O Observatório do SUS, da Escola Nacional de Saúde Pública Sérgio Arouca (Ensp/Fiocruz), em parceria com a Associação Brasileira de Saúde Coletiva (Abrasco), realiza no dia 13 de fevereiro de 2025, das 8h30 às 13h, o seminário "O SUS e a Agenda Legislativa Federal", na Fiocruz Brasília, com transmissão pelo canal da Ensp no Youtube. O evento reunirá especialistas e parlamentares para discutir os desafios e perspectivas para o Sistema Único de Saúde (SUS) no âmbito do Congresso Nacional.
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A atividade faz parte do projeto Agenda Legislativa para o Fortalecimento do SUS, que conta com recursos de emenda parlamentar da deputada Ana Pimentel, e é um desdobramento da parceria entre o Observatório do SUS da Ensp/Fiocruz e a Abrasco, iniciada em 2023 com uma série de Seminários que abordaram desafios estruturais do SUS.
Programação
A programação do seminário tem início às 9h com a mesa de abertura, que contará com a participação de representantes da Ensp/Fiocruz, Abrasco e demais instituições parceiras.
Em seguida, às 9h30, acontece a conferência "O Presidencialismo de Coalizão na Conjuntura Atual", ministrada pelo cientista político e professor da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), Leonardo Avritzer, que abordará as transformações na dinâmica política brasileira. A conferência contará com a moderação de Fabiana Damásio, diretora da Fiocruz Brasília.
Às 10h30, a mesa "O Panorama do SUS na Agenda Legislativa Federal" reunirá a deputada federal Ana Pimentel, Chico D'Ângelo, chefe da Assessoria Especial de Assuntos Parlamentares e Federativos do Ministério da Saúde, e Rômulo Paes de Sousa, presidente da Abrasco. O debate tratará das principais pautas legislativas relacionadas ao SUS, com foco na construção de uma agenda favorável ao nosso sistema de saúde. A mesa será moderada por Eduardo Melo, coordenador do Observatório do SUS e vice-diretor da Escola de Governo em Saúde (Ensp/Fiocruz).
Para Rômulo Paes de Sousa, acompanhar de perto o processo legislativo é essencial para a defesa do SUS: "O legislativo brasileiro passou a ter uma influência ímpar nas políticas de saúde. Parte considerável dos recursos de investimento do Ministério da Saúde foram capturados pelas emendas parlamentares de execução obrigatória e alguns temas típicos da saúde passaram a ser usados como bandeiras de mobilização da extrema direita do país. Essa mobilização busca promover a regressão de direitos sanitários das populações minorizadas. Observar o processo legislativo é fundamental para orientar a luta pelo desenvolvimento do SUS de forma universal, integral e equitativa."
SUS e o Legislativo: desafios e perspectivas
Para a pesquisadora Tatiana Wargas, do Instituto Fernandes Figueira (IFF/Fiocruz), que dedicou estudos sobre a agenda legislativa da saúde, identificar quais temas estão em debate no Legislativo é fundamental para compreender os embates e desafios da política pública de saúde. No entanto, antes mesmo de analisar as pautas específicas da saúde, é essencial considerar as mudanças estruturais no sistema político brasileiro, especialmente na última década.
“O ‘presidencialismo de coalizão’ estruturou por décadas nosso modelo de governança, mas hoje não se pode mais afirmar que o presidente garante suas prerrogativas da mesma forma. Houve uma fragilização significativa de sua capacidade de coalizão para aprovar projetos que defende”, observa Tatiana.
Além disso, ela destaca que um dos fatores centrais dessa mudança é a disputa pelo Orçamento, especialmente no que diz respeito às emendas parlamentares. “A pasta da Saúde tem, anualmente, o segundo ou terceiro maior orçamento do governo, com um volume expressivo de emendas parlamentares. Isso faz com que a área seja alvo de interesses e pressões, algo que se reflete nos debates sobre os projetos legislativos em tramitação”, explica.
Para a pesquisadora, é essencial acompanhar as discussões sobre a reforma tributária e o financiamento da saúde. No que se refere às emendas parlamentares, considera necessário avançar na construção de mecanismos de transparência pública, com metodologias eficientes para a prestação de contas.
A importância da mobilização parlamentar e social
Wargas ressalta que a criação de uma Frente Parlamentar em Defesa do SUS é uma estratégia fundamental para fortalecer a articulação dentro do Congresso Nacional, pois coloca a saúde pública no centro do debate. No entanto, ela destaca que essa Frente não deve se restringir apenas a questões estruturais do SUS, mas precisa dialogar com diferentes movimentos sociais e reconhecer suas pautas.
"Iniciar o ano com esse debate é uma agenda estratégica para o SUS e para toda a sociedade"
O diretor da Ensp, Marco Menezes, destaca que um dos objetivos do Observatório do SUS é "aprofundar o debate com a sociedade sobre os aspectos estratégicos do SUS, em particular das políticas de saúde". Ele ressalta a importância de iniciar a agenda de 2025 com esse debate junto ao parlamento, especialmente diante do atual cenário político: "Vivemos uma conjuntura difícil, em que é fundamental dialogar com todos os atores da sociedade para enfrentar o negacionismo científico. Além disso, 2025 será o ano em que o Brasil sediará a COP 30, trazendo à tona desafios urgentes para a saúde coletiva, como a emergência climática e a crise hídrica. Também precisamos enfrentar o negacionismo climático. Por isso, esse seminário tem um papel estratégico ao abrir as discussões do ano, fortalecendo o debate sobre as grandes questões do SUS e os avanços necessários."
Ainda segundo Menezes, fortalecer o SUS passa, necessariamente, pelo reconhecimento dos trabalhadores da saúde: "Precisamos fortalecer os sistemas de saúde e um SUS cada vez mais robusto, equitativo e atento à sua diversidade. E isso significa, como destacou a recente 4ª Conferência Nacional de Gestão do Trabalho e Educação na Saúde, valorizar aqueles que fazem o SUS acontecer: seus trabalhadores e trabalhadoras. Então, um dos pontos centrais também nesse debate que se coloca hoje, e que o parlamento tem um papel importante, é a carreira SUS. Nesse sentido, uma questão que, sem dúvida, é central para toda essa discussão, tem a ver com o financiamento do nosso Sistema Único de Saúde. E esse debate passa por um diálogo muito intenso com a sociedade e fundamentalmente com o Congresso Nacional, especialmente no que diz respeito ao papel das emendas parlamentares e sua influência direta nos territórios. Iniciar o ano com esse debate é uma agenda estratégica para a Ensp, para a Fiocruz, para o SUS e para toda a sociedade."
Transmissão e participação
O seminário busca aprofundar o debate sobre as políticas de saúde e os impactos das decisões do Legislativo no SUS. O evento é aberto ao público e contará com transmissão ao vivo pelo canal da Ensp no YouTube.
Programação detalhada
08h30 – Credenciamento
09h00 – Mesa de Abertura
09h30 – Conferência "O Presidencialismo de Coalizão na Conjuntura Atual", com Leonardo Avritzer
10h30 – Mesa "O Panorama do SUS na Agenda Legislativa Federal", com Ana Pimentel, Chico D'Ângelo e Rômulo Paes de Sousa
Serviço
Seminário O SUS e a Agenda Legislativa Federal
Organização: Observatório do SUS e Associação Brasileira de Saúde Coletiva
Data: 13 de fevereiro de 2025
Horário: 8h30 às 13h
Local: Fiocruz Brasília
Transmissão ao vivo: Canal da Ensp no YouTube
Mais informações: observatorio.sus@fiocruz.br
A aplicação das tecnologias digitais em prol da atenção ao câncer, na melhoria do acesso a diagnóstico precoce e a tratamento, bem como na gestão de recursos, em meio aos desafios relacionados as desigualdades regionais, capacitação profissional e segurança no uso de dados dos usuários, estará em discussão no quarto webinário da série Transformação Digital na Saúde Pública, do CEE-Fiocruz, que teve início em 2024. Com o tema Tecnologias Digitais na Atenção Oncológica― Aplicações e experiências no Sistema Único de Saúde, o evento será realizado no dia 14 de fevereiro de 2025, das 10h às 12h, com transmissão pelo canal da Vídeo Saúde Distribuidora da Fiocruz no Youtube. Serão apresentadas também experiências do uso dessas tecnologias, voltadas à realidade brasileira. O público poderá participar com comentários e perguntas enviadas pelo chat.
O webinário terá como convidados o oncologista clínico Carlos José Andrade, do Instituto Nacional do Câncer (Inca), fundador da plataforma Lila, voltada à conexão de equipes de saúde e pacientes oncológicos, que abordará a aplicação de tecnologias de informação e comunicação na atenção ao câncer; o professor Chao Lung Wen, da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP) e líder do grupo de pesquisa USP de Telemedicina, Tecnologias Educacionais e e-Health no CNPq, tratando de soluções e aplicações de tecnologias digitais no controle da doença; o secretário municipal de Saúde do Rio de Janeiro, Daniel Soranz, trazendo a experiência do município no uso da inteligência artificial para aprimorar o diagnóstico do câncer de mama; e o cirurgião oncológico Marcos Adriano Jota, diretor nacional da Sociedade Brasileira de Cirurgia Oncológica (SBCO), que tratará da aplicação das tecnologias digitais nos procedimentos cirúrgicos.
A abertura ficará a cargo da pesquisadora Virgínia Fava, do CEE-Fiocruz, organizadora da série de webinários, e a mediação será do médico sanitarista Luiz Antonio Santini, diretor do Inca entre 2005 e 2015 e pesquisador do CEE, e do ex-ministro da Saúde José Gomes Temporão, também pesquisador do Centro, ambos à frente do projeto de pesquisa Doenças Crônicas e Tecnologias de Saúde do CEE.
“A dificuldade de acesso ao controle do câncer no Brasil se dá em várias dimensões, da prevenção, detecção precoce, diagnóstico, tratamento, e muitos desses gargalos podem ser apoiados por inovações tecnológicas. Um exemplo são os tumores dermatológicos, os mais frequentes nos casos de câncer no Brasil, que podem ser diagnosticados a distância”, observa Santini. “No entanto, é preciso lidar com as desigualdades regionais do país, que impactam diretamente no acesso da população às inovações tecnológicas”, acrescenta Temporão.
Tecnologias digitais, atenção oncológica e desafios a enfrentar
O uso de tecnologias digitais na atenção oncológica tem se consolidado como ferramenta essencial para melhorar o acesso, a qualidade e a eficiência dos serviços de saúde, especialmente em países com sistemas públicos abrangentes como o SUS, no Brasil. Essas tecnologias incluem prontuários eletrônicos e sistemas de telemedicina, algoritmos de inteligência artificial para diagnóstico precoce e acompanhamento de pacientes, entre outros recursos.
No contexto do SUS, com demanda alta por cuidados especializados em Oncologia e recursos, muitas vezes, limitados, o emprego dessas inovações pode ser um divisor de águas na detecção precoce e no tratamento do câncer, ajudando a salvar vidas e a gerir melhor os gastos do sistema.
No Brasil, o uso de telemedicina para consultas oncológicas tem ampliado o alcance do diagnóstico e acompanhamento em áreas remotas, onde o acesso a especialistas é limitado. Outro exemplo de impacto positivo das inovações é o uso de inteligência artificial para triagem de exames como mamografias no SUS, auxiliando na detecção precoce do câncer de mama e na priorização de casos mais urgentes. Experiências como essas serão abordadas no webinário.
O evento destacará também que o uso das tecnologias digitais no fortalecimento da atenção oncológica no SUS envolve não apenas explorar seu potencial, como também ultrapassar barreiras e fazer os ajustes necessários, por exemplo, no que diz respeito ao acesso mais equânime à internet, nas diferentes regiões do país, para que as inovações beneficiem, de fato, toda a população.
Série de Webinários 'Transformação Digital na Saúde Pública'
4º evento: Tecnologias Digitais na Atenção Oncológica― Aplicações e experiências no Sistema Único de Saúde
Data: 14 de fevereiro de 2025
Horário: 10h
Transmissão: Canal da Vídeo Saúde Distribuidora
Informações: cee@fiocruz.br e 21 38829134
Os especialistas, gestores e pesquisadores que integrarão os painéis temáticos do Seminário Nacional de Consórcios Públicos e Regionalização do SUS já estão confirmados. O evento, que acontecerá nos dias 24 e 25 de fevereiro de 2025, na Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca (Ensp/Fiocruz), no Rio de Janeiro, tem como objetivo promover reflexões sobre o papel dos consórcios públicos de saúde como instrumentos de apoio à gestão e organização regional de ações e serviços de atenção especializada, além de discutir os desafios dos arranjos consorciais existentes para a governança do Sistema Único de Saúde (SUS).
A programação conta com dois dias de atividades: a 1ª Mostra Nacional de Experiências e Estudos, no dia 24 de fevereiro, e painéis temáticos no dia 25 de fevereiro, com a presença de especialistas, gestores e pesquisadores da área. Haverá emissão de certificado para os participantes que comparecerem presencialmente ao evento.
Mostra Nacional de Experiências e Estudos | 24 de fevereiro
No primeiro dia do seminário, será realizada a 1ª Mostra Nacional de Experiências e Estudos sobre Consórcios Públicos de Saúde e Regionalização do SUS.
Painéis Temáticos | 25 de fevereiro
No segundo dia, dois painéis temáticos com conferências de especialistas abordarão aspectos essenciais dos consórcios públicos de saúde, seguidos por debates com a plateia.
Painel I (09h30) | Consórcios Públicos de Saúde: evolução e contribuições para a gestão e organização regional de serviços de saúde
O primeiro painel abordará como os consórcios públicos podem contribuir para a reduzir as desigualdades regionais no acesso aos serviços de saúde, explorando inovações organizacionais, modelos de gestão e tipos de serviços prestados. A sessão contará com a participação de Simone Affonso da Silva, professora Adjunta no Instituto de Geografia, Desenvolvimento e Meio Ambiente da Universidade Federal de Alagoas (IGDEMA/ UFAL); Daniela Cavalcante, secretária executiva da Associação dos Consórcios e Associações Intermunicipais de Saúde do Paraná (Acispar/PR); Madeline Amorim, diretora de Unidade Consorciada no Estado do Ceará; e Silvia Karla Azevedo Vieira Andrade, professora do Departamento de Saúde Coletiva da Universidade Estadual de Londrina (Desc/UEL) . O painel será coordenado por Ana Luiza D’Avila Viana, coordenadora da Plataforma Região e Redes.
Painel II (14h) | Consórcios Públicos no processo de governança regional de saúde
Na parte da tarde, o segundo painel será dedicado à governança regional, com foco em como os consórcios públicos podem fortalecer a gestão cooperativa e integrada do SUS. Os debates abordarão temas como descentralização, cooperação entre diferentes esferas de governo e desafios políticos e financeiros. Entre os palestrantes estarão Luciana Dias de Lima, pesquisadora e vice-diretora de Pesquisa e Inovação da Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca (Ensp/Fiocruz); Maria da Conceição de Souza Rocha, presidente do Conselho de Secretarias Municipais de Saúde do Estado do Rio de Janeiro (COSEMS/RJ); Lizandro Lui, professor da Escola de Políticas Públicas e Governo da Fundação Getulio Vargas (FGV/DF); e Luis Eugênio Portela Fernandes de Souza, diretor do Instituto de Saúde Coletiva da Universidade Federal da Bahia (ISC/UFBA). A mediação será conduzida por Fernanda de Freitas Mendonça, coordenadora do Programa de Pós-Graduação em Saúde Coletiva da Universidade Estadual de Londrina.
Os painéis serão transmitidos ao vivo pelo canal da Ensp no YouTube, garantindo ampla participação e acesso ao público.
Programação detalhada | 25/02
08h00 - Credenciamento
08h30 - Cerimônia de Abertura
09h30 - Painel I | Consórcios Públicos de Saúde – evolução e contribuições para a gestão e organização regional de serviços de saúde
12h30 - Intervalo
14h00 - Painel II | Consórcios Públicos no processo de governança regional de saúde
16h30 - Encerramento
O resultado dos trabalhos selecionados já está disponível! Confira a lista completa dos trabalhos aprovados, com a indicação da sala onde cada apresentação será realizada. As apresentações seguirão a ordem em que os trabalhos estão listados em cada sala.
Template para Apresentação
Para facilitar a elaboração das apresentações, orientamos que o tempo de apresentação será de até 6 (seis) minutos por trabalho e ao final haverá um tempo reservado para a discussão de todos os trabalhos apresentados em sala. Disponibilizamos o template oficial do evento para a preparação dos slides. Não há número mínimo ou máximo de slides para a apresentação e seu uso não é obrigatório. Clique nos links abaixo para acessar as versões disponíveis:
Envio das Apresentações
As apresentações deverão ser enviadas previamente até 17 de fevereiro de 2025, no formato PDF, por meio deste formulário. Caso não sejam enviadas no prazo estabelecido, estas não poderão ser utilizadas no momento da apresentação.
Normas para Trabalhos e Apresentações
Para garantir que todos os participantes estejam alinhados com os critérios de avaliação, modalidades de seleção e orientações para envio das apresentações, consulte os itens 3, 4, 5 e 6 do documento com normas gerais para trabalhos. Nesse documento, também estão disponíveis informações sobre a emissão de certificados e o cronograma completo do evento.
Serviço
Seminário Nacional de Consórcios Públicos de Saúde e Regionalização do SUS
Programação:
24 de fevereiro (segunda-feira): 13h às 16h30 (Presencial).
25 de fevereiro (terça-feira): 8h30 às 16h30 (Presencial com transmissão ao vivo).
Local: Escola Politécnica de Saúde Joaquim Venâncio, no Rio de Janeiro (EPSJV/Fiocruz)
Transmissão: Canal da Ensp no YouTube.
Instituições promotoras: Observatório do SUS (Ensp/Fiocruz), Plataforma Região e Redes, Programa de Pós-Graduação em Saúde Coletiva da Universidade Estadual de Londrina e Programa de Pós-Graduação em Saúde Pública da Ensp.
Apoio: Capes | Programa Inova Fiocruz | Faperj
Contato: seminarioconsorcios@gmail.com
Após mais um ano de muito trabalho, contribuindo incessantemente com o Sistema Único de Saúde (SUS) através de seus cursos, o Campus Virtual Fiocruz encerra o ano de 2024 com muito sucesso, contabilizando o total de nove formações de capacitação e aprimoramento profissional lançados ao longo deste ciclo, totalizando 70 mil inscritos em sua plataforma, alcançando todos os estados e o Distrito Federal, além de diversos países ao redor do mundo.
O Campus Virtual Fiocruz é uma rede de conhecimento e aprendizagem voltada à educação em saúde. Além de reunir informações sobre os 50 programas de pós-graduação stricto sensu, cursos de especialização, programas de residência e educação de nível técnica, o CVF também oferece mais de 35 cursos próprios, online, gratuitos e autoinstrucionais. As formações seguem com inscrições abertas e voltadas, em geral, a profissionais de saúde, mas também abertas ao público em geral.
Confira abaixo todos os cursos lançados no ano de 2024 e inscreva-se!
Letramento racial para trabalhadores do SUS
Público-alvo: Trabalhadores do SUS atuantes em funções assistenciais e/ou funções gestoras, que tenham concluído o ensino médio.
Objetivos: Discutir a estrutura, funcionamento e expressões do racismo abordando práticas antirracistas como fundamento para o trabalho em saúde na assistência e na gestão do SUS.
Carga horária: 30h
+Conheça a formação e inscreva-se já!
Profilaxia Pré-Exposição de Risco à Infecção pelo HIV (PrEP) Oral
Público-alvo: Profissionais de saúde, estudantes de graduação, pós-graduação e demais interessados na temática.
Objetivos: Qualificar profissionais de saúde para atender à população em situação de vulnerabilidade ao HIV ou em risco de exposição ao vírus.
Carga horária: 18h
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Diabetes Mellitus no SUS: Promoção, prevenção e fortalecimento do autocuidado
Público-alvo: Profissionais de saúde da atenção primária, cuidadores de idosos, ACS, familiares, pessoas com diabetes e demais interessados na temática.
Objetivos: Abordar estratégias preventivas e de promoção da saúde que auxiliem profissionais de saúde, bem como familiares e pessoas com diabetes no contexto de seus valores e de suas referências, promovendo a prevenção de complicações e o fortalecimento do autocuidado apoiado para pessoas com DM.
Carga horária: 40h
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Estratégias de Eliminação da Transmissão Vertical do HTLV no Brasil
Público-alvo: Profissionais de saúde (níveis médio/superior) que atuam na assistência em todos os níveis de atenção, pesquisadores, estudantes e demais interessados.
Objetivos: Oferecer informações atualizadas e relevantes sobre esse vírus e suas implicações. Ao longo dos módulos, serão abordados tópicos como as principais doenças associadas ao HTLV-1, formas de transmissão, estratégias de prevenção, aspectos virais e epidemiológicos, além de políticas públicas e ações de controle no Brasil.
Carga horária: 45h
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Introdução a Uma Só Saúde
Público-alvo: Profissionais e estudantes de qualquer formação envolvidos nas áreas da saúde humana, animal e ambiente no Brasil e em outros países.
Objetivos: Fornecer uma visão integrada de como humanos, animais e meio ambiente estão conectados, além de apresentar conceitos, estudos e aplicações concretas dessa abordagem em diferentes áreas e lugares.
Carga horária: 30h
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Formação em Monitoramento e Avaliação para o Controle Social no SUS
Público-alvo: Apoiadores técnicos ou representantes de conselhos de saúde (municipais, estaduais, nacionais) e demais interessados no tema.
Objetivos: Qualificar apoiadores técnicos e representantes dos conselhos de saúde para aplicarem essas ferramentas no contexto do controle social no SUS.
Carga horária: 60h
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Leptospirose: transmissão, diagnóstico, tratamento e prevenção
Público-alvo: Profissionais de qualquer área e em diferentes níveis de formação que estão envolvidos em atendimento primário em saúde.
Objetivos: apresentar aos profissionais conceitos, estratégias e possibilidades de intervenção para a promoção do autocuidado, visando a prevenção e controle das doenças crônicas não transmissíveis (DCNT).
Carga horária: 30h
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Autocuidado em saúde e a Literacia para a promoção da saúde e a prevenção das doenças crônicas na Atenção Primária à Saúde - 2ªEdição
Público-alvo: Profissionais de saúde, estudantes e todos interessados na temática.
Objetivos: apresentar aos profissionais conceitos, estratégias e possibilidades de intervenção para a promoção do autocuidado, visando a prevenção e controle das doenças crônicas não transmissíveis (DCNT).
Carga horária: 60h
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Atualidades em Saúde Global e Diplomacia da Saúde
Público-alvo: Profissionais de nível superior e estudantes das áreas da saúde, diplomacia e relações internacionais, ciências humanas, sociais e afins.
Objetivos: Pretende-se que os participantes observem de maneira sistemática o cenário global da saúde, com análise dos principais espaços políticos da governança global e regional, da governança da saúde global e organizações de territórios geopolíticos.
Carga horária: 140h
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O terceiro webinário da série Transformação Digital na Saúde Pública, produzida pelo Centro de Estudos Estratégicos da Fiocruz Antonio Ivo de Carvalho (CEE/Fiocruz), terá como tema As tecnologias digitais na Atenção Primária à Saúde: Desafios e estratégias para o Sistema Único de Saúde. O evento será realizado no dia 5 de dezembro, às 10 horas, com transmissão ao vivo pelo canal da Vídeo Saúde Distribuidora da Fiocruz. Nele será discutido o uso de tecnologias da informação e comunicação (TICs) para melhorar a gestão, o diagnóstico e o cuidado dos usuários do SUS.O público poderá participar com comentários e perguntas enviadas pelo chat.
A mediação desse episódio será das pesquisadoras Ligia Giovanella e Maria Helena Mendonça, da Escola Nacional de Saúde Pública da Fiocruz e do CEE-Fiocruz, à frente do projeto Atenção Primária na Rede SUS, do Centro. A mesa de abertura contará com a participação do secretário executivo do CEE, Marco Nascimento. “Vamos abordar os principais tipos de tecnologias digitais aplicadas à Atenção Primária à Saúde e debater as contribuições dessas inovações para a melhoria do cuidado”, diz Ligia Giovanella. “Queremos discutir também os desafios e estratégias para que essas tecnologias sejam de fato integradas à rede assistencial melhorando o acesso e a qualidade da atenção”, completa Maria Helena Mendonça.
Participam como palestrantes a pesquisadora do CEE, Virgínia Maria Dalfior Fava, trazendo a questão de como assegurar a melhoria do cuidado, utilizando a saúde digital na Atenção Primária; a coordenadora dos Núcleos de Telessaúde da Faculdade de Medicina e do Hospital das Clínicas da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), Alaneir de Fátima dos Santos, discutindo as contribuições da telessaúde para a melhoria do acesso e qualidade da atenção; o coordenador geral de Inovação e Aceleração Digital da Atenção Primária do Ministério da Saúde (Saps/MS), Rodrigo Gaete, abordando os desafios e estratégias para implementação da saúde digital na Atenção Primária do SUS; e o coordenador do Laboratório de Ciência, Tecnologia e Sociedade da Fiocruz Brasília, Wagner Martins, apresentando a Plataforma de Inteligência Cooperativa com a Atenção Primária à Saúde (Picaps).
A saúde digital é um campo que reúne conhecimentos da informática médica, saúde pública e negócios. Embora diversos tipos de softwares e aplicações digitais em saúde venham sendo desenvolvidos e disponibilizados desde a década de 2000, foi a partir da pandemia de Covid-19 que a transformação digital da saúde se acelerou, com o uso das tecnologias digitais sendo implementadas em larga escala, principalmente na atenção primária, para melhorar o cuidado à saúde em escala local, regional e global.
“A relevância desse tema em nível global é demonstrada pelo lançamento da nova Iniciativa Global sobre Saúde Digital (GIDH), uma rede para difundir a saúde digital, por meio do desenvolvimento das capacidades dos países e da cooperação internacional”, explica Virgínia, ressaltando a importância de se ampliar o debate sobre a aplicação das tecnologias digitais na Atenção Primária à Saúde.
Sobre a série ‘Transformação digital na saúde pública’
Profundas mudanças na saúde promovidas pelas novas tecnologias digitais já estão acontecendo. Os novos recursos tecnológicos alteram padrões na atenção à saúde e nos aspectos produtivos, tecnológicos e de geração de conhecimento, no contexto da Quarta Revolução Industrial.
Assim, o CEE-Fiocruz abriu espaço para esse debate, com a realização da série Transformação Digital na Saúde Pública, voltando-se à incorporação dessas inovações em prol da garantia de acesso universal à saúde e da sustentabilidade e resiliência do SUS.
Série de Webinários 'Transformação Digital na Saúde Pública'
3º evento: As tecnologias digitais na Atenção Primária à Saúde: Desafios e estratégias para o Sistema Único de Saúde
Data: 5 de dezembro de 2024
Horário: 10h
Transmissão: Canal da Vídeo Saúde Distribuidora
Informações: cee@fiocruz.br e 21 38829134
A Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca (Ensp/Fiocruz) sediará em 31 de outubro o seminário Saúde digital e inteligência artificial no SUS: desafios e perspectivas, evento organizado pelo Observatório do SUS em parceria com a equipe do projeto Implicações das Tecnologias Digitais para o Sistema de Saúde, da Iniciativa Saúde Amanhã/Estratégia Fiocruz para a Agenda 2030. O evento, com início às 9h, será realizado de forma presencial, no auditório térreo da Ensp, com transmissão ao vivo pelo canal da Escola no YouTube.
O seminário busca promover um amplo debate sobre as oportunidades, desafios e transformações que o avanço das tecnologias digitais traz para o Sistema Único de Saúde (SUS). O evento reunirá especialistas e gestores para discutir políticas estratégicas, regulações e experiências práticas no campo da saúde digital.
A programação conta com duas mesas temáticas, focando em questões estratégicas. A primeira mesa, que acontecerá pela manhã, será dedicada ao recém-lançado Plano Brasileiro de Inteligência Artificial (PBIA) 2024-2028 e sua aplicação no SUS.
No período da tarde, a segunda mesa abordará políticas e experiências subnacionais sobre o uso de tecnologias digitais no SUS, com destaque para a Estratégia de Saúde Digital para o Brasil (ESD28).
Marcelo Fornazini, pesquisador da ENSP, Conselheiro do Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br) e coordenador da primeira mesa, destaca que o debate é essencial para aprofundar as discussões e avaliar o impacto das tecnologias na saúde. “O governo tem proposto iniciativas para fomentar a inovação tecnológica no Brasil, como é o caso do Plano Brasileiro de Inteligência Artificial (PBIA) e da Estratégia de Saúde Digital. Esse seminário é uma oportunidade para compreendermos como as inovações tecnológicas estão sendo apropriadas nos diferentes níveis de atenção, bem como na vigilância e na pesquisa em saúde pública”. Segundo o pesquisador, a atividade contribuirá para que a comunidade da Fiocruz conheça melhor essas propostas e possa incorporá-las em suas ações.
O seminário se encerrará com um debate aberto ao público, promovendo um espaço para troca de experiências entre especialistas, gestores e os participantes.
Confira a programação completa:
09h - Mesa de abertura
09h30 - Mesa 1 - Impactos e possibilidades no uso da Inteligência Artificial para o SUS
• Luciana Portilho – Coordenadora do Projeto TIC Saúde do Centro Regional de Estudos para o Desenvolvimento da Sociedade da Informação (Cetic.br)
• Maurício Barreto - Pesquisador da Fiocruz Bahia e Coordenador Científico e Cocriador do Centro de Integração de Dados e Conhecimento para Saúde (Cidacs/Fiocruz)
• Tiago Bahia Fontana - Coordenador-Geral de Disseminação e Integração de Dados e Informações em Saúde da Secretaria de Informação e Saúde Digital do Ministério da Saúde (CGDID/DEMAS/SEIDIGI/MS)
• Giliate Cardoso Coelho Neto - Diretor de Tecnologia da Informação da Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh)
• Renata Mielli - Coordenadora do Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br) e Assessora Especial da Ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI)
Coordenação: Marcelo Fornazini - Conselheiro do Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br), Coordenador do Grupo Temático Informação, Saúde e População (GTISP) da Associação Brasileira de Saúde Coletiva (Abrasco) e Pesquisador do Departamento de Administração e Planejamento em Saúde da ENSP (DAPS/ENSP/Fiocruz)
11h30 – Debate
12h - Intervalo
13h30 - Mesa 2 - Saúde digital no SUS: políticas e experiências
• Oswaldo Gonçalves Cruz – Pesquisador do Programa de Computação Científica (PROCC) da Fiocruz, Consultor do Centro de Inteligência Epidemiológica da Cidade do Rio de Janeiro (CIE/SMS-Rio) e do Centro Nacional de Inteligência Epidemiológica do Ministério da Saúde (CNIE/MS).
• Gustavo Godoy - Gerente Geral de Saúde Digital da Secretaria Municipal de Saúde do Recife/PE.
• Roberta Rubia - Assessora Técnica da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo e Membro da Câmara Técnica Saúde Digital do Conselho Regional de Enfermagem de São Paulo (SES-SP/COREN-SP).
• Luis Antônio Benvegnú - Diretor da Atenção à Saúde do Grupo Hospitalar Conceição.
• Diego Daltro – Superintendente de Informação e Saúde Digital da Secretaria de Saúde do Estado da Bahia (CGTICS/Sesab) e Membro do Comitê dos Gestores de Tecnologia de Informação e Comunicação do Estado da Bahia (FORTIC)
Coordenação: Mariana Vercesi de Albuquerque - Pesquisadora da Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca (Ensp/Fiocruz)
16h - Debate
16h30 – Encerramento
Serviço
Seminário: Saúde Digital e Inteligência Artificial no SUS: desafios e perspectivas
Organização: Observatório do SUS (ENSP/Fiocruz) em parceria com a equipe do projeto “Implicações das Tecnologias Digitais para o Sistema de Saúde”, da Iniciativa Saúde Amanhã/ Estratégia Fiocruz para a Agenda 2030
Data: 31/10/2024, quinta-feira, das 09h às 16h30
Modalidade: Presencial com Transmissão ao vivo pelo Canal Ensp YouTube
Local: Auditório Térreo da Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca (Ensp/Fiocruz RJ)
Transmissão: Canal da ENSP no Youtube
A Secretaria de Informação e Saúde Digital (Seidigi/MS), com o apoio Secretaria de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde (SGTES/MS), se reuniu, na Fiocruz Brasília, com instituições de ensino superior parceiras que vão desenvolver cursos de formação e pós-graduação como parte do Programa (Trans) Formação para o SUS Digital. O Campus Virtual Fiocruz integra o pool de instituições formadoras parceiras nessa iniciativa que visa ao enfrentamento do desafio de preparar estudantes, trabalhadores e gestores do Sistema Único de Saúde (SUS) para a transformação digital, promovendo a inclusão digital e uma visão crítica sobre o uso da tecnologia na saúde. O Programa também incentiva a produção científica e a análise dos impactos da saúde digital na sociedade.
Segundo a secretária da Seidigi/MS, Ana Estela Haddad, em publicação em suas redes sociais, as instituições estão realizando um trabalho colaborativo, em rede, pensando e discutindo em conjunto as melhores estratégias para o desenvolvimento dos cursos. "Em um cenário de transformações tecnológicas aceleradas, é fundamental que esses atores estejam preparados para lidar com as novas ferramentas e metodologias que impactam diretamente a prestação de serviços de saúde. A transformação digital no SUS é uma mudança importante, que vai além da tecnologia. Ela envolve formar profissionais para se adaptarem às novas demandas da saúde pública e garantir que o SUS continue sendo acessível e inclusivo, respeitando seus princípios de universalidade, equidade e integralidade".
Do Campus Virtual, estiveram presentes, respectivamente, a coordenadora e coordenadora adjunta, Ana Furniel e Rosane Mendes, além da coordenadora de produção de cursos do CVF, Renata David Bernardes, e da revisora técnica Pilar Veras que apresentaram os objetivos, a trajetória de formação, estratégias metodológicas, a escolha da modalidade de formação e abrangência, o processo de avaliação, a integração com o Programa SUS Digital, entre outras questões do Programa de Formação em Ciência de Dados e Informações em Saúde para o Sistema Único de Saúde (SUS), que está sendo desenvolvido pela Fiocruz — sob a coordenação da Vice-Presidência de Educação, Informação e Comunicação (VPEIC/Fiocruz), através do Campus Virtual — e o Ministério da Saúde, em articulação com diferentes unidades da Fundação.
"A oficina foi um momento muito importante para alinhamento das diferentes propostas de formação, e as apresentações terão impacto positivo na construção de nossos cursos. Os encaminhamentos para a formação do Grupo de Trabalho (GT) específico, além da analise das possibilidades de compartilhamento de créditos serão fundamentais para o Programa (Trans) Formação para o SUS Digital", comentou Ana Furniel.
+Saiba mais sobre a iniciativa: Ciência de dados e informações em saúde: Campus Virtual dá início à programa de formação
O Programa (Trans) Formação para o SUS Digital, estruturante para a implementação do Programa SUS Digital, caracteriza-se como um movimento amplo e complexo de inclusão social, numa perspectiva democrática e emancipatória de oportunidade de formação para todos. O intuito é promover uma apropriação sociotécnica centrada nos princípios, diretrizes e conceitos inegociáveis do Sistema.
A aposta do programa centra-se no potencial da educação para transformar as pessoas que atuam e ou que fazem uso das tecnologias digitais no mundo da atenção em saúde, numa dimensão que contribua para a ampliação do acesso, o fortalecimento da integralidade do cuidado, a promoção da interprofissionalidade e da efetividade das ações e procedimentos em saúde.
* com informações das redes sociais oficiais de Ana Estela Haddad
A Plataforma IdeiaSUS Fiocruz e o Canal Saúde lançam, em evento virtual transmitido pelo YouTube, cinco emocionantes documentários sobre a saúde pública do Brasil. Os novos curtas-documentais narram histórias inspiradoras de trabalhadores e gestores envolvidos com o fortalecimento de nosso Sistema Único de Saúde (SUS), trazendo momentos de aprendizado e reflexões sobre a importância de se garantir saúde pública de qualidade para todos.
Produzidos pelo Canal Saúde, os filmes são frutos do Prêmio IdeiaSUS: Fiocruz é SUS, entregue às cinco melhores experiências da edição de 2022 da Mostra Brasil, aqui tem SUS, como parte da parceria da IdeiaSUS com o Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems). Representando cada uma das cinco regiões do país, as práticas revelam atuações compromissadas com a atenção e a prevenção ao suicídio, a saúde mental da população indígena, as pessoas com hanseníase, as gestantes em situação de rua e as conferências locais de saúde como estratégias de educação permanente em saúde.
Momentos de emoção e inspiração
No filme Implantação de rede de atenção e prevenção ao suicídio de Anastácio (MS): uma realidade possível, o espectador se depara com serviços de saúde mental pautados na prevenção, na atenção e na posvenção ao suicídio. É um filme que emociona ao falar sobre o suicídio, problema de saúde pública que afeta a cidade e o país todo. Os personagens falam sobre a importância da prevenção, por meio de capacitações, encontros, palestras e atividades educativas. Revelam o cotidiano do atendimento, que se dá tanto na modalidade domiciliar quanto individual e em grupo, do qual fazem parte profissionais de psicologia, serviço social e psiquiatria. Falam, ainda, sobre o emocionante trabalho de posvenção, destinado a promover ações que se ocupam dos enlutados após o suicídio de uma pessoa querida.
Quem assistir ao filme Equidade no SUS por meio da articulação regional: saúde mental indígena, experiência que se passa em Balneário Barra do Sul (SC), por sua vez, se sentirá envolvido com a força dos saberes dos povos indígenas. O documentário revela um trabalho de integração entre técnicos de saúde, mulheres, homens e crianças de 11 famílias indígenas, para tratar de questões que envolvem a saúde mental da comunidade. Eles conversam, ampliam suas visões quanto às demandas e ao significado de saúde mental para esta população, falam sobre território, espiritualidade e alimentação indígena.
No filme Identificação de clusters e treinamento em serviço: estratégias para abordagem da hanseníase, em Pilar (AL), o foco é a articulação entre a Vigilância em Saúde e a Atenção Primária à Saúde como questão fundamental no enfrentamento da hanseníase, doença da qual o Brasil ocupa o primeiro lugar do ranking de incidência e o segundo em números absolutos, atrás apenas da Índia. O filme, em suma, revela as novas estratégias utilizadas para abordagem da hanseníase no município de Pilar, entre os anos de 2020 e 2021, quando foi confirmado um alto coeficiente de detecção da doença.
O documentário Reduzindo danos e protegendo vidas: cuidado às gestantes em situação de rua usuárias de SPA se passa em Santo André (SP) e retrata os objetivos de um trabalho por vezes invisibilizado pela sociedade. São personagens reais que agem para garantir o direito à maternidade a mulheres em situação de rua, promovem a saúde da mãe e do feto, respeitam o desejo delas de permanecerem em situação de rua e estabelecem uma linha de cuidado a essas gestantes, muitas delas, usuárias de substâncias psicoativas.
Já o filme Conferências Locais de Saúde: estratégias de educação permanente para o Plano Municipal de Saúde, em Presidente Figueiredo (AM), mostra o trabalho de uma comissão de trabalhadores da saúde, formados no contexto do projeto de implantação da Política de Educação Permanente na Amazônia, realizado pela unidade da Fiocruz Amazônia. A iniciativa resultou na promoção de conferências locais de saúde, por meio das quais profissionais e usuários dos serviços de saúde puderam expressar suas percepções, anseios e visões sobre a rede de atenção à saúde do município. O filme retrata a força e relevância da participação e do controle social do SUS através das instâncias locais.
Assista à transmissão do lançamento:
O Ministério da Saúde, em parceria com o Ministério da Educação, lança a consulta pública Opine Aqui acerca da Política Nacional de Residências em Saúde (PNRS). A ação, realizada através da plataforma Participa+Brasil, busca receber contribuições da sociedade civil para o aperfeiçoamento do texto da Política Nacional de Residências em Saúde, a ser instituída no âmbito do Sistema Único de Saúde. O formulário, disponível no site do Ministério da Saúde, pode ser preenchido até 16 de outubro.
A construção da minuta da Política Nacional de Residências em Saúde iniciou-se em 2023 com a colaboração de diversos atores envolvidos com as residências em saúde, em conferências, congressos, seminários e grupos de trabalho, e busca agora, por meio da ampliação desse processo participativo e democrático, a contribuição de todas(os) as cidadãs e os cidadãos.
*Com informações do Ministério da Saúde
*Lucas Leal é estagiário sob supervisão de Isabela Schincariol
O segundo webinário da série Transformação digital na saúde pública, produzido pelo Centro de Estudos Estratégicos da Fiocruz Antonio Ivo de Carvalho (CEE/Fiocruz), discutirá como as tecnologias digitais podem contribuir para aumentar a resiliência dos sistemas públicos de saúde, e em particular do SUS. Em um mundo em rápida evolução tecnológica, impulsionado por inteligência artificial e grandes volumes de dados, é fundamental que o SUS abrace continuamente as inovações digitais, expandindo o acesso à saúde e adaptando-se aos diversos contextos nacionais, para garantir o direito à saúde e fortalecer sua resiliência diante dos desafios do futuro. O webinário Tecnologia, informação e resiliência em saúde pública será realizado em 1º de outubro, às 10h, com transmissão pelo canal da VídeoSaúde Distribuidora da Fiocruz. O público poderá participar com comentários e perguntas enviadas pelo chat.
Estarão reunidos os pesquisadores Alessandro Jatobá, coordenador do Projeto ResiliSUS do CEE/Fiocruz, abordando o coeficiente CoReS, que possibilita medir a resiliência do SUS a partir de sua capacidade de desenvolver habilidades no cotidiano de serviços; Hidelbrando Rodrigues, coordenador do Laboratório de Monitoramento e Avaliação de Políticas Públicas de Universidade Federal do Amazonas, que falará sobre as contribuições da Ciência de Dados para a formulação de políticas públicas com foco na resiliência e o papel da Rede Luso-Brasileira de Ciência de Dados em Políticas Públicas; e Luís Velez Lapão, professor em Saúde Digital e coordenador do Laboratório de Sistemas Inteligentes de Apoio a Decisão da Universidade Nova de Lisboa, que apresentará as contribuições da saúde digital para a resiliência dos sistemas de saúde. A mediação do evento será da pesquisadora Paula de Castro Nunes do CEE-Fiocruz, e a abertura, do secretário executivo do CEE, Marco Nascimento.
O conceito de resiliência na área de saúde vem associado à capacidade de resposta das instituições a desastres sanitários. Contudo, como explica Alessandro Jatobá, a resiliência do Sistema Único de Saúde vai além. “O que estamos tentando disseminar sobre o conceito de resiliência é como desenvolver a habilidade para que o nosso SUS seja capaz de sustentar suas funções essenciais, trabalhando em um nível de qualidade de serviço adequado, de acesso e de resolutividade, ao mesmo tempo em que se adapta a um evento extraordinário e inesperado”.
Embora seja importante os sistemas de saúde contarem com estruturas robustas, que lhes sirvam de esteio para lidar com emergências causadas, por exemplo, por instabilidade política, guerras, crises socioeconômicas e desastres ambientais, a experiência da pandemia de Covid-19 provou que é insuficiente manter o foco da resiliência da saúde apenas em respostas a desastres. Como avalia o pesquisador, a pandemia provocou uma mudança no entendimento do conceito de resiliência na saúde. “O paradigma vigente, até a pandemia era o da segurança. Pensava-se que tínhamos sistemas seguros de saúde”, observa. Mas a performance de países como EUA, durante a pandemia, mostrou que a capacidade hospitalar instalada não conseguiu se materializar em uma resposta efetiva, ao longo do tempo.
Sobre a série ‘Transformação digital na saúde pública’
Profundas mudanças na saúde promovidas pelas novas tecnologias digitais já estão acontecendo. Os novos recursos tecnológicos alteram padrões na atenção à saúde e nos aspectos produtivos, tecnológicos e de geração de conhecimento, no contexto da Quarta Revolução Industrial.
Assim, o CEE-Fiocruz abriu espaço para esse debate, com a realização da série Transformação Digital na Saúde Pública, voltando-se à incorporação dessas inovações em prol da garantia de acesso universal à saúde e da sustentabilidade e resiliência do SUS.
Assista à transmissão do webinário Tecnologia, Informação e Resiliência em Saúde Pública: