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Publicado em 23/08/2024

Fiocruz Amazônia prorroga até 26/08 as inscrições para o V Encontro de Pós-Graduação

Autor(a): 
Júlio Pedrosa (Fiocruz Amazônia)

O Instituto Leônidas e Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) prorrogou até a próxima segunda-feira, 26 de agosto, as inscrições para o V Encontro de Pós-Graduação, que acontecerá entre os dias 9 e 12 de setembro, no Hotel Intercity, em Manaus. Com o tema “Saúde e Meio Ambiente na Amazônia: Papel dos pós-graduando nos desafios globais”, o encontro se propõe a discutir e divulgar avanços nas pesquisas científicas realizadas pelos pós-graduandos dos programas de pós-graduação do ILMD/Fiocruz Amazônia, promovendo maior integração entre docentes e discentes, incluindo alunos de Iniciação Científica. O evento acontece em associação com o III Encontro dos Programas de Pós-Graduação em Saúde Coletiva no Amazonas”, que abriu a programação no dia 9 de agosto envolvendo programas de pós-graduação em Saúde Coletiva do ILMD/Fiocruz Amazônia, Universidade Federal do Amazonas (UFAM) e Universidade do Estado do Amazonas (UEA). As inscrições são gratuitas pelo Campus Virtual Fiocruz.

Inscreva-se já!

De acordo com a pesquisadora da Fiocruz Amazônia, Ani Beatriz Matsuura, coordenadora do Programa de Pós-Graduação em Condições de Vida e Situações de Saúde na Amazônia (PPGVIDA) e responsável pela organização do encontro, a prorrogação tem como finalidade ampliar o alcance do evento, uma vez que ele é aberto para alunos de programas de pós-graduação de outras instituições, interessados em aprofundar as discussões acerca dos temas propostos para as mesas-redondas, palestras e oficinas programadas para o evento.

Confira aqui a programação completa. As inscrições para o V Encontro de Pós-Graduação estão sendo realizadas no Campus Virtual Fiocruz. No total, foram disponibilizadas 200 vagas. “Estamos tendo uma procura significativa, mas ainda há vagas disponíveis”, afirma Matsuura. Haverá premiação para os melhores trabalhos submetidos. A submissão de trabalhos é restrita aos alunos dos programas de pós-graduação do ILMD/Fiocruz Amazônia e do Programa de Pós-Graduação em Saúde Coletiva da Universidade do Estado do Amazonas (UEA).

 

 

 

 

Imagem: Mackesy Nascimento

Publicado em 16/05/2024

Webinário aborda desafios globais diante de emergências sanitárias e caso dos BRICS

Autor(a): 
Informe Ensp

No dia 20 de maio, às 14h, a Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca (Ensp/Fiocruz) vai realizar o webinário ‘Preparação e resposta a emergências sanitárias: desafios globais e o caso dos BRICS’. A atividade será transmitida pelo canal da Ensp no Youtube, não é necessário fazer inscrição para participar. O evento tem como público-alvo pesquisadores, estudantes e trabalhadores do SUS interessados no tema da preparação e resposta a emergências sanitárias em perspectiva global e, particularmente, o caso dos países do BRICS (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul).

Com a coordenação do pesquisador Carlos Machado de Freitas e organização da pesquisadora Adelyne Mendes Pereira, o evento contará com os seguintes palestrantes: Deisy Ventura, professora da Faculdade de Saúde Pública (FSP-USP) e vice-diretora do Instituto de Relações Internacionais (IRI-USP), Eduardo Hage, pesquisador da Fiocruz Brasília e membro do Painel de Especialistas da Organização Mundial da Saúde para o RSI, e do embaixador Alexandre Ghisleni, da Assessoria Especial de Assuntos Internacionais (AISA/Ministério da Saúde). Deisy Ventura abordará o processo de reforma do Regulamento Sanitário Internacional (RSI) e do acordo sobre pandemias, enquanto Eduardo Hage tratará dos desafios globais para preparação e resposta a emergências sanitárias. Por fim, Ghisleni enfocará os desafios e possibilidades dos BRICS em face às emergências sanitárias.

+Saiba mais: Campus Virtual oferece cursos gratuitos sobre enfrentamento de emergências de saúde pública

Como parte do projeto de pesquisa “Governança e respostas nacionais dos BRICS à COVID-19: caminhos, desafios e lições para os sistemas de saúde em contextos desiguais”, o evento pretende promover debate e reflexões sobre as emergências sanitárias, tema atual e de grande importância para o futuro do sistema de saúde no Brasil e no mundo. A partir da participação de especialistas, com larga experiência e atuação no tema, a ideia é dialogar sobre os desafios para a preparação e resposta a grandes crises de saúde em perspectiva global e, no caso específico de Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul, que formam o bloco BRICS.

O webinário será realizado no âmbito da pesquisa “Governança e respostas nacionais dos BRICS à COVID-19: caminhos, desafios e lições para os sistemas de saúde em contextos desiguais”, financiada pelo Programa de Fomento ao Desenvolvimento Científico e Tecnológico Aplicado à Saúde Pública da Ensp/Fiocruz.

Assista à transmissão ao vivo:

 

#ParaTodosVerem Banner com fundo azul, no topo uma imagem parcialmente desfocada de uma cidade com as casas inundadas, no topo está escrito: Webinário preparação e resposta a emergências sanitárias: desafios globais e o caso dos BRICS, o evento será no dia 20 de maio às 14 horas, a coordenação é de Carlos Machado de Freitas, organização de Adelyne Mendes Pereira e os palestrantes são Deisy Ventura, Eduardo Hage e Alexandre Ghisleni. A transmissão será pelo canal da Ensp no YouTube.

Publicado em 27/05/2019

Fiocruz participa do Fórum de Ciência, Tecnologia e Inovação da ONU para Agenda 2030

Autor(a): 
Julia Dias (Agência Fiocruz de Notícias)

A sede da Organização das Nações Unidas (ONU), em Nova York, recebeu o Fórum de Ciência, Tecnologia e Inovação da ONU para os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (STI Forum), entre os dias 14 e 15 de maio. A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) esteve representada pelo coordenador da Estratégia Fiocruz para a Agenda 2030, Paulo Gadelha, e sua equipe. O fórum é parte do mandato do Mecanismo de Facilitação Tecnológica da ONU (TFM), do qual Gadelha integra o Grupo dos Dez.

O evento reuniu múltiplos atores, entre representantes da ONU, de governos, cientistas e setor privado, com o objetivo de identificar e examinar as necessidades e lacunas na tecnologia para implementação da Agenda 2030. Cooperação científica, inovação e capacitação, assim como facilitação do desenvolvimento, transferência de disseminação de tecnologias relevantes para o desenvolvimento sustentável forma alguns dos temas tratados.

A agenda de Gadelha e sua equipe incluiu alguns eventos satélites do STI Forum: o Global Solutions Summit 2019 (GSS 2019), que antecedeu o Fórum, no dia 13, e o evento especial do G-STIC (Global Sustainable Technology and Innovation Conference Series), no dia 16. 

No evento do G-STIC, o coordenador da EFA 2030 apresentou o projeto da Wolbachia, uma bactéria que, quando presente no organismo do mosquito Aedes aegypti, tem a capacidade de reduzir a transmissão de arboviroses, como dengue, chikungunya, zika e febre amarela. O desenvolvimento da tecnologia é supervisionado pelo pesquisador da Fiocruz e líder do World Mosquito Program(WMP) no Brasil, Luciano Moreira. O WMP é um programa internacional de combate a doenças transmitidas por mosquitos e, no Brasil, é conduzido pela Fundação.

A diretora do G-STIC, Veerle Vandeweerd, falou nos dois eventos satélites sobre a importância de facilitar o escalonamento de tecnologias inclusivas e sustentáveis no mercado, de forma a contribuir para o atingimento dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Agenda 2030. O G-STIC é tido como uma plataforma que reúne governos, investidores, cientistas e sociedade civil com esse objetivo. E citou a presença da Fiocruz, coorganizadora do G-STIC, como importante apoiadora de todas essas iniciativas.

“Mesmo que as tecnologias sustentáveis e inclusivas existentes sejam escalonáveis, sem investimento não é possível garantir acesso a todos. Devemos, então, pensar estrategicamente sobre como implementar essas tecnologias. O G-STIC surgiu para isso”, esclareceu Vandeweerd.

O ex-presidente da Fiocruz também participou do evento de lançamento da exposição Mulheres na Ciência, Tecnologia e Inovação, organizado pela ONU Mulheres, no dia 14 de maio. A exibição contemplou pôsteres de mulheres que influenciaram fortemente a ciência mundial.

“Ao assumir a liderança no campo da ciência, as mulheres trouxeram uma nova perspectiva. Não só por enriquecerem o fazer científico, mas também por pensarem questões que não haviam sido sugeridas até então”, afirmou Paulo Gadelha, ao reconhecer a importância fundamental da participação das mulheres no processo científico e reforçar o compromisso da a Fiocruz e do Grupo dos Dez para o maior envolvimento delas nesse campo. 

No mesmo dia, aconteceu a mesa A revolução digital e o Desenvolvimento Sustentável: Oportunidade e Desafios, organizada pela iniciativa The World In 2050 (TWI 2050, ou o Mundo em 2050, em tradução livre). Gadelha dividiu a mesa com outros membros do Grupo dos Dez e trouxe à tona alguns desafios da área da saúde nesse contexto: “Quando pensamos em revolução digital e tecnológica, a saúde é uma área fundamental. Ou as tecnologias emergem da área da saúde, ou as tecnologias surtem grande impacto na área da saúde”.

No dia 15, a equipe da EFA 2030 esteve presente, juntamente com os outros membros do Grupo dos Dez, em uma mesa-redonda para elaboração de Roadmaps (quadro de referência, em tradução livre) de ciência, tecnologia e inovação para os ODS sob uma perspectiva técnica. O evento discutiu o trabalho da ONU e sua colaboração para o desenvolvimento de um guia para os Estados-Membros sobre a construção de Roadmaps como ferramenta de comunicação e de construção de políticas públicas. A sessão também apresentou uma proposta global de Roadmap piloto de Ciência, Tecnologia e Inovação para os ODS com intuito de capacitar e escalonar sua adoção pelos Estados-membros.

Publicado em 25/03/2019

Subsecretária-geral da ONU abre ano letivo da Fiocruz

Autor(a): 
Ricardo Valverde (Agência Fiocruz de Notícias)

A abertura do ano acadêmico da Fiocruz, nesta sexta-feira (22/3), contou com uma conferência da subsecretária-geral da ONU e diretora-executiva do Fundo de População das Nações Unidas (Unfpa), Natalia Kanem. Com o tema Desafios globais e oportunidades para o avanço das agendas CIPD e 2030: garantindo direitos e escolhas para mulheres e jovens, a conferência lotou o auditório do Museu da Vida, no campus de Manguinhos da Fundação. Antes da aula inaugural, houve uma homenagem à vereadora Marielle Franco, assassinada há pouco mais de um ano, e uma apresentação do grupo Filhas de Maria, formada por quatro mulheres de Manguinhos, bairro onde está sediada a Fiocruz, que em suas músicas canta o cotidiano da região e critica o racismo e o machismo.

O Ministro de Saúde do Paraguai, Julio Mazzoleni, que está em visita oficial ao Brasil, foi o primeiro a falar. Ele se disse impressionado com as características da Fiocruz e sua bem-sucedida fusão de tradição e modernidade. Depois dessa primeira intervenção, formou-se a mesa de abertura, que teve as presenças da representante da Associação dos Pós-Graduandos da Fiocruz (APG-Fiocruz), Helena de Oliveira, da vice-presidente do Sindicato dos Servidores de Ciência, Tecnologia, Produção e Inovação em Saúde Pública da Fiocruz (Asfoc-SN), da Mychelle Alves Monteiro, da consultora em Gênero e Saúde da Opas no Brasil, Ana Gabriela Sena, do representante do Unfpa no Brasil, Jaime Nadal, da vice-presidente de Educação, Informação e Comunicação da Fiocruz, Cristiani Vieira Machado, e da presidente da Fundação, Nísia Trindade Lima.

Cristiani Machado defendeu o Sistema Único de Saúde (SUS), a igualdade e o compromisso social e lembrou que a desigualdade atinge sobretudo as mulheres e os jovens. “Na próxima semana vamos lançar cinco editais importantes, sendo que um deles se destina às meninas na ciência”. A presidente da Fiocruz, Nísia Trindade Lima, sublinhou a alegria e a honra em receber a subsecretária-geral Natalia Kanem e afirmou que a Fundação tem um compromisso com a Agenda 2030, o que levou a instituição a se articular internamente para estabelecer uma instância que cuida do tema e que busca atingir os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS). “A erradicação da pobreza em todas as suas formas e dimensões, incluindo a pobreza extrema, é o maior desafio global e um requisito indispensável para o desenvolvimento sustentável”, disse.

Enquanto isso, Helena Oliveira pediu aos alunos da Fiocruz que não se esqueçam de que a vida acadêmica não se limita à produtividade e que a luta por acesso e igualdade torna a pós-graduação um curso com mais qualidade e encorajou-os à mobilização. Mychelle Alves reafirmou a defesa da Asfoc-SN de políticas sociais que visem ao bem-estar da população, em especial aos mais desfavorecidos, e com a construção de um projeto de país que seja inclusivo, soberano e sustentável.

Para Ana Gabriela Sena, a Agenda 2030 requer mudanças e deve criar oportunidades para todos. “Para a Opas a igualdade de gênero é fundamental. Temos que empoderar as mulheres, sem deixar ninguém para trás”. Jayme Nadal afirmou que Unfpa e Fiocruz têm uma relação sólida e tradição em cooperação em políticas públicas e com um diálogo articulado.

Uma aula rica em conhecimento

Antes da conferência, Nísia homenageou a memória de Marielle Franco entregando uma placa à irmã da vereadora, Anielle Franco. A presidente também homenageou dois funcionários mortos há pouco tempo: o ex-presidente da Fiocruz Luiz Fernando Ferreira e o consultor-científico do Instituto de Tecnologia em Imunobiológicos (Bio-Manguinhos/Fiocruz) Reinaldo Martins.

Após as homenagens e intervenções iniciais, teve início a conferência de Natalia Kanem. Ela disse que quer mais colaboração com a Fiocruz, tendo como foco os ODS e os direitos da mulher e dos jovens, e agradeceu o apoio financeiro e técnico do Brasil. “Os direitos humanos são a base para a paz e a prosperidade e formam os pilares da ONU”. Natalia disse que desde 1994, quando houve a Conferência sobre População e Desenvolvimento (CIPD) das Nações Unidas no Cairo, que os direitos sexuais e reprodutivos vêm sendo alicerçados no mundo. “Vinte e cinco anos depois, ainda é o espírito daquela conferência que nos anima e impulsiona. As pessoas, especialmente as mulheres, precisam ser protagonistas de suas vidas, como seres humanos autônomos. Por isso precisamos de mais e mais educação, inclusive sexual, para que tragédias que se repetem ao redor do mundo possam desaparecer”.

Ela afirmou que há o que comemorar. A mortalidade infantil, por exemplo, caiu de 143 para 65 por mil. O número ainda é grande, mas o avanço é inegável. Mas há muito o que fazer. “Cerca de 300 mil mulheres morrem anualmente devido à falta de condições adequadas de saúde. São 830 mulheres por dia, muitas delas meninas. Em todo o planeta, 15 milhões de meninas menores de idade vivem casamentos forçados com homens mais velhos e uma em cada três mulheres sofreu ou sofrerá algum tipo de violência, E uma em cada cinco meninas já está casada antes dos 18 anos, sendo que 12% casam antes dos 15 anos”, comentou Natalia, que também relatou o cada vez mais comum o estupro em situações de guerras e conflitos militares.

Natalia citou ainda a mutilação genital (extração do clitóris), que atinge cerca de 200 milhões de mulheres. Um número que, de acordo com a subsecretária-geral, será acrescido este ano de mais 4 milhões de mulheres. “Em parceria com o Unicef, fazemos campanhas em muitos países para que esse costume seja erradicado. Precisamos dar voz às mulheres, dar a elas o poder de escolher o que querem para suas vidas. Em famílias menores a mulher é soberana. Todo ano, nascem em torno de 7 milhões de bebês cujas mães são meninas”.

A subsecretária-geral criticou o que chamou de “incapacidade coletiva” para resolver essas questões. “No Brasil, por exemplo, o número de jovens de 15 a 19 anos com HIV dobrou nos últimos anos. Isso tem muito a ver com a polarização política que freia as políticas públicas. Por isso é tão fundamental recuperarmos a narrativa, baseados em evidências científicas. O futuro depende do investimento em mulheres e jovens. Milhões de meninas não sabem ler e consequentemente não estudam. Como vão mudar suas vidas? Queremos zero desigualdade, zero mortalidade infantil e materna, zero violência de gênero”.

Em todo o mundo, segundo Natalia, apenas metade das mulheres têm controle sobre as questões reprodutivas e sexuais. “Portanto, requer que enfrentemos as causas desse problema não apenas empoderando as mulheres e meninas, mas também envolvendo homens e meninos. Os jovens precisam ter esse conhecimento antes que sejam sexualmente adultos. A escola é o espaço adequado para levarmos esse conhecimento a eles. E também necessitamos reformar as legislações, protegendo mulheres e jovens”. Natalia observou que o desafio é de todos e que somente assim os grupos desfavorecidos terão voz e protagonismo. “Assim as mulheres poderão tomar suas decisões e defender seus direitos”.

Conferência sobre População e Desenvolvimento

A Conferência sobre População e Desenvolvimento (CIPD) das Nações Unidas, realizada no Cairo em 1994, resultou na elaboração de uma agenda (CIPD) apontando um compromisso comum para o alcance do desenvolvimento sustentável com equidade para todas e todos por meio da promoção dos direitos humanos e da dignidade, apoio ao planejamento familiar, saúde sexual e reprodutiva e direitos, promoção da igualdade de gênero, promoção da igualdade de acesso à educação para as meninas e eliminação da violência contra as mulheres, entre outros.

No 20º aniversário da CIPD, a Assembleia-Geral da ONU, em uma sessão especial, apelou aos países para que cumprissem os compromissos assumidos no Cairo e abordassem as desigualdades crescentes e os desafios emergentes, como delineado no Relatório Global da CIPD Além de 2014, lançado pelas Nações Unidas, que coloca os direitos humanos e a dignidade individual no coração do desenvolvimento.

Publicado em 13/03/2019

Aula Inaugural da Fiocruz abordará desafios globais para os direitos das mulheres e jovens

Autor(a): 
Valentina Leite (Campus Virtual Fiocruz)

Todos os anos, a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) inicia o ano letivo com uma grande Aula Inaugural, que é aberta a todos. Em 2019, o tema do encontro será Desafios globais e oportunidades para o avanço das agendas CIPD e 2030: garantindo direitos e escolhas para mulheres e jovens. A aula será no dia 22 de março, a partir das 9h, no Auditório do Museu da Vida (Av. Brasil, 4365, Manguinhos, Rio de Janeiro).

Este ano, a convidada é Natalia Kanem, subsecretária geral da Organização das Nações Unidas (ONU) e diretora executiva do Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA). Natalia ocupa um dos cargos mais altos entre as mulheres nas Nações Unidas, além de ser a primeira mulher latino-americana a dirigir a UNFPA. Ela tem mais de 30 anos de experiência em liderança estratégica nas áreas de medicina, saúde pública e reprodutiva, paz, justiça social e filantropia.

Compromissos e desafios globais

A Aula Inaugural de 2019 aborda os desafios propostos por duas importantes agendas globais, no que se refere aos direitos das mulheres: a Agenda 2030 e a agenda da Conferência Internacional sobre População e Desenvolvimento (CIPD).

A Agenda 2030 é um plano de ação estabelecido pela ONU, que se baseia em 17 Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS), sendo o número 5 a igualdade de gênero.

Já a CIPD foi uma conferência que ocorreu no Cairo em 1994, promovida pela UNFPA, e resultou na elaboração de uma agenda de compromissos para o alcance do desenvolvimento sustentável, dentre os quais destacam-se a promoção da igualdade de acesso à educação para as meninas e a eliminação da violência contra as mulheres.

Mulheres em foco na Fiocruz

A Fiocruz cada vez mais abraça as causas relacionadas aos direitos das mulheres. Este ano, o Dia Internacional das Mulheres e Meninas na Ciência foi celebrado pela primeira vez na Fundação, numa roda de conversa com pesquisadoras que contaram sobre suas trajetórias científicas. A data foi estabelecida pela ONU, também em consonância com os ODS da Agenda 2030.

Acompanhe a transmissão da aula inaugural ao vivo*, pelo link!

 

*Atualizado em 19/3/2019.

Publicado em 21/03/2019

Não esqueça! Aula Inagural da Fiocruz acontece amanhã (22/3), a partir das 9h

Autor(a): 
Campus Virtual Fiocruz

No dia 22/3, às 9h, a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) inicia oficialmente o ano letivo com a sua grande Aula Inaugural. O tema do encontro será Desafios globais e oportunidades para o avanço das agendas CIPD e 2030: garantindo direitos e escolhas para mulheres e jovens e a convidada deste ano é Natalia Kanem, subsecretária geral da Organização das Nações Unidas (ONU).

Todos são bem-vindos! O local é o Auditório do Museu da Vida (Av. Brasil, 4365, Manguinhos, Rio de Janeiro), no campus da Fiocruz.

Início do ano letivo na Fiocruz

Além da grande Aula Inaugural, organizada pela Presidência da Fiocruz, há outras aulas inaugurais de unidades da Fundação. São diversos temas relevantes nos campos da ciência, saúde e educação, que fazem parte da agenda de abertura do ano.

A aula da Escola Politécnica de Saúde Joaquim Venâncio (EPSJV/Fiocruz) da Educação de Jovens e Adultos (EJA-Manguinhos) abordou o tema da cultura na favela e recebeu lideranças e referências culturais das comunidades da Maré e Manguinhos (saiba mais).

Já a Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca (ENSP/Fiocruz) falou sobre mineração extrativista e o bem-estar das populações, ao abordar o desastre de Brumadinho (saiba mais).


*Atualizado em 1/4/2019.

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