O Campus Virtual Fiocruz acaba de disponibilizar a segunda oferta do curso Utilização dos testes rápidos no diagnóstico da infecção pelo HIV, da Sífilis e das Hepatites B e C, uma formação online, gratuita e autoinstrucional oferecida em parceria com o Ministério da Saúde. Este curso foi desenvolvido a partir de uma demanda do MS e é considerado uma estratégia de qualificação dos profissionais que atuam na linha de frente do Sistema Único de Saúde (SUS) para orientação e sensibilização dos profissionais de saúde que lidam diretamente com a realização de testes rápidos — procedimentos pré-teste, durante a testagem e pós-teste. A primeira edição formou quase 40 mil profissionais e a segunda já conta com mais de 50 mil inscritos. A testagem rápida é um instrumento fundamental para a detecção precoce de infecções sexualmente transmissíveis (ISTs) e para a interrupção da cadeia de transmissão.
Organizado em seis módulos, com 20 horas de carga horária, a formação aborda desde os procedimentos pré-teste, o manuseio e execução dos kits, até a interpretação dos resultados e o encaminhamento adequado na rede de atenção à saúde. O conteúdo é baseado nas diretrizes oficiais do Ministério da Saúde e nos manuais técnicos que orientam a prática segura e padronizada da testagem rápida no SUS, oferecendo uma base sólida para o trabalho cotidiano dos profissionais de saúde.
A formação tem demonstrado impacto significativo no serviço, refletido na ampla adesão dos profissionais e na importância do tema para o cotidiano dos serviços de saúde no Brasil. A nova oferta amplia essa oportunidade de qualificação e é aberta a todos os interessados nas diretrizes de diagnóstico de HIV, sífilis e hepatites virais no âmbito do SUS, com foco na utilização dos testes rápidos.
Segundo especialistas da área, a qualificação continuada em diagnóstico é peça-chave para a efetividade das políticas públicas de saúde, sobretudo em serviços de atenção básica, onde a testagem rápida representa um dos primeiros pontos de contato com a população. O curso do Campus Virtual Fiocruz oferece uma resposta educacional alinhada a essa necessidade, fortalecendo competências técnicas e contribuindo diretamente para a ampliação da capacidade de vigilância, diagnóstico e cuidado no país.
Profissionais que concluírem o curso são certificados pela Fiocruz.
Conheça a estrutura do curso Utilização dos testes rápidos no diagnóstico da infecção pelo HIV, da Sífilis e das Hepatites B e C. Ele está estruturado em 6 módulos, com carga horária total de 20 horas
O Serviço de Psicologia do Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas (INI/Fiocruz) realiza em 25 de setembro, das 9h às 13h, no Auditório do Ensino do INI, a mesa redonda Entre vidas e vulnerabilidades: HIV e suicídio em debate, para marcar o Setembro Amarelo.
Participam como palestrantes a Dra. Maria Fernanda Cruz Coutinho, pesquisadora visitante da Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca (Ensp/Fiocruz) – Psicóloga graduada pela Universidade Estadual de Londrina, especialista em Saúde Mental pelo Centro de Estudos Instituo Municipal Philippe Pinel (IMPP/UFRJ) e Instituto de Psiquiatria (IPUB/UFRJ), e em Psicanálise pela Unopar. Mestre e doutora em Saúde Pública pela Ensp/Fiocruz, com pesquisas sobre adesão ao tratamento antirretroviral, depressão e atenção à crise psíquica em serviços de saúde mental.
Dr. Fernando de Loureiro Maior, médico do INI/Fiocruz, possui especialização em Infectologia pela Universidade Federal Fluminense (UFF) e em Psiquiatria. Atua há 19 anos com HIV em atendimentos hospitalares e ambulatoriais, com foco na relação entre adoecimento mental e morbimortalidade de pessoas vivendo com o vírus.
A Dra. Ligia Maria Rosalino Martins, psicóloga do Instituto Nacional de Saúde da Mulher, da Criança e do Adolescente Fernandes Figueira (IFF/Fiocruz), é graduada pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), especialista em Psicologia Hospitalar com ênfase em Infectologia, e em Saúde Pública com ênfase em Saúde da Família pela IBMR e em Saúde da Criança e do Adolescente Cronicamente Adoecido pelo IFF/Fiocruz. Integra o Programa de Assistência Domiciliar Interdisciplinar (Padi) do IFF/Fiocruz e o Projeto Cuidadoria de Mães.
A mediação será conduzida pelo Dr. Elton Silva Ribeiro, psicólogo do INI/Fiocruz, tecnologista em Saúde Pública na Fiocruz, graduado pela Universidade Federal do Sergipe (UFS), doutor e mestre em Psicologia pela Universidade Federal Fluminense (UFF), com experiência em políticas públicas de saúde e atuação em Centros de Atenção Psicossocial.
O evento terá transmissão ao vivo pelo YouTube.
The Global Health Network Latin America and the Caribbean (TGHN LAC), em parceria com o Programa de Computação Científica da Fiocruz (PROCC/Fiocruz), vinculado à Vice-presidência de Educação, Informação e Comunicação, realiza no próximo dia 24, às 12h30, mais uma das Sessões Colaborativas PROCC, intitulada “Mortalidade por Covid-19 entre pessoas vivendo com HIV/Aids no Brasil: uma análise multinível”.
A convidada do dia será a doutoranda em Epidemiologia em Saúde Pública pela Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca (Ensp/Fiocruz), Natasha Oliveira. Natasha é enfermeira formada pela Universidade do Estado do Pará, mestre em Biologia Parasitária na Amazônia (Uepa/IEC) e Editora-Chefe da Revista Pan-Amazônica de Saúde. Possui experiência em vigilância em saúde, docência e pesquisa, com ênfase em HIV/Aids, Covid-19 e modelagem estatística.
Em sua apresentação, a pesquisadora discutirá um estudo com mais de 4,7 milhões de registros de óbitos no Brasil entre 2020 e 2022, identificando a associação entre infecção por HIV e mortalidade por Covid-19. O estudo mostra que pessoas vivendo com HIV/Aids apresentaram maior risco de morte por Covid-19 entre jovens na faixa etária de 18 a 39 anos e idosos com 80 anos ou mais, nos períodos de circulação das variantes Delta e Ômicron. Em seus achados, foram observadas desigualdades regionais, com maior impacto nas regiões Norte e Nordeste, além de outros fatores como o momento da vacinação no país.
Serviço:
Apresentação: “Mortalidade por Covid-19 entre pessoas vivendo com HIV/Aids no Brasil: uma análise multinível”
Data: 24 de setembro de 2025
Horário: 12h30
Formato: Online
Palestrante: Natasha Oliveira (Ensp/Fiocruz)
Idioma: Português
Link de acesso: https://tinyurl.com/bdemcaz7
Acesso gratuito | Não é necessário se inscrever | Sem tradução em Libras
Após mais um ano de muito trabalho, contribuindo incessantemente com o Sistema Único de Saúde (SUS) através de seus cursos, o Campus Virtual Fiocruz encerra o ano de 2024 com muito sucesso, contabilizando o total de nove formações de capacitação e aprimoramento profissional lançados ao longo deste ciclo, totalizando 70 mil inscritos em sua plataforma, alcançando todos os estados e o Distrito Federal, além de diversos países ao redor do mundo.
O Campus Virtual Fiocruz é uma rede de conhecimento e aprendizagem voltada à educação em saúde. Além de reunir informações sobre os 50 programas de pós-graduação stricto sensu, cursos de especialização, programas de residência e educação de nível técnica, o CVF também oferece mais de 35 cursos próprios, online, gratuitos e autoinstrucionais. As formações seguem com inscrições abertas e voltadas, em geral, a profissionais de saúde, mas também abertas ao público em geral.
Confira abaixo todos os cursos lançados no ano de 2024 e inscreva-se!
Letramento racial para trabalhadores do SUS
Público-alvo: Trabalhadores do SUS atuantes em funções assistenciais e/ou funções gestoras, que tenham concluído o ensino médio.
Objetivos: Discutir a estrutura, funcionamento e expressões do racismo abordando práticas antirracistas como fundamento para o trabalho em saúde na assistência e na gestão do SUS.
Carga horária: 30h
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Profilaxia Pré-Exposição de Risco à Infecção pelo HIV (PrEP) Oral
Público-alvo: Profissionais de saúde, estudantes de graduação, pós-graduação e demais interessados na temática.
Objetivos: Qualificar profissionais de saúde para atender à população em situação de vulnerabilidade ao HIV ou em risco de exposição ao vírus.
Carga horária: 18h
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Diabetes Mellitus no SUS: Promoção, prevenção e fortalecimento do autocuidado
Público-alvo: Profissionais de saúde da atenção primária, cuidadores de idosos, ACS, familiares, pessoas com diabetes e demais interessados na temática.
Objetivos: Abordar estratégias preventivas e de promoção da saúde que auxiliem profissionais de saúde, bem como familiares e pessoas com diabetes no contexto de seus valores e de suas referências, promovendo a prevenção de complicações e o fortalecimento do autocuidado apoiado para pessoas com DM.
Carga horária: 40h
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Estratégias de Eliminação da Transmissão Vertical do HTLV no Brasil
Público-alvo: Profissionais de saúde (níveis médio/superior) que atuam na assistência em todos os níveis de atenção, pesquisadores, estudantes e demais interessados.
Objetivos: Oferecer informações atualizadas e relevantes sobre esse vírus e suas implicações. Ao longo dos módulos, serão abordados tópicos como as principais doenças associadas ao HTLV-1, formas de transmissão, estratégias de prevenção, aspectos virais e epidemiológicos, além de políticas públicas e ações de controle no Brasil.
Carga horária: 45h
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Introdução a Uma Só Saúde
Público-alvo: Profissionais e estudantes de qualquer formação envolvidos nas áreas da saúde humana, animal e ambiente no Brasil e em outros países.
Objetivos: Fornecer uma visão integrada de como humanos, animais e meio ambiente estão conectados, além de apresentar conceitos, estudos e aplicações concretas dessa abordagem em diferentes áreas e lugares.
Carga horária: 30h
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Formação em Monitoramento e Avaliação para o Controle Social no SUS
Público-alvo: Apoiadores técnicos ou representantes de conselhos de saúde (municipais, estaduais, nacionais) e demais interessados no tema.
Objetivos: Qualificar apoiadores técnicos e representantes dos conselhos de saúde para aplicarem essas ferramentas no contexto do controle social no SUS.
Carga horária: 60h
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Leptospirose: transmissão, diagnóstico, tratamento e prevenção
Público-alvo: Profissionais de qualquer área e em diferentes níveis de formação que estão envolvidos em atendimento primário em saúde.
Objetivos: apresentar aos profissionais conceitos, estratégias e possibilidades de intervenção para a promoção do autocuidado, visando a prevenção e controle das doenças crônicas não transmissíveis (DCNT).
Carga horária: 30h
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Autocuidado em saúde e a Literacia para a promoção da saúde e a prevenção das doenças crônicas na Atenção Primária à Saúde - 2ªEdição
Público-alvo: Profissionais de saúde, estudantes e todos interessados na temática.
Objetivos: apresentar aos profissionais conceitos, estratégias e possibilidades de intervenção para a promoção do autocuidado, visando a prevenção e controle das doenças crônicas não transmissíveis (DCNT).
Carga horária: 60h
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Atualidades em Saúde Global e Diplomacia da Saúde
Público-alvo: Profissionais de nível superior e estudantes das áreas da saúde, diplomacia e relações internacionais, ciências humanas, sociais e afins.
Objetivos: Pretende-se que os participantes observem de maneira sistemática o cenário global da saúde, com análise dos principais espaços políticos da governança global e regional, da governança da saúde global e organizações de territórios geopolíticos.
Carga horária: 140h
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Em dezembro é celebrada a Campanha Nacional de Prevenção à Aids, conhecida como Dezembro Vermelho. A luta contra a Aids ainda é um grande desafio mundial, mas que vem cada vez mais sendo abordada com clareza e os estigmas do preconceito vêm sendo combatidos. Em face da comemoração, durante a reunião da Comissão Intergestores Tripartite (CIT), o Ministério da Saúde anunciou que o Brasil alcançou mais uma meta de eliminação da aids como problema de saúde pública, revelando o cumprimento de controle de pessoas com carga viral (95%), que no último ano o Brasil subiu seis pontos percentuais na meta de diagnóstico das pessoas vivendo com HIV, passando de 90% em 2022 para 96% em 2023. Os dados são Programa Conjunto das Nações Unidas para o HIV e a aids (Unaids). Para acabar com a aids como problema de saúde pública, a Organização das Nações Unidas (ONU) definiu metas globais: ter 95% das pessoas vivendo com HIV diagnosticadas; ter 95% dessas pessoas em tratamento antirretroviral; e, dessas em tratamento, ter 95% em supressão viral, ou seja, com HIV intransmissível. Hoje o Brasil possui, respectivamente, 96%, 82% e 95% de alcance. Com isso, é possível afirmar que o Brasil cumpre duas das três metas globais da ONU com dois anos de antecedência. Ainda durante o CIT, o Ministério anunciou a nova campanha de conscientização, com o tema “HIV. É sobre viver, conviver e respeitar. Teste e trate. Previna-se”.
Diante deste importante tema, o Campus Virtual Fiocruz reforça os cursos '“Profilaxia pré-exposição de risco à infecção pelo HIV oral', 'Enfrentamento ao estigma e discriminação de populações em situação de vulnerabilidade nos serviços de saúde', e 'Utilização dos testes rápidos no diagnóstico da infecção pelo HIV, da Sífilis e das Hepatites B e C', todos online, gratuitos e autoinstrucionais, com insrições abertas aos interessados.
Profilaxia pré-exposição de risco à infecção pelo HIV oral
A formação é uma iniciativa do Departamento de HIV/Aids, Tuberculose, Hepatites Virais e Infecções Sexualmente Transmissíveis (IST) da Secretaria de Vigilância em Saúde e Ambiente do Ministério da Saúde (Dathi/SVSA/MS) em parceria com a Organização Pan-Americana da Saúde (Opas/OMS), o Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC, na sigla em inglês) e a Fiocruz.
A PrEP consiste no uso de antirretrovirais - tenofovir e entricitabina - por qualquer pessoa com risco acrescido ao HIV, e quando tomados corretamente, evitam a infecção caso aconteça uma eventual exposição ao vírus. Desde 2022, a PrEP é recomendada para os adolescentes acima de 15 anos, com peso corporal igual ou superior a 35kg, sexualmente ativos e sob risco aumentado de infecção pelo HIV. Algumas situações podem indicar o uso da PrEP com prioridade: o não uso frequente de camisinha nas relações sexuais (anais ou vaginais); uso repetido de Profilaxia Pós-Exposição ao HIV (PEP); histórico de episódios de Infecções Sexualmente Transmissíveis (IST); contextos de relações sexuais em troca de dinheiro, objetos de valor, drogas, moradia etc.; e chemsex: prática sexual sob a influência de drogas psicoativas (metanfetaminas, Gama-hidroxibutirato (GHB), MDMA, cocaína, poppers).
A ideia é que o curso atualize profissionais de saúde para estarem melhor preparados e atentos para recomendar de forma assertiva a PrEP, identificando quem pode se beneficiar dessa estratégia de prevenção e garantindo o acesso adequado à medicação, além de fornecer acompanhamento e suporte contínuos.
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O curso foi organizado em 3 macrotemas — Bases conceituais; Contexto social, político e histórico das populações vulnerabilizadas: normas e legislações; e Práticas de enfrentamento ao estigma e discriminação —, 5 módulos e 17 aulas. Ele é voltado a trabalhadores e trabalhadoras da saúde, estudantes, mas aberto a todos os interessados na temática. A formação é online, gratuita, autoinstrucional e certifica os participantes inscritos que realizem avaliação com obtenção de nota maior ou igual a 7.
A formação é uma realização da Fundação Oswaldo Cruz, por meio do Campus Virtual Fiocruz e a Coordenação de Vigilância em Saúde e Laboratórios de Referência, em parceria com Departamento de Doenças de Condições Crônicas e Infecções Sexualmente Transmissíveis, da Secretaria de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde.
A elaboração do curso nasceu da necessidade de sensibilizar e instrumentalizar profissionais de saúde que estão na ponta do atendimento, visando atualizar, aprimorar e qualificar suas práticas, construções socio-históricas que acontecem durante o processo de trabalho e por meio da interação entre tais profissionais e os usuários dos serviços de saúde. É nessa interação que nascem também aspectos relacionados ao estigma e à discriminação, os quais, como já é sabido, promovem a exclusão social e, ao mesmo tempo, podem produzir consequências negativas que resultam em interações sociais desconfortáveis. Tais fatores são limitantes e também podem interferir na adesão ao tratamento das doenças e qualidade de vida, perpetuando, assim, um ciclo de exclusão social, que, ao mesmo tempo, reforça situações de discriminação, bem como a perda do status do indivíduo, aumentando a vulnerabilidade de pessoas e populações.
Portanto, as instituições e pesquisadores envolvidos neste curso — sempre alinhados à tais evidências científicas que avançam nacional e internacionalmente em proposições diretivas ao enfrentamento das vulnerabilidades sociais — , entendem que o fortalecimento das ações de inclusão social e de enfrentamento ao estigma e discriminação se apresentam como estratégias de minimização das vulnerabilidades. Assim, esta nova formação apresenta-se como uma ferramenta nesse contexto de necessidade constante de ampliação de esforços em ações educativas no âmbito dos trabalhadores e trabalhadoras da saúde para a contínua qualificação das práticas.
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Utilização dos testes rápidos no diagnóstico da infecção pelo HIV, da Sífilis e das Hepatites B e C
O curso, desenvolvido no âmbito do Departamento de Doenças de Condições Crônicas e Infecções Sexualmente Transmissíveis da Secretaria de Vigilância em Saúde (DCCI/SVS/MS) e disponível na plataforma Moodle do Campus Virtual Fiocruz, é aberto a todos os interessados nas diretrizes de diagnóstico da infecção pelo HIV, Sífilis e Hepatites Virais no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS), com foco na utilização de testes rápidos (TR). Possui carga horária de 15h e é dividida em cinco módulos.
Os módulos apresentam orientações e metodologias adequadas acerca dos procedimentos pré-teste, durante a testagem e para o pós-teste, passando por informações mais básicas acerca da importância dos TR, a composição dos kits, a forma de organização e armazenamento dos mesmos até a interpretação de seus resultados, o encaminhamento dentro da rede de atenção à saúde do território, entre outros. A formação engloba a apresentação de manuais e guias oficiais do Ministério da Saúde e ações preconizadas pelos fabricantes para a execução dos testes rápidos.
O objetivo do curso é capacitar profissionais de saúde no que se refere ao diagnóstico desses agravos para realizar, com qualidade e segurança, os testes rápidos disponíveis na rede do SUS, assegurando sua importância na qualificação dos profissionais envolvidos na testagem rápida no âmbito do SUS e permitindo que os profissionais entendam a relevância desses testes na ampliação do diagnóstico do HIV, da sífilis e das hepatites virais, bem como realizem a sua oferta com maior segurança e garantia de qualidade.
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Pesquisadora da Fiocruz é eleita presidente da International Aids Society (IAS)
Médica infectologista, pesquisadora e chefe do Laboratório de Pesquisa Clínica em Infecções Sexualmente Transmissíveis (IST) e HIV/Aids do Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas (INI/Fiocruz), Beatriz Grinsztejn é, desde julho de 2024, a presidente da International Aids Society (IAS) para o biênio 2024-2026. Em entrevista à Revista Radis, a pesquisadora comentou os avanços e desafios no enfrentamento ao HIV/Aids a partir dos temas tratados na 25ª Conferência Internacional sobre Aids (Aids 2024), que aconteceu na Alemanha, em julho.
“Mesmo tendo tratamento acessível e disponível, ainda há no mundo quase 10 milhões de pessoas que não acessam à terapia antirretroviral”, relata. Ela também fala sobre as expectativas em torno do uso da Profilaxia de Pré-Exposição (PrEP) de longa duração e da ampliação da estratégia para populações em situação de vulnerabilidade, além dos impactos das co-infecções de HIV com covid e mpox.
Beatriz explica como funciona o projeto internacional Unity, liderado por ela e que reúne, além do INI, centros de pesquisa do Brasil, Argentina e Suíça para avaliar a eficácia de um antiviral no tratamento de pessoas com mpox. “O Brasil tem dado uma contribuição importantíssima, e a gente espera que os resultados desse estudo possam ajudar a entender melhor o papel do tecovirimat como antiviral para o tratamento da mpox”, adianta.
À frente de uma das mais importantes sociedades científicas mundiais, ela comenta ainda a repercussão de ser a primeira brasileira — e a primeira mulher latino-americana — a assumir a presidência da IAS, revelando a expectativa de levar a voz do Sul global ao centro de tomada de decisões. “O processo de decolonização tem que ser contínuo. Muitas pesquisas são conduzidas na África, na Ásia, na América Latina, mas o autor principal é do Norte global. São questões críticas que a gente tem que enfrentar a cada dia, para que a nossa narrativa seja preponderante”.
Durante a conversa, a infectologista também reforça a importância do SUS na construção de pesquisa e de estratégias de prevenção, assistência e tratamento de HIV/aids, destacando o papel da comunicação na interlocução com a sociedade. “É necessário dar um salto em relação à comunicação, e mais do que nunca trazer a ciência e os resultados das pesquisas para o domínio da comunidade”.
+Confira aqui a entrevista completa da pesquisadora Beatriz Grinsztejn à Radis
Em vídeos publicados nas redes sociais da Radis, a pesquisadora falou sobre os seguintes temas:
Estigma impede enfrentamento à Aids.
Populações vulneráveis são as mais atingidas
PrEP é eficaz na proteção ao HIV
*Com informações do Ministério da Saúde e da Revista Radis.
Estão abertas as inscrições para a temporada verão dos Cursos de Férias do Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz), que vai proporcionar a estudantes de graduação a oportunidade ter aulas nos laboratórios do Instituto para aprofundar conhecimentos nas metodologias empregadas na pesquisa básica e aplicada, assim como compreender conceitos e contextos relevantes para o cenário da pesquisa em saúde no Brasil. Os cursos acontecerão entre 27 de janeiro e 5 de fevereiro de 2025.
Nesta edição, serão oferecidas 99 vagas distribuídas em cinco cursos, sendo quatro presenciais e um online:
• De fenótipo ao gene: como investigar uma etiologia genética? (presencial)
• Fisiologia dos insetos vetores (presencial)
• HIV: aspectos virológicos, imunológicos e genética do hospedeiro (presencial)
• Inclusão, saúde e práticas de Ensino: educação para a diversidade (remoto)
• Técnicas moleculares aplicadas na detecção de Leishmania spp. em seus vetores flebotomíneos (presencial)
Os interessados poderão se inscrever até 28 de novembro de 2024, preenchendo o formulário eletrônico que será disponibilizado nas páginas do Campus Virtual Fiocruz de cada curso (links acima), com atenção aos campos especificados, incluindo a carta de interesse.
Para concorrer ao processo seletivo, o candidato deverá efetuar o pagamento da taxa de inscrição no valor de R$10 (dez reais).
Somente é permitida a inscrição em um curso. A inscrição em mais de um curso causará automaticamente a eliminação do candidato.
Vale ressaltar que cada curso possui seu próprio critério de seleção.
As atividades dos Cursos de Férias são planejadas e ministradas por estudantes dos Programas de Pós-graduação Stricto sensu do IOC e coordenadas por pesquisadores do Instituto.
Confira a chamada de seleção. Em caso de dúvidas, entre em contato diretamente com a Secretaria Acadêmia: cursosdeferiasioc@ioc.fiocruz.br
Permitida a reprodução sem fins lucrativos do texto desde que citada a fonte (Comunicação / Instituto Oswaldo Cruz)
O Vírus Linfotrópico da Célula T Humana, conhecido como HTLV (Human T-cell Lymphotropic Vírus, na sigla em inglês), é um retrovírus semelhante ao HIV, mas ainda pouco conhecido pela sociedade em geral. O Dia Mundial de Conscientização sobre o HTLV, celebrado em 10/11, busca ampliar o conhecimento sobre esse vírus, destacando a importância das estratégias de prevenção, do diagnóstico precoce e da testagem. A data foi criada para promover um debate global e incentivar políticas de saúde voltadas à detecção e ao acompanhamento dos portadores, uma vez que o HTLV ainda carece de visibilidade nos sistemas de saúde de muitos países. Em vista disso, o Campus Virtual Fiocruz vem trabalhando em conteúdos relevantes sobre essa temática e, em breve, lançará um curso autoinstrucional, online e gratuito sobre o HTLV. Acompanhe nossas noticias e conheça mais sobre o HTLV!
Segundo o Ministério da Saúde, embora conhecido desde a década de 1980, O HTLV ainda é um desafio para a saúde pública e não tem cura. Esse vírus infecta principalmente as células do sistema imunológico (LTCD4+), e possui a capacidade de imortaliza-las, fazendo assim com que essas percam sua função de defender nosso organismo. Ele possui quatro subtipos: HTLV-1 (subtipo que mais causa doenças associadas), HTLV-2, 3 e 4. Estima-se que milhões de pessoas em todo o mundo sejam portadoras do HTLV, e muitas nem saibam disso devido à baixa conscientização e testagem limitada. A infecção pode estar associada a condições graves, como a leucemia de células T e a paraparesia espástica tropical, mas a maioria dos infectados permanecem assintomáticos ao longo da vida.
O HTLV é transmitido de maneira semelhante ao HIV, por meio de relações sexuais desprotegidas, transfusões de sangue contaminado e através da mãe infectada para o recém-nascido (transmissão vertical), principalmente pelo aleitamento materno. e compartilhamento de seringas e agulhas contaminadas. Por isso, as estratégias de prevenção incluem o uso de preservativos em todas as relações sexuais, a triagem de doadores de sangue e a orientação para que mães portadoras evitem o aleitamento materno. Por isso a disseminação de informações, além de campanhas de educação e conscientização sobre a doença, são essenciais para reduzir a transmissão e aumentar o diagnóstico.
Para as pessoas que já convivem com o HTLV, o cuidado contínuo e o acompanhamento regular com especialistas, como neurologistas e hematologistas, são fundamentais e podem ajudar a prevenir ou a tratar complicações associadas à infecção. A falta de informação e o estigma em torno do HTLV dificultam o acesso ao diagnóstico e ao tratamento adequado, como ocorre com outras doenças.
Prevenção e tratamento
Neste dia, o apelo é para que mais atenção seja dada a esse vírus e aos desafios enfrentados pelos portadores, buscando não apenas aumentar a conscientização, mas também melhorar a qualidade de vida e o cuidado oferecido a quem convive com a infecção.
De acordo com o Ministério, o tratamento é direcionado de acordo com a doença relacionada ao HTLV. A pessoa deverá ser acompanhada nos serviços de saúde do SUS e, quando necessário, receber seguimento em serviços especializados para diagnóstico e tratamento precoce de doenças associadas ao HTLV. Embora não haja um tratamento curativo para as manifestações neurológicas do HTLV-1, recomenda-se que todo indivíduo acometido deve ser assistido por equipe multidisciplinar que inclua profissionais médicos (neurologista, infectologista, urologista, dermatologista, oftalmologista), fisioterapeutas, terapeutas ocupacionais, nutricionistas e psicólogos. Para a prevenção, recomenda-se o uso de preservativo masculino ou feminino (disponíveis gratuitamente na rede pública de saúde) em todas as relações sexuais, além de não se compartilhar seringas, agulhas ou outros objetos perfuro cortantes.
É importante destacar que a detecção da infecção pelo HTLV só foi possível a partir de 1983, quando foram introduzidos testes sorológicos para a avaliação da disseminação viral. No Brasil, estes testes foram introduzidos a partir de 1993, sendo obrigatórios em todos os bancos de sangue. A triagem para esse agente infeccioso também é realizada durante os processos de fertilização in vitro em nosso país.
Visibilidade e mobilização social
A pesquisadora do Laboratório de Virologia e Terapia Experimental (Lavite), do Instituto Aggeu Magalhães (IAM/Fiocruz Pernambuco) Clarice Neuenschwander é uma das coordenadoras da nova formação. Na última sexta-feira, 8/11, ela proferiu a palestra 'Conhecendo o HTLV: HTL… O quê?', que teve foco em esclarecer o impacto do HTLV, destacando avanços recentes e desafios no combate à transmissão desse agente infeccioso. Durante a palestra, Clarice reforçou que os avanços recentes incluem a obrigatoriedade do teste para HTLV no pré-natal nacional, implementada neste ano de 2024, e orientações de que mães diagnosticadas evitem o aleitamento, devido ao alto risco de transmissão.
+Confira: Minuto SUS aborda palestra sobre HTLV
Além disso, no domingo, Dia Mundial de Conscientização sobre o HTLV, 10/11, foi realizada uma ação na Avenida Paulista, em São Paulo, para visibilidade e mobilização social sobre o tema. A iniciativa teve a participação de pesquisadores e integrantes da Secretaria de Saúde de São Paulo, o Ministério da Saúde, a Universidade de São Paulo (USP), o HTLV Chanel e o grupo HTLV Brasil (IAM/Fiocruz Pernambuco). O HTLV foi ainda tema da questão 121 do Exame Nacional Ensino Médio (Enem) 2024, o que faz com que a temática chegue em grupos importantes, como os jovens, que têm vida sexual ativa e muitas vezes apresentam comportamento de risco, como o não uso de preservativos em suas relações sexuais.
*com informações do Ministério da Saúde e IAM/Fiocruz Pernambuco
Entre 27 de janeiro e 5 de fevereiro de 2025, a temporada verão dos Cursos de Férias do Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz) vai proporcionar a estudantes de graduação a oportunidade ter aulas nos laboratórios do Instituto para aprofundar conhecimentos nas metodologias empregadas na pesquisa básica e aplicada, assim como compreender conceitos e contextos relevantes para o cenário da pesquisa em saúde no Brasil.
Nesta edição, serão oferecidas 99 vagas distribuídas em cinco cursos, sendo quatro presenciais e um online:
• De fenótipo ao gene: como investigar uma etiologia genética? (presencial)
• Fisiologia dos insetos vetores (presencial)
• HIV: aspectos virológicos, imunológicos e genética do hospedeiro (presencial)
• Inclusão, saúde e práticas de Ensino: educação para a diversidade (remoto)
• Técnicas moleculares aplicadas na detecção de Leishmania spp. em seus vetores flebotomíneos (presencial)
Os interessados poderão se inscrever entre 21 e 28 de novembro de 2024, preenchendo o formulário eletrônico que será disponibilizado nas páginas do Campus Virtual Fiocruz de cada curso (links acima), com atenção aos campos especificados, incluindo a carta de interesse.
Para concorrer ao processo seletivo, o candidato deverá efetuar o pagamento da taxa de inscrição no valor de R$10 (dez reais).
Somente é permitida a inscrição em um curso. A inscrição em mais de um curso causará automaticamente a eliminação do candidato.
Vale ressaltar que cada curso possui seu próprio critério de seleção.
As atividades dos Cursos de Férias são planejadas e ministradas por estudantes dos Programas de Pós-graduação Stricto sensu do IOC e coordenadas por pesquisadores do Instituto.
Confira a chamada de seleção.
Permitida a reprodução sem fins lucrativos do texto desde que citada a fonte (Comunicação / Instituto Oswaldo Cruz)
A Profilaxia Pré-Exposição (PrEP) oral vem se consolidando, desde 2017, como uma das principais ferramentas de prevenção ao HIV em nosso país. Voltada aos grupos de maior vulnerabilidade à infecção pelo HIV, essa estratégia tem demonstrado elevada eficácia e deve ser amplamente conhecida e recomendada pelos profissionais de saúde da rede pública. Nesse sentido, o Campus Virtual lança hoje o curso online e autoinstrucional “Profilaxia pré-exposição de risco à infecção pelo HIV oral”. A formação é uma iniciativa do Departamento de HIV/Aids, Tuberculose, Hepatites Virais e Infecções Sexualmente Transmissíveis (IST) da Secretaria de Vigilância em Saúde e Ambiente do Ministério da Saúde (Dathi/SVSA/MS) em parceria com a Organização Pan-Americana da Saúde (Opas/OMS), o Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC, na sigla em inglês) e a Fiocruz.
A PrEP consiste no uso de antirretrovirais - tenofovir e entricitabina - por qualquer pessoa com risco acrescido ao HIV, e quando tomados corretamente, evitam a infecção caso aconteça uma eventual exposição ao vírus. Desde 2022, a PrEP é recomendada para os adolescentes acima de 15 anos, com peso corporal igual ou superior a 35kg, sexualmente ativos e sob risco aumentado de infecção pelo HIV. Algumas situações podem indicar o uso da PrEP com prioridade: o não uso frequente de camisinha nas relações sexuais (anais ou vaginais); uso repetido de Profilaxia Pós-Exposição ao HIV (PEP); histórico de episódios de Infecções Sexualmente Transmissíveis (IST); contextos de relações sexuais em troca de dinheiro, objetos de valor, drogas, moradia etc.; e chemsex: prática sexual sob a influência de drogas psicoativas (metanfetaminas, Gama-hidroxibutirato (GHB), MDMA, cocaína, poppers).
A ideia é que o curso atualize profissionais de saúde para estarem melhor preparados e atentos para recomendar de forma assertiva a PrEP, identificando quem pode se beneficiar dessa estratégia de prevenção e garantindo o acesso adequado à medicação, além de fornecer acompanhamento e suporte contínuos.
Para o diretor adjunto do Dathi/SVSA/MS, Artur Kalichman, a melhor estratégia de prevenção é aquela que se adapta às necessidades e realidades das pessoas. "Uma dessas estratégias é a PrEP. Nossa intenção com o novo curso é oferecer aos profissionais de saúde que prescrevem essa profilaxia – médicos, enfermeiros e farmacêuticos – , orientações sobre quando e como ofertá-la. A intenção é ampliar a oferta da PrEP nos serviços de saúde para impactar diretamente na redução de novos casos no Brasil, considerando, principalmente, as pessoas que encontram-se em situação de maior vulnerabilidade ao HIV", detalhou ele.
Pela Fiocruz, coordenam o curso as pesquisadoras da Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca (Ensp/Fiocruz) Vanda Cota e Marly Cruz. Ambas destacaram o entusiasmo em contribuir para a ampliação do conhecimento e melhoria da oferta dos serviços de saúde. De acordo com Marly Cruz, o grande desafio do MS tem sido ampliar e oportunizar o acesso à profilaxia de forma universal em toda rede de atenção ao HIV/Aids do SUS, tanto pela tele PrEP como em ações extramuros.
"A efetivação desta estratégia requer maior investimento na capilaridade da formação para a atualização e qualificação dos profissionais de saúde que estão aptos a recomendar e prescrever a PrEP. Assim, esta oferta visa, sobretudo, ampliar o acesso a um conteúdo atualizado sobre PrEP para alunos de todo o Brasil e outros países, oferecendo ainda a possibilidade de construção de capacidades e habilidades que visem a redução das vulnerabilidades e dos novos casos de HIV, não só da população-chave, mas a tod@s que dela necessitar. Espero que tod@s sejam muito bem vind@s ao curso e possam de fato fazer diferença no campo da prevenção do HIV do país", disse Marly esperançosa.
Vanda contou que este curso ofertado pela Fiocruz, por meio do Campus Virtual, é uma revisão, tradução e adaptação de uma formação originalmente feita pela Opas em sua plataforma. Esta versão lançada agora foi desenvolvida pelo Dathi/SVSA/MS em parceria com a Ensp/Fiocruz.
"A realização desse curso é crucial para a capacitação, atualização e melhoria da qualidade do atendimento, além de promover a disseminação de informações essenciais para a prevenção do HIV. O curso também contribuirá para a redução do estigma associado ao HIV e à sexualidade, ampliando os conhecimentos dos profissionais sobre prevenção e a importância do acesso à saúde", disse ela, reforçando também que a oferta a distância possibilita que profissionais de saúde, de diferentes regiões, incluindo áreas remotas, tenham acesso a informações atualizadas sobre a PrEP, sem a necessidade de deslocamento, permitindo a conciliação da capacitação com a rotina de trabalho.
PrEP como estratégia de prevenção fundamental no controle do HIV no país
A implementação da PrEP no SUS representa um marco importante na resposta ao HIV/aids no Brasil, pois oferece mais uma estratégia de prevenção para qualquer pessoa com risco significativo de infecção pelo HIV e/ou que manifestem desejo de usar a profilaxia. Implementada no final de 2017, a PrEP é uma ferramenta fundamental no esforço para o controle da epidemia de HIV, e deve ser usada em conjunto com outras práticas preventivas, reforçando a importância de uma abordagem integrada para a saúde sexual. Dados do Ministério apontam que cerca de 100 mil pessoas no Brasil fazem uso da PrEP, sendo mais de 90% delas de forma gratuita pelo SUS. O objetivo do MS é, até 2027, aumentar em 142% o número de usuários de PrEP com foco naquelas pessoas sob maior risco de infecção ao HIV
Conheça a estrutura do curso “Profilaxia pré-exposição de risco à infecção pelo HIV oral”, com 18h de carga horária, organizadas em três módulos independentes:
Módulo 1 - Identificar os candidatos à PrEP
Aula 1: Critérios necessários para iniciar a PrEP
Aula 2: Contraindicações para o uso da PrEP
Módulo 2 - Iniciar a PrEP oral
Aula 1: Avaliação do uso da PrEP
Aula 2: Introdução às modalidades da PrEP
Aula 3: Procedimentos para as consultas inicial e de acompanhamento da PrEP
Aula 4: Dispensa do medicamento
Módulo 3 - Orientações e mensagens sobre PrEP
Aula 1: Análise de situações especiais da PrEP
Aula 2: Mensagem de orientação sobre a eficácia da PrEP
Aula 3: Mensagem de orientação sobre a segurança da PrEP
Aula 4: Mensagem de orientação para reduzir o estigma dos usuários da PrEP
Em setembro, mês de aniversário do SUS, a VideoSaúde apresenta uma programação diversificada e enriquecedora, ressaltando a importância do SUS em diversos âmbitos do Brasil. O filme “SUS, em defesa da vida” evidencia a relevância do Sistema Único de Saúde na vida da população brasileira; "Idosos em Ação" retrata práticas de promoção à saúde dos idosos por meio de atividades físicas; enquanto “Escutas, grupoterapia” mostra a resiliência de uma comunidade diante dos desafios de saúde mental.
Em referência ao Dia Nacional de Conscientização sobre a Doença de Alzheimer, celebrado em 21 de setembro, o filme "Clarita" revela experiências com Alzheimer e reflexões sobre a vida. E ainda, “Mulheres não esperam mais, acabemos com a Aids e a violência. Já!” destaca a conexão entre violência e HIV; “Almerinda, a luta continua” retrata a trajetória da pioneira do feminismo Almerinda Gama; “O ataque silencioso dos fungos” aborda a detecção precoce de infecções fúngicas; "Fiocruz Mata Atlântica" investiga a infecção por SARS-CoV-2 em animais e “20 anos do programa de prevenção e controle da malária” celebra duas décadas do programa de combate à doença.
Em alusão ao Setembro Amarelo, um período que fortalece a conscientização sobre a prevenção do suicídio, o Programa VideoSaúde Especial exibe o documentário “Laços e nós: tecendo histórias do luto por suicídio”, que examina o luto por suicídio e a necessidade de apoio. O Programa VideoSaúde é exibido às segundas-feiras, às 22h30, no Canal Saúde.
Confira a programação completa do mês
2 de setembro
Clarita
Narrado na primeira pessoa e baseado na mãe da diretora, portadora da doença de Alzheimer, apresenta reflexões e questionamentos sobre o sentido da vida e a convivência com a morte.
Idosos em ação (Brasil, aqui tem SUS - Pancas - ES)
O projeto “Idosos em Ação” é desenvolvido pela Secretaria Municipal de Saúde de Pancas-ES e tem como eixo de atuação a promoção da saúde do idoso. Além de aulas de ginástica conduzidas semanalmente por fisioterapeutas e educadores físicos, o projeto integra acompanhamento médico, nutricional, psicológico e dental seguindo as diretrizes da Cartilha do Idoso do Ministério da Saúde.
Reprises:
4/9, quarta, às 22h30
6/9, sexta, às 22h30
8/9, domingo, às 21h30
9 de setembro
Mulheres não esperam mais, acabemos com a Aids e a violência. já!
A Campanha “Women Won’t Wait – Mulheres Não Esperam Mais – Acabemos com a Violência e a Aids. Já!” foi criada em 2006 com objetivo de abordar, em âmbito mundial, a interface entre a violência contra a mulher e a Aids. O filme apresenta relatos sobre a promoção da saúde das mulheres, histórias de violência e preconceito e a questão dos direitos humanos na luta contra o HIV e a Aids, destacando ainda a relação entre a violência e a disseminação do HIV. Mulheres que trazem duros e pungentes retratos da realidade em diferentes países.
Almerinda, a luta continua
Lança luzes sobre a trajetória de uma das grandes personalidades da política brasileira: a alagoana Almerinda Gama. Pouco conhecida, Almerinda foi advogada, feminista e a única mulher representante classista a votar na Assembleia Constituinte de 1933. O filme faz um resgate histórico da vida de Almerinda, uma das primeiras militantes feministas brasileiras.
Reprises:
11/9, quarta, às 22h30
13/9, sexta, às 22h30
15/9, domingo, às 21h30
16 de setembro
SUS, em defesa da vida
O filme retrata, a partir de diversos personagens e situações, a abrangência e a importância do Sistema Único de Saúde (SUS) na vida de todos os brasileiros e brasileiras.
O ataque silencioso dos fungos
Considerados inofensivos até alguns anos atrás, os fungos estão se mostrando mais resistentes aos medicamentos usados para combatê-los. O infectologista Arnaldo Colombo, da Unifesp, destaca a importância de reconhecer rapidamente as infecções fúngicas, muitas vezes confundidas com as causadas por bactérias.
Reprises:
18/9, quarta, às 22h30
20/9, sexta, às 22h30
22/9, domingo, às 21h30
23 de setembro
Escutas, Grupoterapia
Numa comunidade especialmente atingida e fragilizada pela violência, pelas dificuldades da vida e por problemas de saúde, usuários e equipe da Clínica da Família Augusto Boal abrem suas vidas e ofícios para falar de resiliência, crises de ansiedade, medos, aprendizados. Revelam diferentes desafios para o SUS. Mas também apontam a importância da resistência, do acolhimento e de práticas inovadoras numa unidade básica de saúde.
Reprises:
25/9, quarta, às 22h30
27/9, sexta, às 22h30
29/9, domingo, às 21h30
24 de setembro
Programa VideoSaúde Especial: Laços e nós: tecendo histórias do luto por suicídio
O documentário conta sobre o processo de ressignificação de vida na experiência de sete pessoas que perderam entes queridos pelo suicídio. No entrelaçamento dos fios compostos por cada história apresentada, percorremos os laços e nós presentes nessas narrativas que, ponto a ponto, revelam um pouco sobre a personalidade da pessoa falecida, sobre o suicídio, o processo de luto e a importância de obter suporte e apoio. “Sabe-se que para cada suicídio completo são em média 135 pessoas impactadas por essa morte e ainda não falamos abertamente sobre isso. Uma perda que altera completamente a vida dos que ficaram, e os levam a trilhar seu singular caminho de sobrevivência. Para que a forma como a pessoa viveu seja mais importante do que como ela morreu. Para que a sociedade pare de julgar os que ficaram e possa olhar com empatia e compaixão”.
Reprise:
26/09, quinta-feira, às 23h
30 de setembro
Fiocruz Mata Atlântica
Projeto Infecção do SARS-CoV-2 em animais silvestres e domésticos de uma área da Mata Atlântica da região metropolitana do Rio de Janeiro.
20 anos do Programa de prevenção e controle da malária
Desde 2003, o Programa Nacional de Prevenção e Controle da Malária do Ministério da Saúde fortalece as estratégias de combate à doença em todas as esferas do SUS. O Programa, que completou 20 anos, é fruto de uma luta que já dura quase um século, e que hoje mira na eliminação da doença no Brasil.
Reprises:
2/10, quarta, às 22h30
4/10, sexta, às 22h30
6/10, domingo, às 21h30