A cooperação entre Brasil e Angola na área da saúde pública ganhou um novo marco com a assinatura de um acordo internacional voltado ao fortalecimento da vigilância e resposta à mortalidade materna, infantil e fetal no país africano. O acordo foi formalizado em Luanda, em 3 de fevereiro, com a presença de autoridades do governo de Angola, do governo do Brasil, da Fiocruz, da Agência Brasileira de Cooperação (ABC) e do Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA - Angola e Brasil), consolidando uma iniciativa estratégica de cooperação Sul-Sul trilateral. A assinatura representa o início oficial da implementação do projeto “Valorização da Vida Materna, Infantil e Fetal em Angola”, que tem como eixo central a formação de profissionais de saúde angolanos e o fortalecimento dos Comitês de Auditoria e Prevenção de Óbitos Maternos, Infantis e Fetais.
Pela Fiocruz, participam do projeto a Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca (Ensp), o Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas (INI) e o Instituto Nacional de Saúde da Mulher, da Criança e do Adolescente Fernandes Figueira (IFF). A Fundação se articula aos parceiros contribuindo especialmente com sua sólida experiência no campo da educação e formação de profissionais na área da vigilância do óbito materno, infantil e fetal, tendo como base o curso a distância "Vigilância do óbito materno, infantil e fetal e atuação em comitês de mortalidade", oferecido pela Ensp, que já formou mais de 5 mil profissionais em todo Brasil.
O projeto “Valorização da Vida Materna, Infantil e Fetal em Angola” busca contribuir diretamente para a redução dos indicadores de mortalidade no país, alinhando-se aos compromissos assumidos por Angola no que se refere ao alcance de metas de redução da mortalidade materna no âmbito da Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável.
Governança, alinhamento institucional e início das atividades técnicas
A missão que culminou na assinatura do acordo teve como objetivo assegurar o pleno início da implementação do projeto, reunindo, em um mesmo momento, ações de natureza institucional, política e técnica. A formalização da cooperação permitiu estabelecer os mecanismos de governança do projeto, alinhar expectativas e responsabilidades entre os parceiros e dar início às atividades previstas no primeiro Plano Operativo Anual (POA 2026), que foi pactuado no encontro do Comitê Gestor da iniciativa.
Representando a Fiocruz, participaram da missão a coordenadora adjunta de Educação da Vice-Presidência de Educação, Informação e Comunicação (CGE/VPEIC), Mariana Souza, e a equipe técnica de coordenação do curso e pesquisadoras da Fundação: Sonia Bittencourt e Henriette Santos da Ensp, Mayumi Wakimoto do INI, e Maria Teresa Massari do IFF. Enquanto a representação institucional esteve voltada à formalização do projeto, a equipe técnica iniciou o diagnóstico da realidade local, com análise documental, realização de oficina de trabalho com a participação de profissionais de saúde do Ministério da Saúde de Angola (Minsa) ligados a diferentes áreas de atuação, bem como fez visitas a um centro de saúde e uma maternidade pública de Luanda, etapa fundamental para a adequação da proposta formativa ao contexto angolano.
Formação como estratégia para o fortalecimento do sistema de saúde
Como desdobramento dessa formação, disse Mariana, "a iniciativa busca contribuir para a redução a longo prazo dos óbitos maternos, infantis e fetais no país, por meio da qualificação da vigilância, da produção de informações em saúde e da tomada de decisão baseada em evidências". O resultado direto esperado da cooperação é a criação de um curso de formação para 100 profissionais de saúde angolanos, que atuam nos Comitês de Mortalidade Materna, Infantil e Fetal. Para Henriette Santos, da Ensp, “esse é um passo importante para que Angola siga organizando, no futuro, cursos EAD com a mesma temática, de maneira autônoma, e possa formar um maior contingente de profissionais”, detalhou ela.
Para o governo de Angola, o acordo representa um avanço concreto no fortalecimento das capacidades institucionais e profissionais do sistema de saúde, ao investir na qualificação contínua de seus quadros técnicos e na consolidação de mecanismos de governança capazes de identificar falhas evitáveis, aprimorar a qualidade do cuidado e orientar políticas públicas mais eficazes. "Acreditamos que a cooperação internacional, quando bem-feita, é um instrumento poderoso para melhorar a vida das nossas populações. Porque, no final, as mortes maternas não são números: são famílias, são histórias, são vidas.”, detalhou o secretário de Estado para a Saúde Pública em Angola, Carlos Alberto de Sousa.
A proposta pedagógica do curso em Angola será organizada em três unidades de aprendizagem sequenciais, articulando teoria e prática e ancorada nos princípios da pedagogia para a autonomia. O projeto valoriza os saberes prévios dos profissionais, promove a reflexão crítica sobre os processos de trabalho e utiliza metodologias baseadas em casos, favorecendo a troca de experiências e a construção coletiva do conhecimento.
Experiência da Fiocruz como base do projeto
A formação a ser implementada em Angola tem como base a experiência consolidada pela Fiocruz, em especial pela Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca (Ensp), no campo da vigilância do óbito materno, infantil e fetal articulada à formação de profissionais de saúde. No Brasil, o curso já foi ofertado a cerca de mil municípios, alcançando mais de 5 mil profissionais de saúde, dos quais aproximadamente 80% são enfermeiras, 12% médicos, outros profissionais da área e técnicos de nível médio.
A origem dessa trajetória remonta a 2010, quando o Ministério da Saúde estabeleceu parceria com a Fiocruz para atender à necessidade de formação contínua em vigilância do óbito. Dessa articulação nasceu o Programa de Formação em Vigilância do Óbito Materno, Infantil e Fetal e Atuação em Comitês de Mortalidade, com ofertas realizadas entre 2013 e 2015, iniciativa desenvolvida pela Ensp, em parceria com o IFF e, à época, também com a participação da Escola Politécnica de Saúde Joaquim Venâncio (EPSJV).
O sucesso da iniciativa viabilizou, em 2020, a retomada do curso em nível de aperfeiçoamento, a partir de nova demanda do Ministério da Saúde. Essa fase integrou um projeto coordenado pelo IFF, em parceria com secretarias estaduais e municipais de saúde e maternidades em todo o Brasil, voltado à qualificação da atenção e da gestão da rede com foco na redução da mortalidade materna, infantil e fetal. Nessa etapa, o INI também passou a integrar a equipe formadora.
Cooperação Sul-Sul e educação a distância como resposta aos desafios
O interesse do governo de Angola em estabelecer a cooperação foi formalizado em maio de 2020, por meio de ofício da Direção Nacional de Saúde Pública do Ministério da Saúde de Angola, que manifestou a intenção de desenvolver, com apoio do UNFPA e da Fiocruz, uma estratégia de formação e qualificação de profissionais de saúde por meio da modalidade de Educação a Distância (EAD).
No entanto, essa cooperação entre o UNFPA e instituições brasileiras da área da saúde, em especial a Fiocruz, vem sendo construída ao longo de quase duas décadas e foi formalizada, em agosto de 2019, com a assinatura de um Memorando de Entendimento durante o Fórum Político de Alto Nível para o Desenvolvimento Sustentável, em Nova York. Sonia Bittencout lembrou que a parceria consolidou a convergência institucional entre as duas organizações, já evidenciada em experiências anteriores de cooperação técnica, como a resposta à epidemia de Zika no Brasil, e teve como foco estratégico a educação, a pesquisa e advocacy, alinhados aos compromissos da Agenda 2030.
Como desdobramento desse acordo, foi realizada, também em 2019, no Rio de Janeiro, uma reunião técnica com a participação da Fiocruz, UNFPA e instituições nacionais de saúde de países africanos, incluindo Angola. O encontro permitiu a identificação de desafios comuns e a definição da redução da mortalidade materna como prioridade para ações conjuntas, estruturadas em linhas estratégicas como formação e desenvolvimento de competências, vigilância e monitoramento, pesquisa e fortalecimento da participação comunitária — bases que sustentam o projeto firmado em Angola em 2026.
Ao aportar sua experiência formativa, a Fiocruz reafirma seu papel como instituição estratégica do Estado brasileiro na cooperação internacional em saúde, contribuindo para o fortalecimento dos sistemas de saúde e para a redução das desigualdades, em diálogo com parceiros internacionais e com foco na defesa da vida.
*com informações de UNFPA Angola e Brasil, ABC e Governo de Angola
** imagens: arquivo pessoal de Mariana Souza e UNFPA Angola
O Campus Virtual Fiocruz e o Instituto de Comunicação e Informação Científica e Tecnológica da Fiocruz (Icict) divulgam a lista de convocados para a entrevista de seleção e também a errata dessa lista para o curso de especialização em Dados e Sistemas de Informação para o Sistema Único de Saúde. As entrevistas acontecerão entre 4 e 10 de fevereiro. Vale ressaltar que os convocados receberão por e-mail as informações sobre a entrevista, com dia, hora e link de participação. A divulgação do resultado final com o nome dos aprovados na especialização está prevista para o dia 6 de março. Buscando a transparência do processo de seleção da especialização, a secretaria acadêmica do curso soltou também a lista de selecionados com os horários das inscrições. Confira!
Fique atento(a)! A coordenação do curso solicita especial atenção ao e-mail cadastrado, recomendando também a verificação da caixa de spam. Caso algum candidato selecionado não receba a mensagem, pedimos que entre em contato com a Secretaria Acadêmica do curso pelo e-mail: seca.icict@fiocruz.br
Acesse:
+Lista de convocados para a entrevista
+Errata da lista de convocados para a entrevista
+Lista de convocados com horário de inscrição
A especialização é oferecida no âmbito do Programa de Formação em Ciência de Dados e Informações em Saúde para o SUS, que é desenvolvido pela Fiocruz — sob a coordenação da Vice-Presidência de Educação, Informação e Comunicação (VPEIC), através do Campus Virtual — e o Ministério da Saúde, por meio do DataSUS/Seidigi/MS.
Ao todo, estão disponíveis 100 vagas, distribuídas regionalmente, considerando políticas de ações afirmativas. A especialização, realizada na modalidade a distância, tem 400 horas de carga horária, com início previsto para março de 2026 e certificação de pós-graduação lato sensu pela Fiocruz.
O curso tem como objetivo o desenvolvimento de competências e habilidades analíticas para uso da informação em saúde, com vistas ao aprimoramento das políticas públicas e da gestão em saúde. Ele aborda temas centrais como sistemas de informação em saúde, análise e interpretação de dados, indicadores, ciência de dados aplicada, saúde digital e gestão orientada por evidências, conectando teoria e prática para qualificar a tomada de decisão no SUS e ampliar sua capacidade de resposta às demandas da população.
Acesse aqui a lista de documentos que compõem essa chamada
*última atualização: 4/2, às 10h, com publicação da lista de selecionados com horário de inscrição
O Campus Virtual Fiocruz e o Instituto de Comunicação e Informação Científica e Tecnológica da Fiocruz (Icict) divulgam a lista de inscrições homologadas para o curso de especialização em Dados e Sistemas de Informação para o Sistema Único de Saúde. Ao todo, foram recebidas mais de 2.700 inscrições provenientes de todas as regiões do país. A divulgação do resultado final com o nome dos selecionados para o curso está prevista para o dia 2 de fevereiro, próxima segunda-feira.
+Acesse aqui todos os docmentos dessa chamada!
A iniciativa é oferecida no âmbito do Programa de Formação em Ciência de Dados e Informações em Saúde para o SUS, que é desenvolvido pela Fiocruz — sob a coordenação da Vice-Presidência de Educação, Informação e Comunicação (VPEIC), através do Campus Virtual — e o Ministério da Saúde, por meio do DataSUS/Seidigi/MS.
Ao todo, estão disponíveis 100 vagas, distribuídas regionalmente, considerando políticas de ações afirmativas. A especialização, realizada na modalidade a distância, tem 400 horas de carga horária, com início previsto para março de 2026 e certificação de pós-graduação lato sensu pela Fiocruz.
O curso tem como objetivo o desenvolvimento de competências e habilidades analíticas para uso da informação em saúde, com vistas ao aprimoramento das políticas públicas e da gestão em saúde. Ele aborda temas centrais como sistemas de informação em saúde, análise e interpretação de dados, indicadores, ciência de dados aplicada, saúde digital e gestão orientada por evidências, conectando teoria e prática para qualificar a tomada de decisão no SUS e ampliar sua capacidade de resposta às demandas da população.
Excelência científica como âncora de desenvolvimento, alinhamento estratégico com políticas de Estado, redução real e prática de assimetrias, compromisso estrutural com a diversidade, e governança robusta e gestão de riscos foram os critérios avaliados pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior no edital de chamamento ao Programa Redes para Internacionalização Institucional (Capes-Global.Edu). O parecer, divulgado nesta terça-feira, 27 de janeiro, anuncia a aprovação da Fiocruz para o financiamento da Rede Capes Global para o desenvolvimento sustentável, ciência e saúde da Fiocruz, afirmando que "a proposta não apenas cumpre os requisitos do edital, mas estabelece um modelo inovador de internacionalização solidária no Brasil". A nota preliminar do projeto da Fundação é 96,15.
Segundo a Capes, no texto de recomendação à aprovação, a rede proposta pela Fundação demonstra que é possível aliar alta produtividade científica com justiça social. Eles afirmam que a "aprovação é estratégica para a soberania científica brasileira e para a construção de uma pós-graduação mais equilibrada e inclusiva". Todos os concorrentes têm 10 dias para interpor recursos e o resultado final será anunciado em fevereiro.
A Fiocruz coordena essa rede, que tem como associados a Universidade Federal da Integração Latino-Americana (Unila), a Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS), a Universidade Federal do Oeste do Pará (Ufopa), a Universidade Federal do Piauí (UFPI) e a Universidade Federal de Rondônia (Unir).
Os critérios de avaliação e os destaque da proposta
Detalhando os cinco critério de aprovação avaliados, a Capes destacou que dentre os diferenciais da proposta submetida pela Fiocruz está o fato de a instituição não atuar "de forma isolada, mas como um suporte técnico-pedagógico, colocando sua infraestrutura e prestígio a serviço do fortalecimento de programas de pós-graduação (PPGs) nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste". Nesse mesmo sentido o parecer aponta equidade regional, pois a proposta inclui e valoriza PPGs em municípios que registram Índice de Desenvolvimento Humano (IDHM) baixo, garantindo que recursos de internacionalização cheguem a territórios historicamente marginalizados.
Também são destaques o modelo orçamentário e o compromisso estrutural com a diversidade da proposta. Os mecanismos concretos para a descentralização de recursos e poder foram avaliados como "muito inovador", na medida em que transfere gradualmente a gestão financeira para as instituições partícipes, permitindo que elas gerenciem a maior parte do orçamento. Sobre a diversidade, o diferencial, segundo eles, é não tratá-la "como um apêndice, mas como princípio governante. A rede estabelece metas de participação mínima para negros, indígenas e pessoas com deficiência (PcD) em todos os editais de bolsas e missões, além de valorizar o intercâmbio Sul-Sul com a América Latina e a África".
Para finalizar, eles apontam que os cinco eixos temáticos — Sistemas de saúde, doenças socialmente determinadas e desigualdades; Saúde global e emergências em saúde; Biodiversidade, ambiente e mudanças climáticas; Ciclo de vida, transformações demográficas e envelhecimento saudável; e Inovação em ciência e tecnologia para a saúde - "estão rigorosamente vinculados às prioridades nacionais, como o Plano Amazônia+Sustentável e o Plano Brasil Sem Fome, contemplando 14 dos 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU. A rede funciona como uma matriz de intervenção pública, conectando a ciência e tecnologia de ponta às necessidades do Sistema Único de Saúde (SUS)", ratifica o texto.
A coordenadora-geral de Educação da Fiocruz (CGE/VPEIC), Isabella Delgado, destacou com entusiasmo e orgulho que o parecer positivo reflete um amplo e consistente esforço institucional, construído de forma coletiva por diferentes áreas e atores da Fiocruz. Em especial, ressaltou a atuação da Vice-Presidência de Educação, Informação e Comunicação, responsável pela coordenação da submissão, assim como o engajamento das universidades integrantes da Rede, cuja participação foi decisiva para a consolidação da proposta.
Segundo a coordenadora, o processo envolveu seis meses de trabalho intenso, marcado por dezenas de reuniões técnicas, encontros de alinhamento e pactuações institucionais, fundamentais para a construção e o amadurecimento do desenho da rede apresentado à Capes. O resultado desse esforço coletivo foi a aprovação da Fiocruz em primeiro lugar , com 23 propostas aprovadas entre as 50 submetidas. Para Isabella, a conquista ocorre em um contexto especialmente significativo, ao suceder os expressivos resultados da Avaliação Quadrienal da Capes, na qual a Fiocruz obteve elevação de notas de seus Programas de Pós-Graduação e teve cerca de 60% dos PPGs reconhecidos como de excelência, consolidando o papel institucional da Fundação no cenário nacional da pós-graduação e da cooperação acadêmica internacional.
+Leia mais aqui: Programas de pós-graduação da Fiocruz se destacam por ótima avaliação na Capes
Capes-Global.Edu
O Capes-Global.Edu tem a finalidade de fomentar a criação de redes de cooperação entre instituições nacionais com estágios de internacionalização diversos para promover, por meio da cooperação internacional, o desenvolvimento de atividades estratégicas de pesquisa e pós-graduação dos participantes envolvidos.
O Programa terá vigência de até cinco anos, com início das atividades previstas para junho de 2026. As iniciativas do Capes-Global.Edu abarcam o custeio para missões de trabalho internacionais; bolsas de doutorado sanduíche no exterior, de Professor Visitante Júnior, Professor Visitante Sênior e capacitação; além de bolsas para doutorado sanduíche para estrangeiros no Brasil, Jovem Talento, Professor Visitante e pós-doutorado.
Em um SUS cada vez mais atravessado por bases de dados, sistemas digitais e decisões orientadas por evidências, especializar-se em dados e informação em saúde deixou de ser diferencial para se tornar uma necessidade. Planejar políticas públicas, monitorar indicadores, avaliar resultados e responder com agilidade aos desafios sanitários exige profissionais capazes de transformar dados em inteligência para a gestão e o cuidado. É nesse contexto que o Campus Virtual Fiocruz e o Instituto de Comunicação e Informação Científica e Tecnológica da Fiocruz (Icict) recebem, a partir de hoje, 5 de janeiro, inscrições para o curso de especialização em Dados e Sistemas de Informação para o Sistema Único de Saúde – 2026. Oferecido na modalidade a distância, o curso disponibiliza 100 vagas, que são distribuídas entre as cinco regiões do país. As inscrições estão abertas até 21 de janeiro de 2026.
Acesse aqui o edital e inscreva-se!
Atenção! Primeiramente, o candidato precisa se inscrever no curso por meio da plataforma SigaLS e depois preencher o forms (que exigirá número de inscrição e número da ficha de inscrição, ambas geradas pela inscrição feita na Plataforma Siga). Em caso de dificuldade no momento da inscrição pelo navegador Chrome ou Safari, orientamos a utilização de outros dos navegadores, como o Edge ou Firefox.
O curso visa ao desenvolvimento de competências e habilidades analíticas para uso da informação em saúde, com vistas ao aprimoramento das políticas públicas e da gestão em saúde. Ele aborda temas centrais como sistemas de informação em saúde, análise e interpretação de dados, indicadores, ciência de dados aplicada, saúde digital e gestão orientada por evidências, conectando teoria e prática para qualificar a tomada de decisão no SUS e ampliar sua capacidade de resposta às demandas da população.
A iniciativa é oferecida no âmbito do Programa de Formação em Ciência de Dados e Informações em Saúde para o SUS, que é desenvolvido pela Fiocruz — sob a coordenação da Vice-Presidência de Educação, Informação e Comunicação (VPEIC), através do Campus Virtual — e o Ministério da Saúde, por meio do DataSUS/Seidigi/MS.
Com 100 vagas distribuídas regionalmente e políticas de ações afirmativas, a formação reafirma o compromisso da Fiocruz com a equidade, a diversidade e o fortalecimento do SUS em todo o país. Realizado na modalidade a distância, o curso tem 400 horas de carga horária, início previsto para março de 2026 e certificação de pós-graduação lato sensu pela Fiocruz.
As inscrições deverão ser realizadas até 21 de janeiro de 2026 pela plataforma Siga, seguindo o caminho: Inscrição > A Distância > Especialização > Instituto de Comunicação e Informação Científica e Tecnológica em Saúde (Icict) > Dados e Sistemas de Informação para o SUS 2026. Mais uma vez, destacamos que, em caso de dificuldade no momento da inscrição, a orientação é que o usuário tente acessar o link por um navegador diferente do que está sendo usado no momento: Chrome, Safari, Edge ou Firefox.
#ParaTodosVerem Banner com fundo azul, linhas brancas e elementos que remetem à saúde, no centro está escrito: Programa de formação em Ciência de dados, saúde digital e informação em saúde para o SUS. Curso de especialização em dados e sistemas de informação para o SUS, serão 100 vagas, divididas por região, inscrições de 5/1 a 21/1 de 2026, curso na modalidade a distância.
Diante do aumento expressivo dos transtornos mentais relacionados ao trabalho no Brasil, um novo curso voltado à Saúde Mental do Trabalhador foi desenvolvido com o objetivo de qualificar profissionais e estudantes para enfrentar esse desafio de forma crítica, preventiva e integrada. A formação - lançada hoje pelo Campus Virtual Fiocruz é uma iniciativa do Observatório Nacional de Saúde Mental e Trabalho - propõe uma abordagem abrangente sobre as relações entre trabalho, saúde mental e políticas públicas, considerando os impactos da precarização laboral, das violências institucionais e da organização do trabalho sobre a vida dos trabalhadores. As inscrições estão abertas e o curso é online, gratuito e certifica os participantes!
O curso tem como objetivo central formar profissionais das áreas da saúde, do trabalho e da gestão pública para reconhecer, analisar e intervir nas dinâmicas que afetam a saúde mental no contexto laboral, promovendo ambientes mais saudáveis e práticas institucionais voltadas à prevenção, à vigilância e ao cuidado psicossocial. A ideia é promover uma compreensão crítica sobre os fatores sociais, organizacionais e institucionais que atravessam a saúde mental no trabalho, além de fomentar estratégias concretas de promoção da saúde, prevenção de agravos e cuidado psicossocial nos diferentes contextos de atuação profissional. A proposta dialoga diretamente com a realidade vivenciada nos serviços e territórios, buscando fortalecer a atuação das redes de atenção psicossocial (Raps), da Rede Nacional de Atenção Integral à Saúde do Trabalhador (Renast) e dos Centros de Referência em Saúde do Trabalhador (Cerest).
O curso nasceu da crescente incidência de adoecimentos mentais associados ao trabalho, fenômeno agravado por vínculos laborais fragilizados, metas excessivas, assédio e pela ausência de políticas institucionais consistentes de cuidado. Nesse contexto, a formação se apresenta como uma resposta estratégica para ampliar a capacidade de vigilância, prevenção e intervenção no campo da saúde do trabalhador, contribuindo para práticas de cuidado integrais, intersetoriais e alinhadas aos determinantes sociais da saúde.
A coordenadora da nova formação, Simone Oliveira, pesquisadora do Centro de Estudos em Saúde do Trabalhador e Ecologia Humana da Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca (Cesteh/Ensp/Fiocruz), explicou que a realização deste curso surge do encontro de pesquisadores de diferentes instituições universitárias e profissionais da Renast a partir da composição do Observatório de Saúde Mental e Trabalho. Segundo ela, o acirramento da competitividade, o isolamento e o individualismo cada vez mais intenso precisam ser encarados pela gestão com acolhimento e escuta! "Apostamos que o processo reflexivo, aliado a espaços de fala, afirmem que os problemas de saúde mental no trabalho são consequência da organização do trabalho, dos modelos de avaliação ancorados apenas em metas, sem valorização dos investimentos subjetivos dos trabalhadores e trabalhadoras para darem conta das tarefas. Nossa expectativa é que o curso contribua com os processos de transformação da realidade do trabalho, coletivamente, e escape da descrição que individualiza e culpabiliza o trabalhador e a trabalhadora pelo atual quadro de aumento do adoecimento em saúde mental, fruto da organização do trabalho", disse Simone.
Estruturado em quatro módulos, o curso aborda desde os fundamentos da relação entre saúde mental e trabalho até estratégias práticas de intervenção. Os conteúdos incluem: uma introdução à importância da saúde mental nos ambientes laborais; a análise das dinâmicas de trabalho, da precarização e das violências institucionais; a identificação e o manejo de transtornos mentais relacionados ao trabalho; e, por fim, estratégias e políticas de promoção de ambientes de trabalho saudáveis.
Inserido nas áreas temáticas de Saúde do Trabalhador, Saúde Mental, Saúde Coletiva, Vigilância em Saúde, Educação e Trabalho e Políticas Públicas, o curso se apresenta como uma iniciativa relevante para profissionais e gestores comprometidos com a construção de práticas institucionais mais humanas, protetivas e sustentáveis. Ao articular conhecimento técnico, reflexão crítica e ação nos territórios, a formação reforça a centralidade do trabalho como determinante da saúde e a urgência de enfrentar o adoecimento mental como uma questão coletiva e de saúde pública.
Conheça a estrutura da nova formação, organizada em 4 módulos e carga horária de 20h, e inscreva-se:
Módulo 1 - Introdução ao Curso de Saúde Mental no Trabalho
O módulo 1 aborda a definição de saúde mental no trabalho, discutindo o impacto das condições laborais no equilíbrio psíquico e a profunda relação entre o exercício da profissão e a construção da identidade do indivíduo.
Módulo 2 - Dinâmicas de Trabalho e Impacto na Saúde Mental
O módulo 2 examina como a precarização das relações laborais afeta a saúde mental, detalhando as diversas formas de violência no ambiente de trabalho e suas consequências graves, como o desenvolvimento de estresse pós-traumático e depressão no contexto ocupacional.
Módulo 3 - Identificação e Manejo de Transtornos Mentais no Trabalho
O módulo 3 demonstra a importância da identificação precoce de transtornos mentais no trabalho, apresentando estratégias práticas de manejo para casos de depressão e TEPT, além de destacar o papel essencial das redes de suporte e do apoio institucional na recuperação do trabalhador.
Módulo 4 – Estratégias de Prevenção e Promoção da Saúde Mental
O módulo 4 apresentaremos as principais políticas de prevenção de transtornos mentais e exemplos de intervenções eficazes, visando promover práticas laborais que protejam e fortaleçam a saúde mental nas instituições.
Avançar da leitura básica dos dados para a construção de análises mais complexas é o foco do terceiro módulo do curso Introdução à análise de dados para pesquisa no SUS, lançado hoje pelo Campus Virtual Fiocruz. Nesta etapa, os participantes passam a trabalhar com modelos estatísticos aplicados à saúde pública, ampliando a capacidade de interpretar relações, tendências e padrões nos dados utilizados em pesquisas, vigilância e avaliação de políticas no SUS. O módulo aprofunda conceitos fundamentais para quem precisa transformar informações em evidências qualificadas para a tomada de decisão em saúde. Agora o curso completo está no ar! Quase 10 mil pessoas já se inscreveram. Faça parte desta rede você também!
O curso completo é organizado em três módulos e tem carga horária total de 50h. Ele foi desenvolvido numa parceria entre o Campus Virtual Fiocruz, o Programa de Computação Científica da Fiocruz (Procc/Fiocruz) e o Centro de Integração de Dados e Conhecimentos para Saúde (Cidacs/Fiocruz Bahia).
A formação é aberta a todos os interessados em se aprofundar na análise de dados no contexto da saúde pública, mas voltada especialmente para profissionais do SUS e estudantes de graduação e pós-graduação em saúde. Seu objetivo é apresentar conceitos básicos de modelos estatísticos aplicados à saúde pública, com ênfase no uso de ferramentas de software livre, e desenvolver boas práticas de visualização de dados. A proposta é instrumentalizar quem trabalha com dados do SUS - como registros de atendimento, vigilância epidemiológica, cadastros e outros - para transformar grandes volumes de informação em evidências úteis para gestão, políticas públicas e pesquisa.
A velocidade das transformações tecnológicas nessa área ampliou ainda mais seu impacto na sociedade. Métodos avançados de ciência de dados, como aprendizado de máquina e modelagem estatística, permitem análises mais complexas e rápidas, favorecendo respostas oportunas a desafios emergentes. Isso fortalece não apenas a pesquisa em saúde, mas também a capacidade do SUS, melhorando a qualidade do atendimento e reduzindo desigualdades. Nesse contexto, formar profissionais aptos a lidar com dados torna-se essencial para impulsionar a inovação e ampliar os benefícios sociais em saúde.
O curso tem a coordenação acadêmica de Alexandra Ribeiro Mendes de Almeida, do Procc/Fiocruz, e Carlos Antonio de Souza Teles Santos, do Cidacs/Fiocruz Bahia.
"Introdução à análise de dados para pesquisa no SUS" integra o Programa de Formação em Ciência de Dados e Informações em Saúde para o SUS e é a terceira formação da série. Os dois primeiros cursos já lançados são Introdução à Saúde Digital e Informação para o SUS: políticas e sistemas, que seguem com inscrições abertas.
Programa de Formação em Ciência de Dados e Informações em Saúde para o SUS
O Programa de Formação em Ciência de Dados e Informações em Saúde para o SUS é desenvolvido pela Fundação — sob a coordenação da VPEIC, através do Campus Virtual — e o Ministério da Saúde, por meio do DataSUS/Seidigi/MS, e conta com a participação da Cinco/VPEIC/Fiocruz, o Centro de Integração de Dados e Conhecimentos para Saúde, do Instituto Aggeu Magalhães (Cidacs/IAM/Fiocruz Bahia), a Fiocruz Ceará, o Programa de Computação Científica (Procc/Fiocruz), a Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca (Ensp/Fiocruz), o Instituto de Comunicação e Informação Científica e Tecnológica em Saúde (Icict/Fiocruz), e ainda com outras unidades da Fundação e instituições de ensino e pesquisa.
Seu objetivo é qualificar profissionais de saúde para atuar na gestão e análise de dados para o SUS, bem como oferecer a estudantes de graduação e pós-graduação da saúde os temas da informação e ciência de dados, relacionando e aplicando o conhecimento profissional aos princípios da análise de dados e informações em saúde. A iniciativa prevê a elaboração e publicação de outros cursos de qualificação profissional sobre a temática, uma especialização e ainda disciplinas transversais para programas de pós-graduação da Fiocruz.
Conheça a estrutura do curso e inscreva-se! Ele tem carga horária de 50 horas e um total de três módulos.
Módulo 1 – Lógica e Linguagem de Programação
Aula 1 – Introdução à Lógica de Programação
Aula 2 – Introdução à Linguagem de Programação
Módulo 2 – Estatística Descritiva e Comunicação de Resultados
Aula 1 – Análise exploratória e descritiva
Aula 2 – Formas de visualização de dados e métodos analíticos
Módulo 3 – Modelos estatísticos
Aula 1 – Inferência Estatística
Aula 2 – Modelos Estatísticos: lineares e não lineares
Aula 3 – Dados com estruturas de dependência: Multiníveis, Séries Temporais e Sobrevida
Aula 4 – Aplicação dos modelos estatísticos
A expansão do saneamento básico em áreas rurais é um dos maiores desafios para a garantia do direito à saúde no Brasil. Milhões de pessoas ainda vivem em comunidades com acesso limitado à água tratada, esgotamento sanitário, manejo adequado de resíduos e soluções sustentáveis. Diante desse cenário, fortalecer capacidades técnicas, ampliar o conhecimento e promover a participação social tornam-se passos essenciais para transformar realidades e reduzir desigualdades. É nesse contexto que o Campus Virtual Fiocruz lança um curso inédito dedicado ao Programa Nacional de Saneamento Rural (PNSR), reafirmando o compromisso da instituição com a democratização do conhecimento e o fortalecimento das políticas públicas brasileiras.
Resultado da parceria entre a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), no âmbito da Cooperação Técnica SIRWASH, que reúne o BID, a Agência Suíça de Desenvolvimento e Cooperação (Cosude) e a Fundação Nacional de Saúde (Funasa), o curso foi desenvolvido pela Fiocruz, responsável pela concepção pedagógica, produção de conteúdos e condução do processo formativo. A iniciativa conta com a chancela institucional da Fiocruz e oferece certificado emitido pela instituição aos participantes inscritos, evidenciando seu compromisso histórico com a formação em saúde pública e com o fortalecimento das capacidades técnicas relacionadas ao saneamento rural.
+Inscreva-se já no curso Implementação do Programa Nacional de Saneamento Rural!
O objetivo da nova formação é capacitar gestores, técnicos e demais profissionais envolvidos com ações de saneamento básico em áreas rurais, além de apoiar a população e lideranças locais dos movimentos sociais na compreensão do PNSR. A formação busca disseminar princípios, diretrizes e estratégias do Programa, fortalecendo capacidades institucionais e incentivando a participação social na construção de soluções sustentáveis.
A nova formação oferece uma abordagem completa e acessível para apoiar a implementação de soluções de saneamento em regiões rurais, e está alinhada às diretrizes de acesso aberto da Fiocruz e à missão do Campus Virtual de apoiar processos formativos inovadores, com uso de metodologias e tecnologias educacionais digitais, ampliando o alcance a conteúdos qualificados, gratuitos e voltados ao fortalecimento do Sistema Único de Saúde (SUS).
Seu público-alvo são gestores, técnicos das áreas de saúde, saneamento e meio ambiente, profissionais e equipes que atuam em territórios rurais, estudantes e pesquisadores da área, lideranças comunitárias e todos os demais interessados na temática. A formação é organizada em três módulos e todo o conteúdo foi produzido com respaldo técnico das instituições envolvidas. O material facilita a compreensão do PNSR como um todo, contribuindo para o fortalecimento das ações de saúde, bem-estar e desenvolvimento social no meio rural.
Grandes parcerias para a redução das desigualdades e a promoção da saúde ambiental
Para o coordenador de Saúde e Ambiente da vice-presidência de Ambiente, Atenção e Promoção da Saúde (VPAAPS/Fiocruz), Guilherme Franco Netto, o curso do PNSR chega para fortalecer o conhecimento e a prática de profissionais que atuam onde o saneamento, enquanto um importante determinante da saúde, molda desafios e oportunidades nos territórios rurais. O presidente da Fundação Nacional de Saúde (Funasa), Alexandre Motta, destacou que o curso marca um passo decisivo no fortalecimento dos conhecimentos sobre os temas relacionados ao saneamento básico no meio rural.
Segundo ele, esta capacitação contribuirá para a construção de políticas públicas voltadas para a redução das desigualdades e a promoção da saúde ambiental. "Essa união de esforços está diretamente ligada à Casa do Saneamento, criada em Belém (Pará), no esteio da COP30, mas que se consolida como um espaço permanente de convergência do setor. Convido todos os interessados a participarem desta jornada e contribuírem para um Brasil mais justo, saudável e sustentável", disse Motta.
Fortalecer capacidades para transformar a realidade do saneamento básico rural no Brasil
A chefe da representação do BID no Brasil, Annette Killmer, apontou o curso como “uma ferramenta concreta de apoio a quem atua no setor, em sintonia com a diversidade dos territórios rurais brasileiros”. Ela comentou que, "ao ampliar o acesso a soluções equitativas e sustentáveis para as populações do campo, das florestas e das águas, este curso reforça o compromisso do BID com o saneamento rural no apoio ao desenvolvimento de políticas públicas mais inclusivas. Para o BID, participar desse esforço conjunto é investir em um futuro mais saudável, justo e sustentável“, finalizou Annette.
Já a diretora do Hub Regional Lima da Cosude, Marie Laure Crettaz, o fortalecimento de capacidades é um pilar fundamental para transformar a realidade do saneamento básico rural. Nesse sentido, disse ela, "o lançamento deste curso online — aberto a participantes de todo o Brasil — constitui um marco para ampliar o acesso a conhecimentos estratégicos sobre o PNSR, um programa nacional pioneiro que orienta soluções sustentáveis e contextualizadas para os territórios rurais". Marie Laure destacou ainda que esse avanço reflete o valor da cooperação técnica promovida pela iniciativa SIRWASH entre Cosude, o BID e a Funasa, impulsionando aprendizados que fortalecem a resiliência e o desenvolvimento sustentável nas áreas rurais.
Conheça a nova formação e inscreva-se:
Módulo 1 - Contextualização Sobre Saneamento Rural
Aula 1: Ruralidade no Brasil
Aula 2: Marcos referenciais do saneamento rural
Aula 3: Desafios e potencialidades do saneamento rural no Brasil
Módulo 2 - Conhecendo o Programa Nacional de Saneamento Rural
Aula 1: O que é o PNSR?
Aula 2: Eixos Estratégicos do PNSR
Módulo 3 - Implementação do Programa Nacional de Saneamento Rural
Aula 1: Educação e participação social em saneamento rural
Aula 2: Tecnologia em saneamento rural
Aula 3: Gestão Integrada e Sustentável do Saneamento Rural
Depois do sucesso da primeira etapa — já são mais de 7 mil inscritos —, o Campus Virtual Fiocruz lança hoje o segundo módulo do curso "Introdução à análise de dados para pesquisa no SUS", ampliando a trilha formativa voltada a quem quer usar dados de forma estratégica no sistema público de saúde. A nova fase amplia os conhecimentos e aprofunda o uso de estatística descritiva e visualização de dados, elementos essenciais para quem trabalha na saúde pública e quer tornar o SUS mais eficiente e baseado em evidências. Destacamos que quem já se inscreveu na formação não precisa realizar novo cadastro! O curso, desenvolvido em parceria com o Programa de Computação Científica da Fiocruz (Procc/Fiocruz) e o Centro de Integração de Dados e Conhecimentos para Saúde (Cidacs/Fiocruz Bahia), é voltado a profissionais do SUS, estudantes da saúde e pesquisadores de qualquer área. Ele é online, gratuito e autoinstrucional.
O segundo módulo, intitulado "Estatística descritiva e comunicação de resultados", traz duas aulas: Análise exploratória e descritiva; e Formas de visualização de dados e métodos analíticos. Ele abarca conteúdos práticos que permitem interpretar dados reais de saúde e transformá-los em informações estratégicas para planejamento, vigilância e gestão, permitindo assim que os profissionais contribuam com decisões mais embasadas e ações efetivas na busca por um SUS mais justo.
O primeiro módulo do curso contou com um lançamento especial presencial durante o 14º Congresso Brasileiro de Saúde Coletiva, o Abrascão 2025, realizado em Brasília, entre os dias 28 de novembro e 3 de dezembro. A iniciativa aconteceu no estande da Universidade Aberta do SUS (Unasus) no Congresso. O coordenador do curso, Carlos Antônio Teles Santos, do Cidacs/Fiocruz Bahia e a coordenadora de produção de cursos do Campus Virtual, Renata David, estava no encontro e conversaram com alunos e pesquisadores sobre a nova produção e apresentaram também as outras iniciativas do Campus Virtual Fiocruz.
O curso de Análise de Dados integra um movimento maior, que é a expansão do Programa de Formação em Ciência de Dados e Informações em Saúde para o SUS. Desenvolvido pela Fundação — sob a coordenação da Vice-Presidência de Educação, Informação e Comunicação (VPEIC), através do Campus Virtual — e o Ministério da Saúde, por meio do DataSUS/Seidigi/MS, o Programa conta com a participação da Coordenação Institucional de Comunicação (Cinco/VPEIC/Fiocruz), o Centro de Integração de Dados e Conhecimentos para Saúde, do Instituto Aggeu Magalhães (Cidacs/IAM/Fiocruz Bahia), a Fiocruz Ceará, o Programa de Computação Científica (Procc/Fiocruz), a Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca (Ensp/Fiocruz), o Instituto de Comunicação e Informação Científica e Tecnológica em Saúde (Icict/Fiocruz), e ainda com outras unidades da Fundação e instituições de ensino e pesquisa.
Seu objetivo é qualificar profissionais de saúde para atuar na gestão e análise de dados para o SUS, bem como oferecer a estudantes de graduação e pós-graduação da saúde os temas da informação e ciência de dados, relacionando e aplicando o conhecimento profissional aos princípios da análise de dados e informações em saúde. A iniciativa prevê a elaboração e publicação de outros cursos de qualificação profissional sobre a temática, uma especialização e ainda disciplinas transversais para programas de pós-graduação da Fiocruz.
Além dos módulos 1 e 2 do curso de Análise de Dados, o Programa conta também com outros cursos já lançados: Introdução à Saúde Digital e Informação para o SUS: políticas e sistemas, que seguem com inscrições abertas.
Conheça a estrutura do curso e inscreva-se! Ele tem carga horária de 50h e um total de três módulos:
Conheça a estrutura do curso e inscreva-se! Ele tem carga horária de 50 horas e um total de três módulos.
Módulo 1 – Lógica e Linguagem de Programação
Aula 1 – Introdução à Lógica de Programação
Aula 2 – Introdução à Linguagem de Programação
Módulo 2 – Estatística Descritiva e Comunicação de Resultados
Aula 1 – Análise exploratória e descritiva
Aula 2 – Formas de visualização de dados e métodos analíticos
Módulo 3 – Modelos estatísticos
Aula 1 – Inferência Estatística
Aula 2 – Modelos Estatísticos: lineares e não lineares
Aula 3 – Dados com estruturas de dependência: Multiníveis, Séries Temporais e Sobrevida
Aula 4 – Aplicação dos modelos estatísticos
As leishmanioses seguem se espalhando em diferentes regiões do país, impulsionadas por mudanças ambientais, circulação de vetores e vulnerabilidades sociais que ampliam o risco de adoecimento. Mesmo diante de sua relevância para a saúde pública, grande parte da população ainda desconhece formas básicas de transmissão, prevenção e tratamento. Essa lacuna de informação também é percebida entre muitos profissionais de saúde, tornando o enfrentamento ainda mais complexo e reforçando a necessidade de ações formativas que aproximem ciência, território e práticas educativas. O curso "Leishmanioses, e eu com isso? Ações educativas intersetoriais na saúde e na educação", lançado hoje, busca transformar essa realidade. A formação é online, gratuita e já está disponível.
Pensado para profissionais e estudantes das áreas da saúde e da educação, o curso apresenta uma abordagem intersetorial e multidisciplinar, incentivando uma compreensão crítica e prática sobre as doenças. Com metodologias ativas, conteúdos atualizados e ferramentas que estimulam o diálogo entre setores, os participantes serão preparados para atuar de forma mais efetiva na prevenção, no controle e na sensibilização das comunidades, fortalecendo a resposta coletiva às leishmanioses.
A coordenadora do curso e especialista na área, Janete Gonçalves Evangelista, que é pesquisadora do Instituto René Rachou (IRR/Fiocruz Minas), reforçou que as leishmanioses são um grande problema de saúde pública no Brasil e no mundo, sendo seu controle e prevenção um desafio real para a sociedade. Segundo ela, para mudarmos a realidade é necessário que tenhamos investimento em ações contínuas de educação em saúde. "Tais ações, quando realizadas de forma permanente e interativa nos espaços de ensino, serviços de saúde e comunidades, são fundamentais para a prevenção das leishmanioses e a promoção da saúde. Assim, este curso pode contribuir de forma significativa, a partir de uma abordagem educativa crítica e reflexiva, para a formação a distância de trabalhadores e estudantes da saúde e da educação, atores centrais na divulgação e ampliação do conhecimento sobre as leishmanioses nos territórios", defendeu ela.
A formação é ofertada pelo Campus Virtual Fiocruz em parceria com o Instituto René Rachou (IRR/Fiocruz Minas) e integra a missão institucional de democratizar o conhecimento e ampliar o acesso à informação em saúde por meio de formações online, gratuitas e em larga escala. A iniciativa reforça o compromisso da Fiocruz com a educação aberta, com a produção de conteúdos de qualidade e com a articulação entre diversas unidade e redes internas e externas, além de outras instituições de ensino e pesquisa parceiras. O curso é uma oportunidade para aprender, colaborar e impactar positivamente a saúde pública e os territórios onde os profissionais de atuamos.
O que é a leishmaniose, quais seus riscos e tratamento?
A leishmaniose é uma doença causada por protozoários do gênero Leishmania, transmitidos principalmente pela picada de insetos flebotomíneos: conhecidos como mosquito-palha, birigui ou tatuquira. Esses insetos se infectam ao picar animais ou pessoas doentes e, ao picarem novamente, transmitem o parasita para outros hospedeiros. Existem diferentes formas da doença, sendo as principais a leishmaniose cutânea, que causa feridas na pele, e a leishmaniose visceral, que afeta órgãos internos como baço, fígado e medula óssea, podendo ser fatal se não tratada. O ciclo envolve o vetor (mosquito), o parasita e reservatórios animais, que variam conforme a região, como cães, roedores e outros mamíferos silvestres. A infecção ocorre quase sempre pela picada do flebotomíneo infectado, e não por contato direto entre pessoas ou entre animais e humanos.
A doença tem cura, e o tratamento é altamente eficaz quando iniciado precocemente. Ele depende da forma clínica e pode incluir medicamentos específicos recomendados pelos protocolos do Ministério da Saúde. Na leishmaniose cutânea, o tratamento busca eliminar o parasita e evitar deformidades ou complicações, enquanto na forma visceral é fundamental para evitar a progressão da doença. Além do tratamento medicamentoso, medidas de prevenção são essenciais: controle do vetor, manejo ambiental, proteção individual e ações educativas. Quanto mais cedo for diagnosticada e tratada, maiores são as chances de cura e menores os riscos para a saúde pública.
Conheça a estrutura da nova formação e inscreva-se! O curso tem carga horária de 30h e é dividido em quatro módulos:
Módulo 1 – O que são as leishmanioses?
Aula 1 – O que são as leishmanioses?
Aula 2 – Leishmanioses: as espécies do protozoário, seus vetores e suas manifestações clínicas no homem
Aula 3 – Distribuição geográfica das leishmanioses
Aula 4 – Cadeia de transmissão das leishmanioses
Aula 5 – Vetores das leishmanioses
Aula 6 – Ciclo do flebotomíneo
Módulo 2 – Patogenia e manifestações clínicas
Aula 1 – Patogenia e manifestações clínicas
Aula 2 – Diagnóstico laboratorial da leishmaniose tegumentar
Aula 3 – Diagnóstico da leishmaniose visceral humana
Aula 4 – Diagnóstico da leishmaniose visceral canina
Aula 5 – Tratamento
Aula 6 – Vigilância epidemiológica do cão
Aula 7 – Importância do manejo ambiental
Aula 8 – Controle do reservatório canino e eutanásia dos animais infectados
Módulo 3 – Fatores físicos e sociais que contribuem para a mudança do cenário
Aula 1 – Fatores físicos e sociais que contribuem para a mudança do cenário da dispersão, agravamento das leishmanioses e como consequência no processo de transmissão
Aula 2 – Processo de urbanização
Aula 3 – Ciclos de transmissão das leishmanioses
Aula 4 – Medidas de controle e prevenção das leishmanioses
Módulo 4 – Conceito de Saúde Única
Aula 1 – Conceito de Saúde Única, Uma Só Saúde, ou “One Health”
Aula 2 – Intersetorialidade nas ações de enfrentamento às leishmanioses
Aula 3 – Participação cidadã nas ações de enfrentamento às leishmanioses
Este curso foi publicado no âmbito do edital Inova Educação - Recursos Educacionais Abertos, promovido pela Vice-Presidência de Educação, Informação e Comunicação da Fiocruz (VPEIC).