linha de frente do Sistema Único de Saúde (SUS) para orientação e sensibilização dos profissionais de saúde que lidam diretamente com a realização de testes rápidos — procedimentos pré-teste, durante a testagem e pós-teste. A primeira edição formou quase 40 mil profissionais e a segunda já conta com mais de 50 mil inscritos. A testagem rápida é um instrumento fundamental para a detecção precoce de infecções sexualmente transmissíveis (ISTs) e para a interrupção da cadeia de transmissão.

Inscreva-se já!

Organizado em seis módulos, com 20 horas de carga horária, a formação aborda desde os procedimentos pré-teste, o manuseio e execução dos kits, até a interpretação dos resultados e o encaminhamento adequado na rede de atenção à saúde. O conteúdo é baseado nas diretrizes oficiais do Ministério da Saúde e nos manuais técnicos que orientam a prática segura e padronizada da testagem rápida no SUS, oferecendo uma base sólida para o trabalho cotidiano dos profissionais de saúde.

A formação tem demonstrado impacto significativo no serviço, refletido na ampla adesão dos profissionais e na importância do tema para o cotidiano dos serviços de saúde no Brasil. A nova oferta amplia essa oportunidade de qualificação e é aberta a todos os interessados nas diretrizes de diagnóstico de HIV, sífilis e hepatites virais no âmbito do SUS, com foco na utilização dos testes rápidos.

Segundo especialistas da área, a qualificação continuada em diagnóstico é peça-chave para a efetividade das políticas públicas de saúde, sobretudo em serviços de atenção básica, onde a testagem rápida representa um dos primeiros pontos de contato com a população. O curso do Campus Virtual Fiocruz oferece uma resposta educacional alinhada a essa necessidade, fortalecendo competências técnicas e contribuindo diretamente para a ampliação da capacidade de vigilância, diagnóstico e cuidado no país. 

Profissionais que concluírem o curso são certificados pela Fiocruz.  

Conheça a estrutura do curso Utilização dos testes rápidos no diagnóstico da infecção pelo HIV, da Sífilis e das Hepatites B e C. Ele está estruturado em 6 módulos, com carga horária total de 20 horas

  • Módulo 1: Guia prático para execução de testes rápidos da infecção pelo HIV, Sífilis, Hepatites B e C
  • Módulo 2: Testes rápidos para Infecção pelo HIV
  • Módulo 3: Testes rápidos para Sífilis
  • Módulo 4: Testes rápidos para Hepatite B
  • Módulo 5: Testes rápidos para Hepatite C
  • Módulo 6: Testes rápidos para detecção simultânea de anticorpos anti-HIV-1/2 e anticorpos treponêmicos (TR Duo HIV/Sífilis)
Publicado em 21/02/2026

Dados e Sistemas de Informação para o SUS: confira informações sobre a seleção

Autor(a): 
Isabela Schincariol

Atenção aos candidatos à especialização em Dados e Sistemas de Informação para o Sistema Único de Saúde. O Campus Virtual Fiocruz e o Instituto de Comunicação e Informação Científica e Tecnológica da Fiocruz (Icict) comunicam que as entrevistas da Comissão de Avaliação Biopsicossocial e da Comissão de Heteroidentificação Racial acontecerão entre os dias 23 e 27 de fevereiro. Foram convocados para essa entrevista os candidatos que concorrem às vagas PcD e Pessoas Negras (pretas e pardas), respectivamente. Detalhes sobre data, horário e link foram enviados por e-mail aos convocados. 

Confira o resultado das entrevistas e dos recursos:

Resultado das Entrevistas
Resultado dos Recursos

Fique atento(a)! A coordenação do curso informa que o período de matrícula acontece entre os dias 6 e 11 de março, no entanto, ressalta-se que os candidatos classificados dentro do número de vagas terão apenas 48 horas úteis para enviar a documentação e garantir sua vaga na especialização.

Candidatos que não enviarem a documentação no prazo serão desclassificados. De forma subsequente, serão convocados candidatos suplentes. É de inteira responsabilidade do candidato manter o e-mail de cadastro atualizado e verificar, incluindo a caixa Spam, as mensagens encaminhadas pela Secretaria Acadêmica (seca.icict@fiocruz.br).

Os selecionados receberão um e-mail de confirmação de matrícula, que deve ser respondido no prazo exigido. Para a efetivação da matrícula são exigidos os seguintes documentos:

  • Diploma de graduação 
  • Documento de Identidade
  • Formulário de inscrição na plataforma SIGA
  • Comprovante de residência
  • Comprovante ou declaração de vínculo com o serviço público de saúde


Confira aqui todos os documentos disponíveis na chamada!

Publicado em 20/02/2026

Mpox registra novos casos e reacende alerta: curso da Fiocruz fortalece resposta no SUS

Autor(a): 
Isabela Schincariol

A Mpox voltou ao centro das atenções da saúde pública brasileira em 2026. Neste ano, o país já registra 47 casos confirmados, distribuídos em diferentes estados, montrando que o vírus segue em circulação ativa e demanda vigilância constante. Embora o cenário atual não indique aumento da gravidade, especialistas da área alertam que a detecção precoce é determinante para conter a transmissão. Para sensibilizar profissionais à identificação rápida e eficiente, é imprescindível que as equipes de saúde, especialmente as que atuam na linha de frente de atendimento à população, estejam preparadas. Nesse sentido, o Campus Virtual Fiocruz apresenta o curso  Mpox: Vigilância, Informação e Educação, uma formação online e gratuita que, neste momento, apresenta-se como uma ferramenta estratégica para o fortalecimento da resposta ao SUS. Ele foi desenvolvido em parceria com a Escola Politécnica de Saúde Joaquim Venâncio (EPSJV/Fiocruz), é organizado em quatro módulos, tem 48h de carga horária e certifica os participantes.   

Inscreva-se já!

O alerta sobre a infecção viral causada pelo Monkeypox virus (Mpox) se intensificou diante da confirmação, pela Organização Mundial da Saúde (OMS), da circulação internacional de uma nova variante recombinante do vírus. Ainda que os casos confirmados sejam considerados leves ou moderados, sem registro de óbitos, a dinâmica de infecção reforça a necessidade de vigilância contínua e a qualificação dos profissionais de saúde como determinantes para evitar novos surtos. A infecção caracteriza-se por febre, dor de cabeça, lesões cutâneas e potencial transmissão em situações de contato próximo.

O curso é estruturado para fortalecer competências técnicas na Atenção Primária, e aborda aspectos clínicos, epidemiológicos, notificação, investigação de casos e estratégias de educação em saúde. Voltado especialmente para profissionais de nível técnico e trabalhadores do SUS, a formação capacita profissionais a reconhecer sinais e sintomas, compreender fluxos de notificação e atuar de forma integrada na resposta local. 

Ainda não se sabe se a nova variante, detectada no Reino Unido e na Índia em fevereiro de 2026, tem maior transmissibilidade ou risco clínico, mas o fato é que ela reacende a importância da vigilância global e do fortalecimento das ações de saúde pública para monitorar e conter possíveis novos surtos.

Poli: Compromisso com o fortalecimento do SUS e a valorização dos trabalhadores da linha de frente 

Esta formação foi lançada em outubro de 2025 em resposta a centenas de notificações de casos no Brasil, pois, mesmo sem um surto explosivo, a vigilância e a educação em saúde permanecem essenciais para identificar suspeitas precocemente e conter possíveis avanços da doença no país e no mundo. A formação tem a coordenação compartilhada dos pesquisadores e professores da Escola Politécnica de Saúde Joaquim Venâncio (EPSJV/Fiocruz) Fernanda Bottino, Maurício Monken e Carlos Batistella, que são, respectivamente, do Laboratório de Educação Profissional em Técnicas Laboratoriais em Saúde (Latec/EPSJV), do Laboratório de Educação Profissional em Vigilância em Saúde (Lavsa/EPSJV), e coordenador de Cooperação Internacional da Escola. A iniciativa é resultado de um esforço coletivo dos referidos laboratórios da EPSJV/Fiocruz, que uniram suas expertises para desenvolver um curso com base na formação crítica de trabalhadores para o enfrentamento de temáticas emergentes da saúde coletiva, fortalecendo, assim, o compromisso histórico da Escola na formação de profissionais técnicos em saúde, com foco na vigilância, informação e educação em saúde. 

Conheça a estrutura da formação e inscreva-se: 

Módulo 1: Conceitos básicos sobre a Mpox
Aula 1: Mpox: a doença, o vírus e a epidemiologia
Aula 2: Transmissão, sinais e sintomas e diagnóstico
Aula 3: Tratamento e prevenção

Módulo 2: O processo de notificação da Mpox e o papel do profissional de nível médio
Aula 1: O registro da Mpox no sistema de informação em saúde
Aula 2: Como realizar o processo de notificação da Mpox 
Aula 3: Aspectos éticos no registro da Mpox com ênfase nos ambientes digitais
Aula 4: O protagonismo dos profissionais de Nível Médio no registro e informação sobre a Mpox

Módulo 3: Mpox no sistema de saúde: os desafios da prática educativa para a sua prevenção
Aula 1: Prevenção e o papel dos profissionais de saúde na suspeita, encaminhamento e acompanhamento de casos
Aula 2: Educação em saúde 
Aula 3: Educação popular em saúde e o planejamento de atividades educativas

Módulo 4: Mpox: a importância das ações de vigilância em saúde
Aula 1: Vigilância em Saúde
Aula 2: Informações na gestão de risco da Mpox
Aula 3: A vigilância da Mpox no território
Aula 4: Ações educativas e comunicativas de vigilância em saúde

Publicado em 13/02/2026

Sextas fala sobre a alegria e a leveza do carnaval

Autor(a): 
Ana Furniel

O carnaval, em diversas partes do mundo, é considerado uma festa de resistência, liberdade e coletividade. No Brasil, é a maior celebração da cultura popular. Uma festa que une o sagrado e o profano, que se torna espaço de afirmação da diversidade e de luta pelos direitos das mulheres — com seus corpos livres nas ruas. É o maior espetáculo da Terra, onde o povo ousa ser feliz.

O Sextas de Poesia desta semana presta sua homenagem ao carnaval na voz de Luis Carlinhos, com a canção “Oh Chuva”, cuja letra faz a poesia rimar com alegria e convida a chuva a abençoar a folia. 

Bom carnaval! Que seja vivido com respeito e celebrado com pura magia.

Luis Carlos Xavier Ewald, o Luiz Carlinhos, é um cantor, compositor, intérprete e violonista brasileiro, nascido em 6 de junho de 1975, no Rio de Janeiro. É conhecido por transitar entre a música popular nordestina e o romantismo urbano. A canção “Oh, Chuva”, tornou-se um de seus maiores sucessos e ganhou projeção nacional ao ser regravada por diferentes artistas. A música, marcada por melodia envolvente e letra que mistura saudade, desejo e clima de chuva como metáfora de sentimentos, ajudou a consolidar o nome de Luiz Carlinhos como um compositor sensível e atento às emoções cotidianas. 

Desde muito jovem ele se relaciona com a música, tendo formado sua primeira banda, Sondagem da Terra, aos 12 anos. Formou-se em Ciências Sociais (2002) e depois em Artes Cênicas (2012) pela Pontifícia Universidade Católica (PUC-RJ) — onde também atuou como produtor, curador e apresentador de projetos culturais. Integrou a banda de reggae Dread Lion, também lançou vários álbuns solo, como Rapa da Panela (2005), Muda (2008) e o CD/DVD Gentes – 20 Anos ao Vivo (2013). Ela é ainda cofundador do grupo 4 Cabeça, vencedor do 21º Prêmio da Música Brasileira como Melhor Grupo de MPB. Além da música, atuou no teatro — inclusive compondo trilhas e participando de espetáculos.

Publicado em 12/02/2026

Divulgado o resultado das entrevistas da especialização em dados e sistemas de informação para o SUS

Autor(a): 
Isabela Schincariol

O Campus Virtual Fiocruz e o Instituto de Comunicação e Informação Científica e Tecnológica da Fiocruz (Icict) divulgam o resultado das entrevistas de seleção para o curso de especialização em Dados e Sistemas de Informação para o Sistema Único de Saúde. Recursos podem ser impetrados até o dia 13/2. O resultado do recurso será divulgado em 20/2. Os links para as entrevistas com a Comissão de Avaliação Biopsicossocial e a Comissão de Heteroidentificação Racial também serão divulgadas em 20/2. A divulgação do resultado final com o nome dos aprovados na especialização está prevista para o dia 6 de março. 

Fique atento(a)! A coordenação do curso alerta que, a partir da divulgação do resultado final, em 6/3, os selecionados terão 48h para enviar a documentação e garantir a sua vaga na especialização.  

Acesse:

+Lista com o resultado das entrevistas

A especialização é oferecida no âmbito do  Programa de Formação em Ciência de Dados e Informações em Saúde para o SUS, que é desenvolvido pela Fiocruz — sob a coordenação da Vice-Presidência de Educação,  Informação e Comunicação (VPEIC), através do Campus Virtual — e o Ministério da Saúde, por meio do DataSUS/Seidigi/MS.

Ao todo, estão disponíveis 100 vagas, distribuídas regionalmente, considerando políticas de ações afirmativas. A especialização, realizada na modalidade a distância, tem 400 horas de carga horária, com início previsto para março de 2026 e certificação de pós-graduação lato sensu pela Fiocruz.

O curso tem como objetivo o desenvolvimento de competências e habilidades analíticas para uso da informação em saúde, com vistas ao aprimoramento das políticas públicas e da gestão em saúde. Ele aborda temas centrais como sistemas de informação em saúde, análise e interpretação de dados, indicadores, ciência de dados aplicada, saúde digital e gestão orientada por evidências, conectando teoria e prática para qualificar a tomada de decisão no SUS e ampliar sua capacidade de resposta às demandas da população.

Acesse aqui a lista de documentos que compõem essa chamada

*última atualização: 4/2, às 10h, com publicação da lista de selecionados com horário de inscrição

Publicado em 11/02/2026

Mulheres na ciência: Campus Virtual Fiocruz celebra protagonismo feminino e a potência dessa agenda

Autor(a): 
Isabela Schincariol

Celebrar o Dia Internacional das Mulheres e Meninas na Ciência é reafirmar o compromisso com a equidade de gênero na produção do conhecimento, na inovação e na formulação de políticas públicas. A data nos convida à reflexão: hoje reconhecemos trajetórias historicamente invisibilizadas, mas seguimos enfrentando desigualdades estruturais ainda presentes nas carreiras científicas e sabemos que é preciso fortalecer estratégias que ampliem o acesso, a permanência e a liderança de mulheres na ciência. No Campus Virtual Fiocruz, esse compromisso se materializa de forma concreta e mensurável. O maior público de nossas ofertas educacionais é feminino — tanto no volume de inscrições nos cursos quanto nas interação com a equipe e redes digitais. Portanto, promover a participação feminina na ciência é também uma agenda estratégica para o avanço do SUS e o desenvolvimento social.

Atualmente, temos quase 1 milhão e 200 mil alunos inscritos em nossa plataforma. Desse total, em média, 70% do público são mulheres. Esse dado não é apenas estatístico. Segundo a coordenadora do Campus Virtual Fiocruz, Ana Furniel, tais números evidenciam que mulheres estão buscando, de forma ativa, qualificação, atualização e protagonismo nos campos da ciência e da saúde. "Ao oferecer cursos gratuitos, abertos e alinhados às demandas do SUS, o Campus Virtual se consolida como um ambiente de democratização do conhecimento e de fortalecimento da trajetória acadêmica e profissional de milhares de mulheres em todo o país".

Ana afirmou ainda que, neste 11 de fevereiro, o Campus Virtual Fiocruz reafirma-se como uma plataforma de acesso, permanência e também de projeção para mulheres na ciência. O CVF celebra esta data renovando seu compromisso institucional com a ampliação de oportunidades, a inovação pedagógica e a construção de uma ciência cada vez mais diversa, inclusiva e socialmente comprometida.

A Fiocruz como um todo tem atuado de forma consistente nesse campo, seja por meio de políticas institucionais de equidade, iniciativas de estímulo às meninas nas áreas STEM (que é a sigla em inglês para Science, Technology, Engineering and Mathematics, ou seja, Ciência, Tecnologia, Engenharia e Matemática), de programas de formação e de valorização de pesquisadoras em diferentes estágios da carreira, entre outros. No âmbito educacional, essas ações se articulam à missão histórica da instituição de formar quadros altamente qualificados para a saúde pública. 


*Esta imagem foi gerada por IA, no Chat GPT usando a trend das profissões e com base em uma imagem livre da plataforma Freepik 
 

Publicado em 09/02/2026

Brasil, Angola e organismos internacionais firmam novo acordo para fortalecer o enfrentamento da mortalidade materna

Autor(a): 
Isabela Schincariol*

A cooperação entre Brasil e Angola na área da saúde pública ganhou um novo marco com a assinatura de um acordo internacional voltado ao fortalecimento da vigilância e resposta à mortalidade materna, infantil e fetal no país africano. O acordo foi formalizado em Luanda, em 3 de fevereiro, com a presença de autoridades do governo de Angola, do governo do Brasil, da Fiocruz, da Agência Brasileira de Cooperação (ABC) e do Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA - Angola e Brasil), consolidando uma iniciativa estratégica de cooperação Sul-Sul trilateral. A assinatura representa o início oficial da implementação do projeto “Valorização da Vida Materna, Infantil e Fetal em Angola”, que tem como eixo central a formação de profissionais de saúde angolanos e o fortalecimento dos Comitês de Auditoria e Prevenção de Óbitos Maternos, Infantis e Fetais. 

Pela Fiocruz, participam do projeto a Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca (Ensp), o Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas (INI) e o Instituto Nacional de Saúde da Mulher, da Criança e do Adolescente Fernandes Figueira (IFF). A Fundação se articula aos parceiros contribuindo especialmente com sua sólida experiência no campo da educação e formação de profissionais na área da vigilância do óbito materno, infantil e fetal, tendo como base o curso a distância "Vigilância do óbito materno, infantil e fetal e atuação em comitês de mortalidade", oferecido pela Ensp, que já formou mais de 5 mil profissionais em todo Brasil.  

O projeto “Valorização da Vida Materna, Infantil e Fetal em Angola” busca contribuir diretamente para a redução dos indicadores de mortalidade no país, alinhando-se aos compromissos assumidos por Angola no que se refere ao alcance de metas de redução da mortalidade materna no âmbito da Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável.

Governança, alinhamento institucional e início das atividades técnicas

A missão que culminou na assinatura do acordo teve como objetivo assegurar o pleno início da implementação do projeto, reunindo, em um mesmo momento, ações de natureza institucional, política e técnica. A formalização da cooperação permitiu estabelecer os mecanismos de governança do projeto, alinhar expectativas e responsabilidades entre os parceiros e dar início às atividades previstas no primeiro Plano Operativo Anual (POA 2026), que foi pactuado no encontro do Comitê Gestor da iniciativa.

Representando a Fiocruz, participaram da missão a coordenadora adjunta de Educação da Vice-Presidência de Educação, Informação e Comunicação (CGE/VPEIC), Mariana Souza, e a equipe técnica de coordenação do curso e pesquisadoras da Fundação: Sonia Bittencourt e Henriette Santos da Ensp, Mayumi Wakimoto do INI, e Maria Teresa Massari do IFF. Enquanto a representação institucional esteve voltada à formalização do projeto, a equipe técnica iniciou o diagnóstico da realidade local, com análise documental, realização de oficina de trabalho com a participação de profissionais de saúde do Ministério da Saúde de Angola (Minsa) ligados a diferentes áreas de atuação, bem como fez visitas a um centro de saúde e uma maternidade pública de Luanda, etapa fundamental para a adequação da proposta formativa ao contexto angolano.

Formação como estratégia para o fortalecimento do sistema de saúde

Como desdobramento dessa formação, disse Mariana, "a iniciativa busca contribuir para a redução a longo prazo dos óbitos maternos, infantis e fetais no país, por meio da qualificação da vigilância, da produção de informações em saúde e da tomada de decisão baseada em evidências". O resultado direto esperado da cooperação é a criação de um curso de formação para 100 profissionais de saúde angolanos, que atuam nos Comitês de Mortalidade Materna, Infantil e Fetal. Para Henriette Santos, da Ensp, “esse é um passo importante para que Angola siga organizando, no futuro, cursos EAD com a mesma temática, de maneira autônoma, e possa formar um maior contingente de profissionais”, detalhou ela. 

Para o governo de Angola, o acordo representa um avanço concreto no fortalecimento das capacidades institucionais e profissionais do sistema de saúde, ao investir na qualificação contínua de seus quadros técnicos e na consolidação de mecanismos de governança capazes de identificar falhas evitáveis, aprimorar a qualidade do cuidado e orientar políticas públicas mais eficazes. "Acreditamos que a cooperação internacional, quando bem-feita, é um instrumento poderoso para melhorar a vida das nossas populações. Porque, no final, as mortes maternas não são números: são famílias, são histórias, são vidas.”, detalhou o secretário de Estado para a Saúde Pública em Angola, Carlos Alberto de Sousa.  

A proposta pedagógica do curso em Angola será organizada em três unidades de aprendizagem sequenciais, articulando teoria e prática e ancorada nos princípios da pedagogia para a autonomia. O projeto valoriza os saberes prévios dos profissionais, promove a reflexão crítica sobre os processos de trabalho e utiliza metodologias baseadas em casos, favorecendo a troca de experiências e a construção coletiva do conhecimento.

Experiência da Fiocruz como base do projeto

A formação a ser implementada em Angola tem como base a experiência consolidada pela Fiocruz, em especial pela Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca (Ensp), no campo da vigilância do óbito materno, infantil e fetal articulada à formação de profissionais de saúde. No Brasil, o curso já foi ofertado a cerca de mil municípios, alcançando mais de 5 mil profissionais de saúde, dos quais aproximadamente 80% são enfermeiras, 12% médicos, outros profissionais da área e técnicos de nível médio.

A origem dessa trajetória remonta a 2010, quando o Ministério da Saúde estabeleceu parceria com a Fiocruz para atender à necessidade de formação contínua em vigilância do óbito. Dessa articulação nasceu o Programa de Formação em Vigilância do Óbito Materno, Infantil e Fetal e Atuação em Comitês de Mortalidade, com ofertas realizadas entre 2013 e 2015, iniciativa desenvolvida pela Ensp, em parceria com o IFF e, à época, também com a participação da Escola Politécnica de Saúde Joaquim Venâncio (EPSJV). 

O sucesso da iniciativa viabilizou, em 2020, a retomada do curso em nível de aperfeiçoamento, a partir de nova demanda do Ministério da Saúde. Essa fase integrou um projeto coordenado pelo IFF, em parceria com secretarias estaduais e municipais de saúde e maternidades em todo o Brasil, voltado à qualificação da atenção e da gestão da rede com foco na redução da mortalidade materna, infantil e fetal. Nessa etapa, o INI também passou a integrar a equipe formadora.

Cooperação Sul-Sul e educação a distância como resposta aos desafios

O interesse do governo de Angola em estabelecer a cooperação foi formalizado em maio de 2020, por meio de ofício da Direção Nacional de Saúde Pública do Ministério da Saúde de Angola, que manifestou a intenção de desenvolver, com apoio do UNFPA e da Fiocruz, uma estratégia de formação e qualificação de profissionais de saúde por meio da modalidade de Educação a Distância (EAD).

No entanto, essa cooperação entre o UNFPA e instituições brasileiras da área da saúde, em especial a Fiocruz, vem sendo construída ao longo de quase duas décadas e foi formalizada, em agosto de 2019, com a assinatura de um Memorando de Entendimento durante o Fórum Político de Alto Nível para o Desenvolvimento Sustentável, em Nova York. Sonia Bittencout lembrou que a parceria consolidou a convergência institucional entre as duas organizações, já evidenciada em experiências anteriores de cooperação técnica, como a resposta à epidemia de Zika no Brasil, e teve como foco estratégico a educação, a pesquisa e advocacy, alinhados aos compromissos da Agenda 2030. 

Como desdobramento desse acordo, foi realizada, também em 2019, no Rio de Janeiro, uma reunião técnica com a participação da Fiocruz, UNFPA e instituições nacionais de saúde de países africanos, incluindo Angola. O encontro permitiu a identificação de desafios comuns e a definição da redução da mortalidade materna como prioridade para ações conjuntas, estruturadas em linhas estratégicas como formação e desenvolvimento de competências, vigilância e monitoramento, pesquisa e fortalecimento da participação comunitária — bases que sustentam o projeto firmado em Angola em 2026.

Ao aportar sua experiência formativa, a Fiocruz reafirma seu papel como instituição estratégica do Estado brasileiro na cooperação internacional em saúde, contribuindo para o fortalecimento dos sistemas de saúde e para a redução das desigualdades, em diálogo com parceiros internacionais e com foco na defesa da vida.

*com informações de UNFPA Angola e Brasil, ABC e Governo de Angola

** imagens: arquivo pessoal de Mariana Souza e UNFPA Angola  

Publicado em 06/02/2026

Sextas traz a poesia de Geraldo Azevedo e Fausto Nilo

Autor(a): 
Ana Furniel

A canção que ilustra o Sextas de hoje, composta por Geraldo Azevedo em parceria com Fausto Nilo, é um poema musical que explora sentimentos de amor, saudade e a maneira como o tempo e as experiências emocionais transformam essas sensações. "Quando fevereiro chegar, saudade já não mata a gente” fala sobre a esperança de superação da saudade e dos sofrimentos lembrando do mês tradicionalmente associado ao carnaval. 

Geraldo Azevedo é um cantor, violonista e compositor brasileiro nascido em Petrolina, Pernambuco, cuja carreira começou ainda jovem e se consolidou como uma das figuras centrais da música popular brasileira, especialmente no Nordeste. Desde a infância ganhou seu primeiro violão e, cedo, mergulhou em ritmos como frevo, forró, baião e bossa nova, misturando essas influências em composições marcantes. 

Ao longo de décadas, Geraldo Azevedo construiu um grande repertório que inclui sucessos como “Dona da Minha Cabeça” e “Dia Branco” a partir da colaboração com muitos parceiros poéticos e musicais, como Fausto Nilo, e segue ativo em shows e gravações, valorizado tanto pela crítica quanto pelo público por sua habilidade como violonista e pela profundidade lírica de suas canções.

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