O que é um livro acadêmico? O que ele tem que o diferencia de outros livros? E uma editora universitária? Como ela funciona? Essas e outras questões fazem parte do cotidiano da Editora Fiocruz, que resolveu respondê-las de um jeito diferente. Assim, surgiu a exposição Perspectivas do Livro Acadêmico, que integra as comemorações dos 25 anos da Editora Fiocruz. Ela foi inaugurada no final de maio, durante a 31ª Reunião Anual da Associação Brasileira das Editoras Universitárias (Abeu), realizada no âmbito do 1º Seminário Brasileiro de Edição Universitária e Acadêmica. A exposição segue em cartaz até julho no Palácio Itaboraí, prédio da Fiocruz na cidade de Petrópolis (RJ).
A previsão é que, depois do Palácio Itaboraí, outros espaços da Fiocruz recebam a exposição, inclusive unidades de outros estados. O objetivo é não só dar a conhecer o trabalho da Editora Fiocruz, como também incentivar a leitura e valorizar o livro como veículo de comunicação pública da ciência e tecnologia e da saúde.
A exposição é formada por dois módulos. O primeiro apresenta os elementos fundamentais de uma editora: os livros e as pessoas. Fazem parte desse módulo um quebra-cabeça com as coleções da Editora Fiocruz, um painel interativo que compara os profissionais de uma editora aos músicos de uma orquestra e um vídeo que pontua conquistas e desafios da edição acadêmica.
O segundo módulo estimula o contato e a experiência dos visitantes com a história e os livros da Editora Fiocruz. Compõem o módulo um painel de e-books, uma linha do tempo com livros cenográficos e vitrines com troféus de prêmios recebidos, além, é claro, de prateleiras com livros clássicos, de papel. Os visitantes podem pegá-los, folheá-los e, caso se interessem pela leitura, levá-los consigo. No final, uma “árvore de livros”, onde todos são convidados a tirar fotos e compartilhá-las por meio das redes sociais na internet.
“Os conhecimentos contidos nos livros não podem ficar parados nas estantes. Livro é para ser lido, apropriado, partilhado, e servir à produção de novos conhecimentos”, defende o editor executivo da Editora Fiocruz, João Canossa. A exposição foi desenvolvida pela Editora Fiocruz em conjunto com a produtora Folguedo. Contou ainda com as parcerias da VideoSaúde da Fiocruz e da empresa Loja Interativa.
Fonte: Fernanda Marques (Editora Fiocruz)
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Já parou para pensar quais eram as estratégias de educação sanitária no Brasil em meados do século XX? É possível conhecer uma delas na nova exposição "ABC e Saúde - As cartilhas do Serviço Nacional de Educação Sanitária". Em cartaz na sala 307 do Castelo Mourisco, a mostra contextualiza uma série de cartilhas do Serviço Nacional de Educação Sanitária (SNES), publicadas nas décadas de 1940, 1950 e 1960, que eram distribuídas em escolas e para o público em geral. Sempre abordando um tema ligado à saúde pública, as cartilhas traziam ilustrações divertidas e textos rimados para divulgar orientações sobre prevenção de doenças, como tuberculose e varíola.
Ao todo, a exposição traz 18 cartilhas, separadas em duas categorias: "Doenças" e "Conselhos". Nesta última, o público ficará por dentro daquelas que orientavam a população com dicas de alimentação, cuidados com a pele, cultivo de hábitos saudáveis e higiênicos, entre outras. "Esse acervo representa um importante registro histórico da saúde pública no Brasil. É testemunho da produção intelectual de profissionais de distintas áreas – médicos, sociólogos, antropólogos, educadores e artistas gráficos –, que realizaram um relevante trabalho de promoção da saúde, nos termos dos conhecimentos médicos e pedagógicos e das linguagens artísticas e comunicacionais de meados do século passado", explica o historiador Pedro Paulo Soares, do Museu da Vida, um dos curadores de ABC e Saúde.
A mostra também aborda as relações entre arte e ciência, com foco na higiene, saúde pública e no papel criativo do artista Luiz Sá (1907-1979). O ilustrador, responsável pelos desenhos das cartilhas, era famoso por suas criações publicadas pelo SNES e por vasta produção divulgada em jornais e revistas da época, a exemplo dos personagens Reco-reco, Bolão e Azeitona, populares entre os leitores da revista O Tico-Tico, editada entre 1905 e 1977.
Em um módulo que fala sobre o artista, um documentário de 1975, dirigido por Roberto Machado Júnior, traz depoimentos de caricaturistas da época e do próprio Luiz Sá. Ao tratar das interfaces entre os universos artístico e científico, ABC e Saúde também presta uma homenagem a Virginia Schall (1954-2015), cientista, poeta, educadora e uma das fundadoras do Museu da Vida.
Exposição ABC e Saúde
Local: Castelo Mourisco - sala 307 (Av. Brasil, 4365 - Manguinhos)
Grátis
Fonte: Museu da Vida
Quase toda criança gosta de desenhar. E muitos cientistas também. Para os pesquisadores que estudam a natureza, o desenho é uma ferramenta valiosa de trabalho. Ele permite representar, com muitos detalhes, animais e plantas, por exemplo. A ilustração científica é tema da nova exposição da Fiocruz e da Folguedo, em parceria com o Museu da Vida e outras unidades da Fundação, que será aberta ao público no dia 2 de fevereiro, às 11h.
O tema escolhido para falar um pouco da importância dos desenhos para a ciência foi a entomologia, isto é, o estudo dos insetos. Afinal, a Fiocruz tem realizado importantes pesquisas nessa área desde a sua criação. Ao longo de sua história, a instituição construiu uma enorme coleção de insetos, com mais de cinco milhões de exemplares.
A exposição Insetos ilustrados mostrará ao público uma parte da coleção de insetos e, também, obras preciosas de ilustração científica, em um espaço mais do que especial: o castelo da Fiocruz. A mostra contará com áudiodescrição, vídeos e painéis na língua brasileira de sinais e, mediante agendamento no número (21) 2590-6747, visita guiada com intérprete de libras.
Exposição Insetos ilustrados
Entrada gratuita
Inauguração: 2 de fevereiro, às 11h
Temporada: 6 de fevereiro a 31 de julho
Endereço: Terceiro andar do Castelo Mourisco
Avenida Brasil, 4.365, Manguinhos, Rio de Janeiro
Visitação: terça a sexta, das 9h às 16:30h; sábados, das 10h às 16h
Fonte: Portal Fiocruz
Buscar, identificar e capturar o mosquito Aedes aegypti numa espécie de caça ao inseto. Acompanhar o voo do mosquito dentro de um apartamento por meio de óculos Virtual Reality (VR). Esses jogos e outras atividades compõem a exposição “Aedes: que mosquito é esse?”, produzida pelo Museu da Vida com patrocínio da Sanofi, que inaugura em 14/6, na Casa da Ciência da UFRJ, em Botafogo, no Rio. A entrada é gratuita.
Dividida em seis módulos - como “Dengue”; “Zika”; “Chikungunya”; “Os vírus – por dentro dos vírus" e "Um mosquito doméstico – o zumzumzum da questão" –, a mostra passeia pelo universo do inseto e usa tecnologia de última geração e material multimídia. A iniciativa é apoiada pela Rede Dengue, Zika e Chikungunya da Fiocruz, que coordena, na instituição, as diversas ações integradas para o controle do Aedes.
Uma escultura de mosquito fêmea com mais de dois metros – criação do artista plástico Ricardo Fernandes – recepciona o visitante para estimulá-lo a explorar diferentes partes do Aedes. Sensores de proximidade distribuídos pelo modelo 3D, ao serem acionados pelo público, projetam informações em uma tela sobre a anatomia e outros detalhes do mosquito.
Passeando pela mostra, o público encontrará diversas atividades interativas, como o “Quintal Interativo”, em que é possível observar, com lupas, o ciclo de vida do mosquito, desde o ovo até a fase adulta. Além disso, a ideia é encontrar potenciais criadouros do vetor, como pneus, caixas d’água destampadas e garrafas armazenadas de maneira incorreta.
Já o jogo “Detetive da Dengue” apresenta cenários com possíveis criadouros: o participante deve identificá-los e tocá-los para eliminar a ameaça. Quem encontrar e bloquear mais focos ganha a partida e acumula pontos para a próxima fase, com nova missão. Ainda na exposição, o público poderá assistir aos documentários "O mundo macro e micro do mosquito Aedes aegypti – para combatê-lo é preciso conhecê-lo" e "Aedes aegypti e Aedes albopictus: uma ameaça nos trópicos", dirigidos por Genilton José Vieira, do Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz).
Ao longo da temporada, serão oferecidas atividades complementares, como oficinas de máscaras, gravuras em isopor, animações em GIF, talk show, sessões de cineclube para grupos escolares e oficinas para professores. Para mais informações sobre essas atividades, ligue para a Casa da Ciência no telefone (21) 3938-5444.
Entrada gratuita | Classificação etária: livre
De 14/6/2017 a 27/8/2017
Terça a sexta, das 9 às 20h
Sábados, domingos e feriados, das 10 às 20h
Local: Casa da Ciência da UFRJ - Rua Lauro Müller, 3 - Botafogo, Rio de Janeiro - RJ
Oficinas e atividade surpresa: as senhas serão distribuídas no local 30 minutos antes
Oficinas para professores e talk show: inscrições pelo site da Casa da Ciência
Agendamento de escolas e grupos: (21) 3938-5444 / www.casadaciencia.ufrj.br / escolas@casadaciencia.ufrj.br
Fonte: Museu da Vida/Casa de Oswaldo Cruz (COC/Fiocruz)