No mês em que se celebra o Dia Internacional da Mulher, a Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca, da Fundação Oswaldo Cruz (Ensp/Fiocruz), inicia o ano letivo, nos dias 2 e 3 de março, convidando sua comunidade acadêmica a refletir sobre os desafios que atravessam, de forma estrutural, a vida das mulheres brasileiras. Em um país que registra, em média, quatro feminicídios por dia e que lidera os índices de assassinatos de mulheres trans, debater as ameaças aos direitos, à dignidade e à própria vida das mulheres sob a perspectiva da saúde pública é mais do que oportuno: é indispensável. Com esse compromisso, a Ensp elegeu como tema da aula inaugural “Mulheres, territórios e Saúde Pública: vidas ameaçadas e produção de resistência”, que será proferida por Eliete Paraguassu, primeira mulher quilombola e marisqueira eleita para a Câmara Municipal de Salvador. O evento acontece no auditório térreo da Ensp com transmissão ao vivo pelo Youtube.
“Este é um momento de acolhimento dos novos discentes e também um chamamento para a defesa da vida, dos direitos humanos, do SUS e da concepção ampliada de saúde, bandeiras cruciais da nossa Escola. O convite à Eliete Paraguassu visa a nos inspirar na construção de políticas públicas e de ciência sensíveis, comprometidas com a justiça socioambiental e a saúde como bens comuns. Visa a fortalecer, especialmente, o engajamento da Escola na luta em defesa da vida das mulheres e pelo Feminicídio Zero”, destacou o diretor da Ensp, Marco Menezes.
Para além do debate sobre direitos e enfrentamento às desigualdades de gênero, os dois dias de programação também preveem momentos de acolhimento aos estudantes e discussões estratégicas sobre equidade na pós-graduação e o uso ético da inteligência artificial no ensino e na pesquisa.
“Além de representar um momento de acolhimento e boas-vindas aos discentes recém-ingressos, veteranos, pesquisadores e professores que retornam do recesso acadêmico, a abertura do ano letivo é uma oportunidade para a Escola reafirmar seus compromissos ético, científico e político com a sociedade brasileira e com a saúde pública. Minha expectativa é que a atividade mobilize a comunidade acadêmica, que todos e todas possam participar das discussões e produzir ideias e propostas. Precisamos nos inspirar para enfrentar os desafios colocados à saúde pública, porque é isso que a sociedade espera de nós”, afirmou o vice-diretor de Ensino da Ensp, Gideon Borges.
Na manhã do dia 2 de março, haverá acolhimento dos discentes pelas coordenações dos programas stricto sensu, cursos lato sensu e residências. À tarde, às 13h30, uma mesa institucional antecede a palestra principal, com a vereadora Eliete Paraguassu.
No dia 3 de março, às 9h, a programação terá início com a apresentação do Núcleo de Gestão da Diversidade, Inclusão e Políticas Afirmativas da Ensp e da Agenda de Equidade, seguida do painel “Desafios da Equidade na Pós-Graduação”.
Às 14h, será realizado o painel “Uso ético da IA generativa em processos de ensino e pesquisa”, promovendo uma discussão dialógica entre docentes, com foco na compreensão crítica, ética e pedagógica do uso da Inteligência Artificial Generativa (IA gen) nos processos de ensino-aprendizagem e na integridade da pesquisa acadêmica.
Confira o currículo da palestrante:
Eliete Paraguassu é uma mulher negra, marisqueira, pescadora e quilombola da Ilha de Maré. Militante do Movimento de Pescadores e Pescadoras (MPP) há mais de 20 anos, constrói suas lutas em defesa do povo negro, do meio ambiente e do bem viver. Filha de pescador, atua em enfrentamento direto aos grandes empresários da Bahia, denunciando o racismo ambiental e lutando por justiça social, além de combater a hegemonia branca que restringe o acesso aos espaços de poder e decisão.
Integrante da Articulação Nacional de Pescadores e Pescadoras, do Movimento dos Pescadores e Pescadoras da Bahia, da Coletiva Mahin Organização de Mulheres Negras, e da Coalizão Negra Por Direitos e do Fórum Marielles.
Como protagonista de documentários que destacam os direitos humanos e a luta das comunidades tradicionais, sua atuação ganhou ampla visibilidade em produções como "Mulheres das Águas", que já ultrapassou 1,2 milhão de acessos, tornando-se o documentário mais visto da Fiocruz. Outras obras incluem "No Rio e no Mar" e "Assassino Invisível – Lixo Industrial". Seus esforços avançaram também no âmbito internacional. A presença de pesquisadores de Universidades conceituadas, como a Sorbonne (França) e a Universidade de Coimbra (Portugal), no território de Ilha de Maré ampliou as barreiras geográficas das discussões sobre temas como o trabalho das mulheres na pesca artesanal, racismo ambiental e mudanças climáticas.
Além disso, ela participou de eventos de destaque, como a 42ª Sessão do Conselho de Direitos Humanos da ONU (2019), e colaborou em publicações acadêmicas, como o capítulo "Caminhos da Saúde: os avanços e possibilidades pós-implantação da PNSIPCFA, Ilha da Maré, Salvador (BA)" (2017). Sua atuação engloba seminários, jornadas e ciclos de diálogo voltados à promoção da saúde, direitos das comunidades tradicionais e combate às injustiças sociais e ambientais. Uma referência de resistência e liderança, e símbolo da luta pelos direitos das comunidades tradicionais e do fortalecimento da justiça ambiental e racial na Bahia e no Brasil.
Fonte: Câmara Municipal de Salvador
O II Seminário STEM na Saúde encerrou seu ciclo de diálogos, palestras e debates sobre a equidade de gênero nas áreas Stem (Ciência, Tecnologia, Engenharia e Matemática), ampliando a discussão e mostrou a contribuição dessas áreas para a Saúde Pública. O evento ocorreu em formato híbrido no campus Manguinhos, no Rio de Janeiro, e foi promovido pela Fiocruz.
A iniciativa integra o projeto STEM na Saúde: Mentoria para a Promoção da Equidade de Gênero na Ciência, Tecnologia e Inovação. A proposta fomenta a inclusão das mulheres nas áreas Stem, fortalecendo esses segmentos do conhecimento que são fundamentais para avanços como o desenvolvimento de vacinas e medicamentos, tecnologias diagnósticas, metodologias inovadoras em processos, respostas a emergências climáticas e sanitárias, entre tantos outros. A organização do evento esteve a cargo do da Coordenação de Divulgação Científica (CDC) da Vice-Presidência de Educação, Informação e Comunicação (Vpeic/Fiocruz).
As áreas Stem contemplam um campo amplo e as palestrantes trouxeram trajetórias e exemplos para ilustrar como esses saberes se articulam com diferentes frentes da Saúde Pública. A vice-presidente de Produção e Inovação em Saúde da Fiocruz, Priscila Ferraz Soares, doutora em Engenharia de Produção pelo Programa de Engenharia de Produção (Coppe/UFRJ), citou o seu lugar no campo da Stem ao abordar o uso da engenharia aplicada à saúde, a partir de sua experiência na Fiocruz. “A engenharia de produção nos traz ferramentas, instrumentos e metodologias para que possamos gerir e planejar esta instituição, que desenvolve diversas atividades finalísticas presentes no Brasil inteiro”, afirmou.
Priscila usou como exemplo a pandemia da Covid-19 como aplicação de Stem na saúde. “Na pandemia da Covid-19, nós precisamos coordenar atividades diferentes nas áreas de comunicação e informação, produção, diagnóstico na logística e distribuição dos insumos. Tivemos que planejar as operações de modo integrado, com priorização, diretrizes e integração de unidades em todo o Brasil”, lembrou Priscila.
Soluções e inovações para o SUS
O seminário abordou as várias facetas do Stem. A biomédica e gerente-executiva de Produção de Insumos para Diagnóstico Molecular, no Instituto de Biologia Molecular do Paraná (IBMP), Viviane Monteiro Góes, contou como se dá a aplicação do conhecimento em soluções para a população. “Todo esse conhecimento é aplicado no SUS por meio do desenvolvimento tecnológico de produtos que são entregues ao Ministério da Saúde e distribuídos para todas as unidades de saúde do país”, comentou. A pesquisadora lembrou de soluções como o desenvolvimento e a produção de testes para diagnósticos de zika, dengue, chikungunya e Covid-19, entre outras doenças, como resultantes desse conhecimento. Além disso, Viviane destacou a atuação direta do IBMP junto ao Ministério da Saúde no desenvolvimento do kit de HPV que fará o diagnóstico da doença por meio da metodologia de biologia molecular, tornando o processo mais rápido e preciso.
A coordenadora da célula de Inovação Aberta do Pólen - Laboratório de Inovação na Gestão Pública, da Escola Nacional de Saúde Pública (Ensp/Fiocruz), Isabela Gimenez, mostrou como sua formação em Biologia e na gestão da inovação contribui para o desenvolvimento da saúde pública por meio da utilização das metodologias ágeis, como o design thinking, por exemplo. “Esta é uma das ferramentas que impactam no SUS e nas políticas públicas. O Pólen tem programas de aceleração em vários eixos: linguagem e design simples, tecnologia da informação, gestão, programa de saúde e gamificação. Nós fornecemos capacitações que ajudam os profissionais do SUS a maturarem projetos que trazem resultados práticos para as unidades de saúde”, contou.
A geógrafa e pesquisadora Renata Gracie, membro da Coordenação do Observatório de Clima e Saúde e das Potencialidades Periféricas e atual vice-diretora do Instituto de Comunicação e Informação Científica e Tecnológica em Saúde (Icict/Fiocruz), compartilhou as experiências e os projetos do Laboratório de Informação e Saúde (LIS). “Coletamos, armazenamos e divulgamos informações em saúde, tanto para os gestores tomarem decisões mais acertadas para os diferentes territórios brasileiros, quanto para a população poder fazer incidência política junto aos gestores”, explicou.
Segundo Renata, o clima e as mudanças climáticas são objetos de estudo e produção de bases de análises do LIS pelo impacto que causam no SUS e na saúde pública. “Essas alterações aumentam a magnitude de algumas doenças, muitas vezes numa velocidade tão grande que a população não consegue ser atendida no tempo necessário. Quando percebemos a aproximação de um evento extremo, o Observatório de Clima e Saúde fornece um diagnóstico para que sejam tomadas decisões mais adequadas de atendimento da população”, ressaltou.
Estão abertas as inscrições para alunos externos de graduação na disciplina Zoonoses Relevantes em Saúde Pública e Meio Ambiente. O curso, ofertado no formato de Qualificação Profissional pela Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca (Ensp/Fiocruz), abordará as principais zoonoses e seus elos epidemiológicos, problemas que influenciaram a trajetória da evolução humana, trazendo a luz aquelas zoonoses que, através de epidemias/pandemias, marcaram a história da população humana em nosso planeta. Serão enfocados os aspectos históricos e conceituais e a influência do ambiente, priorizando as principais zoonoses que persistem atualmente, aventando-se as perspectivas para os anos vindouros. Serão discutidos os dados epidemiológicos disponíveis, associados ao possível impacto para a saúde pública e meio ambiente, bem como o diagnóstico dessas doenças.
O período de inscrição para candidatos externos vai até 12 de janeiro de 2026 pelo Campus Virtual Fiocruz.
Com carga horária total de 30 horas, as aulas serão ministradas de segunda a sexta-feira, de 26 a 30 de janeiro de 2026, das 9h às 16h30. Serão cinco encontros remotos pela Plataforma Zoom.
A inscrição dos candidatos será realizada no mesmo período de matrícula em disciplinas de Verão oferecidas pelo Programa para os alunos dos Cursos de pós-graduação Stricto Sensu Ensp. Entretanto, a confirmação da inscrição dos candidatos no Curso, está condicionada às vagas disponíveis após a matrícula dos alunos Ensp.
Conteúdos que serão apresentados:
Em caso de dúvidas, envie e-mail para secaexterno.ensp@fiocruz.br.
Coordenadora: Joseli Maria da Rocha Nogueira
+Clique aqui, saiba mais e inscreva-se no Campus Virtual Fiocruz!
A Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca (Ensp/Fiocruz) ampliou o leque de opções para os interessados em seus tradicionais Cursos de Verão e disciplinas do primeiro semestre que aceitam alunos externos. Para 2026, são disponibilizadas 37 iniciativas formativas, ofertadas pelos três Programas de Pós-Graduação da Escola: Saúde Pública, Saúde Pública e Meio Ambiente e Epidemiologia em Saúde Pública. As inscrições podem ser feitas até 12 de janeiro.
Para ter acesso ao formulário de inscrição, é necessário realizar um cadastro no Login Único da Fiocruz. Na página, após se cadastrar, acesse a opção 'Serviços Fiocruz' no menu à esquerda, clique em 'Ensino' e depois em 'Inscrição em Disciplina Isolada'. Nos editais, constam demais detalhes e informações. As inscrições serão feitas através do Sief.
A inscrição dos candidatos externos será realizada no mesmo período de matrícula em disciplinas oferecidas pelos programas para os alunos dos cursos de pós-graduação stricto sensu da Ensp. Entretanto, a confirmação da inscrição dos externos nas disciplinas está condicionada às vagas disponíveis após a matrícula dos alunos da Escola.
Confira, abaixo, as disciplinas e os cursos ofertados. Clique no nome do programa de seu interesse para consultar o respectivo edital. As ementas e demais informações sobre os cursos podem ser encontradas nas páginas específicas de cada um deles no site Acesso Fiocruz.
Em caso de dúvidas, envie e-mail para secaexterno.Ensp@fiocruz.br.
PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM SAÚDE PÚBLICA
Disciplinas do primeiro semestre de 2026
- O Direito Humano à Saúde na Atenção às Urgências e no Acesso Hospitalar
- Modelos de Análise de Políticas Públicas e Trajetórias Institucionais
- Modelo de Maturidade de Serviços de Telessaúde
- Migrações, feminismos decoloniais e cuidado
- Tópicos em Política de Medicamentos
- Educação Popular e Construção Compartilhada de Conhecimento em Saúde
- Reflexões sobre Saúde a partir dos Debates sobre Sistemas Alimentares e Agroecologia
- Saúde Urbana, Salubridade das Cidades, Território, Planejamento e Projetos Urbanos
- Metodologia da Pesquisa Social em Saúde Pública / Coletiva: técnicas de investigação
- Direitos Humanos e Saúde: construindo equidade com ciência aberta
- Tópicos Especiais em Gênero, Trabalho, Violência e Saúde
- Direitos Humanos e Saúde
- Tecnologias do Humano: construtivismo, corpo, capacidade e melhoramento
- Abordagens Metodológicas em Saúde Coletiva
- Políticas, Sistemas e Serviços de Saúde
- Leituras em Violência e Saúde
- Estado e Política de Saúde no Brasil
- Teoria Social
Disciplinas do primeiro semestre de 2026 do mestrado profissional em saúde pública
- Métodos de Pesquisa em Saúde Pública e Comunitária
- Resiliência em Saúde Pública
Cursos de Verão 2026
- Práticas de Pesquisa em Saúde Coletiva
- Epistemologias de Conexão e Justiça Cognitiva na Construção de Pesquisas Interdisciplinares e Interculturais juntos com os Territórios
Cursos de Verão 2026 do mestrado profissional em saúde pública
- Avaliação: Métodos, Modelos e Práticas
- Revisão de Escopo: perspectiva metodológica como suporte operacional
PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM EPIDEMIOLOGIA EM SAÚDE PÚBLICA
Disciplinas do primeiro semestre de 2026
- Introdução à Análise Multivariada
- Tópicos em Saúde Pública I
- Modelos Estatísticos
- Epidemiologia Nutricional
- Envelhecimento e Doenças Crônicas não-transmissíveis: Avaliação Multidimensional
Cursos de Verão 2026
- Introdução às perspectivas quantitativas para medir a equidade em saúde no contexto da IA
- Migração Internacional na América Latina, Gênero e Saúde
- Interseccionalidade e Epidemiologia: Uma Nova Perspectiva para Compreender as Iniquidades em Saúde
PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM SAÚDE PÚBLICA E MEIO AMBIENTE
Disciplinas do primeiro semestre de 2026
- Saúde Urbana, Salubridade das Cidades, Território, Planejamento e Projetos Urbanos
- Epidemiologia e Estatística Aplicada à Saúde Pública e Meio Ambiente
- Toxicologia Ambiental Avançada
- Direitos Humanos à Água e ao Saneamento Ambiental
Curso de Verão 2026
- Zoonoses Relevantes em Saúde Pública e Meio Ambiente
O Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz) participou da COP30 2025, em Belém (PA), reafirmando seu compromisso com a ciência, a saúde pública e a produção de conhecimento para enfrentar os impactos do clima na saúde, especialmente na Amazônia.
Ao longo da Conferência, a comitiva do IOC integrou painéis, debates e apresentações científicas sobre a interface entre clima e saúde, além de lançar iniciativas e fortalecer parcerias com instituições nacionais e internacionais.
Para registrar essa atuação, o IOC preparou uma cobertura especial com os principais destaques dessa participação — um espaço que mostra como a ciência produzida no Instituto responde aos desafios atuais e contribui para soluções integradas de promoção da saúde e enfrentamento das mudanças climáticas.
Confira tudo em ioc.fiocruz.br/cop30
#ParaTodosVerem Banner com fundo colorido, em tons de verde, azul e amarelo, há figuras ilustrativas de folhas espalhadas pelo banner, no centro está escrito: IOC na COP30 - Brasil Amazônia - Belém 2025, confira o especial de cobertura.
O papel da ciência e da inovação na construção de um sistema de saúde mais robusto, equitativo e sustentável estará em discussão na nova série de webinários Pesquisa em Saúde Pública: caminhos da Fiocruz para o fortalecimento do SUS, que o Centro de Estudos Estratégicos Antonio Ivo de Carvalho (CEE-Fiocruz) realizará, no âmbito do Fórum Oswaldo Cruz.
O objetivo dos webinários é fomentar a reflexão sobre como planejar e sustentar uma estratégia científica de longo prazo, capaz de consolidar o Sistema Único de Saúde como política pública de base científica e social. A série faz parte dos debates do Fórum Oswaldo Cruz voltados ao desenvolvimento de uma agenda de pesquisa integrada da Fiocruz, orientada pelas necessidades do SUS e pelos desafios contemporâneos da ciência, em nível nacional e global.
O primeiro evento, Fomento à pesquisa em Saúde no Brasil: perspectivas futuras, será realizado no dia 29 de outubro de 2025, das 10h às 12h, com transmissão pelo canal da VídeoSaúde Distribuidora no Youtube. O público poderá participar com comentários e perguntas enviadas pelo chat.
Estarão reunidos o presidente do Conselho Nacional das Fundações Estatais de Apoio à Pesquisa (Confap), Márcio de Araújo Pereira, que abordará o papel das fundações estaduais na descentralização do fomento científico e os desafios para ampliar investimentos em ciência, tecnologia e inovação; e a diretora do Departamento de Ciência e Tecnologia do Ministério da Saúde (DCIT/Sectics/MS), Meiruze Sousa Freitas, tratando da perspectiva do Governo Federal quanto às diretrizes nacionais para a pesquisa em saúde, o alinhamento com as políticas públicas do SUS e as estratégias de integração entre produção científica e necessidades sociais. A mediação será realizada pelo coordenador do CEE- Fiocruz, Rômulo Paes e Sousa.
O Fórum Oswaldo Cruz é um espaço de debates qualificados sobre saúde e desenvolvimento nacional, reafirmando o compromisso da Fiocruz com a ciência, a inovação e a soberania sanitária brasileira.
Desafios e caminhos para uma ciência sustentável e comprometida com a saúde pública
A pesquisa em saúde no Brasil enfrenta desafios como restrições orçamentárias, desigualdades no financiamento, fragmentação institucional e novas demandas provocadas por mudanças sociais, ambientais e tecnológicas. Esses desafios exigem ação coordenada e sustentada por políticas de Estado que reconheçam a pesquisa como investimento essencial para a autonomia científica, a soberania nacional e a proteção da vida.
Neste contexto, a Fiocruz desempenha papel central como instituição estratégica de Estado, articulando pesquisa em saúde com políticas públicas e com a formação de recursos humanos. Sua atuação fortalece a capacidade do país de enfrentar desafios sanitários complexos, como epidemias, doenças crônicas e desigualdades em saúde, por meio de uma agenda científica que integra conhecimento acadêmico, inovação tecnológica e demandas sociais.
Serviço
Pesquisa em Saúde Pública: caminhos da Fiocruz para o fortalecimento do SUS
Webinário 1: Fomento à pesquisa em Saúde no Brasil: perspectivas futuras
Data: 29 de outubro de 2025
Horário: 10h às 12h
Realização: Centro de Estudos Estratégicos Antonio Ivo de Carvalho (CEE-Fiocruz) e Fórum Oswaldo Cruz
Transmissão: VídeoSaúde Distribuidora Fiocruz
O Curso de Especialização em Saúde Pública da Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca (ENSP/Fiocruz) deu início ao processo seletivo para formar a turma de 2026. As inscrições estão abertas até o dia 26 de setembro. O objetivo do curso é promover olhar crítico, reflexivo e abrangente sobre a situação de saúde e o contexto político-social, comprometido com a defesa do direito universal à saúde e do sistema público. A coordenação geral é de Célia Regina de Andrade, com as coordenadoras adjuntas, Karla Meneses da Costa e Lenir Nascimento da Silva.
No total, estão disponíveis 33 vagas, sendo três destinadas a candidatos estrangeiros. Além disso, 30% das vagas estão reservadas para ações afirmativas, sendo sete para negros e pardos, duas para pessoas com deficiência e uma para indígena. A Especialização em Saúde Pública tem carga horária total de 690 horas, sendo 576 horas para participação nas Unidades de Aprendizagem que compõem o curso e 114 horas para elaboração do TCC. As aulas serão às segundas e terças-feiras, em horário integral, das 8h às 17h. O início está previsto para 9 de março de 2026 e o término das aulas em 15 de dezembro de 2026. O curso se encerrará oficialmente em 30 de abril de 2027.
Para se inscrever, é necessário preencher o formulário eletrônico disponível na Plataforma SigaLS e, em seguida, enviar toda a documentação exigida. A lista de documentos está disponível no edital de seleção. Confira abaixo o passo a passo no edital.
No dia 15 de outubro será disponibilizada na Plataforma SigaLS e no Portal de Ensino da Ensp (ensino.ensp.fiocruz.br) listagem dos candidatos cujas inscrições foram homologadas. A seleção será realizada em duas etapas. A primeira é uma prova escrita, presencialmente, no dia 31 de outubro. Já a segunda consiste na análise do currículo e entrevista, em janeiro de 2026.
Todas as informações relativas a datas, documentos, regras e outros detalhes estão descritas no edital. Para tirar dúvidas, envie um e-mail para pseletivo.ensp@fiocruz.br.
A XII Jornada Científica do Instituto Aggeu Magalhães (IAM/Fiocruz Pernambuco), que acontecerá de 22 a 24 de setembro, divulga a sua programação completa. O encontro será aberto na próxima segunda-feira, 22 de setembro, às 9h, no auditório, com uma homenagem póstuma ao pesquisador e docente José Luiz do Amaral Corrêa de Araújo Júnior.
O encerramento, com o anúncio das premiações e menções honrosas, acontecerá na quarta-feira, 24 de setembro, a partir das 14h, na sala 1 do ensino. O restante da programação acontecerá no formato remoto, com a apresentação de um total de 49 trabalhos dos discentes, sendo 33 do Programa de Pós-Graduação Acadêmico em Saúde Pública e 16 do PPG em Biociências e Biotecnologia em Saúde. O objetivo é acompanhar o desenvolvimento dos projetos nos cursos de mestrado e doutorado, prioritariamente aqueles com defesa prevista para o ano de 2026.
Todas as atividades são abertas ao público e serão transmitidas através da plataforma online Zoom.
Confira aqui a programação completa da Jornada, onde você encontra os temas e links para assistir as exposições. Participe!
22/09/2025 – 14h às 17h - Sala 1: Mestrado PPGSP
ID da reunião: 848 2629 4641
Senha: 474825
22/09/2025 – 14h às 17h - Sala 2: Doutorado PPGSP
ID da reunião: 871 4645 1168
Senha: 455745
22/09/2025 – 14h às 17h - Sala 3: Mestrado/Doutorado PPGBBS
ID da reunião: 897 4839 2169
Senha: 493184
23/09/2025 – 9h às 12h – Sala 4: Mestrado PPGSP
ID da reunião: 880 7368 0523
Senha: 4488
23/09/2025 – 9h às 12h – Sala 5: Doutorado PPGSP
ID da reunião: 872 4837 9089
Senha: 805154
23/09/2025 – 9h às 12h – Sala 6: Doutorado PPGBBS
ID da reunião: 817 1099 0461
Senha: 129441
23/09/2025 – 14h às 17h – Sala 7: Mestrado PPGSP
ID da reunião: 880 7368 0523
Senha: 448810
23/09/2025 – 14h às 17h – Sala 8: Doutorado PPGSP
ID da reunião: 872 4837 9089
Senha: 805154
23/09/2025 – 14h às 17h – Sala 9: Mestrado/Doutorado PPGBBS
ID da reunião: 817 1099 0461
Senha: 129441
A vencedora do 3º Concurso Portinho Livre de Literatura Infantojuvenil é uma estudante de Alto Alegre do Pindaré, município do Maranhão. Larissa Sofia Silva dos Santos, de 13 anos, conquistou o prêmio com um conto que se inicia numa Unidade Básica de Saúde (UBS), onde o protagonista estende o braço para tomar vacina. Imerso na observação das pessoas e dos detalhes daquele ritual, caminha pelo bairro tecendo uma reflexão sobre o papel de cada um de nós na construção da saúde coletiva.
Este ano, o concurso recebeu 164 textos, de alunos entre 13 e 16 anos, que responderam à pergunta: "O que é saúde coletiva para você?". O tema foi escolhido como homenagem aos 125 anos da Fiocruz, celebrados em maio de 2025. Além disso, era uma forma de estimular o debate, nas salas de aula, sobre como o direito à saúde está relacionado à cidadania, à democracia, ao enfrentamento das desigualdades e aos outros direitos sociais, muito além da simples ausência de doenças.
Veja a lista completa dos 30 melhores textos
“O tema não era dos mais simples, sabemos. E, por isso mesmo, ficamos surpresos com o resultado”, enfatiza Juliana Krapp, coordenadora da Portinho Livre. “Recebemos ótimos trabalhos. Textos muito criativos, mas que também ilustram a complexidade e os desafios da ideia de 'saúde pública'.”
Larissa Sofia vai ganhar um cartão presente no valor de R$ 1 mil e o convite para viajar até o Rio de Janeiro, onde receberá o prêmio, durante a abertura da Semana Nacional de Ciência e Tecnologia (SNCT), na Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). Mas ela não será a única premiada. Sua professora, Vilma Soares Cunha, também receberá R$ 1 mil e terá as despesas pagas para comparecer à premiação. Além disso, os 30 melhores textos vão integrar um livro, a ser publicado em 2026.
“Este ano, decidimos premiar também os professores, como forma de reconhecer o trabalho que fazem ao levar temas cruciais de nossa sociedade para as escolas, estimulando a criatividade e a consciência cidadã”, explica Krapp. “Nas três edições do concurso, constatamos como são eles que incentivam a participação dos estudantes, aproveitando para debater pautas como saúde pública e meio ambiente, que foi tema da edição passada.”
O ranking com os três vencedores do concurso ainda tem representantes de Minas Gerais e do Rio de Janeiro. Pih Assis, estudante do município mineiro de Rio Pomba, ficou em segundo lugar, com a história de Lily. UMQ menina que nasceu na 'quebrada' e decide ser professora, para ajudar a mudar a vida de seus alunos, Ensinando, inclusive, que “viver com dignidade é um direito, não um luxo”. Isabela do Carmo Canale, de Niterói, ficou com o terceiro lugar, pelo texto 'Sopa da saúde da vovó'. Nele, descreve o diálogo entre uma criança e sua avó, que mostra os muitos ingredientes necessários para uma vida com saúde coletiva.
Os dois também vão ganhar cartões presente de R$ 1 mil, assim como seus professores: Bianca Portes de Castro e Thayane Fonseca.
O concurso Portinho Livre é uma iniciativa do Icict, com patrocínio da Fundação de Apoio à Fiocruz (Fiotec). Teve sua primeira edição em 2023, quando os estudantes foram convidados a escrever sobre o tema 'O bonde da vacina: cuidar de si para cuidar do outro'. Em 2024, 160 jovens atenderam ao chamado para escrever sobre 'O Brasil que resiste: ideias para adiar o fim do mundo'. Os vencedores das duas primeiras edições foram, respectivamente, estudantes de São Luis do Maranhão e de Anápolis, município de Goiás.
A Portinho Livre é um selo e uma plataforma de livros infantojuvenis em acesso aberto. Reúne obras que usam o poder da literatura para instigar o interesse pela ciência, pela saúde pública e pela cidadania.
#ParaTodosVerem Banner com fundo claro e as seguintes informações: O que é saúde coletiva para você? Se liga no resultado! 3º Concurso Portinho Livre de Literatura InfantoJuvenil. Em 1º lugar ficou Larissa Sofia Silva dos Santos, com a professora Vilma Soares Cunha de Alto Alegre do Pindaré (MA), 2º lugar Pih Assis, com a professora Bianca Portes de Castro de Rio Pomba (MG) e em 3° lugar Isabela Carmo Canale, com a professora Thayane Fonseca, de Niterói (RJ), confira a lista completa dos autores selecionados no site do Icict.
Estão abertas as inscrições para as turmas de 2026 dos cursos de pós-graduação Stricto Sensu da Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca (Ensp/Fiocruz). Os interessados têm até o dia 15 de setembro para se candidatar às vagas de mestrado e doutorado acadêmicos em três programas: Saúde Pública, Epidemiologia em Saúde Pública e Saúde Pública e Meio Ambiente. As inscrições devem ser realizadas pelo Acesso Fiocruz. Os editais estão disponíveis nos links abaixo. Nos documentos, há instruções para o procedimento de inscrição.
Saiba mais sobre os programas de pós-graduação acadêmicos da Ensp deles e saiba como participar do processo seletivo.
Programa de Pós-Graduação em Saúde Pública
+ Acesse o edital do Mestrado em Saúde Pública
+ Acesse o edital do Doutorado em Saúde Pública
Combinando tradição e atualização, o Programa de Pós-Graduação em Saúde Pública formou sua primeira turma de mestrado em 1967 e, desde 1977, é institucionalizado pela Capes. Ao longo de sua trajetória, contribuiu ativamente para a consolidação da saúde coletiva no Brasil e a formação para o SUS, atuando no ensino, na pesquisa e em parcerias com órgãos governamentais e organizações da sociedade civil. Os coordenadores do PPG são Gisele O'Dwyer de Oliveira e Vania Reis Girianelli.
Programa de Pós-Graduação em Epidemiologia em Saúde Pública
+ Acesse o edital do Mestrado em Epidemiologia
+ Acesse o edital do Doutorado em Epidemiologia
O Programa de Pós-Graduação em Epidemiologia oferece formação sólida, com linhas de pesquisa que dialogam com a Saúde Pública. Dissertações e teses são desenvolvidas com inovação, fundamentação teórica consistente e análise robusta. A proposta é formar docentes, pesquisadores e gestores capazes de planejar, implementar e avaliar políticas públicas e tecnologias em diferentes contextos epidemiológicos, sociais e ambientais, no Brasil e no mundo. Os coordenadores do PPG são Rosane Griep e Antonio Pacheco.
Programa de Pós-Graduação em Saúde Pública e Meio Ambiente
+ Acesse o edital do Mestrado em Saúde Pública e Meio Ambiente
+ Acesse o edital do Doutorado em Saúde Pública e Meio Ambiente
Voltado à interface entre saúde e meio ambiente, o Programa de Pós-Graduação em Saúde Pública e Meio Ambiente forma profissionais para analisar e propor soluções diante dos impactos das exposições ambientais na saúde humana. A abordagem é interdisciplinar e integrada, combinando as áreas de epidemiologia, toxicologia, e gestão e saneamento para compreender e enfrentar desafios ambientais e seus efeitos sobre a saúde. Os coordenadores são Rita Estrela e Enrico Saggioro.