Está aberto o processo seletivo para o Curso de Especialização em Direitos Humanos, Acessibilidade e Inclusão do Departamento de Direitos Humanos e Saúde (Dihs) da Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca (Ensp/Fiocruz). É possível inscrever-se para compor a turma de 2026 até às 16h do dia 30 de março pelo Campus Virtual Fiocruz. Serão oferecidas 30 vagas para a pós-graduação lato sensu, que terá disciplinas em formato híbrido (presencial para residentes no município do Rio de Janeiro e remoto para alunos de outras localidades).
O curso é voltado para pessoas com deficiência e para pessoas que trabalham ou convivem com pessoas com deficiência. É necessário ter concluído a graduação.
A formação propõe uma reflexão sobre o significado dos direitos humanos e sua relação com a saúde e com as políticas de inclusão e acessibilidade voltadas a pessoas com deficiência. Por meio de uma metodologia de ensino e pesquisa que situa a acessibilidade como um direito fundamental, os participantes serão habilitados a identificar e interpretar barreiras e preconceitos que persistem na sociedade, desenvolvendo propostas para o avanço de práticas inclusivas e garantindo, assim, maior autonomia e equidade para essa população.
A carga horária total é de 700 horas, com aulas às terças e quartas-feiras, das 8h às 17h, e às quintas-feiras, das 8h às 12h. O curso começará em 2 de junho e terminará em 3 de novembro, com entrega do TCC até 24 de maio de 2027.
O procedimento de inscrição requer dois momentos: primeiro, o preenchimento do formulário eletrônico disponível na Plataforma SIGA LS, e, posteriormente, o envio de toda a documentação exigida para anexos.Ensp.fiocruz.br. O passo a passo para a inscrição, assim como a lista de documentos, está disponível no edital.
Todas as informações referentes ao processo seletivo poderão ser obtidas no Campus Virtual Fiocruz.
Para tirar dúvidas, entre em contato com pseletivo.ensp@fiocruz.br
#Descrição da imagem: Cartaz informativo com texto no topo à esquerda: “Curso de Especialização em Direitos Humanos, Acessibilidade e Inclusão 2026”. Abaixo: “Inscrições: até 30 de março, às 16h”. À direita, dentro de um retângulo: “Curso em formato híbrido: presencial para residentes no Município do Rio de Janeiro; remoto para alunos de outras localidades. No centro, há uma ilustração de um grupo com quatro pessoas com deficiência, com fundo claro e desenhos de folhagens. A pessoa à esquerda é um rapaz de pele marrom escura, cabelo curto preto, moletom marrom, calça escura e tem prótese na perna direita. Ao seu lado está um rapaz usuário de cadeira de rodas, com pele clara, boné vermelho, óculos, camiseta verde e calça escura. À direita, há uma mulher de pele clara, cabelo vermelho preso, blusa preta curta e calça verde, com uma prótese no braço esquerdo. A última pessoa é uma mulher de pele clara, cabelo preto preso em coque, usa óculos escuros, regata vermelha e calça escura, segura uma bengala branca. Texto no rodapé esquerdo: “Edital: tinyurl.com/EditalDHAI26”. No rodapé há logos da Ensp, FIOCRUZ e SUS 35 anos.
O próximo Centro de Estudos Miguel Murat de Vasconcelos da Escola nacional de Saúde Pública Segio Arouca (Ensp/Fiocruz) terá como tema “Meninas, mulheres e mudanças climáticas: Para onde caminha a Ciência?”. Marcado para o dia 25 de março, às 14h, o Ceensp reunirá pesquisadoras e lideranças indígenas e quilombolas para discutir ciência, justiça social e equidade de gênero. A atividade integra a agenda institucional que marca o Dia Internacional de Luta das Mulheres e o Dia Internacional das Mulheres e Meninas na Ciência, reforçando o compromisso da Ensp/Fiocruz com a promoção da equidade de gênero no campo científico. A atividade é aberta a todos os interessados e será realizada em formato online, com transmissão pelo YouTube e tradução para Libras. Participe!
Mudanças climáticas e desigualdades: um debate necessário
Consideradas um dos maiores desafios do século XXI, as mudanças climáticas impactam diretamente a saúde das populações e a sustentabilidade dos territórios. No entanto, seus efeitos não são distribuídos de forma igual. O encontro propõe uma reflexão a partir de perspectivas interseccionais, reconhecendo que diferentes grupos sociais - especialmente mulheres, meninas e populações historicamente marginalizadas - vivenciam de forma desigual os impactos ambientais. Ao trazer essas vozes para o centro do debate, o CeEnsp busca contribuir para a construção de respostas mais justas, inclusivas e eficazes.
A mesa reunirá convidadas com trajetórias diversas, que dialogam diretamente com ciência, território e justiça social. Entre elas: Maria Aparecida Matos, professora da Universidade Federal do Tocantins; Yuri Consuelo Rodriguéz, mulher indígena Cubana, enfermeira e mestra em Saúde Pública; Rayane Oliveira, liderança quilombola; e Siana Leão Guajajara, mulher indígena do povo Guajajara/Tentehar, ativista e defensora dos direitos das pessoas indígenas com deficiência. A coordenação será de Cristiane Andrade, pesquisadora do Claves/Ensp/Fiocruz e membro do Grupo de Trabalho (GT) Mais Meninas e Mulheres na Ensp.
A iniciativa é organizada pelo GT Mais Meninas e Mulheres na Ensp, que reúne trabalhadoras e estudantes da Escola e integra o GT Mulheres e Meninas na Ciência da Fiocruz. "Ao articular ciência, gênero e clima, o CEEnsp reafirma a importância de fortalecer a participação de meninas e mulheres na produção do conhecimento e nos processos de decisão, contribuindo para políticas públicas mais representativas e transformadoras", destaca a coordenação da atividade.
No mês em que se celebra o Dia Internacional da Mulher, a Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca, da Fundação Oswaldo Cruz (Ensp/Fiocruz), inicia o ano letivo, nos dias 2 e 3 de março, convidando sua comunidade acadêmica a refletir sobre os desafios que atravessam, de forma estrutural, a vida das mulheres brasileiras. Em um país que registra, em média, quatro feminicídios por dia e que lidera os índices de assassinatos de mulheres trans, debater as ameaças aos direitos, à dignidade e à própria vida das mulheres sob a perspectiva da saúde pública é mais do que oportuno: é indispensável. Com esse compromisso, a Ensp elegeu como tema da aula inaugural “Mulheres, territórios e Saúde Pública: vidas ameaçadas e produção de resistência”, que será proferida por Eliete Paraguassu, primeira mulher quilombola e marisqueira eleita para a Câmara Municipal de Salvador. O evento acontece no auditório térreo da Ensp com transmissão ao vivo pelo Youtube.
“Este é um momento de acolhimento dos novos discentes e também um chamamento para a defesa da vida, dos direitos humanos, do SUS e da concepção ampliada de saúde, bandeiras cruciais da nossa Escola. O convite à Eliete Paraguassu visa a nos inspirar na construção de políticas públicas e de ciência sensíveis, comprometidas com a justiça socioambiental e a saúde como bens comuns. Visa a fortalecer, especialmente, o engajamento da Escola na luta em defesa da vida das mulheres e pelo Feminicídio Zero”, destacou o diretor da Ensp, Marco Menezes.
Para além do debate sobre direitos e enfrentamento às desigualdades de gênero, os dois dias de programação também preveem momentos de acolhimento aos estudantes e discussões estratégicas sobre equidade na pós-graduação e o uso ético da inteligência artificial no ensino e na pesquisa.
“Além de representar um momento de acolhimento e boas-vindas aos discentes recém-ingressos, veteranos, pesquisadores e professores que retornam do recesso acadêmico, a abertura do ano letivo é uma oportunidade para a Escola reafirmar seus compromissos ético, científico e político com a sociedade brasileira e com a saúde pública. Minha expectativa é que a atividade mobilize a comunidade acadêmica, que todos e todas possam participar das discussões e produzir ideias e propostas. Precisamos nos inspirar para enfrentar os desafios colocados à saúde pública, porque é isso que a sociedade espera de nós”, afirmou o vice-diretor de Ensino da Ensp, Gideon Borges.
Na manhã do dia 2 de março, haverá acolhimento dos discentes pelas coordenações dos programas stricto sensu, cursos lato sensu e residências. À tarde, às 13h30, uma mesa institucional antecede a palestra principal, com a vereadora Eliete Paraguassu.
No dia 3 de março, às 9h, a programação terá início com a apresentação do Núcleo de Gestão da Diversidade, Inclusão e Políticas Afirmativas da Ensp e da Agenda de Equidade, seguida do painel “Desafios da Equidade na Pós-Graduação”.
Às 14h, será realizado o painel “Uso ético da IA generativa em processos de ensino e pesquisa”, promovendo uma discussão dialógica entre docentes, com foco na compreensão crítica, ética e pedagógica do uso da Inteligência Artificial Generativa (IA gen) nos processos de ensino-aprendizagem e na integridade da pesquisa acadêmica.
Confira o currículo da palestrante:
Eliete Paraguassu é uma mulher negra, marisqueira, pescadora e quilombola da Ilha de Maré. Militante do Movimento de Pescadores e Pescadoras (MPP) há mais de 20 anos, constrói suas lutas em defesa do povo negro, do meio ambiente e do bem viver. Filha de pescador, atua em enfrentamento direto aos grandes empresários da Bahia, denunciando o racismo ambiental e lutando por justiça social, além de combater a hegemonia branca que restringe o acesso aos espaços de poder e decisão.
Integrante da Articulação Nacional de Pescadores e Pescadoras, do Movimento dos Pescadores e Pescadoras da Bahia, da Coletiva Mahin Organização de Mulheres Negras, e da Coalizão Negra Por Direitos e do Fórum Marielles.
Como protagonista de documentários que destacam os direitos humanos e a luta das comunidades tradicionais, sua atuação ganhou ampla visibilidade em produções como "Mulheres das Águas", que já ultrapassou 1,2 milhão de acessos, tornando-se o documentário mais visto da Fiocruz. Outras obras incluem "No Rio e no Mar" e "Assassino Invisível – Lixo Industrial". Seus esforços avançaram também no âmbito internacional. A presença de pesquisadores de Universidades conceituadas, como a Sorbonne (França) e a Universidade de Coimbra (Portugal), no território de Ilha de Maré ampliou as barreiras geográficas das discussões sobre temas como o trabalho das mulheres na pesca artesanal, racismo ambiental e mudanças climáticas.
Além disso, ela participou de eventos de destaque, como a 42ª Sessão do Conselho de Direitos Humanos da ONU (2019), e colaborou em publicações acadêmicas, como o capítulo "Caminhos da Saúde: os avanços e possibilidades pós-implantação da PNSIPCFA, Ilha da Maré, Salvador (BA)" (2017). Sua atuação engloba seminários, jornadas e ciclos de diálogo voltados à promoção da saúde, direitos das comunidades tradicionais e combate às injustiças sociais e ambientais. Uma referência de resistência e liderança, e símbolo da luta pelos direitos das comunidades tradicionais e do fortalecimento da justiça ambiental e racial na Bahia e no Brasil.
Fonte: Câmara Municipal de Salvador
A Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca (Ensp/Fiocruz) ampliou o leque de opções para os interessados em seus tradicionais Cursos de Verão e disciplinas do primeiro semestre que aceitam alunos externos. Para 2026, são disponibilizadas 37 iniciativas formativas, ofertadas pelos três Programas de Pós-Graduação da Escola: Saúde Pública, Saúde Pública e Meio Ambiente e Epidemiologia em Saúde Pública. As inscrições podem ser feitas até 12 de janeiro.
Para ter acesso ao formulário de inscrição, é necessário realizar um cadastro no Login Único da Fiocruz. Na página, após se cadastrar, acesse a opção 'Serviços Fiocruz' no menu à esquerda, clique em 'Ensino' e depois em 'Inscrição em Disciplina Isolada'. Nos editais, constam demais detalhes e informações. As inscrições serão feitas através do Sief.
A inscrição dos candidatos externos será realizada no mesmo período de matrícula em disciplinas oferecidas pelos programas para os alunos dos cursos de pós-graduação stricto sensu da Ensp. Entretanto, a confirmação da inscrição dos externos nas disciplinas está condicionada às vagas disponíveis após a matrícula dos alunos da Escola.
Confira, abaixo, as disciplinas e os cursos ofertados. Clique no nome do programa de seu interesse para consultar o respectivo edital. As ementas e demais informações sobre os cursos podem ser encontradas nas páginas específicas de cada um deles no site Acesso Fiocruz.
Em caso de dúvidas, envie e-mail para secaexterno.Ensp@fiocruz.br.
PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM SAÚDE PÚBLICA
Disciplinas do primeiro semestre de 2026
- O Direito Humano à Saúde na Atenção às Urgências e no Acesso Hospitalar
- Modelos de Análise de Políticas Públicas e Trajetórias Institucionais
- Modelo de Maturidade de Serviços de Telessaúde
- Migrações, feminismos decoloniais e cuidado
- Tópicos em Política de Medicamentos
- Educação Popular e Construção Compartilhada de Conhecimento em Saúde
- Reflexões sobre Saúde a partir dos Debates sobre Sistemas Alimentares e Agroecologia
- Saúde Urbana, Salubridade das Cidades, Território, Planejamento e Projetos Urbanos
- Metodologia da Pesquisa Social em Saúde Pública / Coletiva: técnicas de investigação
- Direitos Humanos e Saúde: construindo equidade com ciência aberta
- Tópicos Especiais em Gênero, Trabalho, Violência e Saúde
- Direitos Humanos e Saúde
- Tecnologias do Humano: construtivismo, corpo, capacidade e melhoramento
- Abordagens Metodológicas em Saúde Coletiva
- Políticas, Sistemas e Serviços de Saúde
- Leituras em Violência e Saúde
- Estado e Política de Saúde no Brasil
- Teoria Social
Disciplinas do primeiro semestre de 2026 do mestrado profissional em saúde pública
- Métodos de Pesquisa em Saúde Pública e Comunitária
- Resiliência em Saúde Pública
Cursos de Verão 2026
- Práticas de Pesquisa em Saúde Coletiva
- Epistemologias de Conexão e Justiça Cognitiva na Construção de Pesquisas Interdisciplinares e Interculturais juntos com os Territórios
Cursos de Verão 2026 do mestrado profissional em saúde pública
- Avaliação: Métodos, Modelos e Práticas
- Revisão de Escopo: perspectiva metodológica como suporte operacional
PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM EPIDEMIOLOGIA EM SAÚDE PÚBLICA
Disciplinas do primeiro semestre de 2026
- Introdução à Análise Multivariada
- Tópicos em Saúde Pública I
- Modelos Estatísticos
- Epidemiologia Nutricional
- Envelhecimento e Doenças Crônicas não-transmissíveis: Avaliação Multidimensional
Cursos de Verão 2026
- Introdução às perspectivas quantitativas para medir a equidade em saúde no contexto da IA
- Migração Internacional na América Latina, Gênero e Saúde
- Interseccionalidade e Epidemiologia: Uma Nova Perspectiva para Compreender as Iniquidades em Saúde
PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM SAÚDE PÚBLICA E MEIO AMBIENTE
Disciplinas do primeiro semestre de 2026
- Saúde Urbana, Salubridade das Cidades, Território, Planejamento e Projetos Urbanos
- Epidemiologia e Estatística Aplicada à Saúde Pública e Meio Ambiente
- Toxicologia Ambiental Avançada
- Direitos Humanos à Água e ao Saneamento Ambiental
Curso de Verão 2026
- Zoonoses Relevantes em Saúde Pública e Meio Ambiente
O Programa de Residência Multiprofissional em Saúde da Família da Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca (Ensp/Fiocruz) celebrará, no dia 18 de dezembro, seus 20 anos de trajetória, reafirmando o compromisso institucional com a formação de profissionais capazes de fortalecer a Atenção Primária à Saúde e qualificar o cuidado no âmbito do SUS. A atividade comemorativa de aniversário será realizada das 9h às 13h, no Auditório Térreo da Ensp, e reunirá diferentes gerações de residentes, egressos, docentes, preceptores, gestores e parceiros institucionais, num encontro dedicado ao compartilhamento de experiências, memórias e aprendizagens acumuladas ao longo de duas décadas.
Confira a programação completa.
Criado com o propósito de integrar de forma estreita o processo de formação profissional ao processo de trabalho em saúde, o Programa desenvolve atributos essenciais às equipes multiprofissionais da Atenção Primária, envolvendo enfermeiros, cirurgiões-dentistas, farmacêuticos, profissionais de educação física, assistentes sociais, nutricionistas e psicólogos. Sua proposta curricular foi construída de maneira coletiva, em diálogo com profissionais da Estratégia de Saúde da Família do Município do Rio de Janeiro, por meio de oficinas que identificaram as categorias profissionais mais adequadas às necessidades regionais e as competências requeridas para o exercício qualificado na área.
Ao longo desses 20 anos, o Programa tem se orientado pelas três áreas de competência que estruturam sua formação (Organização do Processo de Trabalho; Cuidado à Saúde nos âmbitos individual, familiar e coletivo; e Educação e Formação em Saúde) realizando atividades que articulam capacidades e desempenhos observáveis, entendidos como elementos fundamentais para a prática profissional. A concepção pedagógica adotada baseia-se na relação docente-assistencial entre a instituição formadora e o serviço e utiliza a problematização como metodologia orientadora, estimulando a identificação de problemas reais e a construção de soluções adequadas ao contexto em que se atua.
O evento comemorativo será um momento dedicado a revisitar essa trajetória, destacar elementos que compõem a identidade do Programa e promover reflexões sobre seu percurso e desafios formativos. Participe!
O Programa de Residência Multiprofissional em Saúde da Família da Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca (Ensp/Fiocruz) celebrará, no dia 18 de dezembro, seus 20 anos de trajetória, reafirmando o compromisso institucional com a formação de profissionais capazes de fortalecer a Atenção Primária à Saúde e qualificar o cuidado no âmbito do SUS. A atividade comemorativa de aniversário será realizada das 9h às 13h, no Auditório Térreo da Ensp, e reunirá diferentes gerações de residentes, egressos, docentes, preceptores, gestores e parceiros institucionais, num encontro dedicado ao compartilhamento de experiências, memórias e aprendizagens acumuladas ao longo de duas décadas. A programação completa será divulgada em breve.
Criado com o propósito de integrar de forma estreita o processo de formação profissional ao processo de trabalho em saúde, o Programa desenvolve atributos essenciais às equipes multiprofissionais da Atenção Primária, envolvendo enfermeiros, cirurgiões-dentistas, farmacêuticos, profissionais de educação física, assistentes sociais, nutricionistas e psicólogos. Sua proposta curricular foi construída de maneira coletiva, em diálogo com profissionais da Estratégia de Saúde da Família do Município do Rio de Janeiro, por meio de oficinas que identificaram as categorias profissionais mais adequadas às necessidades regionais e as competências requeridas para o exercício qualificado na área.
Ao longo desses 20 anos, o Programa tem se orientado pelas três áreas de competência que estruturam sua formação (Organização do Processo de Trabalho; Cuidado à Saúde nos âmbitos individual, familiar e coletivo; e Educação e Formação em Saúde) realizando atividades que articulam capacidades e desempenhos observáveis, entendidos como elementos fundamentais para a prática profissional. A concepção pedagógica adotada baseia-se na relação docente-assistencial entre a instituição formadora e o serviço e utiliza a problematização como metodologia orientadora, estimulando a identificação de problemas reais e a construção de soluções adequadas ao contexto em que se atua.
O evento comemorativo será um momento dedicado a revisitar essa trajetória, destacar elementos que compõem a identidade do Programa e promover reflexões sobre seu percurso e desafios formativos. Participe!
O próximo Centro de Estudos Miguel Murat de Vasconcelos da Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca (Ensp), acontecerá no dia 12 de novembro, às 14h, e terá como tema Paleoparasitologia na Fiocruz: legado e perspectivas. A atividade será transmitida pelo canal da Escola no Youtube, sob a coordenação da pesquisadora do Departamento de Endemias, Sheila Mendonça, e contará com tradução simultânea para Libras.
O encontro reunirá os pesquisadores Ricardo Guichon, pesquisador do Conselho Nacional de Pesquisas Científicas e Técnicas (Conicet) e do Laboratório de Ecologia Evolutiva e Humana da Universidade del Centro de Buenos Aires; Alena Mayo Iniguez, do Laboratório de Parasitologia Integrativa e Paleoparasitologia (LPIP) do Instituto Oswaldo Cruz/Fiocruz; e Marcia Chame, do Laboratório de Paleoparasitologia e Ecologia da Ensp/Fiocruz e curadora da coleção científica CPFERA da Fiocruz.
"A trajetória da Paleoparasitologia na Fiocruz reflete o compromisso da instituição com uma visão integrada da saúde, que articula dimensões biológicas, ambientais, sociais e culturais. Ao revisitar esse percurso e celebrar conquistas que unem ciência, história e saúde coletiva, o CeEnsp propõe um olhar para o futuro, reafirmando a relevância de compreender as origens das doenças humanas como parte da construção de um conhecimento mais amplo sobre saúde e sociedade", destaca a coordenadora da atividade.
Um campo pioneiro e em constante expansão
O Grupo de Pesquisas em Paleoparasitologia e Paleoepidemiologia da Fiocruz, atualmente vinculado ao DEnsp/Ensp e formalizado junto aos Grupos de Pesquisa do CNPq, é um dos mais antigos da instituição. Criado em 1988, por iniciativa do pesquisador Adauto Araújo, o grupo consolidou uma nova linha de investigação científica, a Paleoparasitologia, assim denominada em 1978, dedicada a estudar a longa história das doenças transmissíveis e suas relações com os modos de vida e ambientes humanos ao longo do tempo.
Desde então, o grupo tem ampliado seu escopo de atuação, incorporando novas técnicas e tecnologias, como tomografia computadorizada e estudos genômicos, e mantendo contínua produção científica nacional e internacional.
Sua trajetória, marcada pela colaboração entre a Ensp e o Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz), consolidou um legado científico e institucional composto por quatro dimensões principais: uma coleção científica com milhares de exemplares; influência internacional na produção e formação de novas gerações de pesquisadores; rede de colaboração sul-americana ativa e integrada; e o papel formador de talentos e vocações científicas hoje distribuídas por diversas instituições de pesquisa.
Colaborações e reconhecimento internacional
A internacionalização das atividades do grupo tem sido uma de suas marcas mais expressivas. Entre os destaques, estão as parcerias com universidades da América do Sul, da Universidade de Nebraska (EUA) e de instituições da França, Irã, Coreia do Sul e Alemanha. Nos últimos anos, essas conexões se fortaleceram com a criação dos PaleoEncontros, série de reuniões temáticas mensais organizadas em parceria com a USP, que reúnem pesquisadores nacionais e internacionais da área.
Outro marco importante foi a realização, em 2005, na Ensp, da primeira edição do PAMinSA – Paleopathology Meeting in South America, congresso internacional da Paleopathology Association, durante a gestão de Antonio Ivo de Carvalho, evento que teve grande repercussão e se tornou referência para o campo.
Leia mais:
Ensp Internacional: PALEOENCONTROS fortalecem cooperação brasileira na área da paleoparasitologia
Fiocruz sedia o primeiro encontro de paleopatologia da América do Sul
Serviço:
Centro de Estudos da Ensp Paleoparasitologia na Fiocruz: legado e perspectivas
12 de novembro, às 14h
Atividade online - Transmissão: www.youtube.com/live/j_02dKGwHQE
Com tradução em Libras
Nesta quarta-feira, dia 22 de outubro, às 14h, será realizada a próxima edição do Centro de Estudos Miguel Murat de Vasconcellos (CeEnsp), que abordará o tema “Mulheres migrantes no Brasil e brasileiras no exterior: trabalho, cuidado e violências”. A atividade será transmitida pelo canal da Ensp no Youtube e contará com tradução para a Língua Brasileira de Sinais (Libras).
Coordenada pela pesquisadora do Claves/Ensp Cristiane Batista Andrade, a conversa será mediada por Camila Athayde, Ensp/Fiocruz, e terá como palestrantes: Margarita Campos, Sabores do Mundo e Claves/Ensp; Claudia Araújo de Lima, UFMS e Ministério da Saúde; Mariana Holanda, Universidade do Porto; e Mairê Carli, Femigrantes BR Podcast.
A proposta deste encontro é discutir as migrações de mulheres no Brasil, nas regiões de fronteiras e de brasileiras no exterior, compreendendo as complexidades dos fluxos migratórios e os desafios enfrentados por elas. As mulheres em deslocamentos enfrentam múltiplas formas de violência, tendo seus corpos atravessados pelas opressões do racismo, do patriarcado, do sexismo e das desigualdades socioeconômicas, existindo, portanto, a possibilidade de vivenciarem situações de tráfico de pessoas com fins de exploração sexual e trabalho escravo contemporâneo, o que as expõe continuamente a riscos graves à saúde e à própria vida. Neste contexto, lidam com os desafios impostos pelo trabalho reprodutivo do cuidado familiar, das complexidades da maternidade transnacional e dos arranjos familiares que emergem no contexto migratório. Para tanto, essas mulheres recorrem aos serviços públicos de Saúde, Educação e Assistência Social, bem como aos movimentos sociais de migrantes e às Organizações da Sociedade Civil em busca de atividades que lhes permitam cuidar de si e de suas famílias.
O CeEnsp apresentará os resultados parciais da pesquisa “Mulheres migrantes nas fronteiras brasileiras: interfaces entre trabalho, cuidado e violências”, coordenada por Cristiane Batista Andrade (Claves/Ensp/Fiocruz), que está sendo realizada em oito cidades (cinco capitais e três cidades de fronteiras brasileiras), com financiamento do CNPq e do Ministério da Saúde.
As inscrições para a Especialização em Gestão Urbana e Saúde, oferecido pela Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca (Ensp/Fiocruz), estão abertas até o dia 6 de outubro. O curso destina-se a profissionais graduados em todas as áreas que estejam interessados em se especializar para atuar em projetos de intervenções urbanas e territoriais, na sua relação com a saúde coletiva. A formação é uma parceria do Departamento de Saneamento e Saúde Ambiental (DSSA/Ensp) com a Prefeitura do Rio. São disponibilizadas 30 vagas, das quais nove são reservadas para cotistas e cinco para funcionários da Prefeitura. Para se inscrever, acesse o Campus Virtual Fiocruz.
O curso tem como objetivo desenvolver uma visão crítica e estratégica sobre as políticas, planos e programas que historicamente orientaram a expansão urbana de cidades e metrópoles. A proposta é fortalecer a presença do SUS e da Saúde Coletiva nas agendas de gestão e planejamento urbano, considerando os determinantes urbanos da saúde e a importância de integrar diretrizes de saúde em todas as políticas setoriais.
Ao longo da formação, serão abordados diferentes campos de conhecimento voltados para a análise e construção de políticas públicas, além do uso de indicadores de qualidade de vida da população. O curso também destaca a sustentabilidade das metrópoles, em consonância com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) estabelecidos pela ONU.
Com carga horária de 444 horas, o curso terá início em 2 de março de 2026. As aulas serão presenciais, às segundas e quartas-feiras, no Auditório Carlos Nelson Ferreira dos Santos do Instituto Municipal de Urbanismo Pereira Passos, localizado na rua Gago Coutinho, nº 52, em Laranjeiras, e na Ensp, Rua Leopoldo Bulhões, 1480. Manguinhos, ambos no Rio de Janeiro–RJ.
Após as inscrições, haverá seleção dos candidatos em duas etapas: análise documental e entrevista. Os critérios de avaliação estão descritos no edital. Em caso de dúvidas, entre em contato pelo e-mail: pseletivo.ensp@fiocruz.br.
O Observatório do SUS, da Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca (Ensp/Fiocruz), promove no dia 1º de outubro de 2025, no Rio de Janeiro, o seminário “O SUS em 2025: instrumento ou produto da democracia e da política?”, em parceria com o Mestrado Profissional em Gestão de Sistemas e Serviços de Saúde (Ensp/Fiocruz). A atividade será realizada no auditório térreo da Escola.
O encontro reunirá pesquisadores, gestores, parlamentares, lideranças sociais e especialistas para discutir os cenários e perspectivas do Sistema Único de Saúde (SUS) em meio aos desafios que a democracia e as dinâmicas políticas e econômicas impõem à sua estrutura e funcionamento.
Um espaço de diálogo
O evento busca aprofundar o pensamento crítico sobre a trajetória e o contexto atual do SUS, num cenário de desafios para a democracia e a soberania nacional. Reunindo diferentes atores em um espaço de debate aberto e plural, a proposta consiste em fomentar uma reflexão crítica sobre os caminhos para a consolidação do caráter público e democrático do sistema, considerando os desafios colocados para o SUS na sua coexistência e interfaces com o setor privado, tendo em mente o papel do Estado. A programação contará com duas mesas-redondas.
A primeira, “Como construir o comum na diversidade e diante de desigualdades?”, será realizada pela manhã, das 9h às 12h. Serão tematizados o reconhecimento da diversidade como valor democrático, o enfrentamento das desigualdades no neoliberalismo, a construção do “comum” como projeto e caminho político. Estão confirmados Giuseppe Cocco, professor titular da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ); Emerson Merhy, professor de Saúde Coletiva aposentado, sênior da Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP) e emérito da UFRJ; e Maria Inês da Silva Barbosa, professora da Universidade Federal do Mato Grosso (UFMT). A coordenação e moderação ficará sob responsabilidade de Marilene de Castilho Sá, pesquisadora titular aposentada da Ensp/Fiocruz.
À tarde, das 14h às 16h30, será realizada a mesa “Entre o público e o privado: para onde vai o SUS em 2025?”, dedicada a abordar os princípios constitucionais do SUS, financiamento, sustentabilidade, saúde suplementar, relações público-privadas e cenários futuros para o sistema de saúde. Participarão Helvécio Miranda Magalhães Júnior, professor da Faculdade de Ciências Médicas de Minas Gerais/FELUMA e consultor da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS); e Lígia Bahia, professora titular da UFRJ. A mesa será moderada por Fabiola Sulpino Vieira, coordenadora de saúde na Diretoria de Estudos e Políticas do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea).
“O SUS como política (do) comum” — desafios e perspectivas
Segundo Eduardo Melo, coordenador do Observatório do SUS e vice-diretor da Escola de Governo em Saúde da Ensp/Fiocruz, a realização de um seminário com essa temática é fundamental para fortalecer o compromisso democrático e social do Observatório e da Escola, bem como o SUS como política pública essencial e conquista da democracia brasileira.
“O SUS, como sabemos, apesar de inúmeros avanços, apresenta grandes desafios, de várias ordens. Este seminário focará em alguns desafios políticos relevantes para o SUS. Para abrir a discussão com a mesa da manhã, vale lembrar que parte dos atores e autores têm indicado limites da noção de classe para dar conta (sozinha) do enfrentamento das desigualdades (no plural), razão pela qual noções como a de interseccionalidade (ligando raça, classe e gênero), racismo estrutural, patriarcado, processos de vulnerabilização, capacitismo, necropolítica, heteronormatividade e diversidade ganham grande destaque no vocabulário e formas de atuação política atuais (não sem riscos de captura), num importante e necessário movimento de expansão democrática que, paradoxalmente, coexiste com múltiplas crises e ameaças à democracia e à vida. Alguns atores e autores falam de lutas por redistribuição e lutas por reconhecimento. Por outro lado, identificam-se desafios na convergência das várias lutas legítimas, mesmo quando pautas ditas identitárias são ressignificadas como societárias ou civilizatórias. Neste sentido, pretendemos explorar a noção de comum (como princípio político e não apenas como bens), buscando refletir em que medida é uma perspectiva que pode ajudar a aproximar ou não os vários tipos e âmbitos de lutas. A partir disso, podemos também nos perguntar sobre o SUS enquanto uma política (do) comum e o quanto esta noção nos ajuda na defesa e efetivação dos seus princípios.
”Ainda de acordo com o vice-diretor, “na mesa da tarde, em conexão com outros desafios estruturais do SUS abordados pelo Observatório em parceria com a Abrasco em 2024 (notadamente a regionalização e o financiamento), focaremos nas relações público-privadas na saúde, considerando seus aspectos políticos e econômicos. Sabemos que esta discussão ganha novo fôlego com o Agora Tem Especialistas. Lembremos que os sistemas de saúde na América Latina (incluindo o brasileiro) são marcados, cada um a seu modo, por fortes vetores de fragmentação e segmentação, e isto se deve, dentre outras coisas, às desigualdades históricas (entre o centro e a periferia e no interior dos países) e ao lugar e força do público e do privado. Em suma, dentro do espírito do Observatório, será um espaço-momento de debate e reflexão sobre questões contemporâneas com relevância social e política para o SUS, sem perder de vista, evidentemente, a conjuntura e os desafios societários e políticos mais gerais.”
Melo ressalta que o seminário busca não apenas discutir cenários, mas também fortalecer redes de diálogo e reflexão crítica que deem sustentação ao SUS como política pública essencial.
Serviço
Data: 1º de outubro de 2025
Local: Escola Nacional de Saúde Pública Sérgio Arouca (Ensp/Fiocruz), Rua Leopoldo
Bulhões, 1.480 – Manguinhos – RJ – Campus da Fiocruz
Horário: 9h às 16h30
Organização: Observatório do SUS – Ensp/Fiocruz
Transmissão ao vivo: Canal da Ensp no YouTube
Mais informações: observatorio.sus@fiocruz.br
Sobre o Observatório do SUS
O Observatório do SUS atua em uma tríade central — conjuntura, políticas de saúde e experiências do SUS — com atenção aos aspectos estruturais do Sistema Único de Saúde. Desde sua criação, vem se consolidando como um dispositivo de produção, articulação e reflexão crítica sobre o SUS, além de constituir um espaço de formulação, debate e mobilização de atores da sociedade civil, da academia e das instituições públicas de saúde.
Seu escopo de atuação tem como foco proporcionar espaços de diálogo, mobilização e intercâmbio entre diversos atores-chave. Para isso, adota estratégias como a articulação de redes de cooperação, realização de seminários e oficinas, elaboração e divulgação de materiais informativos – ações voltadas a contribuir com o processo de defesa do SUS e da vida, além de subsidiar gestores, decisores e demais agentes comprometidos com a efetivação do direito à saúde.