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Curso de Aperfeiçoamento para Profissionais da Atenção Primária à Saúde nos Territórios da Pesca Artesanal - 1

Unidade/ofertante: Instituto Aggeu Magalhães Telefone: (81) 2101.2500 ou 2101-2600.
A Aperfeiçoamento
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Sobre o curso

Descrição: Contribuir com a formação dos profissionais de saúde que atuam em territórios da pesca artesanal para o cuidado e atenção integral à saúde dos povos das águas no âmbito do SUS.



Objetivo Geral: Compreender a relação entre o ambiente, o trabalho e o processo saúde-doença de pescadores/as artesanais; Compreender como a contaminação ambiental provocada por empreendimentos com potencial poluidor afetam os territórios da pesca artesanal; Instrumentalizar a atuação da vigilância e da atenção primária em saúde no cuidado do povo das águas nas perspectivas das abordagens participativas.



Justificativa: A população da pesca artesanal apresenta um modo de vida tradicional, demarcando a territorialidade das águas. Contudo, convivem com um processo histórico de vulnerabilidade ligado ao racismo, à violência de gênero e a injustiça ambiental que representam constantes ameaças e estão correlacionadas ao turismo predatório; conflitos territoriais; e a exploração da matriz energética do petróleo, que em 2019 resultou no desastre ambiental ocorrido no litoral brasileiro. O racismo e o patriarcado surgem como componentes estruturais da sociedade colonial. Neste contexto, considerando a compreensão da saúde a partir da epidemiologia crítica e da determinação social da saúde, é necessária uma efetiva atuação do SUS no sentido de fortalecimento de políticas como a Política Nacional de Saúde Integral do Campo, Floresta e Água em busca de proteção e promoção da saúde dos territórios da pesca artesanal. Com o desastre-crime do derramamento de petróleo no final de 2019, o Laboratório de Saúde, Ambiente e Trabalho (LASAT) realizou discussões com diferentes setores da gestão de saúde, do meio ambiente, movimentos sociais, pesquisadores acerca da problemática enfrentada, que estruturou um plano de ação da Fiocruz estruturado em pesquisa, formação e monitoramento. A partir desse plano e em articulação com os movimentos sociais e a rede de saúde do trabalhador do estado, estruturamos a pesquisa “Desastre do petróleo e saúde dos povos das águas”, com envolvimento dos movimentos sociais e de representações da gestão em saúde, assumindo uma perspectiva teórico-metodológica ancorada na Abordagem Ecossistêmica em Saúde (AES), na Reprodução Social da Saúde e na perspectiva da Determinação Social da Saúde. Ou seja, teve um aspecto de diagnóstico, intervenção e formação. Contudo faz-se necessário, continuar as formações voltadas para os trabalhadores da Atenção Primária à Saúde do SUS, por ser a principal porta de entrada, ordenadora da rede de atenção e coordenadora do cuidado, da população Brasileira.



Contribuir com a formação dos profissionais de saúde que atuam em territórios da pesca artesanal para o cuidado e atenção integral à saúde dos povos das águas no âmbito do SUS.