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Publicado em 10/02/2025
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Fiocruz integra mais de 20 atividades para enfrentamento à dengue no Rio. Campus Virtual contribui com formações no combate à doença

Autor(a): 
Leonardo Sodré (Plano Integrado de Saúde nas Favelas RJ)

Dia Estadual de Saúde nas Favelas do Rio de Janeiro, em 10 de fevereiro, está sendo marcado por atividades com foco no enfrentamento à dengue na capital e nos municípios de Niterói, São Gonçalo, Nova Iguaçu, Mesquita, São João de Meriti, Teresópolis e Campos dos Goytacazes. O Plano Integrado de Saúde nas Favelas do Rio de Janeiro, capitaneado pela Fiocruz, reune mais de 20 atividades, que vão de ações educativas, práticas integrativas, palestras à rodas de conversa. A programação integra 146 organizações sociais que fazem parte do Plano com objetivo de ampliar a prevenção contra o Aedes aegypti nos territórios.

Coordenador executivo do Plano Integrado de Saúde nas Favelas do Rio de Janeiro, Richarlls Martins destaca o caráter coletivo da mobilização. Para ele, a apropriação da agenda de enfrentamento à dengue da Fiocruz pelas organizações de favelas tem efeito direto na contenção do avanço de casos da doença em territórios onde vivem a população mais vulnerável. "É estratégico ampliar a participação dos diferentes setores da sociedade, especialmente das organizações de favela, na construção de respostas qualificadas frente as demandas centrais de saúde. A sociedade civil implementou no período mais crítico da pandemia ações de solidariedade, de comunicação popular em saúde, de engajamento comunitário, que foram e são fundamentais para se produzir uma cultura de participação, de atuação na promoção da saúde e na prevenção dessas doenças que são preveníveis", afirma Martins. "O Dia Estadual de Saúde nas favelas marca a centralidade da saúde na periferia como estratégica para a ampliação dos direitos. Também destaca a potência, a contribuição ativa das favelas com o campo da saúde. E é uma data para celebrar, para reconhecer as vulnerabilidades que determinam socialmente as condições de saúde e doença. Estamos trabalhando para auxiliar no engajamento de toda sociedade na construção de agendas coletivas que ampliem o direito à saúde nas favelas".

A programação do Dia Estadual de Saúde nas Favelas do Rio de Janeiro inclui ainda o evento Saúde na Favela é construção Coletiva, que vai reunir representantes dos 146 projetos que integram o Plano no dia 10 de fevereiro no campus Maré. Durante o encontro, será apresentado um diagnóstico externo de avaliação da implementação dos 90 projetos elaborado por pesquisadores da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e a Pontifícia Universidade Católica do Rio (PUC-Rio). O evento contará com a presença de autoridades institucionais, dentre elas a ministra da Igualdade Racial, Anielle Franco. Fazem parte da extensa programação nas favelas do Rio de Janeiro, atividades como oficinas agroecológicas, mutirões de combate ao mosquito Aedes aegypti e ações voltadas a educação infantil. Os diversos eventos promovidos pelas organizações sociais locais, reunirão agentes de saúde e unidades públicas com atuação em cada favela, além da participação de universidades, institutos de pesquisas e profissionais da educação.

O Plano Integrado de Saúde nas Favelas do Rio de Janeiro é uma parceria entre a Fiocruz, UFRJ, Uerj, PUC-Rio, Uenf, IFF, Abrasco, SBPC e Alerj. Criado durante a pandemia de Covid-19, a iniciativa teve objetivo inicial de apoiar respostas sociais às questões emergenciais nas favelas e contribuir para a ampliar a participação social nas ações de saúde, auxiliando no fortalecimento do Sistema Único de Saúde (SUS). Desde então, foram financiadas ações que impactaram diretamente e indiretamente aproximadamente 500 mil pessoas, com apoio à segurança alimentar, saúde mental, comunicação em saúde, educação popular em saúde e geração de renda em favelas de 33 cidades do Estado.

Confira mural de atividades de celebração do dia 10 de fevereiro

Veja a programação completa.

Fiocruz oferece cursos de combate à dengue

Campus Virtual Fiocruz reforça sua contribuição no combate à dengue com seus dois cursos que tratam da temática e são voltados a profissionais de saúde: Estratégia de Disseminação de Larvicida para combate ao mosquito Aedes e InfoDengue e InfoGripe: Vigilância epidemiológica de doenças transmissíveis, ambos online e gratuitos. Conheça e inscreva-se!

Estratégia de Disseminação de Larvicida para combate ao mosquito Aedes

O curso tem foco numa tática muito promissora no combate aos mosquitos, que é a disseminação de larvicidas pelos próprios mosquitos. A Estratégia de Disseminação de Larvicida (EDL) é diferenciada, pois algumas espécies de mosquitos Aedes usam, de forma frequente, criadouros crípticos, ou seja, de difícil acesso, situados em locais inacessíveis ou ainda visualmente indetectáveis até pelos agentes de combate às endemias (ACE).

O objetivo do curso, que é composto de 2 módulos, 10 aulas e 40h de carga horária, é oferecer um conjunto de conhecimentos, além da prática na gestão e operacionalização dos procedimentos de montagem, impregnação, instalação, e manutenção das Estações Disseminadoras de larvicida (ED’s) para o controle de arboviroses através da dispersão de larvicida por mosquitos urbanos nos diferentes contextos e realidades do Brasil.

A formação é online, gratuita e autoinstrucional e busca qualificar agentes de saúde, estudantes, pesquisadores e profissionais de saúde que atuam ou pretendem atuar no combate aos mosquitos Aedes.

Confira aqui a divisão dos módulos e inscreva-se!

InfoDengue e InfoGripe: Vigilância epidemiológica de doenças transmissíveis

O curso é voltado a profissionais da vigilância em saúde que atuam nas secretarias municipais e estaduais de Saúde, e é aberto também a interessados no tema.

O objetivo é promover a compreensão de conceitos teóricos do monitoramento de doenças transmissíveis e proporcionar aos profissionais conhecimentos e instrumentos para auxiliar na tomada de decisão em situações dedicadas à vigilância de arboviroses urbanas (dengue, Zika e chikungunya) e de Síndromes Respiratórias Agudas Graves (SRAG).

A carga horária é de até 40h, divididas em dois módulos: módulo base e módulo aplicado, em que o aluno pode optar por estudar um dos sistemas (InfoDengue e InfoGripe) ou ambos. Os módulos trazem apresentações das doenças como problemas de saúde pública e sua epidemiologia no país, seguido de uma introdução ao processo de coleta e organização de dados feitos pelas secretarias de saúde.

Os alunos serão apresentados a conceitos teóricos do monitoramento de doenças transmissíveis, métodos e práticas específicos do Infodengue e do Infogripe, para que sejam capazes de atuar em cenários de risco e a leitura-interpretação dos boletins em diferentes contextos.

A formação é totalmente online, gratuita e autoinstrucional.

Confira aqui como estão divididos os módulos e inscreva-se!