O Centro de Estudos do Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz) realiza, no dia 6 de março, às 10h, a sessão com o tema “IRP2 regula o metabolismo do ferro em neurônios e sua deficiência leva à neurodegeneração”.
A atividade contará com a palestra de Bruno Mietto, professor do Instituto de Ciências Biológicas da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) e pesquisador visitante do National Institute of Child Health and Human Development. O convidado apresentará resultados e perspectivas sobre o papel da proteína IRP2 na homeostase do ferro no sistema nervoso, discutindo como sua deficiência pode desencadear processos de neurodegeneração.
A mediação será realizada por Flavio Lara, pesquisador do Laboratório de Microbiologia Celular do IOC, promovendo o diálogo sobre os mecanismos celulares envolvidos no metabolismo do ferro e suas implicações para a compreensão de doenças neurológicas.
O Centro de Estudos do IOC é um espaço permanente de discussão científica, reunindo especialistas de diferentes áreas para debater temas relevantes para a pesquisa, a saúde pública e o desenvolvimento científico.
O evento será totalmente online, transmitido pelo canal do IOC no YouTube. Assista ao vivo:
Permitida a reprodução sem fins lucrativos do texto desde que citada a fonte (Comunicação / Instituto Oswaldo Cruz)
No dia 4 de março, às 14h, o Núcleo de Estudos Avançados do Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz) promove o debate ‘A mão invisível das big techs’, com palestra da jornalista Natalia Viana, cofundadora da Agência Pública e vencedora do Prêmio Vladimir Herzog.
O evento será transmitido ao vivo pelo canal do IOC no YouTube.
A atividade discutirá os impactos das grandes plataformas digitais sobre a democracia, reunindo convidados de diferentes áreas do conhecimento.
Participam do encontro:
• Anderson Rocha, coordenador do Laboratório de Inteligência Artificial da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e membro afiliado da Academia Brasileira de Ciências (ABC);
• Claudia Chamas, pesquisadora do Centro de Desenvolvimento Tecnológico em Saúde da Fundação Oswaldo Cruz e do Observatório de Saúde Global e Diplomacia da Saúde;
• Marcus Oliveira, professor do Instituto de Bioquímica Médica Leopoldo de Meis da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e pesquisador do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq);
• Roseli Figaro, coordenadora do Centro de Pesquisa em Comunicação e Trabalho da Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo (USP) e pesquisadora do CNPq;
• Virgilio Almeida, professor titular da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e membro titular da ABC e da Academia Mundial de Ciências (TWAS).
O pesquisador emérito da Fiocruz, Renato Cordeiro, coordena a sessão. A atividade integra a programação comemorativa dos 125 anos do IOC e está associada ao Fórum Brasileiro de Estudos Avançados (FOBREAV).
Edição:
Vinicius Ferreira
Permitida a reprodução sem fins lucrativos do texto desde que citada a fonte (Comunicação / Instituto Oswaldo Cruz)
O Centro de Estudos do Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz) realiza, no dia 27 de fevereiro, às 10h, a sessão com o tema “Protecting nature is protecting ourselves”.
A atividade contará com a palestra de Neil Vora, Diretor Executivo da Preventing Pandemics at the Source. O convidado abordará a relação entre conservação ambiental e prevenção de pandemias, destacando como a proteção da natureza é estratégica para a saúde humana e para a redução de riscos associados a doenças emergentes.
A mediação será realizada por Bruno Carvalho, pesquisador do Laboratório Interdisciplinar de Vigilância Entomológica em Diptera e Hemiptera do IOC, promovendo o diálogo sobre vigilância, biodiversidade e os desafios contemporâneos para a saúde pública.
O Centro de Estudos do IOC é um espaço permanente de discussão científica, reunindo especialistas de diferentes áreas para debater temas relevantes para a pesquisa, a saúde pública e o desenvolvimento científico.
O evento será ministrado em inglês e transmitido pelo canal do IOC no YouTube. Assista ao vivo:
Permitida a reprodução sem fins lucrativos do texto desde que citada a fonte (Comunicação / Instituto Oswaldo Cruz)
Quais caminhos são necessários para garantir acesso universal ao Sistema Único de Saúde (SUS), desenvolvimento nacional e inovação com equidade? Para aprofundar esse debate, o Centro de Estudos Estratégicos da Fiocruz realiza, no dia 3 de março de 2026, o webinário Desenvolvimento, tecnologias digitais e o risco da vulnerabilidade em saúde (Vulnerabilidade 4.0), o nono da série Transformação Digital na Saúde Pública, iniciada em julho de 2024 e dedicada a discutir os rumos da saúde no contexto da revolução digital. O evento será realizado das 10h às 12h, com transmissão pelo canal da Vídeo Saúde Distribuidora da Fiocruz. O público poderá participar ao final, com perguntas e comentários enviados pelo chat.
Mediado pelo pesquisador Carlos Gadelha, coordenador da Rede e Grupo de Pesquisa Desenvolvimento Sustentável, CT&I e CEIS (GPCEIS/CEE-ENSP/Fiocruz), o webinário reunirá a secretária de Informação e Saúde Digital do Ministério da Saúde (Seidigi/MS), Ana Estela Haddad; a cocriadora e coordenadora da Rede de Sistemas e Arranjos Produtivos e Inovativos Locais (RedeSist/IE-UFRJ), Helena Maria Martins Lastres; a diretora científica do CNPq (DCTI/CNPq), Monica Felts de La Roca Soares/ e o professor titular de Epidemiologia do Instituto de Saúde Coletiva da UFBA, Naomar de Almeida Filho. A abertura será do coordenador-adjunto do CEE-Fiocruz, Alessandro Jatobá.
Os participantes abordarão temas como: políticas públicas voltadas ao acesso universal, à produção e à inovação local; perspectivas da Economia Política de Dados e da soberania; iniciativas em ciência, tecnologia e inovação para fortalecer a soberania sanitária; e potencialidades e desafios da transformação tecnológica a partir do olhar da saúde coletiva.
“Esse debate é fundamental para a discussão sobre os efeitos da transformação digital, especialmente quanto às possibilidades de ampliar o acesso universal ou intensificar vulnerabilidades e exclusões sociais”, destaca Carlos Gadelha.
Série Transformação digital na saúde pública
9º Webinário: Desenvolvimento, tecnologias digitais e o risco da vulnerabilidade em saúde (Vulnerabilidade 4.0)
Data: 3 de março de 2026
Horário: 10h às 12h
Transmissão: Canal da Vídeo Saúde da Fiocruz
Informações: Tatiana Guimarães (21) 99428-9211 e cee@fiocruz.br
O próximo Centro de Estudos Miguel Murat de Vasconcelos da Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca (Ceensp) terá como tema “Colonialismo químico: debatendo o conceito e seus efeitos para a saúde”. A atividade acontecerá nesta quarta-feira, dia 25 de fevereiro, às 13h30, e contará com transmissão online e tradução para Libras.
O evento terá como palestrantes Larissa Bombardi (Universidade Livre de Bruxelas), Rodrigo Volcan Almeida (Universidade Federal do Rio de Janeiro – UFRJ) e João Amorim, roteirista e cineasta, diretor do curta "Agrotóxicos sem fronteiras". A coordenação ficará a cargo de Ariane Leites Larentis e Liliane Teixeira (Cesteh/ENSP).
O Simpósio Internacional de Imunobiológicos (10th International Symposium on Immunobiologicals – ISI) chega a sua décima edição este ano. Organizado por Bio-Manguinhos/Fiocruz, o evento fará parte das comemorações dos 50 anos do Instituto que é hoje o maior produtor público de vacinas da América Latina. O período para submissão de resumos acontecerá de 23 de fevereiro a 9 de março. O Simpósio reúne anualmente especialistas, pesquisadores, profissionais da saúde e estudantes para debater temas de ponta relacionados a vacinas, biofármacos e reagentes para diagnóstico, além de apresentar avanços em desenvolvimento tecnológico, produção, gestão e mercado em um setor considerado estratégico para a saúde pública.
“O ISI 2026 vai acontecer em momento histórico para Bio-Manguinhos e reforça um compromisso do Instituto que vai além da produção de vacinas, biofármacos e kits diagnóstico: trata-se de contribuir com a produção de conhecimento e a inovação científica para o desenvolvimento de soluções inovadoras para o SUS e para a saúde global”, comemora a diretora de Bio, Rosane Cuber.
Em sua décima edição, o ISI celebra uma trajetória marcada pela excelência científica, pela troca de conhecimentos e pela construção de parcerias estratégicas. O simpósio reunirá profissionais do setor de saúde pública, pesquisadores e estudantes do Brasil e de diversos países, criando um ambiente dinâmico e propício à colaboração científica internacional. O objetivo do encontro é fomentar o desenvolvimento científico e tecnológico em saúde global, além de ampliar a visibilidade das contribuições científicas no campo da biotecnologia.
A programação abordará temas que vão desde vacinas e biofármacos até reagentes diagnósticos, incluindo discussões sobre desenvolvimento tecnológico, produção, processamento, dinâmica de mercado e gestão nesses segmentos.
Na última edição, realizada em maio de 2025, o ISI registrou mais de 4,8 mil participantes, de 13 países. Ao longo de três dias de evento, foram promovidos painéis e debates com 63 palestrantes, além da apresentação de 156 trabalhos científicos aprovados e da concessão de nove premiações, reunindo alguns dos mais renomados especialistas em imunobiológicos e saúde pública.
“O ISI é um espaço estratégico de troca e integração científica. A submissão de trabalhos fortalece a disseminação do conhecimento e a inovação em saúde. É muito importante que universidades e instituições de pesquisa incentivem a participação de estudantes e jovens pesquisadores, que terão a oportunidade de conhecer tecnologias modernas em vacinas e biofármacos debatidas por especialistas nacionais e internacionais”, destaca o coordenador da Comissão Científica e Tecnológica e um dos fundadores do evento, Akira Homma.
Acesse aqui o regramento para submeter resumo e pôster.
#ParaTodosVerem Banner com fundo azul escuro e uma molécula de DNA no canto superior direito, no centro as seguintes informações: 10th International Symposium on Immunobiologicals, 2026. Conecte-se com quem promove inovação em saúde, inscrições e submissão de trabalhos de 23 de fevereiro a 9 de março.
No dia 27 de janeiro, o Centro de Estudos Estratégicos da Fiocruz (CEE-Fiocruz) realiza o webinário Doenças Tropicais Negligenciadas no Brasil — Desigualdades Persistentes e Desafios para as Políticas Públicas de Saúde, em alusão ao Dia Mundial das Doenças Tropicais Negligenciadas, celebrado em 30 de janeiro. O evento acontece das 10h às 12h, com transmissão pelo canal da Vídeo Saúde, reunindo pesquisadores, gestores públicos e representantes de movimentos sociais para discutir avanços, limites e perspectivas no enfrentamento dessas enfermidades no país.
Historicamente associadas à pobreza, às desigualdades sociais e à exclusão do acesso a serviços de saúde, as doenças tropicais negligenciadas expressam de forma contundente os desafios estruturais do Sistema Único de Saúde (SUS). Apesar dos avanços nas áreas de pesquisa, vigilância epidemiológica e formulação de políticas públicas, persistem obstáculos relacionados ao cuidado integral, à sustentabilidade das ações e ao enfrentamento do estigma e da discriminação que afetam pessoas e comunidades atingidas.
A abertura do evento será realizada pelo coordenador do CEE-Fiocruz, Rômulo Paes de Sousa. A mesa será moderada por Alda Cruz, vice-presidente de Pesquisa e Coleções Biológicas da Fiocruz, e por Tânia Fonseca, coordenadora das atividades do Programa Brasil Saudável na instituição. Como palestrantes, participam a ex-ministra da Saúde Nísia Trindade, pesquisadora do CEE-Fiocruz, que abordará o contexto histórico, social e político das doenças tropicais negligenciadas no Brasil, e a sanitarista Patrícia Werlag, assessora técnica do Departamento de Aids, Tuberculose, Hepatites Virais e Infecções Sexualmente Transmissíveis do Ministério da Saúde, que apresentará as estratégias intersetoriais do Programa Brasil Saudável.
O debate contará ainda com a participação da jornalista Pollyane Medeiros, coordenadora do Movimento de Reintegração das Pessoas Atingidas pela Hanseníase (Morhan), Jaboatão/PE, e líder do Movimento Nacional das Doenças Negligenciadas (MNDN), trazendo a perspectiva das pessoas afetadas, com foco em direitos, cuidado e enfrentamento do estigma. Ao final, haverá espaço para perguntas das moderadoras e do público, reforçando a proposta de escuta qualificada e diálogo plural.
Ao promover este encontro, o CEE-Fiocruz reafirma seu compromisso com a equidade, os direitos humanos e o fortalecimento do SUS, contribuindo para uma reflexão crítica e integrada sobre os caminhos necessários para a superação das doenças tropicais negligenciadas no Brasil.
Webinário Doenças Tropicais Negligenciadas no Brasil — Desigualdades Persistentes e Desafios para as Políticas Públicas de Saúde
Data: 27 de janeiro
Horário: 10h às 12h
Transmissão: Canal da Vídeo Saúde
Realização: Centro de Estudos Estratégicos da Fiocruz (CEE-Fiocruz)
No dia 17 de dezembro de 2025, às 12h30, o Programa de Computação Científica da Fiocruz (PROCC) e a The Global Health Network América Latina e Caribe (TGHN LAC) apresentam a última Sessão Colaborativa de 2025, com uma pesquisa sobre α-damascona, um composto natural com potencial ansiolítico.
A bióloga e mestranda da Universidade Regional do Cariri (Urca), Kamilla Bezerra Cabral, apresentará sua pesquisa sobre um composto natural presente em rosas e outras plantas aromáticas (α-damascona), que demonstra ação semelhante à de medicamentos ansiolíticos convencionais em modelos experimentais.
De acordo com a Organização das Nações Unidas (ONU), mais de 1 bilhão de pessoas vivem atualmente com algum transtorno mental. Nesse contexto, a ciência busca alternativas naturais seguras e eficazes para o controle da ansiedade. O estudo de Kamilla investiga não apenas o potencial ansiolítico da α-damascona, mas também sua atuação por meio da modulação do sistema gabaérgico, responsável pela regulação da ansiedade no cérebro.
A pesquisadora obteve resultados que apontam para a segurança, eficácia e potencial terapêutico do composto em modelos de ansiedade, utilizando peixes-zebra adultos (Danio rerio), amplamente reconhecidos em pesquisas biomédicas e comportamentais.
Data: 17 de dezembro de 2025
Horário: 12h30 (horário de Brasília)
Formato: Online via Zoom (https://tinyurl.com/bdemcaz7)
Partindo da convicção de que esforços de pesquisa no campo da saúde, especialmente os financiados por recursos públicos, devem gerar valor e atender a necessidades de saúde da população, o webinário organizado pelo Centro de Estudos Estratégicos da Fundação Oswaldo Cruz (CEE-Fiocruz) irá apresentar resultados da pesquisa realizada com 26 coordenadores de Institutos Nacionais de Ciência e Tecnologia (INCT/CNPq) da saúde sobre os desafios para a conexão entre o financiamento do INCT e as prioridades do Sistema Único de Saúde (SUS).
O debate online acontecerá nesta terça-feira, 16 de dezembro, às 14h, e será pautado na pesquisa apresentada no livro “Políticas de Ciência, Tecnologia e Inovação e os desafios de conexão com o SUS”, obra recém-publicada pela pesquisadora Patrícia Braga, integrante do grupo de pesquisa Desenvolvimento Sustentável, CT&I e Complexo Econômico-Industrial da Saúde do CEE (GPCEIS/CEE-Fiocruz). O livro trata da integração entre ciência e tecnologia com a saúde pública no Brasil tendo como pano de fundo as políticas do setor de CT&I em consonância com as políticas desse campo. A transmissão será pelo canal da VideoSaúde no Youtube.
Para a pesquisadora, é preciso aperfeiçoar a avaliação de Programas, como o Programa INCT, com relação ao impacto social das pesquisas propostas e de seus resultados. “O atual sistema de avaliação científica, centrado em critérios acadêmicos e desprovido de ferramentas analíticas capazes de mensurar impactos sociais da pesquisa não direcionam os investimentos para as prioridades do SUS”, destaca Patrícia Braga.
Outro destaque da pesquisa é a necessidade de aproximação entre os cientistas e os demais atores do Sistema Nacional de CT&I, como formuladores de políticas públicas e empresas, com o intuito de articulação dos esforços científicos para geração de impactos sociais e formação de recursos humanos para o campo da saúde.
Para debater estes desafios, o webinário convidou o Presidente do CNPq, Olival Freire Júnior, a presidente da Capes, Denise Pires de Carvalho e a pesquisadora da UFRJ Ligia Bahia. A abertura caberá ao coordenador-adjunto do CEE-Fiocruz, Alessandro Jatobá.
Para o mediador do debate, o pesquisador e professor da Fiocruz Carlos Gadelha, líder do grupo de pesquisa GPCEIS/CEE-Ensp/Fiocruz, “a ciência e a educação são parte essenciais da soberania e do desenvolvimento sustentável. Este debate será uma ótima oportunidade para uma discussão conjunta dos rumos para que o conhecimento científico e a educação se tornem uma política de Estado, sendo o caso da saúde exemplar por relacionar soberania, ciência e vida”.
O webinário é aberto a participação de todas e todos.
Programação webinário “Desafios da Ciência, Tecnologia e Inovação para o SUS”
Abertura: Alessandro Jatobá – coordenador-adjunto do CEE-Fiocruz
Debatedores:
Denise Pires de Carvalho - presidente da CAPES
Olival Freire Júnior - presidente do CNPq
Ligia Bahia - pesquisadora do IESC/UFRJ
Mediação:
Carlos Gadelha – coordenador do GPCEIS/CEE-Ensp/Fiocruz
Palestrante:
Patrícia Braga – pesquisadora GPCEIS/CEE-Fiocruz
Serviço:
Data: 16/12/2025
Horário: 14h às 16h
Transmissão da VideoSaúde Distribuidora da Fiocruz.
Para discutir os desafios impostos pelas mudanças climáticas e seus impactos sobre a saúde, em especial, em territórios tradicionais e vulnerabilizados, a Cátedra Oswaldo Cruz de Ciência, Saúde e Cultura realiza, no dia 15 de dezembro, a partir das 13h30, a II Mesa-Redonda Mudanças climáticas, governança territorial e saúde: desafios do tempo presente, no Salão de Conferência Luiz Fernando Ferreira do Centro de Documentação e História da Saúde (CDHS), no campus da Fiocruz, em Manguinhos. O evento terá transmissão pelo canal da Casa de Oswaldo Cruz no YouTube.
A mesa-redonda visa aproximar vivências e saberes sobre territórios, meio ambiente e vulnerabilidades. Em sua apresentação, Planet&Ar: aprender e cuidar em territórios à beira da crise climática, Nelzair Vianna Araújo, pesquisadora em saúde pública da Fiocruz Bahia, vai falar sobre o projeto que ela coordena na Ilha da Maré, na Baía de Todos os Santos. O local é habitado por comunidades remanescentes de quilombos que vivem da pesca e da agricultura familiar.
Em Um olhar quilombola sobre a crise climática: seus impactos na saúde, Maristela Menezes Lopes vai compartilhar sua experiencia como quilombola, pescadora, marisqueira, poeta e enfermeira na Unidade de Saúde da Família da Ilha de Maré. Integrante de coletivos que reúnem pescadores e pescadoras artesanais, Maristela é uma ativista com experiência no campo da saúde.
Já Luiz Ketu, integrante do Quilombo São Pedro, no Vale do Ribeira, em São Paulo, apresentará os Impactos e desafios da mudança climática em territórios quilombolas. Ele desenvolve pesquisas no campo da Educação, e tem atuação voltada para a valorização da cultura alimentar quilombola.
Com pesquisas sobre a vida de famílias de baixa renda da capital carioca e da região metropolitana, Camila Pierobon propõe uma comunicação intitulada Infraestruturas entre várzeas e milícias: habitação popular, territorialização do poder e eventos climáticos no Rio de Janeiro. Em estágio de pós-doutorado no Museu Nacional, tem se dedicado a pensar a produção da cidade a partir de suas águas.
A mesa-redonda será mediada por Luciana Heymann, professora do Programa de Pós-Graduação em Preservação e Gestão do Patrimônio Cultural das Ciências e da Saúde (PPGPAT) da Casa de Oswaldo Cruz (COC/Ficruz).
Aprovada em 2021 pela UNESCO, a Cátedra Oswaldo Cruz de Ciência, Saúde e Cultura parte do entendimento da saúde como construção social e cultural e se volta para as enormes desigualdades que atingem a população brasileira e marcam as experiências de distintas comunidades, urbanas e rurais. Para discutir e propor caminhos, a Cátedra busca incentivar a colaboração Norte-Sul-Sul, reunindo instituições de pesquisa das Américas e da Europa, e fomentar o intercâmbio de conhecimento entre comunidades tradicionais e suas formas de saber com outras formas de saber e de conhecimento.
Programação:
13h30 – Mesa de abertura: Dominichi Miranda de Sá (vice-diretora de Pesquisa e Educação), Magali Romero Sá (coordenadora da Cátedra Oswaldo Cruz) e Luciana Heymann
14h – Mesa-redonda:
Nelzair Vianna Araújo
Planet&Ar: aprender e cuidar em territórios à beira da crise climática
Maristela Menezes Lopes
Um olhar quilombola sobre a crise climática: seus impactos na saúde
Luiz Ketu
Impactos e desafios da mudança climática em territórios quilombolas
Camila Pierobon
Infraestruturas entre várzeas e milícias: habitação popular, territorialização do poder e eventos climáticos no Rio de Janeiro
16h – Debate
Mediação: Luciana Heymann.
Convidados(as):
Nelzair Vianna Araújo é pesquisadora em Saúde Pública da Fiocruz na Bahia. Doutora em Patologia pela Faculdade de Medicina da USP, mestre em Medicina e Saúde pela Faculdade de Medicina da Universidade Federal da Bahia, Fiscal da Anvisa/SMS, atuando em cooperação com a Secretaria de Sustentabilidade e Resiliência de Salvador. Coordenadora dos Projetos Soprar Salvador e Planet&AR. Representa Salvador na rede internacional de qualidade do ar C40. Co- fundadora do Fórum de Energia e Clima e coordenadora da Câmara temática de saúde no Painel Salvador de Mudança do Clima. Professora do Programa de Pós-graduação em Pesquisa Clínica da Fiocruz Bahia. Integrante do Programa de embaixadores do Planetary Health Alliance 2019 e Membro do Saúde Planetária Brasil da USP. Atua em pesquisas nos temas: poluição do ar, qualidade do ar interno, microorganismos, biotecnologia, resíduos de serviços de saúde, poluição atmosférica e mudanças climáticas.
Maristela Menezes Lopes é quilombola, pescadora, marisqueira, poeta e enfermeira na Unidade de Saúde da Família da Ilha de Maré, em Salvador. Sua trajetória é entrelaçada com as águas, os saberes ancestrais e a força das mulheres do território. Faz parte do Movimento de Pescadores e Pescadoras Artesanais (MPP) e da Articulação Nacional das Mulheres Pescadoras (ANP), espaços onde ecoa as vozes das companheiras que vivem da pesca e resistem diariamente às injustiças ambientais e sociais. Candomblecista, filha de Oxum, do Ilê Axé Ode Talakê, guiada pelo axé do seu babalorixá Fernando de Odé.
Luiz Ketu (Luiz Marcos de França Dias) é do Quilombo São Pedro, localizado no Vale do Ribeira, em São Paulo, onde ministra oficinas de capoeira e percussão no Ponto de Cultura Puxirão Bernardo Furquim, e participa da Associação Quilombo São Pedro. Integra a coordenação do Coletivo Nacional de Educação – um dos coletivos da Coordenação Nacional de Articulação das Comunidades Negras Rurais Quilombolas (CONAQ) – e a Coordenação de Quilombos de São Paulo. Docente licenciado da rede estadual paulista de ensino, graduado em Letras e Pedagogia, escritor, pesquisador, mestre e doutorando em Educação. Coautor dos livros Roça é vida e Na companhia de Dona Fartura: uma história sobre cultura alimentar quilombola e autor de Saberes da roça: comunidades quilombolas do Vale do Ribeira (SP) e os processos de resistência e organização político-comunitária.
Camila Pierobon é pós-doutoranda PIPD/CAPES no Museu Nacional. Doutora em Ciências Sociais pelo Programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais da UERJ, com pós-doutorado no Centro de Estudos Brasileiros Behner Stiefel da Universidade Estadual de San Diego e período como pesquisadora visitante no Departamento de Antropologia da Universidade Johns Hopkins. Suas pesquisas focam na vida cotidiana de famílias de baixa renda que habitam a cidade do Rio de Janeiro e região metropolitana. Atualmente, busca compreender a produção da cidade a partir de suas águas (potável, chuvas, enchentes e esgoto, além dos rios e da própria Baía de Guanabara), visando discutir os efeitos das mudanças climáticas no espaço urbano.