A Editora Fiocruz conquistou o Prêmio Jabuti Acadêmico 2025, na categoria Enfermagem, Farmácia, Saúde Coletiva e Serviço Social, com o livro Epidemiologia Pós-Pandemia: de ciência tímida a ciência emergente, de autoria do epidemiologista Naomar de Almeida Filho. A vitória reforça o reconhecimento da produção editorial da Fundação Oswaldo Cruz e se soma a outras premiações já recebidas pela Editora ao longo de sua trajetória.
Criado em 2024 pela Câmara Brasileira do Livro (CBL), com o apoio da Academia Brasileira de Ciências (ABC) e da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), o Jabuti Acadêmico é uma distinção anual que incentiva e valoriza a excelência na produção acadêmica, técnica e profissional nacional. A premiação destaca contribuições relevantes para o desenvolvimento científico, social, político e cultural do país e representa um importante reconhecimento para autores, editoras e instituições de pesquisa. Nesta edição de 2025, o prêmio recebeu mais de 2 mil publicações inscritas.
Publicado originalmente em espanhol pela EDUNLa Cooperativa (Universidade Nacional de Lanús, Argentina), o livro foi traduzido, ampliado e revisado pelo autor especialmente para o público brasileiro. Com uma abordagem crítica e inovadora, a obra propõe uma nova leitura da epidemiologia à luz da pandemia de COVID-19, incorporando saberes biomoleculares, sociais e culturais. Naomar revisita conceitos como risco, causalidade, desigualdades em saúde e complexidade, e propõe uma teoria unificada de saúde-enfermidade-cuidado, além de apresentar a “etnoepidemiologia”. Organizado em 23 capítulos, o livro oferece reflexões teóricas e filosóficas, articulando ciência e sociedade em um contexto pós-pandêmico.
“Durante a pandemia, o Brasil inteiro passou a falar sobre epidemiologia — e muitos se apresentavam como especialistas na área. Isso me levou a refletir não apenas sobre a história da disciplina, mas também sobre a minha própria trajetória dentro dela. O livro acabou se tornando uma espécie de testemunho do desenvolvimento de um campo científico que, cada vez mais, assume um papel central na saúde coletiva”, ressalta o autor.
Com uma escrita reflexiva e rigorosa, Naomar de Almeida Filho desafia os limites tradicionais da epidemiologia, sugerindo que a ciência deve ir além da análise de números para considerar as complexas interações sociais e históricas que moldam a saúde. A obra é uma leitura fundamental para profissionais da saúde, pesquisadores e interessados em compreender como a epidemiologia se renovou no contexto pós-pandêmico, reafirmando seu compromisso com a equidade e a qualidade de vida.
Com este novo Jabuti Acadêmico, a Editora Fiocruz reafirma seu compromisso com a ciência, a saúde pública e a produção de conhecimento acessível e transformador.
+Saiba mais sobre o livro Epidemiologia Pós-Pandemia: de ciência tímida a ciência emergente
Sobre o autor:
Naomar de Almeida Filho é médico, doutor em epidemiologia, professor titular aposentado da Universidade Federal da Bahia (UFBA) e reconhecido como um dos principais teóricos da epidemiologia crítica no Brasil. Pela Editora Fiocruz, também publicou os quatro volumes da Série Epidemiológica e o clássico O que é Saúde.
O livro 'Epidemiologia no Pós-Pandemia: de ciência tímida a ciência emergente', de Naomar de Almeida Filho, concorre na categoria Enfermagem, Farmácia, Saúde Coletiva e Serviço Social.
A cerimônia de premiação está marcada para o dia 5 de agosto de 2025, em São Paulo, com transmissão ao vivo pelo canal oficial da Câmara Brasileira do Livro (CBL) no YouTube.
Neste ano, o Prêmio Jabuti Acadêmico recebeu 2.004 inscrições, distribuídas entre as 30 categorias que integram os eixos “Ciência e Cultura” e “Prêmios Especiais”.
'Epidemiologia no Pós-Pandemia: de ciência tímida a ciência emergente', de Naomar de Almeida Filho está disponível nas livrarias físicas e virtual da Editora Fiocruz e no portal SciELO Livros.
Conheça a obra da Editora Fiocruz finalista do Prêmio Jabuti Acadêmico 2025
Epidemiologia no Pós-Pandemia: de ciência tímida a ciência emergente
Na obra, Naomar de Almeida Filho, um dos principais nomes da Saúde Coletiva no Brasil, propõe uma análise crítica e profunda da trajetória da epidemiologia. O livro reflete sobre o papel dessa disciplina diante dos desafios trazidos pela pandemia de covid-19 e propõe caminhos para uma ciência mais audaciosa, articulada e socialmente comprometida.
Com capítulos inéditos sobre temas como sindemias, infodemiologia e transdisciplinaridade, a edição brasileira foi traduzida, revista e ampliada pelo autor a partir de versão original em espanhol publicada na Argentina em 2023. Organizado em 23 capítulos, o livro propõe uma nova abordagem conceitual para a epidemiologia, que incorpora saberes biomoleculares, sociais e culturais, sugerindo, inclusive, a construção de uma “etnoepidemiologia” — uma ciência mais conectada às realidades dos territórios e das populações.
Sobre o autor
Naomar de Almeida Filho é médico, epidemiologista e professor titular da Universidade Federal da Bahia. Foi reitor da UFBA e da Universidade Federal do Sul da Bahia, além de membro da Academia Brasileira de Ciências. Seu trabalho é reconhecido internacionalmente por integrar perspectivas filosóficas, sociais e biomédicas à epidemiologia.
Onde encontrar a obra
O livro Epidemiologia no Pós Pandemia: de ciência tímida a ciência emergente está disponível, em acesso comercial, no portal SciELO Livros.
*Com informações da Editora Fiocruz.
#ParaTodosVerem Banner com fundo lilás, no centro está a capa de um livro branco, com o tema: Epidemiologia no Pós-Pandemia: de ciência tímida a ciência emergente, no banner está escrito: Finalista do prêmio jabuti acadêmico 2025, na categoria enfermagem, farmácia, saúde coletiva e serviço social.
A Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca, da Fundação Oswaldo Cruz, por meio da Coordenação de Desenvolvimento Educacional e Educação a Distância (CDEAD/Ensp/Fiocruz), publica três livros tendo como foco o Sistema Único de Saúde (SUS): Ouvidoria do SUS: uma inovação social, caminho para a integridade, Ouvidorias do SUS: fortalecendo a atuação em rede e Formação de Conselheiros de Saúde: uma estratégia para o fortalecimento do SUS, no âmbito do Projeto Fortalecimento da Ouvidoria-Geral do Sistema Único de Saúde (OUVSUS/MS) e do Projeto Formação de Conselheiros Municipais de Saúde do Rio de Janeiro. Estas publicações somam-se às iniciativas que valorizam os instrumentos e instâncias de participação social como promotoras da garantia dos direitos de cidadania na saúde. As obras são Recursos Educacionais Abertos (REA) elaboradas de acordo com a Política de Acesso Aberto ao Conhecimento da Fiocruz, e estão disponíveis em acesso aberto.
Ouvidoria do SUS uma inovação social, caminho para a integridade
As ouvidorias do Sistema Único de Saúde (SUS) são instrumentos de democracia participativa e constituem-se em instâncias de participação social que aproximam o Estado da sociedade, configurando um espaço democrático, essencial ao aprimoramento dos serviços públicos de saúde. No contexto de compreender o papel e a atuação das Ouvidorias públicas no escopo do SUS e reforçar a participação social como um de seus alicerces, o livro Ouvidoria do SUS uma inovação social, caminho para a integridade contempla temas que se encontram na pauta contemporânea das Ouvidorias, como a integridade institucional, e reconhece que boas políticas e boas práticas contribuem para o exercício da missão institucional da Ouvidoria pautada nos princípios éticos, na transparência, na inovação social e no respeito aos direitos de cidadania.
O livro é de autoria da professora da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) ex-presidente do Instituto Latinoamericano del Ombudsman/Defensorías del Pueblo (ILO) de 2019 a 2023 e ex-Ouvidora-Geral da UFRJ, Cristina Ayoub Riche, e organizado pela coordenadora nacional do Projeto Fortalecimento da Ouvidoria-Geral do Sistema Único de Saúde, Rosa Maria Pinheiro Souza, que também foi secretária técnica executiva da RedEscola por quase uma década e vice de Educação da Escola de Governo em Saúde na Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca (Ensp).
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Ouvidorias do SUS: fortalecendo a atuação em rede
Ouvidorias do SUS: fortalecendo a atuação em rede trata das Ouvidorias do SUS, em uma perspectiva crítica e com uma abordagem pedagógica que busca consolidar a atuação em Rede, fortalecendo-as. Originalmente, teve seu conteúdo organizado para um trabalho educativo online com a mediação de facilitadores de aprendizagem. A potência e a capilaridade desta iniciativa, de abrangência nacional, inspirou a publicação desta obra, que tem como objetivo de aprendizagem compreender a saúde como direito, o processo de trabalho de uma Ouvidoria do SUS e a gestão da informação nas ouvidorias do SUS.
O livro foi organizado pela Coordenadora Nacional do Projeto Fortalecimento da Ouvidoria-Geral do Sistema Único de Saúde, Rosa Maria Pinheiro Souza, analista sênior de gestão em saúde (Ensp/Fiocruz), que também foi coordenadora da Secretaria Técnica Executiva da Rede Brasileira de Escolas (RedEscola) por quase uma década e vice-diretora da Escola de Governo em Saúde (VDEGS) na Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca (Ensp), e pelo Coordenador da Coordenação de Desenvolvimento Educacional e Educação a Distância (CDEAD) da Ensp, Maurício De Seta, e contou com a contribuição de diversos autores especialistas em saúde.
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Formação de Conselheiros de Saúde: uma estratégia para o fortalecimento do SUS'
A partir de uma concepção teórico-prática, o livro 'Formação de Conselheiros de Saúde: uma estratégia para o fortalecimento do SUS' reúne o conteúdo do Curso de Qualificação Profissional para Conselheiros Municipais de Saúde, tendo como fio condutor as reflexões e debates que emergiram durante seu desenvolvimento. Merece destaque a potência dessa iniciativa, seja pela riqueza das ideias advindas do movimento de facilitação da aprendizagem, seja pela efervescência e diversidade das experiências relatadas pelos participantes. O leitor pode reconhecer a importância da democracia, da participação social e o papel dos conselhos de saúde na democratização e na política pública de saúde; entender os impactos dos determinantes sociais de saúde no âmbito do território; compreender conceitos relevantes referentes à gestão colegiada e participativa do SUS e conhecer os mecanismos e instrumentos de gestão do SUS como pilares para uma atuação comprometida e qualificada nos conselhos municipais de saúde.
Concebido originalmente para a formação de conselheiras e conselheiros municipais de saúde do estado do Rio de Janeiro, esta iniciativa revelou um potencial extraordinário de disseminação de conhecimentos e experiências capaz de alcançar conselheiras e conselheiros de saúde de todo o país. A publicação contempla temas centrais, como democracia, participação social e o papel dos conselhos de saúde na democratização e na política pública de saúde, discutindo os impactos dos determinantes sociais de saúde no âmbito do território. Nessa linha, apresenta conceitos importantes para uma gestão colegiada e participativa do SUS, mecanismos e instrumentos de gestão do SUS como pilares para uma atuação eficaz nos conselhos municipais.
O livro foi organizado pela Coordenadora Nacional do Projeto Fortalecimento da Ouvidoria-Geral do Sistema Único de Saúde, Rosa Maria Pinheiro Souza, analista sênior de gestão em saúde (Ensp/Fiocruz), que foi coordenadora da Secretaria Técnica Executiva da Rede Brasileira de Escolas de Saúde Pública (RedEscola) por quase uma década e atuou também como vice-diretora da Escola de Governo em Saúde (VDEGS) na Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca (Ensp/Fiocruz), e pelo Professor do Departamento de Odontologia Preventiva e Comunitária da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj) e Coordenador da equipe de formação docente da Coordenação de Desenvolvimento Educacional e Educação a Distância (CDEAD/Ensp/Fiocruz), Moacyr Torres Junior. Esta obra contou com a participação de diversos autores especialistas em saúde.
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#ParaTodosVerem Banner com fundo roxo. No topo, está escrito "Formação de Conselheiros de Saúde - Ouvidoria do SUS". Ao centro do banner, estão as capas de três livros: "Ouvidoria do SUS uma inovação social, caminho para a integridade", com uma capa laranja; "Formação de Conselheiros de Saúde: uma estratégia para o fortalecimento do SUS", com uma capa branca; e "Ouvidorias do SUS: fortalecendo a atuação em rede", com uma capa azul. Do lado inferir direito, ao lado dos três livros, um cartaz amarelo escrito "Publicações estão disponíveis em acesso aberto".
O Sextas de Poesia traz um trecho da obra "Orlando", de Virginia Woolf. Considerada uma das escritoras mais importantes do século XX, sua técnica narrativa de monólogo interior e seu estilo poético se destacam como as contribuições mais relevantes para o romance moderno. A publicação póstuma de suas cartas, ensaios e diários, apesar dos esforços em contrário do seu marido, representou um legado muito valioso tanto para os futuros escritores como para leitores que buscam obras que fujam do convencional.
Orlando, romance escrito em 1928, representou um novo avanço em seu estilo e lhe rendeu elogios da crítica por seu trabalho inovador, conseguindo aumentar ainda mais sua popularidade.
Com nove romances publicados e mais de 30 livros de outros gêneros, Virginia Woolf continua sendo uma das escritoras mais influentes da literatura mundial, a autora que mais revolucionou a narrativa no século XX e quem mais defendeu os direitos das mulheres através de seus textos.
#ParaTodosVerem a imagem apresenta uma fotografia onde há, no plano de fundo, um castelo, e mais à frente, uma mulher sentada debaixo de uma árvore em um gramado verde lendo um livro. O poema é um trecho do livro "Orlando", de Virginia Woolf:
Somos as palavras;
somos os livros;
somos feitos do mesmo
tecido de que
são feitos os sonhos.
Disponível em acesso aberto no portal SciELO Books, a Editora Fiocruz acaba de lançar o livro Imagens, micróbios e espelhos: os sistemas imune e nervoso e nossa relação com o ambiente.
De autoria dos pesquisadores Cláudio Tadeu Daniel-Ribeiro e Yuri Chaves Martins, o livro trata de paradigmas, protoideias e também de estilos de pensamento, pensamentos coletivos e revoluções científicas. Nele, os autores dissertam sobre assuntos que vão desde as origens do homem e a imprevisibilidade da evolução do conhecimento e da ciência até os conceitos e mecanismos de formação de imagens internas (como em um espelho) para o reconhecimento (da imagem) de objetos do mundo real (incluindo os micróbios).
Os textos permeiam tanto narrativas históricas – como a da imunologia cognitiva – quanto a descrição do funcionamento do sistema nervoso. Os tópicos expostos em cada capítulo são explicados ao leitor com a ajuda de conceitos de diferentes disciplinas, muitas vezes estranhas ao pensamento coletivo de cientistas de nossas áreas. Assim, algumas ideias, inicialmente protoideias, demandaram amadurecimento através da interação com especialistas nas diversas disciplinas abordadas. Ao fim de cada capítulo, comentários desses peritos analisam as perspectivas e consequências dos temas tratados, muitas vezes proporcionando um olhar diferente ao oferecido por nós.
Com uma abordagem interdisciplinar, os autores esperam promover o debate sobre diversos temas tratados entre especialistas de diferentes campos do conhecimento e instigar o surgimento de novas revoluções científicas.
A Câmara Brasileira do Livro (CBL) divulgou a lista de obras finalistas do I Prêmio Jabuti Acadêmico, desdobramento do prêmio Jabuti dedicado às publicações das áreas científicas, técnicas e profissionais. Dois livros da Editora Fiocruz estão entre os cinco selecionados de suas categorias.
Conheça as obras da Editora Fiocruz indicadas
O livro Avaliação das Políticas de Alimentação e Nutrição: contribuições teóricas e práticas figura como finalista na categoria Ciência de Alimentos e Nutrição. As organizadoras são a coordenadora do Laboratório de Ensino em Pesquisa em Alimentação e Nutrição da Escola Nacional de Saúde Pública Sérgio Arouca (Ensp/Fiocruz), Denise Cavalcante de Barros e as pesquisadoras do Departamento de Endemias Samuel Pessoa, também da Ensp, Marly Marques da Cruz e Santuzza Arreguy Silva Vitorino. Conheça mais sobre o livro.
Já na categoria Enfermagem, Farmácia, Saúde Coletiva e Serviço Social, o livro finalista é Atenção Primária à Saúde em Municípios Rurais Remotos no Brasil. Os autores são o professor da Universidade Federal da Bahia (UFBA) e membro do Grupo de Pesquisas em Atenção Primária à Saúde (PeqAPS) na Ensp, Adriano Maia dos Santos, a professora da Universidade de São Paulo (USP), Aylene Bousquat, as pesquisadoras da Ensp, Ligia Giovanella e Márcia Fausto, além da professora da Universidade Federal Fluminense (UFF), Patty Fidelis de Almeida. Conheça mais sobre o livro.
A obra Testosterona: a biografia de um hormônio, de Lucas Tramontano, pesquisador do Instituto Fernandes Figueira (IFF/Fiocruz), chegou a ficar entre os semifinalistas, mas não passou para a última fase da premiação. Conheça mais sobre o livro.
Prêmio Jabuti Acadêmico
Esta é a edição de estreia do prêmio Jabuti Acadêmico, realizado pela CBL com o apoio da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) e da Academia Brasileira de Ciências (ABC). Trata-se de uma distinção anual criada, segundo o portal do prêmio, com o objetivo de "incentivar e valorizar a excelência na produção acadêmica nacional, buscando reconhecer contribuições relevantes para o desenvolvimento científico, social, político e cultural do país".
Já na sua primeira edição, o prêmio recebeu 1.953 inscrições, que se dividiram em dois eixos: Ciência e Cultura e Prêmio Especiais. Os autores premiados receberão a estatueta e um prêmio de R$ 5 mil. Os vencedores serão anunciados em cerimônia no dia 6 de agosto, no Teatro Sérgio Cardoso, em São Paulo.
Confira a lista completa dos finalistas do Jabuti Acadêmico 2024.
A sessão do Centro de Estudos do Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz) desta sexta-feira, dia 8 de dezembro, abordará o tema ‘Doença, filosofia e destino na Montanha Mágica de Thomas Mann’ com o professor de teoria literária e literatura comparada da Universidade de São Paulo (USP), Jorge de Almeida.
Na ocasião, a médica pneumologista da Fiocruz, Margareth Dalcolmo, atuará como mediadora.
A atividade será transmitida pelo Canal do IOC no YouTube a partir das 10h. Acompanhe!
Permitida a reprodução sem fins lucrativos do texto desde que citada a fonte (Comunicação / Instituto Oswaldo Cruz).
O ebook “TERRITÓRIOS, ACERVOS E IDENTIDADES: reflexões sobre patrimônio cultural fluminense” será lançado pela Casa de Oswaldo Cruz (COC/Fiocruz), em iniciativa do seu mestrado profissional em Preservação e Gestão do Patrimônio Cultural das Ciências e da Saúde (PPGPAT). Com apoio financeiro da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro (Faperj) e publicação pela editora Hucitec, o lançamento acontece em evento de adesão à Semana do Patrimônio Fluminense (SPF), em 5 de dezembro, às 10h, no Salão de Conferência Luiz Fernando Ferreira, no Centro de Documentação e História da Saúde (CDHS). No evento, estarão os autores, muitos ex-alunos do PPGPAT, e as organizadoras Ana Luce Girão e Inês El-Jaick Andrade, também professoras do Programa.
De acordo com as organizadoras, a obra é uma coletânea composta por 11 artigos que trazem discussões relevantes para o campo da cultura. “O livro constitui uma valiosa contribuição para os estudos desenvolvidos no estado do Rio de Janeiro no âmbito da memória e do patrimônio cultural, em suas dimensões material e imaterial”, frisam. Segundo Ana Luce e Inês, as reivindicações por reconhecimento, por parte de grupos sociais submetidos ao esquecimento forçado, por um lado, e a incorporação de novos e antigos saberes e fazeres, por outro, são discutidos nos textos, que abordam, sob ângulos diferentes, as categorias encadeadas no título: territórios, acervos e identidades.
O e-book traz artigos de autores vinculados ao PPGPAT como Aline Lopes de Lacerda, Bianca Sivolella, Carla dos Santos Feltman, Claudio Oliveira Muniz, Éric Alves Gallo, Inês El-Jaick Andrade, Jeferson Mendonça, Lucas Cuba Martins, Roberta dos Santos de Almeida, Suzana Camillo Marques e Thalles Yvson Alves de Souza. Também apresentam artigos contemplados no livro Amanda Heloisa Souza Custódio e Clarice Maria Silva Campos, ambas vinculadas ao Mestrado profissional Memória e Acervos se insere no Programa de Pós-graduação em Memória e Acervos (PPGMA) da Fundação Casa de Rui Barbosa (FCRB).
Serviço
Lançamento do e-book “TERRITÓRIOS, ACERVOS E IDENTIDADES: reflexões sobre patrimônio cultural fluminense”
Data: 5 de dezembro
Horário: 10h
Local: Sala de conferências do Centro de Documentação e História da Saúde (CDHS) - 4º andar
Endereço: Av. Brasil, 4365, Manguinhos - Rio de Janeiro.
A iniciativa Brasil Saúde Amanhã e a Estratégia Fiocruz para a Agenda 2030 lançam mais um livro dedicado à prospecção estratégica do sistema de saúde brasileiro: Economia e Financiamento do Sistema de Saúde no Brasil. A obra analisa a partir do olhar de diferentes especialistas as perspectivas da economia global e brasileira para as próximas décadas, discute as bases e limites do financiamento da saúde no Brasil, a situação da contratualização e remuneração de serviços de saúde pelo SUS, as estratégias de expansão das empresas de planos e seguros de saúde e a dinâmica de reestruturação do setor privado de serviços de saúde no Brasil. A publicação será lançada em 14/12, às 17h, em um encontro virtual transmitido pelo canal da VideoSaúde Distribuidora da Fiocruz no Youtube e no site Saúde Amanhã. O livro, em acesso aberto, tem o selo Edições Livres, uma iniciativa do Instituto de Comunicação e Informação Científica e Tecnológica em Saúde (Icict/Fiocruz), dedicada a lançar obras com livre circulação na internet, tornando acessíveis a qualquer internauta livros de interesse científico e social.
Organizada por Paulo Gadelha, José Carvalho de Noronha, Leonardo Castro e Telma Ruth Pereira, a publicação é composta por seis capítulos, assinados por Carlos Aguiar de Medeiros, Pedro Rossi, Lucas Teixeira, Fernando Gaiger Silveira, Maria Luiza Campos Gaiger, Maria Angelica Borges dos Santos, Luciana Mendes Santos Servo, Lucas Salvador Andrietta, Artur Monte-Cardoso, Jose Antônio de Freitas Sestelo, Mario César Scheffer, Ligia Bahia e Marco Antonio Rocha.
O lançamento terá a participação dos organizadores, da presidente da Fundação Oswaldo Cruz, Nísia Trindade Lima, e do diretor do Instituto de Comunicação e Informação Científica e Tecnológica em Saúde (Icict/Fiocruz), Rodrigo Murtinho.
O livro é resultado de dois seminários realizados pela iniciativa Brasil Saúde Amanhã sobre os cenários para o Brasil e o setor Saúde após a pandemia de Covid-19, que estão disponíveis no canal da VideoSaúde Distribuidora da Fiocruz no Youtube. Os seminários também resultaram em seis Textos para Discussão (TDs nº 51, 52, 53, 54, 66 e 74) publicados em acesso aberto no portal Saúde Amanhã.
Brasil Saúde Amanhã
A Iniciativa Brasil Saúde Amanha, rede multidisciplinar de pesquisa que investiga e propõe caminhos para o setor Saúde, desde 2010, em articulação com a Estratégia Fiocruz para Agenda 2030, contribui para a atuação nacional e institucional em direção aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável. Dessa forma, a prospecção de cenários futuros para a saúde pública brasileira integra os esforços da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) para consolidar e qualificar o Sistema Único de Saúde (SUS) e garantir melhores condições de vida e saúde para a população brasileira.
Edições Livres
Iniciativa do Instituto de Comunicação e Informação Científica e Tecnológica em Saúde (Icict/Fiocruz), Edições Livres é um selo editorial dedicado a lançar obras com livre circulação na internet, tornando acessíveis a qualquer internauta livros de interesse científico e social. Títulos que colaborem com o fortalecimento da ciência e do pensamento social no Brasil — e que possam ser compartilhados, debatidos e lidos livremente, de forma gratuita. Edita, sempre em versões digitais e em acesso aberto, volumes de literatura científica que promovam o fortalecimento da interseção e do diálogo interdisciplinar entre saúde coletiva, ciências sociais, comunicação e informação. Podem ser obras inéditas, mas também títulos já esgotados ou indisponíveis na internet. O projeto busca contribuir para a ampliação da Política de Acesso Aberto e a constituição de políticas de Memória e de Ciência Aberta da Fiocruz.
Em meio à maior emergência sanitária global dos últimos tempos, uma data especial destaca e enaltece um marco da ciência brasileira para todo o mundo: 14 de abril de 2020 será, oficialmente, o primeiro Dia Mundial da Doença de Chagas. Para celebrar a importância da data para a pesquisa científica do Brasil e, especialmente, para a Fiocruz, o livro Carlos Chagas: um cientista do Brasil está sendo relançado pela Editora Fiocruz em formato digital – e em acesso aberto – na plataforma SciELO Livros. Clique aqui para fazer o download.
Para complementar a leitura, a plataforma Educare disponibiliza um vídeo sobre a transição epidemiológica da doença de Chagas e o impacto desta transição na saúde da população brasileira. Datado de 2009, o recurso educacional é uma produção do Instituto de Comunicação e Informação Científica e Tecnológica em Saúde (Icict/Fiocruz). Clique aqui para acessar o vídeo.
De autoria de Simone Petraglia Kropf e Aline Lopes de Lacerda, pesquisadoras da Casa de Oswaldo Cruz (COC/Fiocruz), a edição bilíngue (português/inglês) do livro foi lançada em 2009, como parte das comemorações do centenário do anúncio da descoberta da doença de Chagas. No mesmo ano, a Editora Fiocruz também lançou os títulos Doença de Chagas, Doença do Brasil: ciência, saúde e nação, 1909 – 1962 (coleção História e Saúde) e Clássicos em Doença de Chagas: histórias e perspectivas no centenário da descoberta.
Fruto de ampla pesquisa por parte das autoras, o álbum reúne um conjunto iconográfico singular e uma compilação dos mais expressivos documentos relativos à vida e à obra do médico sanitarista. Uma trajetória biográfica repleta de imagens e arquivos do cientista, contemplando capítulos sobre sua infância, sua formação médica e sua atuação como pesquisador, professor, diretor do Instituto Oswaldo Cruz e gestor na área de saúde pública federal.
Em 2010, o livro foi finalista do Prêmio Jabuti, maior reconhecimento literário do país, na categoria Biografia. Uma nomeação de prestígio a uma obra que esmiuçou o percurso de um pioneiro da ciência nacional e que agora está inteiramente disponível em versão digital. “A iniciativa da Editora Fiocruz de disponibilizar, em acesso aberto, o livro sobre Carlos Chagas representa uma grande alegria. Ela vem ao encontro da minha convicção de que a ciência deve ir muito além da academia e dos laboratórios, deve estar sempre no mundo, compartilhada com os mais diversos grupos da sociedade”, comemora a autora Simone Kropf, professora do Programa de Pós-Graduação em História das Ciências e da Saúde (PPGHCS/COC/Fiocruz).
A biografia reflete ainda sobre os muitos títulos e premiações do cientista e sua importância para a continuidade das pesquisas sobre doenças associadas à pobreza em países tidos como periféricos. "O maior legado de Carlos Chagas é a visão de que a ciência deve atender às demandas da sociedade (no caso, a saúde pública) e que cabe ao Estado brasileiro garanti-la e promovê-la", destacou Kropf em 2019, na ocasião das comemorações pelos 110 anos da descoberta da doença de Chagas.
A resolução que instituiu o Dia Mundial da Doença de Chagas foi aprovada no ano passado, durante a 72ª Assembleia Mundial da Saúde – que reúne delegações de todos os estados-membros da Organização Mundial da Saúde (OMS) –, em Genebra, na Suíça. A decisão ocorreu em data emblemática para a Fiocruz: 24 de maio, véspera do aniversário de 119 anos da instituição.
A presidente Nísia Trindade Lima participou da comitiva que representou o Brasil na cerimônia e comunicou, logo após a aprovação, a notícia para toda a comunidade da Fiocruz. “Sabemos o sentido histórico e contemporâneo que tem essa decisão. Trata-se de quebrar o silêncio em relação a um importante problema de saúde pública. Vai muito além da mais do que merecida homenagem ao grande cientista Carlos Chagas, referência para a ciência voltada à saúde pública em todo o mundo. Essa declaração institui o dia em que foi identifica pela primeira vez, clinicamente, a Doença de Chagas. Por isso, é tão significativa: trata-se de lidar não só com uma doença negligenciada, mas com populações negligenciadas”, enalteceu Nísia.
14 de abril de 1909 marca o dia em que Carlos Chagas identificou, pela primeira vez, o parasito Trypanosoma cruzi, causador da infecção, em uma paciente: Berenice, de dois anos, moradora da área rural de Lassance, em Minas Gerais. Dias depois, em 22 de abril, Oswaldo Cruz anunciava à Academia Nacional de Medicina que o então jovem pesquisador Chagas (assistente do Instituto que levava o nome do patrono da Fiocruz) havia descoberto o protozoário no sangue da menina.
Além de caracterizar o agente causador e o conjunto de sintomas, Carlos Chagas identificou o inseto transmissor: o triatomíneo, popularmente conhecido como barbeiro. A descrição do ciclo da doença de Chagas foi um dos feitos mais emblemáticos da ciência brasileira. E esse marco foi amplamente reconhecido pela resolução da OMS, que inseriu o Dia Mundial da Doença de Chagas em seu exclusivo calendário anual de campanhas mundiais. Agora, a data especial está ao lado de, entre outras, Dia Mundial da Saúde e Dia Mundial da Luta Contra a Malária, ambos também em abril, Dia Mundial sem Tabaco, em maio, e Dia Mundial de Combate à Aids, em 1º de dezembro.
Mesmo em meio ao seu maior desafio, a pandemia do novo coronavírus, a Organização Mundial da Saúde reforça a importância da data em seu calendário. Em seu site, o órgão destaca, nas páginas Dia Mundial da Doença de Chagas e Celebrando o Dia Mundial da Doença de Chagas pela primeira vez em 2020, que o objetivo do 14 de abril é aumentar a visibilidade e a conscientização do público sobre a doença, além dos recursos necessários para a prevenção, o controle e a erradicação. A OMS enaltece também os feitos de Carlos Chagas, reconhecendo a importância da ciência brasileira para a descoberta da enfermidade.
A data não poderia estar descontextualizada da atual crise sanitária causada pela Covid-19. “Viver o Dia Mundial da Doença de Chagas em meio à pandemia assume um sentido muito especial e dramático. É um convite a que lembremos de Carlos Chagas não apenas como um grande nome da ciência, mas como exemplo de um cientista que sempre aliou conhecimento de ponta a compromisso com a saúde da população”, pontua Simone Kropf.
Classificada como uma das principais doenças negligenciadas (tidas como endêmicas em populações em situação de baixa renda), a doença de Chagas continua sendo uma enfermidade crítica em diversas áreas do Brasil e do mundo, sobretudo pelo problema da subnotificação. Apesar dos muitos avanços no diagnóstico e no tratamento, ela continua a apresentar altos números. Dados da OMS indicam que, em todos os países das Américas, de seis a sete milhões de pessoas vivem com Chagas, sendo que a maioria não sabe que está infectada, dificultando políticas públicas para o pleno combate à doença e à proliferação do transmissor.
Ainda de acordo com o órgão, 65 milhões vivem com risco de contrair a infecção. No Brasil, segundo o Ministério da Saúde, estudos recentes mostram que há entre 1,9 milhões e 4,6 milhões de pessoas infectadas pelo T. cruzi – sendo a grande maioria portadores crônicos – e a doença de Chagas é uma das quatro maiores causas de morte por agravos infecciosos e parasitários. Por muito tempo, a enfermidade foi restrita às áreas mais pobres da América Latina. “Carlos Chagas, em 1926, afirmou que a doença de Chagas era a doença do Brasil. Um país que esquecia as populações dos sertões. E é isso que vem à mente quando estamos juntos nesse dia histórico. Hoje, quando se fala no mote da Agenda 2030 [da ONU], que é o ‘de ninguém deixado para trás’, é muito importante olhar para a prevenção e para o tratamento em doença de Chagas”, afirmou Nísia logo após o anúncio da OMS.
Nas últimas décadas, porém, o agravo se espalhou para outros continentes, com casos registrados nos Estados Unidos, Canadá e diversos países da Europa, além de Austrália e Japão. Associada principalmente às migrações humanas, a disseminação da enfermidade é tida pela própria OMS como um “problema de saúde global”.
Kropf ressalta que, diante da crise do novo coronavírus, é importante lembrar a atuação de Carlos Chagas em outra pandemia que sobressaltou o mundo: a gripe espanhola. “Em 1918, já como diretor do Instituto Oswaldo Cruz, Chagas foi incumbido de organizar serviços especiais de atendimento aos acometidos pela epidemia de gripe espanhola no Rio de Janeiro, como hospitais emergenciais e postos de consulta. Sua atuação nesta frente seria decisiva para sua nomeação, em 1919, como diretor dos serviços federais de saúde”, explica a autora.
Em meio ao enorme desafio atual, no qual a Fiocruz desempenha, segundo a própria OMS, papel central no combate à Covid-19 nas Américas, celebrar o Dia Mundial da Doença de Chagas a pouco mais de um mês para o seu aniversário de 120 anos é mais uma valorização da excelência científica da instituição. “É um dia para lembrar do passado, com os olhos no presente e no futuro”, ressalta Simone Kropf. Para a pesquisadora, reconhecer o legado de Chagas é essencial na atual conjuntura. “Neste 14 de abril, esperamos que Carlos Chagas seja visto nos rostos de todos os cientistas e profissionais de saúde que, hoje, lutam bravamente para produzir conhecimentos e ações para enfrentar a emergência sanitária global. Que ele seja reconhecido em todos os que defendem e constroem políticas públicas de saúde”, finaliza.
Leia na íntegra o depoimento de Simone Kropf sobre o Dia Mundial da Doença de Chagas e o relançamento do livro em formato digital.