A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) recebe, no dia 9 de junho de 2026, a visita institucional do Institut National de la Santé et de la Recherche Médicale (Inserm), principal órgão público francês dedicado à pesquisa em saúde. O encontro marca os 35 anos de parceria entre as instituições e será realizado no auditório da Escola Politécnica de Saúde Joaquim Venâncio (EPSJV), em Manguinhos.
Com o tema “Fiocruz–Inserm: 35 anos de parceria”, a programação reúne gestores, pesquisadores e representantes de instituições de fomento e cooperação internacional dos dois países para debater agendas estratégicas em saúde global. Entre os principais temas estão pesquisas colaborativas em doenças metabólicas e envelhecimento, abordagens integradas de Saúde Única (One Health) e os impactos das mudanças climáticas na saúde, além do uso de grandes bases de dados para subsidiar políticas públicas.
A abertura do evento contará com a participação de dirigentes das duas instituições, como o presidente da Fiocruz, Mario Moreira, e o diretor-geral do Inserm, Didier Samuel. Ao longo da manhã, pesquisadores brasileiros e franceses apresentarão panoramas das pesquisas em andamento e discutirão desafios comuns, com destaque para iniciativas de colaboração científica e fortalecimento de redes internacionais.
Também estão previstos painéis sobre oportunidades de financiamento e mecanismos de cooperação internacional, com participação de representantes do Consulado Geral da França no Rio de Janeiro, da Fundação Carlos Chagas Filho de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro (Faperj) e da rede Euraxess.
Como desdobramento do encontro, está programada a realização de uma série de webinars entre julho e dezembro de 2026, com o objetivo de aprofundar os temas científicos e manter o engajamento das comunidades acadêmicas até o lançamento de uma chamada conjunta de projetos prevista para 2027.
O evento será realizado em formato híbrido. Interessados em acompanhar a programação de forma online devem realizar inscrição prévia por meio do link: https://us06web.zoom.us/meeting/register/fW8ldWBdTgqPtwCIGpEXhA
No período da tarde, a delegação do Inserm participará de visitas institucionais a espaços estratégicos da Fiocruz, incluindo o Castelo Mourisco, símbolo histórico da instituição, e o Centro de Pesquisa, Inovação e Vigilância em Covid-19 e Emergências Sanitárias, localizado no campus Fiocruz Maré.
A iniciativa reforça o compromisso da Fiocruz com a internacionalização da ciência e com o fortalecimento de parcerias estratégicas para o enfrentamento de desafios globais em saúde.
Com uma trajetória dedicada à ciência e à saúde pública no Brasil, a Fiocruz completa 126 anos de história em 2026. Para celebrar o aniversário, uma programação especial será realizada entre os dias 25 e 27 de maio na Praça Pasteur, no campus Manguinhos, no Rio de Janeiro. O evento reúne atividades institucionais, culturais, homenagens, e iniciativas voltadas para a promoção da saúde.
No dia 25 de maio, data da fundação da Fiocruz, a programação começa às 9h30 com transmissão ao vivo pelo YouTube da instituição. O evento marca o encerramento das celebrações pelos 125 anos da Fundação e a abertura dos seus 126 anos. A cerimônia será conduzida pelo presidente da Fiocruz, Mario Moreira, destacando marcos históricos, anúncios institucionais e conquistas ao longo dos anos.
A agenda da manhã inclui a cerimônia Bodas da Saúde, com homenagem aos trabalhadores com mais de 50 anos de dedicação à Fiocruz. No período da tarde, as homenagens reconhecem os profissionais com 30 anos de atividades na Fundação. O momento também será marcado pelo tradicional bolo de aniversário.
No dia 27 de maio, acontece a tradicional corrida comemorativa, que reforça o compromisso da Fiocruz com a promoção da saúde e da qualidade de vida. Durante os três dias de evento, o público poderá participar da Feira Fiocruz Saudável, na Praça Pasteur, com atividades de vacinação, bem-estar, massoterapia e feira de artesanato.
+Confira aqui a programação completa!
#ParaTodosVerem Banner com fundo claro e as bordas colorias, no centro a seguinte informação: Fiocruz 126 anos de ciência e saúde pela vida, nos dias 25, 26 e 27 de maio na Praça Pasteur - Campus Manguinhos, transmissão pelo youtube no canal da Fiocruz, reserve sua agenda.
Com objetivo de ampliar a presença da bioética em sua agenda institucional, a Fiocruz promove, em 12 de maio, o evento Cooperação entre a Fiocruz e a Global Health Bioethics Network (GHBN): desafios para a cooperação internacional. O encontro será realizado das 9h às 12h e terá transmissão ao vivo e tradução simultânea.
A iniciativa marca um novo momento na inserção da América Latina em redes globais de bioética, a partir da parceria entre a Fiocruz e a GHBN, coordenada pela Universidade de Oxford. Além de apresentações institucionais, a programação inclui o lançamento público da participação da Fiocruz na Global Health Bioethics Network e visa fortalecer a colaboração institucional e intensificar a integração da GHBN com a rede latino-americana.
Com a presença de representantes da Fundação, da Universidade de Oxford e de integrantes da rede internacional, a atividade será voltada a estudantes, pesquisadores e coordenadores de ensaios clínicos. Após a abertura, a programação seguirá com visitas às instalações históricas e à fábrica de vacinas da Fiocruz.
Consolidada com a entrada da instituição na rede em 2024, por meio do Programa de Pós-Graduação em Bioética, Ética Aplicada e Saúde Coletiva e do Núcleo Interdisciplinar em Emergências em Saúde em Saúde Publica (Niesp/CEE), a cooperação tem como foco o fortalecimento de pesquisas lideradas por países de baixa e média renda e o enfrentamento de dilemas éticos em saúde global, especialmente nos contextos da África, Ásia e América Latina.
Serviço
Cooperação entre a Fiocruz e a Global Health Bioethics Network (GHBN): desafios para a cooperação internacional
Local: auditório de Bio-Manguinhos, campus da Fiocruz em Manguinhos (Avenida Brasil 4.365)
Data: 12/05/2026
Horário: 9h às 12h
#ParaTodosVerem Banner com fundo branco e azul escuro, no topo há uma fotografia em close do Castelo Mourisco da Fiocruz, com faixas coloridas e com o título ao lado: Cooperação entre a Fiocruz e a Global Healthy Bioethics network (GHBN), desafios para a cooperação internacional. Reserve a data, será no dia 12/05 no auditório de Bio-Manguinhos, de 9h às 12h. O objetivo do encontro será fortalecer a colaboração, promover a bioética na agenda da Fiocruz e integrar a GHBN com a rede da América Latina, o público-alvo são estudantes, pesquisadores e coordenadores de ensaios clínicos da Fiocruz, a transmissão será no Canal da Fiocruz no Youtube.
Com objetivo de oferecer instrumentos de combate ao racismo em equipamentos públicos e espaços de convívio nas favelas, a Coordenação de Cooperação Social da Fiocruz e o Movimento Negro Unificado do Rio de Janeiro (MNU-RJ) lançaram uma cartilha sobre saúde antirracista elaborada para uso de moradoras, moradores e profissionais dos territórios de favelas e periferias. O material apresenta orientações práticas, análises e contribuições de pesquisadores, profissionais da área da saúde, educação, segurança e moradores do território e já está disponível para download.
O lançamento da publicação ocorreu em abril, durante seminário que reuniu pesquisadores da Fiocruz, profissionais de saúde, moradores de favelas, articuladores de promoção da saúde e militantes do Movimento Negro Unificado no Instituto Social Acemades, em Vicente de Carvalho, Zona Norte do Rio de Janeiro.
O evento começou com a exibição do documentário Nzila: Favela, Ancestralidade e Saúde Antirracista que destaca a ancestralidade como base das lutas por dignidade e justiça nas favelas. Nzila (“caminho” na língua Bantu) é um produto de divulgação científica que valoriza e promove as tecnologias sociais construídas a partir dos saberes populares e da ciência. O filme foi realizado no âmbito do projeto Saúde na favela pela perspectiva antirracista e destaca as práticas antirracistas desenvolvidas por coletivos e movimentos sociais.
A mesa de debates contou com a presença de Heitor Silva, coordenador da Educação de Jovens e Adultos da Fiocruz (EJA-Fiocruz) pela Cooperação Social da presidência da Fiocruz; João Batista, professor de História do Município de Duque de Caxias e atual coordenador estadual do Movimento Negro Unificado do Rio de Janeiro (MNU-RJ); Miriam de Oliveira, psicóloga e Promotora popular de saúde antirracista de Vila aliança; e Vanda de Souza, coordenadora do Movimento Negro Unificado do Espírito Santo (MNU-ES).
“Para promover a saúde antirracista nos territórios, é preciso articular ações clínicas e políticas. Nas formações, moradores passaram a reconhecer o racismo em suas vivências e a romper o silenciamento. As pessoas que estão na favela veem a violência, sentem a violência, mas nem sempre sabem que isso é de ordem racial. A favela é silenciada, as pessoas são silenciadas, mas nossa intenção é fazer barulho”, explicou Miriam de Oliveira, psicóloga e Promotora popular de saúde antirracista de Vila aliança coordenadora do projeto na Vila Aliança.
A professora de filosofia e coordenadora do Movimento Negro Unificado do Espírito Santo, Vanda de Souza, destacou que “a maioria das coordenações locais e dos participantes do projeto é formada por mulheres, que buscam conhecer seus direitos e se fortalecer diante das violências cotidianas, dentro e fora de casa. A formação contribui para ampliar essa compreensão, ao reforçar que seu papel não é apenas cuidar, mas também lutar para que o cuidado seja uma responsabilidade coletiva”.
João Batista Carvalho, professor de História do município de Duque de Caxias e atual coordenador estadual do MNU-RJ, afirmou que a favela é um território majoritariamente negro e destacou a importância de fortalecer a presença de iniciativas como pré-vestibulares, projetos sociais e equipamentos de saúde nesses espaços, incentivando a população a se apropriar do próprio território.
“Nós lutamos para adquirir esse direito, pessoas que apanharam, morreram, sangraram para que a gente tivesse o direito de estar aqui e de lutar. A gente tem que reverenciar os que vieram antes de nós e pensar que se a luta hoje é muito difícil, ela já foi muitíssimo pior”, relatou encerrando a mesa de debates.
O microfone foi aberto para perguntas e contribuições do público, que em sua maioria relataram suas experiências durante a formação e a importância da luta antirracista para a sobrevivência. O seminário encerrou o seu debate com a apresentação doGrupo Música na Calçada, formado por alunos da Escola de Música de Manguinhos, com repertório popular e autoral.
Ao final do evento, o livreto foi distribuído para todas as pessoas presentes. O lançamento da cartilha Saúde na Favela Numa perspectiva Antirracista integra um conjunto de ações voltadas para os territórios de atuação do projeto, com previsão de novos ciclos de exibição do documentário e distribuição de exemplares físicos da publicação nos equipamentos de saúde e escolas localizadas nas sete favelas que receberam a formação de promotores populares de saúde antirracista. A expectativa é que a cartilha seja amplamente utilizada pelos profissionais de saúde, moradores, professores, alunos e trabalhadores ampliando o alcance do debate e incentivando práticas antirracistas e preservação dos direitos humanos.
Conflitos armados foram ponto crítico do processo formativo
O ano de 2025 foi marcado por fortes desafios à implementação do projeto nos territórios, devido a operações policiais letais em favelas da capital e da região metropolitana. As ações impactaram diretamente o cotidiano das comunidades, com interrupções frequentes de aulas e fechamento de clínicas da família, especialmente em áreas como Mangueirinha, Vila Aliança e Vila Cruzeiro, comprometendo o acesso à educação e à saúde.
Na semana de encerramento do curso em Cidade Alta, Mangueirinha e Vila Cruzeiro, ocorreu a operação policial mais letal do país, no Complexo da Penha, em outubro de 2025, que resultou em 122 mortes. O episódio gerou forte impacto psicológico nos moradores dos Complexos da Penha e do Alemão.
A cartilha é produto da experiência desenvolvida durante o ciclo de formação do projeto e apresenta diagnósticos das sete favelas do Rio de Janeiro que participaram: Manguinhos, Jacarezinho, Rocinha, Vila Cruzeiro, Cidade Alta, Mangueirinha e Vila Aliança. Além disso, o material destaca a importância de reconhecer as especificidades de cada território, ao mesmo tempo em que evidencia desigualdades estruturais. Um exemplo é a diferença na expectativa de vida entre bairros da cidade: enquanto moradores da Gávea vivem, em média, 80 anos, no Complexo do Alemão essa média é de cerca de 65 anos, refletindo fatores como renda, alimentação e acesso a serviços de saúde.
“Esses lugares, distintos entre si, são unidos pela falta, mas também possuem suas identidades próprias e nós precisamos escrever sobre elas. Essa cartilha apresenta essa complexidade por meio de uma abordagem humana, e que foi materializada pelo esforço dos moradores e profissionais dessas sete favelas”, explicou Leonardo Brasil Bueno, coordenador do projeto na Fiocruz.
Cerca de 80% dos usuários do Sistema Único de Saúde se autodeclaram negros, grupo que também concentra os maiores índices de morbimortalidade. O conteúdo evidencia como o racismo estrutural e institucional ainda dificulta o acesso equitativo aos serviços de saúde.
Como parte desse esforço, o projeto propõe a formação de promotores populares de saúde antirracista, com atuação voluntária nos territórios, visando fortalecer redes de solidariedade e ampliar o acesso à informação e à defesa do Sistema Único de Saúde.
Sobre o projeto
Saúde na Favela pela Perspectiva Antirracista visa a formação em promoção da saúde com acolhimento, escuta ativa e enfoque antirracista voltada para moradores de sete favelas do Rio de Janeiro que tenham passado por violações de direitos humanos. Também visa analisar as demandas locais frente à disponibilidade de serviços psicossociais para moradores dessas favelas na perspectiva antirracista do compartilhamento de saberes ancestrais, sobretudo reconhecendo e valorizando tais saberes, que estão presentes nos lugares de atuação do projeto. O projeto é realizado pela Coordenação de Cooperação Social da Fiocruz, em parceria com o Movimento Negro Unificado (MNU-RJ).
Curso do Campus Virtual fortalece debate sobre racismo e equidade racial
O curso Letramento Racial para Trabalhadores do SUS é online, gratuito e autoinstrucional, e está em sua segunda edição. A iniciativa propõe um mergulho crítico nas relações entre racismo e saúde e defende que ser antirracista é um compromisso ético e político, além de ser também um passo necessário para garantir o direito universal à saúde. Nesta segunda edição, o curso amplia e fortalece o debate sobre racismo institucional, equidade racial e práticas transformadoras no SUS, com conteúdos interativos, recursos abertos e acessíveis. Este curso foi o primeiro produto publicado no âmbito do edital Inova Educação - Recursos Educacionais Abertos, promovido pela Vice-Presidência de Educação, Informação e Comunicação da Fiocruz (VPEIC). A formação já certificou cerca de 30 mil alunos em suas duas ofertas.
Conheça a formação, dividida em dois módulos, com carga horária total de 30h e inscreva-se já!
Módulo 1 – Relações entre o racismo e a saúde como direito no Brasil - 15h
Módulo 2 - Prática antirracista como princípio do trabalho em saúde - 15h
#ParaTodosVerem Banner com o fundo de uma fotografia de uma favela, com casas muito próximas umas das outras em encostas, cobertas por um filtro em tons alaranjados e escuros. No topo, em letras brancas, aparece o título: CARTILHA - SAÚDE NA FAVELA NUMA PERSPECTIVA ANTIRRACISTA. Abaixo do título, há o subtítulo: Material para uso de moradoras, moradores e profissionais dos territórios, na parte inferior da imagem aparecem ilustrações de diferentes personagens como um homem idoso com óculos e bengala; um jovem, um médico com estetoscópio, uma policial, uma profissional de saúde segurando uma prancheta, uma médica usando jaleco e estetoscópio.
Nesta terça-feira, 14 de abril, às 10h, o Comitê Pró-Equidade de Gênero e Raça da Fiocruz realiza o evento ‘Equidade em Movimento: o protagonismo das mulheres indígenas na defesa de direitos’.
O encontro online propõe uma reflexão sobre o papel das mulheres indígenas na luta por direitos, reunindo diferentes experiências, saberes e trajetórias de resistência e organização.
Participam:
• Jaqueline Kambiwá, integrante da Articulação Nacional das Mulheres Indígenas Guerreiras da Ancestralidade.
• Raquel Jenipapo, integrante da Articulação de Juventude Indígena Jenipapo-Kanindé.
A mediação será de Luciana Lindenmeyer, da Coordenação Colegiada do Comitê Pró-Equidade de Gênero e Raça.
O evento contará com transmissão ao vivo pelo canal da VideoSaúde no YouTube, com tradução em Libras.
Uma oportunidade de escuta, diálogo e fortalecimento de agendas fundamentais para a equidade e a justiça social.
"Venho reabrir as janelas da vida e cantar como jamais cantei esta felicidade ainda", cantou Teresa Cristina durante a aula inaugural Fiocruz 2026. Com um auditório lotado e aplaudida de pé, a convidada contou sua trajetória e emocionou a plateia com suas histórias, crenças e vivências. A Tenda da Ciência Virginia Schall foi o palco da celebração anual que colocou em evidência a relação entre cultura, diversidade e saúde, e recebeu também a Orquestra de Câmara e o Coral Fiocruz. O evento reuniu representantes institucionais, pesquisadores e estudantes em torno de um debate que reforça a importância de ampliar o conceito de saúde, incorporando dimensões sociais, históricas e culturais. A aula está disponível na íntegra no canal da Fiocruz no youtube. Assista!
O encontro começou com a apresentação da Orquestra de Câmara da Fiocruz, que trouxe um repertório brasileiro especial, com composições de Alexandre Schubert e Sandra Mohr. A orquestra contou com 14 integrantes e a regência do maestro Celso Franzen Jr., coordenador pedagógico da iniciativa. Já o Coral Fiocruz, apresentou um repertório igualmente especial para a aula, homenageando Paulinho da Viola, sob a regência de Paulo Malaguti Pauleira.
A aula inaugural abre simbolicamente o calendário acadêmico da instituição e, neste ano, celebrou especialmente as notas conquistadas pela Fiocruz na avaliação quadrienal da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes). A mesa de abertura foi composta pela presidente em exercício da Fundação, Priscila Ferraz, a vice-presidente de Educação, Informação e Comunicação, Marly Cruz, a coordenadora-geral de Educação, Isabella Delgado, a diretora do Sindicato dos Servidores de Ciência, Tecnologia, Produção e Inovação em Saúde Pública (Asfoc-SN), Luciana Lindenmeyer, a coordenadora de Equidade, Diversidade, Inclusão e Políticas Afirmativas (Cedipa), Hilda Gomes e o representante da Associação de Pós-Graduandos da Fiocruz (APG-RJ), Gustavo Batista.
Memória, emoção e gratidão marcaram a mesa institucional de abertura da aula
Bastante emocionada, a vice-presidente de Educação, Informação e Comunicação, Marly Cruz, falou sobre as trajetórias e representações presentes no encontro, destacando que atualmente a alta gestão da instituição tem significativa presença de mulheres e mulheres negras. Além disso, ela lembrou que a Fiocruz abarca diversos movimentos de inclusão e de enfrentamento das desigualdades nos espaços de produção de conhecimento e de formação, sempre "pensando a inclusão do ponto de vista de quem "faz com" e não de quem "faz para". Marly comentou sobre a necessidade de trabalhar melhor os processos culturais, valorizando a diversidade e enfrentando o movimento de colonialidade, e conclamou a todos a unirem forças no combate ao negacionismo, às fake news e à desinformação, questões que, segundo ela, "afetam também e diretamente o trabalho desenvolvido na instituição".
A vice-presidente de Produção e Inovação em Saúde (VPPIS) e presidente em exercício da Fiocruz, Priscila Ferraz, destacou o simbolismo de se ter uma mesa majoritariamente feminina no mês das mulheres, especialmente em um contexto em que a educação é predominantemente feminina, tanto o corpo docentes quanto discente da instituição. Ela apontou que ter o protagonismo feminino é um dos motivos de a sociedade enxergar a educação como vetor de transformação social. "Reforçamas a visão da Fiocruz como instrumento de melhoria da qualidade de vida das pessoas. Quando aliamos educação, cultura e diversidade, fazemos com que o conhecimento ganhe sentido, chegue efetivamente às pessoas e se torne um promotor de justiça social", defendeu Priscila.
A coordenadora-geral de Educação da Fiocruz, Isabella Delgado, reiterou a força e a representatividade desse momento ímpar, que é a aula inaugural, como o começo do novo ciclo da trajetória acadêmica de cada estudante, e convidou a todos para que tomem parte nesse pacto institucional de luta pela educação pública de qualidade e pelo fortalecimento do SUS. Também incentivou que conheçam as políticas e as iniciativas da Fiocruz e juntem-se aos que já estão nessa luta. "Não se calem! Não há neutralidade na vida e não há neutralidade na política". Ela falou ainda sobre a grande responsabilidade que vem atrelada aos feitos alcançados pela Fundação nos últimos meses, mantendo a instituição em um patamar de excelência na educação. "Os resultados definitivamente consagram a Fiocruz como instituição de excelência tanto no lato quanto no stricto sensu. Estamos muito felizes e orgulhosos desses indicadores que refletem o esforço coletivo de toda a instituição", disse ela.
A coordenadora da Cedipa, Hilda Gomes, lembrou que a Coordenação é uma conquista coletiva e está sempre voltada aos processos de construção da equidade e do respeito a todas as pessoas presentes na Fiocruz, principalmente as que fazem parte de grupos historicamente excluídos. "Buscamos a compreensão do olhar, pensando aqui de forma literal, do olhar para quem precisa, oferecendo acolhimento, empatia, apoio e o enfrentamento às violências que estão presentes na sociedade, mas sempre com um olhar, como diria Paulo Freire, de esperança, no sentido do esperançar".
Luciana falou sobre a honra de compor a mesa e ressaltou que a aula aconteceu como atividade de mobilização dos trabalhadores e trabalhadoras da Fiocruz pela aprovação do reconhecimento de resultados e aprendizagem (RRA). Ela aproveitou ainda para celebrar o início da chamada dos novos concursados e reforçou o lema da campanha de enfrentamento à violência contra as mulheres da Fiocruz: "Por mulheres vivas, saudáveis e respeitadas". O representante discente Gustavo Batista detalhou as ações da APG e destacou a aprovação do PL 6.894/2013 como uma grande vitória dos pós-graduandos. Esse PL assegura direitos previdenciários a bolsistas de mestrado, doutorado e pós-doutorado da Capes, CNPq e outras agências, e garante acesso à aposentadoria, auxílio-doença e salário-maternidade, reconhecendo o trabalho dos pesquisadores, sem redução no valor das bolsas.
O papel da cultura na construção da cidadania, bem-estar, identidade e pertencimento
Demonstrando respeito extremo ao ambiente em que estava, Teresa Cristina contou que se arrumou como se arruma para ir ao seu terreiro: toda de branco. "Porque esta é uma casa de muito axé", disse ela. A cantora e compositora trouxe ao centro da sua apresentação o papel da cultura — especialmente do samba — como expressão de identidade, memória e resistência. Ao compartilhar sua trajetória e referências, a artista destacou como a cultura está diretamente ligada ao bem-estar, ao pertencimento e à construção de cidadania. Com voz firme e serena, Teresa evocou mestres para falar de seus aprendizados e usou diversas metáforas para contar da vida, compartilhando com o público memórias do samba, histórias e afetos.
Teresa contou sobre os caminhos não lineares que percorreu e ainda percorre na vida, e destacou a importância da escuta atenta aos mais velhos, do aprendizado construído na convivência e no respeito às tradições. Sua experiência deu forma concreta à ideia central do encontro: o conhecimento não se limita à academia. Promover cultura é também promover saúde. Provocando Teresa em sua apresentação, Marly falou sobre a construção dessa artista que inspira tantas outras mulheres que trabalham com a educação, a cultura e também buscam esses espaços para se empoderarem mais. A vice-presidente também fez questão de lembrar a época da pandemia, momento difícil para a instituição, que tinha que tomar decisões rápidas para ajudar a salvar vidas.
"Naquele período, suas lives noturnas eram um bálsamo para muitos de nós. Preciso lhe agradecer! Como algumas colegas aqui já disseram, você salvou a minha vida! Obrigada por isso e por muito mais que você tem feito, compartilhando seus saberes, suas músicas e sua poesia. Enfim, um espaço democrático de muito aprendizado e afeto que você tem promovido. Seu samba ocupa um lugar importante na construção da identidade cultural, no fortalecimento de vínculos sociais e luta pela igualdade racial no Brasil, que ainda vive o mito da democracia da democracia racial. A obra de Teresa Cristina dialoga diretamente com o campo da saúde coletiva, o bem-viver, a cultura como importante determinante social da saúde, o direito à cidadania e à dignidade, conectando-se de maneira profunda com dimensões sociais e simbólicas da vida", disse Marly.
Em um clima de bate-papo íntimo, Teresa Cristina dividiu com o público as vivências sobre o processo de adoecimento da mãe, que sofre com a doença de Alzheimer — e o quanto acredita que as lives realizadas durante a pandemia junto com ela a ajudaram — e também falou sobre a construção da sua própria identidade. "Eu estou com 58 anos e demorei muito para gostar de mim, para me olhar no espelho e gostar do que eu estava vendo. Muita gente diz que eu salvei vidas com as lives, mas a verdade é que elas salvaram a minha também, e esticaram um pouquinho mais a consciência da minha mãe. Tenho certeza que dei a ela uma alegria que jamais pensava em ter na vida, porque o sonho da minha mãe sempre foi ser cantora", contou ela emocionada, aconselhando todos a beijarem e abraçarem suas mães enquanto podem.
Com delicadeza, mas sem perder a contundência, destacou que este ano de eleições não será fácil e apontou que todos precisam estar atentos, observar, não compartilhar fake news e, muito mais do que isso, não reeleger essas pessoas que já estão na política e fazem e dizem verdadeiras atrocidades. "Não vamos reeleger misóginos, não vamos reeleger homofóbicos, não vamos reeleger transfóbicos, não vamos reeleger negacionistas, não vamos reeleger quem fala mal da ciência, não vamos reeleger quem diz que não vai dar vacina para seus próprios filhos". Para terminar sua apresentação, Teresa Cristina, cantou a música "De volta ao começo", de Gonzaguinha. "Eu espero que essa letra coloque dentro de vocês um pouquinho de esperança: ...é como se eu despertasse de um sonho que não me deixou viver. E a vida explodisse em meu peito com as cores que eu não sonhei. É como se eu descobrisse que a força esteve o tempo todo em mim. E é como se então, de repente, eu chegasse ao fundo do fim. De volta ao começo, ao fundo do fim, de volta ao começo". "Viva a educação, viva a ciência, viva a Fiocruz!", exaltou ela.
A Fiocruz e suas unidades divulgaram o cronograma das aulas inaugurais de 2026. A relação foi elaborada pela Coordenação de Comunicação Social da Fiocruz (CCS), em parceria com a Vice-Presidência de Educação, Informação e Comunicação (VPEIC) e as assessorias de comunicação das unidades.
Confira a programação:
Agenda
Unidade: Programa de Pós-Graduação em Informação e Comunicação em Saúde (PPGICS/Icict)
Data: 2 a 6 de março
Horário: 8h
Tema: Semana de abertura do ano letivo
Palestrantes: O evento será diverso e terá mesa de abertura, homenagens especiais, lançamentos de livro e documentário, Science Slam, rodas de projetos e conversa, debates, oficinas e a visitação ao campus Manguinhos da Fiocruz, onde os novos alunos poderão conhecer um pouco da história da Fiocruz.
Local: 4º andar do Campus Maré, no Pavilhão de Ensino Ilma Noronha.
Transmissão: Canal da VideoSaúde no Youtube - transmissão dia 2/3 / transmissão dia 4/3
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Unidade: Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca (Ensp)
Data: 2 de março
Horário: 14h
Tema: Mulheres, territórios e Saúde Pública: vidas ameaçadas e produção de resistência
Palestrante: Eliete Paraguassu – vereadora e primeira mulher quilombola e marisqueira eleita para a Câmara Municipal de Salvador
Local: Auditório Térreo da ENSP
Transmissão: Canal da ENSP no YouTube
Unidade: Escola Politécnica de Saúde Joaquim Venâncio (EPSJV)
Data: 05 de março
Horário: 13h30
Tema: Segurança Pública e Violência em Territórios Vulnerabilizados
Palestrantes: Cecília Olliveira, fundadora e diretora do Instituto Fogo Cruzado; Raphael Calazans, coordenador-geral de Reinserção Social da Secretaria Nacional de Políticas sobre Drogas; e Ana Tobossi, do centro de Integração na Serra da Misericórdia (RJ)
Local: Tenda da EPSJV
Transmissão: https://www.youtube.com/@polifiocruz
Unidade: Instituto Leônidas e Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia)
Data: 05 de março
Horário: 13h
Tema: Impactos Globais e Locais da Tríplice Crise Planetária
Palestrante: Sandra Hacon – ENSP/Fiocruz
Local: Salão Canoas, sede da Fiocruz Amazônia
Unidade: Fiocruz Brasília
Data: 9 de março
Horário: 14h30
Tema: Justiça ambiental e saúde: desafios para o presente
Palestrantes: Marina Silva, ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, e Marcele Oliveira, produtora cultural, comunicadora, ativista climática e campeã da juventude para a COP30
Local: Auditório externo da Fiocruz Brasília
Unidade: Instituto Oswaldo Cruz (IOC)
Data: 9, 12 e 13 de março
Horário: 9h
Local: Auditório Emmanuel Dias (Pavilhão Arthur Neiva)
Programação:
09/03
Cerimônia de formatura dos Programas de Pós-graduação do IOC (2025)
Credenciamento Alumni
9h – Mesa de abertura
Isabella Delgado – coordenadora-geral de Educação da Fiocruz
Tania Araujo-Jorge - diretora do IOC
Norma Brandão - diretora de Ensino e Extensão do IOC
André Roque- representante dos coordenadores dos PPGSs do IOC
Camila Santos Lucio - representante Alumni do IOC
9h30 – Formatura Alumni 2025
13h – Encerramento e confraternização
Transmissão: https://youtube.com/live/G3Ogjlx2S8o?feature=share
12/03 – Acolhimento na Pós-graduação: políticas institucionais, práticas de cuidado e estratégias de permanência discente
9h – O Ensino no IOC: Acolhe IOC
Norma Brandão - diretora de Ensino e Extensão do IOC
9h30 – Educação sem fronteiras: internacionalização e diplomacia científica em saúde
Carlos Eduardo Rocha - Coordenação de Relações Internacionais do IOC
10h – Da bancada ao mercado: proteção da propriedade intelectual e o papel do Núcleo de Inovação Tecnológica do IOC
Klena Sarges e Bruno Garcia – Núcleo de Inovação Tecnológica do IOC
10h30 – Ouvir para transformar: o que a Academia tem a ver com isso?
Daniela Bueno - Ouvidoria Fiocruz
11h – O CAD e você
Etinete Gonçalvez – Centro de Apoio ao Discente da Fiocruz
12h – Intervalo
14h – Práticas pedagógicas inclusivas
Annie Redig e Suellen Nascimento- pesquisadoras do Laboratório de Pesquisas em Educação Especial: aspectos educacionais e psicossociais da UERJ
Mediação: Andrea Azevedo - assessora da direção do IOC
Transmissão: https://youtube.com/live/JjPRbD8GT3I?feature=share
13/03 – Abertura oficial
9h – Mesa de abertura
Enirtes Caetano – Coordenação-Geral de Educação da Fiocruz
Tânia Araujo-Jorge - diretora do IOC
Norma Brandão - diretora de Ensino e Extensão do IOC
Luciana Garzoni – diretora de Pesquisa, Desenvolvimento Tecnológico e Inovação do IOC
Fernanda Ramos – representante discente do IOC
10h – Sessão integrada ao Centro de Estudos do IOC
Tema: Decolonialidade na educação: desafios políticos e institucionais para a construção de políticas inclusivas na Pós-graduação
Heleno Araújo - diretor presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação
Mediação: Eduardo Caio dos Santos – chefe do Laboratório de Bioquímica de Tripanosomatídeos do IOC
Transmissão: https://youtube.com/live/SLtYYGDh2dc?feature=share
Unidade: Instituto Nacional de Saúde da Mulher, da Criança e do Adolescente Fernandes Figueira (IFF)
Data: 10 de março
Horário: 9h às 13h
Tema: 40 anos da 8ª CNS e século XXI: que SUS para mulheres, crianças e adolescentes?
Palestrantes: Ligia Bahia (UFRJ/FGV) e Carlos Fidelis (CEBES)
Local: Centro de Estudos Olinto de Oliveira (CEOO) - anfiteatro A
Transmissão: Canal do IFF no YouTube
Unidade: Instituto Nacional de Controle de Qualidade em Saúde (INCQS)
Data:10 de março
Horário: 14h
Tema: Desafios do Complexo Econômico-Industrial da Saúde e da Soberania em Saúde
Palestrante: Carlos Gadelha, coordenador da Rede CEIS e líder do Grupo de Pesquisa Desenvolvimento Sustentável, CT&I e CEIS (GPCEIS/CEE-ENSP/Fiocruz)
Local: Auditório Sérgio Arouca (INCQS/Fiocruz)
Unidade: Casa de Oswaldo Cruz (COC)
Data: 19 de março
Horário: 14h
Tema: Ciência como testemunho: ética, engajamento e mundo em disputa
Palestrante: Débora Diniz
Local: Salão de Conferência do Centro de Documentação e História da Saúde (CDHS)
Aula Inaugural da Fiocruz
Data: 19 de março
Horário: 9h
Palestrante: Teresa Cristina - cantora e compositora
Em breve, mais informações
Unidade: Fiocruz Minas
Data: 19 de março
Horário: 9h30
Tema: Boa ciência, Brasil forte
Palestrante: Marcio Lourenço Rodrigues, Especialista em Ciência, Tecnologia, Produção e Inovação em Saúde Pública da Fiocruz-PR e professor titular do Instituto de Microbiologia Paulo de Góes da UFRJ
Local: Auditório IRR
Transmissão: https://us06web.zoom.us/j/83615538198?pwd=6AjDble3lhUAXYVTN9AyKmoVuUjV2w.1
Unidade: Fiocruz Pernambuco
Data: 26 de março
Horário: 10h
Tema: Formar-se na Fiocruz: ciência, compromisso público e transformação social
Palestrante: Eduarda Cesse - vice-presidente adjunta de Ensino, Informação e Comunicação (VPEIC)
Local: Auditório da Unidade
Em alusão ao Dia Internacional da Mulher, celebrado em 8 de março, a Fiocruz realiza uma agenda especial de atividades ao longo do mês, reunindo ações voltadas à reflexão, ao diálogo e ao fortalecimento de iniciativas em defesa da vida, da saúde e dos direitos das mulheres. A programação é organizada pela Coordenação de Equidade, Diversidade, Inclusão e Políticas Afirmativas (Cedipa), em parceria com o Comitê institucional, e mobiliza diferentes unidades e trabalhadores da instituição.
A proposta é ampliar o debate sobre equidade de gênero, enfrentamento às violências, promoção da saúde e valorização das trajetórias e contribuições das mulheres na ciência, na saúde e na sociedade. Por meio de encontros, rodas de conversa e atividades formativas, a agenda busca fortalecer o compromisso institucional com ambientes mais justos, inclusivos e respeitosos.
O primeiro encontro será no dia 2/3, às 9h, com o evento "Fiocruz mobilizada pelo feminicídio zero: por mulheres vivas, saudáveis e respeitadas", na Tenda da Ciência Virgínia Schall, Campus Manguinhos, com transmissão pelo canal da Fiocruz no YouTube, e conta com a participação da ministra das Mulheres, Márcia Lopes, e se propõe a ser um espaço de mobilização, reflexão e fortalecimento das políticas públicas voltadas à garantia de direitos, à proteção e ao cuidado integral das mulheres.
A programação completa poderá ser acompanhada no portal Fiocruz.
+Clique aqui para conferir a agenda completa no portal Fiocruz
Legado que inspira!
Nesta terça-feira, 16/12, a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) concedeu o título de Doutor Honoris causa a Milton Nascimento. A honraria, aprovada por unanimidade pelo Conselho Deliberativo da instituição, reconhece a relevância da obra de “Bituca” como instrumento de resistência, crítica social e afirmação de identidades ao longo de mais de seis décadas de trajetória artística.
Viva, Milton Nascimento!
A Fiocruz, por meio de sua Coordenação de Cooperação Social, lança a quarta Chamada Pública: Rede de Defensores de Direitos Humanos e Promoção da Saúde no Estado do Rio de Janeiro. As inscrições vão do dia 24 de novembro até às 23h59min (horário de Brasília) do dia 30 de novembro de 2025 e podem ser realizadas através do formulário de inscrições.
A convocatória é voltada para lideranças comunitárias e defensores de direitos que atuem em grupos, movimentos, organizações, coletivos ou instituições em territórios populares de áreas urbanas ou rurais do Estado do Rio de Janeiro. Saiba mais sobre os projetos da área de direitos humanos.
A quarta chamada pública irá selecionar 20 lideranças para fortalecer a rede e participar de uma formação de 10 meses com oficinas temáticas em Direitos Humanos e Promoção da Saúde, previstas para começarem no primeiro semestre de 2026. O objetivo do projeto é formar e capacitar Defensores de Direitos Humanos e lideranças comunitárias, desenvolvendo uma rede de articuladores no Estado do Rio de Janeiro. Além disso, também está prevista a realização de um mapeamento das violações em Direitos Humanos nos territórios de favelas e periferias, pensando nas possibilidades de trabalho em parceria entre defensores que vão compor a rede.
As oficinas irão abordar os seguintes temas: Educação; Direitos das Mulheres; Etnia/Raça; Reforma Agrária e Segurança Alimentar; Direito à Moradia Urbana; LGBTQIA+; Justiça Socioambiental; Povos Tradicionais, Indígenas e Quilombolas; Saúde integrada; Acesso à Cultura; Sistema Prisional; Sistema Socioeducativo; Direito da Criança e Adolescente/Juventudes; Familiares de vítimas de violência; Mobilidade Urbana; Pessoas com Deficiência; Refugiados e migrantes; Trabalho Digno; e Comunicação popular.
Após a seleção, a equipe multidisciplinar do projeto fará um acompanhamento sistemático, a partir de visitas e encontros no território do/a selecionado/a para identificar e fortalecer as iniciativas já realizadas de cada liderança, além de realizar atendimento e acompanhamento em saúde mental dos/as membros da rede.
O projeto prevê um aporte financeiro aos/às selecionados/as mediante pagamento de até 10 meses de bolsa, no valor de R$1.600,00 para participação das oficinas e encontros presenciais.
O projeto considera como defensoras e defensores de direitos as pessoas, grupos, organizações, povos e movimentos sociais que atuam contra todas as violações de direitos e liberdades fundamentais de povos e de indivíduos, bem como pela conquista de novos direitos individuais e coletivos (políticos, sociais, econômicos, culturais e ambientais).
Podem se candidatar pessoas que sejam maiores de 18 anos e possuam atuação comprovada em movimentos e organizações populares. A seleção será realizada pela coordenação colegiada do projeto “Rede de Defensores de Direitos Humanos e Promoção de Saúde no Estado do Rio de Janeiro”. Durante o processo seletivo a coordenação estará disponível para tirar dúvidas através do endereço de e-mail: defensorxspopulares@gmail.com.
O resultado final com a lista de selecionados será divulgado publicamente na página da Coordenação de Cooperação Social.
Acesse aqui o Edital e o Formulário das inscrições.
Sobre o projeto
O projeto visa à criação e ao desenvolvimento de uma rede autônoma de defensores de direitos humanos, ampliando e fortalecendo os movimentos já integrados por elas e eles, além da produção e publicização de um mapeamento das violações em saúde e direitos humanos. A seleção ocorre anualmente, por chamada pública, em ciclos com turmas de 20 lideranças comunitárias e defensores de direitos humanos com experiência de atuação em grupos, movimentos, organizações, coletivos ou instituições em territórios periféricos de áreas urbanas ou rurais do Rio de Janeiro.