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ARANDU, SABERES ORIGINÁRIOS - 1º Oferta

Unidade/ofertante: Fiocruz Brasília Telefone: (61) 3329-4500 Email: secad@fiocruz.br
C Capacitação/Cursos Livres
Semi Presencial
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Sobre o curso

Esta disciplina nasce como uma das estratégias de implementação do projeto Redes Sociais Locais - caminhos para a mudança social do Programa Inova, Edital Novos Talentos. Compõe um ciclo de 3 disciplinas, esta primeira, “Arandu: saberes originários”, com foco no Bem Viver; uma segunda, “Tekoha: terra e territorialidade - outros olhares possíveis”, com foco no conceito ou desconstrução dos conceitos de território; e a terceira “Aty Guaçu: redes, participação e processos circulares/horizontais”, como foco em organizações comunitárias de base territorial: redes sociais locais. A disciplina “Arandu: saberes originários” se baseia nos conhecimentos dos povos originários e discute sua influência nas noções de “Bem Viver”. O Bem Viver recupera a sabedoria ancestral, rompe com o alienante processo de acumulação capitalista (ACOSTA, 2011).

A disciplina “Arandu: saberes originários” se baseia nos conhecimentos dos povos originários e discute sua influência nas noções de “Bem Viver”. O Bem Viver recupera a sabedoria ancestral, rompe com o alienante processo de acumulação capitalista e questiona as noções de desenvolvimento e sustentabilidade.
O referencial teórico utilizado será, predominantemente, textos produzidos por autores dos povos originários e latino-americanos.
Flyer Arandu
Como estratégia de divulgação, mobilização e educomunicação criamos uma plataforma de Podcast, com o nome: Caminhos para Mudança, com divulgação nas seguintes mídias digitais:

Se quiser fazer parte da nossa lista de transmissão pelo WhatsApp: https://wa.me/556183166006?text=Bem%20Viver Horário:14h às 18h
Local: Escola de Governo da Fiocruz Brasília - Avenida L3 Norte, s/n, Campus Universitário Darcy Ribeiro - UnB, Gleba A (na altura do HUB) - Curso PRESENCIAL.
Com Daniel Iberê M'Byá Guarany e coordenação de Tatiana Novais.
 
29/01 - quarta-feira - (1) CONECTAR – Acolhimento, (2) CUIDAR - Apresentação da (in)disciplina, construção de Com-Tatos, (3) COMPARTILHAR – Diálogos sobre Bem Viver com Thiago Ávila e Braulina Baniwa.  05/02 - quarta-feira – (3) COMPARTILHAR - Visões originárias e histórias de formação. Atyguaçu com Airy Gavião, Mirinju M'Byá Guarani, Fêtxawewe Tapuya Guajajara e Kamu Dan Wapichana. 11/02 - terça-feira – (4) COMO-FIAR – “Caçada, pescaria e colheita” – Campo em locais de re-existências - Contextos participativos e circulares, que buscam compreender os processos de transformação social. Territórios: 1) Santuários dos Pajés; 2) Mercado Sul; 3) Casa das Redes; 4) Unidade de Saúde 1 do Lago Norte e 5) Unipaz. 12/02 - quarta-feira - (3) COMPARTILHAR - O Monólogo do Poder. A Escola do Colonizador, etnocídios e memoricídios. Atyguaçu com Álvaro Dohétiro Tukano, Nádia Nádila da Silva Reis, Suliete Gervásio Monteiro (Povo Baré) e José Jorge de Carvalho (Professor da UnB) 18/02 - terça-feira – (5) CULTIVAR – Contra-colonização (6) CO-CRIAR  - organizar a partilha da “Caçada, pescaria e colheita” com Geraci Ticuna, Everardo Aguiar, Armando Quechua, Stephen Baines. 19/02 - quarta-feira – (7) CELEBRAR – Partilha da “Caçada, pescaria e colheita”.
PEDIDO AO JORNAL METRÓPOLES PARA RETIFICAÇÃO DA IDENTIDADE DO INDÍGENA PARISÍ ISRAEL TIAGO MARTINS AO COMUNICAR SEU FALECIMENTO
 
Os integrantes do curso livre "Arandu: Saberes Originários", promovido pela Fiocruz/DF em janeiro de 2020, registram, por meio desta nota, a necessidade do jornal "Metrópoles - notícias do DF", retificar publicamente as informações que dizem a respeito do *indígena Israel Tiago Martins. E também, lamentamos seu falecimento, suspeito de COVID-19, mas não confirmado nos exames.
 
O texto publicado pelo jornal (disponível no link https://www.metropoles.com/distrito-federal/1a-morte-por-coronavirus-no-df-e-de-indio-que-tinha-diabetes/amp) o coloca como um “descendente de indígena” e não como indígena da etnia Uirapuru.
 
A referência “descendente de indígena” expressa uma abordagem discriminatória sobre aqueles indígenas que não estão situados em suas aldeias e territórios. Embora, este equívoco possa ser considerado desconhecimento do redator e de sua equipe sobre o tema.
 
Estar fora da aldeia, ser morador de Brasília ou de outra cidade, não significa que houve perda da cultura e da identidade que o diferencia.

A palavra “descendente” abre um campo semântico complexo. No caso de Israel Tiago Martins, indica estar ele relacionado umbilicalmente a gerações anteriores, ancestrais, a povos que já estavam aqui antes, originários. No entanto, é preciso ressaltar que Israel, ele mesmo, traz em si os elementos que constituem essa ancestralidade, já que é indígena e de uma etnia específica.
 
Nessa perspectiva, a cultura indígena não pode ser referenciada apenas de modo distanciado, como se estivesse no passado, mas deve ser encarada agora, no presente.
 
Os indígenas que residem em contextos urbanos não são menos índios e não estão desprovidos de direitos. Mesmo agora, após a fatalidade ocorrida, Israel tem o direito de ser reconhecido em sua identidade, língua, valores, costumes e crenças, como um cidadão com etnia diferenciada, Paresí.
 
Do contrário, ficam reforçados apenas a ideia do racismo, das tradições coloniais, do violento processo de submissão dos povos indígenas originários à sociedade nacional.
 
Israel Tiago Martins faleceu no último dia 28.03.2020, em Brasília, com um quadro de falência/dificuldade respiratória. Segundo informações disponíveis pelos meios de comunicação, ele estava morando numa ocupação próxima ao assentamento Rota do Cavalo, na cidade de Sobradinho, Distrito Federal. Em sua trajetória, já havia morado um período em São Carlos, no estado de São Paulo.