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Publicado em 15/05/2026

Sextas traduz de forma intensa o sentimento de incompletude

Autor(a): 
Ana Furniel

O Sextas de hoje traz o poema Quase, de Mário de Sá-Carneiro, que traduz de forma intensa o sentimento de incompletude diante da vida e das relações humanas. O autor fala sobre estar sempre muito próximo de alcançar aquilo que desejava — o amor, a realização, a felicidade ou até mesmo o reconhecimento —, mas permaneceu preso ao “quase”, ao que não se concretiza plenamente. Essa sensação conversa com a percepção constante de desencontro, refletindo ainda sobre os limites entre desejo, realização e os grandes vazios existenciais. 

Mário de Sá-Carneiro foi um dos principais nomes do modernismo português e integrante da chamada Geração de Orpheu, ao lado grandes figuras como Fernando Pessoa. Nascido em Lisboa, em 1890, destacou-se por uma escrita marcada pela intensidade emocional, pelo conflito existencial e pela busca de identidade, temas que permeiam grande parte de sua obra. Além de poesias, Sá-Carneiro escreveu contos e novelas em obras importantes como "Dispersão" e "A Confissão de Lúcio". Vivendo entre Portugal e Paris, o autor enfrentou profundas crises emocionais que influenciaram diretamente sua escrita melancólica e introspectiva. Sua trajetória foi interrompida precocemente em 1916, quando morreu aos 25 anos, deixando uma obra curta, mas de enorme relevância para a literatura em língua portuguesa.

Publicado em 08/05/2026

Sextas faz sua homenagem ao dia das mães com canção "Dona Cila"

Autor(a): 
Ana Furniel

O Sextas de Poesia faz sua homenagem ao dia das mães, celebrado neste domingo, 10 de maio, a todas que de alguma forma vivem a maternagem, às vezes na barriga, na escolha, na adoção, no cuidado e sempre no amor. Escolhemos a canção "Dona Cila", avó da cantora e compositora brasileira Maria Gadú, homenageada na música de mesmo nome.

Feliz Dia das mães!

 

 

 

 

 

 

 

 

 

#ParaTodosVerem Desenho feito com caneta azul em um papel branco com linhas, na ilustração há o rosto de uma mulher do lado esquerdo, ao lado do seu rosto há um bebê enrolado em um pano, seus olhos estão fechados. Na parte inferior da figuro há um trecho da canção Dona Cila, de Maria Gadú:

De todo amor que eu tenho

Metade foi tu, que me deu

Salvando minh'alma da vida

Sorrindo e fazendo o meu eu.

Publicado em 01/05/2026

Sextas apresenta a beleza e força das flores de maio

Autor(a): 
Ana Furniel

O Sextas de Poesia, por meio da canção "Sapato velho", de Claudio Nucci, Mú Magalhaes e Paulinho Tapajós, inaugura maio, no Dia Internacional do Trabalhador, com a beleza e força das flores de maio. E que elas façam nossas jornadas mais fáceis ao caminhar.

Publicado em 17/04/2026

Sextas de Poesia reverencia o Dia Nacional da Mulher Sambista

Autor(a): 
Ana Furniel

O Sextas de Poesia de hoje reverencia o Dia Nacional da Mulher Sambista, comemorado em 13 de abril, com a canção 'Clementina de Jesus', uma composição de Gisa Nogueira consagrada na voz de Beth Carvalho em 1973. A música ressalta a cantora brasileira como uma mulher de fé e samba e que traz a força da preservação da cultura afro-brasileira. "Obra e graça da raça e da cor".

Clementina de Jesus trabalhou como doméstica e lavadeira por mais de 20 anos, até ser vista cantando, na Taberna da Glória, no Rio de Janeiro, pelo compositor Hermínio Bello de Carvalho – em 1963, já com 62 anos – que a levou para participar do projeto de grande sucesso O Menestrel.

Gisa Nogueira, apelido de Adalgisa Maria Nogueira Machado, é cantora e compositora e faz parte de uma família musical. Ela é irmã e parceira do cantor e compositor João Nogueira, mãe do cantor Didu Nogueira e tia de Diogo Nogueira. Apesar da vida artística não ter sido sua principal atividade, Gisa tem vasta trajetória no mundo da música, com inúmeras composições e gravações desde os anos 1970. 

O Dia Nacional da Mulher Sambista foi instituido em 2024, pela Lei 14.834/2024, e reconhece a luta, a resistência e a contribuição fundamental das mulheres no samba brasileiro. A data escolhida celebra o nascimento de Dona Ivone Lara.

*Com informações de Nova Brasil e o Instituto Memória Musical Brasileira (IMMuB).

Publicado em 10/04/2026

Sentimentos sutis embalam o Sextas de Poesia

Autor(a): 
Ana Furniel

O Sextas de Poesia de hoje traz a canção “Quem sabe isso quer dizer amor”, dos irmãos Lô Borges e Márcio Borges, integrantes fundamentais do grupo musical mineiro Clube da Esquina. A canção fala sobre sentimentos que surgem de forma sutil e, muitas vezes, são difíceis de nomear. Com melodia suave, a música tenta traduzir aquele instante em que o afeto começa a se insinuar, mas ainda não se revelou completamente.

A canção aborda o encantamento, a dúvida e a vulnerabilidade que acompanham o surgimento desse sentimento, falando sobre a experiência do amor como descoberta, especialmente em suas fases iniciais. 

Ela foi escrita em 2002, gravada por diversos artistas, mas eternizada na voz de Milton Nascimento, também integrante do Clube da Esquina, mas reconhecido como um dos mais influentes artistas da história da música brasileira.

 Que as flores de abril façam os sonhos acontecerem!

Publicado em 27/03/2026

Sextas apresenta “Guerra Civil”, de Miguel Torga

Autor(a): 
Ana Furniel

O poema “Guerra Civil”, de Miguel Torga, integra o livro Diário XII, publicado em 1983, e aborda, de forma simbólica, a experiência do conflito como uma fratura íntima e coletiva, sendo a guerra não apenas um confronto armado entre lados opostos, mas como uma questão que atravessa o próprio sujeito. 

Ao trazer a guerra para o campo íntimo, o poema permanece profundamente atual em 2026, quando o mundo ainda convive com conflitos armados, crises humanitárias e polarizações intensas. A “guerra civil” evocada por Torga pode ser percebida também nas divisões internas que fragmentam sociedades e indivíduos, alimentadas por disputas ideológicas, desinformação e desigualdades persistentes. Nesse contexto, sua poesia traz ainda um alerta mostrando que, mais do que territórios, estão em disputa e em risco os próprios vínculos humanos, éticos, afetivos e políticos, exigindo uma reflexão urgente sobre as formas de reconstrução do comum em meio à violência.

Miguel Torga, um pseudônimo para Adolfo Correia Rocha, foi um dos maiores escritores portugueses do século XX. Médico de formação, destacou-se como poeta, contista e memorialista, mas escreveu também romances, peças de teatro e ensaios, integrando a segunda fase do Modernismo. Construiu uma obra marcada pela reflexão ética, pelo humanismo, pela observação crítica da condição humana e suas relações com a natureza, a solidão e a morte, e pela resistência à ditadura. Foi, por diversas vezes, candidato ao Prêmio Nobel da Literatura e recebeu o prestigiado Prêmio Camões em 1989.

Publicado em 20/03/2026

Sextas traz profunda reflexão sobre afeto e renovação

Autor(a): 
Ana Furniel

O Sextas de Poesia traz o escritor português José Saramago, com trecho da apresentação do livro 'Viagem a Portugal', uma reflexão profunda sobre escolhas, desapego e renovação. Quando ele diz “entregue as suas flores a quem sabe cuidar delas”, fala simbolicamente sobre afeto, dedicação e tudo aquilo que cultivamos ao longo da vida, que sempre está em movimento, e que sempre existe a possibilidade de um novo percurso, um novo olhar ou uma nova chance.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

#ParaTodosVerem Fotografia em um campo florido, com tons quentes dourados e alaranjados. No centro da imagem há uma pessoa de costas, com cabelo volumoso e crespo, vestindo uma roupa clara. No lado direito da imagem há um texto em destaque com uma citação de José Saramago, apresentação do livro "Viagem a Portugal":

Entregue as suas 
flores a quem sabe 
cuidar delas, e comece.
Ou recomece.
Nenhuma viagem 
é definitiva.

Publicado em 13/03/2026

Sextas traz a jovem poesia de Thiago Camelo

Autor(a): 
Ana Furniel

O Sextas traz hoje o poema "Caminho", parte do livro 'Verão em Botafogo' do autor Thiago Camelo. A publicação apresenta versos curtos que resumem o que apreende um olhar, o universo contido num modo de dizer.

Thiago é um jovem poeta carioca, nascido em 1983 e formado em jornalismo e cinema pela PUC-Rio. Publicou dois livros de poesia: Verão em Botafogo, em 2010 (7Letras) e A ilha é ela mesma, em 2015) (Moça Editora). Ele também é autor de 'Descalço nos trópicos sobre pedras portuguesas', em 2017 (Editora Nós) e 'Dia um', que foi seu primeiro romance. 

Além de poeta, Thiago Camelo é letrista. Em 2015, a canção ‘Espelho d’água’, autoria sua em parceria com seu irmão Marcelo Camelo, foi gravada por Gal Costa no disco Estratosférica.

 

 

*com informações de Escamandro 

Publicado em 27/02/2026

Sextas homenageia a cidade do Rio de Janeiro pelos seus 461 anos

Autor(a): 
Ana Furniel

O Sextas de Poesia desta semana faz sua homenagem à cidade do Rio de Janeiro, com o samba de Paulo César Pinheiro, Moacyr Luz e Aldir Blanc "Saudades da Guanabara". Em 1º de março é celebrado o aniversário da cidade, completando, em 2026, 461 anos desde sua fundação, em 1565, por Estácio de Sá. A música tema desta edição mistura esperança, beleza, resistência e saudade na cidade que resgata a identidade carioca e cultural: "Brasil tua cara ainda é o Rio de Janeiro"!
 
Parabéns São Sebastião do Rio de Janeiro, que o padroeiro esteja sempre a te guardar!

 

 

 

 

 

 

 

 

#ParaTodosVerem Fotografia de uma praia, o mar está sem ondas, ao fundo o morro do Pão de Açúcar, no canto direito da imagem um homem vestido com roupas laranjas caminha na areia, ele está com um chapéu de palha na cabeça, dois recepientes cinzas pendurados nos ombros e segura um saco com vários biscoitos Globos, no canto esquerdo da imagem um treco de "Saudades de Guanabara", de Moacyr Luz:

Brasil
Tua cara ainda é
o Rio de Janeiro

Três por quatro na foto
e o teu corpo inteiro

Precisa se regenar

Plantei

Ramos de Laranjeiras
foi meu juramento

No Flamengo, Catete,
na Lapa e no Centro

Pois é para gente respirar, Brasil

Brasil

Tira as flechas do peito
do meu Padroeiro

Que São Sebastião
do Rio de Janeiro

Ainda pode se salvar, Brasil

Publicado em 13/02/2026

Sextas fala sobre a alegria e a leveza do carnaval

Autor(a): 
Ana Furniel

O carnaval, em diversas partes do mundo, é considerado uma festa de resistência, liberdade e coletividade. No Brasil, é a maior celebração da cultura popular. Uma festa que une o sagrado e o profano, que se torna espaço de afirmação da diversidade e de luta pelos direitos das mulheres — com seus corpos livres nas ruas. É o maior espetáculo da Terra, onde o povo ousa ser feliz.

O Sextas de Poesia desta semana presta sua homenagem ao carnaval na voz de Luis Carlinhos, com a canção “Oh Chuva”, cuja letra faz a poesia rimar com alegria e convida a chuva a abençoar a folia. 

Bom carnaval! Que seja vivido com respeito e celebrado com pura magia.

Luis Carlos Xavier Ewald, o Luiz Carlinhos, é um cantor, compositor, intérprete e violonista brasileiro, nascido em 6 de junho de 1975, no Rio de Janeiro. É conhecido por transitar entre a música popular nordestina e o romantismo urbano. A canção “Oh, Chuva”, tornou-se um de seus maiores sucessos e ganhou projeção nacional ao ser regravada por diferentes artistas. A música, marcada por melodia envolvente e letra que mistura saudade, desejo e clima de chuva como metáfora de sentimentos, ajudou a consolidar o nome de Luiz Carlinhos como um compositor sensível e atento às emoções cotidianas. 

Desde muito jovem ele se relaciona com a música, tendo formado sua primeira banda, Sondagem da Terra, aos 12 anos. Formou-se em Ciências Sociais (2002) e depois em Artes Cênicas (2012) pela Pontifícia Universidade Católica (PUC-RJ) — onde também atuou como produtor, curador e apresentador de projetos culturais. Integrou a banda de reggae Dread Lion, também lançou vários álbuns solo, como Rapa da Panela (2005), Muda (2008) e o CD/DVD Gentes – 20 Anos ao Vivo (2013). Ela é ainda cofundador do grupo 4 Cabeça, vencedor do 21º Prêmio da Música Brasileira como Melhor Grupo de MPB. Além da música, atuou no teatro — inclusive compondo trilhas e participando de espetáculos.

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