O Sextas de hoje apresenta Talita Ávila, criadora do perfil @eladissenada, no qual ela compartilha momentos pessoais da sua vida e rotina. Ela própria se descreve como criadora de canções, letras e afins. Em sua página da rede social Instagram, Talita apresenta uma escrita criativa. Ela também é revisora e editora de textos. O poema apresentado hoje retrata a esperança e a luz de cada novo recomeço.
#ParaTodosVerem Fotografia de uma mulher com cabelos compridos, ela está de costas e com os braços abertos, está chovendo, há água no chão e uma luminosidade vem do canto esquerdo da imagem. No canto direito inferior um poema de Talita Ávila:
EU NÃO percorri
décadas de noite
pra me calar
quando o sol nasceu
a madrugada
que venci
sou eu
O Sextas de Poesia desta semana traz Rodolfo Hipólito, poeta, escritor e psicólogo, nascido em Campinas, São Paulo, em 1987.
O poema faz parte de "Um coração azul infinito", livro que tenta encontrar sentido e beleza nos mistérios todos. Segundo Rodolfo ele "escreveu para quem sente demais, pra quem acredita em mergulhos, desvios, e no ciclo infinito de amor e recomeços_ ou, mais importante para quem ainda precisa de encantamento".
Assim, o Campus Virtual Fiocruz deseja a todos vocês um Natal de encantamento e com as melhores companhias.
#ParaTodosVerem Banner com o topo em tons avermelhados, na parte inferior uma imagem de uma mesa repleta de comidas, como tortas, palitos com queijos e tomates, salames, há também guardanapos e por cima da mesa seis mãos seguram seus copos bem próximos para brindar. No topo do banner um poema de Rodolfo Hipólito, "Um coração azul infinito":
e o que me importa
é que nesse poema
tu encontre
o que de mais bonito
posso te oferecer:
companhia
Gioconda Belli é uma das mais interessantes vozes intelectuais da Nicarágua. Antes de se dedicar à literatura, integrou a Frente Sandinista de Libertação Nacional, que derrubou o ditador Anastasio Somoza. A obra de Gioconda Belli é prolífica. Publicou doze livros de poesia, além de prosa e romances.
Aniversariante de 7/12, sua voz poética radica na delicadeza e vitalidade com que trata dos assuntos do corpo feminino e sua sexualidade, do desejo, da alma e da força da mulher.
Esta semana, durante a cerimônia de outorga do título de Pesquisadora Emérita da Fundação Oswaldo Cruz para a ex-ministra da Saúde e ex-presidente da Fiocruz, Nísia Trindade Lima, a assessora e amiga, Maria Inês Rodrigues Fernandes dedicou a ela o poema "Conselhos para a mulher forte", que escolhi hoje para ilustrar o Sextas de Poesia desta semana. Ele mostra a força, potência criadora e resistência das mulheres. O poema tão bem retrata e nos chama a "se proteger com palavras e árvores...Ampara, mas te ampara primeiro.
Guarda as distâncias.
Te constrói. Te cuida."
E continuamos fazendo por todas nós, pelo direito de viver sem medo!
Esta semana o Sextas de Poesias traz Pedro Machado Abrunhosa, cantor, compositor e músico português. Nascido no Porto, em 20 de dezembro de 1960, iniciou sua carreira na década de 1980, com formação em jazz. Lançou o álbum de estreia, "Viagens", em 1994, que foi um sucesso de vendas, eleito pela revista Blitz como o "Melhor Disco Português dos Últimos 40 Anos". Além da carreira musical, Abrunhosa também é conhecido por sua atuação em cinema e outras artes, sendo um artista multifacetado. Ele já ganhou diversos prêmios, incluindo três Globos de Ouro ao longo de sua carreira.
O texto escolhido é "Quem me leva aos meus fantasmas", que foi interpretado por Maria Bethânia e muitos outros artistas. No texto, ele nos indaga "Quem me salva desta espada e me diz onde é a estrada? O caminho se faz entre o alvo e a seta!"
O Sextas de hoje homenageia Jards Macalé, artista da música brasileira que faleceu nesta semana, em 17 de novembro. Em "Mal Secreto", composição sua em parceria com Waly Salomão, falam sobre um personagem que demonstra frieza e autocontrole, mas que, na verdade, enfrenta uma intensa luta interna reprimindo suas emoções. Esse comportamento também refletia o contexto da ditadura militar vivida no país, quando expressar sentimentos ou opiniões podia ser perigoso. O "mal secreto" representa essa dor íntima e silenciosa, que só encontra saída na arte: “Jogo num verso, intitulado o mal secreto”.
Jards Anet da Silva ou Jards Macalé tem uma vasta obra, repleta de parcerias. Moderno, irreverente, inquieto e sedutor, o músico é um dos artistas mais genuínos que a música brasileira já produziu.
A vida de músico profissional não era suficiente para seus múltiplos talentos, para sua inquietude artística. Por conta disso sempre teve um canal aberto para as diferentes formas de arte. Do amigo Helio Oiticica, ganhou o penetrável “Macaléia”; Nelson Pereira dos Santos o transformou em ator em “Amuleto de Ogum”, e Jards ainda fez a esmerada trilha sonora do filme; já o poeta Waly Salomão tornou-se seu grande parceiro em obras-primas como “Vapor barato”, “Mal secreto” e “Anjo Exterminado”. Outros parceiros como Capinam (“Movimento dos barcos”), Torquato Neto (“Let’s play that”) e Duda Machado (“Hotel das estrelas”) reforçam a versatilidade do compositor.
A obra de Jards Macalé, além das suas originalíssimas interpretações, ganhou cores nas vozes de uma infinidade de artistas como Nara Leão, Elizeth Cardoso, Maria Bethânia, Gal Costa, Adriana Calcanhoto, Frejat, Luiz Melodia e outros.
Jards também teve sua vida e obra retratadas nos filmes “Jards Macalé - Um morcego na porta principal”, de João Pimentel e Marco Abujamra, de 2008, e “Jards”, de Eryk Rocha, de 2012, ambos premiados no Festival do Rio, além do curta “Tira os óculos e recolhe o homem”, de André Sampaio.
*Com informações de jardsmacale.com.br
Abel Silva é hoje um dos grandes poetas e letristas da canção brasileira. E isso pode ser confirmado por um cancioneiro construído ao longo de cinco décadas de carreira. Esse marco foi celebrado à altura esta semana, com uma ocupação artística com música e poesia.
O Sextas de Poesia desta semana faz sua homenagem ao poeta e letrista Abel Silva, autor de "Jura secreta", música que virou um grande sucesso na voz de Simone e Fagner.
O texto escolhido foi "Louça fina", na qual o poeta lembra o medo de amar, que faz de quem ama um gesto incompleto... por isso melhor deixar o amor correr dentro de nós como se fosse um rio, em paz.
O Sextas de Poesia desta semana homenageia o aniversário de Carlos Drummond de Andrade, celebrado em 31 de outubro. Drummond, é considerado um dos poetas brasileiros mais influentes do século XX, e um dos principais artistas da segunda geração do modernismo brasileiro, embora sua obra não se restrinja a formas e temáticas de movimentos específicos.
Carlos Drummond de Andrade, que também foi contista e cronista, nasceu em Itabira do Mato Dentro - hoje apenas Itabira -, em Minas Gerais, em 31 de outubro de 1902.
No poema escolhido, Drummond viu o mundo tão grande que cabia na janela sobre o mar, e o amor num simples gesto de beijar.
Drummond merece todas as homenagens! Ele fazia da poesia seus braços pra alcançar: "tenho apenas duas mãos e o sentimento do mundo".
O Sextas de hoje traz a poesia de João Guimarães Rosa, com trecho do livro "As noites do Sertão", que ganhou o Prêmio Jabuti de Produção Gráfica, na categoria menção honrosa, em 2002.
Na publicação, Guimarães Rosa faz uma viagem profunda na alma humana. Mais do que considerar o povo sertanejo e as terras áridas do sertão, o texto busca entender a complexidade do ser brasileiro. Com um estilo que brinca com as palavras e uma prosa que se move entre a realidade e o sublime, Guimarães Rosa convida para um mergulho visceral nas ricas paisagens emocionais de sua criação. O autor explora a existência, a luta e a resiliência em um universo repleto de simbolismos e metáforas que transcendem a narrativa estabelecendo uma relação íntima com o cotidiano sofrido, mas também cheio de beleza e esperança.
O Sextas de Poesia desta semana traz a alagoana Giovanna Lunetta, jovem poeta que vem ganhando visibilidade, especialmente nas redes sociais. Ela acaba de lançar seu segundo livro “Chorar é coisa de gente grande". "O sol vem depois" é o seu primeiro livro e é dele que vem o poema "Repara devagar na vida", que ilustra o Sextas desta semana.
Mulher, nordestina, negra e LGBTQIAPN+, Giovana apresenta em sua literatura as suas vivências: família, relações afetivas, vulnerabilidade, memória e raça. Além de forte atuação nas redes sociais, ela também participa de projetos de narração e texto para marcas e instituições.
Ela é escritora, poeta, advogada e criadora de conteúdo digital. Começou a escrever aos 13 anos e, segundo ela, encontrou na poesia uma forma de interpretar o mundo e a si mesma.
O Sextas de Poesia faz sua homenagem ao Dia do Nordestino, celebrado em 8 de outubro. Por meio da história, da cultura, da arte e da música, a data reforça a luta, a criatividade, a resiliência, a resistência e a força de um povo que construiu boa parte da identidade do Brasil.
A poesia em forma de música escolhida para esta sexta foi "A vida do viajante", de Luiz Gonzaga do Nascimento, que é cantor, compositor e multi-instrumentista brasileiro. Também conhecido como o Rei do Baião, Gonzagão é considerado uma das mais completas, importantes e criativas figuras da música popular nordestina e de todo o Brasil. 'Vida do viajante" celebra a vida nômade, mostrando a dualidade entre a alegria das novas experiências e a saudade de casa, com versos que retratam a beleza e a dureza da estrada através de contrastes como "chuva e sol" e "poeira e carvão.
#ParaTodosVerem Fotografia tirada de baixo para cima, em um ângulo contra-plongée, há prédios dos dois lados, com bandeirinhas coloridas de festa junina entre eles, o céu está azul, há também no canto esquerdo um quadro com uma figura de uma mulher tocando sanfona, ela está com um girassol nos cabelos. No canto inferior direito da fotografia há um trecho da canção "A vida do viajante" de Luiz Gonzaga:
Minha vida é andar por esse país
Pra ver se um dia descanso feliz
Guardando as recordações das
terras onde passei
Andando pelos sertões
e dos amigos que lá deixei
Chuva e sol, poeira e carvão
Longe de casa, sigo o roteiro
Mais uma estação
E alegria no coração
Êh, saudade!