O Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) lançou Edição Especial COP30 do Prêmio José Reis de Divulgação Científica e Tecnológica durante a 77ª Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), que aconteceu em julho na Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE).
“É um prêmio que se localiza dentro da nossa agenda para a COP, esse evento tão importante que vai acontecer em Belém do Pará este ano e que também põe o Brasil no destaque na defesa do clima, da biodiversidade, do meio ambiente, em defesa da vida”, comenta a Diretora de Cooperação Institucional, Internacional e Inovação do CNPq, Dalila Andrade, referindo-se à 30ª Conferência da Organização das Nações Unidas (ONU) sobre mudanças climáticas, marcada para novembro próximo.
A edição especial do Prêmio José Reis será na categoria Mídias Digitais e contemplará dois produtores de conteúdo digital de divulgação e popularização da Ciência, Tecnologia e Inovação ao grande público. Os trabalhos apresentados devem ser relacionados ao tema “Caminhos Científicos nas Mudanças Climáticas” e mostrar soluções criativas que utilizem meios digitais para promover a conscientização sobre a mudança do clima e seus impactos.
A iniciativa da edição especial do Prêmio José Reis relacionada às mudanças climáticas partiu do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) que decidiu aproveitar a oportunidade da COP30 para fazer uma exposição mais positiva de o que a ciência brasileira está fazendo. “Nós pensamos em uma diferente estrutura de programação, envolvendo diferentes atores científicos no Brasil. É nesse sentido que entra o Prêmio, que nós consideramos que deveríamos proporcionar, para que os jovens cientistas se engajassem nessa tarefa de divulgação da ciência, mas com o foco das mudanças climáticas”, diz o secretário adjunto de Políticas e Programas Estratégicos (Seppe) do MCTI, Osvaldo Moraes.
Segundo Moraes, quem trabalha com ciência sabe que existe uma grande lacuna de diálogo entre quem produz a ciência e quem usa a ciência para tomada de decisão. “Nós precisamos, de alguma maneira, fazer um esforço para transpor essa barreira, precisamos construir uma ponte entre a ciência e tomadores de decisão e nada mais útil do que nos envolvermos os jovens pesquisadores nessa tarefa. Foi com esse sentido que procuramos o CNPq e propusemos que esse prêmio deste ano fosse dedicado ao tema da COP”, lembra.
Inscrições
As inscrições são de caráter individual e se encontram abertas até as 18 horas do dia 29 de agosto de 2025, horário de Brasília. Conforme o edital, as iniciativas de difusão devem estar vinculadas de modo formal à geração de conhecimento nacional e de evidências científicas robustas. A divulgação do resultado está prevista para o final de outubro deste ano.
Diferente da premiação anual, que só tem um premiado, esta edição especial terá dois agraciados e pode premiar também um concorrente com Menção Honrosa. Os escolhidos em primeiro e segundo lugar receberão como premiação, respectivamente, R$ 20 mil e R$ 10 mil, além de certificados e passagens aéreas e diárias para permitir que participem da cerimônia de entrega do Prêmio, que deve ocorrer em Brasília, durante a realização do Seminário Comemorativo dos 45 Anos do Prêmio José Reis de Divulgação Científica e Tecnológica, em data a ser definida. O agraciado com Menção Honrosa receberá comente certificado.
As candidaturas apresentadas serão julgadas por Comissão Julgadora designada pela Secretaria de Políticas e Programas Estratégicos (Seppe) do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) e pela Diretoria de Cooperação Institucional, Internacional e Inovação (DCOI) do CNPq. Os critérios de julgamento incluem relevância do conteúdo digital para a divulgação e popularização da Ciência, Tecnologia e Inovação e sua aderência ao tema do prêmio; efetividade na transmissão do conteúdo digital com clareza, objetividade e rigor científico; originalidade, inovação e criatividade na produção de conteúdo digital; além de estratégia de engajamento e mobilização do público por meio de mídia digital.
#ParaTodosVerem Banner com fundo branco e traços vermelhos, nele está escrito: Prêmio José Reis de Divulgação Científica e Tecnológica, edição especial para a COP30 Brasil Amazônia, Belém 2025, categoria mídias digitais, tema Caminhos Científicos nas Mudanças Climáticas, iniciativas digitais criativas, fortalecendo a divulgação científica sobre as mudanças climáticas, inscrições até 29 de agosto, no canto inferior direito, ao fundo da imagem, uma folha tocando a água.
Entidades públicas ou privadas sem fins lucrativos já podem submeter propostas para financiamento de eventos técnico-científicos, com apoio de até R$ 250 mil por evento. A chamada tem como objetivo disseminar o conhecimento científico nos diversos níveis de gestão do SUS, além de promover ações de educação e popularização da ciência voltadas a diferentes públicos. O valor total investido será de R$ 6 milhões.
Os eventos devem ocorrer entre 1º de março de 2026 e 28 de fevereiro de 2027 e precisam ser presenciais (eventos online não serão aceitos). Serão considerados três portes:
Só poderão participar entidades cuja missão ou objetivo social inclua atividades científicas, tecnológicas, de inovação ou de empreendedorismo.
A Chamada é uma parceria entre o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), o Departamento de Ciência e Tecnologia, da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação, e o Complexo Econômico-Industrial da Saúde do Ministério da Saúde (Decit/Sectics/MS).
Acesse o edital completo no site do CNPq.
*Com informações de CNPq.
#ParaTodosVerem Banner com uma foto de fundo, nessa foto há duas pessoas com um óculos de realidade virtual, por cima do óculos há o desenho de um esqueleto humano, elas estão com os braços levantados na altura dos ombros e da cintura. No centro do banner está escrito: Chamada pública, apoio a eventos técnico-científicos em saúde, impulsionando a inovação no SUS e a ciência para a transformação da saúde no Brasil, submissões até dia 07 de julho, o resultado da 1ª fase será no dia 23 de setembro e o resultado da 2ª fase no dia 14 de novembro.
A primeira edição do Prêmio Mulheres e Ciência do CNPq investirá cerca de R$ 500 mil para premiar instituições e pesquisadoras pelo valor de seu trabalho científico, promovendo a diversidade, a pluralidade e a participação de mulheres nas carreiras de ciência, tecnologia e inovação. As inscrições estão abertas até 6 de janeiro de 2025.
Os prêmios serão de R$ 20 mil, para pesquisadoras com até 45 anos de idade; R$ 40 mil, para pesquisadoras com idade a partir de 46 anos; e R$ 50 mil, para instituições que se destaquem na implementação de ações de igualdade de gênero.
Lançado no dia 6 de novembro, durante a 21ª Semana Nacional de Ciência e Tecnologia (SNCT) em Brasília, o edital prevê, para cada uma das três faixas, prêmios em três grandes áreas do conhecimento: Ciências da Vida; Ciências Exatas, da Terra e Engenharias; e Ciências Humanas e Sociais, Letras e Artes; totalizando até nove premiações.
Além do CNPq e do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), são parceiros da iniciativa o Ministério das Mulheres (MM), o British Council Brasil e o Banco de Desenvolvimento da América Latina e do Caribe (CAF).
No dia 21 de novembro foi realizado um webinário sobre a iniciativa, disponível no canal do CNPq no YouTube. Confira!
+ Confira aqui mais informações sobre as inscrições!
A ministra da Saúde, Nísia Trindade, anunciou a publicação de nove Chamadas Públicas de incentivo à pesquisa em saúde com investimento de R$ 234 milhões. O lançamento ocorreu durante o segundo dia de atividades da V Conferência Nacional de Ciência, Tecnologia & Inovação (5ª CNCT&I). O objetivo é promover atividades de pesquisa, desenvolvimento e inovação em saúde, além de implantar e recuperar infraestruturas institucionais de ciência, tecnologia e inovação. Elas são elaboradas com foco nas prioridades de saúde do Brasil, abordando temas estratégicos e prioritários para o Sistema Único de Saúde (SUS).
As chamadas, conforme explicou a ministra, são orientadas por princípios estratégicos. “Esses princípios revelam uma visão de ciência também, a exemplo da importância da transdisciplinaridade e o fortalecimento de redes pesquisa”, disse. “As inovações e o desenvolvimento tecnológico em saúde devem ser pensados e inseridos nos sistemas de saúde e não como algo à parte”, completou.
Os editais são parte integrante da Estratégia Nacional de Ciência e Tecnologia de 2024, que inclui 11 Chamadas Públicas destinadas ao incentivo à pesquisa em saúde este ano, totalizando um investimento anual de R$ 406,2 milhões. No segundo semestre de 2024, está previsto o lançamento da 8ª edição do Programa Pesquisa para o SUS (PPSUS). No primeiro semestre do mesmo ano, foi divulgada a Chamada Pública Nº 12/2024 de Apoio a Eventos Técnico-Científicos em Saúde, no valor de R$ 2 milhões.
Em 2024, o orçamento total do Ministério da Saúde para a Política Nacional de CT&I totaliza R$ 556,3 milhões, cinco vezes mais do que o de 2022, quando o investimento foi de R$ 116,7 milhões. As ações no campo da pesquisa, por meio do Ministério da Saúde, representam ações concretas do governo em prol da Ciência, Tecnologia e Inovação (CT&I) como ponto central de uma política de Estado capaz de transformar a saúde em vetor de desenvolvimento. As Chamadas foram lançadas em parceria com o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), parceiro do Ministério da Saúde.
O lançamento das nove chamadas públicas para seleção de pesquisas contemplam as seguintes temáticas:
Chamada pública |
Investimento |
---|---|
Chamada Pública de Prevenção e Enfrentamento à Desinformação Científica em Saúde |
R$ 10 milhões |
Chamada Pública de Avaliações de Políticas Programas Projetos e Ações em Saúde |
R$ 1,5 milhões |
Chamada Pública de Evidências em Saúde |
R$ 1,02 milhão |
Chamada Pública Pesquisas em Genômica e Saúde Pública de Precisão |
R$ 100 milhões |
Chamada Pública Pré-Clínicas e Clínicas Estratégicas para o SUS |
R$ 32 milhões |
Chamada Pesquisas orientadas para a saúde da população brasileira com foco em Doenças e Agravos Não Transmissíveis (DANT) |
R$ 40 milhões |
Chamada Pública Apoio a projetos de PD&I em Doenças Determinadas Socialmente |
R$ 40 milhões |
Chamada Pública Avaliação de Tecnologia em Saúde |
R$ 2,9 milhões |
Chamada Pública HIV e Aids, Tuberculose, Hepatites Virais, Infecções sexualmente transmissíveis e Micoses Endêmicas |
R$ 6 milhões |
Total |
R$ 234 milhões |
#ParaTodosVerem Foto de uma mulher com cabelos castanhos presos em um rabo de cavalo, ela veste um jaleco branco, luva azul e óculos de proteção, segura um equipamento nas mãos. Na sua frente, uma mesa com uma tela de computador, teclado, tubos de ensaio e um microscópio. Ao fundo, a imagem desfocada um homem de jaleco.
Até 4 de outubro, estudantes e pesquisadores podem se inscrever na 30ª edição do Prêmio Jovem Cientista, de tema "Conectividade e Inclusão Digital". Uma iniciativa do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) em parceria com a Fundação Roberto Marinho, a premiação busca incentivar jovens pesquisadores a buscarem soluções inovadoras para os desafios da sociedade. Interessados devem realizar a inscrição no site do Prêmio Jovem Cientista. Entre as premiações previstas estão laptops, bolsas do CNPq e valores em dinheiro que vão de R$ 12 mil a R$ 40 mil.
A premiação busca projetos que passem, por exemplo, desde a construção de modelos utilizando inteligência artificial para endereçar questões de saúde pública, educação e sustentabilidade, até a necessidade de uma discussão mais filosófica sobre a ética em tempos de realidade virtual. Considerado um dos mais importantes reconhecimentos aos jovens cientistas brasileiros, o prêmio apresenta, a cada edição, um tema importante para o desenvolvimento científico e tecnológico, que atenda às políticas públicas da área e seja de relevância para a sociedade brasileira.
Serão contempladas cinco categorias: Mestre e Doutor; Estudante do Ensino Superior; Estudante do Ensino Médio; Mérito Institucional e Mérito Científico, que celebra um pesquisador doutor que, em sua trajetória, tenha se destacado na área relacionada ao tema da edição.
Para mais informações, confira o edital.
*Com informações do Canal Futura
*Lucas Leal é estagiário sob supervisão de Isabela Schincariol
Metade dos seis pesquisadores agraciados com o XIII Prêmio Fotografia – Ciência & Arte do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) trabalham e desenvolvem pesquisa na Amazônia, um resultado inédito na história do Prêmio. Nas edições anteriores, apenas as de 2015, 2018 e 2020 registraram, cada uma, dois candidatos provenientes daquela área geográfica. Nas demais edições desde 2014, ou não houve candidatos da região premiados, ou apenas um recebeu a premiação.
A região amazônica costuma aparecer com frequência nas listas de agraciados com o Prêmio. Nos últimos dez anos, houve 12 contemplados da região Norte, sendo 6 do Amazonas, 5 do Pará e 1 do Amapá, representando aproximadamente 18% do total de ganhadores. Apesar de bem atrás dos quase 54% dos contemplados com a honraria provenientes da região Sudeste, a região Norte aparece à frente dos 11% da região Nordeste, 7% do Centro-Oeste, 6% da região Sul, sempre em números aproximados. Outros 3% de pesquisadores brasileiros premiados viviam em outros países.
Os agraciados receberão suas premiações durante a 76ª Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), de 7 a 13 de julho, no campus Guamá da Universidade Federal do Pará (UFPA), em Belém. Além das diárias e passagens aéreas para participar do evento, cada um dos contemplados receberá diploma e um prêmio, em dinheiro, de R$ 5 mil, R$ 10 mil e R$ 15 mil, destinados, respectivamente, ao terceiro, ao segundo e ao primeiro lugar.
Para Paulo Sérgio Mendes Pacheco Júnior, professor e pesquisador da Universidade do Estado do Amapá, vencedor do primeiro lugar na Categoria I (Imagens produzidas por câmeras fotográficas), a visibilidade sem precedentes dada pelo Prêmio atrairá mais atenção para o trabalho dos pesquisadores da Amazônia, fomentando maior interesse e apoio às pesquisas realizadas na região, fortalecendo iniciativas locais e inspirando novos talentos a utilizarem a ciência e a fotografia como ferramentas para a compreensão do ambiente em que se encontram.
A Vice-Presidência de Educação, Informação e Comunicação (VPEIC), por meio da Coordenação-Geral de Educação (CGE), torna público o resultado final do processo de seleção de programas de pós-graduação stricto sensu acadêmicos que serão contemplados com bolsas de mestrado e doutorado associadas à Chamada CNPq 35/2023. Acesse a Chamada Interna Fiocruz - CNPq nº 35/2023.
Ao todo, foram 11 Programas contemplados.
+Acesse aqui a lista de Programas contemplados
Serão distribuídas 16 bolsas de mestrado e 16 bolsas de doutorado associadas à Chamada CNPq 35/2023: Apoio à Pesquisa Científica, Tecnológica e de Inovação: Mestrado e Doutorado – Programa Institucional de Bolsas de Pós-Graduação (PIBPG) – Ciclo 2024.
As bolsas têm duração de 24 meses e 48 meses improrrogáveis para mestrado e doutorado, respectivamente. Os valores serão de R$ 2.100,00 para mestrado e R$ 3.100,00 para doutorado. Não será aprovada bolsa de mestrado com vigência inferior a 24 meses, nem bolsa de doutorado com vigência inferior a 48 meses.
A distribuição das bolsas será definida a partir da necessidade dos programas, considerando que possuam discentes que cumpram os pré-requisitos desta chamada e do CNPq e não possuam vínculo empregatício ou recebam outra bolsa.
O coordenador de cada programa deve encaminhar para o e-mail cge.stricto@fiocruz.br a necessidade de bolsas, obedecendo aos critérios elencados no item 2.3 do Edital.
As bolsas implementadas pelos programas devem ser implementadas até o prazo máximo de 14 de junho de 2024.
São critérios de elegibilidade para os discentes dos programas:
- Desenvolver pesquisas voltadas à redução das desigualdades e iniquidades em saúde
- Não possuir atividade remunerada ou acúmulo com outras bolsas concedidas por qualquer instituição nacional ou internacional;
- Atender aos critérios de vulnerabilidade do documento "Orientações da CGE para adequação dos PPGs da Fiocruz à Portaria n.º 133/2023 da Capes"
O bolsista do Programa Institucional de Bolsas de Pós-Graduação deverá:
- Estar cadastrado na Plataforma Lattes do CNPq, devendo manter seu currículo atualizado;
- Ser brasileiro, nato ou naturalizado, ou estrangeiro em situação regular no País;
- Estar regularmente matriculado no PPG;
- Ser selecionado e indicado pela Coordenação do PPG; e
- Não estar aposentado;
Dúvidas e esclarecimentos devem ser encaminhados para cge.stricto@fiocruz.br.
No dia 28 de maio, o Núcleo de Estudos Avançados do Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz) promove o debate ‘Desafios do CNPq no processo de reconstrução do País’. O palestrante da sessão é o presidente do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), Ricardo Galvão. A sessão, que homenageia os 124 anos do Instituto, será transmitida ao vivo pelo canal do IOC no YouTube a partir das 14h.
A atividade conta com a participação de seis debatedores: o pesquisador emérito da Fiocruz, Samuel Goldenberg; a presidente da Abrasco, Rosana Onocko-Campos; a professora titular da Universidade de São Paulo (USP), Marie-Anne Van Sluys; a pesquisadora do IOC, Patrícia Torres Bozza; a professora da Universidade Federal Fluminense (Uff), Thaiane Moreira de Oliveira; e o presidente da Associação Nacional de Pós-graduandos (ANPG), Vinícius Soares.
Sobre o Núcleo
O Núcleo de Estudos Avançados visa promover debates acadêmicos sobre temas interdisciplinares no campo da ciência, da política e da filosofia, envolvendo a comunidade científica intra e extramuros.
A Fundação Carlos Chagas Filho de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro (Faperj) divulgou o resultado final do Programa de Apoio à Fixação de Jovens Doutores no Brasil. Foram aprovadas 174 bolsas para projetos de pós-doutorado júnior (PDJ) para recém-doutores, das quais 17 foram concedidas para pesquisadores da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). As bolsas terão duração de dois anos.
Fruto da cooperação entre a Faperj e o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), o edital busca apoiar projetos de pesquisa de jovens doutores e criar condições favoráveis para o desenvolvimento científico e tecnológico no país. Os pesquisadores contemplados receberão também um auxílio à pesquisa na modalidade de custeio, no valor máximo de R$50 mil mensais para o desenvolvimento de seus projetos.
Confira os projetos da Fiocruz contemplados:
Centro de Estudos Estratégicos da Fiocruz (CEE/Fiocruz)
Projeto: "Um arcabouço conceitual para a operacionalização da capacidade de sistemas públicos e universais de saúde para o desempenho resiliente"
Pesquisador: Alessandro Jatobá
Bolsista: Bárbara Bulhões Lopes de Andrade
Casa de Oswaldo Cruz (COC/Fiocruz)
Projeto: "Ciência para o Antropoceno: a cooperação internacional Brasil-França na Amazônia (1982-1990)"
Pesquisador: Dominichi Miranda de Sá
Bolsista: Vanessa Pereira da Silva e Mello
Projeto: "“Só o seu nome horroriza quem o vê”: medicina, corpo e doença no Tratado médico sobre o clima e as enfermidades de Moçambique (1821)"
Pesquisador: Lorelai Brilhante Kury
Bolsista: Ricardo Cabral de Freitas
Escola Nacional de Saúde Pública (Ensp/Fiocruz)
Projeto: "Aplicação de respirometria de alta resolução para avaliação de impactos de lixiviados de resíduos - uma abordagem de saúde única"
Pesquisador: Enrico Mendes Saggioro
Bolsista: Barbara Costa Pereira
Projeto: "Ambiente Alimentar e Segurança Alimentar e nutricional na Maré, maior conjunto de favelas do Rio de Janeiro"
Pesquisador: Letícia de Oliveira Cardoso
Bolsista: Mariana de Oliveira Aleixo
Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz)
Projeto: "Eriptose de hemácias infectadas pelo Plasmodium como mecanismo determinante da gametocitogênese e ciclo da malária no hospedeiro vertebrado"
Pesquisador: Alexandre Morrot Lima
Bolsista: Aline Miranda Scovino
Projeto: "Estudo do perfil molecular por meio de polimorfismos de nucleotídeo único e metagenômica na identificação das aranhas marrom loxosceles spp. e no combate ao araneismo"
Pesquisador: Elba Regina Sampaio de Lemos
Bolsista: Breno Hamdan de Souza
Projeto: "Avaliação do Efeito Antiviral e Imunomodulador de Plantas Medicinais Brasileiras em Modelos de Infecção In Vitro e In Vivo por Alfavírus Artritogênicos"
Pesquisador: Elzinandes Leal de Azeredo
Bolsista: Fernanda Cunha Jácome
Projeto: "Revisão da subfamília Trepobatinae (Hemiptera, Heteroptera, Gerromorpha, Gerridae) ocorrente na região neotropical"
Pesquisador: Felipe Ferraz Figueiredo Moreira
Bolsista: Juliana Mourão dos Santos Rodrigues
Projeto: "Retornando à atenção para bionomia e ciclos de transmissão de arbovírus transmitido por mosquitos (Diptera: Culicidae) em áreas de Mata Atlântica no estado do Rio de Janeiro após o impacto da pandemia de COVID-19"
Pesquisador: Jeronimo Augusto Fonseca Alencar
Bolsista: Shayenne Olsson Freitas Silva
Projeto: "Identificação de potenciais marcadores imunológicos, genéticos e moleculares preditores de COVID-Longa"
Pesquisador: Lilian Rose Pratt Riccio
Bolsista: Barbara de Oliveira Baptista
Projeto: "Estudo da ação fotodinâmica e sonodinâmica do azul de metileno e outros fotossensibilizadores para o tratamento de tumores de mau prognóstico"
Pesquisador: Luiz Anastácio Alves
Bolsista: Annielle Mendes Brito da Silva
Projeto: "Impacto de co-infecções e re-infecções no desfecho terapêutico sobre modelos experimentais de doença de Chagas"
Pesquisador: Maria de Nazaré Correia Soeiro
Bolsista: Ludmila Ferreira de Almeida Fiuza
Projeto: "Organoides e biomodelos translacionais como estratégia de otimização hit-to-lead de derivados azólicos contra Trypanosoma cruzi"
Pesquisador: Mirian Claudia de Souza Pereira
Bolsista: Leonardo da Silva Lara
Projeto: "Caracterização do papel do SREBP no remodelamento lipídico e na ativação do inflamassoma durante a infecção pelo SARSCoV-2 in vitro e in vivo"
Pesquisador: Patricia Torres Bozza Viola
Bolsista: Vinicius Cardoso Soares
Projeto: "O Papel da Ferroptose na Fisiopatologia da Malária Cerebral e o Efeito da Terapia com Células-Tronco Mesenquimais e seus Produtos"
Pesquisador: Tatiana Maron Gutierrez
Bolsista: Maiara Nascimento de Lima
Projeto: "Estudo de marcadores moleculares estágioespecíficos de Leishmania (Viannia) braziliensis ao longo de seu ciclo biológico no inseto vetor"
Pesquisador: Constança Felicia De Paoli de Carvalho Britto
Bolsista: Thais de Araujo Pereira
*Com informações da Ascom Faperj
*Lucas Leal é estagiário sob supervisão de Isabela Schincariol
#ParaTodosVerem Banner na cor rosa com uma foto no topo de três jovens sentados estudando, o foco da foto está na menina que está sentada na frente, uma jovem negra com cabelos castanhos cacheados presos e uma blusa verde, atrás dela um rapaz negro com cabelo escuro vestindo uma blusa de manga comprida cinza claro e na última cadeira uma menina branca de cabelos claros vestindo uma blusa cinza. No centro do banner está escrito: Fixação de jovens doutores, confira o resultado final.
Pesquisadores do Centro de Biodiversidade e Serviços Ecossistêmicos (SinBiose/CNPq) publicaram, em fevereiro, a base de dados Trajetórias, na revista Scientific Data, do grupo Nature. A base reúne 36 indicadores ambientais, socioeconômicos e epidemiológicos referentes ao período de 2000 e 2017 para todos os 772 municípios de nove estados da Amazônia Legal brasileira. Os dados estão disponíveis de forma aberta e gratuita para quem quiser consultar.
A seleção, a análise e a equalização destes dados levaram aproximadamente três anos e cobriu uma área de 5 milhões de km², que representa aproximadamente 60% de todo o território brasileiro. “Este conjunto de dados vai permitir investigar a associação entre os sistemas agrários amazônicos e seus impactos nas mudanças ambientais e epidemiológicas, além de ampliar as possibilidades de compreensão, de forma mais integrada e consistente, dos cenários que afetam o bioma amazônico e seus habitantes”, explica Claudia Codeço, coordenadora do projeto e pesquisadora da Fiocruz.
A base de dados Trajetórias é resultante do projeto Trajetórias, um dos sete projetos de síntese do SinBiose/CNPq. O foco do projeto é gerar sínteses do conhecimento acerca das relações entre desenvolvimento econômico, uso do solo, epidemiologia e conservação na Amazônia. A equipe reúne epidemiologistas, economistas, ecologistas, biólogos, geógrafos, médicos e cientistas sociais que desenvolveram indicadores multidisciplinares e coerentes para estudos integrados na Amazônia brasileira.
“Trata-se de um conjunto de dados provenientes de diferentes fontes e instituições que foram harmonizados, ou seja, que passam a compartilhar a mesma unidade de análise espacial e temporal para que possam ser comparados”, explica Ana Rorato, primeira autora do estudo e pós-doutoranda do projeto Trajetórias.
Os temas disponíveis para consulta na base Trajetórias são: perda de habitat, uso e cobertura da terra, mobilidade humana, anomalias climáticas, carga de doenças transmitidas por vetores e índices de pobreza multidimensional para populações rurais e urbanas para cada um dos municípios da Amazônia Legal brasileira, dentre outros. Estes indicadores e índices estão pontuados em quatro marcos temporais: os censos demográficos de 2000 e 2010 e os censos agropecuários realizados em 2006 e 2017.
Além dos dados do censo do IBGE, a base de dados conta com informações derivadas de imagens de satélite de fontes nacionais e internacionais e do Sistema Nacional de Notificação de Doenças. “Essas fontes de dados foram escolhidas devido ao seu fácil acesso, abrangência temporal e espacial e alta qualidade dos dados”, explicam os autores.
Um cuidado que os autores tiveram foi o de criar índices que reflitam a realidade amazônica. “Por exemplo, o índice de pobreza tradicional pode funcionar bem em grandes metrópoles, mas não funciona na realidade amazônica”, complementa Claudia. “Medir a pobreza na região amazônica é uma tarefa complexa, pois requer uma compreensão de questões que transcendem os indicadores econômicos”, informam no texto. A abordagem adotada mede o grau de privação familiar em áreas rurais e urbanas, que podem afetar e ser afetadas por mudanças ambientais e econômicas. Assim, criou-se o Índice de Pobreza Multidimensional em suas versões rural e urbana. Estes índices são compostos a partir do cálculo de 15 a 19 indicadores de saúde, educação e condições de vida (que inclui habitação, serviços coletivos, emprego e bens de consumo privados). “Pobreza multidimensional significa privação simultânea em múltiplas dimensões”, explica Claudia. Neste cálculo, uma família é considerada multidimensionalmente pobre se sua pontuação de privação é superior a 0,25.
Outra preocupação na preparação da base de dados Trajetórias foi de garantir que estes dados possam ser reproduzidos futuramente. Para isso, a “receita” para se repetir cada indicador está detalhadamente descrita no artigo publicado. “Isto vai possibilitar o monitoramento da saúde única da Amazônia em diferentes momentos e situações”, explica Rorato. Segundo Claudia Codeço, "o próximo passo é desenvolver modelos e identificar tipologias ambientais e seus graus de impacto na Amazônia para então fazer predições para o futuro”.
Projeto Trajetórias
O projeto Trajetórias do Centro de Síntese em Biodiversidade e Serviços Ecossistêmicos (SinBiose/CNPq) teve início em 2019 e está sediado na Fiocruz e no Instituto de Pesquisas Espaciais (Inpe). Seu objetivo é sintetizar o conhecimento sobre os serviços ecossistêmicos e suas relações com o sistema econômico e a saúde humana na Amazônia. O projeto desenvolve novos protocolos de classificação e avaliação dos ecossistemas e de serviços ambientais específicos relacionados às doenças, cujos determinantes mais importantes são ambientais. O objetivo é fornecer uma estrutura para o debate conjunto das dimensões econômica, ambiental e de saúde, buscando dar maior visibilidade aos modos de vida das populações locais, suas estruturas e sistemas de produção.
*Foto: Laboratório de Investigação em Sistemas Socioambientais/Inpe