A Mpox voltou ao centro das atenções da saúde pública brasileira em 2026. Neste ano, o país já registra 47 casos confirmados, distribuídos em diferentes estados, montrando que o vírus segue em circulação ativa e demanda vigilância constante. Embora o cenário atual não indique aumento da gravidade, especialistas da área alertam que a detecção precoce é determinante para conter a transmissão. Para sensibilizar profissionais à identificação rápida e eficiente, é imprescindível que as equipes de saúde, especialmente as que atuam na linha de frente de atendimento à população, estejam preparadas. Nesse sentido, o Campus Virtual Fiocruz apresenta o curso Mpox: Vigilância, Informação e Educação, uma formação online e gratuita que, neste momento, apresenta-se como uma ferramenta estratégica para o fortalecimento da resposta ao SUS. Ele foi desenvolvido em parceria com a Escola Politécnica de Saúde Joaquim Venâncio (EPSJV/Fiocruz), é organizado em quatro módulos, tem 48h de carga horária e certifica os participantes.
O alerta sobre a infecção viral causada pelo Monkeypox virus (Mpox) se intensificou diante da confirmação, pela Organização Mundial da Saúde (OMS), da circulação internacional de uma nova variante recombinante do vírus. Ainda que os casos confirmados sejam considerados leves ou moderados, sem registro de óbitos, a dinâmica de infecção reforça a necessidade de vigilância contínua e a qualificação dos profissionais de saúde como determinantes para evitar novos surtos. A infecção caracteriza-se por febre, dor de cabeça, lesões cutâneas e potencial transmissão em situações de contato próximo.
O curso é estruturado para fortalecer competências técnicas na Atenção Primária, e aborda aspectos clínicos, epidemiológicos, notificação, investigação de casos e estratégias de educação em saúde. Voltado especialmente para profissionais de nível técnico e trabalhadores do SUS, a formação capacita profissionais a reconhecer sinais e sintomas, compreender fluxos de notificação e atuar de forma integrada na resposta local.
Ainda não se sabe se a nova variante, detectada no Reino Unido e na Índia em fevereiro de 2026, tem maior transmissibilidade ou risco clínico, mas o fato é que ela reacende a importância da vigilância global e do fortalecimento das ações de saúde pública para monitorar e conter possíveis novos surtos.
Poli: Compromisso com o fortalecimento do SUS e a valorização dos trabalhadores da linha de frente
Esta formação foi lançada em outubro de 2025 em resposta a centenas de notificações de casos no Brasil, pois, mesmo sem um surto explosivo, a vigilância e a educação em saúde permanecem essenciais para identificar suspeitas precocemente e conter possíveis avanços da doença no país e no mundo. A formação tem a coordenação compartilhada dos pesquisadores e professores da Escola Politécnica de Saúde Joaquim Venâncio (EPSJV/Fiocruz) Fernanda Bottino, Maurício Monken e Carlos Batistella, que são, respectivamente, do Laboratório de Educação Profissional em Técnicas Laboratoriais em Saúde (Latec/EPSJV), do Laboratório de Educação Profissional em Vigilância em Saúde (Lavsa/EPSJV), e coordenador de Cooperação Internacional da Escola. A iniciativa é resultado de um esforço coletivo dos referidos laboratórios da EPSJV/Fiocruz, que uniram suas expertises para desenvolver um curso com base na formação crítica de trabalhadores para o enfrentamento de temáticas emergentes da saúde coletiva, fortalecendo, assim, o compromisso histórico da Escola na formação de profissionais técnicos em saúde, com foco na vigilância, informação e educação em saúde.
Conheça a estrutura da formação e inscreva-se:
Módulo 1: Conceitos básicos sobre a Mpox
Aula 1: Mpox: a doença, o vírus e a epidemiologia
Aula 2: Transmissão, sinais e sintomas e diagnóstico
Aula 3: Tratamento e prevenção
Módulo 2: O processo de notificação da Mpox e o papel do profissional de nível médio
Aula 1: O registro da Mpox no sistema de informação em saúde
Aula 2: Como realizar o processo de notificação da Mpox
Aula 3: Aspectos éticos no registro da Mpox com ênfase nos ambientes digitais
Aula 4: O protagonismo dos profissionais de Nível Médio no registro e informação sobre a Mpox
Módulo 3: Mpox no sistema de saúde: os desafios da prática educativa para a sua prevenção
Aula 1: Prevenção e o papel dos profissionais de saúde na suspeita, encaminhamento e acompanhamento de casos
Aula 2: Educação em saúde
Aula 3: Educação popular em saúde e o planejamento de atividades educativas
Módulo 4: Mpox: a importância das ações de vigilância em saúde
Aula 1: Vigilância em Saúde
Aula 2: Informações na gestão de risco da Mpox
Aula 3: A vigilância da Mpox no território
Aula 4: Ações educativas e comunicativas de vigilância em saúde
O Campus Virtual Fiocruz e o Instituto de Comunicação e Informação Científica e Tecnológica da Fiocruz (Icict) divulgam o resultado das entrevistas de seleção para o curso de especialização em Dados e Sistemas de Informação para o Sistema Único de Saúde. Recursos podem ser impetrados até o dia 13/2. O resultado do recurso será divulgado em 20/2. Os links para as entrevistas com a Comissão de Avaliação Biopsicossocial e a Comissão de Heteroidentificação Racial também serão divulgadas em 20/2. A divulgação do resultado final com o nome dos aprovados na especialização está prevista para o dia 6 de março.
Fique atento(a)! A coordenação do curso alerta que, a partir da divulgação do resultado final, em 6/3, os selecionados terão 48h para enviar a documentação e garantir a sua vaga na especialização.
Acesse:
+Lista com o resultado das entrevistas
A especialização é oferecida no âmbito do Programa de Formação em Ciência de Dados e Informações em Saúde para o SUS, que é desenvolvido pela Fiocruz — sob a coordenação da Vice-Presidência de Educação, Informação e Comunicação (VPEIC), através do Campus Virtual — e o Ministério da Saúde, por meio do DataSUS/Seidigi/MS.
Ao todo, estão disponíveis 100 vagas, distribuídas regionalmente, considerando políticas de ações afirmativas. A especialização, realizada na modalidade a distância, tem 400 horas de carga horária, com início previsto para março de 2026 e certificação de pós-graduação lato sensu pela Fiocruz.
O curso tem como objetivo o desenvolvimento de competências e habilidades analíticas para uso da informação em saúde, com vistas ao aprimoramento das políticas públicas e da gestão em saúde. Ele aborda temas centrais como sistemas de informação em saúde, análise e interpretação de dados, indicadores, ciência de dados aplicada, saúde digital e gestão orientada por evidências, conectando teoria e prática para qualificar a tomada de decisão no SUS e ampliar sua capacidade de resposta às demandas da população.
Acesse aqui a lista de documentos que compõem essa chamada
*última atualização: 4/2, às 10h, com publicação da lista de selecionados com horário de inscrição
No Brasil, existem mais de 900 comitês de ética em pesquisa, e esses demandam profissionais qualificados para a área. Para compartilhar experiências de formação nos temas, a Fiocruz apresentará algumas de suas iniciativas no webinário "Oportunidades educacionais em ética e integridade em pesquisa na Fiocruz". Encontro virtual acontecerá em 26 de fevereiro, às 14h. Ele será transmitido em português, com tradução para o espanhol pelo canal da VídeoSaúde Distribuidora no YouTube. Para participar é preciso se inscrever! Um dos temas do webnário é a experiência do curso Ética e Integridade em Pesquisa, oferecido pelo Campus Virtual Fiocruz.
Inscreva-se no webinário Oportunidades educacionais em ética e integridade em pesquisa na Fiocruz
O curso do Campus Virtual Fiocruz - conta com quase 4 mil participantes e as inscrições para a formação seguem abertas! Participe você também!
Inscreva-se aqui no curso Ética e Integridade em Pesquisa
Oportunidades educacionais em ética e integridade em pesquisa
O evento integra a série mensal de webinários de ética e integridade da The Global Health Network América Latina e Caribe (TGHN LAC), organizada pelo grupo de trabalho no tema, liderado pela Fundação Etikos, da República Dominicana. Os eventos cobrem temas que abordam desde a prevenção de más práticas na condução de pesquisas, passando pelo papel das instituições na prevenção das mesmas, como no caso do Marco Regulatório Colombiano. Os webinários são espaços de troca entre profissionais de diferentes países latino-americanos.
Ética e integridade em pesquisa na Fiocruz e no Campus Virtual
A experiência do curso "Ética e Integridade em Pesquisa" será apresentada pela assessora da Coordenação-Geral de Educação, da Vice-Presidência de Educação, Informação e Comunicação (CGE/VPEIC) Mariana Souza e o pesquisador da Ensp Sérgio Rego, ambos coordenadores da formação oferecida pelo Campus Virtual Fiocruz. Sergio Rego falará também sobre Programa de Pós-Graduação em Bioética, Ética Aplicada e Saúde Coletiva (PPGBIOS), iniciativa ofertada em associação ampla entre Fiocruz, Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) e Universidade Federal Fluminense (UFF).
Já a pesquisadora Cíntia Lanzarini compartilha resultados de seu estudo sobre a percepção de profissionais da pesquisa acerca da integridade científica. Sua pesquisa contribui para o desenvolvimento de políticas institucionais.
Fiocruz atua no contexto científico brasileiro sobre ética e integridade
A Fiocruz também desenvolve ações nas áreas de ética e integridade em pesquisa por meio do Programa de Integridade Publica da Fiocruz que reúne diretrizes institucionais, órgãos fiscalizadores e cursos de formação. São exemplos: Comissão de Integridade em Pesquisa (CIP) que trabalha junto à Ouvidoria e Corregedoria, assim como os Comitês de Ética em Pesquisa (CEPs) e as Comissões de Ética no Uso de Animais (Ceua) que acompanham as atividades da Fundação. Uma das diretrizes mais conhecidas é o “Guia de Integridade em Pesquisa da Fiocruz" que orienta pesquisadores sobre boas práticas em produção científica.
*com informações de Isabela Schincariol
A cooperação entre Brasil e Angola na área da saúde pública ganhou um novo marco com a assinatura de um acordo internacional voltado ao fortalecimento da vigilância e resposta à mortalidade materna, infantil e fetal no país africano. O acordo foi formalizado em Luanda, em 3 de fevereiro, com a presença de autoridades do governo de Angola, do governo do Brasil, da Fiocruz, da Agência Brasileira de Cooperação (ABC) e do Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA - Angola e Brasil), consolidando uma iniciativa estratégica de cooperação Sul-Sul trilateral. A assinatura representa o início oficial da implementação do projeto “Valorização da Vida Materna, Infantil e Fetal em Angola”, que tem como eixo central a formação de profissionais de saúde angolanos e o fortalecimento dos Comitês de Auditoria e Prevenção de Óbitos Maternos, Infantis e Fetais.
Pela Fiocruz, participam do projeto a Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca (Ensp), o Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas (INI) e o Instituto Nacional de Saúde da Mulher, da Criança e do Adolescente Fernandes Figueira (IFF). A Fundação se articula aos parceiros contribuindo especialmente com sua sólida experiência no campo da educação e formação de profissionais na área da vigilância do óbito materno, infantil e fetal, tendo como base o curso a distância "Vigilância do óbito materno, infantil e fetal e atuação em comitês de mortalidade", oferecido pela Ensp, que já formou mais de 5 mil profissionais em todo Brasil.
O projeto “Valorização da Vida Materna, Infantil e Fetal em Angola” busca contribuir diretamente para a redução dos indicadores de mortalidade no país, alinhando-se aos compromissos assumidos por Angola no que se refere ao alcance de metas de redução da mortalidade materna no âmbito da Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável.
Governança, alinhamento institucional e início das atividades técnicas
A missão que culminou na assinatura do acordo teve como objetivo assegurar o pleno início da implementação do projeto, reunindo, em um mesmo momento, ações de natureza institucional, política e técnica. A formalização da cooperação permitiu estabelecer os mecanismos de governança do projeto, alinhar expectativas e responsabilidades entre os parceiros e dar início às atividades previstas no primeiro Plano Operativo Anual (POA 2026), que foi pactuado no encontro do Comitê Gestor da iniciativa.
Representando a Fiocruz, participaram da missão a coordenadora adjunta de Educação da Vice-Presidência de Educação, Informação e Comunicação (CGE/VPEIC), Mariana Souza, e a equipe técnica de coordenação do curso e pesquisadoras da Fundação: Sonia Bittencourt e Henriette Santos da Ensp, Mayumi Wakimoto do INI, e Maria Teresa Massari do IFF. Enquanto a representação institucional esteve voltada à formalização do projeto, a equipe técnica iniciou o diagnóstico da realidade local, com análise documental, realização de oficina de trabalho com a participação de profissionais de saúde do Ministério da Saúde de Angola (Minsa) ligados a diferentes áreas de atuação, bem como fez visitas a um centro de saúde e uma maternidade pública de Luanda, etapa fundamental para a adequação da proposta formativa ao contexto angolano.
Formação como estratégia para o fortalecimento do sistema de saúde
Como desdobramento dessa formação, disse Mariana, "a iniciativa busca contribuir para a redução a longo prazo dos óbitos maternos, infantis e fetais no país, por meio da qualificação da vigilância, da produção de informações em saúde e da tomada de decisão baseada em evidências". O resultado direto esperado da cooperação é a criação de um curso de formação para 100 profissionais de saúde angolanos, que atuam nos Comitês de Mortalidade Materna, Infantil e Fetal. Para Henriette Santos, da Ensp, “esse é um passo importante para que Angola siga organizando, no futuro, cursos EAD com a mesma temática, de maneira autônoma, e possa formar um maior contingente de profissionais”, detalhou ela.
Para o governo de Angola, o acordo representa um avanço concreto no fortalecimento das capacidades institucionais e profissionais do sistema de saúde, ao investir na qualificação contínua de seus quadros técnicos e na consolidação de mecanismos de governança capazes de identificar falhas evitáveis, aprimorar a qualidade do cuidado e orientar políticas públicas mais eficazes. "Acreditamos que a cooperação internacional, quando bem-feita, é um instrumento poderoso para melhorar a vida das nossas populações. Porque, no final, as mortes maternas não são números: são famílias, são histórias, são vidas.”, detalhou o secretário de Estado para a Saúde Pública em Angola, Carlos Alberto de Sousa.
A proposta pedagógica do curso em Angola será organizada em três unidades de aprendizagem sequenciais, articulando teoria e prática e ancorada nos princípios da pedagogia para a autonomia. O projeto valoriza os saberes prévios dos profissionais, promove a reflexão crítica sobre os processos de trabalho e utiliza metodologias baseadas em casos, favorecendo a troca de experiências e a construção coletiva do conhecimento.
Experiência da Fiocruz como base do projeto
A formação a ser implementada em Angola tem como base a experiência consolidada pela Fiocruz, em especial pela Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca (Ensp), no campo da vigilância do óbito materno, infantil e fetal articulada à formação de profissionais de saúde. No Brasil, o curso já foi ofertado a cerca de mil municípios, alcançando mais de 5 mil profissionais de saúde, dos quais aproximadamente 80% são enfermeiras, 12% médicos, outros profissionais da área e técnicos de nível médio.
A origem dessa trajetória remonta a 2010, quando o Ministério da Saúde estabeleceu parceria com a Fiocruz para atender à necessidade de formação contínua em vigilância do óbito. Dessa articulação nasceu o Programa de Formação em Vigilância do Óbito Materno, Infantil e Fetal e Atuação em Comitês de Mortalidade, com ofertas realizadas entre 2013 e 2015, iniciativa desenvolvida pela Ensp, em parceria com o IFF e, à época, também com a participação da Escola Politécnica de Saúde Joaquim Venâncio (EPSJV).
O sucesso da iniciativa viabilizou, em 2020, a retomada do curso em nível de aperfeiçoamento, a partir de nova demanda do Ministério da Saúde. Essa fase integrou um projeto coordenado pelo IFF, em parceria com secretarias estaduais e municipais de saúde e maternidades em todo o Brasil, voltado à qualificação da atenção e da gestão da rede com foco na redução da mortalidade materna, infantil e fetal. Nessa etapa, o INI também passou a integrar a equipe formadora.
Cooperação Sul-Sul e educação a distância como resposta aos desafios
O interesse do governo de Angola em estabelecer a cooperação foi formalizado em maio de 2020, por meio de ofício da Direção Nacional de Saúde Pública do Ministério da Saúde de Angola, que manifestou a intenção de desenvolver, com apoio do UNFPA e da Fiocruz, uma estratégia de formação e qualificação de profissionais de saúde por meio da modalidade de Educação a Distância (EAD).
No entanto, essa cooperação entre o UNFPA e instituições brasileiras da área da saúde, em especial a Fiocruz, vem sendo construída ao longo de quase duas décadas e foi formalizada, em agosto de 2019, com a assinatura de um Memorando de Entendimento durante o Fórum Político de Alto Nível para o Desenvolvimento Sustentável, em Nova York. Sonia Bittencout lembrou que a parceria consolidou a convergência institucional entre as duas organizações, já evidenciada em experiências anteriores de cooperação técnica, como a resposta à epidemia de Zika no Brasil, e teve como foco estratégico a educação, a pesquisa e advocacy, alinhados aos compromissos da Agenda 2030.
Como desdobramento desse acordo, foi realizada, também em 2019, no Rio de Janeiro, uma reunião técnica com a participação da Fiocruz, UNFPA e instituições nacionais de saúde de países africanos, incluindo Angola. O encontro permitiu a identificação de desafios comuns e a definição da redução da mortalidade materna como prioridade para ações conjuntas, estruturadas em linhas estratégicas como formação e desenvolvimento de competências, vigilância e monitoramento, pesquisa e fortalecimento da participação comunitária — bases que sustentam o projeto firmado em Angola em 2026.
Ao aportar sua experiência formativa, a Fiocruz reafirma seu papel como instituição estratégica do Estado brasileiro na cooperação internacional em saúde, contribuindo para o fortalecimento dos sistemas de saúde e para a redução das desigualdades, em diálogo com parceiros internacionais e com foco na defesa da vida.
*com informações de UNFPA Angola e Brasil, ABC e Governo de Angola
** imagens: arquivo pessoal de Mariana Souza e UNFPA Angola
O Campus Virtual Fiocruz e o Instituto de Comunicação e Informação Científica e Tecnológica da Fiocruz (Icict) divulgam a lista de convocados para a entrevista de seleção e também a errata dessa lista para o curso de especialização em Dados e Sistemas de Informação para o Sistema Único de Saúde. As entrevistas acontecerão entre 4 e 10 de fevereiro. Vale ressaltar que os convocados receberão por e-mail as informações sobre a entrevista, com dia, hora e link de participação. A divulgação do resultado final com o nome dos aprovados na especialização está prevista para o dia 6 de março. Buscando a transparência do processo de seleção da especialização, a secretaria acadêmica do curso soltou também a lista de selecionados com os horários das inscrições. Confira!
Fique atento(a)! A coordenação do curso solicita especial atenção ao e-mail cadastrado, recomendando também a verificação da caixa de spam. Caso algum candidato selecionado não receba a mensagem, pedimos que entre em contato com a Secretaria Acadêmica do curso pelo e-mail: seca.icict@fiocruz.br
Acesse:
+Lista de convocados para a entrevista
+Errata da lista de convocados para a entrevista
+Lista de convocados com horário de inscrição
A especialização é oferecida no âmbito do Programa de Formação em Ciência de Dados e Informações em Saúde para o SUS, que é desenvolvido pela Fiocruz — sob a coordenação da Vice-Presidência de Educação, Informação e Comunicação (VPEIC), através do Campus Virtual — e o Ministério da Saúde, por meio do DataSUS/Seidigi/MS.
Ao todo, estão disponíveis 100 vagas, distribuídas regionalmente, considerando políticas de ações afirmativas. A especialização, realizada na modalidade a distância, tem 400 horas de carga horária, com início previsto para março de 2026 e certificação de pós-graduação lato sensu pela Fiocruz.
O curso tem como objetivo o desenvolvimento de competências e habilidades analíticas para uso da informação em saúde, com vistas ao aprimoramento das políticas públicas e da gestão em saúde. Ele aborda temas centrais como sistemas de informação em saúde, análise e interpretação de dados, indicadores, ciência de dados aplicada, saúde digital e gestão orientada por evidências, conectando teoria e prática para qualificar a tomada de decisão no SUS e ampliar sua capacidade de resposta às demandas da população.
Acesse aqui a lista de documentos que compõem essa chamada
*última atualização: 4/2, às 10h, com publicação da lista de selecionados com horário de inscrição
O Campus Virtual Fiocruz e o Instituto de Comunicação e Informação Científica e Tecnológica da Fiocruz (Icict) divulgam a lista de inscrições homologadas para o curso de especialização em Dados e Sistemas de Informação para o Sistema Único de Saúde. Ao todo, foram recebidas mais de 2.700 inscrições provenientes de todas as regiões do país. A divulgação do resultado final com o nome dos selecionados para o curso está prevista para o dia 2 de fevereiro, próxima segunda-feira.
+Acesse aqui todos os docmentos dessa chamada!
A iniciativa é oferecida no âmbito do Programa de Formação em Ciência de Dados e Informações em Saúde para o SUS, que é desenvolvido pela Fiocruz — sob a coordenação da Vice-Presidência de Educação, Informação e Comunicação (VPEIC), através do Campus Virtual — e o Ministério da Saúde, por meio do DataSUS/Seidigi/MS.
Ao todo, estão disponíveis 100 vagas, distribuídas regionalmente, considerando políticas de ações afirmativas. A especialização, realizada na modalidade a distância, tem 400 horas de carga horária, com início previsto para março de 2026 e certificação de pós-graduação lato sensu pela Fiocruz.
O curso tem como objetivo o desenvolvimento de competências e habilidades analíticas para uso da informação em saúde, com vistas ao aprimoramento das políticas públicas e da gestão em saúde. Ele aborda temas centrais como sistemas de informação em saúde, análise e interpretação de dados, indicadores, ciência de dados aplicada, saúde digital e gestão orientada por evidências, conectando teoria e prática para qualificar a tomada de decisão no SUS e ampliar sua capacidade de resposta às demandas da população.
Excelência científica como âncora de desenvolvimento, alinhamento estratégico com políticas de Estado, redução real e prática de assimetrias, compromisso estrutural com a diversidade, e governança robusta e gestão de riscos foram os critérios avaliados pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior no edital de chamamento ao Programa Redes para Internacionalização Institucional (Capes-Global.Edu). O parecer, divulgado nesta terça-feira, 27 de janeiro, anuncia a aprovação da Fiocruz para o financiamento da Rede Capes Global para o desenvolvimento sustentável, ciência e saúde da Fiocruz, afirmando que "a proposta não apenas cumpre os requisitos do edital, mas estabelece um modelo inovador de internacionalização solidária no Brasil". A nota preliminar do projeto da Fundação é 96,15.
Segundo a Capes, no texto de recomendação à aprovação, a rede proposta pela Fundação demonstra que é possível aliar alta produtividade científica com justiça social. Eles afirmam que a "aprovação é estratégica para a soberania científica brasileira e para a construção de uma pós-graduação mais equilibrada e inclusiva". Todos os concorrentes têm 10 dias para interpor recursos e o resultado final será anunciado em fevereiro.
A Fiocruz coordena essa rede, que tem como associados a Universidade Federal da Integração Latino-Americana (Unila), a Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS), a Universidade Federal do Oeste do Pará (Ufopa), a Universidade Federal do Piauí (UFPI) e a Universidade Federal de Rondônia (Unir).
Os critérios de avaliação e os destaque da proposta
Detalhando os cinco critério de aprovação avaliados, a Capes destacou que dentre os diferenciais da proposta submetida pela Fiocruz está o fato de a instituição não atuar "de forma isolada, mas como um suporte técnico-pedagógico, colocando sua infraestrutura e prestígio a serviço do fortalecimento de programas de pós-graduação (PPGs) nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste". Nesse mesmo sentido o parecer aponta equidade regional, pois a proposta inclui e valoriza PPGs em municípios que registram Índice de Desenvolvimento Humano (IDHM) baixo, garantindo que recursos de internacionalização cheguem a territórios historicamente marginalizados.
Também são destaques o modelo orçamentário e o compromisso estrutural com a diversidade da proposta. Os mecanismos concretos para a descentralização de recursos e poder foram avaliados como "muito inovador", na medida em que transfere gradualmente a gestão financeira para as instituições partícipes, permitindo que elas gerenciem a maior parte do orçamento. Sobre a diversidade, o diferencial, segundo eles, é não tratá-la "como um apêndice, mas como princípio governante. A rede estabelece metas de participação mínima para negros, indígenas e pessoas com deficiência (PcD) em todos os editais de bolsas e missões, além de valorizar o intercâmbio Sul-Sul com a América Latina e a África".
Para finalizar, eles apontam que os cinco eixos temáticos — Sistemas de saúde, doenças socialmente determinadas e desigualdades; Saúde global e emergências em saúde; Biodiversidade, ambiente e mudanças climáticas; Ciclo de vida, transformações demográficas e envelhecimento saudável; e Inovação em ciência e tecnologia para a saúde - "estão rigorosamente vinculados às prioridades nacionais, como o Plano Amazônia+Sustentável e o Plano Brasil Sem Fome, contemplando 14 dos 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU. A rede funciona como uma matriz de intervenção pública, conectando a ciência e tecnologia de ponta às necessidades do Sistema Único de Saúde (SUS)", ratifica o texto.
A coordenadora-geral de Educação da Fiocruz (CGE/VPEIC), Isabella Delgado, destacou com entusiasmo e orgulho que o parecer positivo reflete um amplo e consistente esforço institucional, construído de forma coletiva por diferentes áreas e atores da Fiocruz. Em especial, ressaltou a atuação da Vice-Presidência de Educação, Informação e Comunicação, responsável pela coordenação da submissão, assim como o engajamento das universidades integrantes da Rede, cuja participação foi decisiva para a consolidação da proposta.
Segundo a coordenadora, o processo envolveu seis meses de trabalho intenso, marcado por dezenas de reuniões técnicas, encontros de alinhamento e pactuações institucionais, fundamentais para a construção e o amadurecimento do desenho da rede apresentado à Capes. O resultado desse esforço coletivo foi a aprovação da Fiocruz em primeiro lugar , com 23 propostas aprovadas entre as 50 submetidas. Para Isabella, a conquista ocorre em um contexto especialmente significativo, ao suceder os expressivos resultados da Avaliação Quadrienal da Capes, na qual a Fiocruz obteve elevação de notas de seus Programas de Pós-Graduação e teve cerca de 60% dos PPGs reconhecidos como de excelência, consolidando o papel institucional da Fundação no cenário nacional da pós-graduação e da cooperação acadêmica internacional.
+Leia mais aqui: Programas de pós-graduação da Fiocruz se destacam por ótima avaliação na Capes
Capes-Global.Edu
O Capes-Global.Edu tem a finalidade de fomentar a criação de redes de cooperação entre instituições nacionais com estágios de internacionalização diversos para promover, por meio da cooperação internacional, o desenvolvimento de atividades estratégicas de pesquisa e pós-graduação dos participantes envolvidos.
O Programa terá vigência de até cinco anos, com início das atividades previstas para junho de 2026. As iniciativas do Capes-Global.Edu abarcam o custeio para missões de trabalho internacionais; bolsas de doutorado sanduíche no exterior, de Professor Visitante Júnior, Professor Visitante Sênior e capacitação; além de bolsas para doutorado sanduíche para estrangeiros no Brasil, Jovem Talento, Professor Visitante e pós-doutorado.
Em um SUS cada vez mais atravessado por bases de dados, sistemas digitais e decisões orientadas por evidências, especializar-se em dados e informação em saúde deixou de ser diferencial para se tornar uma necessidade. Planejar políticas públicas, monitorar indicadores, avaliar resultados e responder com agilidade aos desafios sanitários exige profissionais capazes de transformar dados em inteligência para a gestão e o cuidado. É nesse contexto que o Campus Virtual Fiocruz e o Instituto de Comunicação e Informação Científica e Tecnológica da Fiocruz (Icict) recebem, a partir de hoje, 5 de janeiro, inscrições para o curso de especialização em Dados e Sistemas de Informação para o Sistema Único de Saúde – 2026. Oferecido na modalidade a distância, o curso disponibiliza 100 vagas, que são distribuídas entre as cinco regiões do país. As inscrições estão abertas até 21 de janeiro de 2026.
Acesse aqui o edital e inscreva-se!
Atenção! Primeiramente, o candidato precisa se inscrever no curso por meio da plataforma SigaLS e depois preencher o forms (que exigirá número de inscrição e número da ficha de inscrição, ambas geradas pela inscrição feita na Plataforma Siga). Em caso de dificuldade no momento da inscrição pelo navegador Chrome ou Safari, orientamos a utilização de outros dos navegadores, como o Edge ou Firefox.
O curso visa ao desenvolvimento de competências e habilidades analíticas para uso da informação em saúde, com vistas ao aprimoramento das políticas públicas e da gestão em saúde. Ele aborda temas centrais como sistemas de informação em saúde, análise e interpretação de dados, indicadores, ciência de dados aplicada, saúde digital e gestão orientada por evidências, conectando teoria e prática para qualificar a tomada de decisão no SUS e ampliar sua capacidade de resposta às demandas da população.
A iniciativa é oferecida no âmbito do Programa de Formação em Ciência de Dados e Informações em Saúde para o SUS, que é desenvolvido pela Fiocruz — sob a coordenação da Vice-Presidência de Educação, Informação e Comunicação (VPEIC), através do Campus Virtual — e o Ministério da Saúde, por meio do DataSUS/Seidigi/MS.
Com 100 vagas distribuídas regionalmente e políticas de ações afirmativas, a formação reafirma o compromisso da Fiocruz com a equidade, a diversidade e o fortalecimento do SUS em todo o país. Realizado na modalidade a distância, o curso tem 400 horas de carga horária, início previsto para março de 2026 e certificação de pós-graduação lato sensu pela Fiocruz.
As inscrições deverão ser realizadas até 21 de janeiro de 2026 pela plataforma Siga, seguindo o caminho: Inscrição > A Distância > Especialização > Instituto de Comunicação e Informação Científica e Tecnológica em Saúde (Icict) > Dados e Sistemas de Informação para o SUS 2026. Mais uma vez, destacamos que, em caso de dificuldade no momento da inscrição, a orientação é que o usuário tente acessar o link por um navegador diferente do que está sendo usado no momento: Chrome, Safari, Edge ou Firefox.
#ParaTodosVerem Banner com fundo azul, linhas brancas e elementos que remetem à saúde, no centro está escrito: Programa de formação em Ciência de dados, saúde digital e informação em saúde para o SUS. Curso de especialização em dados e sistemas de informação para o SUS, serão 100 vagas, divididas por região, inscrições de 5/1 a 21/1 de 2026, curso na modalidade a distância.
Diante do aumento expressivo dos transtornos mentais relacionados ao trabalho no Brasil, um novo curso voltado à Saúde Mental do Trabalhador foi desenvolvido com o objetivo de qualificar profissionais e estudantes para enfrentar esse desafio de forma crítica, preventiva e integrada. A formação - lançada hoje pelo Campus Virtual Fiocruz é uma iniciativa do Observatório Nacional de Saúde Mental e Trabalho - propõe uma abordagem abrangente sobre as relações entre trabalho, saúde mental e políticas públicas, considerando os impactos da precarização laboral, das violências institucionais e da organização do trabalho sobre a vida dos trabalhadores. As inscrições estão abertas e o curso é online, gratuito e certifica os participantes!
O curso tem como objetivo central formar profissionais das áreas da saúde, do trabalho e da gestão pública para reconhecer, analisar e intervir nas dinâmicas que afetam a saúde mental no contexto laboral, promovendo ambientes mais saudáveis e práticas institucionais voltadas à prevenção, à vigilância e ao cuidado psicossocial. A ideia é promover uma compreensão crítica sobre os fatores sociais, organizacionais e institucionais que atravessam a saúde mental no trabalho, além de fomentar estratégias concretas de promoção da saúde, prevenção de agravos e cuidado psicossocial nos diferentes contextos de atuação profissional. A proposta dialoga diretamente com a realidade vivenciada nos serviços e territórios, buscando fortalecer a atuação das redes de atenção psicossocial (Raps), da Rede Nacional de Atenção Integral à Saúde do Trabalhador (Renast) e dos Centros de Referência em Saúde do Trabalhador (Cerest).
O curso nasceu da crescente incidência de adoecimentos mentais associados ao trabalho, fenômeno agravado por vínculos laborais fragilizados, metas excessivas, assédio e pela ausência de políticas institucionais consistentes de cuidado. Nesse contexto, a formação se apresenta como uma resposta estratégica para ampliar a capacidade de vigilância, prevenção e intervenção no campo da saúde do trabalhador, contribuindo para práticas de cuidado integrais, intersetoriais e alinhadas aos determinantes sociais da saúde.
A coordenadora da nova formação, Simone Oliveira, pesquisadora do Centro de Estudos em Saúde do Trabalhador e Ecologia Humana da Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca (Cesteh/Ensp/Fiocruz), explicou que a realização deste curso surge do encontro de pesquisadores de diferentes instituições universitárias e profissionais da Renast a partir da composição do Observatório de Saúde Mental e Trabalho. Segundo ela, o acirramento da competitividade, o isolamento e o individualismo cada vez mais intenso precisam ser encarados pela gestão com acolhimento e escuta! "Apostamos que o processo reflexivo, aliado a espaços de fala, afirmem que os problemas de saúde mental no trabalho são consequência da organização do trabalho, dos modelos de avaliação ancorados apenas em metas, sem valorização dos investimentos subjetivos dos trabalhadores e trabalhadoras para darem conta das tarefas. Nossa expectativa é que o curso contribua com os processos de transformação da realidade do trabalho, coletivamente, e escape da descrição que individualiza e culpabiliza o trabalhador e a trabalhadora pelo atual quadro de aumento do adoecimento em saúde mental, fruto da organização do trabalho", disse Simone.
Estruturado em quatro módulos, o curso aborda desde os fundamentos da relação entre saúde mental e trabalho até estratégias práticas de intervenção. Os conteúdos incluem: uma introdução à importância da saúde mental nos ambientes laborais; a análise das dinâmicas de trabalho, da precarização e das violências institucionais; a identificação e o manejo de transtornos mentais relacionados ao trabalho; e, por fim, estratégias e políticas de promoção de ambientes de trabalho saudáveis.
Inserido nas áreas temáticas de Saúde do Trabalhador, Saúde Mental, Saúde Coletiva, Vigilância em Saúde, Educação e Trabalho e Políticas Públicas, o curso se apresenta como uma iniciativa relevante para profissionais e gestores comprometidos com a construção de práticas institucionais mais humanas, protetivas e sustentáveis. Ao articular conhecimento técnico, reflexão crítica e ação nos territórios, a formação reforça a centralidade do trabalho como determinante da saúde e a urgência de enfrentar o adoecimento mental como uma questão coletiva e de saúde pública.
Conheça a estrutura da nova formação, organizada em 4 módulos e carga horária de 20h, e inscreva-se:
Módulo 1 - Introdução ao Curso de Saúde Mental no Trabalho
O módulo 1 aborda a definição de saúde mental no trabalho, discutindo o impacto das condições laborais no equilíbrio psíquico e a profunda relação entre o exercício da profissão e a construção da identidade do indivíduo.
Módulo 2 - Dinâmicas de Trabalho e Impacto na Saúde Mental
O módulo 2 examina como a precarização das relações laborais afeta a saúde mental, detalhando as diversas formas de violência no ambiente de trabalho e suas consequências graves, como o desenvolvimento de estresse pós-traumático e depressão no contexto ocupacional.
Módulo 3 - Identificação e Manejo de Transtornos Mentais no Trabalho
O módulo 3 demonstra a importância da identificação precoce de transtornos mentais no trabalho, apresentando estratégias práticas de manejo para casos de depressão e TEPT, além de destacar o papel essencial das redes de suporte e do apoio institucional na recuperação do trabalhador.
Módulo 4 – Estratégias de Prevenção e Promoção da Saúde Mental
O módulo 4 apresentaremos as principais políticas de prevenção de transtornos mentais e exemplos de intervenções eficazes, visando promover práticas laborais que protejam e fortaleçam a saúde mental nas instituições.
Avançar da leitura básica dos dados para a construção de análises mais complexas é o foco do terceiro módulo do curso Introdução à análise de dados para pesquisa no SUS, lançado hoje pelo Campus Virtual Fiocruz. Nesta etapa, os participantes passam a trabalhar com modelos estatísticos aplicados à saúde pública, ampliando a capacidade de interpretar relações, tendências e padrões nos dados utilizados em pesquisas, vigilância e avaliação de políticas no SUS. O módulo aprofunda conceitos fundamentais para quem precisa transformar informações em evidências qualificadas para a tomada de decisão em saúde. Agora o curso completo está no ar! Quase 10 mil pessoas já se inscreveram. Faça parte desta rede você também!
O curso completo é organizado em três módulos e tem carga horária total de 50h. Ele foi desenvolvido numa parceria entre o Campus Virtual Fiocruz, o Programa de Computação Científica da Fiocruz (Procc/Fiocruz) e o Centro de Integração de Dados e Conhecimentos para Saúde (Cidacs/Fiocruz Bahia).
A formação é aberta a todos os interessados em se aprofundar na análise de dados no contexto da saúde pública, mas voltada especialmente para profissionais do SUS e estudantes de graduação e pós-graduação em saúde. Seu objetivo é apresentar conceitos básicos de modelos estatísticos aplicados à saúde pública, com ênfase no uso de ferramentas de software livre, e desenvolver boas práticas de visualização de dados. A proposta é instrumentalizar quem trabalha com dados do SUS - como registros de atendimento, vigilância epidemiológica, cadastros e outros - para transformar grandes volumes de informação em evidências úteis para gestão, políticas públicas e pesquisa.
A velocidade das transformações tecnológicas nessa área ampliou ainda mais seu impacto na sociedade. Métodos avançados de ciência de dados, como aprendizado de máquina e modelagem estatística, permitem análises mais complexas e rápidas, favorecendo respostas oportunas a desafios emergentes. Isso fortalece não apenas a pesquisa em saúde, mas também a capacidade do SUS, melhorando a qualidade do atendimento e reduzindo desigualdades. Nesse contexto, formar profissionais aptos a lidar com dados torna-se essencial para impulsionar a inovação e ampliar os benefícios sociais em saúde.
O curso tem a coordenação acadêmica de Alexandra Ribeiro Mendes de Almeida, do Procc/Fiocruz, e Carlos Antonio de Souza Teles Santos, do Cidacs/Fiocruz Bahia.
"Introdução à análise de dados para pesquisa no SUS" integra o Programa de Formação em Ciência de Dados e Informações em Saúde para o SUS e é a terceira formação da série. Os dois primeiros cursos já lançados são Introdução à Saúde Digital e Informação para o SUS: políticas e sistemas, que seguem com inscrições abertas.
Programa de Formação em Ciência de Dados e Informações em Saúde para o SUS
O Programa de Formação em Ciência de Dados e Informações em Saúde para o SUS é desenvolvido pela Fundação — sob a coordenação da VPEIC, através do Campus Virtual — e o Ministério da Saúde, por meio do DataSUS/Seidigi/MS, e conta com a participação da Cinco/VPEIC/Fiocruz, o Centro de Integração de Dados e Conhecimentos para Saúde, do Instituto Aggeu Magalhães (Cidacs/IAM/Fiocruz Bahia), a Fiocruz Ceará, o Programa de Computação Científica (Procc/Fiocruz), a Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca (Ensp/Fiocruz), o Instituto de Comunicação e Informação Científica e Tecnológica em Saúde (Icict/Fiocruz), e ainda com outras unidades da Fundação e instituições de ensino e pesquisa.
Seu objetivo é qualificar profissionais de saúde para atuar na gestão e análise de dados para o SUS, bem como oferecer a estudantes de graduação e pós-graduação da saúde os temas da informação e ciência de dados, relacionando e aplicando o conhecimento profissional aos princípios da análise de dados e informações em saúde. A iniciativa prevê a elaboração e publicação de outros cursos de qualificação profissional sobre a temática, uma especialização e ainda disciplinas transversais para programas de pós-graduação da Fiocruz.
Conheça a estrutura do curso e inscreva-se! Ele tem carga horária de 50 horas e um total de três módulos.
Módulo 1 – Lógica e Linguagem de Programação
Aula 1 – Introdução à Lógica de Programação
Aula 2 – Introdução à Linguagem de Programação
Módulo 2 – Estatística Descritiva e Comunicação de Resultados
Aula 1 – Análise exploratória e descritiva
Aula 2 – Formas de visualização de dados e métodos analíticos
Módulo 3 – Modelos estatísticos
Aula 1 – Inferência Estatística
Aula 2 – Modelos Estatísticos: lineares e não lineares
Aula 3 – Dados com estruturas de dependência: Multiníveis, Séries Temporais e Sobrevida
Aula 4 – Aplicação dos modelos estatísticos