O Sextas de Poesia, por meio da canção "Sapato velho", de Claudio Nucci, Mú Magalhaes e Paulinho Tapajós, inaugura maio, no Dia Internacional do Trabalhador, com a beleza e força das flores de maio. E que elas façam nossas jornadas mais fáceis ao caminhar.
Atenção, profissionais de Enfermagem! Estão prorrogadas as inscrições para o curso presencial “Assistência de Enfermagem ao Paciente com Tuberculose: Protocolos e Diretrizes Atuais”. Voltado a profissionais de saúde da Atenção Primária à Saúde (APS) e rede de Tuberculose do SUS, as inscrições podem ser realizadas até 7 de maio pelo Campus Virtual Fiocruz.
O curso tem como objetivo capacitar profissionais de enfermagem para a atuação qualificada na prevenção, diagnóstico, tratamento e acompanhamento de pessoas com tuberculose, incluindo casos de tuberculose resistente. A formação é baseada nas diretrizes atualizadas do Ministério da Saúde e destaca o papel estratégico da enfermagem na Atenção Primária à Saúde e no enfrentamento da doença no Sistema Único de Saúde (SUS).
A capacitação é promovida pelo Centro de Referência Professor Hélio Fraga (CRPHF/Ensp/Fiocruz), unidade técnico-científica de referência nacional no enfrentamento da tuberculose, e será realizado presencialmente na Estrada de Curicica, nº 2.000, Curicica, Rio de Janeiro/RJ, nos dias 11 e 12 de maio de 2026, das 8h às 17h, totalizando 20h de carga horária.
Programação
Módulo 1 – Diagnóstico e manejo clínico: Aborda os fundamentos do diagnóstico da tuberculose (clínico, laboratorial e radiológico), fluxo de atendimento e diferenciação entre TB sensível e resistente. Serve como base para os módulos seguintes.
Módulo 2 – Tratamento e adesão terapêutica: Foca nos esquemas terapêuticos, estratégias de adesão (TDO) e monitoramento de reações adversas, com ênfase na atuação da enfermagem. Prevenção e controle da infecção: Subdivisão complementar do módulo 2, com foco nas medidas de biossegurança e prevenção da transmissão no ambiente de trabalho.
Módulo 3 –Abordagem preventiva da TB: Trata das estratégias de prevenção primária (vacinação, quimioprofilaxia) e secundária (ILTB e TPT), articulando-se com a vigilância e o cuidado longitudinal.
Módulo 4 – Papel da enfermagem no cuidado ao paciente: Aprofunda a prática da consulta de enfermagem, acompanhamento clínico, orientação ao paciente e organização da linha de cuidado.
Módulo 5 – Registro, notificação e indicadores de qualidade: Finaliza o percurso com foco nos aspectos de registro, notificação, análise de dados e articulação intersetorial, consolidando o papel estratégico da enfermagem na vigilância da TB.
Atualize seus conhecimentos com foco nos protocolos e diretrizes do SUS!
A Rede de Escolas e Centros Formadores em Saúde Pública da América Latina (RESP-AL) promove, no dia 4 de maio, segunda-feira, o webinário “Interprofissionalidade na formação de graduação, residência e formação permanente em saúde”. A atividade será transmitida ao vivo pelo canal da RESP-AL no YouTube.
O encontro tem como objetivo promover uma reflexão sobre a formação em saúde a partir da perspectiva da interprofissionalidade, considerando o trabalho colaborativo entre diferentes áreas, saberes e profissões como dimensão estratégica para o fortalecimento dos sistemas de saúde na América Latina.
A programação contará com a participação de Fabiano Ribeiro dos Santos, diretor do Departamento de Gestão da Educação na Saúde da Secretaria de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde do Ministério da Saúde do Brasil (DEGES/SGTES/MS), e de Olivia Inés Sanhueza-Alvarado, presidenta da Associação Internacional de Escolas e Faculdades de Enfermagem (ALADEFE). A mediação será realizada por Gabriela Murillo Sancho, pesquisadora da Universidade da Costa Rica (UCR).
A atividade inclui um momento dedicado a perguntas e comentários do público, que poderão ser enviados pelo chat da transmissão no YouTube.
O webinário é organizado pela RESP-AL em parceria com o Centro Colaborador da OPAS/OMS para a Formação e o Desenvolvimento Estratégico de Sistemas de Saúde com Ênfase na Atenção Primária à Saúde (VDEGS/ENSP/Fiocruz).
Serviço
Webinário: Interprofissionalidade na formação de graduação, residência e formação permanente em saúde
Data: 4 de maio, segunda-feira
Horário: 11h — Brasil/Rio de Janeiro, GMT-3 (10h — GMT-4 | 9h — GMT-5 | 8h — GMT-6)
Transmissão ao vivo: Canal da RESP-AL no YouTube
O 4º Concurso Portinho Livre de Literatura Infantojuvenil está com inscrições abertas até 29 de maio. Para participar, estudantes de 13 a 16 anos devem enviar textos sobre o tema 'Quem cuida de quem cuida? Cuidado e desigualdades no Brasil'. As inscrições são gratuitas e devem ser realizadas por formulário da Portinho Livre.
Acesso rápido
Cuidado
No Brasil, milhões de pessoas se ocupam de cuidar de outras pessoas, todos os dias. São familiares que cuidam de parentes idosos, de crianças ou de pessoas com deficiência. Profissionais que trabalham como cuidadores, de modo formal ou informal. Pessoas que, não raro, empreendem jornadas difíceis, com esforço físico e emocional. Uma tarefa que, apesar de constante, também pode ser invisível.
Cuidado é política pública no Brasil desde 2024, mas ainda há muitos desafios. Reconhecer o cuidado como trabalho essencial para a vida, a economia e a sociedade, como preconiza a Política Nacional de Cuidado, depende de fato de um entendimento de toda a sociedade sobre o que é o trabalho de cuidado, por quem ele é feito, como ele se estrutura.
Os participantes devem enviar textos sobre o tema em prosa — que podem ser crônicas, dissertações ou contos —, por meio de um formulário, no site do concurso. Podem participar do concurso jovens de 13 a 16 anos, de todo o Brasil, que estejam matriculados em escolas, públicas ou privadas. No ato de inscrição, também devem indicar um professor de sua preferência.
“Quando criamos o concurso, quatro anos atrás, nossa ideia era incentivar que os jovens refletissem sobre desafios contemporâneos da saúde coletiva. Logo percebemos que essa reflexão era puxada principalmente em sala de aula, pelos professores. E que o convite para escrever os textos estimulava não só a reflexão individual, mas também o debate coletivo, nas escolas ”, conta a jornalista Juliana Krapp, coordenadora do concurso. “Nossa ideia é que o concurso fortaleça o pensamento crítico e a noção de que a saúde também depende da cidadania e de transformações sociais de muitas dimensões.”
Prêmios
Os 30 melhores textos vão ser publicados em livro, pelo selo Portinho Livre, da Fiocruz. Os três primeiros colocados e seus professores ganham também um vale-presente no valor de R$ 1 mil. Além disso, o primeiro colocado será convidado a participar da abertura da Semana Nacional de Ciência e Tecnologia (SNCT), no Rio de Janeiro. Caso more em outra cidade ou estado, o estudante terá as despesas pagas para a viagem — as suas, a de um responsável e a do professor.
O concurso integra o projeto SUS nas Escolas, que busca incentivar, nas escolas brasileiras, o debate sobre saúde como algo muito além da ausência de doenças: saúde como direito e como construção coletiva. É uma iniciativa do Instituto de Comunicação e Informação em Saúde (Icict), da Fiocruz.
O Concurso Portinho Livre de Literatura Infantojuvenil tem incentivo da Fundação de Apoio à Fiocruz, a Fiotec. A Portinho Livre é um selo e uma plataforma que, ao reunir livros infantojuvenis em acesso aberto, recorre ao poder da literatura para instigar o interesse pela ciência, pela saúde pública e pela cidadania.
Serviço
Inscrições: 28 de abril até 29 de maio
Público: estudantes de 13 a 16 anos (período de inscrição), matriculados em escolas públicas ou particulares do Brasil
Formulário: https://portolivre.fiocruz.br/node/add/concurso_literario
Resultado: 15 de agosto
Será encerrado no próximo domingo, 3 de maio, o prazo de inscrição para o Curso Avançado em Ciência em Animais de Laboratório, oferecido pela Coordenação de Ensino do Instituto de Ciência e Tecnologia em Biomodelos (ICTB/Fiocruz). Nesta edição, a formação terá como eixo a legislação e o bem-estar animal, sendo destinada a técnicos da área, graduandos, docentes, além de profissionais graduados ou pós-graduação que desejam aprofundar seus conhecimentos no campo.
Inscreva-se já pelo Campus Virtual Fiocruz.
Gratuito, o curso tem como objetivo atualizar e aprofundar conteúdos relacionados ao refinamento em biotérios de criação e experimentação, ética e legislação. Além disso, aborda o bem-estar animal, com foco nas principais espécies utilizadas em atividades científicas e didáticas.
As aulas serão realizadas de 11 a 15 de maio, de segunda a sexta-feira, no período da tarde, em formato online e ao vivo, por meio do Google Meet, totalizando 20 horas de carga horária. Ao todo, serão ofertadas 300 vagas, com inscrições feitas pelo Campus Virtual da Fiocruz. O resultado da seleção será divulgado no dia 6 de maio, por e-mail e também na área logada da plataforma virtual de ensino.
Para consultar o edital e fazer a sua inscrição, acesse o Campus Virtual Fiocruz.
A Editora Fiocruz lança Dinâmica do capital na produção de tecnologias em saúde, obra organizada pelas pesquisadoras Maria de Fátima Siliansky de Andreazzi, Gabriela Costa Chaves e Luisa Arueira Chaves, que propõe uma análise crítica sobre a organização do setor farmacêutico e seus efeitos no acesso a medicamentos e tecnologias em saúde.
O livro investiga como a dinâmica contemporânea do capital na produção de tecnologias de saúde se articula com políticas públicas implementadas em âmbito nacional e internacional, questionando em que medida essas políticas são capazes de alterar estruturas que resultam em problemas como o desabastecimento de medicamentos e as desigualdades no acesso a tecnologias essenciais.
A publicação está estruturada em cinco capítulos, que articulam abordagens teóricas e análises de casos concretos. Nos três primeiros, o foco recai sobre fundamentos conceituais e estruturais do setor. A obra parte de uma crítica às bases teóricas do Complexo Econômico-Industrial da Saúde (Ceis), frequentemente apresentado como estratégia para enfrentar a desindustrialização brasileira e ampliar o acesso às tecnologias em saúde.
Na sequência, o livro examina os efeitos da financeirização nas estratégias das corporações farmacêuticas contemporâneas, destacando como decisões relacionadas à inovação, produção e descontinuidade de produtos estão cada vez mais orientadas pela lógica de acumulação de capital. Também é abordado o papel da propriedade intelectual como elemento central para compreender as dinâmicas de produção e acesso a medicamentos, com um panorama histórico de sua implementação e seus impactos no Brasil e no mundo, incluindo o acesso a vacinas contra a covid-19 durante a pandemia.
Os dois capítulos finais aprofundam a análise a partir de situações concretas. O desabastecimento de medicamentos é discutido como resultado da forma de organização das grandes corporações farmacêuticas, evidenciando seus impactos nos sistemas de saúde e apontando caminhos para garantir o acesso a medicamentos essenciais. Já o último capítulo apresenta uma análise histórica sobre a produção de antibióticos, com ênfase nas benzilpenicilinas, demonstrando como a lógica do capitalismo contemporâneo tem levado ao abandono de determinados produtos, mesmo diante de sua relevância sanitária.
“O livro aborda a dinâmica atual do capital na produção de tecnologias em saúde, refletindo sobre o quanto as políticas públicas [...] têm capacidade de realmente modificar essa estrutura e, assim, minimizar problemas como o desabastecimento de medicamentos e as injustiças no acesso”, destacam as organizadoras.
Ao reunir análises teóricas e evidências empíricas, a obra busca contribuir para o debate sobre políticas públicas voltadas à soberania nacional e à garantia de acesso equitativo às tecnologias em saúde. A proposta é oferecer subsídios para que pesquisadores, gestores e formuladores de políticas compreendam os limites das estratégias atuais e avancem na construção de alternativas que respondam às necessidades sanitárias da população.
Segundo as organizadoras, a expectativa é que o livro “suscite reflexões teóricas e analíticas para que políticas públicas sejam implementadas em prol da soberania brasileira e do acesso equitativo a tecnologias essenciais ao cuidado em saúde”.
A coletânea resulta de pesquisas, teses e dissertações desenvolvidas nos últimos anos e se insere em um campo de discussão que articula saúde coletiva, economia política e saúde global, trazendo contribuições para a compreensão das relações entre mercado, Estado e direito à saúde.
A terceira sessão do ciclo de palestras, promovido pelo Programa de Pós-Graduação em História das Ciências e da Saúde da Casa de Casa de Oswaldo Cruz (PPGHCS/COC/Fiocruz), será realizada no dia 30 de abril, com o tema “As desigualdades sociais como condicionantes da violência de gênero no Brasil”. O encontro terá como expositora a historiadora Lina Faria (COC/Fiocruz) e como debatedora a socióloga Márcia Lima (USP). Nesta edição, a palestra abordará a violência de gênero como fenômeno estrutural e histórico, vinculado às relações de poder. A proposta é discutir como o sexismo e as desigualdades sociais contribuem para a perpetuação de ciclos de agressão, sobretudo em contextos de maior vulnerabilidade, com impactos profundos na saúde individual e coletiva. A apresentação também destacará a centralidade do tema para a saúde pública brasileira e a importância da atuação da sociedade civil e de políticas voltadas ao enfrentamento da violência, especialmente contra mulheres negras e em territórios periféricos.
A pesquisadora Lina Faria é professora associada da Universidade Federal do Sul da Bahia (UFSB) e está cedida ao Departamento de Pesquisa em História das Ciências e da Saúde da Casa de Oswaldo Cruz (Depes/Fiocruz). Lina é professora permanente do Mestrado Profissional em Saúde da Família (Profsaúde) e coordenadora do Laboratório de Práticas, Educação e Saúde (LPES/UFSB). A historiadora atua em pesquisas nas áreas de saúde pública, desigualdades sociais, violências, envelhecimento, saúde global e história da saúde no Brasil e na América Latina. Entre suas publicações, destacam-se dois livros lançados pela Editora Hucitec em 2025: a coletânea “Construção coletiva de linguagens, saberes e práticas na Atenção Primária à Saúde”, em coautoria com outros pesquisadores, e “Educação e trabalho profissional na Atenção Primária à Saúde: desafios contemporâneos em contextos de desigualdades”, organizada com Carlos Henrique Assunção Paiva.
A debatedora Márcia Lima é professora do Departamento de Sociologia da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo (FFLCH-USP). Ela é pesquisadora sênior associada ao Cebrap, onde coordena o Afro-Cebrap. Doutora em Sociologia pela Universidade Federal do Rio de Janeiro, realizou pós-doutorado na Universidade de Columbia e no Instituto de Pesquisa Afro-Latino-Americana (ALARI), da Universidade de Harvard. Entre 2023 e 2025, foi secretária de Políticas de Ações Afirmativas, Combate e Superação do Racismo do Ministério da Igualdade Racial. Suas pesquisas se concentram nas relações e desigualdades raciais, com ênfase em gênero e raça, educação, mercado de trabalho e políticas de ação afirmativa. Entre suas publicações, destacam-se “O impacto das cotas: duas décadas de ação afirmativa no ensino superior brasileiro” (Autêntica, 2025), organizado com Luiz Augusto Campos, e “Por um feminismo afro-latino-americano” (Zahar, 2020), organizado com Flavia Rios, a partir da obra de Lélia Gonzalez.
Encontro às Quintas – 3ª sessão
“As desigualdades sociais como condicionantes da violência de gênero no Brasil”
Expositora: Lina Faria (COC/Fiocruz)
Debatedora: Márcia Lima (USP)
Coordenação: Marcos Chor Maio
Data: 30/04/2026
Horário: 10h
Local: Salão de Conferência Luiz Fernando Ferreira, prédio do CDHS, Campus Fiocruz, Manguinhos, Rio de Janeiro
Nesta quinta-feira, 30 de abril, a Rede Fio-Leish vai promover o Webinário Interações entre Leishmania spp. e flebotomíneos: mecanismos moleculares e implicações para o controle da transmissão. O evento terá transmissão ao vivo da VideoSaúde entre 10h e 12h, e terá como palestrante a pesquisadora em Saúde Pública Yara Maria Traub-Csekö.
A Dra. Yara é pesquisadora em saúde pública e atua no estudo das interações moleculares entre Leishmania e o vetor flebotomíneo, com foco na compreensão dos mecanismos que regulam a infecção e a transmissão do parasito. Em sua apresentação, abordará os diferentes aspectos da relação entre parasito e vetor, destacando avanços recentes na área e discutindo como esse conhecimento pode contribuir para o desenvolvimento de estratégias mais eficazes no controle da transmissão.
O Centro de Estudos Miguel Murat de Vasconcellos da Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca (Ceensp) vai promover, no dia 29 de abril, às 14h, mais uma edição de seus encontros, com o tema ‘Elsa-Brasil hoje e amanhã: principais achados e caminhos futuros da pesquisa’. A atividade será realizada na sala 410 da Ensp e terá transmissão ao vivo pelo canal da Escola no YouTube.
O encontro será coordenado por Maria de Jesus Fonseca, da Ensp, que também atuará como palestrante. O debate contará ainda com a participação de Rosane Harter Griep e Fernanda Garrides, do Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz), e de Marina Campos Araujo, da Ensp.
A atividade contará com tradução para a Língua Brasileira de Sinais (Libras).
Criado em 2008, o ELSA-Brasil é uma coorte multicêntrica pioneira na investigação de doenças crônicas não transmissíveis formada por seis instituições públicas de ensino e pesquisa de diferentes estados brasileiros. Tem foco principal no acompanhamento e na progressão do diabetes e das doenças cardiovasculares, assim como em seus fatores de risco biológicos, comportamentais, ambientais, ocupacionais e sociais. Sua missão é estudar os determinantes e a incidência das doenças cardiovasculares e do diabetes no contexto brasileiro.
Nesta quarta-feira, 29 de abril, as Sessões Colaborativas PROCC recebem, a partir das 12h30, a pesquisadora, Rocío Maidana, biotecnologista no Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM) e doutora em Biologia Computacional e Sistemas pelo Instituto Oswaldo Cruz (IOC). Ela mostra que a qualidade dos dados usados para treinar inteligências artificiais (IA) é tão importante quanto o modelo escolhido e que as escolhas nesta etapa podem comprometer o uso clínico dessas ferramentas.
Por que o HIV desenvolve resistência aos medicamentos?
O HIV, vírus causador da AIDS, é capaz de se adaptar e desenvolver resistência aos medicamentos usados no seu tratamento, incluindo uma classe chamada inibidores de protease. Quando isso acontece, o tratamento perde eficácia e precisa ser repensado. Identificar precocemente essa resistência é fundamental para um melhor cuidado dos pacientes.
Como a inteligência artificial ajuda a prever a resistência ao HIV
Pesquisadores têm desenvolvido modelos de IA capazes de prever, a partir da análise genética do vírus, se ele já desenvolveu resistência a determinado medicamento. O funcionamento é parecido com o de outros sistemas de inteligência artificial: o algoritmo reconhece padrões em um grande conjunto de dados e, depois, aplica esse aprendizado para fazer previsões em casos novos.
A pergunta que a pesquisa de Rocío Maidana responde
O que Rocío Maidana questiona é: o que acontece antes de o modelo começar a aprender? Em seu estudo de doutorado, ela quis entender quais decisões são tomadas na hora de organizar e preparar os dados. Nas Sessões Colaborativas PROCC, ela mostra que essas escolhas, apesar de serem tratadas como detalhes técnicos, podem ter consequências diretas na qualidade e na confiabilidade dos resultados.
"Os resultados evidenciam que escolhas técnicas têm impacto direto e mensurável na performance reportada e, sobretudo, na capacidade de generalização dos modelos", explica a pesquisadora.
O que os resultados mostram: simplicidade pode ser suficiente
A análise revela ainda que modelos mais simples, quando bem alimentados com informações sobre as propriedades químicas do vírus, chegam a desempenho comparável ao de arquiteturas mais complexas. O trabalho mostra a importância do cuidado no uso de dados em ferramentas de inteligência artificial aplicada à saúde.
Como participar das Sessões Colaborativas PROCC
As Sessões Colaborativas PROCC são promovidas pelo Programa de Computação Científica da Fiocruz. O evento é online, gratuito e aberto à comunidade. Para participar, é só entrar no dia e local em tinyurl.com/bdemcaz7.
Serviço
Sessões Colaborativas PROCC
Data: 29 de abril
Apresentação: “Antes do modelo, o dado: curadoria de sequências e generalização em ML aplicado à resistência antirretroviral”
Apresentadora: Doutora pelo IOC, Rocío Maidana.
Formato: online e gratuito
Acesso: tinyurl.com/bdemcaz7